ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha"

Transcrição

1 Introdução: economias abertas Problema da liquidez: Como ajustar desequilíbrios de posições entre duas economias? ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha Como o cada tipo de ajuste ( E, R, A) afeta os lados real e monetário das economias? Quais os arranjos de PE ideais? As taxas de câmbio influenciam as decisões de gastos, pois nos possibilitam traduzir os preços de países diferentes em termos comparáveis. Uma depreciação (apreciação) da moeda de um país em relação às moedas estrangeiras torna suas exportações mais baratas (caras) e suas importações mais caras (baratas). As taxas de câmbio são determinadas no mercado de câmbio. Uma categoria importante das operações de câmbio é o contrato futuro. A taxa de câmbio pode ser entendida de forma mais apropriada como o preço de um ativo. Os retornos dos depósitos negociados no mercado de câmbio dependem das taxas de juros e de mudanças nas taxas de câmbio esperadas. A Demanda por Ativos em Moeda Estrangeira A demanda por um depósito bancário em moeda estrangeira é influenciada pelos mesmos fatores que influenciam a demanda por qualquer outro ativo. Retorno Risco Liquidez Risco e Liquidez Os poupadores se preocupam com duas características principais de um ativo além do seu retorno: Risco A variabilidade com que ele contribui para a riqueza dos poupadores Liquidez A facilidade com que ele pode ser vendido ou trocado por bens

2 Taxas de Juros Figura 3-3: Taxas de juros sobre depósitos em dólar e em marco alemão, Os participantes do mercado de câmbio precisam de duas informações para comparar os retornos sobre diferentes depósitos: Como os valores monetários dos depósitos vão mudar Como as taxas de câmbio vão mudar A taxa de juros de uma moeda é o montante daquela moeda que um indivíduo pode ganhar ao emprestar uma unidade dela por um ano. Exemplo: A uma taxa de juros em dólar de 0% ao ano, o outorgante do empréstimo de US$ recebe US$,0 ao final de um ano. Taxas de Câmbio e Retornos de Ativos Os retornos de depósitos negociados no mercado de câmbio dependem das taxas de juros e das mudanças esperadas nas taxas de câmbio. Para decidir a conveniência de comprar um depósito em euro ou em dólar, deve-se calcular o retorno do dólar sobre um depósito em euro. Uma Regra Simples A taxa de retorno do dólar sobre depósitos em euro é aproximadamente igual à taxa de juros em euro mais a taxa de depreciação do dólar em relação ao euro. A taxa de depreciação do dólar relativa ao euro é igual ao aumento percentual na taxa de câmbio do dólar/euro durante um ano. A diferença entre as taxas de retorno esperadas dos depósitos em dólar e em euro é: R US$ -[R +(E e US$/ - E US$/ )/E US$/ ]= R US$ - R - (E e US$/ -E US$/ )/E US$/ (3-) onde: R US$ = taxa de juros sobre depósitos em dólar durante um ano R = taxa de juros atual sobre depósitos em euro durante um ano E US$/ = taxa de câmbio dólar/euro (quantidade de dólares por euro) E e US$/ = taxa de câmbio dólar/euro que se espera dentro de um ano (quantidade de dólares por euro) Quando a diferença na Equação (3-) é positiva, os depósitos em dólar rendem a taxa de retorno mais alta esperada. Quando é negativa, os depósitos em euro rendem a taxa de retorno mais alta esperada.

3 Exemplos com base no Real Exemplo = investidor americano quer aplicar US$ 00 milhões. (i) i US$ = 3% (ii) i R$ = 5% (sem risco-país) (iii) R$/US$ = 3,00 (iv) Ee -> 3,30 (depreciação esperada de 0%) Passo (converter em Reais): US$ 00 * R$/US$ = 3 = 300 Passo (capitalizar) = R$ 300 *,5 = R$ 345 Passo 3 (reconverter) = R$ 345/3,30 = US$ 04,56 Passo 4 = es = (04,5 00)/00 = 4,56 = 5% es = retorno em Reais desvalorização (Real ou apreciação do dólar) 5% = 5% - 0% -> ceteris paribus, a desvalorização do Real (apreciação do dólar) reduz o rendimento do aplicador estrangeiro no Brasil. Exemplo = investidor americano quer aplicar US$ 00 milhões. (i) i US$ = 3% (ii) i R$ = 5% (sem risco-país) (iii) R$/US$ = 3,00 (iv) Ee -> 3, (depreciação esperada de cerca de 4%) Passo (converter em Reais): US$ 00 * R$/US$ = 3 = 300 Passo (capitalizar) = R$ 300 *,5 = R$ 345 Passo 3 (reconverter) = R$ 345/3,0 = US$,9 Passo 4 = es = (,9 00)/00 =,9= % es = retorno em Reais desvalorização (do Real) % = 5% - 4% -> ceteris paribus, uma redução na taxa esperada de depreciação do Real, amplia o retorno dos investidores estrangeiros Exemplo 3 = investidor americano quer aplicar US$ 00 milhões. Tabela 3-: Comparando as taxas de retorno em dólar dos depósitos em dólar e em euro (i) i US$ = 3% (ii) i R$ = 5% (sem risco-país) (iii) R$/US$ = 3,00 (iv) Ee ->,90 (apreciação de cerca de 4%) Passo (converter em Reais): US$ 00 * R$/US$ = 3 = 300 Passo (capitalizar) = R$ 300 *,5 = R$ 345 Passo 3 (reconverter) = R$ 345/,90 = US$ 8,96 Passo 4 = es = (8,96 00)/00 = 8,96= 9% (= 5% + 4%, juros em reais + apreciação do Real) 3

4 Retorno, Risco e Liquidez no Mercado de Câmbio A demanda por ativos em moeda estrangeira depende não apenas dos retornos, mas também do risco e da liquidez. Pagamentos relacionados ao comércio internacional constituem uma fração muito pequena das transações em moeda estrangeira. Paridade dos Juros: A Condição Básica de Equilíbrio O mercado de câmbio está em equilíbrio quando os depósitos de todas as moedas oferecem a mesma taxa de retorno esperada. Condição de paridade dos juros Os retornos esperados sobre os depósitos de determinado par de moedas são iguais quando medidos em uma mesma moeda. Ela implica que os detentores potenciais de depósitos em moeda estrangeira os consideram como ativos igualmente atraentes. A taxas de retorno esperadas são iguais quando: R US$ = R +(E e US$/ -E US$/ )/E US$/ (3- ) Como Mudanças na Taxa de Câmbio Corrente Afetam os Retornos Esperados Tabela 3-3: Taxa de câmbio dólar/euro de hoje e retorno esperado em dólar dos depósitos em euro sendo E e US$/ = US$,05 por euro A depreciação da moeda de um país hoje diminui o retorno esperado em moeda doméstica dos depósitos em moeda estrangeira. A apreciação da moeda doméstica hoje aumenta o retorno esperado em moeda doméstica dos depósitos em moeda estrangeira. Figura 3-4: A relação entre a taxa de câmbio dólar/euro corrente e o retorno esperado em dólar dos depósitos em euro Taxa de câmbio dólar/euro de hoje, E US$/ A Taxa de Câmbio de Equilíbrio,07,05,03,0 Taxas de câmbio sempre se ajustam para manter a paridade dos juros. Suponha que a taxa de juros do dólar R US$, a taxa de juros do euro R, e a taxa de câmbio dólar/euro futura esperada E e R US$/, sejam todas dadas.,00 0,03 0,050 0,069 0,079 0,00 Retorno esperado em dólar dos depósitos em euro, R + E e US$/ E US$/ E US$/ 4

5 Figura 3-5: Determinação da taxa de câmbio dólar/euro de equilíbrio Taxa de câmbio, E US$/ Retorno dos depósitos em dólar O Efeito das Mudanças nas Taxas de Juros sobre a Taxa de Câmbio Corrente E US$/ Um aumento nos juros pagos sobre os depósitos em uma moeda faz com que aquela moeda se aprecie em relação às moedas estrangeiras. E US$/ E 3 US$/ 3 Um aumento nas taxas de juros do dólar faz com que o dólar se aprecie em relação ao euro. Um aumento nas taxas de juros do euro faz com que o dólar se aprecie em relação ao euro. Retorno esperado dos depósitos em euro R US$ Figura 3-6: Efeito de um aumento na taxa de juros do dólar Figura 3-7: Efeito de um aumento na taxa de juros do euro Taxa de câmbio, E US$/ Taxa de câmbio, E US$/ Aumento na taxa de juros do euro E US$/ ' E US$/ E US$/ E US$/ Retorno esperado em euro Retorno esperado em euro R US$ R US$ R US$ O Efeito das Mudanças nas Expectativas da Taxa de Câmbio Corrente Definição de Moeda: Uma Breve Revisão Um aumento na taxa de câmbio futura esperada causa um aumento na taxa de câmbio corrente. Uma queda na taxa de câmbio futura esperada causa uma queda na taxa de câmbio corrente. Moeda como Meio de Troca Um meio de pagamento amplamente aceito Moeda como Unidade de Conta Uma medida de valor amplamente reconhecida Moeda como Reserva de Valor Uma transferência do poder de compra do presente para o futuro 5

6 O que é Moeda? Como a Oferta da Moeda é Determinada Meios de pagamento amplamente aceitos. A moeda é muito líquida, mas paga pouco ou nenhum retorno. Todos os demais ativos são menos líquidos, mas pagam um retorno mais alto. Oferta de Moeda (M s ) M s = Moeda + Depósitos Correntes Como a Oferta da Moeda É Determinada A oferta de moeda de uma economia é controlada por seu banco central. O banco central: Regula diretamente o montante de moeda existente Controla indiretamente o montante de depósitos à vista emitidos por bancos privados Demanda Individual por Moeda Três fatores influenciam a demanda por moeda: Retorno esperado Risco do retorno Liquidez do ativo Retorno Esperado A taxa de juro mede o custo da oportunidade de reter o dinheiro em vez de investi-lo em títulos que rendem juros Um aumento na taxa de juros causa eleva o custo de reter moeda e faz com que a demanda por moeda caia. Risco Reter moeda é arriscado. Um aumento inesperado nos preços dos bens e serviços pode reduzir o valor de sua moeda em termos das mercadorias consumidas. As mudanças no risco de reter moeda não precisam fazer com que os indivíduos reduzam sua demanda por moeda. Qualquer mudança no risco da moeda gera uma mudança igual no risco dos títulos. Liquidez Demanda Agregada por Moeda A principal vantagem da moeda é sua liquidez. Famílias e firmas retêm moeda porque é a maneira mais fácil de financiar suas compras cotidianas. Um aumento no valor médio das transações de uma família ou firma faz com que sua demanda por moeda se eleve. A demanda total por moeda por parte de todas as famílias e firmas na economia. Ela é determinada por três fatores principais: Taxa de juros Reduz a demanda por moeda. Nível de preços Aumenta a demanda por moeda. Renda nacional real Aumenta a demanda por moeda. 6

7 Figura 4-: A demanda agregada por moeda real e a taxa de juros A demanda agregada por moeda pode ser expressa por: M d = P x L(R,Y) (4-) onde: P é o nível de preço Y é a renda nacional real L(R,Y) é a demanda agregada real por moeda A equação (4-) também pode ser expressa como: M d /P = L(R,Y) (4-) Taxa de juros, R L(R,Y) Demanda agregada por moeda real Figura 4-: Efeito de um aumento da renda real sobre a curva de demanda agregada por moeda real Taxa de Juros de Equilíbrio: A Interação entre a Oferta de Moeda e a Demanda por Moeda Taxa de juros, R Equilíbrio no Mercado de Moeda A condição de equilíbrio no mercado monetário é: M s = M d (4-3) Aumento da renda real A condição de equilíbrio no mercado monetário pode ser expressa em termos de demanda agregada por moeda real como: L(R,Y ) M s /P = L(R,Y) (4-4) L(R,Y ) Demanda agregada por moeda real Figura 4-3: Determinação da taxa de juros de equilíbrio Taxa de juros, R Oferta de moeda real R R 3 R 3 Demanda agregada por moeda real, L(R,Y) Taxa de Juros e a Oferta de Moeda Um aumento (queda) na oferta de moeda diminui (eleva) a taxa de juros, dado o nível de preço e o produto. O efeito da oferta de dinheiro a um dado nível de preço está ilustrado na Figura 4-4. Q M S P ( = Q ) Q 3 Saldos em moeda real 7

8 F4-4: Efeito de um aumento da oferta de moeda sobre a taxa de juros Taxa de juros, R Oferta de moeda real R R Oferta de moeda real aumenta L(R,Y) Produto e a Taxa de Juros Um aumento (queda) do produto real eleva (diminui) a taxa de juros, dado o nível de preços e a oferta de moeda. A Figura 4-5 mostra o efeito do aumento no nível do produto sobre a taxa de juros, dada a oferta de moeda e o nível de preços. M P M P Saldos em moeda real F. 4-5: Efeito de um aumento da renda real sobre a taxa de juros A Oferta de Moeda e a Taxa de Câmbio no Curto Prazo Taxa de juros, R Oferta de moeda real R R Aumento na renda real ' L(R,Y ) L(R,Y ) Análise do curto prazo O nível de preço e o produto real são dados. Análise de longo prazo O nível de preço é perfeitamente flexível e sempre ajustado imediatamente para manter o pleno emprego. M S P (= Q ) Q Saldos em moeda real A Relação entre Moeda, Taxa de Juros e Taxa de Câmbio O mercado monetário norte-americano determina a taxa de juros do dólar, que por sua vez afeta a taxa de câmbio que mantém a paridade dos juros. A Figura 4-6 liga o mercado monetário dos Estados Unidos (parte inferior) e o mercado de câmbio (parte superior). F4-6: Equilíbrio simultâneo no mercado monetário dos Estados Unidos e no mercado de câmbio Mercado de câmbio Mercado monetário Taxa de câmbio dólar/euro, E US$/ E US$/ 0 M S EUA P EUA (aumentando) Retorno dos depósitos em dólar ' R US$ Retorno esperado dos depósitos em euro L(R US$, Y EUA ) Oferta de moeda real dos Estados Unidos Saldos em moeda real dos Estados Unidos 8

9 Figura 4-7: A relação entre mercado monetário e taxa de câmbio Estados Unidos Federal Reserve System (Fed) Mercado monetário dos Estados Unidos Europa Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC) M S (Oferta de moeda dos EUA M Estados Unidos) S (Oferta de moeda européia) E R US$ (Taxa de juros do dólar) Mercado de câmbio Mercado monetário europeu R (Taxa de juros do euro) Oferta de Moeda nos Estados Unidos e a Taxa de Câmbio Dólar/Euro O que acontece quando o Federal Reserve altera a oferta de moeda dos Estados Unidos? Um aumento (redução) na oferta de moeda de um país faz com que sua moeda se deprecie (aprecie) no mercado de câmbio. E US$/ (Taxa de câmbio dólar/euro) F4-8: Efeito de um aumento na oferta de moeda dos Estados Unidos sobre a taxa de câmbio dólar/euro e a taxa de juros do dólar Taxa de câmbio dólar/euro, E US$/ E US$/ ' E US$/ 0 M EUA P EUA M EUA P EUA R US$ ' R US$ Retorno esperado em euros L(R US$, Y EUA ) Aumento da oferta de moeda real dos Estados Unidos Oferta de Moeda da Europa e a Taxa de Câmbio Dólar/Euro Um aumento na oferta de moeda da Europa causa uma depreciação do euro (i.e., apreciação do dólar). Uma redução na oferta de moeda da Europa causa uma apreciação do euro (i.e., uma depreciação do dólar). A mudança na oferta de moeda da Europa não afeta o equilíbrio do mercado monetário americano. Saldos em moeda real dos Estados Unidos F. 4-9: Efeito de um aumento na oferta de moeda européia sobre a taxa de câmbio dólar/euro Taxa de câmbio dólar/euro, E US$/ E US$/ E US$/ 0 M S EUA P EUA Saldos em moeda real dos Estados Unidos ' ' R US$ Aumento na oferta de moeda européia Retorno esperado em euro L(R US$, Y EUA ) Oferta de moeda real dos Estados Unidos Moeda, Nível de Preços e Taxa de Câmbio no Longo Prazo Equilíbrio no longo prazo Os preços são perfeitamente flexíveis e sempre ajustados imediatamente para preservar o pleno emprego. Moeda e Preços Monetários O equilíbrio do mercado monetário (Equação 4-4) pode ser rearranjado para dar o nível de preços de equilíbrio no longo prazo: P = M s /L(R,Y) (4-5) Um aumento na oferta de moeda de um país causa uma aumento proporcional em seu nível de preços. 9

10 Efeitos de Longo Prazo das Mudanças na Oferta de Moeda Uma mudança na oferta de moeda não tem nenhum efeito sobre os valores de longo prazo da taxa de juros ou do produto real. Um aumento permanente na oferta de moeda causa um aumento proporcional no valor de longo prazo do nível de preços. Essa predição baseia-se na condição de equilíbrio do mercado monetário: M s /P = L ou P = M s /L. Essa condição significa que P/P = M s /M s - L/L. A taxa de inflação é igual à taxa de crescimento monetário menos a taxa de crescimento da demanda por moeda. Constatações Empíricas sobre Oferta de Moeda e Nível de Preços Em dados de cortes dos países, mudanças de longo prazo nas ofertas de moeda e nos níveis de preços mostram uma correlação positiva clara. Figura 4-0: Crescimento monetário e mudança no nível de preços nos sete maiores países industrializados, Figura 4-: Médias anuais do crescimento monetário e da inflação nos países em desenvolvimento do Hemisfério Ocidental, Inflação e Dinâmica da Taxa de Câmbio Moeda e Taxa de Câmbio no Longo Prazo Um aumento (uma diminuição) permanente na oferta de moeda de um país causa uma depreciação (apreciação) de longo prazo proporcional de sua moeda em relação às moedas estrangeiras. Inflação Uma situação em que o nível de preços de uma economia se eleva. Deflação Uma situação em que o nível de preços de uma economia cai. Rigidez de Preços no Curto Prazo versus Flexibilidade de Preços no Longo Prazo A rigidez dos níveis de preços no curto prazo está ilustrada na figura 4-. 0

11 Figura 4-: Variabilidade mês a mês da taxa de câmbio dólar/dm e da razão entre os níveis de preços dos Estados Unidos e da Alemanha, Uma mudança na oferta de moeda cria pressões de demanda e custo que levam a aumentos futuros oriundos de três fontes principais: Excesso de demanda por produto e trabalho Expectativas inflacionárias Preços das matérias-primas Figura 4-3: Efeitos de curto e longo prazos de um aumento na oferta de moeda dos Estados Unidos (dado o produto real, Y) Taxa de câmbio dólar/euro, E US$/ E US$/ Mudanças Permanentes na Oferta de Moeda e a Taxa de Câmbio Como a taxa de câmbio dólar/euro se ajusta a um aumento permanente na oferta de moeda americana? A Figura 4-3 mostra tanto os efeitos de curto prazo e longo prazo no aumento da oferta de moeda norte-americana. E ' US$/ E ' US$/ Retorno esperado em euro 3' E 3 4' Retorno esperado US$/ em euro E US$/ ' 0 (em termos 0 R US$ R US$ de dólar) R US$ R US$ M L(R EUA US$, Y EUA) M EUA L(R US$, Y EUA ) P EUA P EUA 4 Oferta de moeda M real dos EUA EUA M EUA P EUA P EUA Saldos em moeda real dos Estados Unidos Saldos em moeda real dos Estados Unidos (a) Efeitos de curto prazo (b) Ajuste para o equilíbrio de longo prazo Figura 4-4: Trajetórias temporais das variáveis econômicas dos Estados Unidos após um aumento permanente na oferta de moeda M EUA M EUA P EUA P EUA (a) Oferta de moeda dos Estados Unidos, M EUA t 0 (c) Nível de preço dos Estados Unidos, P EUA t 0 Tempo Tempo (b) Taxa de juros do dólar, R US$ R US$ R US$ t 0 Tempo (d) Taxa de câmbio dólar/euro, E US$/ E US$/ E 3 US$/ E US$/ t 0 Tempo Ultrapassagem da Taxa de Câmbio Diz-se que a taxa de câmbio ultrapassou quando sua resposta imediata a uma perturbação é maior do que sua resposta de longo prazo. Isso ajuda a explicar por que as taxas de câmbio oscilam tão abruptamente de um dia para outro. Este é o resultado direto de um ajuste moroso do nível de preços no curto prazo e da condição de paridade do juros.

ECONOMIA INTERNACIONAL II. Paridade Poder de Compra. Teoria: um primeiro olhar. A Lei do Preço Único

ECONOMIA INTERNACIONAL II. Paridade Poder de Compra. Teoria: um primeiro olhar. A Lei do Preço Único Teoria: um primeiro olhar ECONOMIA INTERNACIONAL II Paridade Poder de Compra Professor: André M. Cunha 1. Teoria da Paridade Poder de Compra (PPC) : a abordagem da paridade poder de compra (PPC) sugere

Leia mais

A Taxa de Câmbio no Longo Prazo

A Taxa de Câmbio no Longo Prazo A Taxa de Câmbio no Longo Prazo Organização do Capítulo Introdução A Lei do Preço Único Paridade do Poder de Compra Modelo da Taxa de Câmbio de Longo Prazo Baseado na PPC A PPC e a Lei do Preço Único na

Leia mais

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia Prof.: Antonio Carlos Assumpção Contabilidade Nacional Balanço de Pagamentos Sistema Monetário 26- Considere a seguinte equação: Y = C + I + G

Leia mais

Moeda, taxas de juros e taxas de câmbio

Moeda, taxas de juros e taxas de câmbio Moeda, taxas de juros e taxas de câmbio Referência: Cap. 15 de Economia Internacional: Teoria e Política, 6ª. Edição Paul R. Krugman e Maurice Obstfeld Economia Internacional II - Material para aulas (3)

Leia mais

Aula 25 - TP002 - Economia - 26/05/2010 Capítulo 32 MANKIW (2007)

Aula 25 - TP002 - Economia - 26/05/2010 Capítulo 32 MANKIW (2007) Aula 25 - TP002 - Economia - 26/05/2010 Capítulo 32 MANKIW (2007) Teoria macroeconômica da economia aberta Objetivo da aula: criar um modelo que preveja o que determina as variáveis e como elas se relacionam.

Leia mais

TRABALHO DE ECONOMIA:

TRABALHO DE ECONOMIA: UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS - UEMG FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE ITUIUTABA - FEIT INSTITUTO SUPERIOR DE ENSINO E PESQUISA DE ITUIUTABA - ISEPI DIVINO EURÍPEDES GUIMARÃES DE OLIVEIRA TRABALHO DE ECONOMIA:

Leia mais

Capítulo 4. Moeda e mercado cambial. Objectivos do capítulo

Capítulo 4. Moeda e mercado cambial. Objectivos do capítulo Capítulo 4 Moeda e mercado cambial Objectivos do capítulo Perceber o papel das taxas de câmbio no comércio internacional. Como são determinadas as taxas de câmbio de equilíbrio no mercado internacional

Leia mais

IGEPP GESTOR - 2013. Política cambial. Relação entre taxa de juros, taxa de câmbio e regimes cambiais. Prof. Eliezer Lopes

IGEPP GESTOR - 2013. Política cambial. Relação entre taxa de juros, taxa de câmbio e regimes cambiais. Prof. Eliezer Lopes IGEPP GESTOR - 2013 Política cambial. Relação entre taxa de juros, taxa de câmbio e regimes cambiais. Prof. Eliezer Lopes MACROECONOMIA ABERTA POLÍTICA FISCAL POLÍTICA MONETÁRIA MERCADO DE BENS PRODUTO

Leia mais

Política Cambial. Política Cambial e. Balanço de Pagamentos 26/03/2013. Mecanismos de intervenção na Economia. O que é Balanço de Pagamentos?

Política Cambial. Política Cambial e. Balanço de Pagamentos 26/03/2013. Mecanismos de intervenção na Economia. O que é Balanço de Pagamentos? Universidade Estadual Paulista Faculdade de Ciências Agronômicas Depto. de Economia, Sociologia e Tecnologia e Balança de Pagamentos Economia e Administração 3 º sem./medicina Veterinária Núria R. G. Quintana

Leia mais

Taxa de Câmbio. Recebimento de juros Recebimentos de lucros do exterior Receita de rendas do trabalho

Taxa de Câmbio. Recebimento de juros Recebimentos de lucros do exterior Receita de rendas do trabalho Taxa de Câmbio TAXA DE CÂMBIO No Brasil é usado a CONVENÇÃO DO INCERTO. O valor do dólar é fixo e o variável é a nossa moeda. Por exemplo : 1 US$ = R$ 3,00 Mercado de Divisa No mercado de câmbio as divisas

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

Macroeconomia. Prof. Aquiles Rocha de Farias

Macroeconomia. Prof. Aquiles Rocha de Farias Macroeconomia Prof. Aquiles Rocha de Farias Modelo Mundell-Fleming (IS-LM-) No modelo Mundell-Fleming é introduzida ao modelo IS-LM uma nova curva, a curva, que corresponde aos valores de renda e taxa

Leia mais

Elementos de Análise Financeira Matemática Financeira e Inflação Profa. Patricia Maria Bortolon

Elementos de Análise Financeira Matemática Financeira e Inflação Profa. Patricia Maria Bortolon Elementos de Análise Financeira Matemática Financeira e Inflação O que é Inflação? Inflação É a elevação generalizada dos preços de uma economia O que é deflação? E a baixa predominante de preços de bens

Leia mais

Questões de Economia Cesgranrio. Macroeconomia

Questões de Economia Cesgranrio. Macroeconomia Macroeconomia Balanço de Pagamento 1. Cesgranrio ANP 2008 Especialista em Regulação) Quando um país tem um deficit no balanço comercial do seu balanço de pagamentos, pode-se afirmar que a) as exportações

Leia mais

B 02-(FCC/EMATER-2009)

B 02-(FCC/EMATER-2009) Ola, pessoal! Seguem aqui mais questões comentadas de Macroeconomia, visando a preparação para o excelente concurso de fiscal de rendas de SP. Todas as questões são da FCC. Bom treinamento! Marlos marlos@pontodosconcursos.com.br

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

LISTA 6B GABARITO ANOTAÇÕES. Lista de Exercícios 6B Introdução à Economia 1. Conceitos importantes:

LISTA 6B GABARITO ANOTAÇÕES. Lista de Exercícios 6B Introdução à Economia 1. Conceitos importantes: LISTA 6B GABARITO Conceitos importantes: Relação entre Investimento Externo Líquido, Teoria da Paridade do Poder de Compra. Exportações Líquidas e Poupança Externa. Teoria Macroeconômica da Economia Aberta

Leia mais

Aula 4: Política Cambial

Aula 4: Política Cambial Aula 4: Política Cambial Macroeconomia Política Cambial Gilmar Ferreira Abril 2010 Taxa de Câmbio Taxa de Câmbio A taxa de câmbio mostra qual é a relação de trocas entre duas unidades monetarias diferentes,

Leia mais

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Fernando Ferrari-Filho Frederico G. Jayme Jr Gilberto Tadeu Lima José

Leia mais

Capítulo 3. Taxas de câmbio e mercados de divisas. Objectivos do capítulo

Capítulo 3. Taxas de câmbio e mercados de divisas. Objectivos do capítulo Capítulo 3 Taxas de câmbio e mercados de divisas Objectivos do capítulo A função das taxas de câmbio no comércio internacional; Como se determinam as taxas de câmbio? Preços e decisões dos agentes económicos

Leia mais

Aula 24 24/05/2010 Bibliografia: Capítulo 31 MANKIW (2007)

Aula 24 24/05/2010 Bibliografia: Capítulo 31 MANKIW (2007) Aula 24 24/05/2010 Bibliografia: Capítulo 31 MANKIW (2007) Ao comprar um carro você pode optar por comprar um nacional ou um importado. Hoje iremos tentar verificar o que ocorre em uma economia que participa

Leia mais

O processo de criação de moeda. 1. Conceitos básicos 31

O processo de criação de moeda. 1. Conceitos básicos 31 Índice LISTA DE SÍMBOLOS 17 PREFÁCIO 23 INTRODUÇÃO 25 Capítulo 1 O processo de criação de moeda 1. Conceitos básicos 31 1.1. Moeda e outros activos de uma economia 31 1.2. Sector monetário de uma economia

Leia mais

MERCADO FINANCEIRO E DE CAPITAIS MÓDULO 7 POLÍTICA CAMBIAL

MERCADO FINANCEIRO E DE CAPITAIS MÓDULO 7 POLÍTICA CAMBIAL MERCADO FINANCEIRO E DE CAPITAIS MÓDULO 7 POLÍTICA CAMBIAL Índice 1. Política Cambial...3 1.1. Taxa de câmbio fixa... 3 1.2. Taxa de câmbio flutuante... 3 1.3. Padrão currency board... 3 2. Política de

Leia mais

ANEXOS. Processo de definição da taxa de juros

ANEXOS. Processo de definição da taxa de juros ANEXOS Processo de definição da taxa de juros A taxa de juros constitui-se no mais importante instrumento de política monetária à disposição do Banco Central. Através dela, a autoridade monetária afeta

Leia mais

Keynesiano Simples e IS-LM

Keynesiano Simples e IS-LM Keynesiano Simples e IS-LM Legenda: G=gastos do governo I=Investimento Y=produto b= sensibilidade da demanda por moeda em relação à taxa de juros h= K= β=multiplicador da política monetária δ = multiplicador

Leia mais

TEORIA MACROECONÔMICA II ECO1217. Aula 14 Professores: Márcio Gomes Pinto Garcia Dionísio Dias Carneiro 27/04/2006. Conteúdo

TEORIA MACROECONÔMICA II ECO1217. Aula 14 Professores: Márcio Gomes Pinto Garcia Dionísio Dias Carneiro 27/04/2006. Conteúdo TEORIA MACROECONÔMICA II ECO7 Aula 4 Professores: Márcio Gomes Pinto Garcia Dionísio Dias Carneiro 7/04/006 Conteúdo Poupança e Investimento na Economia Aberta a Conta Consolidada de Capital do Sistema

Leia mais

Traduzindo o Fluxo de Caixa em Moeda Estrangeira

Traduzindo o Fluxo de Caixa em Moeda Estrangeira Traduzindo o Fluxo de Caixa em Moeda Estrangeira por Carlos Alexandre Sá Muitas empresas necessitam traduzir os relatórios do fluxo de caixa em moeda estrangeira. Este imperativo decorre, quase sempre,

Leia mais

MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS

MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS 1 Questão: Considere uma economia na qual os indivíduos vivem por dois períodos. A população é constante e igual a N. Nessa economia

Leia mais

Disciplina: Economia ECN001. Macroeconomia

Disciplina: Economia ECN001. Macroeconomia Disciplina: Economia ECN001 Macroeconomia Orçamento do Setor Público É a previsão de receitas e a estimativa de despesas a serem realizadas por um Governo em um determinado exercício (geralmente um ano).

Leia mais

LISTA 6B GABARITO ANOTAÇÕES. Lista de Exercícios 6B Introdução à Economia 1. Conceitos importantes:

LISTA 6B GABARITO ANOTAÇÕES. Lista de Exercícios 6B Introdução à Economia 1. Conceitos importantes: LISTA 6B GABARITO Conceitos importantes: Relação entre Investimento Externo Líquido, Teoria da Paridade do Poder de Compra. Exportações Líquidas e Poupança Externa. Teoria Macroeconômica da Economia Aberta

Leia mais

O Comportamento da Taxa de Juros. Introdução. Economia Monetária I (Turma A) - UFRGS/FCE 6/10/2005. Prof. Giácomo Balbinotto Neto 1

O Comportamento da Taxa de Juros. Introdução. Economia Monetária I (Turma A) - UFRGS/FCE 6/10/2005. Prof. Giácomo Balbinotto Neto 1 O Comportamento da Taxa de Juros Prof. Giácomo Balbinotto Neto Introdução A taxa de juros é o preço que é pago por um tomador de empréstimos a um emprestador pelo uso dos recursos durante um determinado

Leia mais

NBC TSP 10 - Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária

NBC TSP 10 - Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária NBC TSP 10 - Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária Alcance 1. Uma entidade que prepara e apresenta Demonstrações Contábeis sob o regime de competência deve aplicar esta Norma

Leia mais

Teoria Macroeconômica I

Teoria Macroeconômica I Teoria Macroeconômica I Prof. Anderson Litaiff Prof. Salomão Neves Teoria Macroeconômica I - Prof. Anderson Litaiff/ Prof. Salomão Neves 1 2 Conteúdo Programático 2ª Avaliação Noções básicas de macroeconomia

Leia mais

Depressões e crises CAPÍTULO 22. Olivier Blanchard Pearson Education. 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/e Olivier Blanchard

Depressões e crises CAPÍTULO 22. Olivier Blanchard Pearson Education. 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/e Olivier Blanchard Depressões e crises Olivier Blanchard Pearson Education CAPÍTULO 22 Depressões e crises Uma depressão é uma recessão profunda e de longa duração. Uma crise é um longo período de crescimento baixo ou nulo,

Leia mais

Unidade II. Mercado Financeiro e de. Prof. Maurício Felippe Manzalli

Unidade II. Mercado Financeiro e de. Prof. Maurício Felippe Manzalli Unidade II Mercado Financeiro e de Capitais Prof. Maurício Felippe Manzalli Mercados Financeiros Definição do mercado financeiro Representa o Sistema Financeiro Nacional Promove o fluxo de recursos através

Leia mais

METAS PARA A INFLAÇÃO, INTERVENÇÕES ESTERILIZADAS E SUSTENTABILIDADE FISCAL

METAS PARA A INFLAÇÃO, INTERVENÇÕES ESTERILIZADAS E SUSTENTABILIDADE FISCAL METAS PARA A INFLAÇÃO, INTERVENÇÕES ESTERILIZADAS E SUSTENTABILIDADE FISCAL Aluno: Carolina Machado Orientador: Márcio G. P. Garcia Introdução A liquidez abundante no mercado financeiro internacional e

Leia mais

6. Moeda, Preços e Taxa de Câmbio no Longo Prazo

6. Moeda, Preços e Taxa de Câmbio no Longo Prazo 6. Moeda, Preços e Taxa de Câmbio no Longo Prazo 6. Moeda, Preços e Taxa de Câmbio no Longo Prazo 6.1. Introdução 6.2. O Princípio da Neutralidade da Moeda 6.3. Taxas de Câmbio Nominais e Reais 6.4. O

Leia mais

POUPANÇA INVESTIMENTO E SISTEMA FINANCEIRO. Sistema financeiro serve para unir pessoas que poupam com as pessoas que

POUPANÇA INVESTIMENTO E SISTEMA FINANCEIRO. Sistema financeiro serve para unir pessoas que poupam com as pessoas que Aula 21 12/05/2010 Mankiw (2007) - Cap 26. POUPANÇA INVESTIMENTO E SISTEMA FINANCEIRO. investem. Sistema financeiro serve para unir pessoas que poupam com as pessoas que INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS NA ECONOMIA

Leia mais

CAPÍTULO 15 MOEDA E CÂMBIOS. Introdução.

CAPÍTULO 15 MOEDA E CÂMBIOS. Introdução. CAPÍTULO 15 MOEDA E CÂMBIOS Introdução. Neste capítulo construímos o segundo e terceiro blocos do nosso modelo de uma macroeconomia aberta: os mercados da moeda e câmbios. No capítulo 14 exploramos o impacte

Leia mais

Instrumentalização. Economia e Mercado. Aula 4 Contextualização. Demanda Agregada. Determinantes DA. Prof. Me. Ciro Burgos

Instrumentalização. Economia e Mercado. Aula 4 Contextualização. Demanda Agregada. Determinantes DA. Prof. Me. Ciro Burgos Economia e Mercado Aula 4 Contextualização Prof. Me. Ciro Burgos Oscilações dos níveis de produção e emprego Oferta e demanda agregadas Intervenção do Estado na economia Decisão de investir Impacto da

Leia mais

Capítulo 10: GREMAUD, TONETO JR. E VASCONCELLOS (2002) Setor Externo

Capítulo 10: GREMAUD, TONETO JR. E VASCONCELLOS (2002) Setor Externo Capítulo 10: GREMAUD, TONETO JR. E VASCONCELLOS (2002) Setor Externo BALANÇO DE PAGAMENTOS: É o registro sistemático das transações entre residentes e não-residentes de um país durante determinado período

Leia mais

As informações relevantes para a decisão de importar ou exportar são preços domésticos, preços externos e taxa de câmbio.

As informações relevantes para a decisão de importar ou exportar são preços domésticos, preços externos e taxa de câmbio. Módulo 16 Introdução à Economia Internacional O comércio internacional se constitui no intercâmbio de bens, serviços e capitais entre os diversos países. Muitos teóricos em economia tentaram explicar as

Leia mais

Prova Escrita de Economia A

Prova Escrita de Economia A EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de março Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/Época Especial 15 Páginas Duração da Prova: 120 minutos.

Leia mais

Correção da Prova. Questões: 7, 8, 12, 20, 21, 22, 24, 34, 45 e 46

Correção da Prova. Questões: 7, 8, 12, 20, 21, 22, 24, 34, 45 e 46 Correção da Prova Questões: 7, 8, 12, 20, 21, 22, 24, 34, 45 e 46 Questão 7 Uma sociedade empresária mantém no seu estoque de mercadorias para revenda três tipos de mercadorias: I, II e III. O valor total

Leia mais

1 (V) 1 Usualmente assume-se que as empresas agem de forma a maximizar suas utilidades

1 (V) 1 Usualmente assume-se que as empresas agem de forma a maximizar suas utilidades CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DE TURISMO DISCIPLINA: ECONOMIA DO TURISMO (ECTX2) Questões para revisão Nome completo: 1 (V) 1 Usualmente assume-se que as empresas agem de forma a maximizar suas

Leia mais

3 A forma de funcionamento do mercado cambial

3 A forma de funcionamento do mercado cambial 27 3 A forma de funcionamento do mercado cambial Neste Capítulo, apresentar-se-á a forma de funcionamento do mercado cambial, algumas das suas principais instituições, seus participantes e algumas especificidades

Leia mais

WWW.CARREIRAFISCAL.COM.BR. IV O Modelo IS-LM - O equilíbrio simultâneo nos mercados de bens e serviços e de moeda

WWW.CARREIRAFISCAL.COM.BR. IV O Modelo IS-LM - O equilíbrio simultâneo nos mercados de bens e serviços e de moeda 1 IV O Modelo IS-LM - O equilíbrio simultâneo nos mercados de bens e serviços e de moeda O modelo IS-LM trata do equilíbrio do produto, incorporando os movimentos do mercado monetário. Trata-se de considerar

Leia mais

Fundos de Investimento

Fundos de Investimento Gestão Financeira Prof. Marcelo Cruz Fundos de Investimento 3 Uma modalide de aplicação financeira Decisão de Investimento 1 Vídeo: CVM Um fundo de investimento é um condomínio que reúne recursos de um

Leia mais

ANÁLISE DE BALANÇO DOS PAGAMENTOS

ANÁLISE DE BALANÇO DOS PAGAMENTOS ANÁLISE DE BALANÇO DOS PAGAMENTOS Antony P. Mueller*) antonymueller@gmail.com THE CONTINENTAL ECONOMICS INSTITUTE STUDY PAPERS SERIES 2011/1 www.continentaleconomics.com I. Balanço dos Pagamentos - Estrutura

Leia mais

CAPÍTULO 11. Poupança, acumulação de capital e produto. Olivier Blanchard Pearson Education

CAPÍTULO 11. Poupança, acumulação de capital e produto. Olivier Blanchard Pearson Education Olivier Blanchard Pearson Education Poupança, acumulação de capital e CAPÍTULO 11 2006 Pearson Education Macroeconomics, 4/e Olivier Blanchard Poupança, Os efeitos da taxa de poupança a razão entre a poupança

Leia mais

Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 15, Mercado de Capitais::REVISÃO

Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 15, Mercado de Capitais::REVISÃO Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 15, Mercado de Capitais::REVISÃO 1. Uma empresa utiliza tecidos e mão-de-obra na produção de camisas em uma fábrica que foi adquirida por $10 milhões. Quais de seus insumos

Leia mais

Os investimentos no Brasil estão perdendo valor?

Os investimentos no Brasil estão perdendo valor? 1. Introdução Os investimentos no Brasil estão perdendo valor? Simone Maciel Cuiabano 1 Ao final de janeiro, o blog Beyond Brics, ligado ao jornal Financial Times, ventilou uma notícia sobre a perda de

Leia mais

Administração Financeira. Mercado Cambial Parte 01 Taxas e regimes cambiais

Administração Financeira. Mercado Cambial Parte 01 Taxas e regimes cambiais Administração Financeira Mercado Cambial Parte 01 Taxas e regimes cambiais Taxa de Câmbio - Conceito É o preço de uma unidade de moeda estrangeira denominado em moeda nacional Exemplos: A) Para comprar

Leia mais

Capítulo 1. Taxas de câmbio e mercados de divisas. Objectivos do capítulo

Capítulo 1. Taxas de câmbio e mercados de divisas. Objectivos do capítulo Capítulo 1 Taxas de câmbio e mercados de divisas Objectivos do capítulo A função das taxas de câmbio no comércio internacional; Como se determinam as taxas de câmbio? Preços e decisões dos agentes económicos

Leia mais

EXAME PARA CONTABILISTA CERTIFICADO DELIBERAÇÃO Nº 001/CTEC/2013 - NOVEMBRO-DEZEMBRO DE 2013 PROVA DE ECONOMIA GERAL

EXAME PARA CONTABILISTA CERTIFICADO DELIBERAÇÃO Nº 001/CTEC/2013 - NOVEMBRO-DEZEMBRO DE 2013 PROVA DE ECONOMIA GERAL DELIBERAÇÃO Nº 001/CTEC/2013 - NOVEMBRO-DEZEMBRO DE 2013 PROVA DE I - Ao receber o Enunciado da Prova escreva seu nome e número do documento de identificação. II - Ao entregar a Prova, depois de resolvida,

Leia mais

CAPÍTULO 2. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS, e FLUXO DE CAIXA. CONCEITOS PARA REVISÃO

CAPÍTULO 2. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS, e FLUXO DE CAIXA. CONCEITOS PARA REVISÃO Bertolo Administração Financeira & Análise de Investimentos 6 CAPÍTULO 2 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS, IMPOSTOS, e FLUXO DE CAIXA. CONCEITOS PARA REVISÃO No capítulo anterior determinamos que a meta mais

Leia mais

II - Evolução do crédito, da taxa de juros e do spread bancário 1

II - Evolução do crédito, da taxa de juros e do spread bancário 1 II - Evolução do crédito, da taxa de juros e do spread bancário 1 Desde março do ano passado, a partir da reversão das expectativas inflacionárias e do início da retomada do crescimento econômico, os juros

Leia mais

ANÁLISE DO DESEMPENHO DO SETOR EXTERNO BRASILEIRO NO SEGUNDO BIMESTRE DE 2013

ANÁLISE DO DESEMPENHO DO SETOR EXTERNO BRASILEIRO NO SEGUNDO BIMESTRE DE 2013 ANÁLISE DO DESEMPENHO DO SETOR EXTERNO BRASILEIRO NO SEGUNDO BIMESTRE DE 2013 QUIRINO, José Renato Dias 1 ; MEDEIROS 2, Rennan Kertlly de; RAMOS FILHO 3, Hélio S. RESUMO O estudo das relações econômicas

Leia mais

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Prof. Onivaldo Izidoro Pereira Finanças Corporativas Ambiente Econômico Em suas atividades uma empresa relacionase com: Clientes

Leia mais

Vamos usar a seguinte definição: Aumento da taxa de cambio = Desvalorização. Taxa de cambio real : é o preço relativo dos bens em dois paises.

Vamos usar a seguinte definição: Aumento da taxa de cambio = Desvalorização. Taxa de cambio real : é o preço relativo dos bens em dois paises. Vamos usar a seguinte definição: Aumento da taxa de cambio = Desvalorização Uma desvalorização ocorre quando o preço das moedas estrangeiras sob um regime de câmbio fixa é aumentado por uma ação oficial.

Leia mais

Teoria Básica de Oferta e Demanda

Teoria Básica de Oferta e Demanda Teoria Básica de Oferta e Demanda Este texto propõe que você tenha tido um curso introdutório de economia. Mas se você não teve, ou se sua teoria básica de economia está um pouco enferrujada, então este

Leia mais

Para evitar dupla contagem não são contabilizados os bens intermediários. Valor Agregado = VA = VBP Cons. Intermediário PN = ΣVA

Para evitar dupla contagem não são contabilizados os bens intermediários. Valor Agregado = VA = VBP Cons. Intermediário PN = ΣVA I - CONTAS NACIONAIS 1.1 Produto Agregado = Demanda Agregada = Renda Agregada (valor da produção) = (despesa com produto) = (W+L+J+A). 1.2 Renda Nacional: Somatório de todos os rendimento recebidos pelas

Leia mais

A Análise IS-LM: Uma visão Geral

A Análise IS-LM: Uma visão Geral Interligação entre o lado real e o lado monetário: análise IS-LM Capítulo V A análise IS-LM procura sintetizar, em um só esquema gráfico, muitas situações da política econômica, por meio de duas curvas:

Leia mais

ENTENDENDO COMO FUNCIONA A RENDA FIXA. Renda Fixa Plano B 124,0 % 10,0 % Renda Fixa Plano C 110,0 % 9,1 % Selic 71,0 % 6,5 %

ENTENDENDO COMO FUNCIONA A RENDA FIXA. Renda Fixa Plano B 124,0 % 10,0 % Renda Fixa Plano C 110,0 % 9,1 % Selic 71,0 % 6,5 % ENTENDENDO COMO FUNCIONA A RENDA FIXA A partir de 2005 foi iniciado um processo de alongamento dos prazos das carteiras de renda fixa da PSS, que propiciou bons ganhos por oito anos seguidos até o final

Leia mais

Prazos e Riscos de Mercado

Prazos e Riscos de Mercado Prazos e Riscos de Mercado A Pilla Corretora oferece aos seus clientes uma gama completa de produtos e serviços financeiros. Nossa equipe de profissionais está qualificada para atender e explicar tudo

Leia mais

2. Condições de Equilíbrio do Modelo No modelo keynesiano simples, a economia estará em equilíbrio se:

2. Condições de Equilíbrio do Modelo No modelo keynesiano simples, a economia estará em equilíbrio se: Macroeconomia Aula 2 1. Modelo Keynesiano Simples 1.1. Clássicos x Keynes Para os economistas clássicos, a economia de mercado era auto-regulável e tendia quase que automaticamente para o pleno emprego.

Leia mais

Crise Financeira Internacional Atuação do governo brasileiro no fornecimento de liquidez em moeda estrangeira

Crise Financeira Internacional Atuação do governo brasileiro no fornecimento de liquidez em moeda estrangeira Crise Financeira Internacional Atuação do governo brasileiro no fornecimento de liquidez em moeda estrangeira O agravamento da crise financeira internacional decorrente da falência do banco Lehman Brothers,

Leia mais

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real Capítulo utilizado: cap. 13 Conceitos abordados Comércio internacional, balanço de pagamentos, taxa de câmbio nominal e real, efeitos

Leia mais

MACROECONOMIA (1º Ano Gestão, ano lectivo 2003/2004) Exercícios de Apoio ao Capítulo 7 (Relações Económicas Internacionais)

MACROECONOMIA (1º Ano Gestão, ano lectivo 2003/2004) Exercícios de Apoio ao Capítulo 7 (Relações Económicas Internacionais) 7.1. Considere a seguinte informação, relativa às componentes da Balança Corrente Portuguesa em 2002, em milhões de euros: Débito Mercadorias 29.028,1 41.607,4 Serviços, dos quais: 10.299,8 7.137,3 - viagens

Leia mais

O valor do dinheiro varia ao longo do tempo, ou seja, não é indiferente dispor hoje ou daqui a um ano de uma dada quantia em dinheiro.

O valor do dinheiro varia ao longo do tempo, ou seja, não é indiferente dispor hoje ou daqui a um ano de uma dada quantia em dinheiro. Tópico complementar 5. Valor temporal do dinheiro Objectivo específico: No final deste capítulo, o leitor deverá estar apto a: - Conhecer o significado e o modo de utilização da taxa de actualização (medida

Leia mais

Carta Mensal Mauá Sekular

Carta Mensal Mauá Sekular Mauá Participações I e II www.mauasekular.com.br contato@mauasekular.com.br Carta Mensal Mauá Sekular Fundos Macro Maio 2015 Sumário (I) (II) (III) Cenário Internacional Cenário Doméstico Principais Estratégias

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES

A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico, Economia

Leia mais

Plataforma da Informação. Finanças

Plataforma da Informação. Finanças Plataforma da Informação Finanças O que é gestão financeira? A área financeira trata dos assuntos relacionados à administração das finanças das organizações. As finanças correspondem ao conjunto de recursos

Leia mais

Ajuste externo induzido por política cambial. Reinaldo Gonçalves reinaldogoncalves1@gmail.com

Ajuste externo induzido por política cambial. Reinaldo Gonçalves reinaldogoncalves1@gmail.com Ajuste externo induzido por política cambial Reinaldo Gonçalves reinaldogoncalves1@gmail.com Sumário 1. Mudança na composição dos gastos 1. Enfoque de elasticidade 2. Enfoque de absorção 2. Mudança no

Leia mais

Unidade de Política Econômica

Unidade de Política Econômica Unidade de Política Econômica Brasília, abril de 2007 Superávit na balança comercial e juros altos sustentam valorização do real No primeiro bimestre de 2007, o dólar foi negociado a R$ 2,10, na média

Leia mais

Apresentação. Este folheto tem por objetivo apresentar aspectos técnicos e operacionais ligados aos contratos de câmbio negociados na BM&F.

Apresentação. Este folheto tem por objetivo apresentar aspectos técnicos e operacionais ligados aos contratos de câmbio negociados na BM&F. MERCADO DE CÂMBIO Apresentação Este folheto tem por objetivo apresentar aspectos técnicos e operacionais ligados aos contratos de câmbio negociados na BM&F. Vale ressaltar que o câmbio futuro pode ser

Leia mais

Mercado de Divisas e

Mercado de Divisas e Mercado de Divisas e Taxa de Câmbio Agentes do Mercado de Câmbio Taxa de Câmbio Nominal e Real Taxa de Câmbio Fixa e Flexível http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ Agentes do Mercado Cambial Todos

Leia mais

63)A razão dívida/pib é tanto maior quanto mais elevada for a taxa de crescimento da economia e quanto menor for o deficit primário do setor público.

63)A razão dívida/pib é tanto maior quanto mais elevada for a taxa de crescimento da economia e quanto menor for o deficit primário do setor público. 61)O financiamento de programas sociais mediante emissão de moeda não somente elevará a dívida pública como também aumentará o resultado primário em razão do aumento das despesas com juros. 62) A queda

Leia mais

Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil

Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil Yoshiaki Nakano Escola de Economia de São Paulo Fundação Getulio Vargas 26 de Abril de 2006 Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil A Base do Novo

Leia mais

A curva de Phillips demonstrada na equação abaixo é ampliada e com expectativas racionais (versão contemporânea da curva de Phillips):

A curva de Phillips demonstrada na equação abaixo é ampliada e com expectativas racionais (versão contemporânea da curva de Phillips): Concurso TCE/MG elaborado pela FCC em abril de 2007. Atendendo a alguns pedidos de colegas que frequentaram o curso de Economia parte teórica nos meses de fevereiro, março e abril de 2007 bem como aqueles

Leia mais

CONHECIMENTOS BANCÁRIOS: - - - - - - POLÍTICA ECONÔMICA & MERCADO FINANCEIRO

CONHECIMENTOS BANCÁRIOS: - - - - - - POLÍTICA ECONÔMICA & MERCADO FINANCEIRO CONHECIMENTOS BANCÁRIOS: - - - - - - POLÍTICA ECONÔMICA & MERCADO FINANCEIRO Prof.Nelson Guerra Ano 2012 www.concursocec.com.br INTRODUÇÃO Trata-se da política utilizada pelo Governo para obter desenvolvimento

Leia mais

Teoria dos ciclos de investimento

Teoria dos ciclos de investimento Teoria dos ciclos de investimento elaborada por Kalecki KALECKI, Michal. Teoria da dinâmica econômica. São Paulo, Abril Cultural, 1976. (original de 1954). COSTA (2000), Lição 6.3: 241-245. http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/

Leia mais

Impacto sobre os rendimentos dos títulos públicos

Impacto sobre os rendimentos dos títulos públicos Como as taxas de juros dos Estados Unidos afetam os mercados financeiros das economias emergentes 15 de maio de 2014 Alexander Klemm, Andre Meier e Sebastián Sosa Os governos da maioria das economias emergentes,

Leia mais

Figura 38 - Resultado global do Balanço de Pagamentos (US$ bilhões acum. Em 12 meses) Dez/95-Mar/07

Figura 38 - Resultado global do Balanço de Pagamentos (US$ bilhões acum. Em 12 meses) Dez/95-Mar/07 113 6. SETOR EXTERNO Fernando Ribeiro de Leite Neto 6.1 Balanço de Pagamentos 6.1.1 Resultado Global do Balanço de Pagamentos Ao longo de 2006, o setor externo da economia brasileira logrou registrar o

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2004

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2004 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2004 Autoriza o Poder Executivo a criar a Poupança Emigrante e o Fundo de Financiamento ao Emigrante Empreendedor (FEE), com vistas a incrementar a entrada de divisas no

Leia mais

Taxas de câmbio e o mercado de câmbio: enfoque de ativos

Taxas de câmbio e o mercado de câmbio: enfoque de ativos Taxas de câmbio e o mercado de câmbio: enfoque de ativos Referência: Cap 14 de Economia Internacional: Teoria e Política, 6ª. Edição Paul R. Krugman e Maurice Obstfeld Economia Internacional II - Material

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA DAS QUESTÕES DISCURSIVAS ECONOMIA

PADRÃO DE RESPOSTA DAS QUESTÕES DISCURSIVAS ECONOMIA QUESTÕES DISCURSIVAS Questão n o 1 a) Taxa de Câmbio Em setembro/outubro de 2008, houve uma desvalorização do real em relação ao dólar acima de 40%, decorrente do aumento da aversão a risco que provocou

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM ECONOMIA PROVA DE CONHECIMENTOS GERAIS EM ECONOMIA 2010 MACROECONOMIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM ECONOMIA PROVA DE CONHECIMENTOS GERAIS EM ECONOMIA 2010 MACROECONOMIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM ECONOMIA PROVA DE CONHECIMENTOS GERAIS EM ECONOMIA 2010 NOME DO CANDIDATO: Nº DE INSCRIÇÃO MACROECONOMIA Legendas para a prova de Macroeconomia:

Leia mais

Conhecimentos Bancários. Item 3.5.3 - Mercado de Câmbio

Conhecimentos Bancários. Item 3.5.3 - Mercado de Câmbio Conhecimentos Bancários Item 3.5.3 - Mercado de Câmbio Conhecimentos Bancários Item 3.5.3 - Mercado de Câmbio Câmbio TROCA Conhecimentos Bancários Item 3.5.3 - Mercado de Câmbio Câmbio TROCA Moedas Estrangeiras

Leia mais

27 O Sistema Monetário

27 O Sistema Monetário 27 O Sistema Monetário Imaginem que não existe um item na economia que seja amplamente aceite na troca de bens e serviços. As pessoas dependeriam da troca directa, mas uma economia que dependesse da troca

Leia mais

School of Economics and Management

School of Economics and Management School of Economics and Management TECHNICAL UNIVERSITY OF LISBON Department of Economics Carlos Pestana Barros & Nicolas Peypoch Pedro Leão Consequências A Comparative Analysis de desequilíbrios of Productivity

Leia mais

Módulo III Noções de Economia e Finanças

Módulo III Noções de Economia e Finanças Certificação Profissional ANBIMA CPA-10 Módulo III Copyright 2011-2012 BMI Brazilian Management Institute 1 Índice 10% a 15% da prova 1. 4 1.1 Indicadores econômicos 4 1.1.1 PIB 4 1.1.2 Índices de Inflação:

Leia mais

Prof. Dr. Antony Mueller Economia Internacional

Prof. Dr. Antony Mueller Economia Internacional Prof. Dr. Antony Mueller Economia Internacional Revisão para Prova III UFS 2009/I A) 1. Regimes Cambiais - Regime cambial fixo - Regime de taxas de cambio flexíveis (flutuantes) - Ancoragem simétrico -

Leia mais

Contabilidade Social Carmen Feijó [et al.] 4ª edição

Contabilidade Social Carmen Feijó [et al.] 4ª edição Contabilidade Social Carmen Feijó [et al.] 4ª edição CAPÍTULO 5 BALANÇO DE PAGAMENTOS Professor Rodrigo Nobre Fernandez Pelotas 2015 2 Introdução O balanço de pagamentos é o registro contábil de todas

Leia mais

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011 Visão do Desenvolvimento nº 96 29 jul 2011 O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada Por Fernando Puga e Gilberto Borça Jr. Economistas da APE BNDES vem auxiliando

Leia mais

NOME: NÚMERO: GRUPO I (8 valores)

NOME: NÚMERO: GRUPO I (8 valores) Universidade do Minho Curso de Comunicação Social Disciplina de Economia 8 de Junho de 2004 PROVA DE AVALIAÇÃO NOME: NÚMERO: Observações obrigatórias - antes de começar a responder, siga as seguintes instruções:

Leia mais

INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA

INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA UNIVERSIDADE DA MADEIRA Departamento de Gestão e Economia INTRODUÇÃO À MACROECONOMIA 2º Semestre 2004/2005 2º CADERNO DE EXERCÍCIOS Estudo dos Ciclos Económicos 1. O MERCADO DO PRODUTO 1.1. Modelo Simples

Leia mais

As leis da procura e oferta são fundamentais para o entendimento correcto do funcionamento do sistema de mercado.

As leis da procura e oferta são fundamentais para o entendimento correcto do funcionamento do sistema de mercado. CAPÍTULO 3 PROCURA, OFERTA E PREÇOS Introdução As leis da procura e oferta são fundamentais para o entendimento correcto do funcionamento do sistema de mercado. O conhecimento destas leis requer que, em

Leia mais

Determinação de Preços Internos Fluxos Comerciais Lucros das Empresas Valorização de Activos Crescimento Económico

Determinação de Preços Internos Fluxos Comerciais Lucros das Empresas Valorização de Activos Crescimento Económico 1 Determinação de Preços Internos Fluxos Comerciais Lucros das Empresas Valorização de Activos Crescimento Económico 2 Taxas Bilaterais Taxas Efectivas 3 4 Bilateral Nominal and Real Exchange Rates: Rand/Meticais

Leia mais

Perspectivas da economia em 2012 e medidas do Governo Guido Mantega Ministro da Fazenda

Perspectivas da economia em 2012 e medidas do Governo Guido Mantega Ministro da Fazenda Perspectivas da economia em 2012 e medidas do Governo Guido Mantega Ministro da Fazenda Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal Brasília, 22 de maio de 2012 1 A situação da economia internacional

Leia mais