Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Insper Instituto de Ensino e Pesquisa"

Transcrição

1 Insper Instituto de Ensino e Pesquisa Faculdade de Economia e Administração Stefano Zanella O EQUITY RISK PREMIUM BRASILEIRO São Paulo 2012

2 Stefano Zanella O EQUITY RISK PREMIUM BRASILEIRO Monografia apresentada ao curso de Ciências Econômicas, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa. Orientador: Prof. Dr. Ricardo José de Almeida Insper São Paulo 2012

3 Zanella, Stefano O Equity Risk Premium Brasileiro / Stefano Zanella São Paulo: Insper, f. Orientador: Prof. Dr. Ricardo José de Almeida Insper Monografia: Faculdade de Economia e Administração. Insper Instituto de Ensino e Pesquisa.

4 Stefano Zanella O Equity Risk Premium Brasileiro Monografia apresentada à Faculdade de Economia do Insper, como parte dos requisitos para conclusão do curso de graduação em Economia. Aprovado em Dezembro 2012 EXAMINADORES Prof. Dr. Ricardo José de Almeida Orientador Prof. Dr. Leonardo Pagano Examinador Prof. Dr. Ricardo Rocha Examinador

5 Resumo ZANELLA, Stefano. O Equity Risk Premium Brasileiro. São Paulo, p. Monografia Faculdade de Economia e Administração. Insper Instituto de Ensino e Pesquisa. Este trabalho busca estimar o retorno em excesso esperado para o Índice Ibovespa em relação à SELIC, ou seja, calcular o Equity Risk Premium do mercado acionário brasileiro. Através do Modelo desenvolvido por Grinold e Kroner em 2002, estima-se um ERP de 7.21%, valor inferior ao prêmio de risco implícito nos níveis atuais do índice Ibovespa. Isto indica que o mercado está subvalorizado, afirmação razoável considerando incertezas do cenário marcroeconomico mundial. Palavras-chave: Equity Risk Premium, Ibovespa, prêmio de risco, ERP implícito.

6 Abstract ZANELLA, Stefano. O Equity Risk Premium Brasileiro. São Paulo, p. Monografia Faculdade de Economia e Administração. Insper Instituto de Ensino e Pesquisa. This paper estimates the return in excess expect for the Ibovespa Index against the SELIC rate, i.e., calculates the Equity Risk Premium of the Brazilian equities market. Using the Grinold and Kroner model from 2002, an ERP of 7.21% is estimated a value lower than the implied ERP at current levels of the Index. This indicates that the market is currently undervalued a resoanable conclusion given the several incertainties of the current macroeconomic enviroment. Key-Words: Equity Risk Premium, Ibovespa, prêmio de risco, ERP implícito.

7 SUMÁRIO I. Introdução... 8 II. O que é o Equity Risk Premium e qual sua importância? III. Qual o retorno historico do IBovespa vs. risk-free? IV. Como o mercado vê e o que estima para o ERP? V. Qual o ERP hoje? Modelo de Grinold e Kroner i) Metodologia ii) Renda iii) Crescimento de retornos iv) Reprecificação v) Resultados VI. Quais são as implicações em adotar o ERP calculado? VII. Conclusão VIII. Referências... 30

8 I. Introdução O Equity Risk Premium é uma medida de retorno esperado em excesso de um mercado acionário em relação a uma taxa de retorno livre de risco (como a de títulos do governo brasileiro). Neste trabalho, o Ibovespa, índice oficial da Bovespa, a bolsa de valores São Paulo, será utilizado como proxy da performance do mercado brasileiro de ações. Este trabalho é principalmente motivado por dois fatores: i) a crítica ao fato de que os participantes do mercado de ações brasileiro dão pouca relevância para o ERP (que é mantido constante ao longo de anos); e ii) a intenção de se estimar um ERP compatível com as taxas de juros oficias menores no país, praticadas ao longo de O primeiro motivo relaciona-se ao fato de que o mercado raramente reavalia e reestima o ERP. Como esta medida deveria refletir expectativas futuras, mudanças na conjuntura econômica deveriam impactá-lo o que na prática não ocorre. Isto é um problema, uma vez que valores de empresas são significativamente (na maioria dos casos) sensíveis a oscilações no custo de capital próprio. Logo, se este elemento vem sendo recorrentemente estimado com imprecisão, ativos podem estar sendo ineficientemente avaliados. O segundo motivo está ligado ao recente movimento de queda da taxa de juros básica no Brasil. Sendo o ERP calculado como a diferença entre o retorno esperado para o mercado e a taxa livre de risco, há uma direta dependência de qual taxa livre de risco se utiliza. Assim, as elevadas taxas internas historicamente tornavam- no negativo em diversos períodos o que seria irracional (dado que investidores não deveriam investir em ativos de risco caso esperem obter retornos inferiores), implicando no uso de taxas internacionais corrigidas para incluir riscos do país e efeitos monetários (câmbio e inflação) para se obter um numero razoável. Entretanto, o cenário atual, com juros por volta de 7%, finalmente permite uma estimação utilizando taxas domésticas. Assim, o propósito deste trabalho é estimar o Equity Risk Premium brasileiro, baseado no modelo de oferta desenvolvido por Grinold e Kroner¹ em 2002, no artigo The Equity Risk Premium: Analyzing the long-run prospects for the stock market. Para tal, decompõe-se o retorno esperado do mercado em três elementos estimáveis independentemente: i) a renda do acionista (v ia, principalmente, dividendos); ii) o crescimento dos lucros (em termos nominais); e iii) o re-rating do múltiplo no período (ou seja, o quanto se espera que o múltiplo preço sobre lucros cresça ou diminua no período estimado).

9 Estima-se, desta maneira, um ERP de 7.21% - valor 30% abaixo do ERP implícito, estimado através do modelo de Jonathan Garner 8. Isto implica que, ceteris paribus, o mercado como um todo está, atualmente, mais desvalorizado do que deveria, uma vez que precifica um prêmio de risco maior. Este artigo é inspirado pela a publicação Rethinking the Equity Risk Premium do CFA, compilada em 2011 após uma convenção acadêmica para discutir o ERP. Esta publicação é composta por 11 artigos que discutem profundamente diversos aspectos do ERP, como principais características (Hammond e Leibowitz²), maneiras de modelá -lo (Grinold, Kroner e Siegel³; e Ibbotson 4 ), mitos (Arnott 5 ), comportamento ao longo do tempo (Ilmanem 6 ), etc características aqui abordadas.

10 II. O que é o Equity Risk Premium e qual sua importância? O Equity Risk Premium é, de maneira sucinta, o retorno esperado, para o futuro, para o Ibovespa em relação a determinado título de renda fixa livre de risco. Desta maneira, o ERP é uma taxa de retorno forward que representa a expectativa do investidor em determinado momento em relação ao retorno adicional que investir no mercado acionário, e assim, correr risco, trará frente a investir em títulos (no caso, do governo brasileiro), de risco virtualmente zero: = ( ) Sendo ( ) a expectativa de retorno do Ibovespa e o retorno do título do governo brasileiro. Hammond e Leibowitz² ressaltam que calcular o ERP não é o mesmo que calcular o retorno histórico acima da taxa livre de risco, já que o ERP corresponde a uma medida de expectativas. Ao longo deste artigo, o retorno histórico será comparado ao ERP estimado através do modelo desenvolvido por Grinold e Kroner² e ao ERP implícito, estimado através do modelo de Jonathan Garner 8. O Equity Risk Premium é um elemento extremamente importante para investidores e empresas, uma vez que variações no retorno esperado podem mudar consideravelmente alocações entre diferentes classes de ativos. Como qualquer processo racional de decisão de investimento deve, necessariamente, passar por uma análise de valor presente líquido, a taxa de desconto tem uma participação importante e variações nela podem ter impacto direto e significativo sobre a decisão, no momento atual, de como investir seja em ações, em projetos ou qualquer ativo. Logo, como o ERP faz parte do custo de capital de empresas, uma estimativa imprecisa pode gerar alocações ineficientes, que não remunerem o investidor / a empresa de acordo com o risco tomado e sua aversão a risco. Grinold, Kroner e Siegel³ ainda ressaltam que, por este motivo, responder o debate de qual o ERP hoje é extremamente importante para todos os detentores de ativos, como fundos de pensão, fundações, empresas, famílias e indivíduos. Hammond e Leibowitz² trabalham também uma outra maneira de se abordar o conceito de Equity Risk Premium (ainda que o racional seja o mesmo). Para eles, o ERP equivale ao retorno em excesso exigido pelo investidor para compensar o risco corrido, de acordo com sua aversão a risco. Assim, em momentos de maior risco, dada determinada aversão a risco, um investidor apenas aplicará capital se seu retorno esperado for maior

11 também. Assumindo taxas livres de risco constantes, isto implica que o ERP deve variar ao longo do tempo, sendo maior em períodos de maior risco; de forma a compensar a taxa de retorno total maior exigida pelo investidor e gerar alocação de capital. Esta visão de um ERP mutável ao longo do tempo é abordada por Ilmanem 6, bem como Arnortt 5 (discutido na seção IV adiante). Ilmanem argumenta que a visão de que o Equity Risk Premium deve variar ao longo do tempo tem sido mais aceita entre acadêmicos e participantes do mercado. De acordo com o autor, a recente montanha-russa de experiencias nos mercados, bem como lições empiricias e teóricas, converteram muitos observadores à crença de que retornos esperados e premios variam ao longo do tempo. Ele afirma também que Academicos e participantes costumavam crer que o ERP é constante ao longo do tempo, de forma que o premio futuro seria melhor estimado através da média de longo prazo dos retornos em excesso realizados. Entretanto, esta visão de olhar a perspectiva de trás faz com que o ERP pareça especialmente alto ao final de cada bull market (mercado de alta), quando os valuations estão anormalmente altos. Uma das principais, e mais comuns, aplicações do ERP é no Capital Asset Pricing Model (CAPM), que pode ser considerado um dos modelos mais tradicionais na avalição de custo de capital de investidores. Este modelo, desenvolvido com base no trabalho de Harry Markowitz (1952 Portfolio Selection), depende significativamente da aversão ao risco do investor, ou seja, de quanto retorno em excesso ele requer por unidade de risco que assume. O modelo, baseado nas curvas de utilidade de um investidor mediano, desenvolve uma carteira de mercado que maximiza o retorno para o risco corrido, de acordo com a aversão ao risco deste investidor. A aplicação para um ativo em específico, neste modelo, se dá pela função: = +. ( ) Com sendo o retorno para o investidor,, a taxa livre de risco e o retorno esperado para o mercado. Nota-se, neste modelo, o uso do Equity Risk Premium como um fator determinante do retorno do ativo, uma vez que ( ) representa o retorno em excesso esperado do mercado acionário em relação à taxa livre de risco.

12 III. Qual o retorno historico do IBovespa vs. risk-free? A taxa livre de risco, naturalmente, define o ERP, uma vez que é calculado através da diferença entre o retorno esperado para o mercado e a taxa livre de risco. Assim, a adoção de títulos de curto prazo como proxy para a taxa risk-free pode alargar o ERP, ao passo que títulos de longo prazo implicam em ERPs menores; uma vez que (em geral) títulos mais longos possuem prêmios maiores. É importante, portanto, definir o horizonte de investimento, e utilizar títulos de duração equivalente. Por isso, Ibbotson 4 sugere dividir a taxa livre de risco em diferentes fatores. Os primeiros dois elementos, mais básicos, são i) a taxa real de juros livre de risco, e ii) a inflação esperadas para o período. Há, portanto, ainda um terceiro elemento: iii) o prêmio pelo horizonte de investimento que o título pagará. Desta maneira, o retorno esperado do mercado de ações equivale à soma destes três elementos ao Equity Risk Premium. Ibbotson 4, estudando o mercado americano, vê o ERP como a estimativa mais importante por representar o maior peso neste cálculo (o que não necessariamente se aplica/aplicava no Brasil), e afirma que o ERP é uma das mais significantes fontes de erro em estimativas. A tabela abaixo ilustra os diferentes prêmios que Ibbotson 4 categorizou para cada classe de ativos. O autor afirma: Estes premios representam o retorno diferencial das varias clases de ativos e estilos de investimento no mercado. Para fazer decisões eficientes de investimento, é importante ter uma boa estimativa de cada um destes prêmios. Ações Ilíquidas Ações Estrangeiras Ações Prêmio de baixa liquidez (small-stock) Prêmio por ação estrangeira Títulos de Renda Fixa Estrangeiros Equity Risk Premium Título de Renda Fixa Equity Risk Premium Equity Risk Premium Prêmio por título estrangeiro Prêmio pelo horizonte do título Prêmio pelo horizonte do título Dinheiro Imóvel Prêmio pelo horizonte do título Prêmio pelo horizonte do título Prêmio pelo horizonte do título Taxa real livre de risco Taxa real livre de risco Taxa real livre de risco imobiliária Taxa real livre de risco Taxa real livre de risco Taxa real livre de risco Taxa real livre de risco Inflação Inflação Inflação Inflação Inflação Inflação Inflação Fonte: Ibbotson e Siegel (1988) Calcular o retorno histórico do IBovespa em relação a uma taxa livre de risco no Brasil não é trivial. Apesar de o retorno das ações ser uma informação de fácil acesso, o país sempre possui altas taxas de juros internas, remanescentes de períodos de alta inflação e

13 (ainda hoje) elevados gastos fiscais. Assim, a escolha da taxa de juros livre de risco é um fator extremamente relevante para o cálculo do ERP, mas não simples. Comparando-se o retorno do Ibovespa ao retorno histórico do IMA-F (índice composto por NTN-FS e LTNs - títulos do governo brasileiro), obtêm-se Equity Risk Premiums extremamente voláteis, e frequentemente negativos: Ano IBOV IMA-F ERP ,0% 17,9% -29,8% ,0% 20,0% -37,0% ,3% 28,3% 69,0% ,8% 15,4% 2,4% ,7% 19,5% 8,2% ,9% 18,3% 14,6% ,6% 10,7% 32,9% ,2% 13,9% -55,1% ,7% 12,5% 70,2% ,0% 11,9% -10,8% ,1% 14,5% -32,6% Média Geom. (01-11) 22,9% 16,0% 6,9% Média Arit. (01-11) 19,5% 16,6% 2,9% Média Geom. (08-11) 15,9% 13,1% 2,8% Média Arit. (08-11) 6,1% 13,2% -7,1% Fonte: Bloomberg Como se pode ver pelo gráfico abaixo, o índice de títulos do governo superou o Ibovespa em performance de Janeiro de 2001 a Setembro de Neste período, o IMA-F cresceu em quase 500%, enquanto o Ibovespa cresceu em torno 270%:

14 IBOV IMA-F Fonte: Bloomberg O gráfico abaixo demonstra, assim como no caso do IMA-F, uma performance consideravelmente superior da taxa interbancária contra o Ibovespa de Janeiro de 2001 a Setembro de Neste período, o IMA-F cresceu em quase 400%, enquanto o Ibovespa cresceu em torno 270%: IBOV DI Fonte: Bloomberg

15 Utilizando-se o DI (taxa de juros interbancária atrelada à SELIC) como taxa de juros livre de risco, nota-se um comportamento muito semelhante, com recorrentes ERPs negativos: Ano IBOV DI ERP ,0% 17,1% -29,1% ,0% 19,1% -36,1% ,3% 23,3% 74,1% ,8% 16,2% 1,6% ,7% 19,0% 8,7% ,9% 15,0% 17,9% ,6% 11,8% 31,8% ,2% 12,4% -53,6% ,7% 9,9% 72,8% ,0% 9,7% -8,7% ,1% 11,6% -29,7% Média Geom. (01-11) 22,9% 14,5% 8,4% Média Arit. (01-11) 19,5% 15,0% 4,5% Média Geom. (08-11) 15,9% 10,8% 5,1% Média Arit. (08-11) 6,1% 10,9% -4,8% Fonte: Bloomberg Obviamente, o Equity Risk Premium negativo é conceitualmente impossível. Afinal, é irracional para qualquer investidor assumir risco com a expectativa de ter um retorno inferior a um investimento sem risco. Por esta razão, muitos analistas optam por uma terceira alternativa: assumir uma taxa livre de risco internacional, indexada, por exemplo, às T-Bills, ou à Libor. Porém, para tal, deve-se somar a diferença entre inflação brasileira e inflação internacional (relativa à taxa utilizada por exemplo, inflação dos EUA para as T-Bills), variação no câmbio e risco-país. Entretanto, o Brasil vem passando por um processo de redução das taxas de juros internas. Ainda que seja possível argumentar que o país não possui estrutura para carregar taxas de juros baixas por bastante tempo sem gerar inflação (dado o elevado nível da demanda

16 agregada frente à limitada oferta agregada), o momento atual permite uma estimação de um Equity Risk Premium efetivamente baseado nas taxas internas no caso, na SELIC. 30% 26,5% 25% 20% 19,0% 16,5% 19,8% 15% 13,3% 13,8% 12,3% 10% 8,8% 7,3% 5% 0% jan-01 jun-01 nov-01 abr-02 set-02 fev-03 jul-03 dez-03 mai-04 out-04 mar-05 ago-05 jan-06 jun-06 nov-06 abr-07 set-07 fev-08 jul-08 dez-08 mai-09 out-09 mar-10 ago-10 jan-11 jun-11 nov-11 abr-12 set-12 Taxa SELIC

17 IV. Como o mercado vê e o que estima para o ERP? Como já discutido, o ERP é parte importante do custo de capital de empresas. Logo, afeta decisões de investimento e retornos esperados para ativos específicos. Além disso, o ERP também é um elemento importante no cálculo do custo de capital do acionista para qualquer empresa (via CAPM), de forma que expectativas diferentes de retorno afetam diretamente a percepção de valor de ativos listados na bolsa. Entretanto, como o Equity Risk Premium representa justamente expectativas, é razoável esperar que não haja um consenso exato em relação ao seu valor entre analistas e investidores. Acrescentando-se o fato que se pode estimar o ERP com diferentes taxas livres de risco, uma disparidade grande não é algo inconcebível. De fato, Hammond e Leibowitz² mostram que uma série de artigos escritos por volta de 2001 sobre o ERP para o S&P 500 modelam valores significativamente diferentes, variando entre um range de 0% a 7%. Abaixo, a tabela compilada pelos autores, ressaltando a diferença entre as estimativas:

18 ESTIMATIVAS DE ERP - US Fonte % Arnott and Bernstein (2002) 0.0% Campbell and Shiller (2001) 0.0% McGrattan and Prescott (2001) 0.0% Reichenstein (2001) 1.3% Campbell (2001) % Philips (2003) % Siegel (2002) 2.0% Bansal and Lundblad (2002) 2.5% Shoven (2001) 3.0% Siegel (1994) % Asness (2000) 4.0% Graham and Harvey (2001) 4.0% Ibbotson and Chen (2003) 4.0% Goyal and Welch (2002) % Fama and French (2002) 4.3% Cornell (1999) 5.0% Ibbotson and Sinquefield (1976) 5.0% Welch (2000) % Média 3.7% Range % Fonte: Rethinking the Equity Risk Premium: An Overview and Some New Ideas - Hammond & Leibowitz (2011) Olhando para o Brasil, por outro lado, a disparidade não é tão significativa. Abaixo estão os ERPs utilizados por grandes casas de research de sell-side no país:

19 Casa % Barclays 5.0% Bradesco 6.0% BTG Pactual 4.0% Credit-Suisse 5.0% Goldman Sachs 5.5% Itaú BBA 5.0% JP Morgan 5.4% Merril Lynch 5.5% Morgan Stanley 5.0% Média 5.2% É possível notar que o range, apesar de ainda considerável (4% a 6%), é bastante limitado em comparação ao americano. A principal critica que motivou este artigo é a falta de atenção que investidores e analistas dão ao Equity Risk Premium no Brasil. O argumento para esta afirmação é há uma considerável rigidez nos ERPs: diversas casas de research nao os reavaliam por anos. Arnott 5 expôs que um dos principais mitos do ERP é que ele não muda ao longo do tempo. Ele afirma: nada em teoria financeira requer este tipo de premissa, mas a noção de prêmios de risco maiores foi usada para justificar algumas expectativas de crescimento verdadeiramente heroicas em períodos de yields e payouts baixos. Este efeito se dá, pois um valuation de uma empresa é, de maneira simples, fluxos de caixa futuros descontados por um determinado custo de capital. Estes fluxos de caixa evoluem de acordo com taxas de crescimento discricionariamente determinadas; e o que Arnott afirma é que ERPs maiores reduzem os valores presentes, compensando o uso de taxas de crescimento maiores que são as variáveis mais olhadas por participantes do mercado. Ibbotson 4 também aborda esta crítica: Eles [diversos investidores e autores financeiros] costuman confundir um conceito futuro com uma realização passada; eles associam um numero ao ERP sem esclarecer se estao tratando de um ERP em um equilibrio ou em um contexto beat-the-market. Jonathan Garner 8 desenvolveu uma metodologia para calcular o ERP implícito nos preços de mercado. Esta metodologia aplica o modelo de valuation de Dividendos Descontos ao mercado, ou seja, vale-se de um fluxo de dividendos projetados para o índice para o futuro. Para estimação dos dividendos futuros, será utilizada a taxa média de payout (tabela abaixo)

20 de 50% para o longo prazo, e uma traxa de crescimento de longo prazo de 6%, baseada em estimativas de consenso. Ano Payout ,2% ,0% ,6% ,2% Média 41,7% ,0% ,5% ,2% Média 49,9% Fonte: Bloomberg A idéia de Garner é que o valor do índice hoje equivale ao valor presente destes fluxos de dividendos descontados a uma taxa de custo de capital do acionista (estimada através do CAPM). Desta maneira, a TIR destes fluxos de caixa equivale ao Custo de Capital do Acionista, que, descontado da taxa livre de risco, leva ao Equity Risk Premium implícito. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 18,83% 15% 10% 5% 0% 9,56% 0,28% 10,54% -5% jan/06 abr/06 jul/06 out/06 jan/07 abr/07 jul/07 out/07 jan/08 abr/08 jul/08 out/08 jan/09 abr/09 jul/09 out/09 jan/10 abr/10 jul/10 out/10 jan/11 abr/11 jul/11 out/11 jan/12 abr/12 jul/12 out/12 P/E Avg. Avg+Std. Dev Avg-Std. Dev Intuitivamente, e como demonstra o ERP implícito, mudanças na conjuntura econômica, afetando a relação de risco-retorno, devem mudar o ERP. Cenários como o atual, com grande incerteza em relação à economia externa, deveriam implicar em ERPs maiores.

21 Como se pode ver no gráfico acima, no estouro da crise de 2008, já um salto consideravel no ERP implícito, de aproximadamente 0% para quase 19%. Ao longo de 2011 e 2012, as incertezas em relação a Europa, Fiscal Cliff, etc. Indicativamente tambem refletiram no ERP implícito, levando-o a níveis bastante elevados.

22 V. Qual o ERP hoje? Qual a maneira mais eficiente de se estimar o Equity Risk Premium é uma discussão recorrente entre acadêmicos que estudam este tema. Ibbotson 4 lista quatro maneiras: i) retorno histórico; ii) consenso; iii) demanda; e iv) oferta; e as critica, de forma a analisar qual deve ser mais eficiente. Usar os i) retornos históricos é a maneira mais utilizada e simples. A MorningStar (antes Ibbotson Associates) publica retornos históricos para 28 países no mundo, através de médias aritméticas e geométricas dos retornos. Damodaran 7 explica que há estudos empíricos que mostram que o retorno de ações tende a diminuir com o tempo, o que pode ser um argumento a favor de médias geométricas, já que as médias aritméticas dão pesos iguais para todas as ocorrências, podendo superestimar o retorno. Entretanto, esta forma de se estimar um ERP não é precisa, já que não indica retorno futuro, e implica que o mercado se comportará da maneira que se comportou no passado, o que não necessariamente ocorre. Além disso, a escolha de uma faixa de tempo para estimar a taxa forward não é precisa, uma vez que pode-se dar mais peso a períodos com características e retornos que não se repetirão. Valer-se de ii) consenso é, aparentemente, eficiente, já que refletiria, de fato, as expectativas de retorno do mercado como um todo. Entretanto, as dificuldades em obter uma estimativa consistente a tornam eficiente, uma vez que, não só é complicado obter estimativas atualizadas de todos os participantes do mercado, mas a maneira com que cada player no mercado aborda o ERP é muito díspare, com diferentes visões e horizontes de investimento. Aqui, a pouca importância dada ao ERP muitas vezes vista no mercado também reduz a eficiência da estimação. Outra crítica, ainda, é o uso de diferentes taxas de livre risco, que diretamente afeta os diferentes ERPs. Calcular o ERP utilizando o lado da iii) demanda baseia-se na ideia por trás do CAPM. Como explicado na Parte A, o CAPM é derivado de curvas de utilidade de investidores. Esta abordagem ao ERP segue a mesma ideia, analisando estas curvas, e foi inicialmente desenvolvida por Mehra e Prescott (1985). Entretanto, a maneira utilizada por eles gerou um ERP muito baixo, que não fazia sentido em relação aos dados históricos. Ibbotson 4 explica que esta diferença ficou conhecida como o Equity Risk Premium Puzzle, que muitos pesquisadores tentaram resolver valendo-se de finanças comportamentais, diferentes tipos de

23 curvas de utilidade, difrentes premissas de distribuição de retornos de ações, e aversões de risco condicionais ao estado da economia. No final, o desafio pode ser resolvido de diversas maneiras, mas a abordagem através da demanda dificilmente proverá uma boa estimativa para o ERP. Arnott 5 também afirma que, em geral, o uso do lado da demanda não é eficiente em gerar estimativas para o ERP. Finalmente, o lado da iv) oferta analisa a capacidade de gerar caixa pelas empresas. O aspecto positivo desta abordagem é que há uma maior conexão com a performance da economia: no limite, de acordo com Grinold, Kroner e Siegel³, se os lucros das empresas crescem mais que a economia, há acúmulo de excedente do produtor, impactando negativamente o lado da demanda; enquanto se os lucros sao menores que o crescimento do PIB, as empresas tenderão a serem fechadas. Isto implica em um equilíbrio entre crescimento de PIB e performance do mercado acionário no longo prazo. O modelo de Grinold e Kroner¹, aqui usado para estimar o ERP para o Ibovespa, baseia-se no lado da oferta. Modelo de Grinold e Kroner: i. Metodologia: Como discutido na Parte A deste artigo, o Equity Risk Premium é dado por: ( ) = ( ) Sendo ( ) a expectativa de retorno do Ibovespa e o retorno do título do governo brasileiro. Desta maneira, para calcular o ERP, a etapa mais importante é estimar o retorno para o Ibovespa no período de analise. Grinold e Kroner² propõem uma decomposição do retorno de mercado em três fatores: ( ) ( ) = + + çã (iii) E(r ) = D S + i + g + PE P A renda do acionista, em caixa, é composta por, que representa o dividend yield e S, a mudança no numero de ações emitidas (recompra, emissao secundaria). O crescimento

24 de retornos é dado pela soma da inflação ( i) ao crescimento real dos lucros ( g), e a reprecificação busca capturar re-ratings através da variação percentual do múltiplo no período ( ). Em 2011, Grinold e Kroner adaptaram o modelo para incluir o crescimento da força de trabalho ao Crescimento dos Retornos, mas esta adaptação não será aqui utilizada. ii. Renda do acionista Grinold e Kroner¹ estimam o valor de mercado distribuido aos acionistas neste item, separando-o em recompras de ações e pagamentos de dividendos. Os autores argumentam que o dividend yield mais preciso é sempre o atual, uma vez que reflete as expectativas futuras de pagamentos de dividendos. De fato, valer-se de uma série histórica para projetar futuros pagamentos de dividendos não é razoável, uma vez que empresas geralmente passam por mudanças em necessidade de caixa e consequentemente alteram payout ao longo do tempo. Ano Div Yield , , , , , , , , , , , ,19 Fonte: Bloomberg Como pode-se ver na tabela acima, uma análise do dividend yield médio do Ibovespa ano contra ano mostra que há, de fato, uma mudança ao longo do tempo.

25 O mesmo racional é utilizado para a recompra de ações. Desta maneira, será utilizada a recompra de ações de 2011, que representou aproximadamente 3.5% do Market Cap da bolsa. Assim, sendo o atual dividend yield para o Ibovespa de 4.2%; e a recompra de ações 5.7%, obtêm-se o componente de renda do acionista de -1.5%. iii. Crescimento de retornos Para se estimar o crescimento de retornos, divide-se este fator em dois elementos: a taxa de inflação e a taxa de crescimento real dos lucros. Inicialmente, deve-se definir o horizonte do ERP que será estimado. Assim, serão utilizado expectativas de inflação e crescimento real para 5 anos. Uma proxy eficiente para inflação é o yield precificado nos títulos indexados à inflação (NTN -Bs). Este yield é calculado dividindo-se as taxas interpoladas de uma LTN (título pré pago) com vencimento para 2017 pelas de uma NTN-B com vencimento para Esta divisão leva à inflação implícita no preço da NTN-B, dado que o retorno do título prépago deve ser igual ao retorno esperado do atrelado à inflação. Utiliza-se como projeção de inflação 5.5% a.a.. Estimar o crescimento real do PIB brasileiro para os próximos 5 anos é mais complexo. Aqui, adota-se a estimativa do Fundo Monetário Internacional 9 de 2013 a 2017: Brazil Real GDP Growth ,95% ,20% ,20% ,11% ,14% CAGR 4,12% Fonte: FMI Dessa formar, utilizando uma expectativa de crescimento real dos lucros de 4.12% e uma inflação esperada de 5.5%, obtêm-se 9.62% como projeção para o crescimento de retornos.

26 iv. Reprecificação De acordo com Grinold e Kroner, estimar o re-rating do múltiplo é a parte que adiciona maior imprecisão ao modelo, uma vez que é uma medida volátil e que depende de diversos fatores conjunturais. Os autores afirmam Prever onde estaremos neste gráfico [P/E para o S&P] em 31 de dezembro de 2011 é tão dificíl quanto prever o tempo para 31 de dezembro de Há influencias de longo-prazo, como o aquecimento global, que sabemos que impactará o tempo, mas a incerteza ultrapassa por muito os fatores conhecidos. ações: Os autores abordam esta questão é através do Modelo de Gordon de precificação de = = Sendo as expectativas de lucros e, o preço; além das taxas perpétuas de o payout, a taxa de crescimento e a taxa de desconto. Os autores assumem que estes elementos são constantes para o futuro; e que qualquer mudança em seus valores será uma surpresa para o mercado. Os autores enumeram fatores que poderiam favorecer múltiplos mais altos (inflação menor, inovação financeira, choque positivo de produtividade, redução de impostos, globalização, etc), bem como fatores que favoreceriam múltiplos mais baixos (déficits crescentes, inflação maior, impostos mais altos, elevação de custos regulatórios e ambientais, etc.). Entretanto, esta abordagem é mais qualitativa que quantitava, de forma que abordam a reprecificação do múltiplo P/E através de um estudo do P/E de Shiller ( preço dividido por média dos lucros dos últimos 10 anos) e seu comportamento em relação ao P/E normal. Infelizmente, a bolsa brasileira ainda é nova demais para permitir um estudo deste cunho, de forma que reproduzir a metodologia dos autores é inviável. Assim, adota-se como reprecificação do múltiplo para o Ibovespa a variação média ano contra ano que o múltiplo apresentou entre 2005 e 2012 de 6.6%, como visto abaixo:

ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 08/2014

ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 08/2014 ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 08/2014 Data: 29/04/2014 Participantes Efetivos: Edna Raquel Rodrigues Santos Hogemann Presidente, Valcinea Correia da Silva Assessora Especial,

Leia mais

OPPORTUNITY EQUITY HEDGE FIC FIM

OPPORTUNITY EQUITY HEDGE FIC FIM OPPORTUNITY EQUITY HEDGE FIC FIM Abril de 2013 Entendendo o Prêmio de Risco em Ações Resultado Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano % CDI Ibovespa 2011 - - - - - - - 1,21% 1,16% 1,73% 1,77%

Leia mais

RENDA FIXA TESOURO DIRETO 09/10/2012

RENDA FIXA TESOURO DIRETO 09/10/2012 DESTAQUES DO RELATÓRIO: Carteira Recomendada A nossa carteira para este mês de Outubro continua estruturada considerando a expectativa de aumento da taxa de juros a partir do próximo ano. Acreditamos que

Leia mais

RELATÓRIO MENSAL RENDA FIXA TESOURO DIRETO

RELATÓRIO MENSAL RENDA FIXA TESOURO DIRETO RENDA FIXA TESOURO DIRETO CARTEIRA RECOMENDADA A nossa carteira para este mês continua estruturada com base no cenário de queda da taxa de juros no curto prazo. Acreditamos, no entanto, que esse cenário

Leia mais

Os fundos referenciados identificam em seu nome o indicador de desempenho que sua carteira tem por objetivo acompanhar.

Os fundos referenciados identificam em seu nome o indicador de desempenho que sua carteira tem por objetivo acompanhar. FUNDO REFERENCIADO DI Os fundos referenciados identificam em seu nome o indicador de desempenho que sua carteira tem por objetivo acompanhar. Para tal, investem no mínimo 80% em títulos públicos federais

Leia mais

Período São Bernardo SB Zero SB 20 SB 40 CDI. Janeiro 0,92% 1,05% -0,29% -1,71% 0,93% Fevereiro 0,81% 0,74% 1,93% 3,23% 0,82%

Período São Bernardo SB Zero SB 20 SB 40 CDI. Janeiro 0,92% 1,05% -0,29% -1,71% 0,93% Fevereiro 0,81% 0,74% 1,93% 3,23% 0,82% Rentabilidade da Renda Fixa em 2015 Desde o mês de junho deste ano as carteiras de investimentos financeiros que compõem os perfis de investimentos da São Bernardo têm sofrido forte flutuação de rentabilidade,não

Leia mais

ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha

ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha Introdução: economias abertas Problema da liquidez: Como ajustar desequilíbrios de posições entre duas economias? ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha Como o cada tipo de ajuste ( E, R,

Leia mais

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA 5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA Os sinais de redução de riscos inflacionários já haviam sido descritos na última Carta de Conjuntura, o que fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse

Leia mais

Baixa do dólar e recuo das Treasuries corroboram para fechamento dos juros futuros; Fatores domésticos levam a depreciação do dólar frente ao real;

Baixa do dólar e recuo das Treasuries corroboram para fechamento dos juros futuros; Fatores domésticos levam a depreciação do dólar frente ao real; 20-jan-2014 Baixa do dólar e recuo das Treasuries corroboram para fechamento dos juros futuros; Fatores domésticos levam a depreciação do dólar frente ao real; Ibovespa recuou 1,04% na semana, seguindo

Leia mais

2 Referencial Teórico

2 Referencial Teórico 2 Referencial Teórico Baseado na revisão da literatura, o propósito deste capítulo é apresentar a estrutura conceitual do tema de Avaliação de Investimentos, sendo dividido em diversas seções. Cada seção

Leia mais

Divulgação de Resultados 1T15

Divulgação de Resultados 1T15 São Paulo - SP, 06 de Maio de 2015. A Tarpon Investimentos S.A. ( Tarpon ou Companhia ), por meio de suas subsidiárias, realiza a gestão de fundos e carteiras de investimentos em bolsa e private equity

Leia mais

Divulgação de Resultados 2014

Divulgação de Resultados 2014 São Paulo - SP, 10 de Fevereiro de 2015. A Tarpon Investimentos S.A. ( Tarpon ou Companhia ), por meio de suas subsidiárias, realiza a gestão de fundos e carteiras de investimentos em bolsa e private-equity

Leia mais

FILOSOFIA DE INVESTIMENTO. Retorno esperado de um lançamento 80% 100% + 20% 100% ( ) = 60% ( 1 20% ) 20 =1,15%

FILOSOFIA DE INVESTIMENTO. Retorno esperado de um lançamento 80% 100% + 20% 100% ( ) = 60% ( 1 20% ) 20 =1,15% Através da CARTA TRIMESTRAL ATMOS esperamos ter uma comunicação simples e transparente com o objetivo de explicar, ao longo do tempo, como tomamos decisões de investimento. Nesta primeira carta vamos abordar

Leia mais

Carta ao Cotista Abril 2015. Ambiente Macroeconômico. Internacional

Carta ao Cotista Abril 2015. Ambiente Macroeconômico. Internacional Carta ao Cotista Abril 2015 Ambiente Macroeconômico Internacional O fraco resultado dos indicadores econômicos chineses mostrou que a segunda maior economia mundial continua em desaceleração. Os dados

Leia mais

Síntese de set/out/nov-2014

Síntese de set/out/nov-2014 Síntese de set/out/nov-2014 23 de dezembro de 2014 Análise de Cenário O que está ruim pode piorar um pouco mais... Embora a nomeação da equipe econômica e seus primeiros discursos tenham agradado aos mercados,

Leia mais

Parte 1 Risco e Retorno

Parte 1 Risco e Retorno TÓPICOSESPECIAIS EM FINANÇAS: AVALIAÇÃO DE PROJETOS E OPÇÕES REAIS. AGENDA 1. RISCO E RETORNO 2. CUSTO DE CAPITAL PROF. LUIZ E. BRANDÃO 3. CUSTO MÉDIO PONDERADO DE CAPITAL (WACC) RAFAEL IGREJAS Parte 1

Leia mais

[POLÍTICA DE INVESTIMENTOS]

[POLÍTICA DE INVESTIMENTOS] [POLÍTICA DE INVESTIMENTOS] Este documento aborda o processo de seleção e alocação de valores mobiliários da Interinvest Data de Publicação: Abril de 2012 Política de Investimentos 1. Conteúdo do Documento

Leia mais

São Paulo (SP), 20 de julho de 2015.

São Paulo (SP), 20 de julho de 2015. São Paulo (SP), 20 de julho de 205. Discurso do Diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, Tony Volpon, no Encontro com Investidores promovido pela CM Capital Markets. Gostaria

Leia mais

Divulgação de Resultados 1T14

Divulgação de Resultados 1T14 Divulgação de Resultados 1T14 A Tarpon Investimentos S.A. ( Tarpon ou Companhia ), por meio de suas subsidiárias, realiza a gestão de fundos e carteiras de investimentos em bolsa e private-equity ( Fundos

Leia mais

Escolha o seu e comece a construir o futuro que você quer ter

Escolha o seu e comece a construir o futuro que você quer ter Escolha o seu e comece a construir o futuro que você quer ter Valia Fix, Valia Mix 20, Valia Mix 35 e Valia Ativo Mix 40 Quatro perfis de investimento. Um futuro cheio de escolhas. Para que seu plano de

Leia mais

4 Tentativas de se Modelar Alterações no Prêmio de Risco

4 Tentativas de se Modelar Alterações no Prêmio de Risco 4 Tentativas de se Modelar Alterações no Prêmio de Risco Antes de partirmos para considerações sobre as diversas tentativas já realizadas de se modelar alterações no prêmio de risco, existe um ponto conceitual

Leia mais

Cenário Econômico como Direcionador de Estratégias de Investimento no Brasil

Cenário Econômico como Direcionador de Estratégias de Investimento no Brasil Cenário Econômico como Direcionador de Estratégias de Investimento no Brasil VII Congresso Anbima de Fundos de Investimentos Rodrigo R. Azevedo Maio 2013 2 Principal direcionador macro de estratégias de

Leia mais

Cenário Global e Implicações para o Brasil. Luiz Ribeiro - Deutsche Bank S.A. - Banco Alemão

Cenário Global e Implicações para o Brasil. Luiz Ribeiro - Deutsche Bank S.A. - Banco Alemão Cenário Global e Implicações para o Brasil Luiz Ribeiro - Deutsche Bank S.A. - Banco Alemão Percepção e realidade Ciclo da Tartatuga A economia mundial segue se recuperando* * Estimativas do Deutsche AWM

Leia mais

Fundos de Investimento

Fundos de Investimento Gestão Financeira Prof. Marcelo Cruz Fundos de Investimento 3 Uma modalide de aplicação financeira Decisão de Investimento 1 Vídeo: CVM Um fundo de investimento é um condomínio que reúne recursos de um

Leia mais

Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 15, Mercado de Capitais::REVISÃO

Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 15, Mercado de Capitais::REVISÃO Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 15, Mercado de Capitais::REVISÃO 1. Uma empresa utiliza tecidos e mão-de-obra na produção de camisas em uma fábrica que foi adquirida por $10 milhões. Quais de seus insumos

Leia mais

Carteira Top Pick Dezembro 01.12.13

Carteira Top Pick Dezembro 01.12.13 CARTEIRA COMENTÁRIO Carteira Top Pick Dezembro 01.12.13 A carteira direcional recomendada pela equipe de analistas da Socopa Corretora é mensalmente avaliada buscando relacionar as cinco melhores opções

Leia mais

CUSTO DE CAPITAL AUDIÊNCIA PÚBLICA 123/2013

CUSTO DE CAPITAL AUDIÊNCIA PÚBLICA 123/2013 Sumário Modelo CAPM... 2 Risco Cambial... 3 Risco Regulatório... 4 Tamanho das Séries Históricas... 5 Modelo CAPM Embora exista certa diversidade de metodologias para o cálculo do risco de capital, o modelo

Leia mais

7 ECONOMIA MUNDIAL. ipea SUMÁRIO

7 ECONOMIA MUNDIAL. ipea SUMÁRIO 7 ECONOMIA MUNDIAL SUMÁRIO A situação econômica mundial evoluiu de maneira favorável no final de 2013, consolidando sinais de recuperação do crescimento nos países desenvolvidos. Mesmo que o desempenho

Leia mais

PPS MSDPREV PORTFOLIO PERFORMANCE

PPS MSDPREV PORTFOLIO PERFORMANCE 1 MSDPREV ANÁLISE DE DESEMPENHO DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS JAN.15 RENDA FIXA MSDPREV RF (WESTERN) CLASSIFICAÇÃO: CLUSTER RENDA FIXA ÍNDICES - MODERADO Fevereiro/14 a Janeiro/15 O histórico dos últimos

Leia mais

cartilha_18x10.qxd 9/20/2005 1:45 PM Page 1 dicas dos especialistas Como investir em ações utilizando Análise Fundamentalista

cartilha_18x10.qxd 9/20/2005 1:45 PM Page 1 dicas dos especialistas Como investir em ações utilizando Análise Fundamentalista cartilha_18x10.qxd 9/20/2005 1:45 PM Page 1 dicas dos especialistas Como investir em ações utilizando Análise Fundamentalista cartilha_18x10.qxd 9/20/2005 1:45 PM Page 2 Como investir em ações utilizando

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES

A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico, Economia

Leia mais

Relatório de Análise dos Investimentos. da OABPREV SP. Maio de 2015

Relatório de Análise dos Investimentos. da OABPREV SP. Maio de 2015 Relatório de Análise dos Investimentos da OABPREV SP Maio de 2015 1. Introdução O presente Relatório de Análise dos Investimentos visa fornecer algumas análises quantitativas do mercado (indicadores financeiros),

Leia mais

Retorno dos Investimentos 1º semestre 2011

Retorno dos Investimentos 1º semestre 2011 Retorno dos Investimentos 1º semestre 2011 Cesar Soares Barbosa Diretor de Previdência É responsável também pela gestão dos recursos garantidores dos planos de benefícios administrados pela Sabesprev,

Leia mais

Boletim de Risco Ano III. Nº 22. Agosto/2015

Boletim de Risco Ano III. Nº 22. Agosto/2015 Boletim de Risco Ano III. Nº. Agosto/ Cenário O mês de julho foi marcado por uma nova rodada de turbulências políticas e macroeconômicas que resultaram numa expressiva alta do CDS soberano brasileiro (gráfico.),

Leia mais

Precificação de Títulos Públicos

Precificação de Títulos Públicos Precificação de Títulos Públicos Precificação de Títulos Públicos > Componentes do preço > Entendendo o que altera o preço Componentes do preço Nesta seção você encontra os fatores que compõem a formação

Leia mais

Os investimentos no Brasil estão perdendo valor?

Os investimentos no Brasil estão perdendo valor? 1. Introdução Os investimentos no Brasil estão perdendo valor? Simone Maciel Cuiabano 1 Ao final de janeiro, o blog Beyond Brics, ligado ao jornal Financial Times, ventilou uma notícia sobre a perda de

Leia mais

República Federativa do Brasil Ministério da Fazenda PRECIFICAÇÃO DE TÍTULOS PÚBLICOS

República Federativa do Brasil Ministério da Fazenda PRECIFICAÇÃO DE TÍTULOS PÚBLICOS PRECIFICAÇÃO DE TÍTULOS PÚBLICOS PRECIFICAÇÃO DE TÍTULOS PÚBLICOS Componentes do Preço; Entendendo o que altera o preço. Componentes do Preço O objetivo desta seção é apresentar ao investidor: os fatores

Leia mais

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real Capítulo utilizado: cap. 13 Conceitos abordados Comércio internacional, balanço de pagamentos, taxa de câmbio nominal e real, efeitos

Leia mais

CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS CEMEC RELATÓRIO CEMEC MENSAL DE DESEMPENHO DA POUPANÇA FINANCEIRA. Junho

CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS CEMEC RELATÓRIO CEMEC MENSAL DE DESEMPENHO DA POUPANÇA FINANCEIRA. Junho CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS CEMEC CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS RELATÓRIO CEMEC MENSAL DE DESEMPENHO DA POUPANÇA FINANCEIRA Junho 2011 ÍNDICE 1. Objetivo do Relatório... 3 2. Modelo

Leia mais

A Estrutura a Termo das Taxas de Juros (ETTJ)

A Estrutura a Termo das Taxas de Juros (ETTJ) Conteúdo A Estrutura a Termo das Taxas de Juros (ETTJ) Mônica Barros, D.Sc. Março o de 2008 Definições Básicas Representação Gráfica da ETTJ Como construir a ETTJ no Brasil? O que explica as diferentes

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 008 PIB avança e cresce 6% Avanço do PIB no segundo trimestre foi o maior desde 00 A economia brasileira cresceu mais que o esperado no segundo trimestre, impulsionada

Leia mais

Retornos % Dia % Mês % Ano PREFIXADO IDkA Pré 2A 3.117,66 0,2326 0,0484 2,2339 IPCA IDkA IPCA 2A 3.361,41 0,0303 1,1342 4,33

Retornos % Dia % Mês % Ano PREFIXADO IDkA Pré 2A 3.117,66 0,2326 0,0484 2,2339 IPCA IDkA IPCA 2A 3.361,41 0,0303 1,1342 4,33 RENDA VARÍAVEL O Ibovespa principal indicador da bolsa de valores brasileira fechou o mês de março em queda (-0,84%). A Bovespa segue bastante vulnerável em meio à desaceleração econômica e a mudança de

Leia mais

A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil

A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil 1 A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil Guido Mantega Outubro de 2008 1 2 Gravidade da Crise Crise mais forte desde 1929 Crise mais grave do que as ocorridas nos anos 1990 (crise de US$ bilhões

Leia mais

PPS PORTFOLIO PERFORMANCE MSDPREV

PPS PORTFOLIO PERFORMANCE MSDPREV 1 MSDPREV ANÁLISE DE DESEMPENHO DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS OUT.14 RENDA FIXA MSDPREV RF (WESTERN) CLASSIFICAÇÃO: CLUSTER RENDA FIXA ÍNDICES - MODERADO Novembro/13 a Outubro/14 Nos últimos doze meses,

Leia mais

2. O que representa e como é calculado o valor de uma empresa na Teoria Financeira? Exemplifique.

2. O que representa e como é calculado o valor de uma empresa na Teoria Financeira? Exemplifique. Prova Parcial Malvessi Questão 1 (15%) 1. A teoria moderna de administração financeira consagra 3 decisões estratégicas básicas para a tomada de decisão do administrador financeiro. Conceitue-as claramente.

Leia mais

ESTUDO DE ALM SERPROS FUNDO MULTIPATROCINADO SERPRO (PSI) e SERPRO (PSII BD/PSII CD)

ESTUDO DE ALM SERPROS FUNDO MULTIPATROCINADO SERPRO (PSI) e SERPRO (PSII BD/PSII CD) ESTUDO DE ALM SERPROS FUNDO MULTIPATROCINADO SERPRO (PSI) e SERPRO (PSII BD/PSII CD) Janeiro de 2012 1 MOVIMENTOS FIC ADVANTAGE III PSI E PSII - BD Carteira Título Vencimento Alocação Atual - MTM Alocação

Leia mais

Classificação da Informação: Uso Irrestrito

Classificação da Informação: Uso Irrestrito Cenário Econômico Qual caminho escolheremos? Cenário Econômico 2015 Estamos no caminho correto? Estamos no caminho correto? Qual é nossa visão sobre a economia? Estrutura da economia sinaliza baixa capacidade

Leia mais

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento 12 de janeiro de 2015 Relatório Semanal de Estratégia de Investimento Destaques da Semana Economia internacional: Deflação na Europa reforça crença no QE (22/11); Pacote de U$1 trilhão em infraestrutura

Leia mais

Material complementar à série de videoaulas de Opções.

Material complementar à série de videoaulas de Opções. Apostila de Opções Contatos Bradesco Corretora E-mail: faq@bradescobbi.com.br Cliente Varejo: 11 2178-5757 Cliente Prime: 11 2178-5722 www.bradescocorretora.com.br APOSTILA DE OPÇÕES Material complementar

Leia mais

Perfis de Investimento. GEBSA Prev

Perfis de Investimento. GEBSA Prev Perfis de Investimento GEBSA Prev 2 GEBSA-PREV INTRODUÇÃO Esta cartilha reúne as principais informações relacionadas aos Perfis de Investimento da GEBSA PREV e vai lhe ajudar a identificar alguns aspectos

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

Lista de exercício nº 4* Fluxos de caixa não uniformes, inflação, juros reais e nominais

Lista de exercício nº 4* Fluxos de caixa não uniformes, inflação, juros reais e nominais Lista de exercício nº 4* Fluxos de caixa não uniformes, inflação, juros reais e nominais 1. Calcule o Valor Presente Líquido do fluxo de caixa que segue, para as taxas de desconto de 8% a.a., 10% a.a.

Leia mais

Cenário Econômico. Alocação de Recursos

Cenário Econômico. Alocação de Recursos BB Gestão de Recursos DTVM S.A. Cenário Econômico UGP- Unidade de Gestão Previdenciária BB Gestão de Recursos DTVM S. A. Alocação de Recursos setembro/2015 Outubro/2015 Cenário Econômico Economia Internacional

Leia mais

ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 20/2013

ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 20/2013 ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 20/2013 Data: 27/11/2013. Participantes Efetivos: Edna Raquel Rodrigues Santos Hogemann Presidente, Valcinea Correia da Silva Assessora Especial,

Leia mais

Carta ao Cotista Dezembro 2015. Ambiente Macroeconômico. Internacional

Carta ao Cotista Dezembro 2015. Ambiente Macroeconômico. Internacional Carta ao Cotista Dezembro 2015 Ambiente Macroeconômico Internacional O Federal Reserve elevou a taxa de juros em 25bps, subindo os juros no intervalo de 0,25% a 0,50%. Mais importante foi a sinalização

Leia mais

Posição e Desempenho da Carteira - Resumo HSBC INSTITUIDOR FUNDO MULTIPLO - MODERADA MIX 20

Posição e Desempenho da Carteira - Resumo HSBC INSTITUIDOR FUNDO MULTIPLO - MODERADA MIX 20 BENCHMARK RF:80.00% ( 100.00%CDI ) + RV:20.00% ( 100.00%IBRX 100 ) Relatório Gerencial Consolidado - Período de 01/04/2015 Posição e Desempenho da Carteira - Resumo a 30/04/2015 pg. 1 Posição Sintética

Leia mais

BASES CONCEITUAIS DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS

BASES CONCEITUAIS DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS BASES CONCEITUAIS DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE EMPRESAS Pro. Alexandre Assaf Neto Este trabalho tem por objetivo básico apresentar as bases conceituais do processo de avaliação econômica de empresas. Avaliação

Leia mais

Material Explicativo sobre Títulos Públicos

Material Explicativo sobre Títulos Públicos Material Explicativo sobre 1. Definições Gerais Os são emitidos pelo Tesouro Nacional, servindo como um instrumento de captação do Governo Federal para execução e financiamento de suas dívidas internas,

Leia mais

5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC

5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC 5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC Nesta seção serão apresentados os resultados encontrados para os diversos modelos estimados. No total foram estimados dezessete 1 modelos onde a variável

Leia mais

Relatório Mensal - Novembro de 2013

Relatório Mensal - Novembro de 2013 Relatório Mensal - Relatório Mensal Carta do Gestor Depois de quatro meses consecutivos de alta, o Ibovespa terminou o mês de novembro com queda de 3,27%, aos 52.842 pontos. No cenário externo, os dados

Leia mais

Quanto vale FINANÇAS. Miguel A. Eiranova é diretor da área de corporate finance da Price Waterhouse, firma que integra a PricewaterhouseCoopers.

Quanto vale FINANÇAS. Miguel A. Eiranova é diretor da área de corporate finance da Price Waterhouse, firma que integra a PricewaterhouseCoopers. Quanto vale O preço de uma empresa, referência fundamental nas negociações de qualquer tentativa de fusão ou aquisição, nunca é aleatório. Ao contrário, sua determinação exige a combinação da análise estratégica

Leia mais

Carteira Top Pick. Comentário. Carteira Sugerida para Julho. Carteira Sugerida de Junho

Carteira Top Pick. Comentário. Carteira Sugerida para Julho. Carteira Sugerida de Junho A carteira direcional recomendada pela equipe de analistas da Socopa Corretora é mensalmente avaliada buscando relacionar as cinco melhores opções de investimento para o mês subseqüente dentro dos ativos

Leia mais

Manual de Risco Yield Capital

Manual de Risco Yield Capital Manual de Risco Yield Capital Introdução: O objetivo deste manual é apresentar a metodologia utilizada no sistema de risco da Yield Capital. Os fundos tem seu risco de mercado monitorado diariamente utilizando,

Leia mais

1 - BTG Pactual Corporate Office Fund BRCR11

1 - BTG Pactual Corporate Office Fund BRCR11 1 - BTG Pactual Corporate Office Fund BRCR11 O FII BTG Pactual Corporate Office Fund é um fundo de investimento imobiliário do tipo corporativo, ou seja, tem como objetivo investir em ativos imobiliários

Leia mais

Carta Mensal Mauá Sekular

Carta Mensal Mauá Sekular Mauá Participações I e II www.mauasekular.com.br contato@mauasekular.com.br Carta Mensal Mauá Sekular Fundos Macro Maio 2015 Sumário (I) (II) (III) Cenário Internacional Cenário Doméstico Principais Estratégias

Leia mais

Relatório Mensal Dezembro de 2015

Relatório Mensal Dezembro de 2015 Relatório Mensal Relatório Mensal Carta do Gestor O Ibovespa teve um desfecho melancólico no ultimo mês de 2015, fechando com queda de 3,92% e acumulando uma retração de 13,31% no ano. O cenário econômico

Leia mais

5 Viés de Sobrevivência (Survival Bias)

5 Viés de Sobrevivência (Survival Bias) 5 Viés de Sobrevivência (Survival Bias) A análise até agora tem se baseado na hipótese aparentemente inócua de que é apropriado utilizar dados históricos dos Estados Unidos para se estimar o equity risk

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Junho de 2015. Turim Family Office & Investment Management

Relatório Econômico Mensal Junho de 2015. Turim Family Office & Investment Management Relatório Econômico Mensal Junho de 2015 Turim Family Office & Investment Management ESTADOS UNIDOS TÓPICOS ECONOMIA GLOBAL Economia Global: EUA: Reunião do FOMC...Pág.3 Europa: Grécia...Pág.4 China: Condições

Leia mais

NÍVEL DE ATIVIDADE, INFLAÇÃO E POLÍTICA MONETÁRIA A evolução dos principais indicadores econômicos do Brasil em 2007

NÍVEL DE ATIVIDADE, INFLAÇÃO E POLÍTICA MONETÁRIA A evolução dos principais indicadores econômicos do Brasil em 2007 NÍVEL DE ATIVIDADE, INFLAÇÃO E POLÍTICA MONETÁRIA A evolução dos principais indicadores econômicos do Brasil em 2007 Introdução Guilherme R. S. Souza e Silva * Lucas Lautert Dezordi ** Este artigo pretende

Leia mais

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011 Visão do Desenvolvimento nº 96 29 jul 2011 O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada Por Fernando Puga e Gilberto Borça Jr. Economistas da APE BNDES vem auxiliando

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Crise Mundo Os EUA e a Europa passam por um forte processo de desaceleração economica com indicios de recessão e deflação um claro sinal de que a crise chegou

Leia mais

RELATÓRIO DE GESTÃO- DEZEMBRO -2011

RELATÓRIO DE GESTÃO- DEZEMBRO -2011 O ano de 11 terminou sem grandes surpresas. Na tentativa de manter aquecido o mercado consumidor brasileiro, a taxa básica de juros, que chegou a 1,5% ao longo do ano, encerrou o período em 11%. O crescimento

Leia mais

RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DA POLÍTICA DE INVESTIMENTO E RESUMO DO INFORMATIVO MENSAL DA BB GESTÃO DE RECURSOS DTVM

RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DA POLÍTICA DE INVESTIMENTO E RESUMO DO INFORMATIVO MENSAL DA BB GESTÃO DE RECURSOS DTVM RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DA POLÍTICA DE INVESTIMENTO E RESUMO DO INFORMATIVO MENSAL DA BB GESTÃO DE RECURSOS DTVM Maio/2014 1. Extrato Sintético das Aplicações FUNDOS RENDA FIXA SALDO 30.04.14 APLICAÇÃO

Leia mais

Conference Call. Maio 2008

Conference Call. Maio 2008 Conference Call Maio 2008 Cenário macro O Brasil é Investment Grade: E agora? Taxa de câmbio/ taxa de juros Atração de capital de longo prazo Potencial impacto positivo no PIB Disponibilidade de crédito:

Leia mais

Semana com dólar em forte queda, alta da Bolsa e menor pressão nos juros futuros; Programa de intervenção do BCB no câmbio vem surtindo efeito;

Semana com dólar em forte queda, alta da Bolsa e menor pressão nos juros futuros; Programa de intervenção do BCB no câmbio vem surtindo efeito; 06-set-2013 Semana com dólar em forte queda, alta da Bolsa e menor pressão nos juros futuros; Programa de intervenção do BCB no câmbio vem surtindo efeito; Ata do Copom referendou nosso novo cenário para

Leia mais

Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13

Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13 Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13 Índice INDICADORES FINANCEIROS 3 PROJEÇÕES 4 CENÁRIO EXTERNO 5 CENÁRIO DOMÉSTICO 7 RENDA FIXA 8 RENDA VARIÁVEL 9 Indicadores Financeiros Projeções Economia Global

Leia mais

Quais são os ativos que podem fazer parte de uma carteira de investimentos?

Quais são os ativos que podem fazer parte de uma carteira de investimentos? Como administrar a sua carteira de investimentos 1. Tipos de Ativos Quais são os ativos que podem fazer parte de uma carteira de investimentos? Se restringirmos a carteira para ativos financeiros, o investidor

Leia mais

Ativa Corretora. Novembro de 2010

Ativa Corretora. Novembro de 2010 Ativa Corretora Novembro de 2010 Roteiro A economia global passa por ajustes severos, quase que simultaneamente, o que torna o trabalho de previsão ainda mais complexo do que o normal. Existem ainda questões

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Outubro 2007

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Outubro 2007 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Outubro 2007 A VOLATILIDADE NAS BOLSAS DE VALORES GLOBAIS E OS IMPACTOS NAS EMPRESAS DE REAL ESTATE LISTADAS NA BOVESPA Prof. Dr. Claudio

Leia mais

RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DA POLÍTICA DE INVESTIMENTO E RESUMO DO INFORMATIVO MENSAL DA BB GESTÃO DE RECURSOS DTVM

RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DA POLÍTICA DE INVESTIMENTO E RESUMO DO INFORMATIVO MENSAL DA BB GESTÃO DE RECURSOS DTVM RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DA POLÍTICA DE INVESTIMENTO E RESUMO DO INFORMATIVO MENSAL DA BB GESTÃO DE RECURSOS DTVM Março de 2014 1. Extrato Sintético das Aplicações FUNDOS RENDA FIXA SALDO 28.02.14 APLICAÇÃO

Leia mais

Economia e mercados. Abril 2012

Economia e mercados. Abril 2012 Economia e mercados Abril 2012 Economia e mercados 1. Como o economista é visto; 2. O papel do economista; 3. O que projetar e como projetar: onde investir hoje? [CONFIDENCIAL] 2 A imagem do economista

Leia mais

Gestão Financeira. O custo do capital. MBA em Finanças FEP 2007/08 Rui Padrão

Gestão Financeira. O custo do capital. MBA em Finanças FEP 2007/08 Rui Padrão Gestão Financeira O custo do capital MBA em Finanças FEP 2007/08 Rui Padrão A criação de valor para os accionistas/sócios pressupõe a remuneração do capital investido a uma taxa superior à do custo desse

Leia mais

DAIEA Demonstrativo Analítico dos Investimentos e Enquadramento das Aplicações

DAIEA Demonstrativo Analítico dos Investimentos e Enquadramento das Aplicações DAIEA Demonstrativo Analítico dos Investimentos e Enquadramento das Aplicações FUNDO DE PENSÃO PRECIN 1 Semestre / 2006 DAIEA Demonstrativo Analítico de Investimentos e de Enquadramentos das Aplicações

Leia mais

INSPER INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA Certificate in Financial Management - CFM. Pedro de Albuquerque Seidenthal

INSPER INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA Certificate in Financial Management - CFM. Pedro de Albuquerque Seidenthal INSPER INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA Certificate in Financial Management - CFM Pedro de Albuquerque Seidenthal TAXA DE JUROS FUTURA: SIMULAÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECULATIVAS São Paulo 2012 Pedro de Albuquerque

Leia mais

FINANÇAS E MERCADOS FINANCEIROS A Consolidação do Mercado de Capitais Brasileiro João Basilio Pereima Neto *

FINANÇAS E MERCADOS FINANCEIROS A Consolidação do Mercado de Capitais Brasileiro João Basilio Pereima Neto * FINANÇAS E MERCADOS FINANCEIROS A Consolidação do Mercado de Capitais Brasileiro João Basilio Pereima Neto * O mercado de capitais brasileiro vai fechar o ano de 2007 consolidando a tendência estrutural

Leia mais

Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Junho de 2013

Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Junho de 2013 Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Junho de 2013 Política e Economia Atividade Econômica: Os indicadores de atividade, de forma geral, apresentaram bom desempenho em abril. A produção industrial

Leia mais

RELATÓRIO TRIMESTRAL DE FINANCIAMENTO DOS INVESTIMENTOS NO BRASIL. Abril 2015

RELATÓRIO TRIMESTRAL DE FINANCIAMENTO DOS INVESTIMENTOS NO BRASIL. Abril 2015 RELATÓRIO TRIMESTRAL DE FINANCIAMENTO DOS INVESTIMENTOS NO BRASIL Abril 2015 Equipe Técnica: Diretor: Carlos Antônio Rocca Superintendente: Lauro Modesto Santos Jr. Analistas: Elaine Alves Pinheiro e Fernando

Leia mais

INFORME ECONÔMICO 24 de abril de 2015

INFORME ECONÔMICO 24 de abril de 2015 RESENHA SEMANAL E PERSPECTIVAS Economia global não dá sinais de retomada da atividade. No Brasil, o relatório de crédito apresentou leve melhora em março. Nos EUA, os dados de atividade seguem compatíveis

Leia mais

Relatório de Análise dos Investimentos. da OABPREV SP. Julho de 2015

Relatório de Análise dos Investimentos. da OABPREV SP. Julho de 2015 Relatório de Análise dos Investimentos da OABPREV SP Julho de 2015 1. Introdução O presente Relatório de Análise dos Investimentos visa fornecer algumas análises quantitativas do mercado (indicadores financeiros),

Leia mais

Propel Axis FIM Crédito Privado

Propel Axis FIM Crédito Privado Melhora expressiva na economia dos EUA; Brasil: inflação no teto da meta, atividade econômica e situação fiscal mais frágil; A principal posição do portfólio continua sendo a exposição ao dólar. 1. Cenário

Leia mais

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio MB ASSOCIADOS Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012 Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio 26 de Maio de 2011 1 1. Cenário Internacional 2. Cenário Doméstico 3. Impactos no Agronegócio 2 Crescimento

Leia mais

Conjuntura semanal. Itaú Personnalité. Semana de 12 a 16 de Agosto. Fatores externos e internos elevaram o dólar para perto de R$ 2,40;

Conjuntura semanal. Itaú Personnalité. Semana de 12 a 16 de Agosto. Fatores externos e internos elevaram o dólar para perto de R$ 2,40; Semana de 12 a 16 de Agosto Fatores externos e internos elevaram o dólar para perto de R$ 2,40; Curva de juros voltou a precificar mais aumentos de 0,5 p.p. para a taxa Selic; Com a presente semana muito

Leia mais

Opportunity. Resultado. Agosto de 2012

Opportunity. Resultado. Agosto de 2012 Opportunity Equity Hedge FIC FIM Agosto de 2012 Resultado Ao longo do segundo trimestre de 2012, o Opportunity Equity Hedge alcançou uma rentabilidade de 5% depois de taxas, o que representa 239,6% do

Leia mais

Cálculo da Rentabilidade dos Títulos Públicos ofertados no Tesouro Direto. Tesouro Selic (LFT)

Cálculo da Rentabilidade dos Títulos Públicos ofertados no Tesouro Direto. Tesouro Selic (LFT) Cálculo da Rentabilidade dos Títulos Públicos ofertados no Tesouro Direto Tesouro Selic (LFT) O Tesouro Selic (LFT) é um título pós fixado, cuja rentabilidade segue a variação da taxa SELIC, a taxa básica

Leia mais

HSBC Global Asset Management Apresentação para HP Prev

HSBC Global Asset Management Apresentação para HP Prev HSBC Global Asset Management Apresentação para HP Prev Cenário Macroeconômio Destaques Perspectiva positiva para o cenário internacional Retomada do crescimento global, com maior equilíbrio entre desenvolvidos

Leia mais

Investimentos para Investidores Institucionais Fernando Lovisotto

Investimentos para Investidores Institucionais Fernando Lovisotto Investimentos para Investidores Institucionais Fernando Lovisotto Importante: Este documento não constitui uma opinião ou recomendação, legal ou de qualquer outra natureza, por parte da Vinci Partners,

Leia mais

Curso on-line BACEN Analista Finanças. Prova Resolvida Áreas 02 e 03

Curso on-line BACEN Analista Finanças. Prova Resolvida Áreas 02 e 03 FINANÇAS ANALISTA ÁREA 02 BACEN 2009 PROVA RESOLVIDA 38 Quando um investidor faz uma venda de um título a descoberto, isso significa que (A) comprou anteriormente a descoberto. (B) comprou e depois vendeu

Leia mais

O Brasil Diante da Crise: Estabilidade e Resistência

O Brasil Diante da Crise: Estabilidade e Resistência O Brasil Diante da Crise: Estabilidade e Resistência Henrique de Campos Meirelles Março de 2009 1 Panorama Internacional 2 2000 = 100 EUA: Índice de Preço das Residências 220 Entre 2000 a Jun/06, valor

Leia mais

Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Julho de 2013

Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Julho de 2013 Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Julho de 2013 Política e Economia Atividade Econômica: Os indicadores de atividade, de forma geral, apresentaram baixo desempenho em maio. A produção industrial

Leia mais

Cenário Econômico de Curto Prazo O 2º Governo Lula

Cenário Econômico de Curto Prazo O 2º Governo Lula Cenário Econômico de Curto Prazo O 2º Governo Lula Esta apresentação foi preparada pelo Grupo Santander Banespa (GSB) e o seu conteúdo é estritamente confidencial. Essa apresentação não poderá ser reproduzida,

Leia mais