Fase 2 (setembro 2012) Sondagem: Expectativas Econômicas do Transportador Rodoviário

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2 Sondagem: Expectativas Econômicas do Transportador Rodoviário

3 Apresentação A sondagem Expectativas Econômicas do Transportador Rodoviário 2012 Fase 2 apresenta a visão do empresário do transporte rodoviário para o segundo semestre de O levantamento demonstra a percepção do transportador em relação ao cenário econômico, considerando os acontecimentos do primeiro semestre do ano. São reavaliados temas como taxa de juros, crescimento do PIB e investimentos. O documento é um importante instrumento de análise quanto ao atual cenário e às expectativas econômicas. Com este trabalho, a CNT, mais uma vez, cumpre o relevante trabalho de elaborar avaliações, estudos e pesquisas voltados a apoiar o desenvolvimento do setor de transporte no Brasil. Senador Clésio Andrade Presidente da CNT

4 ÍNDICE Dados técnicos...05 Metodologia...05 Produto Interno Bruto...06 Inflação Carga Tributária do Setor...08 Juros...09 Crise Econômica Internacional Investimentos...11 Atividade de Transporte...13 Custo dos Insumos Investimentos do Setor...17 Aquisição de Veículos Conclusão...21 Anexo...23

5 DADOS TÉCNICOS Sondagem: Expectativas Econômicas do Transportador Rodoviário para Fase 2. Público alvo: Abrangência: Método de coleta: Empresas de transporte de cargas, passageiros urbanos ou passageiros rodoviários. Nacional. Coleta de dados via internet. Período de coleta: 09 a 31 de agosto de Metodologia A Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador Rodoviário Fase 2 foi realizada pela Confederação Nacional do Transporte com empresas do Transporte Rodoviário de Cargas e de Passageiros durante o período de 09 a 31 de agosto de A coleta de dados foi feita mediante aplicação de formulário eletrônico encaminhado aos dirigentes das empresas. Os objetivos foram reavaliar a percepção e mensurar a evolução das expectativas dos transportadores rodoviários sobre temas econômicos na comparação com a primeira fase da sondagem realizada em março de 2012.

6 Produto Interno Bruto Transportadores revelam-se pessimistas quanto ao desempenho econômico brasileiro O reduzido desempenho da economia brasileira, mesmo após diversos pacotes de incentivo do Governo Federal, afeta negativamente a expectativa do transportador rodoviário quanto à taxa de crescimento do PIB. Na sondagem de expectativas realizada no início de 2012, apenas 8,7% dos transportadores acreditavam na desaceleração da economia. No atual levantamento, 51,1% dos participantes esperam uma redução da taxa de crescimento do PIB para o presente ano. Essa expectativa é influenciada pela atual redução no ritmo de crescimento da economia do país e do mundo e também condiz com as previsões de diferentes setores do mercado, que, cada vez mais, apontam para a diminuição na taxa de crescimento do PIB para 2012 em relação ao ano anterior. Em 2011, o país cresceu 2,7%. Atualmente o mercado projeta um crescimento de 1,6% para Relatório FOCUS/BACEN de Expectativa de crescimento do PIB ,1% 45,7% ,2% 37,7% 2 1 8,7% 13,3% 8,0% 3,3% 6

7 Inflação Metade dos entrevistados acredita que a taxa de inflação aumentará Para 5 dos transportadores, a taxa de inflação aumentará em Esse resultado é mais pessimista quando comparado com a sondagem anterior, em que 38,4% dos entrevistados acreditavam que a taxa de inflação se elevaria. Juntamente com a expectativa de redução no crescimento do PIB, a expectativa de elevação da inflação demonstra que os transportadores estão pessimistas quanto ao futuro da economia do país. Um cenário de baixo dinamismo econômico e elevação no nível geral de preços pode acarretar redução de receitas e aumento de custos para diversos setores da economia, inclusive para o setor de transporte. Em relação ao impacto da taxa de inflação na atividade de transporte, a atual sondagem confirmou o resultado da pesquisa anterior. Em ambas, pouco mais de 50% dos entrevistados afirmam que a inflação tem um impacto moderado sobre a atividade. Expectativa para a taxa de inflação ,9% 38,9% 38,4% ,9% 8,9% 3,8% 2,2% Impacto da taxa de inflação na atividade de transporte ,8% 41,1% 52,2% 50,2% ,3% 4,4% 1,7% 2,2% Elevado Moderado Baixo Não sabe 7

8 Carga Tributária do Setor Transportadores estão mais otimistas no que se refere à carga tributária Dos participantes desta sondagem, 46,7% acreditam no aumento da carga tributária no setor. Porém, o percentual somado de transportadores que esperam a manutenção ou redução da carga tributária é de 52,2%. No conjunto, houve uma mudança de expectativa em relação a essa variável, já que na sondagem anterior, a maior parte (51,2%) acreditava no aumento da carga tributária. Essa mudança de expectativa é influenciada pelas medidas do governo em 2012 que reduziram a carga tributária. Por exemplo, as alíquotas da CIDE- Combustíveis para gasolina e diesel, que iniciaram o ano em R$ 0,091 / litro e R$ 0,047 / litro, respectivamente, foram reduzidas a zero em junho de Em maio, o IPI para carros e comerciais leves foi reduzido de 7% para zero 2 e de 4% para 1%, respectivamente. Para a grande maioria (87,8%) dos transportadores, a carga tributária tem elevado impacto sobre a atividade de transporte. O resultado é condizente com a sondagem anterior, em que 87,2% dos entrevistados afirmavam o mesmo. 2. Veículos de até cilindradas. Expectativa para a carga tributária ,1% 43,3% 51,2% 46,7% ,9% 5,9% 2,8% 1,1% Impacto da carga tributária sobre a atividade de transporte 87,2% 87,8% 10,7% 11,1% 1,4% 0,7% 1,1% Elevado Moderado Baixo Não sabe 8

9 JUROS Maioria dos transportadores acredita na manutenção da taxa de juros Para 44,4% dos entrevistados, a taxa de juros se manterá em Esse resultado representa uma alteração de expectativas em relação à sondagem anterior, quando a maioria (34,9%) acreditava na elevação da taxa de juros. Esse ajuste nas expectativas foi influenciado pela redução da taxa básica de juros (SELIC) e pelo repasse dessa queda às taxas de juros cobradas pelo sistema bancário. A SELIC iniciou o ano em 11% a.a. e atualmente está em 7,5% a.a. 3. Já a taxa de juros média para aquisição de veículos automotores, que era de 31,48% a.a. em janeiro de 2012, passou para 28,45% em setembro deste ano 4. A redução da taxa de juros beneficia de várias formas o transportador. O custo de financiamento de veículos se reduz, assim como diminui o custo com capital de giro e empréstimos para ampliação de instalações. Os recursos financeiros que sobram com essa economia podem ser direcionados para outros fins, como investimento em sistemas de controle e gerenciamento ou treinamento de pessoal. Para 54,4% dos entrevistados, a taxa de juros tem um elevado impacto sobre a atividade de transporte rodoviário. 3. Reunião do COPOM de Fonte: BACEN. Média das taxas de juros para financiamento de veículos automotores para pessoa física cobradas pelo sistema bancário. Expectativa para a taxa de juros ,4% ,5% 33,3% 29,8% 34,9% ,8% 64,7% Impacto da taxa de juros na atividade de transporte 54,4% 25,3% 35,6% 8,7% 8,9% 1,4% Elevado Moderado Baixo Não sabe 2,2% 1,1% 9

10 CRISE ECONÔMICA INTERNACIONAL Transportadores esperam que a crise internacional tenha um impacto moderado no Brasil O fraco desempenho econômico de outros países em virtude da crise internacional ainda afeta a economia nacional de várias formas, como redução das exportações brasileiras e do fluxo de capitais estrangeiros para o Brasil. Isso se refletiu na mudança de expectativas dos transportadores, que se tornaram mais pessimistas quanto às consequências da crise. Atualmente, o percentual de entrevistados que acredita que a crise internacional afetará o Brasil subiu de 84,4% para 91,1% em comparação com a sondagem de expectativas realizada no início de Além disso, 87,9% dos transportadores esperam que a crise tenha um impacto alto ou moderado sobre a economia nacional, um número superior quando comparado com o levantamento anterior (77,0%). A crise econômica internacional afetará o Brasil? ,4% 91,1% 12,1% 6,7% 3,5% Sim Não Não sabe Expectativa de impacto da crise internacional 2,2% ,0% 66,8% ,7% 15,9% 10,2% 6,1% 6,1% 3,3% Alto Moderado Baixo Não sabe 10

11 INVESTIMENTOS Transportadores estão mais pessimistas com o nível de investimento no país Com exceção do investimento privado em infraestrutura rodoviária, os transportadores esperam a manutenção do nível de investimento do país. Contudo, esse resultado é mais pessimista que o encontrado na primeira sondagem para 2012, quando a maioria esperava uma elevação do nível de investimentos. Na sondagem anterior, 45,3% dos entrevistados acreditavam numa elevação do investimento total em Agora, a maior parte dos transportadores (42,2%) acredita na manutenção do nível de investimento total. Esse padrão também foi observado em relação ao investimento público geral e ao investimento público em rodovias: a maior parte dos transportadores acredita na manutenção desse tipo de investimento. No levantamento realizado no primeiro semestre de 2012, a maioria acreditava numa elevação. De fato, os dados de investimento público em infraestrutura rodoviária, de janeiro a agosto deste ano, mostram uma redução de 22,5% quando comparados com igual período do ano anterior. Durante os oito primeiros meses de 2011, foram investidos R$ 6,07 bilhões. Para igual período em 2012, foram investidos R$ 4,70 bilhões. Isso demonstra que as expectativas dos transportadores são influenciadas pelo ritmo do investimento público em rodovias no país. Em relação às condições das rodovias, para 43,3% dos transportadores haverá manutenção da qualidade. Apesar disso, os entrevistados estão mais pessimistas que na sondagem anterior, quando a maioria (38,8%) acreditava numa melhoria das condições das estradas. Esse resultado pode ser influenciado pela expectativa pessimista em relação ao investimento no país. Expectativa para investimento total no país ,2% 39,1% 45,3% 3 25,6% 29,8% 27,8% ,4% 5,2% 4,4% 11

12 5 4 Expectativa para investimento público em infraestrutura geral 33,6% 43,3% 46,7% 32,2% ,9% 22,2% 29,8% 1 3,8% 2,2% Expectativa para investimento público em infraestrutura rodoviária ,1% 42,2% 40,1% ,3% 23,3% 31,1% 1 3,5% 3,3% Expectativa para investimento privado em infraestrutura rodoviária ,9% 37,4% 46,7% 42,2% ,7% 14,4% 6,2% 4,4% Expectativa para condições das rodovias ,3% 43,3% 38,8% 3 24,9% 28,9% 26,7% 2 1 1,0% 1,1% 12

13 ATIVIDADE DE TRANSPORTE Transportadores estão pessimistas em relação à sua atividade A maior parte dos transportadores acredita na redução das principais variáveis que definem o ritmo de sua atividade: receita bruta (41,1%), número de viagens (44,4%) e volume de carga ou número de passageiros transportados (38,9%). Em relação a esses quesitos, houve uma mudança significativa em relação ao primeiro semestre de 2012, quando mais de 50% dos entrevistados acreditavam numa elevação dessas variáveis. Quando perguntados sobre a expectativa para contratação formal de empregos, 46,7% acreditam na manutenção do ritmo de contratação. Mesmo assim, é um resultado mais pessimista que o da sondagem anterior, quando a maioria (42,6%) esperava aumento no número de funcionários contratados. Isso demonstra que o setor de transporte rodoviário sentiu os efeitos da crise. Dado que o ritmo de crescimento da economia diminuiu, a produção e o consumo de mercadorias também se reduzem. Portanto, a demanda por serviços de transporte é negativamente afetada. Para se ajustar à expectativa de queda de receita, os transportadores esperam contratar menos. Expectativa para receita bruta ,8% ,1% 33,3% 28,4% 24,4% 11,8% 2,1% 1,1% Expectativa para o número de viagens realizadas pelos veículos da empresa ,8% ,4% 3 27,0% 24,4% 2 14,5% 1 0,7% 1,1% 13

14 Expectativa para o volume de carga ou nº de passageiros transportados ,0% ,9% 31,1% 26,6% 27,8% ,8% 5,5% 2,2% Expectativa para a contratação formal de empregos ,6% 31,1% 38,8% 46,7% 42,6% 21,1% 21,1% 1,1%

15 CUSTO DOS INSUMOS Mais transportadores esperam aumento de preços dos principais insumos Na primeira Sondagem de Expectativas de 2012, a maior parte dos transportadores acreditava na elevação de preço dos principais insumos. Atualmente, a proporção de entrevistados que acredita nisso se elevou. Para 84,4%, o preço do diesel aumentará, contra 60,2% da sondagem anterior. Em relação aos lubrificantes, 85,6% acredita na elevação do preço (anteriormente, esse percentual era de 68,5%). Agora, 77,8% esperam aumento no preço de pneus, contra 73,4% do levantamento anterior. A expectativa de elevação de preços dos principais insumos inibe planos de investimentos futuros e afeta negativamente a contratação futura de mão-de-obra. Caso essa expectativa de aumento de custos se confirme, pode ocorrer repasse aos preços das mercadorias transportadas, dado que o transporte de cargas é uma atividade meio. Em relação ao transporte de passageiros, caso ocorra repasse ao preço das passagens, o consumidor final será diretamente afetado. Expectativa para o preço de diesel ,2% 84,4% ,2% 14,4% 6,2% 1,4% 1,1% Expectativa para o preço de lubrificante ,5% 85,6% ,6% 13,3% 5,9% 1,0% 1,1% 15

16 Expectativa para o preço de pneus ,4% 77,8% ,1% 20,1% 5,9% 0,7% 1,1%

17 INVESTIMENTOS DO SETOR Transportador espera manter o nível de investimento da atividade Assim como na sondagem anterior, os transportadores esperam manter o nível de investimento em sua atividade. Para 61,1% dos entrevistados, a expectativa é de manutenção do tamanho da frota. Contudo, esse resultado revela um certo pessimismo com relação à sondagem anterior, quando 44,6% esperavam aumentar o tamanho da frota. Cerca de 64% dos entrevistados têm a expectativa de manter também a abrangência geográfica de seu negócio. Em relação às instalações físicas, pouco mais de 75% esperam mantê-las. Expectativa do tamanho da frota ,1% ,6% 44,6% ,8% 9,7% 1,0% 1,1% Expectativa de ampliação da abrangência geográfica ,3% 64,4% ,1% 17,8% 14,4% 4,8% 1,7% 3,3% 17

18 Expectativa de ampliação das instalações físicas ,9% 75,6% ,2% 11,1% 11,1% 4,2% 1,7% 2,2%

19 AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS A maior parte dos entrevistados não adquiriu veículos em 2012 e não espera fazê-lo no restante do ano. Pouco mais de 65% dos transportadores participantes desta sondagem não adquiriram veículos em Dentre os que compraram, a maioria (quase 40%) utilizou a linha de financiamento do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES. A segunda modalidade de financiamento mais utilizada foi o Leasing (28,6%), incluindo o FINAME Leasing do BNDES. Quando perguntados se esperam adquirir algum veículo no restante do ano, mais da metade (55,6%) respondeu negativamente. Esse resultado reflete uma mudança de expectativas dos transportadores, já que na 1ª fase da sondagem, a maioria (66,8%) pretendia adquirir um veículo. Dentre os que ainda esperam comprar neste ano, quase 50% pretende fazê-lo via PSI/BNDES, conforme a 2ª fase da sondagem. Dado que os transportadores esperam um maior impacto da crise internacional no país, refletindo-se numa expectativa mais pessimista em relação ao crescimento do PIB, há um impacto negativo na receita bruta esperada. Isso afeta os investimentos futuros dos transportadores (abrangência geográfica e instalações físicas) e a expectativa do ritmo de atividade do transporte (volume de carga transportada, número de viagens, etc.). Com isso, os transportadores não planejam adquirir veículos ao longo do ano. Adquiriu veículos no último semestre? (fase 2) ,2% ,6% 1 2,2% Sim Não Não sabe 19

20 Qual forma de pagamento foi utilizada para adquirir o veículo? (fase 2) 45,0% 39,3% 4 35,0% 3 28,6% 25,0% 2 15,0% 10,7% 1 7,1% 7,1% 5,0% 3,6% 3,6% 3,6% À vista Leasing (incluindo Finame Leasing) PSI (BNDES) PROCAMINHONEIRO (BNDES) Outras formas de financiamento Finame BNDES Financiamento CDC Não sabe Pretende adquirir novos veículos? ,8% 32,2% 20,4% 55,6% 12,8% Sim Não Não sabe 12,2% Como pretende adquirir o veículo? (fase 2) 60,00% 50,00% 48,3% 40,00% 30,00% 20,00% 10,00% 0,00% 20,7% Leasing (incluindo Finame Leasing) PSI (BNDES) PROCAMINHONEIRO (BNDES) 10,3% 6,9% Consórcio Outras formas de financiamento 3,4% 3,4% 3,4% 3,4% Juros mais baratos possíveis Parte à vista e parte financiada Não sabe 20

21 CONCLUSÃO Expectativas Econômicas do Transportador Rodoviário 2012 Fase 2 A sondagem de Expectativas Econômicas do Transportador Rodoviário para 2012 chega a sua segunda fase. Com os novos resultados, é possível traçar um comparativo em relação à primeira fase da pesquisa, realizada entre janeiro e março deste ano. O otimismo verificado em alguns temas, como a expectativa de redução da carga tributária, é contrastado com uma expectativa negativa em relação a outras variáveis, como o ritmo de crescimento da economia. A maior parte dos entrevistados (91,1%) acredita que a atual crise internacional, marcada pelo menor crescimento econômico de países desenvolvidos, terá um impacto negativo sobre a economia brasileira. Além disso, mais transportadores acreditam que esse impacto será maior, quando comparado com a primeira sondagem. Devido à conjuntura internacional e aos entraves da economia nacional, o ritmo de crescimento brasileiro está diminuindo. Isso influencia as expectativas dos transportadores, já que mais da metade (51,1%) espera uma redução da taxa de crescimento do PIB em Esse resultado é bem mais pessimista que o encontrado na primeira fase da sondagem, quando apenas 8,7% esperavam isso. Para estimular a economia, o governo vem adotando uma série de medidas, como a redução de impostos e da taxa de juros. Isso se reflete na mudança de expectativas dos entrevistados, que estão mais otimistas quanto ao comportamento futuro dessas duas variáveis. Na comparação entre as duas fases da sondagem, diminuiu o número de entrevistados que acredita na elevação da carga tributária (de 51,2% para 46,7%) e da taxa de juros (de 34,9% para 2). Apesar das medidas positivas adotadas pelo governo, o nível de investimento público em infraestrutura rodoviária vem diminuindo, na comparação entre 2012 e Além disso, a redução no ritmo de crescimento da economia pode influenciar negativamente os investimentos privados em rodovias. Isso explica as expectativas mais pessimistas que os transportadores apresentaram em relação aos diversos tipos de investimento, na comparação com a sondagem anterior. Sobre o desempenho da atividade de transporte, os entrevistados se mostraram mais pessimistas em relação à primeira fase da pesquisa. Agora, a maioria espera redução da receita bruta (41,1%), do número de viagens realizadas (44,4%) e do volume de carga ou do número de passageiros transportados (38,9%). Na sondagem anterior, a maior parte dos transportadores esperava a elevação dessas variáveis. 46,7% dos entrevistados esperam manter o nível de contratação formal de emprego. Na sondagem anterior, maioria (42,6%) tinha expectativa de aumentar a contratação. 21

22 Apesar de uma expectativa mais negativa em relação à receita bruta, a maior parte dos transportadores acredita na manutenção dos níveis de investimentos no setor tamanho da frota (61,1%), abrangência geográfica da atividade (64,4%) e tamanho das instalações físicas (75,6%). Esse resultado é semelhante ao encontrado na pesquisa anterior, embora tenha se reduzido o percentual de entrevistados que esperam elevar essas três categorias de investimentos. A expectativa de menor dinamismo da economia e do setor de transporte repercutiu no planejamento futuro de aquisição de veículos. Anteriormente, a maioria esperava comprar veículos (66,8%), o que não foi verificado na atual sondagem, em que a maior parte dos entrevistados não planeja adquirir (55,6%). Para aqueles que ainda pretendem comprar, a maioria (48,3%) espera utilizar o financiamento do PSI (BNDES), que conta com taxas de juros mais atrativas e condições facilitadas. A segunda fase da sondagem de Expectativas Econômicas do Transportador Rodoviário para 2012 refletiu a mudança da conjuntura econômica nacional e internacional ao longo do primeiro semestre. Frente a um cenário mais adverso, a maioria dos transportadores espera redução do ritmo de crescimento da economia, o que repercute numa expectativa mais negativa em relação à receita bruta. Embora os entrevistados esperem a redução de investimentos em infraestrutura no país, a maioria manterá seus planos de investimentos no setor de transporte (tamanho da frota, abrangência geográfica da atividade e tamanho das instalações físicas). Essa postura é benéfica para o país, podendo trazer efeitos positivos para outros setores. 22

23 ANEXO

24 Temas Macroeconômicos questionário Questão 1. Na sua opinião, considerando o desempenho do primeiro semestre do ano, como será o comportamento dos seguintes temas em 2012: Taxa de crescimento do PIB brasileiro (2,7% em 2011) Inflação (6,5% em 2011) Carga Tributária Taxa de juros Questão 2. A crise econômica internacional poderá atingir a economia brasileira? Sim Não Não sabe Questão 2.1. E qual será o impacto da crise internacional na economia brasileira? Alto Moderado Baixo Não sabe 24

25 Investimento questionário Questão 3. Considerando os investimentos já realizados neste ano, qual a sua expectativa para o volume de recursos destinados a: Investimento total no país Investimento público em infraestrutura geral Investimento público em infraestrutura rodoviária Investimento privado em infraestrutura rodoviária Questão 4. Em relação à condição das rodovias, qual a sua expectativa para 2012? Piorar Manter-se Melhorar Não sabe Atividade da Empresa Questão 5. Com relação à sua atividade, considerando o atual cenário econômico do país, qual é a expectativa para os seguintes tópicos em 2012? Receita bruta Nº de viagens realizadas por seus veículos Volume de carga ou número de passageiros transportados Contratação formal de empregados 25

26 Questão 6. Considerando a evolução dos preços no primeiro semestre do ano, qual a sua expectativa para o preço dos seguintes insumos no segundo semestre de 2012? questionário Diesel Lubrificantes Pneus Questão 7. Qual o impacto atual dos seguintes itens para a sua empresa? Elevado Moderado Baixo Não sabe Carga tributária Inflação Taxa de juros Questão 8. Considerando o atual cenário econômico brasileiro, qual a sua expectativa em relação à estrutura de sua empresa para 2012? Tamanho da frota Abrangência geográfica da prestação de serviços Instalações físicas Questão 9. Sua empresa realizou aquisição de veículos no primeiro semestre de 2012? Sim Não Não sabe 26

27 Questão 9.1. Qual a modalidade de pagamento foi utilizada para a aquisição dos veículos? questionário À vista Leasing (incluindo Finame Leasing) PSI (BNDES) Procaminhoneiro (BNDES) Consórcio Outras formas de financiamento Não sabe Questão 10. Sua empresa pretende fazer aquisição de veículos no segundo semestre de 2012? Sim Não Não sabe Questão 11. Considerando a possibilidade de aquisição de veículos no segundo semestre, qual a modalidade prioritária de pagamento que pretende utilizar? À vista Leasing (incluindo Finame Leasing) PSI (BNDES) Procaminhoneiro (BNDES) Consórcio Outras formas de financiamento Não sabe 27

28

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