CIRURGIA SEGURA 1 FINALIDADE 2 JUSTIFICATIVA. Protocolo de Serviço do Hospital Universitário de Santa Maria PROTOCOLO DE SERVIÇO

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1 PROTOCOLO DE SERVIÇO CIRURGIA SEGURA Responsáveis: Vânia Segalin, Graziela Cauduro, Rafaela Andolhe Colaboradores: Roosi Zanon Código: PS03 CIRSEG Data: Dezembro/ FINALIDADE A finalidade do protocolo é determinar as medidas a serem implantadas para reduzir a ocorrência de incidentes e eventos adversos e a mortalidade cirúrgica, possibilitando o aumento da segurança na realização de procedimentos cirúrgicos, no local correto e no paciente correto, por meio do uso da Lista de Verificação de Cirurgia Segura (LVCS) desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde OMS (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2013). 2 JUSTIFICATIVA A preocupação com a segurança da assistência cirúrgica tem crescido nos últimos anos, em virtude do aumento no número de cirurgias e da complexidade dos processos que estão envolvidos. O protocolo para cirurgia segura foi lançado em 2007, pela Aliança mundial de segurança do paciente. O centro cirúrgico é considerado um ambiente de alto risco e suscetível a erros. Os processos de trabalho, neste cenário, constituem-se em práticas complexas, interdisciplinares, com forte dependência da atuação individual e da equipe em condições ambientais, dominadas por pressão e estresse (CARVALHO, 2015). Os eventos relacionados ao centro cirúrgico podem estar associados a vários momentos dos processos de trabalho, como ao ato cirúrgico, a anestesiologia e as complicações cirúrgicas. O volume anual de cirurgias de grande porte foi estimado entre 187 e 281 milhões, a partir de dados de 56 países, o que representa, aproximadamente, uma cirurgia para cada 25 pessoas por ano (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2013). As taxas de eventos adversos em cirurgia geral variam, segundo diferentes estudos e métodos de avaliação, entre 2% e 30%. As complicações pós-operatórias ocorrem em até 25% dos pacientes internados. A taxa de mortalidade relatada após cirurgia mais extensa é de 0.5-1/13

2 5%. Em países desenvolvidos cerca da metade de todos os eventos adversos em pacientes hospitalizados estão relacionados à assistência cirúrgica. Nos casos onde o processo cirúrgico levou a danos, metade deles poderiam ter sido evitados e os princípios conhecidos de segurança cirúrgica são aplicados de maneira inconsistente mesmo nos cenários mais sofisticados (ORGANIZAÇÃO PAN- AMERICANA DE SAÚDE, MINITÉRIO DA SAÚDE, ANVISA, 2010). Em estudo realizado em 8 hospitais que utilizaram o check-list de cirurgia segura, proposto pela Organização Mundial da Saúde, houve uma redução da taxa das complicações maiores nos hospitalizados de 11 a 7%, e a taxa de mortalidade hospitalar depois das principais cirurgias diminuiu de 1,5 para 0,8% (HAYNES, 2009). 3 ABRANGÊNCIA O protocolo para Cirurgia Segura deverá ser aplicado em todos os locais dos estabelecimentos de saúde em que sejam realizados procedimentos, quer terapêuticos, quer diagnósticos, que impliquem em incisão no corpo humano ou em introdução de equipamentos endoscópios, dentro ou fora de centro cirúrgico, por qualquer profissional de saúde. 4 DEFINIÇÃO 4.1 Lista de Verificação Lista formal utilizada para identificar, comparar e verificar um grupo de itens/procedimentos. 4.2 Demarcação de Lateralidade Demarcação do local (ou locais) a ser operado. Esta demarcação é importante nos casos de lateralidade (distinção entre direita e esquerda), estruturas múltiplas (p.ex. dedos das mãos e dos pés, costelas) e níveis múltiplos (p.ex. coluna vertebral). 2/13

3 4.3 Condutor da Lista de Verificação Profissional de saúde (médico ou profissional da enfermagem), que esteja participando da cirurgia e seja o responsável por conduzir a aplicação da lista de verificação, de acordo com diretrizes da instituição de saúde. 4.4 Segurança Anestésica Conjunto de ações realizadas pelo anestesiologista, que visa à redução da insegurança anestésica por meio da inspeção formal do equipamento anestésico, da checagem dos medicamentos e do risco anestésico do paciente antes da realização de cada cirurgia. Este procedimento deve seguir as orientações contidas no Manual para Cirurgia Segura da OMS, traduzido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. 4.5 Equipe Cirúrgica Equipe composta por cirurgiões, anestesiologista, profissionais de enfermagem, técnicos e todos os profissionais envolvidos na cirurgia. 5 INTERVENÇÕES Muitos fatores contribuem para que um procedimento cirúrgico seja realizado de forma segura: profissionais capacitados, ambiente, equipamentos e materiais adequados para a realização do procedimento, conformidade com a legislação vigente. Entretanto, este protocolo trata especificamente da utilização sistemática da Lista de Verificação de Cirurgia Segura como uma estratégia para reduzir o risco de incidentes cirúrgicos. 6 PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO - POP PRSVSSP C02. 7 ESTRATÉGIAS DE MONITORAMENTO E INDICADORES Todos os incidentes ou quase incidentes envolvendo cirurgias ou procedimentos endoscópicos devem ser notificados no VIGIHOSP para que 3/13

4 possam ser identificados fatores contribuintes, bem como planejadas ações, juntamente com a equipe, para a redução da ocorrência dos mesmos Avaliação e validação de um modelo de LVCS baseada nas recomendações nacionais e internacionais para segurança cirúrgica, pela equipe multiprofissional do CC, área piloto de implantação deste protocolo. Participação em reunião com o Grupo Operacional do Centro Cirúrgico para comunicação da Implantação do Protocolo de Cirurgia Segura sensibilizando e fortalecendo parceria para adesão à LVCS. Proposição de campanhas educativas de sensibilização de todos os envolvidos neste processo. Visita técnica em hospital onde esteja consolidado o protocolo de cirurgia segura para avaliação da aplicação da LVCS. 7.1 Indicadores Percentual de pacientes que recebeu antibioticoprofilaxia no momento adequado; Número de cirurgias em local errado; Número de cirurgias em paciente errado; Número de procedimentos errados; Taxa de mortalidade cirúrgica intrahospitalar ajustada ao risco; e Taxa de adesão à Lista de Verificação. 8 REFERENCIAS MINISTÉRIO DA SAÚDE. ANVISA. FIOCRUZ. Protocolo para Cirurgia Segura ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE, MINISTÉRIO DA SAÚDE, AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Manual Cirurgias Seguras Salvam Vidas. Brasília, CARVALHO, P.A.; et al. Cultura de segurança no centro cirúrgico de um hospital público, na percepção dos profissionais de saúde. Rev. Latino-Am. Enfermagem nov.-dez. 2015; 23(6): /13

5 HAYNES, A.B., et al.. Safe Surgery Saves Lives Study Group. A surgical safety checklist to reduce morbidity and mortality in a global population. N Engl J Med. 2009; 360(5): /13

6 ANEXOS 6/13

7 Anexo 1 Lista de Verificação de Cirurgia Segura (LVCS) 7/13

8 Anexo 2 POP de Aplicação da LVCS: PRSVSSP C02 8/13

9 9/13

10 10/13

11 11/13

12 12/13

13 FLUXOGRAMA - ALGORÍTMO PROTOCOLO DE SERVIÇO CIRURGIA SEGURA Código: PS03 CIRSEG Data: Dezembro/2015 Responsáveis: Vânia Segalin, Graziela Cauduro, Rafaela Andolhe Colaboradores: Roosi Zanon Fluxograma de Aplicação da Lista de Verificação de Cirurgia Segura Responsável 13/13

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