ANO-4, N.º 7 JULHO-DEZEMBRO/2006 ISSN:

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1 ANO-4, N.º 7 JULHO-DEZEMBRO/2006 ISSN:

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3 Governador do amazonas Eduardo Braga vice-governador do amazonas Omar Aziz secretário de estado da cultura Robério Braga secretária de estado da ciência e tecnologia José Aldemir de Oliveira reitora da Universidade do estado do amazonas Marilene Corrêa

4 ANO-4, N.º 7 MANAUS, JULHO-DEZEMBRO, 2006

5 Copyright 2006 Governo do Estado do Amazonas Secretaria de Estado da Cultura Universidade do Estado do Amazonas UEA Universidade do estado do amazonas Reitor Lourenço dos Santos Pereira Braga Vice-Reitor Carlos Eduardo Gonçalves Pró-reitoria de Pós-GradUação e PesqUisa Pró-Reitor Walmir de Albuquerque Barbosa escola superior de ciências sociais Diretor Randolpho de Souza Bittencourt ProGrama de Pós-GradUação em direito ambiental coordenadores Fernando antonio de carvalho dantas ( ) e sandro nahmias melo (2009-atUal) Solicita-se permuta Solicitase canje Exchange desired On demande l échange Vogliamo cambio Wir bitten um Austausch coordenadores(as) Prof. Dr. Fernando Antonio de Carvalho Dantas Profa. Dra. Cristiane Derani coordenação editorial Prof. Dr. Joaquim Shiraishi Neto Prof. Dr. Serguei Aily Franco de Camargo conselho editorial Prof. Dr. Sandro Nahmias Melo Profa. Dra. Cristiane Derani Prof. Dr. Serguei Aily Franco de Camargo Prof. Dr. Fernando Antonio de Carvalho Dantas Prof. Dr. Walmir Albuquerque Barbosa Profa. Dra. Solange Teles da Silva Prof. Dr. Joaquim Shiraishi Neto Prof. Dr. Ozorio José de Menezes Fonseca Prof. Dr. Luiz Edson Fachin Prof. Dr. David Sánchez Rubio capa e Projeto GráFico Kintaw Design revisão Edições Kintaw Ficha catalográfica Ycaro Verçosa dos Santos CRB Hiléia: Revista de Direito Ambiental da Amazônia. ano 4, n.º 7. Manaus: Edições Governo do Estado do Amazonas / Secretaria de Estado da Cultura / Universidade do Estado do Amazonas, p. ISSN: (Semestral) 1. Direito Ambiental Amazônia I. Universidade do Estado do Amazonas UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS UEA Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental Rua Leonardo Malcher, n.º 1728, 5.º andar, Centro, CEP: Manaus Amazonas Brasil Tel./Fax Site: CDD: CDU 344 (811)

6 SUMç RIO APRESENTAÇÃO...9 PARTE I PROTECCIÓN PENAL DEL MEDIO AMBIENTE EN LA UNIÓN EUROPEA Álvaro A. Sánchez Bravo AS CIDADES AMAZôNICAS NOS 20 ANOS DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1988 Robério Braga...41 PROGRAMAS DE PESqUISA EM MEIO AMBIENTE E A questão URBANA: UM ENSAIO SOBRE A AUSêNCIA Tatiana Schor...55 O DIREITO AO LIVRE ACESSO AS áreas DE BABAÇU: NOTAS SOBRE O PJ 747/ 03 Luiz Edson Fachin Carlos Eduardo Pianovski HERENCIA, RECREACIONES, CUIDADOS, ENTORNOS Y ESPACIOS COMUNES Y/O LOCALES PARA LA HUMANIDAD, PUEBLOS INDÍGENAS Y DERECHOS HUMANOS. David Sánchez Rubio...95 LA DECONSTRUCCIÓN DEL CONCEPTO DE PROPIEDAD. UNA APROxIMACIÓN INTERCULTURAL A LOS DERECHOS TERRITORIALES INDÍGENAS Asier Martínez de Bringas PARTE II MEIO AMBIENTE DO TRABALHO E GREVE AMBIENTAL Sandro Nahmias Melo SEGURANÇA AMBIENTAL NA REGIÃO AMAZôNICA Solange Teles da Silva João Leonardo Mele

7 IDEALISMO JURÍDICO COMO OBSTáCULO AO DIREITO à CIDADE : A NOÇÃO DE PLANEJAMENTO URBANO E O DISCURSO JURÍDICO AMBIENTAL Joaquim Shiraishi Neto Rosirene Martins Lima DESENVOLVIMENTO SUSTENTáVEL EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: Evelinn Flores de Oliveira Serguei Aily Franco de Camargo PROPOSTAS PARA O MONITORAMENTO DE ACORDOS DE PESCA NO MéDIO AMAZONAS Regina Glória Pinheiro Cerdeira Serguei Aily Franco de Camargo PARTE III ARMANDO DIAS MENDES: REFLExÕES SOBRE OS ECOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTáVEL NA AMAZôNIA Moysés Alencar de Carvalho Rodrigo Barbosa de Castilho POSSE NAS COMUNIDADES DAS quebradeiras DE COCO BABAÇU Luane Lemos Felício Agostinho FLORESTAS FAMILIARES: UMA ANáLISE DO MODELO DE PARCERIA ENTRE AGRICULTORES FAMILIARES E INDúSTRIA MADEIREIRA Josinete Sousa Lamarão Antonio Edilson de Castro Sena OS DIREITOS TERRITORIAIS INDÍGENAS NA LEGISLAÇÃO COLONIAL BRASILEIRA Alex Justus da Silveira DIREITO, GêNERO E MEIO AMBIENTE Cristiane da Silva Lima Reis PARTE IV RESUMOS DISSERTAÇÕES DE MESTRADO (JULHO-DEZEMBRO/2006)

8 COntentS PART I CRIMINAL PROTECTION OF THE ENVIRONMENT IN EUROPEAN UNION Álvaro A. Sánchez Bravo AMAZONIAN CITIES DURING THE LAST TWENTY YEARS OF BRAZILIAN CONSTITUTION (1988) Robério Braga...41 ENVIRONMENTAL RESEARCH PROGRAMS AND THE URBAN question: AN ESSAY ABOUT THE ABSENCE Tatiana Schor...55 THE RIGHT OF OPEN ACCESS OVER BABAÇU AREAS: NOTES ABOUT THE PJ 747/03 Luiz Edson Fachin Carlos Eduardo Pianovski HERITAGE, RECREATION, CONCERNS AND COMMON AREAS AND/OR SITES FOR MANKIND, INDIGENOUS PEOPLES AND HUMAN RIGHTS. David Sánchez Rubio...95 UNBUILDING THE PROPERTY CONCEPT: AN INTERCULTURAL APPROACH OF TERRITORIAL INDIGENOUS RIGHTS Asier Martínez de Bringas PART II LABOR ENVIRONMENT AND ENVIRONMENTAL STRIKE Sandro Nahmias Melo ENVIRONMENTAL SECURITY IN THE AMAZONIAN REGION Solange Teles da Silva João Leonardo Mele

9 JURIDICAL IDEALISM AS AN OBSTACLE FOR THE RIGHT TO THE CITY : A NOTION OF URBAN PLANNING AND THE ENVIRONMENTAL LAW MAINSTREAM Joaquim Shiraishi Neto Rosirene Martins Lima USTAINABLE DEVELOPMENT IN CONSERVATION UNITS Evelinn Flores de Oliveira Serguei Aily Franco de Camargo MONITORING PROPOSALS FOR THE FISHERY AGREEMENTS IN THE MEDIUM AMAZONAS REGION Regina Glória Pinheiro Cerdeira Serguei Aily Franco de Camargo PART III ARMANDO DIAS MENDES: REFLECTIONS ABOUT THE ECHOES OF SUSTAINABLE DEVELOPMENT OF AMAZONAS Moysés Alencar de Carvalho Rodrigo Barbosa de Castilho LAND TENURE IN THE COMMUNITIES OF BABAÇU CRUSHERS Luane Lemos Felício Agostinho FAMILY FORESTS: AN ANALISYS ABOUT THE PARTNERSHIP MODEL BETWEEN TIMBER INDUSTRY AND FAMILY FARMERS Josinete Sousa Lamarão Antonio Edílson de Castro Sena THE TERRITORIAL INDIGENOUS RIGHTS IN THE BRAZILIAN COLONIAL LAW Alex Justus da Silveira LAW, GENDER AND ENVIRONMENT Cristiane da Silva Lima Reis PART IV MASTERS DEGREE DISSERTATIONS (JULY-DECEMBER/2006)

10 APReSentA Ì O HilŽ ia, Revista de Direito Ambiental da Amaz ni a configura espa o para A publica o das reflex e s constru das no mbito do Programa de P s - Gradua o em Direito Ambiental da Universidade do estado do Amazonas ao passo em que para si convergem as contribui e s de pesquisadores externos em cujo pensar manifestam a imprescind vel rela o do conhecimento com a realidade. O nœm ero sete que ora encaminhamos a comunidade cient fica congrega, como nas edi es anteriores, o esfor o compartilhado de professores e pesquisadores do direito, do direito ambiental e de reas afins em construir um conhecimento jur dico permeado pelo di logo inter e transdisciplinar, para a compreens o e explica o do complexo espa o amaz ni co. Agradecemos aos colaboradores, ˆ Magn fica Reitora da Universidade do estado do Amazonas, Professora Doutora Marilene Corr a da Silva Freitas, pelo incans vel apoio ao PPGDA, ao Professor Doutor Joaquim Shiraishi neto pela elabora o e revis o dos resumos em l ngua estrangeira e, finalmente, aos mestrandos que, com seus artigos, demonstraram compreender o significado do espa o acad mico criado no PPGDA. Prof. Dr. Serguei Aily Franco de Camargo Programa de P s -Gradua o em Direito Ambiental Ð Universidade do Estado do Amazonas Hiléia Revista de Direito Ambietal da Amazônia, n. o 7 jul-dez

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12 part I parte I PROTECCIÓN PENAL DEL MEDIO AMBIENTE EN LA UNIÓN EUROPEA Álvaro A. Sánchez Bravo El diseño comunitario de la política medioambiental El marco normativo: el incumplimiento de los Estados La opción por la protección del medio ambiente mediante el Derecho Penal: la Propuesta de Directiva de La contraoferta de los Estados miembros: Decisión Marco el Consejo de la Unión Europea de La Sentencia del Tribunal de Justicia de 13 de Septiembre de Comunicación de la Comisión al Parlamento Europeo y al Consejo sobre las consecuencias de la sentencia del Tribunal de dictada en el asunto C-176/03 (Comisión contra Consejo) Propuesta de Directiva, del Parlamento Europeo y del Consejo, relativa a la protección del medio ambiente mediante el Derecho Penal A modo de conclusión: la necesaria concienciación y compromiso en la defensa de medio ambiente AS CIDADES AMAzôNICAS NOS 20 ANOS DA CONSTITUIçãO BRASILEIRA DE 1988 Robério Braga Introdução As Amazônias Os vários desenhos das cidades amazônicas A organização legal das cidades amazônicas O novo papel das cidades na Constituição de A função social das cidades As mudanças em marcha Referências PROgRAMAS DE PESqUISA EM MEIO AMBIENTE E A questão URBANA: UM ENSAIO SOBRE A AUSêNCIA Tatiana Schor...55 Introdução Instituições de pesquisa conformando novas espacialidades na Amazônia questões científicas demarcando usos do território Filiação institucional do LBA A questão geopolítica: o desmatamento Pesquisa de cooperação internacional e a soberania da Amazônia Referências O DIREITO AO LIvRE ACESSO AS áreas DE BABAçU: NOTAS SOBRE O PJ 747/ 03 Luiz Edson Fachin Carlos Eduardo Pianovski...79 Síntese dos atos e do objeto do parecer Dos quesitos formulados para a consulta Exame acerca do sentido e do alcance do disposto no art. 2. do substitutivo ao Projeto de Lei 747/ Do direito de propriedade e de sua função social Repostas aos quesitos formulados... 92

13 HERENCIA, RECREACIONES, CUIDADOS, ENTORNOS Y ESPACIOS COMUNES Y/O LOCALES PARA LA HUMANIDAD, PUEBLOS INDÍgENAS Y DERECHOS HUMANOS. David Sánchez Rubio...95 Introducción Sobre los conceptos de patrimonio o herencia común de humanidad y de bienes comunes Problemas y obstáculos Las dos edades de la herencia común de la humanidad Hacia una propuesta emancipadora de recreaciones, cuidados y entornos comunes para la humanidad desde derechos humanos Una propuesta específica: herencia, recreaciones y cuidados locales de la humanidad a partir de la especificidad indígena y los derechos de los pueblos LA DECONSTRUCCIÓN DEL CONCEPTO DE PROPIEDAD. UNA APROxIMACIÓN INTERCULTURAL A LOS DERECHOS TERRITORIALES INDÍgENAS Asier Martínez de Bringas Introducción Precisiones terminológicas y pluralidades semánticas: el difícil consenso de los conceptos Irrupción de los Acuerdos Ambientales Multilaterales en relación a los Pueblos Indígenas. Un mirada crítica El elemento discriminado por las políticas ambientales: la territorialidad indígena Avances en el Sistema Interamericano de Derechos Humanos para la construcción de una interculturalidad-normativa de la territorialidad indígena

14 CRIMINAL PROTECTION OF THE ENvIRONMENT IN EUROPEAN UNION álvaro A. Sánchez Bravo protecciî N penal DeL MeDIO ambiente en La UNIî N europea ç lvaro A. S n chez Bravo * Sum r io: 1. el dise o comunitario de la pol tica medioambiental; 2. el marco normativo: el incumplimiento de los estados; 3. La opci n por la protecci n del medio ambiente mediante el Derecho penal: la propuesta de Directiva de 2001; 4. La contraoferta de los estados miembros: Decisi n Marco el Consejo de la Uni n europea de 2003; 5. La Sentencia del tribunal de Justicia de 13 de Septiembre de 2005; 6. Comunicaci n de la Comisi n al parlamento europeo y al Consejo sobre las consecuencias de la sentencia del tribunal de dictada en el asunto C-176/03 (Comisi n contra Consejo); 7. propuesta de Directiva, del parlamento europeo y del Consejo, relativa a la protecci n del medio ambiente mediante el Derecho penal; 8. a modo de conclusi n: la necesaria concienciaci n y compromiso en la defensa de medio ambiente. Resumo: Nos tratados da Cee de 1957 n o havia preocupa o em discutir o desenvolvimento de uma politica ambiental. No entanto, uma sž rie de situa es fizeram com que se iniciasse uma reflex o sobre a necessidade de considerar os problemas ambientais no mbito da Uni o europž ia. Se verificou que n o bastava as legisla es nacionais, sendo necess rios mecanismos de coopera o entre governos. a partir da dž cada de 1970 houve uma mudan a radical no reconhecimento da necessidade de uma pol tica comunit ria relacionada ao meio ambiente. O presente artigo objetiva analisar o processo de incorpora o de uma pol tica ambiental no mbito da Uni o europž ia, que se conforma em construir çpadr es m nimosè como primeiro passo ao processo de regulamenta o mais pormenorizada. No caso, o artigo enfatiza o salto qualitativo que se verificou a possibilidade de prote o do meio ambiente por meio do amparo do direito penal. Palavras Ð chave : meio ambiente, tratados internacionais, direito penal Abstract: In the 1957 eec`s treats there was no discussion about the development of an environmental policy. However, a series of events have caused the beginning of a reflection about the needs of considering the environmental issues in the ambit of european Union. It was verified that the national legal systems were not enough to deal with those matters, showing a demand for mechanisms of cooperation among governments. Since the 70`s, there has been a radical change in the recognition of the need of a communitarian policy related to the environment. this article aims analyzing the process of incorporation of an environmental policy in the european Union, which shapes into building ç minimum standards È as the first step towards the process of more detailed regulation. this article focuses on the qualitative progress which was verified with the possibility of protection of the environment through the support of penal law. Keywords: environment, international treats, penal law * Doctor en Derecho. Profesor de Filosofía del Derecho. Profesor de Política Criminal del Instituto Andaluz Interuniversitario de Criminología. Director del Seminario Criminología e Medio Ambiente de la Universidad de Sevilla. Presidente de la Asociación Andaluza de Derecho, Medio Ambiente y Desarrollo Sostenible. Hiléia Revista de Direito Ambietal da Amazônia, n. o 7 jul-dez

15 1. EL DISEñO COMUNITARIO DE LA POLÍTICA MEDIOAMBIENTAL Los tratados fundacionales de la Cee de 1957 no previeron la pol tica ambiental como materia a desarrollar por las reciž n creadas instituciones comunitarias. No obstante, situaciones y circunstancias de diversa etiolog a propiciaron que se iniciara una reflexi n acerca de la necesaria consideraci n de los problemas medioambientales para una correcta articulaci n de esa europa unida que se pretend a constituir. Las reticencias iniciales se amparaban en que las medidas de protecci n ambiental supondr an un serio obst culo al desarrollo empresarial, contrarias al principio de libre circulaci n de bienes y mercanc as, deviniendo una autž ntica traba al comercio. pero, simult neamente, el aumento de los niveles de contaminaci n, y sobre todo, la constataci n de que los da os ambientales no quedaban reducidos a las fronteras de un estado, evidenci que las legislaciones nacionales no bastaban para solucionar un problema de tal calado, siendo necesario instituir algunos mecanismos de cooperaci n intergubernamental. as en la dž cada de los setenta se produjo un cambio sustancial con el reconocimiento de que una pol tica comunitaria de medio ambiente era tanto una necesidad fundamental como leg tima. 1 La preocupación medioambiental dejó de ser un tema de interés para una minoría de amantes de la naturaleza, para convertirse en un tema de interés general. La labor de la Unión Europea en los últimos treinta años ha sido capital en este sentido. Ha propiciado el acuerdo para el desarrollo de nuevas políticas ambientales, la aprobación de nuevos marcos legislativos y la adopción de medidas realistas para su aplicación. Ha colaborado igualmente en la elaboración de programas globales para luchar contra la contaminación, desarrollando un programa de sensibilización de los ciudadanosacerca de la importancia de este tema. 2 En 1992, con la adopción del Tratado de Maastricht, se consideró que el medio ambiente no es un departamento estanco dentro de las políticas comunitarias, sino que las decisiones adoptadas en otros ámbitos les afectan bien o mal. Es por ello que desde entonces las políticas medioambientales 1 Comisión Europea, Institut für Europäische Politik, Europa de la A a la z. guia de la integración, europea, Oficina de Publicaciones Oficiales de la Unión Europea, Luxemburgo, 1997, p Comisión Europea, Por un futuro más verde. La Unión Europea y el medio ambiente, Oficina de Publicaciones Oficiales de la Unión Europea, Luxemburgo, 2002, p Hiléia Revista de Direito Ambietal da Amazônia, n. o 7 jul-dez 2006

16 deberán ser consideradas para el desarrollo de cualquier iniciativa que puedan afectarles. A nivel global, la Unión ha favorecido e impulsado acuerdos para luchar contra el cambio climático, apostando por compromisos prácticos e impulsando un progreso sólido. 3 La labor desarrollada desde la Cumbre de la Tierra (Rio de Janeiro, 1992) hasta la cumbre de Johannesburg, pasando por Kioto (1997) son buena muestra de la apuesta decidida de la Unión por una lucha sin cuartel para la defensa y protección del medio ambiente desde una perspectiva universal e integradora. Desde el año 1973, la Unión ha adoptado una serie de planes de acción en materia medioambiental muy completos. En el 2001 lanzó su Sexto Plan de Acción en Materia de Medio Ambiente. Con vigencia hasta el 2010 define siete grandes ámbitos en los que es preciso seguir trabajando: contaminación atmosférica, reciclado de residuos, gestión de los recursos, protección del suelo, medio ambiente urbano, uso sostenible de los pesticidas y medio ambiente marítimo. El Programa de Acción no pretende solo elaborar iniciativas legislativas, sino que asumiendo una nueva perspectiva, pretende potenciar la cooperación, la información 4 y la actuación conjunta con todos los sectores interesados. 2. EL MARCO NORMATIvO: EL INCUMPLIMIENTO DE LOS ESTADOS el art. 174 tue establece que la pol tica comunitaria medioambiental responder a cuatro grandes objetivos: conservación, protección y mejora de la calidad del medio ambiente; protección de la salud de las personas; utilización prudente y racional de los recursos naturales; fomento de las medidas a escala internacional destinadas a hacer frente a los problemas regionales o mundiales del medio ambiente. 3 WALLSTRÖM, M., Obras son amores, que no buenas razones, en Medio Ambiente para los Europeos, nº 12, noviembre de 2002, pp Directiva 2003/4/CE del Parlamento Europeo y del Consejo de 28 de enero de 2003 relativa al acceso del público a la información medioambiental y por la que se deroga la Directiva 90/313/CEE del Consejo, DOCE L 41/26, Hiléia Revista de Direito Ambietal da Amazônia, n. o 7 jul-dez

17 por otra parte, la pol tica de la Uni n en materia medioambiental debe basarse en el principio de cautela. Como ha se alado la propia Comisi n, esto significa que en los casos de riesgo en los que no se cuente con pruebas cient ficas concluyentes, pero si con un estudio inicial que permita albergar dudas razonables sobre los posibles efectos perversos sobre el medio ambiente y la salud, se deber considerar la adopci n de medidas al respecto. 5 Junto a él se formalizan, igualmente, los principios de prevención y preservación, el de corrección de los atentados al medio ambiente en la fuente 6, y el ya clásico principio de quien contamina paga. Todo ello en el contexto del principio que rige todos los ámbitos de actividad comunitaria, y que no es otro que el de desarrollo sostenible. 7 Con este se pretende conseguir un equilibrio entre el desarrollo económico y social y la defensa del medio ambiente. Que la explotación de los recursos naturales se haga de tal forma que, propiciando el progreso de los pueblos, se proteja la propia naturaleza para que las próximas generaciones puedan seguir prosperando. Junto a estas mención en los Tratados, la legislación ambiental cuenta con una trayectoria de más de 25 años. 8 Desde entonces más de 200 directivas y reglamentos han intentado poner restricciones y limitaciones a las actividades lesivas, centrándose fundamentalmente en la protección del medio acuático, el control de la contaminación atmosférica, las sustancias químicas, la protección de la fauna y la flora, la contaminación acústica, la eliminación de residuos, y últimamente, la biodiversidad y el desarrollo sostenible. Pero, junto al principio de desarrollo sostenible, el principio de subsidiariedad 9 juega un papel relevante que no debe obviarse. Como es conocido, este principio significa que el desarrollo de determinadas políticas no han de ser gestionadas y desarrolladas íntegramente por la Unión. Si los objetivos pueden alcanzarse por los Estados, la Unión no actuará. A sensu 5 Comisión Europea, Por un futuro más verde, cit., p Se trata de desarrollar medidas tendentes a eliminar las fuentes de producción de daños ambientales; es decir, eliminar aquellas actividades que son el origen de los atentados. Lo que se pretende es prevenir, antes que reparar los daños. 7 Este principio se generalizó por primera vez a raíz de la Conferencia de Rio de 2002, en la que se fijó un doble objetivo: transformar los hábitos contaminantes del consumo en los países industrializados; y luchar contra la pobreza. 8 La Primera Directiva de medio ambiente fue la relativa a la clasificación, embalaje y etiquetado de sustancias peligrosas de 1967 (Directiva 67/548) 9 El art. 5 TCE establece: En los ámbitos que no sean de su competencia exclusiva, la Comunidad intervendrá, conforme al principio de subsidiariedad, sólo en la medida en que los objetivos de la acción pretendida no puedan ser alcanzados de manera suficiente por los Estados miembros, y, por consiguiente, puedan lograrse mejor, debido a la dimensión o a los efectos de la acción contemplada, a nivel comunitario. 16 Hiléia Revista de Direito Ambietal da Amazônia, n. o 7 jul-dez 2006

18 contrario cuando quede patente la inoperancia o la insuficiencia de la actuación estatal, el desarrollo será a nivel comunitario. Pero en el ámbito medioambiental, esta aparente claridad en el reparto de competencias de actuación se ve seriamente condicionada, por cuanto, como señala Zilioli, 10 en este sector del Derecho se palpa una evidente tensión entre la necesidad de políticas y soluciones globales, homogéneas y unificadas para responder suficientemente a problemas transnacionales, y la necesidad y reivindicación por los Estados de ámbitos de actuación para, a través de normas propias, satisfacer necesidades sentidas a nivel nacional. A este respecto Chicharro Lázaro, 11 ha se alado como la acci n comunitaria en este mbito presenta, entre otras, una doble justificaci n: el problema presenta aspectos transnacionales: en el sector medioambiental el car cter transnacional o transfronterizo de los problemas es patente en numerosos casos; previene posibles distorsiones del mercado único: la ausencia de pol tica comunitaria de medio ambiente podr a desembocar en la fragmentaci n del mercado interior, gracias a la aparici n o mantenimiento de legislaciones nacionales que crean trabas a la libre circulaci n de bienes entre los estados miembros. Desgraciadamente, la realidad es que en numerosas ocasiones los problemas medioambientales presentan una dimensi n transnacional que requieren soluciones coordinadas. pero frente a ello todav a se alzan las voces de los estados, celosos guardianes de una mal entendida autonom a, y que adem s se amparan en cuestiones tales como la protecci n de sus intereses econ micos o se determinados sectores empresariales para incumplir o abstenerse de aplicar la legislaci n ambiental. ello ha motivado que la acci n individual de cada uno de los estados sea insuficiente para preservar convenientemente el medio ambiente. adem s la transici n de las previsiones normativas comunitarias a la pr ctica es un proceso proceloso, cuya eficacia depende en buena medida los estados cumplan con su parte de responsabilidad incorporando las Directivas a sus legislaciones internas. 10 zilioli, C., L applicazione del principio di sussidiarietà nel diritto comunitario dell ambiente, en Rivista giuridica dell Ambiente, nº 10, 1995, pp CHICHARRO LázARO A., La aplicación del principio de subsidiariedad al área del medio ambiente, en Unión Europea Aranzadi, año xxix, nº 2, febrero 2002, p. 7. Hiléia Revista de Direito Ambietal da Amazônia, n. o 7 jul-dez

19 La situaci n actual es muy insatisfactoria en este campo, produciž ndose numerosos casos de incumplimiento grave de la legislaci n ambiental. ello ha llevado a la Comisi n ha proponer una serie de medidas m s dr sticas, en cuya consideraci n nos detendremos seguidamente. 3. LA OPCIÓN POR LA PROTECCIÓN DEL MEDIO AMBIENTE MEDIANTE EL DERECHO PENAL: LA PROPUESTA DE DIRECTIvA DE 2001 La constatación de los múltiples y graves incumplimientos de la legislaci n comunitaria ambiental, ha colmado la Ò pacienciaóde la Comisi n en su objetivo de dise ar una pol tica comunitaria medioambiental. Una de las causas fundamentales ha sido la laxitud de las sanciones establecidas por los estados Miembros, que no se consideran suficientes, adecuadas y disuasorias para luchar contra los atentados al medio ambiente. adem s no todos los estados miembros poseen en sus legislaciones penales, ni contemplan en sus pol ticas criminales sanciones claramente represivas cuando de delitos medioambientales se trata. ello provoca un dž ficit de seguridad jur dica 12 palpable. De todos es conocido como en los estados democráticos el derecho penal se considera la última frontera, la ultima ratio, a cuyo auxilio se recurre ante sucesos (acciones y/u omisiones) de especial gravedad que requieren el máximo reproche por vulnerar los valores y derechos fundamentales, individuales y colectivos, que nos definen como personas y ciudadanos. Resulta por ello muy relevante que la Comisión Europea en sus iniciativas opte por la adopción de políticas protectoras tan contundentes. La razón estriba, creemos que con acierto, en la constatación de que numerosos atentados al medio ambiente, no son una cuestión menor, o una mera infracción administrativa sino verdaderos delitos medioambientales contra los que hay que luchar con la contundencia del derecho penal. 12 Sobre la segurida jurídica vid. PEREz LUñO, A.E., La seguridad jurídica, 2ª edic. revisada y puesta al día, Ariel, Barcelona, Hiléia Revista de Direito Ambietal da Amazônia, n. o 7 jul-dez 2006

20 A ese objetivo se dirige la Propuesta de Directiva relativa a la protección del medio ambiente por medio del derecho penal, 13 y en cuyos contenidos nos detendremos. La iniciativa se inscribe en la preocupaci n por una pol tica uniforme en al defensa del medio ambiente, y la opci n por el derecho penal se contempla, pese a las reticencias de los estados, como veremos posteriormente, en atenci n a dos variables. 1. principio de la prevenci n general. S l o las acciones penales, a juicio de la Comisi n, tienen un efecto suficientemente disuasor. por un lado, al representar el maximun de reproche social, se configuran como un claro mensaje a los delincuentes. por otro, evitan que la mera satisfacci n econ m ica, sirva para compensar casos de enorme da o medioambiental. el cl sico principio de que Ò quien contamina pagaóse ha revelado como insuficiente, por cuanto que no ha servido para disminuir los niveles de incumplimiento de la legislaci n ambiental. Muchas empresas est n dispuestas a satisfacer las multas y sanciones administrativas, pues los beneficios de su proceder lesivo siguen siendo cuantiosos. 2. reforzamiento de las medidas de investigaci n y de procesamiento. es indudable que las medidas de investigaci n penal, y su efecto sobre los implicados, gozan de un naturaleza mucho m s contundente que permite asegurar la eficacia de las investigaciones. adem s, la Comisi n pretende atajar con ello una cuesti n flagrante, y que pone en entredicho la eficacia y contundencia de las sanciones. este hecho no es otro que las autoridades administrativas o civiles encargadas de tramitar los expedientes sancionadores alas empresas contaminantes son, en numerosos estados, las mismas que concedieron los permisos o licencias para desarrollar dichas actividades. en el fondo se pretende dar cumplimiento a una vieja aspiraci n de los defensores del medio ambiente, y creo que de todos los ciudadanos, y es que la justicia cabalgue por su senda, sin interferencias espurias. 13 Propuesta de Directiva del Parlamento Europeo y del Consejo relativa a la protección del medio ambiente por medio del derecho penal, COM (2001) 139 final. 2001/0076 (COD), Bruselas, Para seguir el iter legislativo de esta propuesta Hiléia Revista de Direito Ambietal da Amazônia, n. o 7 jul-dez

21 para la consecuci n de tal objetivo, pueden establecerse tres reglas b sicas que delimitan el mbito, la extensi n y la vinculaci n de la iniciativa comunitaria: a) ser n los propios estados miembros los que decidir n las sanciones penales conforme a su derecho interno; b) su mbito de aplicaci n se concreta en los da os intencionales al medio ambiente o al da o causado por negligencia grave (por tanto, no se considerara delito cualquier tipo de contaminaci n) ; y c) la Directiva incorporar los actos que ya est n expresamente prohibidos por el derecho ambiental vigente en la Uni n. 14 Conforme a su art culo 1 Ò el prop s ito de la Directiva es asegurar una aplicaci n efectiva del Derecho comunitario relativo a la protecci n del medio ambiente estableciendo en la Comunidad un conjunto m nimo de delitosó. La cuesti n por tanto no es establecer una nueva pol tica, sino dentro de la misma l nea de actuaci n reforzar uno de sus elementos: la eficacia. Materialmente la actuaci n queda delimitada por el propio Derecho comunitario, pues la iniciativa s l o se extiende a las actividades que incumplen el Derecho comunitario, o las normas adoptadas por los estados en desarrollo y cumplimiento de la legislaci n ambiental (como vemos, de nuevo el principio de subsidiariedad). La definici n de que sea delito y de los elementos que la integran se contempla en el art. 3. Se determina como principio general que ser n delictivas las actividades (entendidas como comportamiento activo y la omisi n, cuando haya un deber legal de actuar, como se ala el art culo 2.b) que se cometan intencionadamente (dolo) o con negligencia grave y que puedan ser atribuidas a personas f sicas o jur dicas. Las actividades contaminantes cubiertas son aquellas que generalmente causen o puedan causar deterioro significativo o da o sustancial del medio ambiente. respecto a las actividades Ò de peligroó, la Comisi n se ala como Ò se han prohibido per se en virtud de las legislaciones comunitarias, independientemente de si hay pruebas de un impacto da ino espec fico al medio ambiente en un caso concreto e individual. el Derecho comunitario considera tales actividades da inas o particularmente peligrosas para el medio ambiente. por esta raz n, estas actividades deben tambiž n considerarse delitos, pues el riesgo para el medio ambiente radica en la actividad como tal, independientemente del da o final que causeó. La enumeraci n de las infracciones que merecen la calificaci n de delito se han seleccionado en atenci n a que su infracci n provoca graves da os al medio ambiente, y su inclusi n evidencia que Ò el hecho de que las estas 14 IP/01/358. Bruselas, 13 de marzo de Hiléia Revista de Direito Ambietal da Amazônia, n. o 7 jul-dez 2006

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