FERDINAND DE SAUSSURE E O OBJETO DA LINGUÍSTICA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "FERDINAND DE SAUSSURE E O OBJETO DA LINGUÍSTICA"

Transcrição

1 FERDINAND DE SAUSSURE E O OBJETO DA LINGUÍSTICA Neila Barbosa de Oliveira Bornemann 1 INTRODUÇÃO Considerando os estudos de Ferdinand de Saussure quando afirma que a língua é o palco de fenômenos relevantes (ELG 2002, p. 241) compreendemos a importância da constatação quanto à inexistência de sociedade sem linguagem, portanto não há sociedade sem comunicação, pois esta se utiliza das diversas manifestações de linguagem para interagir com o outro e com todos os elementos que a rodeiam, além disso promove a conexão entre sociedades por meio da interação linguística para a realização e manifestação de sua cultura e história. Como um marcador de águas na história da linguística, Ferdinand de Saussure foi o estudioso que buscou definir um objeto de estudo, o que ainda não havia sido preocupação e objetivo de outro estudioso; ocasionando, assim, a fundação de uma ciência autônoma e independente de outros estudos, embora, conforme o mestre a linguística tem relações bastante estreitas com outras ciências, que tanto lhe pegam emprestados como lhe fornecem dados. Os limites que a separam de outras ciências não aparecem sempre nitidamente (CLG 2006, p. 13). Porém, definir um objeto é um processo bastante complexo e, por isso, implica ultrapassar muitos desafios para estabelecer uma ciência, nessa perspectiva ao comentar que a linguagem tem um lado individual e um lado social, Saussure (CLG 2006, p.16) evidencia que: Dessarte, qualquer que seja o lado por que se aborda a questão, em nenhuma parte se nos oferece integral o objeto da Lingüística. Sempre encontraremos o dilema: ou nos aplicamos a um lado apenas 1 Especialista em Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa, pela UNIC e Mestranda do Programa de Estudos Linguísticos da Universidade Federal de Mato Grosso- UFMT. 1

2 de cada problema e nos arriscamos a não perceber as dualidades assinaladas acima, ou, se estudarmos a linguagem sob vários aspectos ao mesmo tempo, o objeto da Lingüística nos aparecerá como um aglomerado confuso de coisas heteróclitas, sem liame entre si. É inegável que as contribuições deixadas por Saussure, as quais nortearam os estudos linguísticos como, ainda, ocorre na atualidade, é de uma profundidade inquestionável que nos faz encontrar em dificuldade para selecionar um conceito discutível nesse estudo, pois todos são de grande relevância e possuem perfeita conexão entre si. Por isso, entre as principais dicotomias abordadas em seus estudos, como: semiologia/linguística, signo: significante/significado, arbitrariedade/linearidade, linguagem: língua/fala, sincronia/diacronia, sintagma/paradigma, entre outras, temos por finalidade nortear nosso estudo partindo dos conceitos envolvendo uma dessas dicotomias deixadas por ele, que se trata, nesse caso, de abordar a relação entre língua (Lange) e fala (parole) para iniciar nossas reflexões. Nossa empreitada, inicialmente, consiste em expor as abordagens da dicotomia escolhida, de acordo com as explicitações apresentadas no Curso de lingüística geral CLG, juntamente com as considerações abordadas por Saussure em seus manuscritos originais, expostos no livro Escritos de Linguística Geral-ELG, quando defende a dupla essência da linguagem. Posterior à exploração dessas considerações comparativas entre as duas obras: CLG e ELG, relacionamos as considerações do linguista sobre o objeto e a influência contributiva no caráter de mudança e evolução da língua. Nessa perspectiva, almeja-se verificar as possíveis contradições existentes entre as referidas obras no que tange à dicotomia língua (langue) e fala (parole), bem como verificar como o pai da linguística relaciona sua concepção dos objetos da linguística ao caráter de evolução da língua como peculiaridade. CURSO DE LINGUÍSTICA GERAL X AUTORIA DA OBRA O Curso de lingüística Geral-CLG representa a obra que inaugurou a ciência Lingüística. O que vem sendo questionado por vários críticos, entre tantos itens, trata-se da deformação envolvendo a autoria dessa obra. 2

3 De início, somos levados a considerar que é uma obra póstuma, pois esta foi publicada em 1916, 3 anos após a morte de Ferdinand Saussure, a qual historiou uma marca fundadora da linguística e das ciências humanas. Porém, entre os tópicos polêmicos envolvendo a organização e conteúdo dessa obra está o fato dos organizadores que reescreveram e organizaram a mesma terem apresentado o livro como de autoria do próprio Saussure. Contrariando isso, é preciso considerar que o estudioso não é autor da obra, simplesmente foi o professor que tratou da lingüística em seus três cursos ministrados em Genebra. Por essa razão são questionáveis várias concepções expostas na obra quando comparada com os manuscritos originais de F. de Saussure. Essa obra é resultado de anotações sobre três cursos ministrados por F. de Saussure na Universidade de Genebra entre os anos de 1907 a 1911: 1º curso (1907), 2º curso (1908/1909) e 3º curso (1910/1911). Entretanto, esses apontamentos não correspondem às anotações feitas por Saussure, mas de um dos alunos que frequentaram o curso. Essas anotações serviram de base para a organização da obra feita por Charles Bally e Albert Sechehaye, os quais não participaram de nenhum dos cursos. Ainda perduram confusão e dúvida quanto à diferença entre as abordagens apresentadas no CLG e nos manuscritos originais do linguista. Por essa razão, Conforme a crítica de Simon Bouquet, Charles Bally e Albert Sechehaye possuem nesse caso uma dupla responsabilidade: a de ter produzido a obra mais marcante da linguística no século XX o que a princípio não deveria ser objeto de crítica mas também a de ter impedido por um longo tempo o acesso a um pensamento original (BOUQUET, 2009, p. 162). É importante ressaltar que logo no prefácio os editores esclarecem a metodologia empregada na confecção da obra, pois assumem terem sido decepcionados quando foram em busca dos manuscritos originais de Saussure e constataram que ele ia destruindo os esboços de suas exposições e por isso esclarecem que cumpria, pois recorrer às anotações feitas pelos estudantes ao longo dessas três séries de conferências (BALLY, SECHEHAYE, CLG 2006, p.2). 3

4 Por isso consideraram que publicar tudo na sua forma original era impossível (CLG, 2006, p.2). Afirmam, ainda, que: Foi-nos sugerido que reproduzíssemos fielmente certos trechos, particularmente originais; tal idéia nos agradou, a princípio, mas logo se evidenciou que prejudicaria o pensamento de nosso mestre se apresentássemos apenas fragmentos de uma construção cujo valor só aparece no conjunto. Decidimo-nos por uma solução mais audaciosa, mas também, acreditamos mais racional: tentar uma reconstituição, uma síntese, com base no terceiro curso, utilizando todos os materiais de que dispúnhamos, inclusive as notas de F. de Saussure (CLG, 2006, p.3). Foi dessa tentativa de assimilação e reconstituição que originou o livro em Mas cabe um questionamento nessa citação acima: se consideraram prejudicial publicar trechos originais de Saussure, por que uma reconstituição recheada de subjetividades em relação às considerações do mestre em suas aulas não seria prejudicial? É contraditório e inaceitável afirmarem que Não nos parece que essas lacunas prejudiquem a arquitetura geral (CLG, 2006, p.4). Enfim, com a descoberta de documentos originais em 1996 em um hotel da família de Saussure em Genebra, os quais serviram de estímulos para a continuação de trabalhos envolvendo o pensamento do lingüista, mas, dessa vez, baseando-se nos manuscritos deixados pelo professor genebrino é que surgiram toda a revolução e proposta de análises comparativas das idéias expressas no Curso de linguística Geral-CLG e as dos manuscritos, as quais se encontram editadas no livro Escritos de linguística geral-elg. Cabe-nos observar que se trata de uma impossibilidade de não haver deformação das idéias de Saussure, tendo em vista que o curso era por meio oral e nesse momento é que, ao vivo, os discípulos coletavam informações para registrarem, conforme sua interpretação e entendimento, os conceitos abordados. Além disso, a organização da obra foi realizada por dois alunos que declarara nenhum ter participado das aulas de Saussure somando-se à informação de que ele não estava satisfeito com o desenvolvimento da matéria, pois tinha de incluir matéria ligada às línguas indo-européias por necessidade de obedecer ao programa (CLG 2006, Prefácio, p.xvii). Por essa razão, também fica evidente que nem em suas aulas Saussure pôde expor suas idéias inovadoras na área da linguagem, 4

5 tendo em vista que se sentia pressionado a adequá-las às exigências do programa, conforme é possível observar no que ele diz a L. Gautier: Vejo-me diante de um dilema: ou expor o assunto em toda sua complexidade e confessar todas as minhas dúvidas, o que não pode convir para um curso que deve ser matéria de exame, ou fazer algo simplificado, melhor adaptado a um auditório de estudantes que não são lingüistas. Mas a cada passo me vejo retido por escrúpulos. (CLG, 2006, XVIII). Portanto, é com base nessas duas obras: CLG e ELG, que pretendemos observar as principais contradições envolvendo o pensamento de Saussure no que se refere às considerações acerca do objeto da lingüística, que será a abordagem da próxima seção. CLG X ELG CONSIDERAÇÕES ACERCA DO OBJETO DA LINGUÍSTICA No CLG, a divergência mais marcante que podemos observar refere-se à própria definição acerca do objeto da linguística. Afirma-se que ele defendeu apenas a língua como objeto, porém em seus manuscritos originais ele trata da dupla essência da linguagem, onde defende que é inseparável a dualidade língua/fala, não excluindo, portanto, o discurso/fala em suas considerações acerca da linguagem, pois afirma que a língua só é criada em vista do discurso (SAUSSURE, In: ELG, 2002, p. 235). A parte que acusa essa delimitação e criação de caráter conclusivo das considerações de Saussure encontram-se registradas nas últimas palavras do curso, onde os editores deixaram explícito que: Das incursões que acabamos de fazer nos domínios limítrofes de nossa ciência, se depreende um ensinamento inteiramente negativo, mas tanto mais interessante quanto concorda com a idéia fundamental deste curso: a Linguística tem por único e verdadeiro objeto a língua considerada em si mesma e por si mesma (CLG, p. 271). 5

6 Ao contrário dessa afirmação que aparece no CLG, Saussure nos esclarece em seus manuscritos dizendo: a linguística, eu ouso dizer, é vasta. Em especial ela comporta duas partes: uma que está mais perto da língua, depósito passivo, outra que está mais perto da fala, força ativa e verdadeira origem dos fenômenos que logo se avista, pouco a pouco na outra metade da linguagem (SAUSSURE, In: ELG, 2002, p. 232). Contrapondo essa passagem temos no CLG uma delimitação atribuindo diferentes graus de importância entre língua e fala, conforme podemos observar a seguir: Como outorgar à ciência da língua seu verdadeiro lugar no conjunto do estudo da linguagem, situamos ao mesmo tempo toda a lingüística. Todos os outros elementos da linguagem que constituem a fala, vêm por si mesmos subordinar-se a esta primeira ciência e é graças a tal subordinação que todas a partes da Linguística encontram seu lugar natural (grifos nossos), (CLG, 2006 p. 26) Na sequêcia do mesmo capítulo IV Linguística de língua e Linguística da fala, a edição apresenta outra proposição semelhante: O estudo da linguagem comporta, portanto, duas partes: uma, essencial, tem por objeto a língua, que é social em sua essência e independente do indivíduo; esse estudo é unicamente psíquico; outra secundária tem por objeto a parte individual da linguagem, vale dizer a fala, inclusive a fonação e é psico-física (grifos nossos), (CLG, 2006, p. 27) Nessa perspectiva, os editores buscaram apresentar o pensamento de Saussure como se tivesse um caráter pronto e acabado, porém em seus manuscritos evidencia-se construções demonstrando inclusibilidade de seu pensamento e suas frequentes dúvidas questionadoras sobre a linguagem, o que podemos ratificar no seguinte trecho: A língua só é criada em vista do discurso, mas o que separa o discurso da língua ou o que, em dado momento, permite dizer que a língua entra em ação no discurso? (SAUSSURE, In: ELG, 2002, p. 236). Saussure considera, ainda, em seus manuscritos que: língua e linguagem são apenas uma mesma coisa: uma é a generalização da outra. Querer estudar a linguagem sem se dar ao trabalho de estudar suas diversas manifestações que, evidentemente, 6

7 são as línguas, é uma empreitada absolutamente inútil e quimérica (ELG, p. 128). Com relação à citação sobre as diversas manifestações de linguagem, reafirma-se que ele não pretendia excluir de seus estudos o sujeito falante, conseqüentemente a história, pois em sua concepção a língua não é um organismo, ela não é uma vegetação que existe independente do homem, ela não tem uma vida que implique um nascimento e uma morte (ELG, 2002, p. 135). Resumidamente, o que podemos considerar a respeito da abordagem desse capítulo III- Objeto da lingüística é que este apresenta algumas características referentes à ambas. Com relação à língua, esta é, ao mesmo tempo, um produto social da faculdade de linguagem e um conjunto de convenções necessárias adotadas pelo corpo social para permitir o exercício dessa faculdade nos indivíduos (CLG, 2006, p. 17). Além disso, Trata-se de um tesouro depositado pela prática da fala em todos os indivíduos pertencentes à mesma comunidade, um sistema gramatical que existe virtualmente em cada cérebro ou, mais exatamente, nos cérebros dum conjunto de indivíduos, pois a língua não está completa em nenhum, e só na massa ela existe de modo completo. (CLG 2006, p.21) Por outro lado, Com relação à fala, o CLG expõe A parte psíquica não entra tampouco totalmente em jogo: o lado executivo fica de fora, pois a sua execução jamais é feita pela massa; é sempre individual e dela o indivíduo é sempre senhor; nós a chamaremos fala (parole), (CLG, 2006, p. 23). Por, fim, o texto do CLG traz a afirmação de que a língua distinta da fala é um objeto que se pode estudar separadamente. E por isso, a língua não menos que a fala, é um objeto de natureza concreta, o que oferece grande vantagem para o seu estudo (CLG, 2006, p.22 e 23). Outro ponto que merece nosso apontamento diz respeito às considerações do mestre sobre suas considerações acerca da história. Muitos críticos julgam-no com o argumento de que ele excluiu de seus estudos a história. Mas o contrário podemos observar em suas palavras, a seguir: quanto mais se estuda a língua, mais se chega a compreender que tudo na língua é história, ou seja, que ela é objeto de análise histórica e não de análise abstrata (ELG, 2002, p. 131). No parágrafo seguinte continua... 7

8 Uma primeira maneira, um pouco superficial, de entender que a linguística é uma ciência histórica, é a que consiste em observar que não se conhece completamente um povo sem conhecer sua língua ou ter dela alguma idéia (ELG, 2002, p. 131). Dessa forma, percebemos que essas afirmações se contradizem com as idéias de Saussure, pois para ele a língua deve ser analisada sincronicamente, pois dessa forma já se observa a história presente na língua, sem desprezar as mudanças que ocorreram no decorrer do tempo. Para ele na análise sincrônica (Observação da língua em um determinado período histórico), já está incorporada a diacronia (análise da língua através dos tempos), pois considerava pouco produtivo fazer um levantamento histórico de todo o processo evolutivo. LINGUÍSTICA DA LÍNGUA OU LINGUÍSTICA DA FALA: QUAL DELAS É RESPONSÁVEL PELA EVOLUÇÃO? Ferdinand de Saussure, além de não ter excluído a fala/discurso de suas considerações acerca da linguagem, evidenciou que é por meio da fala que estão ligadas as possibilidades de mudanças na língua, conceito que também foi explorado em seus manuscritos, conforme veremos nesta seção. Como acreditar que Saussure classificou a fala como a parte secundária da linguagem diante de uma afirmação como esta: Todas as modificações, sejam fonéticas, sejam gramaticais (analógicas), se fazem exclusivamente no discurso. Não há nenhum momento em que o sujeito submeta a uma revisão o tesouro mental da língua que ele tem em si, e crie de espírito descansado, formas novas (...).Toda inovação chega de improviso, ao falar, e penetra, daí, no tesouro íntimo do ouvinte ou do orador, mas se produz, portanto, a propósito de uma linguagem discursiva (SAUSSURE, In: ELG 2002, p. 87). O linguísta defendeu que a língua por circular entre os homens é social e se realizasse uma abstração da mesma dessa condição, por exemplo, se propusesse a se divertir escrevendo uma língua me seu escritório, nada do que diria sobre a língua seria verdadeiro. 8

9 Seguindo essa abordagem em defesa da importância da fala/discurso, ele explica que é necessário considerar que toda língua começa a penetrar em nosso espírito através do discurso (SAUSSURE, In: ELG 2002, p. 105). Sobre essa questão, seus discípulos reservaram um trecho no CLG para esboçar reconhecimento de que a língua é necessária para que fala seja inteligível e produza todos os seus efeitos, mas esta é necessária para que a língua se estabeleça; historicamente, o fato da fala vem sempre antes (CLG, 2006, p. 27). Pontuam, ainda, que só aprendemos a língua materna ouvindo, pois só após inúmeras experiências ela se deposita em nosso cérebro e admitem que Enfim, é a fala que faz evoluir a língua: são as impressões recebidas ao ouvir os outros que modificam nossos hábitos linguísticos (CLG, 2006, p. 27). Saussure considera em seus manuscritos que a modificação no tempo corresponde sempre, simultaneamente, uma diversificação no espaço (ELG, 2002, p. 267). Para ele, toda evolução, que é uma das grandes partes da lingüística, é evocada (2002, p. 253). Assim, sempre que se refere à mudança implica em observar tempo decorrido; ora basta refletir para ver que essas diferenças são ocasionadas pelo tempo (ELG, 2002, p.251). O autor dos manuscritos relata uma pequena comparação em relação à língua. Explica que ela não é como um barco no estaleiro, mas como um barco lançado ao mar e desde o instante em que ele tem contato com o mar, é inútil pensar que é possível prever seu curso sob o pretexto de que se conhece exatamente as estruturas de que ele se compõem (ELG, 2002, p. 249). Dessa forma ele reforça seu pensamento de considerar que a língua vai se transformando conforme o espaço em que vai ocupando e de acordo com o tempo. Quando o mestre trata da diferença geográfica influenciando na diferença da língua ele defende que não devemos imaginar que é o idioma transportado para longe que será modificado, enquanto o outro continuará imóvel, mas considera que isso ocorrerá com ambos, pois para ele seria inútil acreditar que se vai estudar a particularização do idioma isolado numa ilha: vai-se estudar os dois, um diante do outro (ELG, 2002, p ). Dessa forma, Saussure nos mostra que há diferença entre as línguas que estão separadas geograficamente, mas ao questionar sobre o que cria as diferenças entre duas línguas, ele revela que a diferença dita geográfica só recebe seu esquema completo quando é projetada no tempo (ELG, 2002, p. 251). Portanto é a 9

10 projeção da fala, a contribuição individual de cada falante que faz a língua realizarse evolutivamente em função do tempo. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo evidenciou que o Saussure apresentado no CLG é aquele que construiu seu pensamento fazendo 3 exclusões: sujeito, objeto e história, tendo em vista o atendimento da obra aos padrões de Ciência da época, os quais eram engajados no Positivismo, que primavam por estudar o objeto separado do sujeito, alegando ser necessária essa postura metodológica para evitar a contaminação do objeto a ser estudado. Assim, no CLG, ele elegeu a língua e excluiu a fala, mas conforme, podemos verificar nos trechos coletados de seus manuscritos ele não desconsiderou esses elementos em seus estudos, ao contrário do que muitos críticos, ainda, afirmam. Ele não foi ingênuo em suas abordagens, simplesmente não partilha das afirmações que aparecem no CLG, as quais afirmam e relegam à língua a parte essencial, e à fala a parte secundária da linguagem, além de trazer a afirmação de que a liguística tem por único e verdadeiro objeto a língua (CLG 2006, p. 271). Por fim, em razão das diversas deformações do pensamento de Ferdinand de Saussure no CLG, não se sabe se os detalhes criticáveis são do autor ou dos editores, por isso faz-se necessário realizar um estudo mais profundo comparando os conceitos apresentados no curso de linguística geral e os dos manuscritos de Saussure, tendo em vista que as várias deformações, evidenciadas até os presentes estudos, indicam a importância de analisá-lo em cada época, antes de criticá-lo com base apenas na leitura da obra editada por Charles Billy e Albert Sechehaye, pois como vimos a obra não traz o pensamento original de Saussure pelas várias razões discutidas neste estudo. Portanto, resta-nos observar que para Saussure Quem se coloca diante do objeto complexo que é a linguagem, para fazer seu estudo, abordará necessariamente esse objeto por tal ou tal lado, que jamais será toda a linguagem, supondo-se que seja muito bem escolhido, e que, se não for tão bem escolhido, pode nem ser de ordem lingüística ou representar, depois uma confusão inadmissível(saussure, In: BOUQUET, 2002, p. 25). 10

11 Assim, observa-se o caráter complexo e profundo das contribuições teóricas que F. de Saussure vinha construindo e que, ainda, estava passível de muitas modificações, divergindo-se de um caráter pronto e acabado, conforme é apresentado no Curso de linguística Geral-CLG. REFERÊNCIAS BIBLIOGÁFICAS SAUSSURE, F. de. Curso de Lingüística Geral. 2º. ed. São Paulo: Cultrix, BOUQUET, Simon. De um Pseudo-Saussure aos textos Saussurianos originais, In: Revista Letras e letras, vol. 25, n 1, Uberlândia, p , & Engler, R. Ferdinand de Saussure: escritos de lingüística geral: Trad. Carlos Salum e Ana Lúcia Franco. São Paulo: Editora, Cultrix,

LINGUAGEM, LÍNGUA, LINGÜÍSTICA MARGARIDA PETTER

LINGUAGEM, LÍNGUA, LINGÜÍSTICA MARGARIDA PETTER LINGUAGEM, LÍNGUA, LINGÜÍSTICA MARGARIDA PETTER Duas explicações da Origem do mundo palavra (a linguagem verbal) associada ao poder mágico de criar. Atributo reservado a Deus. Através dela ele criou as

Leia mais

X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador BA, 7 a 9 de Julho de 2010

X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador BA, 7 a 9 de Julho de 2010 INVESTIGAÇÃO MATEMÁTICA: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO Bruno Rodrigo Teixeira 1 Universidade Estadual de Londrina - UEL bruno_matuel@yahoo.com.br Camila Rosolen 2 Universidade Estadual de Londrina - UEL camilarosolen@yahoo.com.br

Leia mais

COMO FORMATAR MONOGRAFIA E TCC

COMO FORMATAR MONOGRAFIA E TCC TEXTO COMPLEMENTAR AULA 2 (15/08/2011) CURSO: Serviço Social DISCIPLINA: ORIENTAÇÕES DE TCC II - 8º Período - Turma 2008 PROFESSORA: Eva Ferreira de Carvalho Caro acadêmico, na Aula 2, você estudará Áreas

Leia mais

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Pensar na realidade é pensar em transformações sociais. Atualmente, temos observado os avanços com relação à

Leia mais

É necessário (re)ler Ferdinand de Saussure nos manuscritos originais. Entrevista de Laurent Wolf com Simon BOUQUET

É necessário (re)ler Ferdinand de Saussure nos manuscritos originais. Entrevista de Laurent Wolf com Simon BOUQUET É necessário (re)ler Ferdinand de Saussure nos manuscritos originais Entrevista de Laurent Wolf com Simon BOUQUET Nessa entrevista Simon Bouquet fala da importância de se retornar aos escritos originais

Leia mais

O Desenvolvimento Moral na Educação Infantil

O Desenvolvimento Moral na Educação Infantil Andressa Ranzani Nora Mello Keila Maria Ramazotti O Desenvolvimento Moral na Educação Infantil Primeira Edição São Paulo 2013 Agradecimentos A todos aqueles que, direta ou indiretamente, contribuíram

Leia mais

48 Os professores optaram por estudar a urbanização, partindo dos espaços conhecidos pelos alunos no entorno da escola. Buscavam, nesse projeto, refletir sobre as características das moradias existentes,

Leia mais

Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral

Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral III Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação PUCRS Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral Marcelo Cavasotto, Prof.ª Dra. Ruth Portanova (orientadora) Mestrado em Educação

Leia mais

Linguística Aplicada ao ensino de Língua Portuguesa: a oralidade em sala de aula (Juliana Carvalho) A Linguística Aplicada (LA) nasceu há mais ou menos 60 anos, como uma disciplina voltada para o ensino

Leia mais

PRÁTICAS METODOLÓGICAS PARA ENSINO E APRENDIZAGEM DA CARTOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL

PRÁTICAS METODOLÓGICAS PARA ENSINO E APRENDIZAGEM DA CARTOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL PRÁTICAS METODOLÓGICAS PARA ENSINO E APRENDIZAGEM DA CARTOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL José Euriques de Vasconcelos Neto (UFCG); Dennis Cláudio Ferreira (UFCG) Resumo O atual sistema educacional tem buscado

Leia mais

Resumo. Palavras-chave: Matemática; Geometria; Aulas Investigativas. Introdução

Resumo. Palavras-chave: Matemática; Geometria; Aulas Investigativas. Introdução III Seminário sobre Educação Matemática A desigualdade triangular em diferentes mídias Paulo César da Penha pcpenha@terra.com.br GRUCOGEO/USF/ Secretaria da Educação de Itatiba-SP Resumo O relato de experiência

Leia mais

FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA

FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA Fabiana de Jesus Oliveira União de Ensino do Sudoeste do Paraná fabiana@unisep.edu.br Diversas são as pesquisas que têm mostrado que o ensino encontra-se

Leia mais

A METODOLOGIA DE.ENSINO-APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA ATRAVÉS DA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS: INTERDISCIPLINARIDADE E O USO DA MATEMÁTICA FUNCIONAL.

A METODOLOGIA DE.ENSINO-APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA ATRAVÉS DA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS: INTERDISCIPLINARIDADE E O USO DA MATEMÁTICA FUNCIONAL. A METODOLOGIA DE.ENSINO-APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA ATRAVÉS DA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS: INTERDISCIPLINARIDADE E O USO DA MATEMÁTICA FUNCIONAL. Wagner José Bolzan 1. Resumo Em minha dissertação de mestrado

Leia mais

Metodologia e Prática de Ensino de Ciências Sociais

Metodologia e Prática de Ensino de Ciências Sociais Metodologia e Prática de Ensino de Ciências Sociais Metodologia I nvestigativa Escolha de uma situação inicial: Adequado ao plano de trabalho geral; Caráter produtivo (questionamentos); Recursos (materiais/

Leia mais

EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento

EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento Jéssica Albino 1 ; Sônia Regina de Souza Fernandes 2 RESUMO O trabalho

Leia mais

5 Considerações finais

5 Considerações finais 5 Considerações finais 5.1. Conclusões A presente dissertação teve o objetivo principal de investigar a visão dos alunos que se formam em Administração sobre RSC e o seu ensino. Para alcançar esse objetivo,

Leia mais

SITUAÇÃO DE PRODUÇÃO DA RESENHA NO ENSINO SUPERIOR

SITUAÇÃO DE PRODUÇÃO DA RESENHA NO ENSINO SUPERIOR RESENHA Neste capítulo, vamos falar acerca do gênero textual denominado resenha. Talvez você já tenha lido ou elaborado resenhas de diferentes tipos de textos, nas mais diversas situações de produção.

Leia mais

Ajuda ao SciEn-Produção 1. 1. O Artigo Científico da Pesquisa Experimental

Ajuda ao SciEn-Produção 1. 1. O Artigo Científico da Pesquisa Experimental Ajuda ao SciEn-Produção 1 Este texto de ajuda contém três partes: a parte 1 indica em linhas gerais o que deve ser esclarecido em cada uma das seções da estrutura de um artigo cientifico relatando uma

Leia mais

AS CONTRIBUIÇÕES DO SUJEITO PESQUISADOR NAS AULAS DE LEITURA: CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS ATRAVÉS DAS IMAGENS

AS CONTRIBUIÇÕES DO SUJEITO PESQUISADOR NAS AULAS DE LEITURA: CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS ATRAVÉS DAS IMAGENS AS CONTRIBUIÇÕES DO SUJEITO PESQUISADOR NAS AULAS DE LEITURA: CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS ATRAVÉS DAS IMAGENS INTRODUÇÃO Ângela Mª Leite Aires (UEPB) (angelamaryleite@gmail.com) Luciana Fernandes Nery (UEPB)

Leia mais

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA Maria Lúcia C. Neder Como já afirmamos anteriormente, no Texto-base, a produção, a seleção e a organização de textos para a EAD devem

Leia mais

O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA

O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA Gilberto do Nascimento Lima Brito* 1. INTRODUÇÃO Nossa pesquisa consistirá em analisar o conceito de matéria na filosofia da natureza de Immanuel

Leia mais

Palavras-chave: Educação Matemática; Avaliação; Formação de professores; Pró- Matemática.

Palavras-chave: Educação Matemática; Avaliação; Formação de professores; Pró- Matemática. PRÓ-MATEMÁTICA 2012: UM EPISÓDIO DE AVALIAÇÃO Edilaine Regina dos Santos 1 Universidade Estadual de Londrina edilaine.santos@yahoo.com.br Rodrigo Camarinho de Oliveira 2 Universidade Estadual de Londrina

Leia mais

UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA(campus BH) CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM Profa. Carla Cruz

UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA(campus BH) CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM Profa. Carla Cruz UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA(campus BH) CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM Profa. Carla Cruz ORIENTAÇÕES CIENTÍFICAS E METODOLÓGICAS TCC: TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 1 a. Etapa: ESCOLHENDO A ÁREA,

Leia mais

As contribuições de conceitos desenvolvidos pelo Círculo de Bakhtin para a descrição e análise de enunciados de sujeitos com afasias

As contribuições de conceitos desenvolvidos pelo Círculo de Bakhtin para a descrição e análise de enunciados de sujeitos com afasias As contribuições de conceitos desenvolvidos pelo Círculo de Bakhtin para a descrição e análise de enunciados de sujeitos com afasias Rosana do Carmo Novaes Pinto 1 Desde 1999, venho defendendo a relevância

Leia mais

INSTITUTO LONG TAO METODOLOGIA CIENTÍFICA

INSTITUTO LONG TAO METODOLOGIA CIENTÍFICA INSTITUTO LONG TAO METODOLOGIA CIENTÍFICA Profa. Ms. Rose Romano Caveiro CONCEITO E DEFINIÇÃO É um conjunto de abordagens, técnicas e processos utilizados pela ciência para formular e resolver problemas

Leia mais

FILOSOFIA SEM FILÓSOFOS: ANÁLISE DE CONCEITOS COMO MÉTODO E CONTEÚDO PARA O ENSINO MÉDIO 1. Introdução. Daniel+Durante+Pereira+Alves+

FILOSOFIA SEM FILÓSOFOS: ANÁLISE DE CONCEITOS COMO MÉTODO E CONTEÚDO PARA O ENSINO MÉDIO 1. Introdução. Daniel+Durante+Pereira+Alves+ I - A filosofia no currículo escolar FILOSOFIA SEM FILÓSOFOS: ANÁLISE DE CONCEITOS COMO MÉTODO E CONTEÚDO PARA O ENSINO MÉDIO 1 Daniel+Durante+Pereira+Alves+ Introdução O+ ensino+ médio+ não+ profissionalizante,+

Leia mais

O ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS NO FAZER PEDAGÓGICO

O ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS NO FAZER PEDAGÓGICO ESTADO DE MATO GROSSO PREFEITURA MUNICIPAL DE LAMBARI D OESTE SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA MATOS, Alaíde Arjona de 1 OLIVEIRA, Sônia Fernandes de 2 Professora da rede municipal de ensino

Leia mais

O INTELECTUAL/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA FUNÇÃO SOCIAL 1

O INTELECTUAL/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA FUNÇÃO SOCIAL 1 O INTELECTUAL/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA FUNÇÃO SOCIAL 1 Efrain Maciel e Silva 2 Resumo: Estudando um dos referenciais do Grupo de Estudo e Pesquisa em História da Educação Física e do Esporte,

Leia mais

A Sociologia de Weber

A Sociologia de Weber Material de apoio para Monitoria 1. (UFU 2011) A questão do método nas ciências humanas (também denominadas ciências históricas, ciências sociais, ciências do espírito, ciências da cultura) foi objeto

Leia mais

RESENHAS. BECKER, Fernando. A origem do conhecimento e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2003, 116 p.

RESENHAS. BECKER, Fernando. A origem do conhecimento e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2003, 116 p. Linguagem & Ensino, Vol. 8, Nº 2, 2005 (275-285) RESENHAS BECKER, Fernando. A origem do conhecimento e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2003, 116 p. Resenhado por Márcia Cristina Greco OHUSCHI

Leia mais

FACULDADE INTEGRADA BRASIL AMAZÔNIA BRUNA TOSCANO GIBSON RESENHA

FACULDADE INTEGRADA BRASIL AMAZÔNIA BRUNA TOSCANO GIBSON RESENHA FACULDADE INTEGRADA BRASIL AMAZÔNIA BRUNA TOSCANO GIBSON RESENHA BELÉM 2010 FACULDADE INTEGRADA BRASIL AMAZÔNIA BRUNA TOSCANO GIBSON RESENHA Trabalho apresentado à disciplina Teoria e Técnica da Tradução

Leia mais

JOGO DE PALAVRAS OU RELAÇÕES DE SENTIDOS? DISCURSOS DE LICENCIANDOS SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DE TEXTOS EM UMA AVALIAÇÃO

JOGO DE PALAVRAS OU RELAÇÕES DE SENTIDOS? DISCURSOS DE LICENCIANDOS SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DE TEXTOS EM UMA AVALIAÇÃO JOGO DE PALAVRAS OU RELAÇÕES DE SENTIDOS? DISCURSOS DE LICENCIANDOS SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DE TEXTOS EM UMA AVALIAÇÃO Tatiana Galieta (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) Introdução

Leia mais

Autovaliação em Práticas de Linguagem: uma reflexão sobre o planejamento de textos

Autovaliação em Práticas de Linguagem: uma reflexão sobre o planejamento de textos Autovaliação em Práticas de Linguagem: uma reflexão sobre o planejamento de textos Luna Abrano Bocchi Laís Oliveira O estudante autônomo é aquele que sabe em que direção deve avançar, que tem ou está em

Leia mais

A linguagem como representação

A linguagem como representação Letras: Português/Espanhol Profa. Dra.: Andréa da Silva Pereira Estudo de duas formas de tratamento para o signo linguístico A linguagem como representação Objetivos da aula: 1. Estudar o signo linguístico

Leia mais

APRENDER A LER PROBLEMAS EM MATEMÁTICA

APRENDER A LER PROBLEMAS EM MATEMÁTICA APRENDER A LER PROBLEMAS EM MATEMÁTICA Maria Ignez de Souza Vieira Diniz ignez@mathema.com.br Cristiane Akemi Ishihara crisakemi@mathema.com.br Cristiane Henriques Rodrigues Chica crischica@mathema.com.br

Leia mais

OFICINA DE JOGOS MATEMÁTICOS E MATERIAIS MANIPULÁVEIS

OFICINA DE JOGOS MATEMÁTICOS E MATERIAIS MANIPULÁVEIS OFICINA DE JOGOS MATEMÁTICOS E MATERIAIS MANIPULÁVEIS Mais informações: Site PIBID: http://www.pibid.ufrn.br/ Site LEM/UFRN: http://www.ccet.ufrn.br/matematica/lemufrn/index.html E-mail do LEM/UFRN: lem2009ufrn@yahoo.com.br

Leia mais

ENSINO DE GRAMÁTICA OU ANÁLISE LINGUÍSTICA? SERÁ QUE ESSA ESCOLHA É NECESSÁRIA?

ENSINO DE GRAMÁTICA OU ANÁLISE LINGUÍSTICA? SERÁ QUE ESSA ESCOLHA É NECESSÁRIA? 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( x ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA ENSINO DE

Leia mais

A mobilização de conhecimentos matemáticos no ensino de Física

A mobilização de conhecimentos matemáticos no ensino de Física Cintia Ap. Bento dos Santos Universidade Cruzeiro do Sul Brasil cintiabento@ig.com.br Edda Curi Universidade Cruzeiro do Sul Brasil edda.curi@cruzeirodosul.edu.br Resumo Este artigo apresenta um recorte

Leia mais

PINTURA COMO INSTRUMENTO DE AUXÍLIO À INTERPRETAÇÃO TEXTUAL

PINTURA COMO INSTRUMENTO DE AUXÍLIO À INTERPRETAÇÃO TEXTUAL PINTURA COMO INSTRUMENTO DE AUXÍLIO À INTERPRETAÇÃO TEXTUAL NASCIMENTO, Edna Ranielly do. niellyfersou@hotmail.com CABRAL, Juliana da Silva. julianacabralletras@hotmail.com SILVA, Jobson Soares da. PIBIC/Universidade

Leia mais

Perguntas e Concepções presentes sobre a natureza do Psicológico e da Psicologia. I Natureza Humana

Perguntas e Concepções presentes sobre a natureza do Psicológico e da Psicologia. I Natureza Humana Perguntas e Concepções presentes sobre a natureza do Psicológico e da Psicologia I Natureza Humana * Qual a natureza humana? Ou seja, qual é a ontologia humana? - Uma teoria da natureza humana busca especificar

Leia mais

Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA

Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA Resumo: O presente trabalho apresenta uma análise, que se originou a

Leia mais

DO DESENHO A ESCRITA E LEITURA

DO DESENHO A ESCRITA E LEITURA DO DESENHO A ESCRITA E LEITURA Cleide Nunes Miranda 1 Taís Batista 2 Thamires Sampaio 3 RESUMO: O presente estudo discute a relevância do ensino de leitura e principalmente, da escrita, trazendo em especial

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO Marcelo Moura 1 Líbia Serpa Aquino 2 Este artigo tem por objetivo abordar a importância das atividades lúdicas como verdadeiras

Leia mais

1.3. Planejamento: concepções

1.3. Planejamento: concepções 1.3. Planejamento: concepções Marcelo Soares Pereira da Silva - UFU O planejamento não deve ser tomado apenas como mais um procedimento administrativo de natureza burocrática, decorrente de alguma exigência

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

O QUE OS ALUNOS DIZEM SOBRE O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: VOZES E VISÕES

O QUE OS ALUNOS DIZEM SOBRE O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: VOZES E VISÕES O QUE OS ALUNOS DIZEM SOBRE O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: VOZES E VISÕES Aline Patrícia da Silva (Departamento de Letras - UFRN) Camila Maria Gomes (Departamento de Letras - UFRN) Orientadora: Profª Dra.

Leia mais

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre 01-O homo sapiens moderno espécie que pertencemos se constitui por meio do grupo, ou seja, sociedade. Qual das características abaixo é essencial para

Leia mais

PROFESSOR DE MATEMÁTICA E EDUCADOR ESPECIAL: UM PASSO PARA INCLUSÃO

PROFESSOR DE MATEMÁTICA E EDUCADOR ESPECIAL: UM PASSO PARA INCLUSÃO ISSN 2316-7785 PROFESSOR DE MATEMÁTICA E EDUCADOR ESPECIAL: UM PASSO PARA INCLUSÃO RESUMO Karen Rodrigues Copello Universidade Federal de Santa Maria karen_keruso@hotmail.com Debora Silvana Soares Universidade

Leia mais

George Kelly (1905-1967) 11 - Kelly. Ponto de Partida. Kelly. O Realismo de Kelly. Universo de Kelly. Estágio Curricular Supervisionado em Física I

George Kelly (1905-1967) 11 - Kelly. Ponto de Partida. Kelly. O Realismo de Kelly. Universo de Kelly. Estágio Curricular Supervisionado em Física I 11 - Kelly George Kelly (1905-1967) Estágio Curricular Supervisionado em Física I www.fisica-interessante.com 1/33 www.fisica-interessante.com 2/33 Kelly Ponto de Partida formou-se em Matemática e Física

Leia mais

RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS

RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS BRASÍLIA ECHARDT VIEIRA (CENTRO DE ATIVIDADES COMUNITÁRIAS DE SÃO JOÃO DE MERITI - CAC). Resumo Na Baixada Fluminense, uma professora que não está atuando no magistério,

Leia mais

O ENSINO DAS FUNÇÕES ATRAVÉS DO JOGO BINGO DE FUNÇÕES

O ENSINO DAS FUNÇÕES ATRAVÉS DO JOGO BINGO DE FUNÇÕES O ENSINO DAS FUNÇÕES ATRAVÉS DO JOGO BINGO DE FUNÇÕES Marcos Aurélio Alves e Silva- UFPE/CAA Alcicleide Ramos da Silva- UFPE/CAA Jucélia Silva Santana- UFPE/CAA Edelweis José Tavares Barbosa- UFPE/CAA

Leia mais

UMA ANÁLISE DISCURSIVA DE DICIONÁRIOS* Joelma Aparecida Bressanin joelmaab@hotmail.com Doutoranda Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT)

UMA ANÁLISE DISCURSIVA DE DICIONÁRIOS* Joelma Aparecida Bressanin joelmaab@hotmail.com Doutoranda Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) Introdução UMA ANÁLISE DISCURSIVA DE DICIONÁRIOS* Joelma Aparecida Bressanin joelmaab@hotmail.com Doutoranda Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) O projeto História das Ideias Linguísticas 1

Leia mais

O PROCESSO AVALIATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

O PROCESSO AVALIATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL O PROCESSO AVALIATIVO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Thayssa Stefane Macedo Nascimento Graduanda do curso de Pedagogia da UFPI RESUMO O presente trabalho discute acerca da avaliação na educação infantil tendo como

Leia mais

INVESTIGAÇÃO DOS SENTIDOS NARRATIVOS ENCONTRADOS NO DISCURSO DE AFÁSICOS PARTICIPANTES DE GRUPO DE CONVIVÊNCIA

INVESTIGAÇÃO DOS SENTIDOS NARRATIVOS ENCONTRADOS NO DISCURSO DE AFÁSICOS PARTICIPANTES DE GRUPO DE CONVIVÊNCIA INVESTIGAÇÃO DOS SENTIDOS NARRATIVOS ENCONTRADOS NO DISCURSO DE AFÁSICOS PARTICIPANTES DE GRUPO DE CONVIVÊNCIA Palavras chave: afasia; diálogo; sentido. O estudo tem o objetivo investigar e analisar os

Leia mais

EDUCAÇÃO ALGÉBRICA, DIÁLOGOS E APRENDIZAGEM: UM RELATO DO TRABALHO COM UMA PROPOSTA DIDÁTICA 1

EDUCAÇÃO ALGÉBRICA, DIÁLOGOS E APRENDIZAGEM: UM RELATO DO TRABALHO COM UMA PROPOSTA DIDÁTICA 1 EDUCAÇÃO ALGÉBRICA, DIÁLOGOS E APRENDIZAGEM: UM RELATO DO TRABALHO COM UMA PROPOSTA DIDÁTICA 1 Claudemir Monteiro Lima Secretária de Educação do Estado de São Paulo claudemirmonteiro@terra.com.br João

Leia mais

RESPOSTA FÍSICA TOTAL

RESPOSTA FÍSICA TOTAL RESPOSTA FÍSICA TOTAL Valdelice Prudêncio Lima UEMS João Fábio Sanches Silva UEMS O método apresentado é baseado na coordenação da fala e da ação, desenvolvido por James Asher, professor de psicologia

Leia mais

As Cartilhas e a Alfabetização

As Cartilhas e a Alfabetização As Cartilhas e a Alfabetização Métodos globais: aprender a ler a partir de histórias ou orações Conhecer e respeitar as necessidades e interesses da criança; partir da realidade do aluno e estabelecer

Leia mais

ANÁLISE DE COMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO EM LÍNGUA INGLESA COM BASE EM GÊNEROS (BIOGRAFIA).

ANÁLISE DE COMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO EM LÍNGUA INGLESA COM BASE EM GÊNEROS (BIOGRAFIA). ANÁLISE DE COMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO EM LÍNGUA INGLESA COM BASE EM GÊNEROS (BIOGRAFIA). Alinne da Silva Rios Universidade do Sagrado Coração, Bauru/SP e-mail: alinnerios@hotmail.com Profa. Ms. Leila

Leia mais

Ana Carolina Vieira KRÜGER 2 Lucas KOTOVICZ 3 Sandra NODARI 4 Universidade Positivo, Curitiba, PR

Ana Carolina Vieira KRÜGER 2 Lucas KOTOVICZ 3 Sandra NODARI 4 Universidade Positivo, Curitiba, PR Roteiro de Não Ficção: Cardápio da Madrugada 1 Ana Carolina Vieira KRÜGER 2 Lucas KOTOVICZ 3 Sandra NODARI 4 Universidade Positivo, Curitiba, PR RESUMO A série de reportagens "Cardápio da Madrugada" foi

Leia mais

DIFICULDADES ENFRENTADAS POR PROFESSORES E ALUNOS DA EJA NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA

DIFICULDADES ENFRENTADAS POR PROFESSORES E ALUNOS DA EJA NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA 27 a 30 de Agosto de 2014. DIFICULDADES ENFRENTADAS POR PROFESSORES E ALUNOS DA EJA NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA Resumo: MACHADO, Diana dos Santos 1 Ifes - Campus Cachoeiro de Itapemirim

Leia mais

ANÁLISE DO EMPREGO DO MARCADOR CONVERSACIONAL NÉ NA FALA DOS PROFESSORES DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA

ANÁLISE DO EMPREGO DO MARCADOR CONVERSACIONAL NÉ NA FALA DOS PROFESSORES DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA ANÁLISE DO EMPREGO DO MARCADOR CONVERSACIONAL NÉ NA FALA DOS PROFESSORES DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA Marta Oliveira Barros¹ ORIENTADORA: Dra. Daniela Gomes de Araújo Nóbrega² INTRODUÇÃO

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA RELAÇÃO DE RESUMOS DE MONOGRAFIAS E ARTIGOS DE PÓS- GRADUAÇÃO Lato sensu Curso: Língua Inglesa/2005 Nome Aluno(a) Título Monografia/Artigo Orientador/Banca Annelise Lima

Leia mais

O HÁBITO DE LEITURA DOS UNIVERSITÁRIOS

O HÁBITO DE LEITURA DOS UNIVERSITÁRIOS 1 O HÁBITO DE LEITURA DOS UNIVERSITÁRIOS Introdução Raema Almeida Borges (UEPB) Visando observar como está sendo a leitura dos professores em formação, que auxiliarão os novos leitores, a turma de Português

Leia mais

Ensinar a ler em História, Ciências, Matemática, Geografia

Ensinar a ler em História, Ciências, Matemática, Geografia PAOLA GENTILE Ensinar a ler em História, Ciências, Matemática, Geografia A forma como se lê um texto varia mais de acordo com o objetivo proposto do que com o gênero, mas você pode ajudar o aluno a entender

Leia mais

Teoria da comunicação e semiótica * Cláudio Henrique da Silva

Teoria da comunicação e semiótica * Cláudio Henrique da Silva Teoria da comunicação e semiótica * Cláudio Henrique da Silva Existem inúmeras teorias da comunicação. Perguntas preliminares: o que é língua? O que é fala? O que é linguagem? Língua Sons e ruídos combinados

Leia mais

O lugar da oralidade na escola

O lugar da oralidade na escola O lugar da oralidade na escola Disciplina: Língua Portuguesa Fund. I Selecionador: Denise Guilherme Viotto Categoria: Professor O lugar da oralidade na escola Atividades com a linguagem oral parecem estar

Leia mais

Os gêneros presentes nas propostas de produção escrita de livros didáticos do Ensino Médio.

Os gêneros presentes nas propostas de produção escrita de livros didáticos do Ensino Médio. Os gêneros presentes nas propostas de produção escrita de livros didáticos do Ensino Médio. Dalva Aparecida do Carmo Constantino, UFMT, Faculdades Integradas de Rondonópolis (FAIR/UNIR). Este trabalho

Leia mais

COMO FAZER A TRANSIÇÃO

COMO FAZER A TRANSIÇÃO ISO 9001:2015 COMO FAZER A TRANSIÇÃO Um guia para empresas certificadas Antes de começar A ISO 9001 mudou! A versão brasileira da norma foi publicada no dia 30/09/2015 e a partir desse dia, as empresas

Leia mais

ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR?

ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? O que dizem as crianças sobre o brincar e a brincadeira no 1 ano do Ensino Fundamental? Resumo JAIRO GEBIEN - UNIVALI 1 Esta pesquisa visa investigar os momentos

Leia mais

Lógicas de Supervisão Pedagógica em Contexto de Avaliação de Desempenho Docente. ENTREVISTA - Professor Avaliado - E 5

Lógicas de Supervisão Pedagógica em Contexto de Avaliação de Desempenho Docente. ENTREVISTA - Professor Avaliado - E 5 Sexo Idade Grupo de Anos de Escola docência serviço Feminino 46 Filosofia 22 Distrito do Porto A professora, da disciplina de Filosofia, disponibilizou-se para conversar comigo sobre o processo de avaliação

Leia mais

BROCANELLI, Cláudio Roberto. Matthew Lipman: educação para o pensar filosófico na infância. Petrópolis: Vozes, 2010. RESENHA

BROCANELLI, Cláudio Roberto. Matthew Lipman: educação para o pensar filosófico na infância. Petrópolis: Vozes, 2010. RESENHA 1 BROCANELLI, Cláudio Roberto. Matthew Lipman: educação para o pensar filosófico na infância. Petrópolis: Vozes, 2010. RESENHA Francieli Nunes da Rosa 1 No livro Matthew Lipman: educação para o pensar

Leia mais

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA GT-1 FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA RESUMO Maria de Lourdes Cirne Diniz Profa. Ms. PARFOR E-mail: lourdinhacdiniz@oi.com.br

Leia mais

Uma Biblioteca e a vontade de formar leitores.

Uma Biblioteca e a vontade de formar leitores. Uma Biblioteca e a vontade de formar leitores. Prof. Ms. Deisily de Quadros (FARESC) deisily@uol.com.br Graduando Mark da Silva Floriano (FARESC) markfloriano@hotmail.com Resumo: Este artigo apresenta

Leia mais

um TCC sem cometer PLÁGIO?

um TCC sem cometer PLÁGIO? Aula Reforço com base na NBR 10520 (ABNT) Prof. MSc Ricardo Aureliano Como transcrever textos para um TCC sem cometer PLÁGIO? Não há problema algum de se recortar e colar textos que se encontram na internet

Leia mais

Resenha de livro. Por Camila Munerato 1 Camila Rodrigues dos Santos 2 Eunice Pereira Cardoso 3

Resenha de livro. Por Camila Munerato 1 Camila Rodrigues dos Santos 2 Eunice Pereira Cardoso 3 Resenha de livro Por Camila Munerato 1 Camila Rodrigues dos Santos 2 Eunice Pereira Cardoso 3 A presente resenha do livro de Moretto, (2007) em sua 2 edição tem o intuito de mostrar que a avaliação é um

Leia mais

MOTIVAÇÃO E DESMOTIVAÇÃO NO APRENDIZADO DE LÍNGUAS

MOTIVAÇÃO E DESMOTIVAÇÃO NO APRENDIZADO DE LÍNGUAS MOTIVAÇÃO E DESMOTIVAÇÃO NO APRENDIZADO DE LÍNGUAS Prof. Dr. Richard Schütz www.sk.com.br Referência: SCHÜTZ, Ricardo. "Motivação e Desmotivação no Aprendizado de Línguas" English Made in Brazil .

Leia mais

O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental

O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental Rosangela Balmant; Universidade do Sagrado Coração de Jesus- Bauru-SP. rosangelabalmant@hotmail.com Gislaine Rossler

Leia mais

ELABORAÇÃO DE PROJETOS

ELABORAÇÃO DE PROJETOS Unidade II ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE PESQUISA Profa. Eliane Gomes Rocha Pesquisa em Serviço Social As metodologias qualitativas de pesquisa são utilizadas nas Ciências Sociais e também no Serviço Social,

Leia mais

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior.

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Josimar de Aparecido Vieira Nas últimas décadas, a educação superior brasileira teve um expressivo

Leia mais

1» A revolução educacional e a educação em valores 11

1» A revolução educacional e a educação em valores 11 Sumário Introdução 9 1» A revolução educacional e a educação em valores 11 Introdução 12 As causas da revolução educacional 12 O triplo desafio pedagógico 14 Da transmissão à educação 15 O que pretende

Leia mais

Sobre a diferença entre música e musicalidade: considerações para educação musical

Sobre a diferença entre música e musicalidade: considerações para educação musical Sobre a diferença entre música e musicalidade: considerações para educação musical Rafael Beling Unasp rafaelbeling@gamil.com Resumo: os termos música e musicalidade, por sua evidente proximidade, podem

Leia mais

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA RESUMO Os educadores têm se utilizado de uma metodologia Linear, que traz uma característica conteudista; É possível notar que o Lúdico não se limita

Leia mais

Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior

Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior INTRODUÇÃO O que é pesquisa? Pesquisar significa, de forma bem simples, procurar respostas para indagações propostas. INTRODUÇÃO Minayo (1993, p. 23), vendo por

Leia mais

A tecnologia e a ética

A tecnologia e a ética Escola Secundária de Oliveira do Douro A tecnologia e a ética Eutanásia João Manuel Monteiro dos Santos Nº11 11ºC Trabalho para a disciplina de Filosofia Oliveira do Douro, 14 de Maio de 2007 Sumário B

Leia mais

SERÁ QUE É POR ESSE CAMINHO? 1

SERÁ QUE É POR ESSE CAMINHO? 1 SERÁ QUE É POR ESSE CAMINHO? 1 Gisela do Carmo Lourencetti - PPG Educação Escolar/ UNESP Araraquara Maria da Graça Nicoletti Mizukami - PPGE/ Universidade Federal de São Carlos. Introdução A literatura

Leia mais

CULTURA ORAL E SEUS PROCESSOS MNEMÔNICOS MARILENE MEIRA DA COSTA

CULTURA ORAL E SEUS PROCESSOS MNEMÔNICOS MARILENE MEIRA DA COSTA CULTURA ORAL E SEUS PROCESSOS MNEMÔNICOS MARILENE MEIRA DA COSTA RESUMO: É difícil pensar em se memorizar um texto ou até mesmo uma história, sem o recurso da escrita. Mais difícil ainda, é imaginar como

Leia mais

CRIARCONTEXTO: ANÁLISE DO DISCURSO NAS LETRAS DE MÚSICA 1. Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, CEP - 74001-970, Brasil

CRIARCONTEXTO: ANÁLISE DO DISCURSO NAS LETRAS DE MÚSICA 1. Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, CEP - 74001-970, Brasil CRIARCONTEXTO: ANÁLISE DO DISCURSO NAS LETRAS DE MÚSICA 1 Juliana Dionildo dos Santos 2 e Eliane Marquez da Fonseca Fernandes 3 Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, CEP - 74001-970, Brasil

Leia mais

Discursivas do Cespe Tema específico: resposta fácil, organização complicada.

Discursivas do Cespe Tema específico: resposta fácil, organização complicada. Toque de Mestre 16 Discursivas do Cespe Tema específico: resposta fácil, organização complicada. Profa. Júnia Andrade Viana profajunia@gmail.com face: profajunia Autora do livro Redação para Concursos

Leia mais

Suas atividades terão como horizonte a escola, de modo particular, a escola em que você atua!

Suas atividades terão como horizonte a escola, de modo particular, a escola em que você atua! PROJETO-INTERVENÇÃO O curso de formação de gestores escolares que estamos realizando orientase por dois eixos básicos: a) a educação compreendida como direito social a ser suprido pelo Estado; b) a gestão

Leia mais

4. Conceito de Paralisia Cerebral construído pelos Professores

4. Conceito de Paralisia Cerebral construído pelos Professores 4. Conceito de Paralisia Cerebral construído pelos Professores Como descrevemos no capitulo II, a Paralisia Cerebral é uma lesão neurológica que ocorre num período em que o cérebro ainda não completou

Leia mais

A EDUCAÇÃO PARA A EMANCIPAÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE: UM DIÁLOGO NAS VOZES DE ADORNO, KANT E MÉSZÁROS

A EDUCAÇÃO PARA A EMANCIPAÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE: UM DIÁLOGO NAS VOZES DE ADORNO, KANT E MÉSZÁROS A EDUCAÇÃO PARA A EMANCIPAÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE: UM DIÁLOGO NAS VOZES DE ADORNO, KANT E MÉSZÁROS Kely-Anee de Oliveira Nascimento Universidade Federal do Piauí kelyoliveira_@hotmail.com INTRODUÇÃO Diante

Leia mais

O HÁBITO DA LEITURA E O PRAZER DE LER

O HÁBITO DA LEITURA E O PRAZER DE LER O HÁBITO DA LEITURA E O PRAZER DE LER ALVES, Ivanir da Costa¹ Universidade Estadual de Goiás Unidade Universitária de Iporá ¹acwania@gmail.com RESUMO A leitura é compreendida como uma ação que deve se

Leia mais

COMO REALIZAR UM SEMINÁRIO. Gilberto Luiz de Azevedo Borges - Departamento de Educação -1B-Botucatu-UNESP

COMO REALIZAR UM SEMINÁRIO. Gilberto Luiz de Azevedo Borges - Departamento de Educação -1B-Botucatu-UNESP COMO REALIZAR UM SEMINÁRIO Gilberto Luiz de Azevedo Borges - Departamento de Educação -1B-Botucatu-UNESP A técnica do seminário tem sido usualmente entendida como sinônimo de exposição. O "seminário",

Leia mais

Dra. Margareth Diniz Coordenadora PPGE/UFOP

Dra. Margareth Diniz Coordenadora PPGE/UFOP Dra. Margareth Diniz Coordenadora PPGE/UFOP Pela sua importância destacam-se aqui alguns dos seus princípios: Todos/as os/ssujeitos, de ambos os sexos, têm direito fundamental à educação, bem como a oportunidade

Leia mais

Índice. 1. A Pesquisa Quantitativa...3 2. A Produção Científica nas Diversas Áreas do Conhecimento...3

Índice. 1. A Pesquisa Quantitativa...3 2. A Produção Científica nas Diversas Áreas do Conhecimento...3 GRUPO 6.3 MÓDULO 17 Índice 1. A Pesquisa Quantitativa...3 2. A Produção Científica nas Diversas Áreas do Conhecimento...3 2.1. A Produção Científica... 3 2.2. Divulgação Científica... 3 2.3. Comunicação

Leia mais

3.2 MATERIAL DIDÁTICO

3.2 MATERIAL DIDÁTICO A comparação do presencial e do virtual: um estudo de diferentes metodologias e suas implicações na EAD André Garcia Corrêa andregcorrea@gmail.com Universidade Federal de São Carlos Resumo. O presente

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: PNLD, livro didático, língua estrangeira, gênero.

PALAVRAS-CHAVE: PNLD, livro didático, língua estrangeira, gênero. PNLD 2011: ANÁLISE DE UMA COLEÇÃO DE LIVRO DIDÁTICO DE INGLÊS Universidade Federal de Goiás Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística Mestranda: Maria Letícia Martins Campos FERREIRA mleticiaf@hotmail.com

Leia mais

A EXTENSÃO EM MATEMÁTICA: UMA PRÁTICA DESENVOLVIDA NA COMUNIDADE ESCOLAR. GT 05 Educação Matemática: tecnologias informáticas e educação à distância

A EXTENSÃO EM MATEMÁTICA: UMA PRÁTICA DESENVOLVIDA NA COMUNIDADE ESCOLAR. GT 05 Educação Matemática: tecnologias informáticas e educação à distância A EXTENSÃO EM MATEMÁTICA: UMA PRÁTICA DESENVOLVIDA NA COMUNIDADE ESCOLAR GT 05 Educação Matemática: tecnologias informáticas e educação à distância Nilce Fátima Scheffer - URI-Campus de Erechim/RS - snilce@uri.com.br

Leia mais

Exercícios Teóricos Resolvidos

Exercícios Teóricos Resolvidos Universidade Federal de Minas Gerais Instituto de Ciências Exatas Departamento de Matemática Exercícios Teóricos Resolvidos O propósito deste texto é tentar mostrar aos alunos várias maneiras de raciocinar

Leia mais