Indicadores de Desempenho Julho de 2014

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1 Alguns fatores contribuiram para acentuar a desaceleração da produção industrial, processo que teve início a partir de junho de 2013 como pode ser observado no gráfico nº 1. A Copa do Mundo contribuiu para a redução do número de dias trabalhados em junho na indústria, o que afetou negativamente a produção industrial; por sua vez, o evento também ajudou a manter elevado o nível de estoques da maioria dos setores da indústria de transformação, uma vez que houve redução das vendas no varejo; e, a crescente incerteza dos empresários quanto a política econômica em 2015 em virtude da indefinição do quadro eleitoral na disputa para a presidência da república, foram os grandes responsáveis para uma maior desaceleração da produção industrial. O ICEI da CNI, gráfico nº 2, vem apresentando, mês a mês, tendência acentuada de queda em função da crescente perda de competitividade da indústria brasileira, principalmente em um mundo onde a ainda débil recuperação da economia global tem acirrado a competição nos principais mercados. Do ponto de vista doméstico, além da indefinição do quadro eleitoral, a economia brasileira vem perdendo dinamismo ao tempo em que os custos das empresas continuam aumentando. Ademais, as oscilações da taxa de câmbio e a desaceleração das economias como a chinesa e Argentina, que tem um peso importante nas nossas exportações, tem prejudicado a retomada da indústria e da economia brasileira. Julho de 2014 PANORAMA CONJUNTURAL FIEA Copa e Incerteza acentuam a desaceleração da produção industrial Informativo da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas 1

2 Inflação continua desacelerando Como pode ser visto no gráfico nº 3 abaixo, a inflação mensal corrente, medida pelo IPCA, continua desacelerando e os dois itens com peso importante neste índice, que são não duráveis e serviços, apresentaram deflação em julho. Como colocado no Panorama de maio, a maioria do mercado continua apostando em resultados negativos para o PIB brasileiro nos dois primeiros trimestres de 2014 e a expectativa para o crescimento do PIB em 2014 tem gradualmente ficado abaixo de 1%. Isto coloca a possibilidade, em função deste cenário para o PIB, que o comportamento do IPCA no segundo semestre de 2014 será diferente do observado em igual período em 2013, com uma tendência de menor crescimento mensal do nível geral de preços, contexto este desafiado pela ainda alta indexação da economia brasileira. Assim, o grande dilema do BC continua ser sustentar juros muito elevados, para levar a inflação para o centro da meta, em uma economia em queda livre em razão dos níveis baixos de confiança dos empresários e consumidores quanto ao futuro da economia, principalmente em um momento de disputa acirrada na corrida presidencial entre candidatos com programas de governos bastante distintos do ponto de vista da gestão da política macroeconômica. Esta não é tarefa fácil. Nos quinze anos de vigência do Regime de Metas de Inflação no Brasil, o IPCA, com exceção dos anos de 2006, 2007 e 2009 nos quais a inflação ficou abaixo do centro da meta de 4,5%aa, esteve acima dos 5%aa em seis anos, ultrapassou o teto em cinco anos e ficou no teto em um. Uma importante explicação para este comportamento da inflação está na ainda elevada indexação da economia. Desindexar a economia brasileira é um grande desafio a ser enfrentado a partir de 2015, principalmente em uma economia com frágil ritmo de crescimento, seja pelo atual governo ou por um de oposição. 2

3 A produção Industrial Brasileira em junho de 2014 O desempenho da indústria brasileira em junho de 2014 apresentou na margem, no levantamento com ajuste sazonal, variação negativa de 1,4%. Na comparação com o mesmo mês em 2013 a indústria registrou queda de -6,9%. Na avaliação do IEDI, `o efeito Copa` foi importante e exacerbou a queda da indústria, porém esta foi também motivada por estoques acumulados e menor confiança de empresários e de consumidores. Aliás, esses são os fatores que prevalecem como explicação da evolução desfavorável (já não tão recente) da indústria brasileira ao lado, evidentemente, das dificuldades de competir nos mercados doméstico e internacionais de bens manufaturados. Acrescente a isto as maiores dificuldades que a Argentina atravessa, nosso principal destino de exportação de diversos produtos industriais. Ainda, segundo o IEDI, a utilização média da capacidade instalada de junho de 2014, com ajuste sazonal, medida pela FGV sofreu uma queda considerável, chegando a 83,5%, o nível mais baixo desde o final de O indicador da FGV dessazonalizado também registrou uma queda entre maio de 2014 (84,1%) e junho (83,3%). Tal redução se deu em três categorias de uso, exceto bens de consumo que ficaram com o uso da capacidade instalada estável em 82,5% em junho e maio de Dentre os setores, no mesmo período verificou-se a retração em praticamente todos, exceto produtos alimentares e materiais elétricos e de comunicações. 3

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5 Indicadores Conjunturais da Economia Brasileira 5

6 6

7 Autorizada a reprodução desde que citada a fonte. Publicação mensal da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas - FIEA Federação das Indústrias do Estado de Alagoas - FIEA Presidente José Carlos Lyra de Andrade 1º Vice-presidente (supervisão) José da Silva Nogueira Filho Unidade Técnica UNITEC/FIEA Coordenador Helvio Vilas Boas Elaboração Núcleo de Pesquisas do IEL/AL Coordenadora Eliana Sá Informações Técnicas Reynaldo Rubem Ferreira Júnior l Luciana Santa Rita l Diagramação Unidade Corporativa de Relações com o Mercado - UCRM Coordenação de Publicidade Endereço: Av. Fernandes Lima, Farol Ed. Casa da Indústria Napoleão Barbosa 6º andar - CEP:

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