O desafio é A Segurança do Paciente

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1 O desafio é A Segurança do Paciente CAISM - Fevereiro de 2011: Implantação do Segundo Desafio Global Cirurgias Seguras Salvam Vidas Profª Drª Roseli Calil Enfº Adilton Dorival Leite Conhecendo um pouco mais sobre o assunto... A World Alliance for Patient Safety (Aliança Mundial para a Segurança do Paciente) foi criada em outubro de 2004 pela Organização Mundial da Saúde com o objetivo de dedicar atenção ao problema da segurança do paciente. Sua abrangência é internacional, tendo como missão coordenar, disseminar e acelerar melhorias para a segurança do paciente em termos mundiais. Em 2005, a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, identificou seis áreas de atuação, entre elas, o desenvolvimento de Soluções para a Segurança do Paciente. Trata-se de soluções que têm o propósito de promover melhorias específicas em áreas que são problemáticas na assistência. Seis Metas Internacionais de Segurança Meta 1 - Identificar os pacientes corretamente Falhas no processo de identificação dos pacientes podem causar erros graves como a administração de medicamentos e cirurgias em pacientes errados. Meta 2 - Melhorar a efetividade da comunicação entre profissionais da assistência. Erros de comunicação entre os profissionais da assistência podem causar danos aos pacientes. Meta 3 - Melhorar a segurança de medicações de alta vigilância (high-alert medications. A preocupação não se concentra somente em medicamentos como psicotrópicos ou quimioterápicos; soluções de eletrólitos em altas concentrações para uso endovenoso são potencialmente perigosas. Meta 4 - Assegurar cirurgias com local de intervenção correto, procedimento correto e paciente correto. Cirurgias ou procedimentos invasivos em locais ou membros errados são erros totalmente preveníveis decorrentes de falhas na comunicação e na informação.

2 Meta 5 - Reduzir o risco de infecções associadas aos cuidados de saúde A OMS estima que, entre 5% e 10% dos pacientes admitidos em hospitais, adquirem uma ou mais infecções. A higiene das mãos, de acordo com as diretrizes atuais da OMS ou do Center for Disease Control, é uma medida primária preventiva. Meta 6 - Reduzir o risco de lesões aos pacientes, decorrentes de quedas. Desafios Mundiais para a Segurança do Paciente Para atingir estas metas, a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente lançou até o momento três Desafios Mundiais para a Segurança do Paciente (Global Patient Safety Challenges): Primeiro Desafio: Cuidado limpo é Cuidado Seguro (Clean Care is Safer Care) Implementado em , este primeiro desafio mundial para a segurança do paciente é composto por cinco elementos: Segurança dos hemoderivados e seu uso. Segurança no uso de injetáveis e na imunização. Procedimentos clínicos seguros. Segurança na qualidade e disponibilidade de água e gerenciamento de resíduos no cuidado à saúde. Higienização das mãos. Objetivo geral: * Reduzir infecções associadas ao cuidado à saúde. Objetivos específicos: * Aumentar a conscientização do impacto das infecções associadas ao cuidado. * Construir o compromisso dos países em dar prioridade à redução das infecções. * Testar a implementação de Diretrizes (Guidelines) da OMS para a Higienização das Mãos no Cuidado à Saúde. Com abrangência internacional, diversos países, entre eles o Brasil comprometeram-se, a implantar o primeiro desafio mundial para a segurança do paciente.

3 Segundo Desafio - Cirurgia Segura Salva Vidas (Safe Surgery Saves Lives) Programa implantado pela OMS em tem como foco a aplicação do checklist para Cirurgia Segura. No Brasil, em dezembro de 2008, o Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Organização Pan- Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde representação Brasil, lançaram o segundo desafio mundial para a segurança do paciente através do projeto: Cirurgias Seguras Salvam Vidas. Objetivo Geral: * O objetivo geral desta iniciativa é melhorar a segurança do cuidado cirúrgico em todo o mundo, definindo padrões de segurança que podem ser aplicados em todos os países membros da OMS. Objetivos específicos: * Implantar a lista de verificação de segurança cirúrgica nos centros hospitalares com uma avaliação integral do paciente previamente a cada procedimento cirúrgico, em caso de cirurgia eletiva e de acordo com a condição de cada paciente em urgência. * Garantir os padrões de segurança estabelecidos para realizar procedimentos cirúrgicos. * Garantir que os eventos adversos apresentados na sala de cirurgia e recuperação sejam registrados de forma efetiva * Garantir adequada atenção do paciente pós-cirúrgico, tanto na sala de recuperação como no leito hospitalar. Este check list foi preparado por especialistas para ajudar as equipes cirúrgicas a reduzirem as ocorrências de danos ao paciente. O checklist identifica três fases de um procedimento cirúrgico: antes da indução anestésica ( sign in ), antes da incisão na pele ( time out ) e antes do paciente sair da sala cirúrgica ( sign out ). Em cada fase o coordenador do checklist deve confirmar que a equipe cirúrgica completou as tarefas listadas antes de prosseguir com a cirurgia. Terceiro Desafio: Enfrentando a Resistência Microbiana (Tackling Antimicrobial Resistance) Este programa teve início em 2009 e foi lançado em 2010 pela OMS. Tem por objetivo o estabelecimento de ações voltadas ao controle de bactérias multirresistentes nos serviços de saúde e na comunidade. Implantação das Ações voltadas a Segurança do Paciente no CAISM

4 O CAISM ao longo dos anos tem entre os seus desafios agregar a sua Missão de Hospital de ensino, pesquisa e extensão a segurança em suas ações através da organização dos processos de trabalho, capacitação de suas equipes e adequação de recursos humanos e materiais. Em maio de 2009 foi iniciada ampla divulgação das ações referentes ao Primeiro Desafio Global Cuidado Limpo é Cuidado Seguro junto à equipe da saúde do CAISM, médicos residentes, aprimorandos e alunos da graduação. No dia 01 de fevereiro de 2011 foram iniciadas as ações voltadas ao Segundo Desafio Mundial para a Segurança do Paciente Cirurgias Seguras Salvam Vidas. Terceiro desafio Enfrentando a Resistência Microbiana o CAISM graças às ações orientadas pela CCIH e a adesão das equipes médica, enfermagem, fisioterapia e demais equipes de suporte, tem o controle de bactérias multirresistentes como um de seus pontos fortes em termos de padrão de qualidade. Embora se tratando de um hospital de alta complexidade dentro da sua área de atuação, possui uma baixa incidência de infecção por bactéria multirresistente. Para que este cenário seja mantido é necessária à manutenção das ações voltadas ao uso racional de antibióticos e prevenção da transmissão cruzada de microrganismos. É necessária a manutenção das ações de educação continuada às equipes de saúde e o desenvolvimento desta cultura aos profissionais em formação. Implantação do Segundo Desafio Mundial para a Segurança do Paciente Cirurgias Seguras Salvam Vidas. Finalmente chegou o dia 01/02/2011, data marcada para a implantação no CAISM do check list de verificação para "Cirurgia Segura" preconizado pela OMS. Esta data foi escolhida porque 01/02 é o dia marcado para receber os novos médicos residentes no CAISM. Pensando em uma formação voltada para o mercado de trabalho, nada mais oportuno que agregar ao ensino a preocupação com a Segurança do Paciente. Várias foram às reuniões com as diferentes equipes para organizar esta ação preconizada pela OMS: "Cirurgias Seguras Salvam Vidas". Além do corpo clinico e equipe de enfermagem do Bloco operatório, médicos residentes e alunos do internato também receberam as orientações necessárias neste período. Principais mudanças com a implantação desta rotina: 1 - Aplicação do check list pela equipe de enfermagem do Centro Cirúrgico e Centro-obstétrico.

5 Existe um modelo de check list para o Centro Cirúrgico e um segundo modelo adaptado para o Centro Obstétrico intitulado Check list para Nascimento Seguro. 2 - Profilaxia cirúrgica: Todas as doses de antibiótico profilático passaram a ser dispensadas pelo Serviço de Farmácia a partir do Centro Cirúrgico e Centro obstétrico inclusive as doses adicionais quando indicado, bastando para isso a prescrição médica antes da cirurgia e no Pós Operatório Imediato de acordo com a padronização divulgada pela CCIH aos médicos residentes e corpo clínico. 3 - Pré Anestésico: passou a ser administrado ao cliente na sala de admissão do Centro Cirúrgico de acordo com a prescrição da equipe da anestesiologia. Estamos apenas no começo e para que esta iniciativa tenha êxito e efetivamente se transforme em uma melhoria na assistência prestada é necessária à participação e adesão de todas as equipes envolvidas cirurgiões, anestesiologistas e enfermagem. Contamos com a colaboração de todos...

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