Período São Bernardo SB Zero SB 20 SB 40 CDI. Janeiro 0,92% 1,05% -0,29% -1,71% 0,93% Fevereiro 0,81% 0,74% 1,93% 3,23% 0,82%

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1 Rentabilidade da Renda Fixa em 2015 Desde o mês de junho deste ano as carteiras de investimentos financeiros que compõem os perfis de investimentos da São Bernardo têm sofrido forte flutuação de rentabilidade,não só na renda variável, mas também na renda fixa. Isso fica evidente quando comparamos as performances do perfil São Bernardo com as do perfil SB Zero. Embora ambos sejam compostos por papéis 100% de renda fixa, os seus níveis de rentabilidade têm sido diferentes. Ocorre que os tipos de papéis que compõem aquelas duas carteiras têm características diferentes e os valores de mercado dos que compõem o SB Zero têm caído após o mês de junho em função do atual ambiente político e econômico. Como veremos mais adiante, no médio e longo prazo esses papéis têm apresentado rendimentos maiores do que os dos papéis que compõem o perfil São Bernardo, mas estão sujeitos a fortes variações mensais. Portanto, essa situação poderá se reverter em breve, no momento em que houver uma solução do quadro político e uma perspectiva mais favorável da economia. O perfil São Bernardo é composto basicamente por papéis pós-fixados atrelados ao índice CDI, que acompanha a taxa básica de juros SELIC, estabelecida pelo Banco Central. Por isso o seu rendimento é mais estável e acompanha a SELIC. Já os papéis do perfil SB Zero são mais variados, com grande parcela de NTN-B, que são títulos públicos indexados à inflação, com mais uma taxa pré-fixada definida na compra do papel. Esses títulos tendem a oferecer rentabilidades maiores, porém seus valores de mercado sofrem variações mais fortes no dia a dia. Porém, não se pode esquecer que os investimentos de previdência são de longo prazo e assim devem ser considerados. Além dos impactos acima mencionados, os perfis SB-20 e SB-40 foram ainda mais prejudicados pelas suas parcelas de renda variável. Veja a seguir a rentabilidade mensal dos quatro perfis e as explicações sobre as razões da volatilidade atual: Período São Bernardo SB Zero SB 20 SB 40 CDI Janeiro 0,92% 1,05% -0,29% -1,71% 0,93% Fevereiro 0,81% 0,74% 1,93% 3,23% 0,82% Março 1,03% 0,95% 0,96% 0,98% 1,04% Abril 0,92% 1,03% 1,92% 2,86% 0,95% Maio 0,95% 1,36% 0,09% -1,21% 0,98%

2 Junho 1,07% 0,66% 0,66% 0,64% 1,07% Julho 1,18% 0,70% 0,16% -0,41% 1,18% Agosto 1,08% 0,30% -1,11% -2,67% 1,11% Setembro 1,09% 0,25% -0,11% -0,57% 1.11% Acumulado Ano 9,43% 7,25% 4,24% 0,99% 9,56% Rentabilidade / CDI 98,64% 75,84% 44,35% 10,36% - Para entender melhor o que está ocorrendo, devemos entrar em detalhes mais técnicos do mercado financeiro. Vamos relembrar as composições básicas e os benchmarks de rentabilidade dos perfis de investimento do Plano São Bernardo, esclarecendo que benchmark de rentabilidade significa o objetivo de rentabilidade que se busca em cada perfil: Perfil de Investimento Composição e (Benchmark de Rentabilidade) São Bernardo 100% Renda Fixa (100% IMA-S*) SB-0 100% Renda Fixa (80% IMA-S + 20% IMA-B) SB-20 80% Renda Fixa (80% IMA-S + 20% IMA- B) + 20% Renda Variável (100% Ibovespa) SB-40 60% Renda Fixa (80% IMA-S + 20% IMA- B) + 40% Renda Variável (100% Ibovespa) Antes de continuar, vamos ver o que vem a ser IMA. O IMA é uma família de índices de renda fixa, que representa a evolução da carteira de títulos públicos federais a preços de mercado, com abrangência aproximada de 97% desse segmento de mercado. Existem vários índices IMA, mas as carteiras da São Bernardo contêm papéis relacionados somente aos índices IMA-S e IMA-B: IMA-Geral índice da carteira teórica de todos os títulos elegíveis, representando a evolução do mercado como um todo; IMA-Geral ex-c índice da carteira do IMA-Geral, excluídos os títulos NTN-C, indexados ao IGP-M

3 Além desses dois índices de caráter geral, existem outros que são determinados pelos indexadores a que seus títulos são relacionados: IMA-S papéis pós-fixados, que acompanham a taxa básica de juros SELIC IMA-B papéis indexados ao IPCA (índice oficial de inflação) IRF-M papéis com taxas de rentabilidade pré-fixadas IMA-C papéis indexados ao IGP-M Os índices IMA-B e IRF são ainda segmentados em outros índices segundo os prazos de vencimento de seus papéis: IMA-B 5, IMA-B 5+, IRF-M 1 e IRF-M 1+ Voltando aos perfis de investimento da São Bernardo, veja que a Renda Fixa do perfil São Bernardo (100% IMA-S) é diferente da Renda Fixa dos demais perfis (80% IMA-S + 20% IMA-B). Como já vimos, a parcela IMA-S é chamada de pós-fixada, muito parecida com o CDI. A oscilação deste índice está diretamente relacionada à taxa básica de juros (SELIC). Portanto, quando esta taxa sobe, sobe também a rentabilidade. Já a parcela IMA-B, composta em grande parte por NTN-B (títulos públicos indexados à inflação), é atrelada à variação da inflação somada a uma taxa pré-fixada (cupom), definida no momento da compra do papel. Historicamente, a parcela da renda fixa ligada à inflação (IMA-B) tem rendido de 0,5% a 1,0% ao ano acima da parcela IMA-S/CDI. Porém, apresenta muito mais volatilidade no curto prazo, ou seja, alterna meses com alta rentabilidade com outros de baixa rentabilidade. E é justamente isso que está ocorrendo desde junho. Mas, por que ocorre essa volatilidade? Isso acontece porque, para o cálculo do valor das quotas dos perfis do Plano São Bernardo os papéis são valorizados a mercado no dia a dia. Isso significa que um determinado papel tem um valor de mercado que varia a cada momento. Essa variação ocorre porque ele tem uma rentabilidade já definida, acima da inflação, até o seu vencimento e o mercado paga por aquele papel um valor diferente a cada dia, dependendo da expectativa da taxa de juros que estará sendo praticada no futuro. Ou seja, quando os agentes financeiros entendem que a situação econômica tende a se deteriorar e que isso vai resultar em práticas de juros futuros muito mais altos do que os juros definidos naquele papel, o seu valor de mercado cai, pois só assim ele poderá garantir ao investidor o rendimento mais alto que ele espera ter lá na frente. Caso o ambiente político/econômico evolua positivamente e as expectativas mudem para taxas de juros futuros mais baixos, aí ocorre o contrário e o valor do papel sobe, pois ele garante uma

4 rentabilidade superior àquela que se espera que esteja sendo praticada no momento do seu vencimento. Esse é o jogo que provoca a volatilidade das rentabilidades. A expectativa de juros futuros, formulada pelos agentes financeiros no dia a dia, é direta e fortemente influenciada tanto pela situação atual (riscos conhecidos e que podem influenciar a dinâmica de taxa de juros referencial, por ex. alteração na percepção do risco do país, dificuldade de acessar mercados externos para financiar investimentos, desinteresse dos investidores estrangeiros etc...), quanto pelas tendências do ambiente político e econômico. O ano de 2015 começou com um clima de receio por parte dos investidores, porém o resultado dos investimentos dos meses de janeiro a maio foram positivos para a maior parte das classes de ativos, inclusive a renda variável. Porém, de junho para cá aumentou o grau de stress em função da evolução do quadro político, da operação lava-jato, do orçamento deficitário para 2016 e da perda do grau de investimento. Como resultado, podemos citar que a taxa acima da inflação (cupom) paga, no final de maio deste ano, pela NTN-B com vencimento em 2055, era de 5,90%. No final do mês de setembro esta taxa estava em 7,38%. O resultado disso foi muito ruim para o benchmark IMA-B que rendeu -0,73%, -3,02% e -0,68% nos meses de julho, agosto e setembro. Quando houver uma normalização do quadro político e econômico, com expectativa de queda nas taxas futuras de juros, o efeito no rendimento daquele papel poderá ser positivo. A renda variável também foi fortemente afetada, com se vê a seguir: Mês RPI (Fundo de Renda Variável São Bernardo) IBOVESPA IBR-X 100 % Mês Variação S/IBOVESPA Variação S/IBR- X100 % Mês % Mês Jan/15-6,41% -0,21% 2,09% -6,20% -8,50% Fev/15 7,64% -2,33% -1,69% 9,97% 9,33% Mar/15 1,08% 1,92% 1,58% -0,84% -0,50% Abr/15 5,98% -3,95% -3,14% 9,93% 9,12% Mai/15-4,77% 1,40% 0,70% -6,17% -5,47% Jun/15 0,64% 0,03% -0,13% 0,61% 0,77% Jul/15-2,04% 2,13% 1,40% -4,17% -3,44% Ago/15-6,67% 1,66% 1,58% -8,33% -8,25% Set/15-1,67% 1,69% 1,53% -3,36% -3,20% Acum./15-7,02% 2,87% 4,18% -9,89% -11,20%

5 Diante desse quadro, a direção da São Bernardo pode assegurar que ela e os gestores de recursos da entidade estão atentos e fazendo todos os esforços para defender os interesses dos participantes. O importante é ter em mente que o investimento de previdência é de longo prazo e é necessário manter esse foco na hora de tomar qualquer decisão. Comitê de Investimentos

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