MINISTÉRIO DAS CIDADES. INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 12, DE 9 DE JUNHO DE 2015 (PUBLICADA NO DOU Nº 108, EM 10 DE JUNHO DE 2015, SEÇÃO 1, PÁGINAS 39 e 40)

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1 MINISTÉRIO DAS CIDADES INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 12, DE 9 DE JUNHO DE 2015 (PUBLICADA NO DOU Nº 108, EM 10 DE JUNHO DE 2015, SEÇÃO 1, PÁGINAS 39 e 40) Regulamenta a Política Socioambiental do FGTS, no âmbito do Gestor da Aplicação, Ministério das Cidades, no que tange à área de Infraestrutura Urbana e dá outras providências. O MINISTRO DE ESTADO DAS CIDADES, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 6º da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, e o art. 66 do Regulamento Consolidado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, aprovado pelo Decreto nº , de 8 de novembro de 1990, com a redação dada pelo Decreto nº 1.522, de 13 de junho de 1995, e Considerando a Resolução nº 761, de 9 de dezembro de 2014, do Conselho Curador do FGTS, publicada no Diário Oficial da União de 10 de dezembro de 2014, que aprova a Política Socioambiental do FGTS, resolve: Art. 1º Regulamentar os dispositivos da Política Socioambiental do FGTS, no âmbito do Gestor da Aplicação, Ministério das Cidades, para a área de Infraestrutura Urbana, na forma do Anexo. Art. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3º Ficam revogadas as referências ao Trabalho Social, quais sejam, o Anexo III e o subitem 8.2, do Anexo I, da Instrução Normativa nº 41, de 24 de outubro de 2012, que regulamenta o Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró- Transporte). GILBERTO KASSAB

2 ANEXO INFRAESTRUTURA URBANA 1. INTRODUÇÃO Os empreendimentos de mobilidade urbana para os quais sejam pleiteados financiamento da área de Infraestrutura Urbana do FGTS, em especial do Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte) e, no que couber, nas operações da Carteira Administrada, devem observar os princípios e as diretrizes previstos na Política Socioambiental do FGTS, por meio da adoção de soluções técnicas que objetivem ganhos de eficiência e contribuam para a sua sustentabilidade econômica e ambiental, bem como de soluções de gestão que promovam serviços eficazes e incorporem o controle social e a participação da sociedade. 2. CONDICIONANTES A SEREM OBSERVADAS Para tal, fica estabelecida a observância do que segue: a) O Agente Financeiro deve orientar o Mutuário/Tomador de Recursos quanto ao atendimento desta Política Socioambiental e das exigências legais aplicáveis, com vistas ao melhor andamento dos empreendimentos. b) O primeiro desembolso de qualquer financiamento de empreendimento de mobilidade urbana fica condicionado à apresentação de licença de instalação, quando assim couber, expedida pelo órgão ambiental competente anteriormente ao início das obras, conforme disposto na legislação aplicável, além de atender às condicionantes previstas no contrato firmado entre o Agente Financeiro e o Mutuário/Tomador de Recursos. c) Constitui condição para a liberação da última parcela de desembolso do financiamento, a apresentação de licença ambiental de operação do empreendimento, obtida junto ao órgão competente. d) Nos casos em que houver dispensa ou inexigibilidade de licenças ambientais, o Mutuário/Tomador de Recursos deve apresentar documentação comprobatória. e) O Mutuário/Tomador de Recursos deve atender aos normativos vigentes quanto à saúde pública e vigilância sanitária e epidemiológica da população e dos trabalhadores envolvidos na execução do empreendimento. f) O Mutuário/Tomador de Recursos deve atender, na elaboração dos projetos técnicos de engenharia e na execução das obras e serviços, aos requisitos e dispositivos estabelecidos nas normas técnicas e regulamentações relativas à qualidade, ao controle de riscos, à saúde e à segurança da comunidade e dos trabalhadores da obra. g) O Mutuário/Tomador de Recursos deve apresentar, ao Agente Financeiro, as anotações de responsabilidade técnica (ARTs) relativas à elaboração de estudos e projetos, entre outros cabíveis, quando de seu encaminhamento. h) O Mutuário/Tomador de Recursos deve comprovar, para a validação da proposta, a compatibilidade do projeto de mobilidade urbana com o Plano Diretor e o Plano de Mobilidade Urbana, quando exigidos em lei. i) Os empreendimentos devem atender à legislação ambiental e relativas à preservação do patrimônio histórico, cultural, paisagístico e arqueológico, nos níveis federal, estadual, municipal e distrital, cumprindo os ritos e exigências estabelecidos pelos órgãos competentes. j) Deve ser observada, na análise do Agente Financeiro, durante a fase de validação da proposta, a comprovação, pelo Mutuário/Tomador de Recursos, da compatibilidade dos empreendimentos a serem financiados no âmbito da mobilidade urbana com os Zoneamentos Ecológico-Econômicos existentes. k) O Agente Financeiro deve verificar, na análise dos projetos de infraestrutura, dos termos de referência para aquisição de equipamentos, bem como na implantação e entrega do empreendimento, o atendimento à legislação que dispõe sobre acessibilidade universal no ambiente urbano e acessibilidade no transporte coletivo de passageiros, sobretudo ao estabelecido no Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004, e eventuais alterações. l) O Mutuário/Tomador de Recursos deve apresentar ao Agente Financeiro, durante a execução das obras, o Documento de Origem Florestal - DOF, a Guia Florestal (GF), a Guia de Controle Ambiental (GCA), ou guia equivalente, desde que sua emissão esteja integrada ao Sistema

3 DOF, emitido por órgão competente, para as madeiras nativas e demais produtos/subprodutos florestais de origem nativa utilizados no empreendimento. m) O Mutuário/Tomador de Recursos deve, sempre que for tecnicamente viável, contemplar espaços com áreas verdes em áreas próprias e/ou adjacentes ao empreendimento, como forma de reduzir a impermeabilização do solo e garantir maior conforto térmico ao usuário. n) O Mutuário/Tomador de Recursos deve, sempre que for tecnicamente viável, adotar métodos construtivos, tecnologias e soluções técnicas e operacionais que privilegiem a eficiência energética do sistema, o que dever ser demonstrado ao Agente Financeiro. o) O Mutuário/Tomador de Recursos deve considerar, no componente de iluminação pública integrante dos projetos de mobilidade urbana, as melhores práticas de eficiência energética disponíveis. p) O Mutuário/Tomador de Recursos deve efetuar ações para uso eficiente dos recursos hídricos, tais como a implantação, ampliação ou melhoria de sistemas de reutilização e controle do uso da água, nos empreendimentos de mobilidade urbana. Deve ser demonstrada ao Agente Financeiro a observância destas práticas. q) O Mutuário/Tomador de Recursos deve comprovar, para fins do primeiro desembolso, a destinação adequada dos resíduos gerados da construção e demolição de acordo com a legislação vigente. r) O Mutuário/Tomador de Recursos deve apresentar declaração comprobatória ao Agente Financeiro, que ateste, previamente à formalização da contratação de quaisquer serviços relativos à intervenção, o atendimento, pela(s) empresa(s) contratada(s), à legislação trabalhista brasileira e, quando couber, aos tratados e normas internacionais em que o Brasil seja signatário, de forma a garantir o vínculo trabalhista obrigatório, a repressão a qualquer forma de trabalho escravo ou degradante ou a utilização de mão de obra infantil ou adolescente, salvo nos casos previstos na Lei nº 8.069/1990, bem como o atendimento às normas relacionadas à saúde e à segurança no trabalho. s) O Mutuário/Tomador de Recursos deve elaborar e executar os Projetos de Trabalho Social e apresentá-los ao Agente Financeiro, para fins de avaliação e acompanhamento, visando promover o exercício da participação e a inserção social da população envolvida, a melhoria da qualidade de vida, a efetivação dos direitos sociais e a sustentabilidade dos bens, equipamentos e serviços implantados, conforme diretrizes e recomendações previstas em normativo específico do Ministério das Cidades, disponível no sítio eletrônico t) No planejamento e na execução das intervenções, deve ser garantido o respeito aos direitos humanos, através de ações que minimizem os impactos sociais e a necessidade de deslocamentos involuntários, observando os aspectos relativos à cultura, à tradição, à vulnerabilidade social e demais especificidades das populações locais. u) O Mutuário/Tomador de Recursos deve elaborar e executar o Plano de Reassentamento e Medidas Compensatórias, nos casos em que o deslocamento involuntário de famílias, do seu local de moradia ou do exercício de suas atividades econômicas, seja imprescindível para a execução da intervenção, o qual deve ser avaliado e acompanhado pelo Agente Financeiro, buscando assegurar que as pessoas atingidas pela implantação do empreendimento tenham acesso a soluções adequadas para o deslocamento e para as perdas ocasionadas pela intervenção, conforme diretrizes e recomendações previstas em normativo específico do Ministério das Cidades, disponível no sítio eletrônico v) O Mutuário/Tomador de Recursos deve adotar medidas de gestão da obra voltadas ao controle e à redução de impactos à vizinhança, como ruídos e poluição, de proteção dos sistemas de escoamento das águas superficiais, de forma a evitar erosões e alterações na qualidade de corpos d'água, bem como de controle de emissões atmosféricas e de efluentes, e do desperdício de materiais nos processos construtivos, em observância à legislação vigente e às normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas. w) Torna-se obrigatória a existência de estrutura de gerenciamento da obra para empreendimentos de mobilidade urbana, da área de Infraestrutura Urbana, cujos valores sejam superiores a R$ ,00 (cinquenta milhões de reais). x) O primeiro desembolso fica condicionado à comprovação da existência de estrutura de gerenciamento da obra. y) Como forma de incentivo, para aquisição de veículos dos sistemas de transporte sobre pneus, o Agente Operador, ao estabelecer o prazo de amortização, além do prazo se relacionar à vida

4 útil dos veículos, poderá considerar prazos maiores para veículos movidos por fontes de energia elétrica ou híbridos. z) No âmbito dos empreendimentos de mobilidade urbana, sistemas/veículos movidos por fontes de energia elétrica, biocombustíveis ou híbridos, e modos não-motorizados, contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa, e podem ser considerados como critério de menor impacto ambiental. 2. COMPOSIÇÃO DE INVESTIMENTOS "3. COMPOSIÇÃO DE INVESTIMENTOS" Para atendimento à Política Socioambiental do FGTS, os empreendimentos de mobilidade urbana, que utilizem recursos da área de Infraestrutura Urbana do FGTS, passam a admitir os itens listados a seguir como integrantes da composição de investimento das ações financiadas no âmbito do Pró-Transporte: a) Execução de revegetação, arborização e implantação de áreas verdes, como medidas que minimizem a impermeabilização do solo e promovam conforto térmico ao usuário, em áreas próprias ou adjacentes ao empreendimento, limitado a 2 % do valor do investimento. b) Gerenciamento da obra - remuneração de atividades de estrutura de gerenciamento de obras para empreendimentos de mobilidade urbana, da área de Infraestrutura Urbana, cujos valores sejam superiores a R$ ,00 (cinquenta milhões de reais), quando terceirizadas pelo Mutuário/Tomador de Recursos, em valor equivalente a até 2,5 % (dois e meio por cento) do valor do investimento. c) Elaboração e execução do Projeto de Trabalho Social, de acordo com os valores de referência estabelecidos em normativo específico do Ministério das Cidades, que verse sobre o tema. d) Elaboração do Plano de Reassentamento e Medidas Compensatórias. GABINETE DO MINISTRO

5 RETIFICAÇÃO (PUBLICADA NO DOU Nº 109, EM 11 DE JUNHO DE 2015, SEÇÃO 1, PÁGINA 32) No Anexo da Instrução Normativa Nº 12, de 09 de junho de 2015, publicada no DOU de 10 de junho de 2015, Seção 1, páginas 39 e 40, onde se lê "2. COMPOSIÇÃO DE INVESTIMENTOS", leia-se "3. COMPOSIÇÃO DE INVESTIMENTOS".

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