Teorias e Modelos de Gestão Objetivo Apresentar a evolução das teorias e modelo de gestão a partir das dimensões econômicas, filosóficas, pol Iticas, sociológicas, antropológicas, psicológicas que se fazem presentes, e tornam a gestão uma atividade complexa. 2 1
Evolução Histórica 1516-1600 Empirismo e racionalismo 1760-1860 Divisão do Trabalho Bacon - Descartes James Watt Adam Smith 1890 1929 Administração Científica Taylor Ford Teoria Clássica Fayol Teoria Burocrática Weber 3 Evolução Histórica 1947 Teoria comportamental 1950 Herbert Simon McGregor Maslow Herzberg Teoria Neoclássica APO P. Drucker Teoria Estruturalista - James Thompson, Jean Viet Teoria dos Sistemas Abertos Bertalanffy. 1953 Teoria dos Sistemas Sóciotécnicos Emery- Trist- Latour Collon 1954 Toyotismo Taichi Ohno 1959 Ciência/ Capital - Schumpeter 4 2
Evolução Histórica 1962 - Desenvolvimento Organizacional 1970 - Aprendizagem Organizacional Warren Benis E. Schein Chris Argyris Peter Senge 1972 Teoria da Contingência Woodward Lawrence e Lobsch 1980 Administração Flexível - Tofler 1990 Novas Abordagens - Era da Informação Sec.XXI Orientação para Resultados Outsourcing 5 Evolução Força Física Executar trabalhos mecânicos Habilidades Físicas- Artesanal Saber Como Fazer Operar máquinas Delegação Chefia Inovar Reinventar Gerenciar mudanças e Inovação Gerir o Conhecimento 6 3
Taylorismo Principais Características do Taylorismo: Análise do Trabalho e estudo dos tempos e movimentos. Estudo da fadiga Divisão do trabalho e especialização do operário. Desenho de cargos especificação das tarefas Incentivos por produtividade, inclusive matriais. Condições de trabalho. Padronização aplicação de métodos científicos. Supervisão funcional Homem econômico Pagamento diferenciado. 7 Taylorismo Visão da empresa A empresa era vista como um sistema fechado, isto é, os indivíduos não recebem influências externas. O sistema fechado é mecânico, previsível e determinístico. Objetivo Acelerar o processo de produção. Produzir em menor tempo com qualidade. 8 4
Fayolismo- Anatomismo ou Escola Clássica "Em todas as classes de empresas, a capacidade essencial dos agentes inferiores é a capacidade profissional característica da empresa, e a capacidade essencial dos grandes chefes é a capacidade administrativa." (Fayol, p.28) Fayol relaciona as funções da empresa como: Técnicas referem-se a produção Comerciais compra e venda Financeiras Procura e gerenciamento de capital Seguraança Integridade dasinstalações equipamentos e pessoas. Contábeis Registros financeiros e de produtos, balanços e custos Administrativas integração de todas as funções pela direção. 9 Fayolismo "Minha doutrina administrativa tem por objetivo facilitar a gerência de empresas, sejam industriais, militares ou de qualquer índole. Seus princípios, suas regras e seus processos devem pois corresponder tanto às necessidades do exército, como às da indústria A Administração não é nem um previlégio nem uma carga pessoal do chefe ou dos diretores da empresa; é uma função que se reparte, como as outras funções especiais, entre a cabeça e os membros do corpo social Henry Fayol, Industrial and general administration, 1925 10 5
..."manter a iniciativa de todos, dentro dos limites impostos pelo respeito da autoridade e da disciplina" (Fayol, p.62). Fayolismo Elabora 14 princípios da escola clássica: Divisão do trabalho Autoridade e responsabilidade Disciplina Unidade de comando Unidades de direção Subordinação dos interesses pessoais Remuneração pessoal Centralização das orientações, diretrizes e normas. Cadeia Hierárquica Ordem Equidade Estabilidade Iniciativa dos empregados Espírito de equipe 11 Função administrativa oordena e sincroniza as demais funções. É distribuída dentro dos níveis hierárquicos. O ritmo da administração é assegurado pela direção, com o fim de conduzir a empresa. Desta forma, Fayol definiu as Funções da Administração. Prever: desenhar um programa de ação. O programa deve ter unidade, continuidade, flexibilidade e precisão. Organizar: construir a estrutura, material e social, da empresa. Comandar: dirigir o pessoal. Cada um dos diversos chefes tem os encargos e a responsabilidade de sua unidade. Coordenar: unir e harmonizar as atividades e esforços. Controlar: assegurar que tudo está em conformidade com o programa adotado, as ordens dadas e os princípios admitidos. 12 6
Críticas ao trabalho de Fayol Abordagem simplificada da organização formal: com princípios contraditórios e normativos. Ausência de trabalhos experimentais: "... Fayol fundamenta seus conceitos na observação e no senso comum. Seu método é empírico e concreto, baseado na experiência direta e no pragmatismo." (Chiavenato p.164) Extremo racionalismo na concepção da administração: como um conjunto de princípios universalmente aceitos, visando a eficiência máxima da organização. Abordagem incompleta da organização: pois não foram consideradas as organizações informais. Abordagem típica da teoria da máquina: a organização era considerada sobre o prisma do comportamento mecânico de uma máquina; o modelo administrativo corresponde a divisão mecânica do trabalho (parcelamento de tarefas) Abordagem da organização como um sistema fechado. 13 Fayolismo É verdade que as técnicas evoluem, as dimensões da empresa adquirem outro vulto e os métodos e objetivos são revistos. Todavia a obra de Fayol permanesce como contribuição inicial, cuja análise jamais poderá ser desprezada ( Sílvio Luiz de Oliveira Sociologia das organizações: Uma Análise do Homem e das Empresas no Ambiente Competitivo - 2002) Em toda classe de empresa, a capacidade essencial dos grandes chefes é uma capacidade administrativa 14 7
Taylor x Fayol A Teoria da Administração Científica estudava a empresa previlegiando as tarefas de produção enquanto a Teoria Clássica da Administração a estudava previlegiando a estrutura da organização. Ambas buscavam alcançar o objetivo de maior produtividade no trabalho e a eficiência das organizações. A consequência destas teorias foi uma redução no custo dos bens manufaturados ampliando o consumo. Fordismo 15 nenhum homem precise dar um passo Fordismo é um sistema produtivo baseado numa linha de montagem, tendo como objetivo a produção industrial elevada. Esse conjunto de princípios foi criado peloamericano Henry Ford em 1909. Sua meta principal era buscar o aumento da produção no menor espaço de tempo, utilizando o trabalhador que reproduzia mecanicamente a mesma ação durante todo o dia. A linha de montagem, criada por Henry Ford (1863-1947) na fabricação em massa de automóveis, seguiu a trilha aberta por Taylor. Essa atividade em cadeia elevou o grau de mecanização no trabalho, reduzindo ainda mais a iniciativa e a autonomia dos operários. 16 8
Fordismo Defendia os seguintes elementos de natureza organizativa: Produção em série larga escala e baixo custo. Verticalização empresarial Política de altos salários Adestramento operativo. Disciplina e ordem rigorosas. Repressão à ação sindical. Instituição dos padrões calcinistas. Uso avançado do marketing. Crédito ao consumidor. 17 Fordismo Cr;iticas Exigia vultosos investimentos. Desqualificação do trabalhador. Falta de visão do processo como um todo. Uma extensão de Taylor, portanto sujeito as mesmas críticas. O lucro como objetivo esquecendo-se das pessoas. 18 9
Fordismo O fordismo foi, portanto, o princípio de uma articulação entre o processo de produção e o consumo que levou a produção em massa, "alavanca da universalização do trabalho assalariado. Inovações ao cenário empresarial que anteciparam, ainda que para as linhas de montagem, conceitos encontrados posteriormente no Kanban do modelo japonês ou Just in Time como é conhecido no ocidente. 19 Fordismo Procura estabelecer as bases do atndimento as demandas da sociedade americana por um sistema que permita a produção de produtos de baixo custo e padronizados. Princípios: Intensificação menores ciclos de produção e maximização do giro. Economicidade Redução dos custos de estoque, operando com matérias-primas e componentes no momento exato da montagem. Produtividade- Aumento do volume produzido por trabalhador. 20 10