Capítulo 3 Circuitos com Capacitância e Indutância

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Transcrição:

Capítulo 3 Circuitos com Capacitância e Indutância

Sumário Respostas: Livre e ao Degrau Funções Singulares Resposta às Funções Singulares Representação de Sinais como Soma de Funções Singulares O Teorema da Convolução Interpretação Gráfica da Convolução

Introdução No capítulo anterior, entrada e saída são proporcionais e a saída, em qualquer instante, depende somente da entrada naquele instante. Capacitância e indutância são elementos com memória e portanto a resposta num dado instante to dependerá de valores de entrada para t to. Circuitos com tais elementos são descritos por equações diferenciais (veremos aqui de primeira e segunda ordem). Consideraremos aqui, como entrada: o degrau unitário u(t), t u(t) e o pulso u(t) - u(t-δ).

3.1 Respostas: Livre e ao Degrau

Tensão nos terminais de um capacitor e corrente passando por uma indutância não podem se alterar instantaneamente. w(t) = Ce 2 (t)/2 (capacitor) ou Li 2 (t)/2 (indutor) A energia, w(t), se armazena ou se descarrega (de modo não instantâneo) p(t) = e(t) i(t) = dw/dt => e(t) no capacitor e i(t) no indutor não podem se alterar instantaneamente

Exemplo 3.1.1: e(0 - )=A e K fecha em t=0; determine e(t).

Como o circuito visto na figura é excitado pela energia armazenada na capacitância (e não por uma fonte externa), a resposta é denominada resposta livre ou comportamento natural. Para alguns circuitos, a resposta livre tem a forma Ke -t/t, onde T é chamado constante de tempo. T corresponde ao tempo para a resposta se reduzir a Ke-1, aproximadamente 37%. É também o tempo de uma reta partindo de t=0 e com declividade igual à tangente da curva e(t) em t=0 se reduziria a zero (ver figura, letra c).

Abaixo está o exemplo de um circuito com uma fonte externa; a corrente i(t), devido à existência de um degrau ou descontinuidade no gráfico de e(t), é frequentemente chamada de resposta ao degrau.

Fig. 3.1-4: em t<0, K está na posição inferior e e(t)=0. Em t=0, K sobe, determine e(t).

3.1 Funções Singulares

Degrau unitário

Rampa unitária

Impulso unitário

Doublet unitário

3.3 Resposta às Funções Singulares

A resposta de alguns circuitos ao degrau unitário já foi vista. Lembre-se que num capacitor: i = C de/dt w(t) = Ce 2 /2... e num indutor: e = L di/dt w(t) = Li 2 /2

Teorema (3.3-1) Se todas as tensões e correntes permanecem finitas, a tensão nos terminais de uma capacitância e a corrente passando por uma indutância não poderão alterar instantaneamente.

Teorema (3.3-2) Um impulso unitário de corrente entrando em uma capacitância altera sua tensão instantaneamente de 1/C V, enquanto que um impulso unitário de tensão, aplicado nos terminais de uma indutância, altera a corrente que passa por ela, instantaneamente, de 1/L A.

Teorema (3.3-3) A tensão nos terminais de uma capacitância e a corrente que passa em uma indutância devem sempre permanecer finitas (a energia armazenada deve ser finita). Um circuito que precisar violar este teorema para satisfazer as leis dos elementos, KVL e KCL é considerado insolúvel.

Resposta ao impulso: h(t) = y(t) quando x(t) = U 0 (t) Resposta ao degrau: r(t) = y(t) quando x(t) = U -1 (t) Tais respostas assumem que o circuito não contém energia armazenada anteriormente à aplicação da função singular.

Respostas ao degrau e ao impulso de vários circuitos simples.

Se x(t) e y(t) forem a entrada e a saída de um circuito linear SEM ENERGIA INICIALMENTE ARMAZENADA, pode-se mostrar que a resposta à nova entrada dx/dt será dy/dt. Se a resposta for derivada (ou integrada), assim também será a resposta: h t =d r t dt t h d

Determine e esboce as respostas ao degrau e ao impulso.

Os Teoremas de Thévenin, Norton e da Superposição são válidos e podem facilitar.

Na aplicação dos teoremas, qualquer energia inicialmente armazenada deve ser tratada como qualquer outra fonte independente de energia. Seja e 0 (0 - )=2V, determine e o (t).

Equivalente Thévenin e Norton de um capacitor carregado com e(0+):

Equivalente Thévenin e Norton de um indutor com uma corrente inicial i(o+):

3.4 Representação de Sinais como Soma de Funções Singulares

Exemplo: determine a resposta e(t) do circuito para o pulso retangular:

Nem toda forma de onda pode ser representada exatamente por um número finito de funções singulares. Duas possíveis aproximações são apresentadas abaixo:

3.5 O Teorema da Convolução

Representemos uma forma de onda pela aproximação vista. Ver deduções no quadro negro; aproximações por δ(t) e u(t).

Determine a resposta e(t) do circuito quando a entrada i(t) for: e -t U -1 (t), quando for o meio-ciclo de senóide de (b) e quando for a forma de onda de (c).

Sabemos que y(t)=x(t)*h(t) Se as respostas aos impulsos de N 1 e N 2 são h 1 (t) e h 2 (t), respectivamente. Então y(t)=z(t)*h 2 (t)=[x(t)*h 1 (t)]*h 2 (t) Logo y(t) = x(t) * h(t) com h(t)=h 1 (t)*h 2 (t)

3.6 A Interpretação Gráfica da Convolução

y t =x t h t = x h t

Se h(t) tem valores somente entre 0 e 2s, o valor atual da saída depende somente do valor presente e do passado limitado aos últimos dois segundos:

P3.5) A chave K se fecha em t=0 e o circuito não contém energia armazenada para t<0. Esboce i 1 (t) e e 0 (t) quando: (a) L=1H e R 1 =1Ω (b) L=2H e R 1 =2Ω (c) L=2H e R 1 =1Ω.