CONTABILIDADE GERAL E GERENCIAL



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Transcrição:

CONTABILIDADE GERAL E GERENCIAL AULA 06: ANÁLISE E CONTROLE ECONÔMICO- FINANCEIRO TÓPICO 01: ANÁLISE POR ÍNDICES Fonte (HTTP://WWW.FEJAL.BR/IMAGES/CURS OS/CIENCIASCONTABEIS.JPG) ANÁLISE POR INTERMÉDIO DE INDICADORES ECONÔMICOS E FINANCEIROS: Os indicadores financeiros mais comuns em análise são os índices de, ENDIVIDAMENTO E RENTABILIDADE. Através da aplicação de fórmulas, chega-se a determinados valores que precisam ser interpretados pelo analista. A figura abaixo retrata o tripé da análise financeira e demonstra que deve ser realizada de forma global e conjunta. Visam fornecer um indicador da capacidade da empresa em pagar suas dívidas, a partir da comparação entre os direitos realizáveis e as exigibilidades. Como medida isolada, quando o índice de liquidez for maior que 1 (um), é favorável para a empresa. De maneira geral, quanto maiores os índices de liquidez melhor para a empresa. Expressa o quociente entre as IMEDIATA disponibilidades (caixa, banco e aplicações financeiras de liquidez imediata) e o passivo circulante. É o índice menos utilizado pelos analistas. Revela a capacidade de pagamento no curtíssimo prazo. CORRENTE SECA GERAL dinheiro mais bens e direitos realizáveis no curto prazo, comparado com suas dívidas a serem pagas no mesmo período. É o índice mais utilizado pelos analistas. Revela a capacidade de pagamento no curto prazo. disponibilidades, aplicações financeiras e duplicatas a receber a curto prazo, para fazer face ao seu passivo circulante. É a análise da liquidez corrente sem os estoques. dinheiro, bens e direitos realizáveis a curto e a longo prazo, para fazer face às suas dívidas totais. É o único que envolve a análise no longo prazo. Não é muito utilizado devido ao seu horizonte de análise. Revela a

capacidade de pagamento no longo prazo. OLHANDO DE PERTO Deve haver cautela na análise dos índices de liquidez, pois é um índice de fácil manipulação podendo acarretar numa interpretação errônea da real situação financeira da empresa. LIMITAÇÕES DOS ÍNDICES DE : O ideal é trabalhar com valores atualizados dos ativos e passivos (e não a custo histórico); Os passivos são inquestionáveis quanto à sua exigibilidade enquanto a realização dos ativos precisa ser bem avaliada; Necessário saber se há compromissos vencidos,inclusive impostos atrasados; aplicações de alto risco; Prazos das duplicatas a receber, se há atrasos e as diferenças de prazos de vencimentos dos direitos e das dívidas; Poderá haver ausência ou constituição de provisões a menor. ÍNDICES DE ENDIVIDAMENTO Decorrem das decisões estratégicas da empresa, relacionadas a investimentos, financiamentos e distribuição de dividendos. As políticas operacionais e a capacidade de geração de lucro (rentabilidade) também afetam estes indicadores. Os índices deste grupo mostram as grandes linhas de decisões financeiras em termos de obtenção e aplicação dos recursos. Regra geral e de forma isolada: quanto maior, pior para a empresa. Participação do capital de ENDIVIDAMENTO GERAL (QUANTIDADE DE DÍVIDA) terceiros sobre os recursos totais. Revela o percentual de capital de terceiros e, por dedução, o percentual de capital próprio que está financiando os ativos da empresa. Um percentual acima de 50% é considerado alto para a realidade brasileira. PARTICIPAÇÃO DE CAPITAIS DE TERCEIROS Indica o percentual de capital de terceiros (PC + P ñ Circ) em relação ao capital próprio (Patrimônio Líquido - PL), é

um indicador de risco que retrata a dependência da empresa em relação aos recursos externos. Também conhecido por Grau de endividamento. É outra maneira de analisar a quantidade de dívida de uma empresa. COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO (QUALIDADE DA DÍVIDA) IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO IMOBILIZAÇÃO DOS RECURSOS NÃO CORRENTES Evidencia o percentual de dívidas a ser pago no curto prazo e, por dedução, o percentual de longo prazo. Dívidas de longo prazo geralmente são de boa qualidade. Esse índice mostra quanto dos investimentos, imobilizado e intangível da empresa são financiados pelo seu patrimônio líquido e, portanto, a maior ou menor dependência de aporte de recursos de terceiros para manutenção dos seus negócios. Quando esse percentual é menor do que 100%, denota a presença de Capital de Giro Próprio (CGP), que é a parcela do capital próprio que financia o ativo circulante. Indica o percentual de capital próprio (PL) e de capital de terceiros de longo prazo (P ñ Circ.) que está financiando os investimentos, imobilizado e intangível. Quando esse percentual é menor do que 100% denota a presença de Capital Circulante (Giro) Líquido. OLHANDO DE PERTO Pontos a serem observados na análise dos índices de endividamento: Os prazos de vencimento das dívidas de longo prazo, participação das dívidas

onerosas no PC, tipo e origem dos empréstimos (taxas de juros: mercado ou subsidiadas, origem: nacional ou moeda estrangeira) e as obrigações não registradas. Para uma melhor compreensão da dinâmica do endividamento de uma empresa, observe na figura abaixo o esquema para financiamento do capital de giro e capital fixo (imobilizado) que permitirá uma decisão mais racional na hora de obter financiamento. Observa-se na figura acima a importância da escolha adequada da fonte de financiamento visando ao não endividamento equivocado. ÍNDICES DE RENTABILIDADE Informam sobre a remuneração propiciada pelos recursos investidos na empresa durante certo período. Envolve a análise das margens de lucro e das taxas de retorno da empresa, ou seja, dos capitais investidos. Regra geral e de forma isolada: quanto maior, melhor para a empresa. ANÁLISE DAS MARGENS DE LUCRO MARGEM LUCRO BRUTO Indica o percentual BRUTA RECEITA LÍQUIDA MARGEM OPERACIONAL LUCRO OPERACIONAL* RECEITA LÍQUIDA *Já ajustado pelas remanescente da receita líquida após dedução dos custos Indica o percentual que restou da receita líquida após dedução das despesas despesas financeiras operacionais (excluída a (vide reclassificação) despesa financeira) MARGEM LÍQUIDA LUCRO RECEITA LÍQUIDA Indica o percentual da receita líquida que sobrou após deduzidas todas as despesas e computados as outras receitas e despesas, a provisão para o IR e participações. ANÁLISE DAS TAXAS DE RETORNO LUCRO OPERACIONAL ATIVO TOTAL

RETORNO DOS ATIVOS RETORNO DO PATRIMÔNIO LUCRO PATRIMÔNIO Medida que considera a rentabilidade pura das operações básicas da empresa (principal e acessória), não incluindo o efeito do endividamento, nem o tributário. Indica quanto a empresa gera de lucro para cada $ investido Identifica o grau de eficiência com que os ativos são usados para a realização das vendas. Custo máximo que a empresa deve assumir em relação as suas dívidas Mensura o retorno dos recursos aplicados por seus proprietários. Quanto a empresa obteve de lucro para cada $ de capital próprio investido. O retorno dos proprietários dependem das seguintes variáveis: formas de financiamentos dos ativos, retornos dos ativos e custo da dívida. Essa taxa pode ser comparada com outros rendimentos alternativos do mercado. Responsável: Profª Ruth Carvalho de Santana Pinho Universidade Federal do Ceará - Instituto UFC Virtual