Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados

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1 Análise Setorial Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Dezembro de 2014

2 Sumário 1. Perspectivas do Cenário Econômico em Balança Comercial no Ano de Produtividade Física do Trabalho na Indústria de Transformação em Novembro de BRASIL... 6 ESTADO DE SÃO PAULO Empregos e Salários nos Setores CNAE do Sindicato...10 SINDIBOR Setores CNAE nos Sindicatos Evolução da Ocupação Evolução Real dos Salários

3 1. Perspectivas do Cenário Econômico em 2015 Muitos desafios e incertezas marcarão o ano de 2015, e a nossa expectativa atual aponta para um crescimento bastante modesto da economia brasileira. Em 2014, o PIB deve ter ficado praticamente estável, com expressivas quedas da indústria de transformação e dos investimentos. Alguns ajustes na esfera econômica já começaram a ser implementados pela nova equipe do Ministério da Fazenda, com destaque ao reequilíbrio das contas públicas e ao realinhamento dos chamados preços administrados, tais como energia elétrica e transporte urbano. Os efeitos dessas medidas tendem a ser contracionistas sobre a atividade no curto prazo, ainda mais no cenário de elevação das taxas domésticas de juros, arrefecimento do consumo privado e fraqueza do comércio mundial, que inibem qualquer prognóstico de retomada consistente dos investimentos e da produção industrial nos meses à frente. Ademais, a continuidade do baixo dinamismo da economia brasileira em 2015 refletirá em uma piora adicional do mercado de trabalho. No ano passado, o fechamento de 128,5 mil postos na indústria de São Paulo, o equivalente a uma perda de 4,9% no nível de emprego, ilustrou de forma categórica a situação frágil pela qual passa a nossa economia, sobretudo a indústria de transformação. A propósito, o resultado de 2014 foi o pior desde o início da série histórica da pesquisa (em 2006), superando inclusive o desempenho de 2009, auge da crise financeira mundial, quando o setor manufatureiro registrou recuo de 4,5% no seu nível de emprego. Como não acreditamos em uma recuperação da indústria e na reversão da tendência de desaceleração do setor de serviços este ano, projetamos uma gradual elevação da taxa de desemprego, assim como um menor crescimento dos salários reais. Ainda, as maiores restrições de acesso ao crédito, níveis deprimidos da confiança do empresariado, riscos crescentes de racionamento de energia e água, investigações de corrupção na Petrobrás, dentre outros fatores já mencionados, justificam a nossa avaliação de que o ano de 2015 será muito desafiador para a economia brasileira. Esperamos alta de apenas 0,5% do PIB total no ano, enquanto que para o PIB da indústria de transformação e os investimentos projetamos contrações respectivas de 1,1% e 1,5%, e reconhecendo que os riscos são baixistas para essas previsões. 3

4 2. Balança Comercial no Ano de 2014 Em dezembro de 2014, a balança comercial brasileira apresentou superávit comercial de US$ 293,0 milhões de dólares, uma queda de 88,9% em relação aos US$ 2,6 bilhões de superávit em dezembro de As exportações atingiram US$ 17,5 bilhões, ao passo que as importações chegaram a US$ 17,2 bilhões. A corrente de comércio (soma de exportações e importações) ficou na ordem de US$ 34,7 bilhões. No acumulado do ano, as exportações somaram US$ 225,1 bilhões, 7,0% abaixo do observado em 2013 (US$ 242,0 bilhões). Por sua vez, no ano de 2014, as importações atingiram US$ 229,1 bilhões, queda também de 4,5% em relação ao registrado em 2013, US$ 239,7 bilhões. O saldo comercial no acumulado do ano é um déficit de US$ 4,0 bilhões, enquanto, em 2013, o saldo comercial foi um superávit de US$ 2,3 bilhões. Analisando as exportações de 2014 por fator agregado (básicos, semimanufaturados e manufaturados), temos queda das exportações em todos os fatores em relação ao mesmo período de 2013: básicos caíram 3,1%; semimanufaturados caíram 4,8% e manufaturados caíram 13,7%. Dos produtos básicos que tiveram queda das exportações, podemos destacar minério de ferro, milho em grãos e fumo em folhas. Por outro lado, petróleo em bruto e café em grãos foram os produtos básicos com maior aumento das exportações em 2014 em relação a Quanto aos produtos semimanufaturados, as principais quedas das exportações em 2014 foram açúcar de cana em bruto e ouro em formas semimanufaturadas. Por outro lado, produtos semimanufaturados de ferro ou aço e couro e peles foram os produtos semimanufaturados com maior aumento das exportações em No que se refere aos manufaturados, dos quatro setores que mais exportaram em 2014, três apresentaram queda em relação a 2013: alimentos (-4,1%); veículos automotores (-27,8%) e químicos (-2,5%). A exceção foi o setor de metalurgia, que apresentou um aumento de 8,8% das exportações no período. As Tabelas abaixo mostram as exportações acumuladas em 2013 e

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6 3. Produtividade Física do Trabalho na Indústria de Transformação em Novembro de BRASIL 1 O indicador de produtividade é elaborado mensalmente pelo Depecon/Fiesp a partir dos dados das pesquisas PIM-PF e PIMES do IBGE. Um relatório mais completo fica disponível no site: 6

7 Trajetória de desaceleração com resultado negativo no mês de novembro de Na variação acumulada em 12 meses, a produção industrial apresentou queda de 4,1% no mês de Novembro, enquanto o número de horas pagas apresentou queda de 3,7% nesta comparação. Como a queda da produção foi maior que do número de horas pagas, a produtividade caiu 0,4%, o primeiro resultado negativo desde dezembro de Apesar da queda da produtividade, a folha de pagamento real por trabalhador apresentou crescimento de 2,0% no acumulado em 12 meses até Novembro. Este já é o sétimo mês seguindo em que o aumento da folha de pagamento real por trabalhador em reais foi maior que a variação da produtividade nesta comparação. 7

8 Desde março de 2011, o aumento da folha de pagamento real por trabalhador em reais só não foi superior ao aumento da produtividade durante seis meses (de novembro de 2013 a abril de 2014). ESTADO DE SÃO PAULO No Estado de São Paulo, a produtividade da Indústria de Transformação apresentou queda de 1,0%, no acumulado em 12 meses terminados em Novembro, o que representa uma queda maior do que da produtividade na indústria brasileira, que caiu 0,4% neste mesmo período. Trajetória de desaceleração com resultado negativo já no segundo mês seguido. No Estado de São Paulo, a folha de pagamento real por trabalhador em Reais continua apresentado aumento enquanto a produtividade está caindo. No acumulado nos últimos 12 meses, a produtividade do 8

9 trabalho da Indústria de Transformação paulista apresentou queda de 1,0% enquanto o a folha de pagamento real por trabalhador em Reais apresentou aumento de 2,6. Desde maio de 2011, o aumento da folha de pagamento real por trabalhador em reais só não foi superior ao aumento da produtividade durante cinco meses (de novembro de 2013 a março de 2014). 9

10 4. Empregos e Salários nos Setores CNAE do Sindicato Os dados a seguir visam a apresentar um panorama geral sobre os setores incluídos no sindicato patronal quanto ao emprego e a remuneração média no Estado de São Paulo. A partir da informação dos setores CNAE representados pelo sindicato, levantamos dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) contidos na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) para os setores contidos no sindicato dentro do Estado de São Paulo. SINDIBOR - SINDICATO DA INDÚSTRIA DE ARTEFATOS DE BORRACHA NO ESTADO DE SÃO PAULO 4.1. Setores CNAE nos Sindicatos O SINDIBOR inclui os seguintes setores CNAE 2.0: : Reforma de pneumáticos usados : Fabricação de artefatos de borracha não especificados anteriormente 4.2. Evolução da Ocupação Segundo dados da RAIS e do CAGED do Ministério do Trabalho para o Estado de São Paulo, entre 2006 e 2014, o emprego formal nos setores do sindicato 2 caiu 5,9%, enquanto a Indústria de Transformação cresceu 14,9% no período. Com isso, os setores do sindicato, que eram responsáveis, em 2006, por 1,6% do total de pessoal ocupado na Indústria de Transformação Paulista, reduziram sua participação para 1,3% em Pessoal Ocupado * Var absoluta Var. % INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO ,9% PAULISTA Setores SINDIBOR ,9% Fonte: RAIS e CAGED / MTE *Valores estimados a partir do CAGED / MTE De 2013 para 2014, enquanto a Indústria de Transformação apresentou queda de 4,0%, os setores do sindicato apresentaram queda de 6,3% no emprego formal. 2 Os dados levam em conta os setores CNAE 2.0 do sindicato no Estado de São Paulo, não representando necessariamente as empresas associadas ao sindicato. 10

11 Em termos de saldo de empregos gerados no ano, os setores do sindicato apresentaram um saldo negativo de vagas. Este é o pior resultado desde 2007, início da série. Por sua vez, a Indústria de Transformação acumulou um saldo negativo de em 2014, também o pior resultado da série. Saldo de Empregos Formais Acumulado no Ano (Janeiro a Dezembro) INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO PAULISTA Setores SINDIBOR Fonte: CAGED/MTE (série ajustada - incorpora as informações entregues fora prazo) 4.3. Evolução Real dos Salários Entre 2006 e 2014, a remuneração mensal média dos setores do sindicato no estado acumulou um aumento real de 13,7%, deflacionado pelo INPC, considerando a variação do acordo coletivo do sindicato para Remuneração Mensal Média em R$ de 2014* ** Var. % Setores SINDIBOR ,7% Fonte: RAIS/MTE e IBGE * Valores deflacionados pelo INPC do IBGE ** Valor de 2014 estimado a partir do acordo coletivo. Pelo acordo coletivo, o aumento salarial em 2013 foi de 7,0%. 11

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