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1 Análise Setorial Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Fevereiro de 2015

2 Sumário 1. Perspectivas do Cenário Econômico em Balança Comercial de Fevereiro de Produtividade Física do Trabalho na Indústria de Transformação em Dezembro de BRASIL... 7 ESTADO DE SÃO PAULO Empregos e Salários nos Setores CNAE do Sindicato...11 SINDIBOR Setores CNAE nos Sindicatos Evolução da Ocupação Evolução Real dos Salários

3 1. Perspectivas do Cenário Econômico em 2015 Muitos desafios e incertezas já marcam o ano de 2015, tendo em vista uma clara deterioração dos principais indicadores econômicos. Assim, acreditamos em um desempenho bastante fraco da economia brasileira, com a manutenção do baixo dinamismo da atividade industrial, elevação gradual da taxa de desemprego e acentuada desaceleração do consumo das famílias. As medidas de ajuste econômico apresentadas recentemente pelo Governo, com o intuito de reequilibrar as contas públicas (contenção de gastos e elevação de receitas tributárias) e realinhar os chamados preços administrados (destaque para a energia elétrica) exercerão impactos contracionistas sobre a atividade no curto prazo. Ademais, o ciclo de aperto monetário, com aumento das taxas domésticas de juros, o enfraquecimento do mercado de trabalho, a recuperação ainda lenta do comércio mundial e a queda generalizada dos índices de confiança de empresários e consumidores também compõem um cenário bastante adverso para a atividade doméstica ao longo do ano. Com base nos dados da Sondagem da Indústria da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice de confiança do empresariado industrial (ICI-FGV) recuou 15,7% entre fevereiro de 2014 e igual mês deste ano, atingindo níveis próximos aos registrados no começo de 2009, no auge da crise internacional. Já a confiança do setor de serviços (ICS-FGV) acumulou perda de 19,1% no mesmo período, chegando em fevereiro de 2015 ao menor patamar da série histórica, iniciada em junho de Outro indicador que merece destaque é a confiança do consumidor (ICC-FGV), que exibiu expressiva contração de 11,2% entre dezembro e fevereiro, já descontadas as influências da sazonalidade, alcançando também a menor marca da série com início em setembro de Em síntese, a economia brasileira sofre com uma perda disseminada de confiança entre os empresários e consumidores, o que aponta para um comportamento muito ruim dos investimentos e do consumo privado. A moderação do mercado de trabalho é outro fator a concorrer para um ritmo mais modesto do crescimento do consumo. De acordo com o CAGED Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o saldo de empregos formais gerados no Brasil em janeiro de 2015 foi negativo em 81,8 mil postos, o pior resultado da série histórica para o primeiro mês do ano. No mesmo sentido, os dados da Pesquisa Mensal de Emprego - PME do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram um aumento da taxa de desemprego brasileira de 4,8% em janeiro de 2014 para 5,3% em janeiro 3

4 do ano corrente. Em linha com o baixo dinamismo da atividade econômica, a taxa de desocupação continuará se elevando, enquanto que os rendimentos reais tendem a apresentar menor expansão. Além da piora das variáveis econômicas, relacionada ao arrefecimento do consumo, à fraqueza da atividade industrial e à retração dos investimentos, alguns riscos relevantes como de racionamento de água e energia elétrica, o desenrolar das investigações de corrupção na Petrobrás e o ambiente político repleto de incertezas reforçam o nosso prognóstico de que o ano de 2015 será muito difícil para a economia brasileira. 4

5 2. Balança Comercial de Fevereiro de 2015 Em fevereiro de 2015, a balança comercial brasileira apresentou um déficit comercial de US$ 2,8bilhões de dólares, um aumento de 33,6% em relação aos US$ 2,1 bilhões de déficit em fevereiro de 2014.As exportações atingiram US$ 12,1 bilhões, ao passo que as importações chegaram a US$ 14,9 bilhões. A corrente de comércio (soma de exportações e importações) ficou na ordem de US$ 27,0 bilhões. No acumulado do ano, as exportações somaram US$ 25,8 bilhões, 19,3% abaixo do observado no mesmo período de 2014 (US$ 32,0 bilhões). Por sua vez, de janeiro a fevereiro de 2015, as importações atingiram US$ 31,8 bilhões, queda de16,6% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, US$ 38,2 bilhões. O saldo comercial no acumulado do ano é um déficit de US$ 6,0bilhões, enquanto,de janeiro a fevereiro de 2014, o saldo comercial foi um déficit de US$ 6,2 bilhões. Analisando as exportações do acumulado de janeiro a fevereiro de 2015 por fator agregado (básicos, semimanufaturados e manufaturados), temos queda das exportações de básicos (-17,0%) e manufaturados(- 13,1%), enquanto semimanufaturados apresentaram aumento de 0,8%. Dos produtos básicos que tiveram quedadas exportações, podemos destacar soja em grão, minério de ferro, carne bovina, carne de frango e farelo de soja. Por outro lado, trigo em grão, algodão em bruto, minério de cobre, café em grão, fumo em folhas, milho em grão e petróleo em bruto foram os produtos básicos com maior aumento das exportações em 2015 em relação a igual período de Quanto aos produtos semimanufaturados, os principais aumentos das exportações em 2015 foram óleo de soja em bruto, semimanufaturados de ferro/aço, catodos de cobre, ouro em forma semimanufaturada, ferro fundido, alumínio em bruto e celulose. No que se refere aos manufaturados, dos quatro setores que mais exportaram em 2015, três apresentaram queda em relação ao mesmo período de 2014: alimentos (-26,5%);veículos automotores (-25,4%) e químicos (-22,6%). A exceção foi o setor de metalurgia, que apresentou um aumento de 4,6% das exportações no período. As Tabelas abaixo mostram as exportações acumuladas de janeiro a fevereiro de 2014 e

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7 3. Produtividade Física do Trabalho na Indústria de Transformação em Dezembro de BRASIL 1 O indicador de produtividade é elaborado mensalmente pelo Depecon/Fiesp a partir dos dados das pesquisas PIM-PF e PIMES do IBGE.Um relatório mais completo fica disponível no site: 7

8 Queda da produção maior que queda das horas pagas levaram a queda da produtividade em 2014 No ano de 2014, a produção industrial apresentou queda de 4,3%, enquanto o número de horas pagas apresentou queda de 3,9% nesta comparação. Como a queda da produção foi maior que do número de horas pagas, a produtividade caiu 0,3% no ano.apesar da queda da produtividade, a folha de pagamento real por trabalhador apresentou crescimento de 2,1% no ano de

9 Queda da produtividade e aumento da folha de pagamento real por trabalhador levam a diferencial negativo em 2014 ESTADO DE SÃO PAULO No Estado de São Paulo, a produtividade da Indústria de Transformação apresentou queda de 1,1%, em 2014, decorrente de uma queda de 6,2% da produção física e de uma queda de 5,1% nas horas pagas no ano. Com queda de produção física maior que a queda de horas pagas, produtividade cai 1,1% em 2014 Apesar da queda da produtividade, a folha de pagamento real por trabalhador apresentou crescimento de 2,6% no ano de 2014 no Estado de São Paulo. 9

10 Queda da produtividade e aumento da folha de pagamento real por trabalhador levam a diferencial negativo em

11 4. Empregos e Salários nos Setores CNAE do Sindicato Os dados a seguir visam a apresentar um panorama geral sobre os setores incluídos no sindicato patronal quanto ao emprego e a remuneração média no Estado de São Paulo. A partir da informação dos setores CNAE representados pelo sindicato, levantamos dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) contidos na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) para os setores contidos no sindicato dentro do Estado de São Paulo. SINDIBOR - SINDICATO DA INDÚSTRIA DE ARTEFATOS DE BORRACHA NO ESTADO DE SÃO PAULO 4.1. Setores CNAE nos Sindicatos O SINDIBOR inclui os seguintes setores CNAE 2.0: : Reforma de pneumáticos usados : Fabricação de artefatos de borracha não especificados anteriormente 4.2. Evolução da Ocupação Segundo dados da RAIS e do CAGED do Ministério do Trabalho para o Estado de São Paulo, entre 2006 e 2014, o emprego formal nos setores do sindicato 2 caiu5,9%, enquanto a Indústria de Transformação cresceu 14,9% no período. Com isso, os setores do sindicato, que eram responsáveis, em 2006, por 1,6% do total de pessoal ocupado na Indústria de Transformação Paulista, reduziram sua participação para 1,3% em Pessoal Ocupado * Var absoluta Var. % INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO ,9% PAULISTA Setores SINDIBOR ,9% Fonte: RAIS e CAGED / MTE *Valores estimados a partir do CAGED / MTE Em janeiro de 2015, enquanto a Indústria de Transformação apresentou aumento de 0,5%, os setores do sindicato apresentaram aumento de 0,3% no emprego formal. 2 Os dados levam em conta os setores CNAE 2.0 do sindicato no Estado de São Paulo, não representando necessariamente as empresas associadas ao sindicato. 11

12 Em termos de saldo de empregos gerados no ano, os setores do sindicato apresentaram um saldo positivo de 114 vagas em janeiro de 2015, saldo inferior ao apresentado em 2013 e 2014 neste mesmo mês. Saldo de Empregos Formais Acumulado no Ano (Janeiro) INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO PAULISTA Setores SINDIBOR Fonte: CAGED/MTE (série ajustada - incorpora as informações entregues fora prazo) 4.3. Evolução Real dos Salários Entre 2006 e 2014, a remuneração mensal médiados setores do sindicato no estado acumulou um aumento real de 13,7%, deflacionado pelo INPC, considerando a variação do acordo coletivo do sindicato para Remuneração Mensal Média em R$ de 2014* ** Var. % Setores SINDIBOR ,7% Fonte: RAIS/MTE e IBGE * Valores deflacionados pelo INPC do IBGE ** Valor de 2014 estimado a partir do acordo coletivo. Pelo acordo coletivo, o aumento salarial em 2014 foi de 7,0%. 12

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