PROJETO DE REDUÇÃO DOS RESÍDUOS INFECTANTES NAS UTI S DO HOSPITAL ESTADUAL DE DIADEMA

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1 Hospital Estadual Diadema Prêmio Amigo do Meio Ambiente 2013 PROJETO DE REDUÇÃO DOS RESÍDUOS INFECTANTES NAS UTI S DO HOSPITAL ESTADUAL DE DIADEMA Hospital Estadual de Diadema Responsáveis: João Paulo Ferreira dos Santos Cleber Silva de Almeida (11) AGOSTO DE 2013 SÃO PAULO SP 0

2 ÍNDICE INTRODUÇÃO OBJETIVO DESENVOLVIMENTO APRESENTAÇÃO DO PROJETO DE REDUÇÃO DE RESÍDUOS INFECTANTES NAS UTI s ADULTO E NEONATAL CONCLUSÃO CRONOGRAMA DE IMPLATAÇÃO DO PROJETO INÍCIO DA IMPLANTAÇÃO DO PROJETO NAS UTI S RESULTADOS OBTIDOS CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS 11 1

3 INTRODUÇÃO. Quando a população humana era pequena e a natureza tinha como compensar os impactos a que era submetida, não ocorriam desequilíbrios. No entanto, quando a população começa a crescer, os efeitos dos impactos começam a surgir. No século XVIII, com a revolução industrial a exploração dos recursos naturais passa a ser intensa. No entanto, já a partir da metade do século XX, o modelo de desenvolvimento passa a ser questionado, considerando que os recursos naturais são finitos. Atualmente, a sociedade enfrenta desafios complexos quando se trata de meio ambiente e sustentabilidade. Diversas atividades humanas geram todo tipo de resíduo e há um aumento expressivo na produção dos mesmos devido à intensificação das atividades, principalmente nas grandes cidades. E sabemos que os recursos naturais de nosso planeta são limitados e busca-se a utilização de forma responsável, socialmente justa e ambientalmente sustentável. A indiscriminada produção de resíduos, causa grave desequilíbrio ambiental, no qual ameaça a integridade dos ecossistemas e intensifica os danos ao bem estar social, econômico e cultural dos seus habitantes. O descarte inadequado de resíduos tem criado enormes passivos ambientais, colocando em risco os recursos naturais e a qualidade de vida das presentes e futuras gerações. Desta maneira, a reciclagem de lixo surge como uma opção importante no gerenciamento dos resíduos sólidos. O maior desafio para a reciclagem é a separação dos resíduos. A falta de informações sobre o assunto é um dos principais motivos para a ausência de projetos bem sustentados que determinem melhorias no setor. Particularmente os resíduos dos serviços de saúde merecem atenção especial em suas fases de separação, acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte, tratamento e disposição final, em decorrência dos riscos graves e imediatos que podem oferecer, particularmente na questão infecto-contagiosa. A partir do momento em a ação de gerenciar estes resíduos é bem desenvolvida, passa a integrar ações para o bom funcionamento do gerenciamento dos mesmos, tendo como consequência então, o devido controle e a redução de riscos à saúde humana e ao meio ambiente. Sendo assim, preocupação com a questão ambiental torna o gerenciamento de resíduos um processo de extrema importância na preservação da qualidade da saúde e do meio ambiente. Pensando nestes problemas e na atual situação em que vivemos, o Hospital Estadual de Diadema, na qual possui referência cirúrgica de alta complexidade e referência em maternidade, gerando uma quantidade considerada elevada de resíduos infectantes, a Unidade de Gestão Ambiental, a Alta Administração e a Direção de Enfermagem, criaram e implantaram um projeto chamado Redução de Resíduos Infectantes nas UTIs, que visa o descarte e a segregação correta dos resíduos, além do devido controle dos mesmos dentro do complexo hospitalar. 2

4 2. OBJETIVO. O objetivo desse projeto é implantar a segregação correta e reduzir a quantidade de resíduo infectante produzido nas Unidades de Terapia Intensiva Adulto e Neonatal, através da implantação da segregação e descarte na fonte dos resíduos não contaminados e/ou identificados como resíduo comum. 3

5 3. DESENVOLVIMENTO O projeto iniciou-se após a implantação do novo sistema de coleta de resíduos do Hospital Estadual de Diadema que por sua vez, teve início em Agosto de 2012, logo após a chegada de um novo profissional para ser responsável pela gestão ambiental da unidade. Com esse novo sistema foi possível verificar a geração de resíduos diários, clínicas e andares do Hospital, das quais eram coletados anteriormente no geral e por amostragem de 10. Durante 90 dias foi monitorando a eficiência do novo sistema de coleta de resíduos e através dos dados que foram adquiridos, foi montado uma planilha e verificado que os grandes geradores de resíduos infectantes eram as UTI s Adulto e Neonatal. Após a constatação dos dados foram feitas visitas nas unidades para verificar o porquê de grande geração de resíduos nessas unidades. Durante visitas realizadas nos setores citados acima, foi constado que nessas unidades não existiam lixeiras para descarte de resíduos comum nos leitos, sendo assim, apenas foram encontradas lixeiras para descarte de resíduos infectante e posteriormente a essas visitas, foi feito um relatório para análise junto a comissão de gerenciamento de resíduos do hospital. Esse relatório foi apresentado em uma reunião da comissão de gerenciamento de resíduos do hospital. Após sua apresentação ele foi confrontado com o PGRSS Programa de Gerenciamento de Resíduos do Serviço de Saúde, na qual, durante esse confronto, notou-se que na unidade havia geração de resíduos comum, mas não existiam lixeiras apropriadas para esse descarte. O responsável pela gestão ambiental a unidade propôs a criação de um projeto para redução do resíduo nas mesmas, visando desde uma melhor segregação até a implantação de coletores adequados nessas unidades. 4

6 4. APRESENTAÇÃO DO PROJETO DE REDUÇÃO DE RESÍDUOS INFECTANTES NAS UTI s ADULTO E NEONATAL O projeto foi apresentado em Janeiro de 2013 junto à Diretoria Administrativa, Diretoria de Enfermagem e Comissão de Gerenciamento de Resíduos. Durante essa apresentação foi mostrado os levantamentos de dados dos últimos 90 dias, os relatórios de visitas nas unidades e as planilhas de pesagem diárias dos setores. Esses dados demonstravam que cerca de 30% do resíduo infectante total vinha dessas unidades. Foi proposto a implantação de um projeto visando a redução desses resíduos em 15%. Além disso, o projeto também contemplava desde adequação das lixeiras dos setores, até treinamentos e campanhas sobre descarte correto com as equipes da enfermagem, corpo clínico e outros colaboradores do setor. 5

7 5. CRONOGRAMA DE IMPLATAÇÃO DO PROJETO. 6

8 6. INÍCIO DA IMPLANTAÇÃO DO PROJETO NAS UTI S O projeto teve seu início na última semana de fevereiro de 2013, e durante há primeira semana sendo observado sua aceitação e seu desenvolvimento. Ao final dos 15 primeiros dias foi feito uma análise sobre o andamento do projeto. Além dessa análise foi realizada uma reunião com toda a comissão de gerenciamento de resíduos do hospital. Nessa reunião foram mostrados dados sobre o andamento do projeto e possíveis melhorias e adequações para um melhor desempenho. Quando o projeto completou 30 dias de sua implantação, foi feita uma nova reunião com a comissão de gerenciamento de resíduos para efetivação do mesmo, onde toda a comissão validou o projeto. 7

9 7. RESULTADOS OBTIDOS Com o projeto em fase de finalização, os resultados obtidos foram positivos e uma vez que comparados em relação aos dados anteriores, já obteve uma redução bastante significativa quando se tratando de resíduo infectante. Podemos destacar uma redução de, aproximadamente, 10% na geração de resíduos infectantes do hospital no período entre Março até Julho de 2013, período da implantação do projeto. Quanto aos resultados, os mesmos foram tabulados em planilhas para melhor visualização dos mesmos. Se compararmos o período de implantação do projeto com o mesmo período do ano anterior, percebemos que a redução foi muito significativa durante o mesmo, havendo uma redução de aproximadamente 13% na geração de resíduo infectante do hospital. Os setores de UTI s tiveram uma redução de aproximadamente 20% do resíduo infectante gerado. Abaixo seguem as planilhas onde mostra os valores referentes à redução do período do primeiro mês de implantação do projeto. 8

10 PLANILHA DE PESAGEM DO PROJETO 9

11 8. CONCLUSÃO Com a implantação desse projeto, houve uma adequação dos fluxos de resíduos, obtendo uma melhoria da qualidade dos serviços; o aumento do índice de aceitabilidade quando se trata de meio ambiente e coleta seletiva e o aumento da motivação dos colaboradores envolvidos direta e indiretamente no trabalho aplicado. No aspecto ambiental, os resultados propuseram grandes melhorias, pois, resíduos corretamente segregados deixam de ser incinerados e não poluem o ar. São melhorias que não envolvem apenas a questão da segregação dentro dos setores abordados, mas gradativamente, as atitudes e o comportamento que foram apresentando mudanças positivas e sempre em crescimento. Foi observado que o descarte de resíduos, de uma forma geral, obteve uma melhora constante, pois os próprios colaboradores passaram a ter o cuidado e a atenção necessários para que essa simples ação de jogar o lixo fora seja corretamente executada. Já no aspecto financeiro, economiza-se no descarte dos infectantes, já que esses são incinerados em menor quantidade, e assim podendo atribuir o que foi economizado à investimentos em melhorias nas atividades ambientais, no desenvolvimento e capacitação dos colaboradores. No aspecto social, o aprendizado e a mudança de atitude são os maiores e melhores retornos do trabalho aplicado. Observando por esse aspecto, o que foi aprendido dentro do local de trabalho, o colaborador pode aplicar em sua vida pessoal, e assim replicando as informações para amigos e familiares, uma atitude que acaba sendo positiva para a sociedade. Pôde-se perceber que, mesmo antes da finalização oficial do projeto, os resultados obtidos até o presente momento foram muito satisfatórios e positivos, tanto para a instituição quanto para os colaboradores que tiveram participação direta no sucesso da implantação do projeto. Ressaltando que a aceitabilidade por todas as partes envolvidas tem grande importância para a continuidade e crescimento do projeto. 10

12 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ABNT (2004). NBR Resíduos Sólidos Classificação. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NR 32 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE - Portaria GM n.º 1.748, de 30 de agosto de /08/11. NR 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL EPI - Portaria SIT n.º 292, de 08 de dezembro de /12/11. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 306, de 07 de dezembro de Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução RDC nº 358, de 29 de abril de Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. PGRSS - PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RESIDUO HOSPITAL ESTADUAL DE DIADEMA AGOSTO DE

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