Gestão e Estrutura Organizacional

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Gestão e Estrutura Organizacional"

Transcrição

1 Gestão e Estrutura Organizacional I. INTRODUÇÃO Eduardo Marcondes Filinto da Silva Secretário Executivo e Pesquisador FIPE Rafael Martín Delatorre Graduando em Administração pela FEA/USP Um dos fenômenos que está ganhando grande importância na sociedade atual são as organizações do terceiro setor. Estas organizações surgem através da iniciativa de pessoas ou grupos como forma de realizar atividades de interesse social. Esta iniciativa não é encontrada somente ao se criar a organização, mas sim permanece como um aspecto que permeia todas suas atividades. A diretoria e o conselho trabalham para apoiar a causa por trás da organização, seus integrantes muitas vezes fazem horas extras sem ganhar mais, os fundadores e financiadores doam dinheiro exatamente para a realização desta missão. 1 Até alguns anos atrás, as organizações não viam a gestão como uma ferramenta para a realização de suas atividades. Como coloca Drucker, gerência era um palavrão nas organizações sem fins lucrativos. Gerência significava negócios e elas não eram empresas. Na verdade, em sua maioria elas acreditavam que não necessitavam de qualquer coisa que pudesse ser chamada de gerência. Afinal, elas não tinham lucros. 2 No entanto, o grande crescimento tanto no tamanho e complexidade quanto na importância dessas organizações dentro da sociedade mudaram essa visão. Exigem-se hoje dessas organizações uma gestão mais eficaz de seus recursos, assim como um controle mais efetivo de suas atividades. A palavra gestão entra definitivamente para o vocabulário do terceiro setor, como uma ferramenta para tornar real a missão que está por trás da organização. Como coloca Silva, o atual cenário brasileiro aponta para a necessidade de as organizações construírem uma gestão eficaz, além de manterem acesos o compromisso e a paixão que as movem. O desafio da sustentabilidade envolve não só o levantamento e a adequada utilização de recursos financeiros; implica investir 1 HUDSON, Mike. pág xvii. 2 DRUCKER, Peter. pág xiv.

2 no desenvolvimento das pessoas que fazem parte da organização, melhorar a qualidade dos serviços e adequá-los às necessidades das comunidades, buscar a adesão da sociedade à causa da organização e informar de forma transparente.3 Neste contexto, iremos analisar alguns resultados da pesquisa realizada pela FIPE, em conjunto com o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, do universo das 95 fundações da cidade de Belo Horizonte, que prestaram contas em 1999, sobre a gestão e a estrutura organizativa dessas instituições. Iremos dividir a análise em 3 grandes blocos: Planejamento, Organização e Direção e Controle. Para as diversas análises que foram realizadas, utilizaremos a International Classification of Non-Profit Organizations, classificação proposta por Salamon e Anheier (1997) para as áreas de atuação das fundações e uma classificação de porte baseado no ativo total. Além disso, foram realizadas análises em relação ao número de pessoas empregadas pela fundação e ao número de pessoas envolvidas, correspondendo à soma dos voluntários e dos empregados, para cada fundação. II. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO As pessoas que trabalham em uma organização necessitam de uma visão clara dos seus objetivos e estratégias. Em especial, as organizações do terceiro setor possuem limites confusos e inúmeras oportunidades para sair do seu foco principal. Todas estão trabalhando em um ambiente de crescente turbulência e assim necessitam repensar seus objetivos e prioridades mais freqüentemente que no passado 4 O planejamento estratégico é a ferramenta administrativa que serve exatamente para este repensar da organização. No nosso universo concreto, de acordo com as informações obtidas, 53,7% das fundações disseram ter algum tipo de planejamento estratégico, o que mostra a crescente importância deste processo dentro das organizações. Em relação à busca de informações para o planejamento estratégico, 50,5% das fundações informou que realiza estudos de mercado ou levantamentos para o 3 SILVA, Antonio Luiz de Paula. pág 9. 4 HUDSON, Mike. pág 113. Trad. Livre.

3 atendimento de sua missão, enquanto 66,3% disse ter a prática de trocar experiências com outras instituições. É interessante relacionar estas informações com a informação anterior. Com isso, podemos ver na Tabela 1 que as fundações que realizam o planejamento estratégico, em geral, realizam também estudos de mercado e trocam experiências com outras instituições, enquanto as que não fazem o planejamento também não buscam informações das formas apresentadas. Realiza o planejamento estratégico para suas atividades? A fundação realiza estudos de mercado ou levantamentos? Tem a prática de trocar experiências com outras instituições congêneres? Totais Sim Não Não Aplic. Totais Sim 41 85,4% 5 10,4% 2 4,2% ,0% Não 9 21,4% 32 76,2% 1 2,4% ,0% Não Aplic. 1 20,0% 2 40,0% 2 40,0% 5 100,0% Sim 44 69,8% 18 28,6% 1 1,6% ,0% Não 7 25,9% 19 70,4% 1 3,7% ,0% Não Aplic. 0 0,0% 2 40,0% 3 60,0% 5 100,0% 51 53,7% 39 41,1% 5 5,3% ,0% Tabela 1 Planejamento Estratégico x Busca de informações Isso demonstra que apesar da maioria das fundações ter um processo de planejamento estruturado, ainda existem muitas fundações que poderiam ter um desempenho melhorado, no cumprimento de seus objetivos, ao usar tais ferramentas de análise e planejamento. Em relação às áreas de atuação, vemos que a distribuição de fundações que tem um processo de planejamento estratégico estruturado não é uniforme. Destaca-se, entre as que possuem tal processo, a área de Educação e Pesquisa (77,4%) e, entre as que não possuem, a área de Cultura e Recreação (20,0%). Podemos, ainda, notar que nas áreas de Assistência Social e Saúde, metade das fundações faz planejamento estratégico. Analisando a questão em relação ao porte da fundação, pode ser observado que todas as fundações de grande e médio porte têm um processo de planejamento, enquanto somente 48,8% das de pequeno porte têm tal processo. Em relação ao número de pessoas envolvidas, observou-se que apenas 47,9% das fundações com até 50 pessoas fazem planejamento, enquanto este número sobe para 70,8%, para as fundações com

4 mais de 50 pessoas envolvidas. Ambos os números indicam a tendência das fundações maiores de ter processos estruturados de planejamento. III. ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Um primeiro aspecto que analisaremos sobre a estrutura das fundações é a existência de departamentos especializados para as áreas de marketing e de captação de recursos. Podemos dizer que, de maneira geral, a existência de tais departamentos é bastante rara, sendo que apenas 25,3% das fundações disseram ter uma área de marketing e somente 32,6% uma área de captação de recursos. Comparando com as áreas de atuação (Tabela 2), notamos que apenas a área de Educação e Pesquisa se sobressai por ter departamento de marketing (51,6%) e, em relação à captação de recursos, as áreas que mais se destacam são as de Saúde (38,9%) e, novamente, Educação e Pesquisa (32,3%). Possui uma área estruturada de marketing? Possui uma área estruturada de captação de recursos? Área de Atuação Sim Não Não Aplic. Sim Não Não Aplic. Totais Cultura e Recreação 1 6,7% 12 80,0% 2 13,3% 1 6,7% 11 73,3% 3 20,0% ,0% Assistência Social 2 12,5% 13 81,3% 1 6,3% 3 18,8% 12 75,0% 1 6,3% ,0% Ambientalismo 2 100,0% 2 100,0% 2 100,0% Saúde 7 38,9% 11 61,1% 5 27,8% 13 72,2% ,0% Desenvolvimento 2 50,0% 2 50,0% 2 50,0% 2 50,0% 4 100,0% Educação e Pesquisa 10 32,3% 21 67,7% 16 51,6% 14 45,2% 1 3,2% ,0% Defesa de Direitos 1 100,0% 1 100,0% 1 100,0% Filantrópica 1 25,0% 3 75,0% 1 25,0% 3 75,0% 4 100,0% Outras 1 25,0% 3 75,0% 1 25,0% 3 75,0% 4 100,0% Porte da Fundação Grande Porte 2 100,0% 1 50,0% 1 50,0% 2 100,0% Médio Porte 6 85,7% 1 14,3% 4 57,1% 3 42,9% 7 100,0% Pequeno Porte 16 18,6% 67 77,9% 3 3,5% 26 30,2% 55 64,0% 5 5,8% ,0% Totais 24 25,3% 68 71,6% 3 3,2% 31 32,6% 59 62,1% 5 5,3% ,0% Tabela 2 Estruturação das áreas de marketing e captação de recursos, por área de atuação e porte Em relação ao porte, vemos que novamente as maiores fundações tendem a ter mais estruturadas suas atividades. Sobre a captação de recursos, 55,5% das fundações de grande e médio porte possui uma área estruturada, enquanto 88,9% possuem uma área de marketing. Para as fundações de pequeno porte, esses números diminuem para 30,2% e 18,6%, respectivamente.

5 Um segundo aspecto analisado foi o de quantas pessoas estão ligadas às atividades fins da organização e quantas estão ligadas à atividades de assessoria, como pode ser observado na Tabela 3. Podemos ver que, em geral, a maior parte do pessoal que trabalha nestas fundações está ligada às suas atividades fins. Isso acontece mais destacadamente nas áreas de Assistência Social, Saúde e Desenvolvimento. Isso é interessante, principalmente, ao considerarmos que Saúde e Desenvolvimento estão entre as áreas que mais possuem pessoas trabalhando nelas, conforme a Figura 1. Atividades de Apoio Atividades fins Área de Atuação Cultura e Recreação 43,6% 56,4% Assistência Social 15,0% 85,0% Ambientalismo 53,6% 46,4% Saúde 37,9% 62,1% Desenvolvimento 6,5% 93,5% Educação e Pesquisa 49,7% 50,3% Filantrópica 77,5% 22,5% Outras 75,0% 25,0% Porte da Fundação Grande e Médio Porte 43,8% 56,2% Pequeno Porte 25,2% 74,8% Total 36,1% 63,9% Tabela 3 Pessoal x Áreas de Atuação e Porte Em relação ao porte, podemos constatar que há uma significativa diferença entre as fundações de pequeno porte e médio e grande porte. Apesar de possuírem quase a mesma fatia de pessoas envolvidas (49,6% e 50,4%, respectivamente), as fundações de pequeno porte empregam seu pessoal mais fortemente nas atividades fins, deixando uma pequena parcela em atividades de apoio e assessoria (25,2%). Isso não acontece com as fundações de médio e grande porte, que empregam muito mais pessoas nas atividades de apoio (43,8%). Isso pode significar que estas fundações exigem mais pessoas em atividades de apoio, ou exige um maior esforço de gestão, por seu maior tamanho. Por um outro lado, também pode significar que as menores fundações estão, em geral, mais concentradas na consecução de seus objetivos fins do que as maiores.

6 Pessoal envolvido por Área de Atuação Pessoal envolvido por Porte Filantrópica 3,4% Educação e Pesquisa 23,6% Cultura e Outras 0,2% Recreação 7,1% Assistência Social 7,3% Ambientalismo 0,2% Pequeno Porte 49,6% Grande Porte 14,1% Desenvolvim. 17,5% Saúde 40,5% Médio Porte 36,3% Figura 1 Pessoal envolvido, por Porte e por Área de Atuação Um último aspecto analisado quanto à organização foi o uso de um horário móvel ou flexível e a existência de um plano de cargos e salários e de um plano de carreira para as pessoas empregadas na fundação. De um modo geral, podemos dizer que tais técnicas não são utilizadas. Efetivamente, apenas 15,8% das fundações disseram ter horário flexível para seus empregados, apenas 17,9% possuem um plano de cargos e salários e somente 5,3% um plano de carreira. Em relação às áreas, se nota que as áreas de Saúde e Educação e Pesquisa são as que mais fazem uso de horário flexível ou um plano de cargos e salários. Em relação ao plano de carreira, nenhuma área em especial se destaca, como podemos ver na Erro! Argumento de opção desconhecido.

7 Área de Atuação Horário Móvel / Flexível Plano de Cargos e Salários Plano de Carreira Total de Fundações Cultura e Recreação 1 6,7% 1 6,7% 1 6,7% ,0% Assistência Social 2 12,5% 1 6,3% 1 6,3% ,0% Ambientalismo 1 50,0% 2 100,0% Saúde 4 22,2% 4 22,2% 1 5,6% ,0% Desenvolvimento 1 25,0% 4 100,0% Educação e Pesquisa 7 22,6% 9 29,0% 2 6,5% ,0% Defesa de Direitos 1 100,0% Filantrópica 1 25,0% 4 100,0% Outras 4 100,0% Porte da Fundação Grande Porte 1 50,0% 2 100,0% Médio Porte 4 57,1% 6 85,7% 1 14,3% 7 100,0% Pequeno Porte 11 12,8% 10 11,6% 4 4,7% ,0% Totais 15 15,8% 17 17,9% 5 5,3% ,0% Tabela 4 Horário Flexível, Plano de Cargos e Salários e Plano de Carreira por Área e Porte Observando as mesmas questões em relação ao porte das fundações, podemos notar que parte significativa das fundações de médio porte (57,1%) possui horário flexível, enquanto 85,7% possuem um plano de cargos e salários. Esses dois indicadores reforçam mais uma vez o destaque que têm as fundações de médio e grande porte e as áreas de Saúde e Educação e Pesquisa, em relação a sua gestão interna. IV. DIREÇÃO E CONTROLE Outro fator importante da função administrativa que deve ser contemplado no contexto do terceiro setor é a direção e controle. Apesar de, na maioria das vezes, o pessoal que trabalha nessas organizações ser altamente motivado pela sua missão, pode ser uma ferramenta bastante útil para o cumprimento dos objetivos da organização o emprego de práticas tais como avaliação de desempenho, política de mérito ou até mesmo, remuneração variável. Analisando os resultados obtidos pela pesquisa, podemos ver que, em geral, essas não são práticas ainda comuns dentro das organizações analisadas. Concretamente, apenas 11,6% das fundações disseram fazer avaliação de desempenho, 7,4% disseram ter uma política de mérito e 11,6% disseram ter remuneração variável para seus empregados. Observando as respostas em relação às áreas, notamos que 25,8% das fundações de Educação e Pesquisa faz uma avaliação de desempenho, 11,1% das de Saúde

8 mantém uma política de mérito e novamente 12,9% das de Educação e Pesquisa possuem remuneração variável. Em relação aos portes, observou-se alguns dados interessantes. Apesar de 33,3% das fundações de médio e grande porte fazer avaliação de desempenho (contra 9,3% das pequenas) nenhuma delas pratica a remuneração variável (contra 12,8% das pequenas). Quanto à política de mérito, 14,3% das médias e 7,0% das pequenas mantêm esse tipo de prática. Esses dados sugerem que nas fundações analisadas, a política de mérito e a remuneração variável não estão sempre associadas à avaliação de resultados. Fazendo o cruzamento de variáveis, observou-se que 7,4% das fundações mantém a remuneração variável sem fazer uma avaliação de desempenho, e apenas 36,4% das fundações com remuneração variável a acompanham com uma avaliação de desempenho. Outro aspecto importante da Direção e Controle é o da gestão superior das organizações. Segundo Paes (2001), essa gestão é feita, em regra, dentro do âmbito das fundações, através de 3 órgãos: um Conselho Superior ou Deliberativo, responsável pela elaboração das metas e diretrizes da fundação, além da condução do seu trabalho; uma Diretoria Executiva ou Conselho Administrativo, responsável pela execução e gerência da entidade e, finalmente, de um Conselho Fiscal, responsável pelo controle interno contábil e patrimonial da fundação.5 Neste contexto, analisou-se a existência e a composição de tais órgãos dentro de cada fundação. Obteve-se, conforme pode ser observado na Erro! Argumento de opção desconhecido., que a maior parte das fundações possui estes órgãos, sendo que nenhuma deixa de apresentar pelo menos um deles. Das fundações analisadas, 7,4% não possui Conselho Superior, outros 7,4% não apresenta Diretoria Executiva e 31,6% não possui Conselho Fiscal; a maior parte correspondendo às fundações de pequeno porte. É curiosa, no entanto, a composição desses órgãos. Ao se analisar essa composição em relação ao porte da fundação, obteve-se que os órgãos das fundações de pequeno porte tendem a ter, de maneira geral, mais integrantes que os órgãos correspondentes nas 5 PAES, José Eduardo Sabo. pág. 235.

9 fundações de médio e grande porte, como também pode ser observado na Erro! Argumento de opção desconhecido.. Porte da Fundação Conselho Superior Pequeno Médio/Grande Total Não tem conselho superior 7 8,1% 7 7,4% De 2 a 7 conselheiros 39 45,3% 6 66,7% 45 47,4% Mais de 8 conselheiros 40 46,5% 3 33,3% 43 45,3% Diretoria Executiva Não tem diretoria 6 7,0% 1 11,1% 7 7,4% Apenas 1 diretor 7 8,1% 2 22,2% 9 9,5% De 2 a 3 diretores 23 26,7% 1 11,1% 24 25,3% Mais de 4 diretores 50 58,1% 5 55,6% 55 57,9% Conselho Fiscal Não tem conselho fiscal 26 30,2% 4 44,4% 30 31,6% De 1 a 3 membros 33 38,4% 4 44,4% 37 38,9% Mais de 4 membros 27 31,4% 1 11,1% 28 29,5% Total ,0% 9 100,0% ,0% Tabela 5 Composição do Conselho Curador, Diretoria Administrativa e Conselho Fiscal Outro dado analisado foi a existência de uma auditoria externa na fundação. Observouse que apenas 27,4% das fundações analisadas tem a prática de submeter suas contas a uma auditoria externa. As áreas que mais se destacaram nesta questão foram, novamente, Educação e Pesquisa e Saúde, onde 45,2% e 33,3%, respectivamente, tem esta prática. Em relação ao porte, observou-se que todas as fundações de médio e grande porte submetem suas contas à auditoria, enquanto apenas 19,8% das pequenas fazem o mesmo. Por último foi feita a relação entre as fundações que possuem conselho fiscal e as fundações que submetem suas contas à auditoria externa, como uma forma de se analisar se a fundação submete suas contas para pelo menos uma entidade independente, além do Ministério Público. Pode-se dizer que uma fundação neste contexto não possui um controle adequado de suas contas, seja pela inexistência de tal controle seja por que o órgão executor das políticas da fundação fica responsável por esse controle. Descobriu-se que nada menos do que 21,1% do total de fundações tem esse perfil. Destas, 40,0% são da área de Cultura e Recreação, seguido de Assistência Social e Educação e Pesquisa com 20,0% cada e Saúde com 15,0%. Em relação ao porte,

10 constatou-se que todas as fundações que não possuem conselho fiscal nem submetem suas contas a auditoria externa são de pequeno porte. V. CONCLUSÃO Pudemos ter, através dos dados apresentados, uma idéia de como é tratada a questão da gestão administrativa dentro das organizações do terceiro setor, no caso concreto das fundações da cidade de Belo Horizonte no ano de Durante a análise, vimos que, de um modo geral, as áreas de Educação e Pesquisa e Saúde e, em menor medida, a área de Assistência Social tendem a ter práticas administrativas mais sofisticadas tais como planejamento estratégico, busca de informações através de levantamentos ou estudos de mercado e troca de experiências, a organizar suas atividades de marketing e captação de recursos em departamentos especializados, a ter maior parte do pessoal em atividades fins. Também pudemos ver que as grandes e médias fundações tendem a ter essas mesmas características em relação à gestão. As pequenas, apesar disso, parecem tender a ter estruturas mais enxutas, de maneira geral, mais voltadas a consecução de seus objetivos básicos, apesar de, em relação a sua administração superior, possuírem mais conselheiros e diretores do que as grandes e médias. VI. BIBLIOGRAFIA DRUCKER, Peter. Administração de Organizações sem Fins Lucrativos: princípios e práticas. São Paulo: Pioneira, HUDSON, Mike. Managing without profit: the art of managing third-sector organizations. Inglaterra: Penguin, PAES, José Eduardo Sabo. Fundações e Entidades de Interesse Social: aspectos jurídicos, administrativos, contábeis e tributários. Brasília: Brasília Jurídica, SALAMON, Lester M. e ANHEIER, Helmut K. Defining the Non-Profit Sector: a crossnational analysis. John Hopkins Non-Profit Sector Series. EUA: Manchester University Press, SILVA, Antonio Luiz de Paula. Utilizando o planejamento como ferramenta de aprendizagem. São Paulo: Global, 2000.

Voluntariado: tendência de crescimento?

Voluntariado: tendência de crescimento? Voluntariado: tendência de crescimento? Walter de Tarso de Campos Pesquisador FIPE Antonio Bara Bresolin Graduando em Economia FEA/USP Desde o período colonial é possível observar no Brasil a presença

Leia mais

Os Convênios Firmados com os Ministérios Públicos Estaduais e o Projeto Fundata 1

Os Convênios Firmados com os Ministérios Públicos Estaduais e o Projeto Fundata 1 Os Convênios Firmados com os Ministérios Públicos Estaduais e o Projeto Fundata 1 I. CONTEXTO Eduardo Marcondes Filinto da Silva Secretário Executivo e Pesquisador FIPE A sociedade, nas últimas décadas,

Leia mais

Terceiro Setor Buscando uma Conceituação

Terceiro Setor Buscando uma Conceituação Terceiro Setor Buscando uma Conceituação Eduardo Marcondes Filinto da Silva Secretário Executivo e Pesquisador FIPE Marianne Thamm de Aguiar Graduanda em Economia pela FEA/USP Sob o impacto de um Estado

Leia mais

O Que Fizeram as Fundações de Direito Privado de Belo Horizonte/MG em 1999

O Que Fizeram as Fundações de Direito Privado de Belo Horizonte/MG em 1999 O Que Fizeram as Fundações de Direito Privado de Belo Horizonte/MG em 1999 I. ÁREAS COMUNS DE ATUAÇÃO Eduardo Marcondes Filinto da Silva Secretário Executivo e Pesquisador FIPE Marianne Thamm de Aguiar

Leia mais

Investimento Privado em Cultura e Incentivos Fiscais* Uma parte do outro lado **

Investimento Privado em Cultura e Incentivos Fiscais* Uma parte do outro lado ** Investimento Privado em Cultura e Incentivos Fiscais* I. INTRODUÇÃO Uma parte do outro lado ** O presente trabalho, de caráter exploratório, apresentará o resultado parcial da pesquisa amostral, desenvolvida

Leia mais

Introdução ao Terceiro Setor - Características e desafios das organizações. Rafael Vargas Lara Gestor de Projetos Sociais Empreendedor Social

Introdução ao Terceiro Setor - Características e desafios das organizações. Rafael Vargas Lara Gestor de Projetos Sociais Empreendedor Social Introdução ao Terceiro Setor - Características e desafios das organizações Rafael Vargas Lara Gestor de Projetos Sociais Empreendedor Social Terceiro Setor É uma terminologia sociológica que dá significado

Leia mais

APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL. 02/01/2013 rev. 00

APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL. 02/01/2013 rev. 00 APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL 02/01/2013 rev. 00 PAUTA INSTITUCIONAL Sobre a Harpia OUTRAS INFORMAÇÕES Clientes Parceiros SERVIÇOS Responsabilidade Social Consultoria & Gestão Empresarial Planejamento Estratégico

Leia mais

Gestão. Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Qualidade. Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos

Gestão. Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Qualidade. Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos da Qualidade Gestão O tecnólogo em Gestão da Qualidade é o profissional que desenvolve avaliação sistemática dos procedimentos, práticas e rotinas internas e externas de uma entidade, conhecendo e aplicando

Leia mais

ESTATUTO SOCIAL CAPÍTULO I. DOS OBJETIVOS

ESTATUTO SOCIAL CAPÍTULO I. DOS OBJETIVOS ESTATUTO SOCIAL CAPÍTULO I. DOS OBJETIVOS Artigo 1º O Centro de Referência em Informação Ambiental com sede e foro na cidade de Campinas na Avenida Romeu Tortima 388, Cidade Universitária, é uma sociedade

Leia mais

Ementa do MBA Executivo em Gestão Empresarial com ênfase em Locação de Equipamento Turma: SINDILEQ

Ementa do MBA Executivo em Gestão Empresarial com ênfase em Locação de Equipamento Turma: SINDILEQ Um jeito Diferente, Inovador e Prático de fazer Educação Corporativa Ementa do MBA Executivo em Gestão Empresarial com ênfase em Locação de Equipamento Turma: SINDILEQ Objetivo: Auxiliar o desenvolvimento

Leia mais

MBA Marketing de Serviços

MBA Marketing de Serviços MBA Marketing de Serviços Informações - Turma de Agosto 2014 Início das Aulas: 04/08/2014 Dias e horários das aulas: Segunda a sexta-feira das 19h00 às 22h50 (apenas na 1º semana) Quartas e quintas das

Leia mais

Doações por Terceiros - Pessoa Física e Pessoa Jurídica João Paulo Vergueiro presidente@captacao.org

Doações por Terceiros - Pessoa Física e Pessoa Jurídica João Paulo Vergueiro presidente@captacao.org Doações por Terceiros - Pessoa Física e Pessoa Jurídica João Paulo Vergueiro presidente@captacao.org Objetivo Doações por terceiros (pessoa física e pessoa jurídica): Desafios e possibilidades de uma organização

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DA FUNDAÇÃO INSTITUTO TECNOLÓGICO DE JOINVILLE - (FITEJ)

REGIMENTO INTERNO DA FUNDAÇÃO INSTITUTO TECNOLÓGICO DE JOINVILLE - (FITEJ) REGIMENTO INTERNO DA FUNDAÇÃO INSTITUTO TECNOLÓGICO DE JOINVILLE - (FITEJ) CAPÍTULO I NATUREZA E FINALIDADES Art 1º. A Fundação Instituto Tecnológico de Joinville, doravante denominada FITEJ, entidade

Leia mais

ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR E ESTRATÉGIAS E CAPTAÇÃO DE RECURSOS EMPRESARIAIS: UMA ANÁLISE DO ESTADO DE SÃO PAULO

ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR E ESTRATÉGIAS E CAPTAÇÃO DE RECURSOS EMPRESARIAIS: UMA ANÁLISE DO ESTADO DE SÃO PAULO ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR E ESTRATÉGIAS E CAPTAÇÃO DE RECURSOS EMPRESARIAIS: UMA ANÁLISE DO ESTADO DE SÃO PAULO Nilcéia Cristina dos Santos; Valéria Elias Rueda Spers; Laudicério Aguiar Machado ORGANIZAÇÕES

Leia mais

Profa. Ligia Vianna. Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA

Profa. Ligia Vianna. Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA Profa. Ligia Vianna Unidade II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO Num passado não muito distante, a ordem sociopolítica compreendia apenas dois setores, ou seja, um público e outro privado. Esses setores

Leia mais

IFRS A nova realidade de fazer Contabilidade no Brasil

IFRS A nova realidade de fazer Contabilidade no Brasil Ano X - Nº 77 - Julho/Agosto de 2014 IFRS A nova realidade de fazer Contabilidade no Brasil Profissionais da Contabilidade deverão assinar prestações de contas das eleições Ampliação do Simples Nacional

Leia mais

Breve análise acerca das Instituições Comunitárias de Educação Superior

Breve análise acerca das Instituições Comunitárias de Educação Superior Breve análise acerca das Instituições Comunitárias de Educação Superior Kildare Araújo Meira Advogado sócio da Covac Sociedade de Advogados, Pós Graduado em Direito Processual Civil pelo Instituto Brasiliense

Leia mais

ABERTURA DE CAPITAL COMO FORMA DE ALAVANCAGEM NO BRASIL. AUTOR: EVANGELISTA, Aparecida Conceição de Oliveira. ORIENTADOR: LIMA, Hyder Marcelo de.

ABERTURA DE CAPITAL COMO FORMA DE ALAVANCAGEM NO BRASIL. AUTOR: EVANGELISTA, Aparecida Conceição de Oliveira. ORIENTADOR: LIMA, Hyder Marcelo de. ABERTURA DE CAPITAL COMO FORMA DE ALAVANCAGEM NO BRASIL AUTOR: EVANGELISTA, Aparecida Conceição de Oliveira. ORIENTADOR: LIMA, Hyder Marcelo de. O presente artigo visa apresentar a abertura de capital

Leia mais

FACULDADE ANHANGUERA DE INDAIATUBA Rua Claudio Dal Canton, 89 - Cidade Nova II - Indaiatuba -SP - CEP 13334-390 (19) 3885-6700 www.portalpos.com.

FACULDADE ANHANGUERA DE INDAIATUBA Rua Claudio Dal Canton, 89 - Cidade Nova II - Indaiatuba -SP - CEP 13334-390 (19) 3885-6700 www.portalpos.com. A pós-graduação é fundamental para manter-se bem colocado no mercado de trabalho e para aperfeiçoar competências profissionais. Além de enriquecer o currículo, este tipo de especialização ajuda a melhorar

Leia mais

DECRETO Nº 36726 DE 18 DE JANEIRO DE 2013

DECRETO Nº 36726 DE 18 DE JANEIRO DE 2013 DECRETO Nº 36726 DE 18 DE JANEIRO DE 2013 Aprova o Estatuto da Fundação Cidade das Artes. O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais e tendo em vista o que dispõe o Decreto

Leia mais

O Administrador e a Magnitude de sua Contribuição para a Sociedade. O Administrador na Gestão de Pessoas

O Administrador e a Magnitude de sua Contribuição para a Sociedade. O Administrador na Gestão de Pessoas O Administrador e a Magnitude de sua Contribuição para a Sociedade Eficácia e Liderança de Performance O Administrador na Gestão de Pessoas Grupo de Estudos em Administração de Pessoas - GEAPE 27 de novembro

Leia mais

MBA Gestão de Negócios e Pessoas

MBA Gestão de Negócios e Pessoas PROJETO PEDAGÓGICO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU Nome do Curso MBA Gestão de Negócios e Pessoas Área de Conhecimento Ciências Sociais Aplicadas Nome do Coordenador do Curso e Breve Currículo: Prof.

Leia mais

Inscrições Abertas. Dia e horário das aula: Sexta-Feira 18h30 às 22h30 Quinzenal Sábado 08h30 às 17h30 Quinzenal

Inscrições Abertas. Dia e horário das aula: Sexta-Feira 18h30 às 22h30 Quinzenal Sábado 08h30 às 17h30 Quinzenal MBA Recursos Humanos Inscrições Abertas Dia e horário das aula: Sexta-Feira 18h30 às 22h30 Quinzenal Sábado 08h30 às 17h30 Quinzenal Carga horária: 600 Horas Duração: 24 meses *As informações podem sofrer

Leia mais

AUDITORIA COMO FERRAMENTA DE CONTROLE. Jackson

AUDITORIA COMO FERRAMENTA DE CONTROLE. Jackson AUDITORIA COMO FERRAMENTA DE CONTROLE 1 Jackson Auditoria É um conjunto de técnicas que devem ser aplicadas, para permitir ao auditor emitir uma opinião sobre a razoabilidade das demonstrações contábeis

Leia mais

ESTATUTO DA EMPRESA FAI JÚNIOR

ESTATUTO DA EMPRESA FAI JÚNIOR ESTATUTO DA EMPRESA FAI JÚNIOR Capitulo I - Denominação, Sede, Finalidade e Duração Artigo 1 - A associação civil tem com a denominação social: FAI JÚNIOR, e como o titulo do estabelecimento a expressão

Leia mais

MINUTA FUNDAÇÃO DE APOIO A SERVIÇOS TÉCNICOS, ENSINO E FOMENTO A PESQUISAS REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I PRINCÍPIOS GERAIS

MINUTA FUNDAÇÃO DE APOIO A SERVIÇOS TÉCNICOS, ENSINO E FOMENTO A PESQUISAS REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I PRINCÍPIOS GERAIS MINUTA FUNDAÇÃO DE APOIO A SERVIÇOS TÉCNICOS, ENSINO E FOMENTO A PESQUISAS REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I PRINCÍPIOS GERAIS Art. 1º A FUNDAÇÃO DE APOIO A SERVIÇOS TÉCNICOS, ENSINO E FOMENTO A PESQUISAS -

Leia mais

Curso EDUCANDO PARA A TRANSPARÊNCIA

Curso EDUCANDO PARA A TRANSPARÊNCIA Curso EDUCANDO PARA A TRANSPARÊNCIA Iniciando a caminhada... AFINAL DE CONTAS O QUE É O TERCEIRO SETOR? 1. O conceito de Terceiro Setor 2. Breve retrato do Terceiro Setor 3. Inserção das Organizações da

Leia mais

Estado de Mato Grosso Prefeitura Municipal de Aripuanã

Estado de Mato Grosso Prefeitura Municipal de Aripuanã LEI Nº. 721/2007 SÚMULA: DISPÕE SOBRE O SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO MUNICÍPIO DE ARIPUANÃ E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. Estado de Mato Grosso, seguinte Lei: EDNILSON LUIZ FAITTA, Prefeito Municipal de Aripuanã,

Leia mais

R E S O L U Ç Ã O. Artigo 2º - O Currículo, ora alterado, será implantado no início do ano 2000, para os matriculados no 1º semestre.

R E S O L U Ç Ã O. Artigo 2º - O Currículo, ora alterado, será implantado no início do ano 2000, para os matriculados no 1º semestre. RESOLUÇÃO CONSEPE 30/99 ALTERA O PLANO CURRICULAR E O REGIME DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO, DO CÂMPUS DE BRAGANÇA PAULISTA. O Presidente do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão - CONSEPE, no uso da atribuição

Leia mais

COMO O CONHECIMENTO GERADO POR

COMO O CONHECIMENTO GERADO POR III Congresso Consad de Gestão Pública COMO O CONHECIMENTO GERADO POR ENTIDADES DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA (TERCEIRO SETOR) PODE CONTRIBUIR COMO FERRAMENTA DE CONTROLE SOCIAL? Deise Cristina Wischral

Leia mais

Sistemas de Informação e Decisão. Douglas Farias Cordeiro

Sistemas de Informação e Decisão. Douglas Farias Cordeiro Sistemas de Informação e Decisão Douglas Farias Cordeiro Algumas coisas que vimos até aqui! Durante o ciclo de vida de desenvolvimento de um SI: Qual a diferença entre os produtos obtidos na fase de definição

Leia mais

Como Planejar a Elaboração do preço da Mensalidade A Relação entre Planejamento e Lucratividade

Como Planejar a Elaboração do preço da Mensalidade A Relação entre Planejamento e Lucratividade Precificação Escolar Como Planejar a Elaboração do preço da Mensalidade A Relação entre Planejamento e Lucratividade Renato Palma Ferreira Outubro 2015 Precificação Escolar A reprodução total ou parcial,

Leia mais

CRA-SP Centro do Conhecimento O Administrador Premium e Soluções Lucrativas Exigem Falling Walls in Management

CRA-SP Centro do Conhecimento O Administrador Premium e Soluções Lucrativas Exigem Falling Walls in Management CRA-SP Centro do Conhecimento O Administrador Premium e Soluções Lucrativas Exigem Falling Walls in Management Profº Walter Lerner lernerwl@terra.com.br Filme 7 CONTEXTUALIZAÇÃO da ADM e do Administrador

Leia mais

ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR E REGIME TRIBUTÁRIO PROF. SERGIO MONELLO

ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR E REGIME TRIBUTÁRIO PROF. SERGIO MONELLO ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR E REGIME TRIBUTÁRIO PROF. SERGIO MONELLO 08/10/2013 Para as desonerações tributárias, as entidades podem ser divididas em dois campos: 1) as imunes 2) as isentas 2 IMUNIDADE

Leia mais

A realidade contábil-gerencial de uma organização do terceiro setor: o caso da Fundação Otacílio Coser

A realidade contábil-gerencial de uma organização do terceiro setor: o caso da Fundação Otacílio Coser A realidade contábil-gerencial de uma organização do terceiro setor: o caso da Fundação Otacílio Coser Gabriel Moreira Campos (Universidade Federal do Espírito Santo Brasil) gm.campos@terra.com.br Resumo

Leia mais

Aula 01 - Introdução à Gestão Organizacional e Educação Corporativa

Aula 01 - Introdução à Gestão Organizacional e Educação Corporativa Aula 01 - Introdução à Gestão Organizacional e Educação Corporativa Objetivos da aula: Nesta aula o principal objetivo será conceituar itens que irão embasar o conteúdo das aulas seguintes. Serão conceituados

Leia mais

com João Paulo Vergueiro presidente@captacao.org

com João Paulo Vergueiro presidente@captacao.org A mobilização de recursos para organizações do Terceiro Setor com João Paulo Vergueiro presidente@captacao.org Palestrante Bacharel em administração pela FGV-SP e em direito pela USP, com mestrado em andamento

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 039/2004-COU/UNICENTRO

RESOLUÇÃO Nº 039/2004-COU/UNICENTRO RESOLUÇÃO Nº 039/2004-COU/UNICENTRO REVOGADA PELA RESOLUÇÃO Nº 128/2014- COU/UNICENTRO. DISPOSITIVOS DO PROJETO PEDAGÓGICO APROVADO POR ESTA RESOLUÇÃO, ESTÃO ALTERADOS PELA RESOLUÇÃO Nº 26/2009-COU/UNICENTRO.

Leia mais

O CONTADOR E O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO TERCEIRO SETOR

O CONTADOR E O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO TERCEIRO SETOR O CONTADOR E O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO TERCEIRO SETOR RESUMO A informação é a mais poderosa ferramenta de gestão das organizações. Diante dessa constatação, o objetivo deste artigo é demonstrar a importância

Leia mais

Identificação e Escolha do Investimento Social. Britcham Fernando Nogueira

Identificação e Escolha do Investimento Social. Britcham Fernando Nogueira Modalidades, Mecanismos, Identificação e Escolha do Investimento Social Britcham Fernando Nogueira NÃO É UMA QUESTÃO RECENTE Qualquer um pode dar seu dinheiro ou gastá-lo; mas fazê-lo à pessoa certa, na

Leia mais

Pesquisa de Remuneração dos Administradores. Palestra Mensal IBGC Fevereiro de 2011

Pesquisa de Remuneração dos Administradores. Palestra Mensal IBGC Fevereiro de 2011 Pesquisa de Remuneração dos Administradores 2011 Palestra Mensal IBGC Fevereiro de 2011 1 Agenda Introdução Conselho de Administração Diretoria Estatutária Conselho Fiscal Divulgação da Remuneração Conclusão

Leia mais

PLANO DE AÇÃO ESTRATÉGICO ANEXO

PLANO DE AÇÃO ESTRATÉGICO ANEXO PLANO DE AÇÃO ESTRATÉGICO ANEXO Plano de Ação Estratégico Estratégias empresariais Anexo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas SEBRAE Unidade de Capacitação Empresarial Estratégias

Leia mais

Especialização em Investment Banking

Especialização em Investment Banking Especialização em Investment Banking Apresentação FIPECAFI A Faculdade FIPECAFI é mantida pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras, criada em 1974. Seus projetos modificaram

Leia mais

O surgimento de associações de agricultores ocorre em função de três movimentos sociais importante:

O surgimento de associações de agricultores ocorre em função de três movimentos sociais importante: 1. ASSOCIATIVISMO 1.1. Introdução As formas associativas de trabalho no campo já eram encontradas há muito tempo atrás entre os primitivos povos indígenas da América. As grandes culturas précolombianas

Leia mais

O futuro da filantropia no Brasil

O futuro da filantropia no Brasil O futuro da filantropia no Brasil 09/01/06 Criando um setor mais diversificado CANDACE ('CINDY') LESSA Diretora do Programa Brasil do Instituto Synergos FERNANDO ROSSETTI Secretário geral do GIFE (Grupo

Leia mais

ESTATUTO SOCIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE SECRETARIADO - SBSEC

ESTATUTO SOCIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE SECRETARIADO - SBSEC ESTATUTO SOCIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE SECRETARIADO - SBSEC CAPÍTULO I Da Natureza e Objetivos Art. 1º - A Sociedade Brasileira de Secretariado, doravante denominada SBSEC, constituída em 21 de Outubro

Leia mais

Palavras-chave: Terceiro Setor. Prestação de Contas. Transparência. Acesso a Informação.

Palavras-chave: Terceiro Setor. Prestação de Contas. Transparência. Acesso a Informação. 2 ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS (ONGs): um estudo sobre a divulgação no Acesso a informação pública por meio da transparência no processo da prestação de contas e dos relatórios financeiros dos projetos

Leia mais

Gestão das organizações contábeis

Gestão das organizações contábeis Gestão das organizações contábeis Análise dos resultados da pesquisa Dezembro/2014 por Roberto Dias Duarte Sobre a pesquisa O Sistema Público de Escrituração Digital e seus vários subprojetos têm sido

Leia mais

Por que abrir o capital?

Por que abrir o capital? Por que abrir capital? Por que abrir o capital? Vantagens e desafios de abrir o capital Roberto Faldini Fortaleza - Agosto de 2015 - PERFIL ABRASCA Associação Brasileira de Companhias Abertas associação

Leia mais

Contratação e Remuneração de Advogados e os Impactos para o Escritório

Contratação e Remuneração de Advogados e os Impactos para o Escritório Contratação e Remuneração de Advogados e os Impactos para o Escritório Lara Selem Advogada e Consultora em Gestão de Serviços Jurídicos. Executive MBA pela Baldwin Wallace College (EUA), especialista em

Leia mais

Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade

Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade As empresas têm passado por grandes transformações, com isso, o RH também precisa inovar para suportar os negócios

Leia mais

LEI Nº 5026 DE 19 DE MAIO 2009. O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, faço saber que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

LEI Nº 5026 DE 19 DE MAIO 2009. O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, faço saber que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 5026 DE 19 DE MAIO 2009 Dispõe sobre a qualificação de entidades como Organizações Sociais e dá outras providências. Autor: Poder Executivo O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, faço saber que

Leia mais

ROBSON ZANETTI & ADVOGADOS ASSOCIADOS AS HOLDINGS COMO ESTRATÉGIA DE NEGÓCIOS, PROTEÇÃO PATRIMONIAL E SUCESSÃO FAMILIAR

ROBSON ZANETTI & ADVOGADOS ASSOCIADOS AS HOLDINGS COMO ESTRATÉGIA DE NEGÓCIOS, PROTEÇÃO PATRIMONIAL E SUCESSÃO FAMILIAR AS HOLDINGS COMO ESTRATÉGIA DE NEGÓCIOS, PROTEÇÃO PATRIMONIAL E SUCESSÃO FAMILIAR Robson Zanetti Advogados 1 1. Origem legal da holding no Brasil Lei nº. 6.404 (Lei das S/A s). No Brasil as holdings surgiram

Leia mais

CLIPPING Mídias de Primeiro Foco. Cliente: Fharos Data: 17/09/08 Veículo: DCI

CLIPPING Mídias de Primeiro Foco. Cliente: Fharos Data: 17/09/08 Veículo: DCI CLIPPING Mídias de Primeiro Foco Cliente: Fharos Data: 17/09/08 Veículo: DCI Cliente: Fharos Data: 10/09/08 Veículo: Executivos Financeiros 2 3 Cliente: Fharos Data: 12/09/08 Veículo: Canal Executivo 4

Leia mais

Governança Corporativa

Governança Corporativa Governança Corporativa O que é, para que serve e modo de usar Eduardo José Bernini QualiHosp Centro de Convenções Rebouças, SP 27 de abril de 2015 Eduardo José Bernini Economista pela Faculdade de Economia

Leia mais

OS LUCROS E PREJUÍZOS NAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS INSERIDAS NO SISTEMA COOPERATIVISTA

OS LUCROS E PREJUÍZOS NAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS INSERIDAS NO SISTEMA COOPERATIVISTA OS LUCROS E PREJUÍZOS NAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS INSERIDAS NO SISTEMA COOPERATIVISTA Por: Vera Cristiane Costa Prezoto Introdução Diante do atual cenário de competitividade, as organizações buscam instrumentos

Leia mais

UNICAMP. Luiz Carlos Merege

UNICAMP. Luiz Carlos Merege A Disseminação, Pesquisa e Promoção de Espaços de Diálogos sobre as Temáticas do Terceiro Setor e a Formação Continuada dos Profissionais UNICAMP Luiz Carlos Merege O CONCEIT0 E IMPORTÂNCIA DE UMA SOCIEDADE

Leia mais

GESTÃO CONTÁBIL PAPEL DO CONTADOR TERCEIRO SETOR CREDIBILIDADE CAPTAÇÃO DE RECUROS PÚBLICOS GERAÇÃO E DIVULGAÇÃO INFORMAÇÕES PARA TODOS INTERESSADOS

GESTÃO CONTÁBIL PAPEL DO CONTADOR TERCEIRO SETOR CREDIBILIDADE CAPTAÇÃO DE RECUROS PÚBLICOS GERAÇÃO E DIVULGAÇÃO INFORMAÇÕES PARA TODOS INTERESSADOS 18º CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE PAINEL 7: CONTROLE E TRANSPARÊNCIA NA GESTÃO DE ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR GESTÃO CONTÁBIL PAPEL DO CONTADOR TERCEIRO SETOR CREDIBILIDADE GERAÇÃO E DIVULGAÇÃO

Leia mais

NEATS NÚCLEO DE ESTUDOS AVANÇADOS DO TERCEIRO SETOR

NEATS NÚCLEO DE ESTUDOS AVANÇADOS DO TERCEIRO SETOR NEATS NÚCLEO DE ESTUDOS AVANÇADOS DO TERCEIRO SETOR 1 APRESENTAÇÃO José Alberto Tozzi Adm. Empresas FGV MBA USP Mestre pela PUC-SP Instrutor de Gestão Financeira do GESC Instrutor do Curso de Contabilidade

Leia mais

HAFRA Assessoria Empresarial, Contábil & Jurídica. Apresentação de Serviços Profissionais

HAFRA Assessoria Empresarial, Contábil & Jurídica. Apresentação de Serviços Profissionais HAFRA Assessoria Empresarial, Contábil & Jurídica Apresentação de Serviços Profissionais SOBRE A Hafra Assessoria Empresarial, Contábil & Jurídica tem atuação no mercado empresarial do Rio de Janeiro e

Leia mais

INSTITUTO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS DA EDUCAÇÃO SUPERIOR - INSTITUTO ANDIFES

INSTITUTO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS DA EDUCAÇÃO SUPERIOR - INSTITUTO ANDIFES INSTITUTO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS DA EDUCAÇÃO SUPERIOR - INSTITUTO ANDIFES ESTATUTOS TÍTULO I DO NOME, DA NATUREZA, DO OBJETO, DA SEDE e DO FORO Art. 1º - O INSTITUTO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS DA EDUCAÇÃO

Leia mais

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Prezado Cooperado, Em 2012 a economia brasileira apresentou forte desaceleração, tendo uma das mais baixas taxas de crescimento da América Latina, inferior até as pessimistas

Leia mais

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE TERCEIRIZAÇÃO - TST -

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE TERCEIRIZAÇÃO - TST - AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE TERCEIRIZAÇÃO - TST - (4 e 5 de outubro de 2011) PROF. LÍVIO GIOSA PROF. LÍVIO GIOSA Administrador de Empresas com Pós Graduação em Business Administration pela New York University

Leia mais

No Brasil as entidades de interesse social só podem se constituir juridicamente na forma de associação ou fundação.

No Brasil as entidades de interesse social só podem se constituir juridicamente na forma de associação ou fundação. Gestão e Sustentabilidade para o 3 Setor Orientações Técnicas CONCEITOS No Brasil as entidades de interesse social só podem se constituir juridicamente na forma de associação ou fundação. Pessoa Jurídica:

Leia mais

Francisco Chaves, Presidente Ibolyka Elizabeth, Diretora Executiva. www.iaap.org.br Lorena-SP

Francisco Chaves, Presidente Ibolyka Elizabeth, Diretora Executiva. www.iaap.org.br Lorena-SP Diretoria Francisco Chaves, Presidente Ibolyka Elizabeth, Diretora Executiva. www.iaap.org.br Lorena-SP O Terceiro Setor no Brasil Sumário: Histórico e Legislação Bandeira: a figura da Filantropia (do

Leia mais

Remuneração de Sócios e Advogados. Lara Selem

Remuneração de Sócios e Advogados. Lara Selem Remuneração de Sócios e Advogados Lara Selem Lara Selem Advogada, Escritora e Consultora em Gestão de Serviços Jurídicos. Executive MBA pela B-W College (EUA), especialista em Gestão de Serviços Jurídicos

Leia mais

ESCRITÓRIO MODELO DA FACULDADE DO GUARUJÁ.

ESCRITÓRIO MODELO DA FACULDADE DO GUARUJÁ. ESCRITÓRIO MODELO DA FACULDADE DO GUARUJÁ. Prof. Marat Guedes Barreiros Agosto/2013 Introdução É notória nos dias de hoje a dificuldade dos alunos egressos das Faculdades em obter emprego nas empresas

Leia mais

ANÁLISE DA MENSURAÇÃO DE RECEITAS E DESPESAS NA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR

ANÁLISE DA MENSURAÇÃO DE RECEITAS E DESPESAS NA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR ANÁLISE DA MENSURAÇÃO DE RECEITAS E DESPESAS NA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR Gabriel Moreira Campos Contador Professor da Universidade Federal do Espirito Santo Mestrando em

Leia mais

Modelo para elaboração do Plano de Negócios

Modelo para elaboração do Plano de Negócios Modelo para elaboração do Plano de Negócios 1- SUMÁRIO EXECUTIVO -Apesar de este tópico aparecer em primeiro lugar no Plano de Negócio, deverá ser escrito por último, pois constitui um resumo geral do

Leia mais

aa Opportune é uma empresa que trabalha em diversas áreas da gestão organizacional, com uma visão contemporânea da prestação de serviços de

aa Opportune é uma empresa que trabalha em diversas áreas da gestão organizacional, com uma visão contemporânea da prestação de serviços de aa Opportune é uma empresa que trabalha em diversas áreas da gestão organizacional, com uma visão contemporânea da prestação de serviços de auditoria, assessoria e consultoria, oferecendo completo portifólio

Leia mais

Transparência e Opacidade no Terceiro Setor: A Divulgação Financeira de Organizações Filantrópicas

Transparência e Opacidade no Terceiro Setor: A Divulgação Financeira de Organizações Filantrópicas Transparência e Opacidade no Terceiro Setor: A Divulgação Financeira de Organizações Filantrópicas Marco Antonio Figueiredo Milani Filho (Mackenzie) - mmilani@usp.br Resumo: Este trabalho investigou se

Leia mais

Glossário do Investimento Social*

Glossário do Investimento Social* Glossário do Investimento Social* O IDIS Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social é uma organização da sociedade civil de interesse público, que tem como missão promover e estruturar o investimento

Leia mais

1. COMPETÊNCIAS DAS DIRETORIAS

1. COMPETÊNCIAS DAS DIRETORIAS 1. COMPETÊNCIAS DAS DIRETORIAS 1.1. Diretoria Executiva (DEX) À Diretora Executiva, além de planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar as atividades da Fundação, bem como cumprir e fazer cumprir

Leia mais

PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO DE COLABORADORES PQC ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR MÓDULO 1: GESTÃO ACADÊMICA DE IES

PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO DE COLABORADORES PQC ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR MÓDULO 1: GESTÃO ACADÊMICA DE IES MÓDULO 1: GESTÃO ACADÊMICA DE IES Educação Superior no Brasil: cenários e tendências Conceitos e concepções de universidade; aspectos históricos da educação superior no Brasil; a reforma da educação superior

Leia mais

Uma nova forma de pensar a gestão de capital humano Fevereiro 2014

Uma nova forma de pensar a gestão de capital humano Fevereiro 2014 10Minutos Gestão de pessoas HR Analytics Uma nova forma de pensar a gestão de capital humano Fevereiro 2014 Destaques Menos de 30% dos CEOs recebem relatórios completos e confiáveis sobre sua força de

Leia mais

Governança Corporativa

Governança Corporativa Governança Corporativa Diretrizes claras de conduta e padrões superiores às exigências regulamentares contribuem para a atuação em linha com as melhores práticas de mercado 7 A Iochpe-Maxion é integrante

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.346, DE 15 DE SETEMBRO DE 2006. Cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional SISAN com vistas em assegurar

Leia mais

ADM002 Filosofia e Ética Empresarial - 2 36 ADM003 Contabilidade Geral - 4 72 ADM004 Metodologia Científica - 2 36 ADM005 Métodos Quantitativos - 4 72

ADM002 Filosofia e Ética Empresarial - 2 36 ADM003 Contabilidade Geral - 4 72 ADM004 Metodologia Científica - 2 36 ADM005 Métodos Quantitativos - 4 72 Matriz Curricular do Curso de Administração 2015.1 1ª Fase CÓDIGO DISCIPLINAS PRÉ- REQUISITOS CRED ADM001 Interpretação e Produção de Textos - ADM002 Filosofia e Ética Empresarial - 2 36 ADM003 Contabilidade

Leia mais

Apresentações Técnicas. ciclo de seminários NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

Apresentações Técnicas. ciclo de seminários NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS Apresentações Técnicas ciclo de seminários NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS Seminário IV Novos Modelos Organizacionais de Ciência e Tecnologia Apresentações Técnicas São Paulo, 2007 APRESENTAÇÃO A área de

Leia mais

ESTATUTO DA FUNDAÇÃO DESENVOLVIMENTO AMBIENTAL FUNDAMENTAL CAPÍTULO I DA DENOMINAÇÃO, PRAZO DE DURAÇÃO, SEDE E FINS.

ESTATUTO DA FUNDAÇÃO DESENVOLVIMENTO AMBIENTAL FUNDAMENTAL CAPÍTULO I DA DENOMINAÇÃO, PRAZO DE DURAÇÃO, SEDE E FINS. ESTATUTO DA FUNDAÇÃO DESENVOLVIMENTO AMBIENTAL FUNDAMENTAL CAPÍTULO I DA DENOMINAÇÃO, PRAZO DE DURAÇÃO, SEDE E FINS. Art. 1º - A Fundação Desenvolvimento Ambiental - Fundamental é pessoa jurídica de direito

Leia mais

Planejamento estratégico para a excelência na gestão das ONGs. http://www.slideshare.net/micfre12/ Do Sonho a Realidade

Planejamento estratégico para a excelência na gestão das ONGs. http://www.slideshare.net/micfre12/ Do Sonho a Realidade Planejamento estratégico para a excelência na gestão das ONGs http://www.slideshare.net/micfre12/ Do Sonho a Realidade Serviços Criando Consultoria Terceiro Setor Desenvolvimento institucional Técnica

Leia mais

PACOTE ÚNICO DE SERVIÇOS

PACOTE ÚNICO DE SERVIÇOS PACOTE ÚNICO DE SERVIÇOS 2012. Small Consultoria Avenida Engenheiro Caetano Álvares, 530 Casa Verde, São Paulo S.P. Tel. 11 2869.9699 / 11 2638.5372 Todos os direitos reservados. A IDEIA Dentre as atividades

Leia mais

Principais dificuldades

Principais dificuldades Principais dificuldades A maior dificuldade apontada pelas organizações contábeis pesquisadas foi receber informações dos clientes com qualidade e prazo. Apenas 16% delas indicaram problemas com a aderência

Leia mais

MANUAL DE ASPECTOS JURÍDICOS DO PROGRAMA DE VOLUNTARIADO DA CEMIG SAÚDE

MANUAL DE ASPECTOS JURÍDICOS DO PROGRAMA DE VOLUNTARIADO DA CEMIG SAÚDE Av. Barbacena, 472 8º andar Barro Preto CEP: 30190-130 Belo Horizonte/MG Tel.: 3253.4917 E-mail: renata.gontijo@cemigsaude.org.br Portal Corporativo: www.cemigsaude.org.br MANUAL DE ASPECTOS JURÍDICOS

Leia mais

ESTATUTO DA ASSOCIAÇÃO AGILE ALLIANCE BRAZIL CAPÍTULO I DA DENOMINAÇÃO, NATUREZA E DURAÇÃO

ESTATUTO DA ASSOCIAÇÃO AGILE ALLIANCE BRAZIL CAPÍTULO I DA DENOMINAÇÃO, NATUREZA E DURAÇÃO ESTATUTO DA ASSOCIAÇÃO AGILE ALLIANCE BRAZIL CAPÍTULO I DA DENOMINAÇÃO, NATUREZA E DURAÇÃO Artigo 1º - Sob a denominação de AGILE ALLIANCE BRAZIL, foi instituída em 14/11/2013, uma pessoa jurídica de direito

Leia mais

Sicoob Central Cecresp. Institucional

Sicoob Central Cecresp. Institucional Sicoob Central Cecresp Institucional Gestão DIRETOR PRESIDENTE Carlos Augusto de Macedo Chiaraba Sicoob Nossacred DIRETOR VICE PRESIDENTE Francisco Rao - Sicoob Crediconsumo CONSELHEIROS Antonio João Batista

Leia mais

Diante dos conceitos apresentados, pode-se inferir que as entidades componentes

Diante dos conceitos apresentados, pode-se inferir que as entidades componentes PRESTAÇÃO DE CONTAS: NÍVEL DE TRANSPARÊNCIA NAS ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR Éder Rodrigo Gimenes 1 Vera Sirlene Leonardo 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS A partir do século passado a sociedade civil passou a se

Leia mais

O ADVOGADO GESTOR. A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo. Peter Drucker

O ADVOGADO GESTOR. A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo. Peter Drucker O ADVOGADO GESTOR Ari Lima A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo. Peter Drucker A competitividade atualmente no setor jurídico tem exigido uma nova postura profissional dos advogados. Tanto para

Leia mais

GOVERNANÇA PARA FUNDAÇÕES E INSTITUTOS EMPRESARIAIS

GOVERNANÇA PARA FUNDAÇÕES E INSTITUTOS EMPRESARIAIS GOVERNANÇA PARA FUNDAÇÕES E INSTITUTOS EMPRESARIAIS A importância crescente do terceiro setor vem tornando a Governança item indispensável na pauta de discussão dos órgãos de administração das Fundações

Leia mais

Valor Inovação Gestão de Negócios

Valor Inovação Gestão de Negócios Valor Inovação Gestão de Negócios Valor Inovação Definição de Negócios Assessorar o empresariado brasileiro para o desenvolvimento dos setores comercial, industrial e de serviços. Ser um agente eficiente

Leia mais

O MBA CONTROLLER foi lançado em 1994 e é o mais tradicional MBA do mercado brasileiro

O MBA CONTROLLER foi lançado em 1994 e é o mais tradicional MBA do mercado brasileiro MBA Controller Ao cursar o MBA CONTROLLER FIPECAFI/ANEFAC, o aluno convive com pessoas de diferentes perfis entre os mais diversos segmentos de mercado e com a experiência profissional exigida para que

Leia mais

Curso de Especialização em MBA EXECUTIVO EM CONSULTORIA E PLANEJAMENTO EMPRESARIAL

Curso de Especialização em MBA EXECUTIVO EM CONSULTORIA E PLANEJAMENTO EMPRESARIAL Curso de Especialização em MBA EXECUTIVO EM CONSULTORIA E PLANEJAMENTO EMPRESARIAL ÁREA DO CONHECIMENTO: Administração. NOME DO CURSO: Curso de Pós-Graduação Lato Sensu, especialização em MBA Executivo

Leia mais

BENEFÍCIOS COM A SMALL

BENEFÍCIOS COM A SMALL BENEFÍCIOS COM A SMALL 2012. Small Consultoria Avenida Engenheiro Caetano Álvares, 530 Casa Verde, São Paulo S.P. Tel. 11 2869.9699 / 11 2638.5372 Todos os direitos reservados. A IDEIA Dentre os exemplos

Leia mais

Apresentação Institucional

Apresentação Institucional Apresentação Institucional Credenciais da 2Finance -Rápida análise da situação da empresa, elaborando relatórios que permitam ao empreendedor e seus dirigentes compreenderem a real situação da empresa

Leia mais

Ementário do Curso de Administração Grade 2008-1 1 Administração da Produção I Fase: Carga Horária: Créditos: Ementa:

Ementário do Curso de Administração Grade 2008-1 1 Administração da Produção I Fase: Carga Horária: Créditos: Ementa: 1 da Produção I Ementário do Curso de Introdução à administração da produção; estratégias para definição do sistema de produção; estratégias para o planejamento do arranjo físico; técnicas de organização,

Leia mais

Diretrizes de Governança Corporativa

Diretrizes de Governança Corporativa Diretrizes de Governança Corporativa DIRETRIZES DE GOVERNANÇA CORPORATIVA DA BM&FBOVESPA Objetivo do documento: Apresentar, em linguagem simples e de forma concisa, o modelo de governança corporativa da

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 6.094, DE 24 DE ABRIL DE 2007. Dispõe sobre a implementação do Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, pela União

Leia mais

CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO PROGRAMA PÓS-FLEX 2016

CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO PROGRAMA PÓS-FLEX 2016 CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO PROGRAMA PÓS-FLE 2016 CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO PROGRAMA PÓS-FLE 2016 ÁREAS DE NEGÓCIOS E ENGENHARIA O Programa Pós-Flex da Universidade Positivo possui 15 cursos voltados para

Leia mais

POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA

POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA 1 1. APRESENTAÇÃO Esta política estabelece os princípios e práticas de Governança Cooperativa adotadas pelas cooperativas do Sistema Cecred, abordando os aspectos de

Leia mais

RUA TERCEIRA DO PARQUE, 08, 1 ANDAR, SALA 02, GLEBA B. CAMAÇARI-BA. FONE: + 55 (71) 8846-0196 (Aparecida). E-MAIL: consultoria.marca@gmail.

RUA TERCEIRA DO PARQUE, 08, 1 ANDAR, SALA 02, GLEBA B. CAMAÇARI-BA. FONE: + 55 (71) 8846-0196 (Aparecida). E-MAIL: consultoria.marca@gmail. PORTFÓLIO MARCA CONSULTORIA & TREINAMENTOS RUA TERCEIRA DO PARQUE, 08, 1 ANDAR, SALA 02, GLEBA B. CAMAÇARI-BA. FONE: + 55 (71) 8846-0196 (Aparecida). E-MAIL: consultoria.marca@gmail.com SUMÁRIO 1 QUEM

Leia mais