11º FÓRUM DE ECONOMIA DA FGV. Qual o Ajustamento Macroeconômico Necessário? As questões dos salários.

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1 11º FÓRUM DE ECONOMIA DA FGV Qual o Ajustamento Macroeconômico Necessário? As questões dos salários.

2 Resultados das negociações coletivas gradativamente superaram o INPC e têm aumento real aproximado de 1,5% 100,0 90,0 80,0 70,0 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0 0,0 Acima do INPC- IBGE ,9 39,1 43,5 35,1 51,5 43,2 25,8 18,8 54,9 71,7 86,3 87,7 76,6 79,5 87,7 86,9 93,9 86,0 92,8 Igual ao INPC- IBGE 3,9 15,5 19,8 14,6 15,2 19,6 27,7 23,0 26,1 16,3 10,7 8,3 11,8 11,8 7,8 7,1 4,7 7,6 4,5 Abaixo do INPC- IBGE 44,2 45,3 36,7 50,3 33,3 37,2 46,5 58,2 19,0 12,0 3,1 4,1 11,6 8,7 4,5 6,0 1,4 6,4 2,8 Aumento Real Médio 0,30 0,36 0,24-0,45 0,30-0,01-0,72-2,08 0,61 0,78 1,52 1,22 0,86 0,90 1,65 1,34 1,90 1,22 1, ,00 8,00 6,00 4,00 2,00 0,00-2,00-4,00-6,00-8,00-10,00 Fonte: DIEESE. SAS-DIEESE Sistema de Acompanhamento de Salários

3 Resultado das negociações na indústria é semelhante ao do conjunto do mercado de trabalho Distribuição dos reajustes salariais e valor do aumento real médio na Indústria, em comparação com o INPC-IBGE Brasil, Fonte: DIEESE. SAS-DIEESE Sistema de Acompanhamento de Salários Obs.: Dados referentes aos reajustes salariais de 156 unidades de negociação

4 Em comparação com outros setores, os salários dos admitidos na indústria (e nos Serviços Industriais de Utilidade Pública) sofrem a maior queda Salário do Trabalhador AdmiNdo em Relação ao Desligado Setores da Economia - Rais, em %, anos selecionados Setores (1) ExtraNva mineral 0,85 0,88 0,92 0,89 0,91 0,79 0,75 Indústria de transformação 0,81 0,79 0,88 0,83 0,90 0,89 0,88 Serv. Ind. UNlidade Pública 0,70 0,68 0,78 0,76 0,82 0,71 0,85 Construção Civil 0,91 0,90 0,94 0,92 0,94 0,93 0,93 Comércio 0,87 0,83 0,90 0,90 0,94 0,94 0,94 Serviços 0,86 0,83 0,91 0,89 0,94 0,93 0,93 Administração Pública 0,82 0,93 0,87 0,98 0,92 1,01 0,91 Agrop., extr. vegetal, caça e pesca 0,86 0,95 0,92 0,93 0,95 0,95 0,95 Total 0,85 0,84 0,91 0,89 0,93 0,93 0,92 Fonte: MTE. Rais e Caged Elaboração: DIEESE Nota: (1) Até julho

5 Salários dos admitidos em relação aos dos desligados na Indústria de Transformação apresentam significativas variações segundo as atividades Salário do Trabalhador Admitido em Relação ao Desligado Setores da Indústria de Transformação - RAIS, em %, anos selecionados Setores Atividades Transformação (3) Indústria de calçados 0,85 0,87 0,92 0,92 0,96 0,95 0,95 Ind. têxtil, vestuário e artefatos de tecidos 0,86 0,82 0,89 0,91 0,93 0,93 0,93 Ind. alimentícios, bebidas e álcool etílico 0,86 0,83 0,90 0,87 0,93 0,91 0,92 Indústria da madeira e do mobiliário 0,87 0,88 0,91 0,90 0,94 0,93 0,92 Indústria produtos minerais não metálicos 0,85 0,85 0,85 0,86 0,92 0,93 0,92 Indústrias B.F. C. P. S. D.(1) 0,77 0,82 0,90 0,85 0,89 0,89 0,88 Indústria. metalúrgica 0,76 0,81 0,87 0,81 0,86 0,87 0,86 Indústria mecânica 0,80 0,78 0,84 0,80 0,88 0,86 0,86 Ind. de papel, papelão, editorial e gráfica 0,84 0,70 0,82 0,81 0,85 0,84 0,86 Ind. do mat. elétrico e de comunicações 0,80 0,66 0,80 0,77 0,87 0,82 0,85 Indústrias Q. F. V. P. (2) 0,80 0,72 0,81 0,80 0,89 0,89 0,85 Indústria de material de transporte 0,68 0,70 0,72 0,67 0,86 0,84 0,79 Indústria de transformação 0,81 0,79 0,88 0,83 0,90 0,89 0,88 Fonte: MTE.Rais e Caged Elaboração: DIEESE Nota: (1) Indústria da borracha, fumo, couros, peles, similares, indústrias diversas (2) Indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários e perfumaria (3) Até julho

6 Taxa de rotatividade alta e crescente na indústria 140,0% Evolução da taxa de rotatividade global por setor de atividade econômica Brasil, 2000 a ,0% 100,0% 80,0% 60,0% 40,0% Extra4va Mineral Indústria de Transformação Construção Civil Comércio Serviços Administração Pública Agricultura 20,0% 0,0% Fonte: MTE. Rais. Elaboração: DIEESE

7 Rotatividade crescente na Indústria de Transformação Evolução das taxas de rotatividade global e descontada Brasil, 2000 a % 55,2% 54% 51% 48% 45% 43,1% 42% 39% 37,4% 36% 33% 32,9% 30% Global Descontada Fonte: MTE. Rais. Elaboração: DIEESE

8 Produtividade crescente na indústria de transformação e na geral 150 Evolução do índice de produtividade física 1 segundo segmento da indústria ,8 127, Indústria Geral Indústria Extra4va Indústria de Transformação Fonte: IBGE. Pimes Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário Nota: (1) Expressa a relação entre a produção física e as horas pagas na produção

9 Uma pequena variação no pós-crise do CUT na indústria de transformação e geral Evolução do índice do Custo Unitário do Trabalho (CUT) 1 segundo segmentos da indústria 200 Brasil, (2001=100) , ,2 105, Indústria Geral Indústria Extra4va Indústria de Transformação Fonte: IBGE. PImes Elaboração: DIEESE Nota: (1) O Custo Unitário do Trabalho expressa a relação entre a variação da folha de pagamento real e a produtividade do trabalho Obs.: Dados com ajuste sazonal. Folha real deflacionada pelo IPCA. IBGE

10 Pequena elevação no gasto de pessoal em relação ao Valor da Transformação Industrial (VTI) Gasto Pessoal em % do VTI Ano Custos e despesas - gastos de pessoal - salários, renradas e outras remunerações % do VTI Industria Total Extra4va Transformação ,7 15,6 20, ,4 14,9 20, ,9 13,0 20, ,8 11,7 21, ,4 13,3 21, ,0 14,3 22, ,1 11,7 21, ,2 16,2 24, ,7 10,6 23, ,0 9,8 24, ,3 12,0 25,5 Fonte: IBGE Pesquisa Industrial Anual Obs.: Empresas com 1 ou mais pessoas ocupadas

11 Estrutura do custo em %: gasto com pessoal mantém-se, insumos caem e mercadorias para revenda têm elevação Estrutura de custos e despesas de itens selecionados Brasil (Em %) Indústria Transformação Itens de custo das empresas Gastos de pessoal 19,3 11,5 12,3 13,1 14,4 14,2 Consumo de matérias - primas, materiais auxiliares e componentes 42,1 41,4 46,7 48,5 45,4 43,1 Custo das mercadorias adquiridas para revenda 4,7 3,8 3,8 4,3 5,9 8,0 Compras de energia elétrica e consumo de combus^veis 2,1 2,1 2,5 2,6 2,7 2,5 Consumo de peças, acessórios e pequenas ferramentas 1,3 1,0 1,2 1,3 1,2 1,0 Serviços industriais prestados por terceiros e de manutenção 2,5 2,7 2,8 3,3 3,4 3,0 Aluguéis e arrendamentos 0,6 0,6 0,6 0,5 0,7 0,7 Despesas com arrendamento mercannl 0,3 0,2 0,2 0,3 0,4 0,8 Impostos e taxas 0,4 0,6 0,6 0,8 0,6 0,5 Depreciação 12,0 20,9 12,2 9,7 9,3 10,3 Despesas com vendas, inclusive comissões 2,2 2,7 2,6 Água e esgoto 0,1 0,1 0,1 Demais custos e despesas operacionais 13,4 14,2 15,7 14,8 12,2 11,8 Despesas não - operacionais 1,4 0,9 1,3 0,8 1,1 1,4 Fonte: IBGE. PIA - Pesquisa Industrial Anual

12 Emprego na indústria - desafio de continuar crescendo ÍNDICE DE PESSOAL EMPREGADO NA INDÚSTRIA Brasil (média de 1994 = 100) 105, , , ,6 100,0 100, ,9 87, ,6 97,3 97,6 98,1 96, ,8 95,3 95, ,4 93, ,1 91, ,8 90,1 90, ,2 89, ,1 87, ,0 85,7 85, ,7 84, ,2 82, ,2 81,1 80, , ,3 77,8 78,4 79,1 78,8 78, ,3 75, , ,6 2014* 98,1 70,0 * Dado acumulado em 12 meses até maio Fonte: IPEADATA

13 Evidencia-se desaceleração da criação de emprego América Latina e Caribe (10 países): Taxa de ocupação e taxa de desemprego 1º trimestre de 2008 a 1º trimestre de 201 (Variação interanual em pontos percentuais) Fonte: Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), sobre base de dados oficiais Elaboração: Cepal

14 A região exibe níveis muito baixos de produtividade PIB por ocupado, por região (Em dólares constantes de 2000) Dólares constantes de Dólares constantes de OECD* (eje izq.) América del Norte (eje izq.) América Latina y Caribe (eje der.) Asia Oriental** (eje der.) África Subsahariana (eje der.) Mundo (eje der.) Fuente: Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), Observatório de Igualdade de Gênero da América Latina e Caribe, sobre a base de dados oficiais Elaboração: Cepal

15 Heterogeneidade elevada nas empresas de menor porte Produtividade relativa dos diferentes agentes em relação às grandes empresas (Em porcentagem) Fonte: Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) Elaboração: Cepal

16 A estrutura produtiva não mudou; é heterogênea e desigual América Latina (18 países): indicadores de heterogeneidade estrutural, por volta de 2009 America Latina (18 países): PIB por ocupado por volta de 2009 (em milhões de dólares) Fonte: Cepal, com base em R. Infante, América Latina en el umbral del desarrollo. Un ejercicio de convergencia productiva, Working Paper, N o 14, Santiago, Chile, Junio 2011, no publicado Elaboração: Cepal

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