Integrador de Dados da Rede de Ensino do Município de Palmas

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1 Franklin Rangel Pereira Alves Integrador de Dados da Rede de Ensino do Município de Palmas Palmas 2003

2 2 Franklin Rangel Pereira Alves Integrador de Dados da Rede de Ensino do Município de Palmas Monografia apresentada como requisito parcial da disciplina Prática de Sistemas de Informação II (TCC) do curso de Sistemas de Informação, orientada pelo Prof. M.Sc. Eduardo Leal. Palmas 2003

3 3 Franklin Rangel Pereira Alves Integrador de Dados da Rede de Ensino do Município de Palmas Monografia apresentada como requisito parcial da disciplina Prática de Sistemas de Informação II (TCC) do curso de Sistemas de Informação, orientada pelo Prof. M. Sc. Eduardo Leal. Aprovado em dezembro de 2003 BANCA EXAMINADORA Profª. Esp. Cristina Dornellas Filipakis Centro Universitário Luterano de Palmas Profª. MSc. Madianita Bogo Centro Universitário Luterano de Palmas Prof. MSc. Eduardo Leal Centro Universitário Luterano de Palmas Palmas 2003

4 4 A meus pais e a minha noiva Enida Lane, que sempre me apoiaram, me dando forças, nunca deixando desistir dos meus objetivos, estando presentes em mais uma vitória da minha vida. Franklin Rangel

5 5 AGRADECIMENTOS Primeiramente a Deus que sempre me deu forças nos momentos em que me encontrava sem forças para continuar. A minha família, amigos, professores e a todos que de uma forma direta ou indireta contribuíram ao alcance do meu objetivo. Ao meu professor orientador Eduardo Leal, que com suas experiências, conhecimentos e dedicação contribuiu para conclusão deste.

6 6 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO REVISÃO DA LITERATURA Software livre Adoção de software livre pelo governo brasileiro O Projeto SIG Palmas Sistemas utilizados pela Secretaria de Educação Integração de dados Bancos de Dados heterogêneos MATERIAL E MÉTODOS Materiais PostgreSQL EMS PostgreSQL Manager PHP IIS Dreamweaver MX Métodos Levantamento de Requisitos O Protótipo RESULTADOS E DISCUSSÃO Implementação Os passos tomados para o desenvolvimento Criação dos Códigos Etapa 1: Definição da rota de acesso às base de Dados... 35

7 Etapa 2: Relacionamento dos identificadores das escolas Etapa 3: População das tabelas do Banco do Integrador Etapa 4: Busca dos Dados faltantes no Banco oposto Etapa 5: Geração do Log Interface Base de Dados Produto final Problemas Encontrados Múltiplas conexões (divisão em fases e tamanho do código) Parametrização dos identificadores dos registros CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APÊNDICE Código Fonte... 62

8 8 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Ilustração da conexão com o Banco do Integrador Figura 2: Ilustração da conexão Banco do Integrador e do SIA Figura 3: Ilustração da conexão com o Banco do Integrador e do Modulação Figura 4: Conexão com o Banco de Dados do Integrador (PostgreSQL) Figura 5: Código que estabelece a rota de acesso aos Bancos de Produção Figura 6: Código que relaciona as escolas do Banco do SIA com o Modulação Figura 7: Identificando a rota inicial do Integrador Figura 8: Zap do Banco do Integrador Figura 9: Conexão com o Banco do Figura 10: Acesso a Tabela Escola do SIA Figura 11: Inserção de escolas no Banco do Integrador Figura 12: Código da função incrementa_id( ) Figura 13: Função que fecha a conexão com Banco do SIA Figura 14: Conexão com o Modulação Figura 15: Preenchendo os campos vazios da tabela escola do Integrador Figura 16: Gerando Log da tabela escola Figura 17: Página inicial do Integrador Figura 18: Página principal do integrador Figura 19: Página de configuração da rota inicial aos Bancos de Produção Figura 20: Página que permite relacionar as escolas dos Bancos em Produção Figura 21: Resultado da integração dos Dados... 50

9 9 Figura 22: Visualização do Log gerado Figura 23: Diagrama de Tabelas do Banco do Integrador Figura 24: Diagrama de Tabelas do SIA Figura 25: Diagrama de Tabelas do Modulação Figura 26: Tabelas de parametrização dos registros... 55

10 10 LISTA DE ABREVIATURAS SIG IPUP PHP IIS CSS HTML SQL Sistema de Informações Georreferenciadas Instituto de Planejamento Urbano de Palmas Hypertext Preprocessor Internet Information Server Cascate Style Sheet Hiper Text Markup Language Structured Query Linguage

11 11 RESUMO Este trabalho apresenta a implementação do protótipo de um sistema destinado a integração entre duas bases de dados da Secretaria de Educação do Município de Palmas. Este protótipo tem o objetivo de disponibilizar uma base de dados unificada para o SIG- Palmas, através do carregamento e integração dos dados de duas bases distintas. No seu desenvolvimento foram utilizadas ferramentas de código livre, como PHP e PostgreSQL.

12 12 ABSTRACT This work presents a integration system prototype implementation between two databases at Education Departament, in Palmas. This prototype aims to produce an unified database to SIG-Palmas, through data integrating and loading from two distinct sources. Free tools, as PHP and PostgreSQL, were used in this development.

13 13 1 INTRODUÇÃO A Secretaria Municipal de Educação possui informações sobre os alunos e professores da rede Municipal, bem como informações das escolas do Município de Palmas-TO. Para manipular tais informações, a Secretaria Municipal de Educação dispõe de dois sistemas: Modulação - que manipula informações sobre professores e escolas, e o SIA (Sistema Integrado de Aluno) - que manipula informações sobre os alunos da rede municipal. A Prefeitura Municipal de Palmas está implantando o SIG-Palmas (Sistemas de Informações Georreferenciadas) desenvolvida pelo IPUP (Instituto de Planejamento Urbano de Palmas). O objetivo do SIG-Palmas é fornecer suporte a Gestão Municipal da Administração Pública, utilizando software livre, o que minimiza custos para o município. O projeto depende de Dados dos órgãos co-relacionados com a Prefeitura de Palmas. O objetivo desse trabalho é desenvolver o protótipo de um integrador de Banco de Dados que consiga unir os Dados contidos em duas bases de Dados, as quais são utilizadas pela Secretaria Municipal de Educação, criando um Banco de Dados cuja estrutura forneça a disponibilidade dos Dados para que o SIG-Palmas possa utilizá-los nas tomadas de decisão da Administração Pública, construindo um Sistema de Gestão Municipal Integrado.

14 14 2 REVISÃO DA LITERATURA No caso do presente trabalho, devido à necessidade de interligar sistemas de bancos de dados distintos a um sistema georreferenciável utilizando softwares livres, a revisão de literatura abrange tópicos como: software livre, pois a interface do aplicativo desenvolvido foi implementado na linguagem PHP; integração de dados, pois os dados de duas bases distintas foram unidos através de um algoritmo e disponibilizados em uma terceira base; banco de dados heterogêneos, cuja análise de sua fundamentação auxiliou na forma como o algoritmo foi desenvolvido e implementado; além da apresentação dos sistemas de bancos de dados utilizados e do sistema georreferenciável. 2.1 Software livre Por alguns considerado revolução ou movimento revolucionário (PINHEIRO, 2003), o movimento do software livre vem avançando, tornando-se parte dos sistemas de informação existentes no mundo digital. O termo software livre diz que o usuário tem a liberdade de utilizar o software para qualquer fim, distribuir, estudar seu funcionamento e adaptar às suas necessidades, alterando-os de modo que venha a contribuir para a comunidade de desenvolvedores de softwares livre (FUNDAÇÃO SOFTWARE LIVRE, 2003) (SARTINI, 2003). A comunidade utiliza um modelo para o desenvolvimento dos seus projetos, o qual possui as seguintes características (PINHEIRO, 2003), (PORTAL DE SOFTWARE LIVRE DO GOVERNO FEDERAL, 2003): O software não fica vinculado apenas a uma pessoa ou grupo específico, possibilitando o atendimento à solicitação da sociedade; permite que todos tenham oportunidades iguais;

15 15 reduz custos para pessoas ou empresas que adquirem o software, rompe a dependência de fornecedor, pois podem ser desenvolvidas várias tecnologias e aplicativos para o mesmo fornecedor, sem a necessidade de aguardar a disponibilização da tecnologia pelo fornecedor; reduz a necessidade de atualizações de hardwares e softwares estipulados por uma companhia, uma vez que o software adequa-se ao usuário e não o inverso. Atualmente, existem diversos desenvolvedores, tradutores, pesquisadores, escritores, entre outros, que colaboram com o avanço do software livre, dedicando parte do seu tempo para a evolução do mesmo, o que aumenta o nível de confiabilidade para quem deseja adotar esse outro paradigma de software. Além desses, grandes empresas investem em software livre, como é o caso da IBM, Oracle, HP, que são empresas conceituadas na industria de tecnologia mundial (SARTINI, 2003). Com estes investimentos a comunidade de desenvolvimento do software livre ganha, também, cada vez mais espaço entre as empresas privadas existentes no mercado. A coexistência de softwares livres e softwares proprietários em um mesmo sistema é possível e pode ser interpretado como uma das chaves do sucesso do software livre (BONACCORSIA, 2004), pois não obriga a empresa (cliente) a migrar todos seus sistemas para essa plataforma. Vários sistemas comerciais atuais fornecem em suas instalações softwares livres como, por exemplo, o banco de dados Oracle (software proprietário) com o servidor de páginas web Apache (software livre). Para ilustrar a disponibilidade de sistemas desenvolvidos usando tecnologia de software livre, elencamos abaixo alguns dos exemplos mais conhecidos e para cada caso destacamos um deles. Sistemas Operacionais: FreeBSD, NetBSD, OpenBSD e Linux. Linux: Sistema Operacional de código aberto com distribuição gratuita. Linux é um Unix Freeware, que segue o mesmo padrão que os sistemas Unix (LINUXPE, 2004). Encontra-se o Linux em algumas distribuições, entre elas estão: Red Hat, Conectiva, Slackware e Debian, sendo que a segunda é uma distribuição brasileira. Atualmente o linux

16 16 está sendo utilizado fortemente pelo poder público, como é o caso do Governo do Paraná que implantou o sistema operacional linux na rede escolar do Estado, promovendo uma economia de US$ 60 milhões em royalties e licenças. (REVISTA DO LINUX, 2004). Ferramentas de Produtividade: OpenOffice, Koffice, GnomeOffice, GnuCash, Mr. Projet. OpenOffice: é uma suíte de programas gratuitos, constituído por processador de texto, planilha de cálculos, editor HTML, editor vetorial e editor de apresentação. O OpenOffice é um projeto de código aberto denominado OpenOffice.org que tem a missão de criar uma suíte Office internacional que funcionará na maioria das plataformas atualmente em uso (OPENOFFICE, 2004). As Força Armadas Brasileiras (Exército, Marinha e Aeronáutica) está investindo na utilização e desenvolvimento de software livre em seus sistemas de informática, utiliza entre outros o OpenOffice em suas atividades (SEMAD, 2004). Banco de dados PostgreSQL, Mysql. PostgreSQL: é um Sistema Gerenciador de Banco de Dados, objeto-relacional de código fonte aberto e de distribuição gratuita, podendo ser obtido no site oficial (http://www.postgresql.org). O PostgreSQL funciona sob diversas plataformas entre elas o Linux. Acompanhando a adoção do Governo ao software livre o PostgreSQL está sendo utilizado em diversos projetos do governo, como é o caso do Ministério de Desenvolvimento Agrário que através de uma parceria do Governo e a Contag, criou um o projeto de Crédito Fundiário de Combate à Pobreza. Este é um dos mais importantes programa de crédito desenvolvido pelo Governo, o qual permite que todo o processo de aquisição de terras seja feito de forma transparente e rapidamente auditável (INTERTEXTO, 2004). De acordo com o que foi descrito, pode-se perceber que os softwares livres estão sendo utilizados cada vez mais, ganhando mais espaço entre os softwares proprietários e

17 17 reduzindo custos aos usuários que os adquirem. Pode-se perceber que um fator muito importante na popularização do software livre é a iniciativa pública, por parte dos governos que têm fundamental importância para o desenvolvimento e fortalecimento do movimento de software livre Pontos fortes e fracos do software livre Como foi citado anteriormente no presente trabalho, o software livre traz inúmeras vantagens que justificam sua adoção, o que vem acontecendo na prática. Todavia, a migração para sistemas de código aberto não é simples, pois existem alguns pontos que dificultam sua utilização. Um dos problemas identificados é que a maioria dos usuários não possui um perfil técnico adequado para lidar com as configurações inerentes ao programa, haja vista que surge a necessidade da capacitação de pessoas para solucionar eventuais problemas. Outro fator que dificulta a adoção do software livre é a falta de equipes de suporte aos usuários por parte dos desenvolvedores. Da mesma maneira, as atualizações dos softwares livres não são desenvolvidas com a mesma rapidez dos softwares proprietários, visto que os mesmos possuem equipes designadas especialmente à atualização dos softwares, ao contrário do software livre que depende de voluntários para corrigir falhas. Embora tenham sido encontradas dificuldades no uso de softwares livres, existem vantagens que justificam sua utilização, como o fato dele ser gratuito, não ficar preso a um único desenvolvedor, ser adaptável de acordo com as necessidades de cada usuário. O software livre é mais uma opção na escolha da adoção de tecnologia a ser implantada em sistemas de software. A verdade prática é que tanto o software livre quanto o proprietário vão coexistir no mercado (TALATI, 2002).

18 Adoção de software livre pelo governo brasileiro O governo federal adota o software livre no desenvolvimento de Sistemas de Informação utilizados para gerir as informações públicas dos seus cidadãos. Para promover a divulgação do software livre, o governo federal disponibiliza o Portal do Software Livre do Governo Federal (PORTAL DE SOFTWARE LIVRE DO GOVERNO FEDERAL, 2003), no qual são apresentadas informações sobre o que é o software livre, as legislações/leis referentes ao software livre no Brasil, artigos e realizações do governo em relação aos mesmos. Recentemente, o Ministério da Cultura iniciou o processo de migração dos seus sistemas desenvolvidos em tecnológicas proprietárias para sistemas desenvolvidos em tecnologias de software livre, onde o atual ministro (Gilberto Gil) firmou o acordo de transferência de tecnologia, tendo como objetivo acompanhar a mudança do paradigma tecnológico governamental (PORTAL DE SOFTWARE LIVRE DO GOVERNO FEDERAL, 2003). O governo define como lucro para a empresa pública a economia orçamentária obtida nos gastos do dinheiro dos contribuintes (PINHEIRO, 2003). Esta economia é obtida pela não utilização da tecnologia proprietária de empresas que usam sua posição dominante e forçam seus clientes a atualizarem seus sistemas, exigindo em algumas situações a troca de equipamentos de hardware (quando julgam obsoletos) na utilização dos seus sistemas. Para garantir a persistência dos dados públicos, é indispensável que a usabilidade e a manutenibilidade do software não dependa da boa vontade de seus fornecedores, ou das condições monopolistas impostas por eles (PINHEIRO, 2003). Conclui-se com isto que, o Governo necessita de sistemas de código livre para garantir uma autonomia no desenvolvimento de seus sistemas. Para garantir a segurança do Estado é necessário que seus sistemas não possuam elementos que permitam o controle desses sistemas à distância, como o controle automático de atualização de versões, ou a transmissão não desejada de informações, como nos casos ocorridos no sistema operacional Windows da Microsoft. A adoção da tecnologia livre fortalece e aumenta a mão-de-obra local, permitindo que empresas de pequeno porte possam desenvolver soluções mais baratas, gerando renda

19 19 e competitividade na industria de desenvolvimento de software, fato também considerado pelo governo. Entre os demais Estados Brasileiros, o Paraná merece destaque por adoção da plataforma livre, tendo lançando a pouco tempo o portal do Governo do Estado do Paraná 1, o Portal do Software Livre Paraná, que foi desenvolvido pela Companhia de Informática do Paraná 2 (Celepar), oferecendo mais de 1650 serviços ou informação ao cidadão. O Governo do Estado do Paraná, juntamente com as prefeituras do estado, Governo Federal, empresas de iniciativa privada e comunidade acadêmica tem como objetivo tornar o Estado uma referência no processo de inclusão digital, que é o grande desafio do Governo Federal. A redução dos custos de softwares, ao se adotar tecnologias de software livre, auxilia na expansão da disponibilização dos recursos necessários à inclusão digital. De um ponto de vista econômico, o software livre pode ser analisado como uma inovação no processo de desenvolvimento de softwares, sendo baseado em um acesso irrestrito ao código-fonte (em oposto ao tradicional e fechado método de desenvolvimento dos softwares proprietários comerciais). Como conseqüência disso, os softwares livres têm surgido em praticamente todas as áreas da computação e destacam-se, principalmente, em aplicações como sistemas operacionais, bancos de dados e linguagens de programação. Atualmente, as empresas privadas e instituições governamentais têm aumentado seus incentivos à implantação de sistemas computacionais baseados e/ou desenvolvidos sobre plataformas de softwares livres

20 O Projeto SIG Palmas A cidade de Palmas está apresentando um índice considerável de crescimento e desenvolvimento urbano. Os problemas agravam-se com o aumento da população, por exemplo, com o aumento de automóveis no trânsito, com os índices de atendimento dos postos de saúde que sobem constantemente, com as vagas das escolas que diminuem em relação a procura dos alunos, com a localização dos alunos e professores em relação às escolas (o que pode prejudicar o rendimento das aulas), etc. A prefeitura de Palmas está implantando um Sistema de Informação Georreferenciada (SIG-Palmas) (Projeto Sig-Palmas, 2002), o qual irá ajudar na administração pública de gestão integrada no município, utilizando para isso softwares livres, visando à minimização de custos. O projeto SIG-Palmas é composto de pessoas, programas, equipamentos, dados, todos integrados de forma que permitam a coleta, armazenamento e processamento de dados, permitindo a extração de informações essenciais para uma boa administração do município. Estão envolvidos neste projeto todos os órgãos e secretarias da prefeitura. A Secretaria de Educação participará deste projeto disponibilizando informações sobre a rede municipal de ensino.

21 Sistemas utilizados pela Secretaria de Educação A Secretaria de Educação dispõe atualmente de dois sistemas, o SIA (Sistema Integrado de Alunos) utilizado pelas escolas do município e o Modulação (Sistemas de manipulação dos professores e escolas) utilizado pela Secretaria de Educação do Município. O SIA possibilita o cadastro único de matrículas dos estudantes, desenvolvido com tecnologia Web, escrito na linguagem de programação JSP (Java Service Pages) e utiliza o Banco de Dados MS-SQL SERVER, sendo que o servidor da aplicação está situado na Secretaria de Educação do Estado do Tocantins. O Sistema Modulação permite a gestão dos servidores públicos que trabalham na rede de ensino, das turmas, salas e professores. Esse sistema é escrito na linguagem de programação DELPHI e utilizando o Banco de Dados MS-SQL SERVER está situado na sede da Secretaria de Educação do Município. No caso do presente trabalho, o primeiro ponto a ser analisado para promover a interligação dos dados da Secretaria de Educação com o SIG-Palmas envolve a integração dos dados dos dois sistemas citados acima. 2.4 Integração de dados A integração de bancos de dados envolve o processo pelo qual as informações de bancos de dados participantes podem ser integradas conceitualmente para forma uma única definição coesa de um banco de dados múltiplo (OZSU, 2001). Através de ações implantadas em projetos distintos, consolidaram-se dois sistemas de bancos de dados informatizados para uso na Secretaria de Educação. Estas bases de dados são diariamente consultadas e atualizadas por diversos setores da educação, como escolas e secretarias de orgãos públicos, e têm sido as bases de informações que orientam os planos de trabalho para captação de recursos em diversos projetos juntos ao Governo Estadual.

22 22 No caso específico da integração entre os dados dos sistemas de banco de dados da Secretaria de Eduacação e do SIG-Palmas foi detectado o seguinte problema: os bancos de dados utilizados em cada um dos projetos estavam em sistemas gerenciadores de banco de dados diferentes: Microsoft SQL Server e PostgreSql, respectivamente. Para viabilizar este trabalho foram necessários alguns conceitos de integração de dados e integração de dados em banco de dados heterogêneos. As organizações modernas têm produzido diversos sistemas de informação, em particular de bancos de dados, freqüentemente isolados. Tais sistemas representam investimentos vultosos e tornam-se bastante confiáveis ao longo do tempo. Entretanto, o real poder de tais recursos de informação tem sido negligenciado devido ao elevado custo para integrá-los (o que depende de aprovações orçamentárias). Avanços da tecnologia em áreas como a Internet e banco de dados vêm consolidando o caminho para o uso efetivo da integração de dados, cujo sucesso baseia-se em sistemas de informação dinâmicos e interoperáveis. Podemos mencionar como exemplo o caso dos sistemas SCM (Supply Chain Management), nos quais os fabricantes, distribuidores e varejistas colaboram entre si para pro1ver um grande número de processos para seus clientes (ACCIOLY, 2002). Para que isto ocorra efetivamente, todos os participantes da cadeia precisam compartilhar e trocar grandes quantidades de dados. A medida em que a tecnologia torna os relacionamentos corporativos mais dinâmicos e as pressões da sociedade reduzem os tempos das atividades, uma infraestrutura de suporte à troca de informação deve ser desenvolvida. No caso dos bancos de dados, um paradigma que pode ser utilizado nesses casos é o relacional. A maior vantagem do paradigma relacional é a habilidade de gerenciar grandes quantidades de dados eficientemente (SILBERSCHATZ et al, 1999), assegurando sua integridade e permitindo a realização eficiente de consultas. Para as pessoas que trabalham com bancos de dados relacionais, a visão de mecanismos para compartilhar informação é baseada em linguagens de consulta para acessar a informação e em mecanismos de controle de concorrência para recuperação de modo a preservar a integridade da estrutura em seus dados (ABITEBOUL et al., 2000). Outro ponto destacado é a separação da visão lógica de um banco de dados de sua visão física. A primeira é necessária para compreender e consultar os dados e a última é importante para a eficiência do armazenamento e pesquisa.

23 23 O desenvolvimento de algoritmos específicos para promover a integração dos dados é uma técnica utilizada em casos específicos, necessária quando considerada a complexidade da utilização de banco de dados heterogêneos. O algoritmo seria usado para gerar uma relação virtual, que opcionalmente pode ser materializada, sobre os dados de origem para atender as consultas solicitadas. No caso específico do desenvolvimento de um algoritmo, entre as rotinas que este deve realizar, destacam-se os processos de escolher os dados que serão apresentados na base e projetar a sua estrutura. Para melhor compreensão da integração de dados através da utilização de bancos de dados heterogêneos, a próxima seção apresenta os conceitos essenciais envolvendo esses modelos de bancos de dados. 2.5 Bancos de Dados heterogêneos Sistemas de bancos de dados heterogêneos têm sido apontados como uma das soluções mais viáveis para a integração de sistemas existentes, autônomos e diferentes, sem a necessidade de alterá-los (UCHÔA, 1999). Adota-se a nomenclatura de banco de dados heterogêneos para aqueles bancos de dados que são construídos a partir de vários bancos de dados autônomos e centralizados. (OZSU, 2001). Quando os bancos de dados não apresentam homogeneidade entre si, seja em termos de seus modelos de dados ou em relação aos mecanismos fornecidos para acessá-los, torna-se necessário oferecer um mecanismo de conversão entre os sistemas de bancos de dados. No projeto dos bancos de dados heterogêneos, pode se unificar os dados movendoos para um único local e constantemente atualizá-los (ganhando em termos de consultas mais velozes), ou mantendo os dados em seus locais originais (realizando as consultas localmente), o que ganha no tempo de atualização dos dados e perde no tempo da consulta (FLORESCU, 1998). Na implementação de um banco de dados heterogêneo distinguem-se dois problemas. O primeiro é que as bases de dados onde se originam os dados estão em constante evolução e o segundo problema é o fato de manterem poucas informações sobre os metadados dos dados armazenados (FLORESCU, 1998). Por exemplo, o campo data de

24 24 uma relação aluno pode armazenar a data de nascimento do aluno enquanto que em outro esquema o campo data da tabela aluno pode armazenar a data de seu ingresso na escola. No aspecto geral existe muita semelhança entre os bancos de dados heterogêneos e os bancos de dados tradicionais como, por exemplo, no seu modelo de dados, no controle de segurança e no sistema de recuperação de falhas. As principais características que diferem são na utilização de mediadores (wrappers) na obtenção dos dados na consultas e na não especificação de pesquisas de acordo com o esquema de armazenamento dos dados. Os mediadores funcionam como componentes que traduzem os dados do banco de dados de origem para uma forma que possa ser processada pelo sistema solicitante da pesquisa. Existem mediadores que são específicos para cada aplicação, de modo a permitir que o usuário não tenha que conhecer o esquema de cada uma das bases. O uso de visões locais e globais auxilia no mapeamento das bases e na tradução das consultas a especificação das fontes e a tradução das consultas (GARCIA-MOLINA et al,97) (PAPAKONSTANTINOU et al, 96) (ADALI et al, 96) (DUSCHKA & GENESERETH, 97) (FRIEDMAN & WELD, 97). Um fator que deve ser considerado é o caso de que uma das bases pode não conter todos os dados necessários, o que torna necessário a varredura em outra base (FLORESCU, 1998). Com relação à capacidade de processamento de pesquisas, o sistema integrador deve conhecer as limitações de cada origem, pois as restrições devem-se ao fato de como os dados estão estruturados, pois podem estar em sistemas tradicionais de banco de dados, ou simplesmente em arquivos estruturados, por exemplo. Quanto à otimização das consultas, pode haver escassez de dados estatísticos sobre os dados que se encontram nas bases, resultando em ineficácia na avaliação de custos e nos planos de execução das consultas.

25 25 3 MATERIAL E MÉTODOS São apresentadas, neste capítulo, as ferramentas utilizadas no desenvolvimento do Integrador de Dados, a utilização de tais ferramentas e suas funcionalidades. O local de desenvolvimento, máquina utilizada e horas dedicadas neste trabalho também são abordadas. Este trabalho foi desenvolvido no CEULP/ULBRA no período de agosto a novembro de Materiais Utilizou-se de um microcomputador com processador AMD K6 de 500 MHz, 128 memória RAM, HD 4 GB, sistema operacional windows 2000 PRO PostgreSQL O PostgreSQL é um sistema gerenciador de banco de dados objeto-relacional (SGBDOR), desenvolvido pelo Departamento de Ciência da Computação da Universidade da Califórnia em Berkeley. Sua distribuição é gratuita e está disponível para diversos sistemas operacionais, entre eles Windows 3 e Linux (cuja distribuição é livre). 3 Microsoft Corporation

26 26 O PostgreSQL oferece suporte a herança, tipos de dados e implementação de funções. Suporta restrições, gatilhos, regras e integridade referencial (MANUAL DO POSTGRESQL, 2003). Um dos fatores principais para o estudo e a escolha deste SGBD é a sua adoção pelo Projeto SIG-Palmas. Em sua justificativa, a equipe responsável pelo projeto alegou que além deste SGBD ser gratuito, funciona sob a plataforma Linux e principalmente, armazena dados geográficos. Este último requisito é fundamental para o desenvolvimento do projeto SIG-Palmas, uma vez que são manipuladas informações georreferenciadas. Baseado em todos estes requisitos o PostgreSQL foi escolhido para ser o SGBD do Integrador de Dados. Neste trabalho o PostgreSQL foi utilizado para a criação do banco de dados, as tabelas e chaves estrangeiras (estabelecendo Integridade Referencial entre as tabelas) EMS PostgreSQL Manager O EMS PostgreSQL Manager é uma ferramenta com interface gráfica para administração e desenvolvimento de bases de Dados no PostgreSQL. Desenvolvida pela empresa EMS Eletronic Microsystems, sua distribuição não é gratuita, porém, o fabricante disponibiliza a ferramenta para experimentação durante 30 dias. O EMS PostgreSQL Manager permite criação, alteração e exclusão de Bancos de Dados, tabelas e campos, possui assistente para criação de consultas de modo visual, monitor para criação de consultas SQL e utilitário de importação/exportação de Dados (EMS ELETRONIC MICROSYSTEMS, 2003). A utilização desta ferramenta possibilitou a criação da base de Dados do Integrador, de forma rápida. Utilizou-se o monitor SQL para manipular os Dados inseridos, facilitando a conferência dos Dados adicionados, e, quando necessária, alteração dos campos das tabelas criadas.

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