Cirurgia Segura: O que muda após a RDC n 36/2013? Adriana Oliveira Abril

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1 Cirurgia Segura: O que muda após a RDC n 36/2013? Adriana Oliveira Abril

2 Aspectos a serem abordados: Reflexões sobre: O contexto da Aliança Mundial para Segurança do Paciente. Panorama da Regulamentação nacional para segurança do paciente: desafios e perspectivas.

3 Iniciativas da Organização Mundial da Saúde 2000 Organização Mundial da Saúde (OMS) - Segurança do paciente: Relatório do IOM EA 8 0 causa de morte USA. Tema de alta prioridade na agenda política dos países membros OMS - Aliança Mundial para Segurança do Paciente. Socialização do conhecimento e soluções e compromisso político mundial. Segundo desafio global para a segurança do paciente: Cirurgias seguras salvam vidas (orientações para cirurgia segura da OMS) / Organização Mundial da Saúde; Organização Pan-Americana da Saúde; Ministério da Saúde; Agencia Nacional de Vigilância Sanitária, 2009.

4 Identificar área prioritárias da segurança do paciente em diversas partes do mundo.

5 2008 OMS milhões de cirurgias no mundo 1/25 pessoas. - 7 milhões de pacientes cirúrgicos sofrem complicações significativas a cada ano. - 1 milhão morre durante ou imediatamente após a cirurgia. Segurança do Paciente - Estratégias/intervenções prevenir/reduzir o risco de dano ao paciente decorrente do cuidado de saúde.

6 OMS - Cirurgias Seguras Salvam Vidas Aumento da população de idosos - Incapacidades tratáveis cirurgicamente, injúrias traumáticas, malignidades. Organização Mundial da Saúde. Segundo desafio global para a segurança do paciente: Cirurgias seguras salvam vidas. Organização Pan-Americana da Saúde; Ministério da Saúde; Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2009.

7 - 3 a 16% das pessoas internadas para procedimento cirúrgico sofrem um evento adverso - 50% relacionados a Cirurgia e, cerca de 40% ocorrem por problemas na sala cirúrgica. - Mortalidade 0,4 a 0,8% em países desenvolvidos- 5-10% - países em desenvolvimento. OMS redução das taxas de ISC em 25% - Reduzir número de mortes e complicações cirúrgicas. Rev. Col. Bras. Cir. 2009; 36(4):

8 Segundo Desafio Global para a Segurança do paciente - Segurança Cirúrgica No Brasil 2010 e e procedimentos cirúrgicos, respectivamente. - Eventos adversos 3% ,5 e ,82; - Taxa de mortalidade 0,5% no mundo, ,25 e ,97 de óbitos durante ou imediatamente após a cirurgia. Brasil. Ministério da Saúde. DATASUS [Internet]. Disponível em: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe.sih/cnv/qiuf.def>. Acesso em: 30 abr

9 Cirurgia Segura: O que muda após a RDC n 36? Infecção do sítio cirúrgico inaceitavelmente alta e a maioria pode ser prevenida. Haley, Culver, et al. Am J Epidemiol 1985; 121: Starling et al. American Journal of Infection Control, 1997 Kirkland et al. Infect Control Hosp Epidemiol 1999;20: Dellinger et al. Am J Surg Cirurgias seguras salvam vidas OMS/Organização Mundial da Saúde; Organização Pan-Americana da Saúde; Ministério da Saúde; Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2009.

10 AORN Journal July 2010 Vol 92 No 1

11 Panorama da Regulamentação nacional para segurança do paciente... Foco na adoção de boas práticas

12 SEGURANÇA DO PACIENTE E QUALIDADE EM SERVIÇOS DE SAÚDE

13 Portaria Nº 529, de 1º de Abril de MS Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) Qualificar o cuidado de saúde em todos os estabelecimentos de atenção à saúde. Resolução de Diretoria Colegiada - RDC Nº 36, de 25 de Julho de ANVISA Art. 1º - Instituir ações para a promoção da segurança do paciente e a melhoria da qualidade nos serviços de saúde.

14 Seção I - Da criação do Núcleo de Segurança do Paciente. Art. 4º A direção do serviço de saúde deve constituir o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP)....autoridade, responsabilidade e poder para executar as ações do Plano de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde.

15 Princípios e diretrizes do NSP: cultura de segurança processos de gestão de risco garantia das boas práticas Melhoria contínua dos processos de cuidado e do uso de tecnologias da saúde Resolução - RDC No- 53, de 14 de novembro de 2013

16 Art.7º Compete ao NSP: Ações para gestão de risco Analisar incidentes e EA. Notificar EA Elaborar/imple mentar programas em capacitação SP. Acomp. alertas comunicação de risco Ações de integ./articul multiprofissio nal Núcleo de Segurança do Paciente Prevenção, análise e divulgação de incidentes SS Identificar e avaliar não conformidades Implantar/divul gar o Plano de Segurança do Paciente Acompanhar ações do Plano de Segurança do Paciente Implantar Protocolos de SP/monitorar indicadores RDC 36, ANVISA, 2013

17 Implantação dos Núcleos de Segurança do Paciente Compromisso dos gestores cultura de segurança. Envolvimento dos profissionais de saúde. Acompanhamento e feedback do processo.

18 Preocupação da instituição com a qualidade da assistência e importância do reconhecimento público dessa qualidade Acreditação como ferramenta para redução de risco. Avaliação e padronização da qualidade assistencial.

19 Princípios básicos da Segurança Cirúrgica Simplicidade Aplicabili dade Mensuração Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária Manual Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde: Uma Reflexão Teórica Aplicada a Pratica /Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2013.

20 Cirurgia segura: o que muda(ou) após a RDC 36??? E na prática diária, o que nos mostra o cenário...

21 Cirurgia Segura X RDC 36/2013 Portaria encaminhada Proposta Plano de ação 196 hospitais 95 em fase de implementação/74 NSP em funcionamento Foco em um evento NSP diversos hospitais Projeto Piloto

22 Cirurgia Segura X RDC 36/2013 Diferentes estágios da implantação do NSP

23 Cirurgia Segura X RDC 36/2013 Diferentes estágios da implantação do Protocolo de Cirurgia Segura hospitais se registraram no programa da OMS 45% (1.595) - usam efetivamente o Checklist. - Brasil - Protocolo de Cirurgia Segura integra a rotina dos hospitais Acreditados pela Joint Comission International (JCI).

24 Diferentes panoramas da implantação do Protocolo de Cirurgia Segura. Falta de conhecimento. Preconceito/resistência ao processo. Tempo dispendido. Cultura institucional.

25 Cultura da investigação e melhoria contínua de processos

26 Cirurgia Segura e RDC 36...NSP... desafios e perspectivas

27 Experiências documentadas

28 Cultura da aprendizagem - identificação e análise das falhas e acidentes. Lideranças comprometidas. Ênfase à aplicação do protocolo universal cirurgias certa, local certo e paciente certo e outras estratégias de prevenção. Acreditação - estratégia global de redução de risco para relacionados ao cuidado de saúde. RAS _ Vol. 8, No 33 Out-Dez, 2006

29 Avaliar a incidência de EAs cirúrgicos em três hospitais de ensino do Estado do Rio de Janeiro. 3,5% (38/1.103) pacientes desenvolveram EAs cirúrgicos. - EAs cirúrgicos evitáveis - 68,3% - 1 em 5 pacientes com EA cirúrgico tiveram incapacidade permanente ou morreram. Rev Bras Epidemiol 2012; 15(3):

30 ortopedistas participantes do 44 Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia (CBOT), em novembro de Questionário sobre o uso do Protocolo de Cirurgia Segura da OMS. 502 (15,5%) questionários foram respondidos. 40,8% - registro de cirurgia em paciente ou em local errado e 25,6% deles apontaram falhas de comunicação causa do erro. - 36,5% relataram não marcar o local da cirurgia; - 65,3%, desconhecer total ou parcialmente o Protocolo de Cirurgia Segura da OMS - 72,1% nunca foram treinados para seu uso. rev bras ortop. 2013;48(6):

31

32 Avaliar os fatores associados à conformidade com a lista de verificação cirúrgica (LVSC), hospitais públicos da Região Murcia da Espanha. Amostra n=90. Análise - % de conformidade das variáveis de interesse (Presença da LVSC e sua completude por setores e itens). Resultados: LVSC - 75 casos (83,3%) e completas em 25 casos (27,8%). - Itens completos - 70,1% - variação por tipo de hospital - 35,8%-98,9%, > hospitais de pequeno e médio porte. c i r e s p ; 9 0 ( 3 ) :

33 Análise quantitativa de conformidade com os itens da lista de verificação da OMS.

34 Considerações... Cirurgia Segura - A segurança do paciente na assistência cirúrgica incipiente - diferenças regionais e a complexidade dos protocolos. - Implementação do protocolo - não é uma tarefa fácil e requer: liderança, trabalho em equipe e flexibilidade e adaptação à mudança. - Acompanhamento e mensuração das intervenções - resultar em melhorias sustentadas no clima de segurança - ainda são escassos. Proposição dos indicadores (simplicidade, aplicabilidade e mensuração princípios básicos).

35 Considerações... RDC 36/2013 Regulamentações existem prática ainda não as reconhecem. Diretrizes - não garantem sucesso do processo. Equipe multiprofissional X ação isolada de um profissional. Motivação/sensibilização multiprofissional para adesão - responsabilidade compartilhada. Pesquisas e produção científica na área reduzido. Políticas públicas - incentivo financeiro eventos negligenciáveis.

36 Considerações... RDC 36/2013 Desafios globais e regulamentações... Estratégias para consolidar boas práticas nos serviços de saúde Cultura de Segurança Profissionais de Saúde Indicadores de Processos

37

38 Precisamos nos comprometer com a cultura de segurança, investir em treinamento/qualificação, supervisão, valorização e motivação, na compreensão da importância do ser humano na prestação/recebimento do cuidado em saúde...

39 Contato:

Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº 36, DE 25 DE JULHO DE 2013.

Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº 36, DE 25 DE JULHO DE 2013. ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº 36, DE 25 DE JULHO DE

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