Relatório Econômico Mensal Agosto 2011

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1 Relatório Econômico Mensal Agosto 2011

2 Tópicos Economia Americana: Confiança em baixa Pág.3 EUA X Japão Pág. 4 Mercados Emergentes: China segue apertando as condições monetárias Pág.5 Economia Brasileira: Copom: de elevação para queda - Pág.6 PIB Pág.7 Mercados: Bolsas, Renda Fixa e Moedas Págs. 8,9,10 Índices Pág.11 2

3 Confiança em baixa Na Economia Americana, os indicadores de confiança dos consumidores caíram em agosto. O Gráfico ao lado mostra o índice de confiança do consumidor do Conference Board. Apesar dos dados econômicos divulgados em agosto estarem em linha com o esperado, os dados relativos a confiança mais fracos aumentam o temor de que a economia sofra uma nova recessão. Conforme vimos em relatórios anteriores a velocidade de crescimento da economia sofreu forte redução. Com isso a probabilidade de uma nova recessão aumentou. Dada esta dinâmica negativa o Banco Central americano sinalizou juros baixos até meados de Não descartamos a adoção de medidas monetárias adicionais nas próximas semanas já que a taxa de desemprego continua em 9,1% portanto acima do que a autoridade monetária considera normal no seu mandato. 3

4 EUA x Japão Depois da crise de 2008, sempre que a economia americana desacelera bruscamente e as taxas de juros dos títulos mais longos despencam surgem comparações com o caso da Economia Japonesa e sua estagnação que já dura décadas. Existem sim semelhanças no comportamento dos juros já que em ambos os casos os BC s tiveram que recorrer a ZIRP (Política monetária de juros de curto-prazo zero), mas existem diferenças importantes que nos levam a crer que a Economia Americana apresentará um dinamismo maior. A situação demográfica dos EUA é muito mais favorável do que no caso do Japão. As respostas de política econômica tem sido mais fortes e mais rapidamente implementadas nos EUA do que foram no Japão e, mais importante, as expectativas de inflação dos consumidores continuam positivas (Gráfico ao lado) e portanto não indicam que a mentalidade deflacionária está se instalando como aconteceu no Japão. 4

5 China segue apertando as condições monetárias Conforme temos ressaltado, nos países emergentes os problemas são bastante diferentes (e mais administráveis) do que nos países desenvolvidos. A inflação segue mais alta neste conjunto de países e já começamos a ver divergências nas respostas dos governos. No caso da China, diferente do Brasil (Ver próximos slides), o Banco Central continua preocupado com a inflação indicando que não acredita que por si só, a desaceleração global será capaz de frear a inflação. Com isso o BC segue buscando desacelerar a economia. Em Agosto o BC Chinês aumentou a base sobre a qual incide as reservas compulsórias drenando liquidez da economia. O Gráfico ao lado mostra os aumentos de juros e compulsórios aplicados até agora. 5

6 Copom: De Elevação para Queda Apenas 41 dias depois de elevar a Selic em 0,25%, o Comitê de Política Monetária ( Copom ) deliberou, em uma decisão polêmica e surpreendente, reduzir a Selic em 0,50% para 12% a.a.. É a primeira vez que ocorre uma mudança de direção na política monetária entre duas reuniões. A decisão pegou todos de surpresa e foi bastante criticada por jornalistas, economistas e investidores. Segundo a maioria das críticas, o BC estaria tomando uma decisão arriscada, algo que um Banco Central não deveria fazer, apostando em um cenário de deterioração da economia global ainda não contemplado pela maioria dos analistas do setor privado. Além disso, essa decisão estaria sendo tomada em um contexto de inflação corrente e projetada acima da meta, algo incompatível com o objetivo prioritário de um Banco Central operando sob um regime de metas de inflação. Dias antes da reunião do Copom, o Governo havia anunciado uma intenção de perseguir uma política fiscal mais responsável e mais apertada de modo a abrir espaço para uma redução na taxa de juros. Nada de concreto foi anunciado, apenas que a meta de superávit primário seria integralmente cumprida neste ano e que o governo não gastaria uma receita extra de R$10 bilhões. 6

7 PIB O PIB da economia brasileira referente ao segundo trimestre de 2011 registrou crescimento trimestral de 0,8% (já levando em conta os ajustes sazonais), o que anualizado dá um crescimento de 3,1%. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o crescimento também foi de 3,1%. Ou seja, houve conforme o esperado, uma desaceleração do ritmo de crescimento da economia doméstica. Contudo, o setor de serviços continua mostrando dinamismo e sendo o principal driver de crescimento com destaques para serviços de informação, intermediação financeira e seguros e comércio. PIB - % contra o trimestre imediatamente anterior anualizado (com ajuste sazonal) PIB - % contra o trimestre imediatamente anterior anualizado (com ajuste sazonal) 14.00% 12.00% 10.00% 8.00% 6.00% 4.00% 2.00% 0.00% -2.00% -4.00% 12.3% 9.1% 4.1% 2.9% 3.2% 0.9% -0.2% -0.3% -2.9% Agropecuária - total Indústria - total Serviços - total 4Q2010 1Q2011 2Q % 25.00% 20.00% 15.00% 10.00% 5.00% 0.00% -5.00% % % 9.2% 5.0% 2.8% 3.1% 2.7% 3.9% 3.8% 5.1% 7.1% 4.2% 1.4% PIB a preços de mercado Despesa de consumo das famílias -0.9% Despesa de consumo da administração pública Formação bruta de capital fixo 4Q2010 1Q2011 2Q % 9.6% -11.7% Exportação de bens e serviços 11.4% -5.4% 26.6% Importação de bens e serviços (-) 7

8 Bolsas 5,00% Índices Variação em Agosto Variação em ,00% S&P500 FTSE100 CAC DAX Nikkei Hang-Seng Bovespa -5,00% -10,00% -15,00% -20,00% -25,00% Agosto foi um mês de Stress nos mercados acionários mundiais. Os mercados continuam preocupados com o risco de uma ruptura na zona do Euro e uma nova recessão nos EUA. Destaque negativo para a Bolsa Alemã (DAX) que teve queda de 19,19%. A Bolsa americana teve queda de 5,68%. O índice da Bovespa teve queda de 3,96%. 8

9 Renda Fixa O Aumento da aversão ao risco se refletiu no mercado de renda-fixa com forte elevação dos spreads de crédito de empresas de pior classificação de risco (high yield). Ao mesmo tempo os títulos de 10 anos do Tesouro tiveram queda significativa na taxa de rendimento implícita até o vencimento por conta da busca por segurança e pelo comprometimento do BC americano com a manutenção de taxas baixas até meados de

10 Moedas Em agosto, o Dólar americano subiu 0,30% com relação a cesta DXY. O Euro caiu 0,20%. Franco Suíço de depreciou em 2,61% refletindo maior disposição do BC Suíço em combater a apreciação da moeda que tem se beneficiado do fluxo de migração para qualidade. Com o aumento da aversão ao risco o Real Brasileiro se depreciou em 2,54%. 10

11 Índices Variação em Agosto Variação em 2011 Valor em 31/Agosto Commodities Petróleo wti -7,20% 4,73% 95,70 Ouro 12,15% 28,50% 1825,72 Moedas (em rel ao US$) Euro -0,20% 7,36% 1,44 Libra -1,07% 4,09% 1,63 Yen 0,13% 5,82% 76,66 Real -2,54% 4,51% 1,59 Índices S&P500-5,68% 2,75% 1292,28 FTSE100-7,23% -1,44% 5815,19 CAC -11,29% -14,40% 3256,76 DAX -19,19% -16,33% 5784,85 Nikkei -8,93% -12,45% 8955,20 Hang-Seng -8,49% -10,86% 20534,85 Bovespa -3,96% -18,48% 56495,12 11

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