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1 ISSN Revista O Nortão O Nortão Sinop/MT v. 2 n. 1 Jan/Jun 2012

2 CIP CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO O Nortão: sua referência em comunicação científica: Ano 7, n. 1 (jan./jun. 2012) Sinop/MT: Editora FASIP, 2012 v. 2.; 21 cm Semestral Editor: Prof. Me. Adriano Marcos Rodrigues. ISSN Conhecimento divulgação. 2. Produção Científica. I. FASIP. CDU (05) Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário Luiz Kenji Umeno Alencar - CRB Os conteúdos e opiniões contidas nos artigos serão de inteira responsabilidade do(s) autor(es).

3 FACULDADE DE SINOP DIRETOR PRESIDENTE Prof. Deivison Benedito Campos Pinto DIRETORA ADMINISTRATIVA Profª. Giane Inacia de Castro Pinto DIRETORA ACADÊMICA Prof.ª Magda Andrea Moura COORDENADORES DE CURSO ADMINISTRAÇÃO Profª. Me. Adriano Marcos Rodrigues BIOMEDICINA Profº Dr. Karla Regina Pereira CIÊNCIAS CONTÁBEIS Profª Esp. Ana Flávia Soares DIREITO Profª. Me. Fernanda Heloisa M. Soares EDUCAÇÃO FÍSICA Profª Esp. Adelar Rhoden ENFERMAGEM Profª Esp. Alessandra Nazaré JORNALISMO Profª Esp. Paulo Roberto Schossler PSICOLOGIA Profª Esp. Juliana Porciuncula TURISMO Profª Esp.Simone Medeiros EDITOR: Profº Me. Adriano Marcos Rodrigues FASIPE CONSELHO EDITORIAL Prof.ª Me. Magda Andrea Moura - FASIPE Profº Me. Rosecler S. Canossa Furlanetto - FASIPE Profª. Me. Gildete Evangelista da Silva - UNEMAT Profº Dr. Marion Machado Cunha - UNEMAT CONSELHO CONSULTIVO Profª. Me. Fabiana David Carles- FASIPE Profª. Me. Fernanda Heloisa M. Soares- FASIPE Profº Me. Alessandra Nazare Pereira- FASIPE Profª. Me. Deise Rôos Cunha- FASIPE Profª. Me. João Batista Lopes da Silva- UNEMAT Profª. Me. Egeslaine de Nez- UNEMAT Profº. Me Gervásio Cezar Junior - FASIPE NÚCLEO DE EDITORAÇÃO Revisora: Profº. Marli Chiarani Diagramador: Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Capa: Profª Paulo Roberto Schossler REVISTA FASIPE Av. Magda Cassia Pissinati Nº 69 Residencial Florença Sinop-MT Fone: (66)

4 APRESENTAÇÃO É com muita satisfação que a Faculdade FASIPE lança mais um número da Revista O Nortão. Revista criada para atingir um variado público de colaboradores e leitores de diversas áreas, devido seu caráter multidisciplinar. Preocupados em manter a formação de excelência de seus alunos e professores, o espaço cunhado junto à Revista O Nortão visa atender a uma das três áreas que a FASIPE acredita ser o papel de uma grande universidade de qualidade (Ensino, Pesquisa e Extensão), que é o incentivo a iniciação científica - pesquisa. Através da Revista O Nortão, a FASIPE organiza um espaço de discussão e reflexão multidisciplinar sobre os mais variados temas que compõem o cenário científico. Diante da premente necessidade de discussões acadêmicas, a revista foi estruturada de forma que tanto professores quanto acadêmicos pudessem publicar suas pesquisas. Fazer parte da construção deste número foi bastante gratificante. O contato com diversos trabalhos e várias experiências, só fizeram aumentar minha dedicação e satisfação pela constante busca do conhecimento que o trabalho como aluno, pesquisador e professor me proporcionam dia a dia. Este número da Revista O Nortão vem coroar o trabalho de todos os professores, técnicos e colaboradores em geral, que fazem da FASIPE uma instituição que cresce cada vez mais e se consolida no universo educacional matogrossense. Sendo assim, gostaria de agradecer a todos que contribuíram enviando trabalhos para serem publicados neste número, contribuindo para que esta revista se concretizasse. Agradeço aos autores que, com seus artigos, compuseram esta edição da Revista O Nortão. Por último, e não menos importante, gostaria de agradecer aos acadêmicos do 6º semestre 2012/1 do curso de Administração da FASIP, pelo grande apoio despendido na elaboração e construção deste número. Obrigado a todos que, direta ou indiretamente, fizeram este trabalho acontecer. Aproveitem a leitura! Profº. Me. Gervasio Cezar Junior Organizador dos artigos do curso de Administração - TIC

5 EDITORIAL É com muito orgulho e satisfação que apresentamos a presente edição da Revista O Nortão, revista esta que tem como intuito promover, incentivar e estimular a pesquisa científica na região norte de Mato Grosso. O caráter multidisciplinar da revista nos permite tratar de temas das mais diversas áreas de graduação e pósgraduação, fazendo desta forma com que a mesma seja um instrumento extremamente valioso de difusão do conhecimento. Neste sentido, cabe destacar que a presente edição contempla artigos da área de Ciências Sociais, mais especificamente do curso de Administração, sendo que os mesmos são frutos dos Trabalhos de Iniciação Científica TIC`s, desenvolvidos pelos acadêmicos no decorrer da graduação. Este é o embrião para que os demais cursos da instituição propiciem a divulgação dos trabalhos e pesquisas desenvolvidos pelos acadêmicos dentro do ambiente da faculdade. Desde já, antecipo os mais sinceros agradecimentos aos professores e alunos que dedicaram seu tempo para a confecção dos artigos. Cabe enfatizar que a revista é um espaço democrático aberto a toda comunidade acadêmica da região, bem como do país, mas que, no entanto pode servir de instrumento para a divulgação dos Trabalhos de Iniciação Científica TIC, dos Trabalhos de Conclusão de Curso TCC, dos projetos e pesquisas que constantemente são desenvolvidas pelos professores e acadêmicos da Faculdade de Sinop, por este motivo, que este espaço seja utilizado para a democratização da informação e promoção da ciência. Por fim, agradeço a todos que direta ou indiretamente colaboraram para a construção desta revista. Boa leitura. Profº. Me. Adriano Marcos Rodrigues Editor da Revista O Nortão/FASIPE

6 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... Gervasio Cezar Junior EDITORIAL... Adriano Marcos Rodrigues GESTÃO DE RECURSOS MATERIAIS: CONTROLE DE ESTOQUE NAS MICROEMPRESAS NO MUNICÍPIO DE SINOP/MT... Maristela Witeck ESTRATÉGIAS DE MARKETING UTILIZADAS PELAS EMPRESAS DE SINOP NAS REDES SOCIAIS... Allan Diego Gotardo DESCARTE DE EMBALAGENS DE AGROTÓXICOS PELOS PRODUTORES RURAIS DE SINOP/MT... Marcos Grabski A IMPORTÂNCIA DA ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO NAS EMPRESAS DE AUTOPEÇAS DO MUNICÍPIO DE SINOP... Rodrigo Bampi A LOGÍSTICA REVERSA COMO FERRAMENTA DE CONTROLE DE DEVOLUÇÕES DE MERCADORIA NA EMPRESA EXTRA CAMINHÕES LTDA... Zenilton Neumann ÍNDICE DE SATISFAÇÃO DO PÚBLICO UNIVERSITÁRIO PARA COM AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DE SINOP-MT... Greizielle Ortiz EMPRÉSTIMO CONSIGNADO PARA APOSENTADOS... Cristiane Borre FUSÕES EMPRESARIAIS - VANTAGENS E DESVANTAGENS PARA AS ORGANIZAÇOES E CONSUMIDORES... Emanuella Silva Sellegrini ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO, NA EMPRESA FIAGRIL LTDA, POLO DE SINOP/MT... Patricia Idalina de Oliveira Grabski ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS CONTÁBEIS COM O NOVO MODELO DIGITAL EM SINOP... Fernando Antonio Kroth

7 GESTÃO DE RECURSOS MATERIAIS: CONTROLE DE ESTOQUE NAS MICROEMPRESAS NO MUNICÍPIO DE SINOP/MT MARISTELA WITECK 1 RESUMO: Com a crescente competividade do mercado em todos os setores, as empresas buscam o aprimoramento para melhor execução das atividades e bem atender às necessidades de seus consumidores, utilizando da tecnologia e novos processos organizacionais para tal fim. Em busca de melhor colocação, as microempresas tendem a aplicar a gestão de controle de estoque e, assim, administrar seus produtos, controlando as aquisições para não gerar gastos desnecessários. Diante da pesquisa básica, qualitativa, quantitativa, exploratória e bibliográfica realizada, e o estudo exploratório sobre o assunto, este utilizado por consultas em livros que poderão contribuir para melhor compreender o problema abordado, envolvendo levantamentos de dados, através de entrevistas aos envolvidos no setor de estoque. Através da análise da pesquisa, concluiu- se que as microempresas tendem à necessidade de obter um adequado sistema no processo de armazenagem, por estratégias e planejamentos para satisfazer os seus clientes, inovando cada vez mais e organizando a forma de armazenamento dos materiais. Todos os administradores devem saber quando e a quanto deve manter os materiais em estoque nos armazéns, pois o controle de estoque é uma das áreas mais importante nas empresas, seja de porte grande ou pequeno. Portanto, é através dele que se prevê o quanto é necessário comprar no próximo pedido ao fornecedor, evitando a aquisição desnecessária, e quando o seu uso for eficiente, as empresas minimizarão a imobilização do capital investido em estoque. Palavras- chaves: Armazenagem, Controle de estoque, Microempresas. MATERIAL RESOURCE MANAGEMENT: INVENTORY CONTROL IN MICRO-ENTERPRISES OF THE CITY OF SINOP/MT ABSTRACT: With the increasing competitiveness of economic market, companies seek the improvement to better implementation of the activities and meet the needs of its consumers, using technology and new organizational processes. In search of better placing microenterprises tend to apply the management of inventory control and administer their products, controlling the acquisitions not to generate unnecessary spending. On the applied research, exploratory qualitative, quantitative, and literature held, and the exploratory study on the subject, this used by queries in books that may seek to better understand the problem addressed, involving data surveys by interviewing the involved in stock. Through the research analysis concluded that firms tend to need to obtain an adequate system in the storage process, strategies and plans to meet your customers, innovating increasingly and organizing form of storage of materials. All administrators should know when and how much to keep the materials in stock in warehouses, because the inventory control is one of the most important companies, whether large or small. So it is through him that predicts how much you need to buy in the next request from the supplier avoiding the unnecessary acquisition, 1 Acadêmico de Graduação, Curso de Administração, Faculdade de Sinop FASIPE, R. Carine, 11, Res. Florença, Sinop - MT. CEP: Endereço eletrônico:

8 and when its use is efficient companies minimize the immobilization of capital invested in stock. Keywords: storage, stock control and micro-enterprises. INTRODUÇÃO Para manterem a competitividade, as empresas estão se adequando ao processo de globalização, através da implantação de novas tecnologias e de novos processos organizacionais. O gerenciamento de estoque tem como objetivo suprir uma necessidade das empresas de controlar tudo que se passa com os materiais, o período de cada um dentro dos armazéns, a quantidade e quando pedir novamente aquele produto. Deste modo, esta pesquisa realiza uma explicação conceitual referente ao gerenciamento de estoque atinente ao seu conceito, objetivo, previsão, estoque de segurança, os custos de estoques, armazenagem, distribuição e transporte aplicado, em busca do conhecimento deste contexto nas microempresas do município de Sinop/MT, sendo elas a empresa Pink Biju, a Madeireira Morais Madeiras, a Casa das Bikes, a Raiter e Cia, S.O.S Celulares e loja Nossa Loja, com o objetivo de buscar e justificar teoricamente, pela oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre o referido tema de gestão de controle de estoques aplicado nas microempresas e abordagem problemática desta pesquisa elaborada, é investigada pela proposição da seguinte questão: As microempresas do município de Sinop/MT possuem um controle de estoque, e como elas trabalham essa gestão de recursos? A pesquisa é identificada como básica, quantitativa, de caráter exploratório, com uso de levantamento e revisão bibliográfica. Para a coleta de dados, foram realizadas entrevistas com os gerentes de controle de estoque e funcionários do setor das microempresas do município de Sinop/ MT acima referidas. 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 As habilidades do administrador Segundo Chiavenato (2003), o sucesso do administrador depende muito mais do seu desempenho, da maneira que lida com as pessoas e situações ocorrentes do que os seus traços particulares de personalidade. Cabe a este, executar suas tarefas não pelo que ele consegue fazer e sim pelo que ele é, e o desempenho de suas tarefas é resultado das habilidades que possui e utiliza, transformando o conhecimento em ação, atingindo o objetivo que deseja. Ainda para Chiavenato (2003), existem três tipos de habilidades importantes para o administrador bem sucedido, são elas: Habilidades técnicas: é o uso do conhecimento especializado e facilidade na execução das técnicas relacionadas com o trabalho e com os procedimentos para a

9 realização. Ela é relativa a fazer o trabalho com coisas, como processos materiais a exemplo da contabilidade. Habilidades humanas: é o trabalho com pessoas, refere-se ao relacionamento interpessoal e em grupos, envolve a capacidade de comunicar, motivar, coordenar, resolver conflitos entre as pessoas. Habilidades conceituais: refere sobre a visão que se consegue ter sobre a organização, é a facilidade em trabalhar com ideias e conceitos, teorias e abstrações. Relacionado com o pensar, raciocinar e diagnosticar situações, além de formar alternativas para resolver problemas. De acordo com Chiavenato (2003), devido ao avanço tecnológico e o desenvolvimento do conhecimento humano, não produzirá efeito se a qualidade da administração não for efetuada com a aplicação efetiva dos recursos humanos e materiais. Onde quer que esteja, a ocupação no nível hierárquico/ o administrador, somente alcançará os resultados através da cooperação de todos os colaboradores da organização As funções do administrador Chiavenato (2003) descreve sobre a visão de Fayol em relação aos atos do administrador, como: Prever: visualizar o futuro e traçar o programa de ação. Organizar: constituir o duplo organismo material e social da empresa. Comandar: leva a organização a funcionar. Seu objetivo é alcançar o máximo de retorno de todos os empregados no interesse dos aspectos globais do negócio. Coordenar: ligar, unir, harmonizar todos os atos e esforços coletivos. Controlar: verificar que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e as ordens dadas, com objetivo de localizar as fraquezas e erros no intuito de retificálos e prevenir a recorrência. Essas são as funções do administrador, mas cabe tanto para o chefe, gerente e supervisor, cada um em seu nível, deve desempenhar essas atividades essenciais, conhecidas como processo administrativo A Administração por Objetivos (APO) Segundo Drucker (1998), administração por objetivos exige um profundo empenho e técnicas especiais, cada membro da empresa deve colaborar para o alcance da meta comum de maneira a produzir um todo, mas sem atritos e sem duplicar esforços. Todo trabalho efetuado na empresa deve estar voltado para os objetivos globais da organização. Chiavenato define a administração por objetivos como: É um método no qual as metas são definidas em conjunto pelo gerente e seus subordinados, as responsabilidades são especificadas para cada um em função dos resultados esperados, que passam a constituir os

10 indicadores ou padrões de desempenho sob os quais ambos serão avaliados. (CHIAVENATO, 2003, p.228). Através da APO, analisa-se o resultado final de todos os envolvidos para comparar com os objetivos estabelecidos, se foram alcançados conforme o esperado, uma abordagem democrática e de participação serve também como um esquema de avaliação do desenvolvimento humano, com remuneração flexível, além dos objetivos organizacionais, os objetivos individuais das pessoas também são importantes. 2.2 Tecnologia e administração Chiavenato (2003) salienta que a tecnologia possui grande influência sobre as organizações, ela impulsionou o seu desenvolvimento e consolidou com a globalização. Mas foi no século XX, com a invenção do computador, que as organizações começaram a apresentar características de automatização e automação de suas atividades. Pois, com o computador, ficou ágil a administração de grandes organizações com uma variedade de produtos, processos, materiais, clientes e fornecedores, oferecendo à administração, a possibilidade de um custo mais baixo, com rapidez na execução das tarefas Administração de materiais Segundo Pozo (2008), o controle da disponibilidade dos produtos no estoque e de suas necessidades totais do processo produtivo, envolve o almoxarifado e intermediários; e os de produtos acabados têm como objetivo não deixar faltar material para o processo de fabricação, mas evitar a alta imobilização dos recursos financeiros. Portanto, a importância de tornar ideal o investimento do estoque, para aumentar a eficiência no seu planejamento, controle e reduzir a necessidade do capital para o estoque, pois qualquer que seja a decisão, ela terá fortemente influência sobre as demais. Dentro da organização, as áreas comerciais e de produção são as mais importantes, porque elas são totalmente influenciadas nos objetivos finais Políticas de estoques De acordo com Dias (2008), dentro do conjunto econômico da organização, é preciso que o gerente de materiais esteja preparado e capacitado para responder sobre as exigências estabelecidas pelo mercado, variações de preços de venda e de compra, pois quando estiver diante dos regimes inflacionais, deparara-se com grandes problemas, pois nesse período as vendas tendem a diminuir e os preços serem reajustados constantemente. Afirma Pozo (2008), a função de planejar e controlar estoque são fator primordial numa boa administração do processo produtivo. (POZO, 2008, p. 40). Conforme Dias (2008), a administração deve propor objetivos para o departamento de materiais, dentre elas são:

11 Metas para a entrega dos produtos ao cliente; Definir o número de almoxarifado e a lista dos materiais que irão ocupar cada um deles; Até que nível os estoques estarão em equilíbrio para atender a alta ou baixa das vendas; Até que ponto pode haver a busca por preços mais baixos ou aquisição de uma quantidade maior sobre os produtos; Definir a rotatividade do estoque. E Dias (2008) define os princípios do controle do estoque para organizá-lo, conforme se relaciona: Determinar quais os produtos devem permanecer em estoque; Determinar quando reabastecer o estoque; Determinar a quantidade de unidades que deve ter no estoque; Comunicar-se com o departamento de compras quando houver a necessidade de compras; Receber, guardar e armazenar os produtos estocados conforme a necessidade; Controlar o estoque de forma a fornecer informação referente à posição do estoque. Retirar os produtos obsoletos e defeituosos do estoque. 2.4 Custos de estoque Pozo (2008) define que a mais importante função do controle de estoque e dos materiais está relacionada com a administração de níveis de estoque, lógica e racionalidade, que podem ser aplicadas com sucesso para a resolução dos problemas de estoque. (POZO, 2008, p. 42). Todo e qualquer tipo de material armazenado gera custos. Dias (2008) descreve alguns deles: juros, depreciação, conservação e dentre outros, e pode ser classificados em grupos como: Custos de capital: juros e depreciação; Custos com pessoal: salários, encargos sociais; Custos com edificações: aluguéis, impostos, luz, conservação; Custos de manutenção: deterioração, obsolescência, equipamentos Custo de armazenagem Determina Pozo (2008) que o custo de armazenagem é uma das mais importantes tarefas para a administração de estoques, pois através dela que se pode considerar as vantagens e desvantagens dos custos diretos e associados a cada produto (gasto que venha ser identificado se é para esse ou aquele produto) estocado. Em relato de Dias (2008), no custo de armazenagem, existem vários fatores que contribuem para este custo, que, além do aproveitamento da área, em parcela pesa também o tempo gasto em movimentação e a obsolescência dos materiais.

12 2.4.2 Custos de pedido Destaca-se que o custo de pedido está diretamente determinado com base no volume das requisições ou pedidos que ocorrem no período. (Pozo, p. 42). E os resultados do cálculo compõem as seguintes despesas: mão-de-obra (para o processamento e emissão), material (utilizado na confecção do pedido, como formulários, impressora) e custos indiretos (despesas indiretamente ligadas ao pedido, como telefone, energia, etc.) Custo de falta de estoque Diante da visão de Pozo (2008), não entregar ou atrasar um produto por falta de um item, causa enormes transtornos ao cliente (imagem, custos, confiabilidade, concorrência, etc.). (POZO, 2008, p.43). Quando existem materiais imobilizados (que não têm saídas frequentes), causa para a empresa grande custos, e ao reduzirem ao máximo esses materiais poderá fazer com que não se cumpra o prazo de entrega, e isso pode gerar multas e, pior, o cliente cancelar o pedido da compra. Segundo Martins (2006), a análise do estoque é importante para os conceitos de consumo e demanda, pois caso o consumidor necessita de um produto e a empresa não tenha a disponibilidade para atendê- lo, essa situação se considera uma demanda reprimida. Sendo ela não atendida plenamente no momento ou não aceitar o recebimento posteriormente daquilo que precisa, o cliente procurará outra empresa Custo total Relata Dias (2008), custo total é a somatória do custo de armazenagem mais o custo de pedido. 2.5 Previsões de estoques Conforme Pozo (2008), a previsão de estoques é elaborada através dos dados que o pessoal de vendas repassa, é onde os valores da demanda providenciam os níveis de estoque. Cabe ao administrador de estoque prever e informar sobre a demanda para os fornecedores, a fim de atender todos os clientes. E define Pozo, a previsão de demanda como a tentativa de acertar o desejo do mercado num futuro bem próximo, e os gráficos de demanda também ajudam muito. (POZO, 2008, p.52). A previsão leva em consideração alguns fatores que mais afetam o ambiente e tendem a mobilizar os clientes. Como apresenta Dias (2008), neste processo, existem duas categorias de informações para utilizar: Quantitativas: são referentes a volumes e decorrentes de condições que podem afetar a demanda, como a influência da propaganda, evolução das vendas no tempo e também o crescimento da população, e as qualitativas: referem-se às fontes de obtenção de dados para serem obtidos valores confiáveis de variáveis que podem afetar a demanda. 2.6 Estoques de Segurança

13 Os estoques de segurança, também conhecidos como estoque mínimo ou estoque reserva, existem por causa das incertezas da demanda. Dias (2008)aponta que, para a proteção contra as incertezas, não é somente através dos estoques de segurança, mas pelo esforço gerencial, da flexibilidade e da capacidade de resposta dos processos para reagir a uma situação inesperada, que tem por finalidade não afetar o processo produtivo e não acarretar transtornos aos seus clientes, sendo esse o principal. 2.7 Armazenagem e controle Guerra (2007) relata que os sistemas de armazenagem são conjuntos de equipamentos que servem para arrumar, de forma conveniente, as matérias-primas ou produtos acabados, seja manualmente ou utilizando equipamentos de movimentação de materiais como, empilhadeiras e porta-palétes, isso depende do tipo de produto. Segundo Pozo (2008), o processo de armazenagem e manuseio das mercadorias são atividades essenciais do conjunto logístico, consumindo de 10 a 40 % das despesas de logística, assim, estão associados à seleção do local. 2.8 Planejamentos da produção Define Pozo (2008) que planejamento da produção é um conjunto de ações inter-relacionadas que objetiva direcionar e coordenar o processo produtivo da empresa com os objetivos do cliente. O planejamento da produção é o principal elemento de coordenação das atividades de vários departamentos de uma indústria. Conforme Pozo (2008), quando se tem todas as informações para elaborar esse planejamento, deve-se analisar as seguintes questões: Fatores externos: demanda do mercado, data de entrega estabelecida, estoque em poder intermediário e tempo necessário para obtenção da matéria- prima. E os fatores internos: estoque de produtos acabados, equipamentos disponíveis, pessoal disponível, materiais e ferramentas disponíveis, lotes econômicos de produção, regime de trabalho, tempo necessário para execução das operações e a possibilidade de rejeições. 2.9 Distribuição e transporte Relata Pozo (2008), o Brasil, como sendo parte integrante do departamento de logística, está buscando diminuir o chamado Custo Brasil, formado por impostos, estradas, sistema de armazenagem, transportes fluviais e encargos de mãode- obra. Devido a isto, há uma grande busca pelo maior aproveitamento do transporte de ida e volta para um melhor preço do frete. Ainda segundo Pozo (2008), as atividades do sistema de distribuição são compostas de quatro etapas importantes para o sucesso do processo, são elas: Estoque de produtos acabados: é o local onde são armazenados os produtos manufaturados ou comprados para disponibilizar para o mercado; Embalagens de proteção: são embalagens especiais para proteger o produto no manuseio em

14 depósitos e nos transportes; Depósito de distribuição: é utilizado para armazenar os produtos em locais muito distantes da origem e próximo aos clientes; e Transporte: envolve diversos métodos de movimentar o produto para fora da empresa, podendo ser enviado para depósitos, centros distribuidores, atacadistas, varejistas ou cliente 3. ANÁLISE DOS DADOS Apresenta-se a análise dos dados levantados através das entrevistas de gerentes de controle de estoque e funcionários do setor das microempresas do município de Sinop/ MT. A primeira pergunta efetuada foi se A empresa possui gestão de estoque. Verifica-se que as empresas entrevistadas afirmam existir o setor de controle de estoque, representando 100% do total pesquisado e nenhuma afirma que não se tem essa gestão nas microempresas. Portanto, pode-se observar que as empresas estão buscando sempre manter a quantidade e diversidade de produtos aos seus clientes, e, através desta gestão, pode-se confirmar que as empresas estão sempre prontas a mudanças e dispostas a atender as necessidades do cliente, que pode identificar a quantidade de produtos mantidos em estoque e, quando bem executada, não irá faltar o produto a ser ofertado. 33% 0% 17% 0% Pedidos mensal 50% Até 10 pedidos 11 a 20 pedidos 21 a 30 pedidos mais de 30 pedidos Gráfico 01- Qual é a quantidade de pedidos de compras efetuadas mensalmente? Fonte: Própria Em relação ao questionar a quantidade de pedidos efetuados mensalmente, os entrevistados demonstram, em porcentagem, que 50% fazem uma quantidade de pedidos até 10 pedidos mensais, e outros 33% praticam mais de 30 pedidos e de 11 a 20 representam 17% dos entrevistados. Entretanto, através dos dados analisados, pode se confirmar que as empresas fazem previsões de estoque para sua produção, buscando estimativas de estoque de acordo com a produtividade, ou seja, buscam estabelecer uma quota de números de pedidos mensal, evitando a aquisição de produtos desnecessários quando ainda há no estoque, garantindo a menor imobilização nos estoques.

15 Estoque de segurança 33% 67% Sim Não Gráfico 02- A empresa trabalha com estoque de segurança? Fonte: Própria Nesta análise, pode ser comprovada que 67% afirmam que as microempresas buscam fazer previsões de estoque e assegurar que sempre tenham o produto desejado pelos clientes. Mas 33% dos entrevistados declaram não utilizar o estoque de segurança, em virtude de algumas empresas trabalharem com um equilíbrio de produtos, devido ao ramo de serviço prestado, em que não cabe deixar produtos no estoque por provocar altos custos no produto estocado, essas procuram repor conforme a procura do produto e até mesmo pedidos de clientes antecipadamente. Modalidade de compra 43% 57% Compra normal Compra de emergência Gráfico 03- Em sua empresa, ocorre com mais frequência qual modalidade de compra? Fonte: Própria As microempresas conseguem programar a quantidade de produtos que se deve ter em estoque, no entanto, afirmando, com 57% representados pela compra normal, conseguem seguir esse processo mesmo em tempos de alta procura por produtos elevando o alto faturamento em períodos que ocorre o aquecimento da economia. Já em relação às compras de emergência, 43% descrevem que pode ocorrer essa modalidade, quando estes não conseguirem assegurar uma quantidade suficiente de produtos no estoque, deverão forçar a compra de emergência.

16 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Com a realização desta pesquisa, pode-se identificar que o estudo de gestão de estoques mostra aa importância de bens ou serviços procurados estarem, no momento exato, disponível para atender as necessidades do mercado, ou seja, quando o cliente procura pela aquisição dos bens oferecidos. Ainda pela organização que isso exige, deve haver um total controle dos materiais e muita atenção na execução, desde o recebimento até a saída dos produtos. Este processo deve ser corretamente elaborado, evitando perdas, para isso o arranjo físico deve estar adequado aos produtos armazenados, evitando prejudicar as finanças da empresa e possibilitando a sua posição no mercado para competir com as demais relacionadas ao mesmo ramo de atividade prestado. Às entrevistas, as empresas demonstraram que devem ser eficazes a tempo de eliminar desperdícios que podem ocorrer, evitando custos desnecessários, assim com o controle de produtos e mantendo a qualidade dos mesmos, mantém o ponto de equlíbrio financeiro de seus empreendimentos. Enfim, recomenda-se esta pesquisa a todos que queiram ampliar ou obter conhecimentos sobre essa atividade que as organizações aplicam, em que a busca pela lucratividade é o mais importante de um empreendimento, mas, para que isso ocorra, faz-se necessária a alta administração referente aos seus bens materiais, e com a melhor estrutura organizacional possível. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. CHIAVENATO. Idalberto: Introdução á teoria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações. 7ª ed. Rev. e atualizada. Rio de Janeiro: Elsevier, CHIAVENATO, Idalberto: Introdução à Teoria Geral da Administração. 3ªed. Ver. e atualizada. Rio de Janeiro: Elsevier, CHIZZOTTI, Antônio: Pesquisa em ciências humanas e sociais. 3ª ed. São Paulo: Cortez, CHIAVENATO. Idalberto: Introdução á teoria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações. 7ª ed. Rev. e atualizada. Rio de Janeiro: Elsevier, DIAS, Marcos Aurélio P.: Administração de materiais: princípios, conceitos e gestão. 5ª ed. São Paulo: Atlas, DRUCKER, Peter F.: Introdução á administração. 3ª ed. São Paulo: Pioneira, GIL, Antônio Carlos: Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, GUERRA, Cláudio Sei: Equipamentos de armazenagem; sistemas de armazenagem. São Paulo, MORIN, A. Pesquisa-ação integral e sistêmica: um antro pedagogia renovada. Rio de Janeiro: DP&A, POZO, Hamilton: Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais: Uma abordagem Logística. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2008.

17 ESTRATÉGIAS DE MARKETING UTILIZADAS PELAS EMPRESAS DE SINOP NAS REDES SOCIAIS ALLAN DIEGO GOTARDO 2 RESUMO: O presente estudo visa demonstrar a importância das estratégias de marketing nas redes sociais no município de Sinop-MT, trazer uma análise da eficácia da divulgação dos produtos nas redes sociais. Sendo assim, foi feita uma pesquisa básica para saber dos empresários se as redes sociais são um bom meio de interagir com os clientes. No que se refere aos objetivos, analisar as estratégias de marketing nas redes sociais que influenciam nas necessidades de compra dos consumidores, prestando o atendimento necessário e usando a internet para atrair novos clientes. Quanto à abordagem dos resultados obtidos, deu-se sob a forma qualitativa. Para atingir o objetivo anteriormente proposto, foram aplicados questionários aos gerentes e proprietários de empresas de Sinop-MT. Ao final, pode-se constatar que, na opinião dos mesmos, há um grande interesse em comum na utilização das redes sociais em crescer juntamente com esse serviço, confiam na ferramenta disponibilizada, com a finalidade de interagir com os usuários, trocando informações sobre produtos e serviços, gerando lucro para agregar valor à sua marca. Palavras-chave: Redes sociais, Marketing, internet. MARKETING STRATEGIES USED BY COMPANIES SINOP, IN NETWORKS ABSTRACT: This study aims to demonstrate the importance of marketing strategies on social networks in the city of Sinop-MT, bring an analysis of the effectiveness of the dissemination of products in social networks. Thus, a basic research was done to determine if the business of social networks are a good way to interact with customers. With regard to the objectives, analyze the marketing strategies on social networks that influence consumers' purchasing needs, providing the necessary service and using the internet to attract new customers. The results of the approach, there was qualitative in the form. To achieve the goal previously proposed Questionnaires were administered to managers and business owners in Sinop-MT. At the end, one can see that in the opinion of them there is great interest in common in the use of social networks to grow together with this service, trust the tool provided free of charge, in order to interact with users, exchanging information about products and services, generating income to add value to your brand. Keywords: Social networks, Marketing, Internet. INTRODUÇÃO Neste capítulo, contextualiza-se o tema estratégias de marketing nas redes sociais e seus novos desafios tecnológicos, esta ferramenta muito utilizada na internet, que pode ser vista como um instrumento inovador e tecnológico, com 2 Acadêmico de Graduação, Curso de Administração com Ênfase em Marketing, Faculdade de Sinop Av. Magda de Cássia Pissinati, Nº69, Res. Florença, Sinop MT. CEP: Endereço eletrônico:

18 conteúdos de diferentes interesses na rede social, torna-se um ótimo negócio para todos que utilizam esse meio de comunicação global. Pode-se afirmar seguramente que hoje as redes sociais são utilizadas por várias pessoas em diferentes países; assim, as redes procuram ideias inovadoras para envolver seus usuários, juntando a criatividade de publicitários e designs de páginas de internet, para que sejam atraentes e caiam no gosto dos usuários. Hoje, é possível ver esta inovação nas páginas de , sites de relacionamentos, sites de noticias, sites de eventos sociais, entre outros, pois esse mercado ainda é novo, também conhecido como bocaboca virtual. Essa rede inovadora vai atrair muitos investidores, pois tecnologia significa futuro. 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Conceito da Administração A Administração é o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos a fim de alcançar os objetivos. (CHIAVENATO, 2000, p. 05). A prática da administração consiste, pois, em métodos utilizados para melhor controlar e alcançar objetivos pessoais e profissionais, buscando a excelência nos resultados. Acerca dos objetivos dessa ferramenta, o autor nos diz: A tarefa da Administração é a de interpretar os objetivos propostos pela organização e transformá-los em ação organizacional por meio de planejamento, organização, direção e controle de todos os esforços realizados em todas as áreas e em todos os níveis da organização. (CHIAVENATO, 2000, p. 05). Conforme já citado anteriormente, a Administração durante seu exercício no ambiente empresarial engloba basicamente quatro processos distintos, a saber: planejar, organizar, liderar e controlar. Planejar significa que os administradores pensam antecipadamente em seus objetivos e ações, e que seus atos são baseados em algum método, plano ou lógica, e não em palpites. São os planos que dão à organização seus objetivos e que definem o melhor procedimento para alcançá-los. (STONER, 1999, apud GUEDES, 2006, p. 20). No que se refere ao planejamento, Chiavenato (2000) o divide em três etapas: Determinação das etapas para o cumprimento dos objetivos planejados; Agrupamento de tais atividades (departamentalização); Delegar as atividades aos profissionais especializados. Em relação ao planejamento, nas palavras de Chiavenato (2000, p.7): Definido o planejamento e estabelecida a organização, resta fazer as coisas andarem e acontecerem. Este é o papel da direção (liderança): acionar e dinamizar a empresa. A direção (liderança) está relacionada com a ação, com o colocar-se em marcha, e tem muito a ver com as

19 pessoas. Ela está relacionada diretamente com a atuação sobre os recursos humanos da empresa. Por último, temos o processo de controle que, segundo Guedes (2006), consiste em medir a eficácia ou não das tarefas administrativas. 2.2 Redes Sociais Uma rede social é uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. As redes sociais podem operar em diferentes níveis, como, por exemplo, redes de relacionamentos (facebook, orkut, myspace, twitter), redes profissionais (LinkedIn), redes comunitárias (redes sociais em bairros ou cidades), redes políticas, dentre outras, e permitem analisar a forma como as organizações desenvolvem a sua actividade, como os indivíduos alcançam os seus objectivos ou medir o capital social o valor que os indivíduos obtêm da rede social. (KREBS, VALDIS, 2006, p. 1). Um ponto em comum, dentre os diversos tipos de rede social, é o compartilhamento de informações, conhecimentos, interesses e esforços em busca de objetivos comuns. A intensificação da formação das redes sociais, nesse sentido, reflete um processo de fortalecimento da Sociedade Civil, em um contexto de maior participação democrática e mobilização social. 2.3 Conceito de E-commerce O e-commerce pode ser definido como o conjunto das transações comerciais de produtos e serviços efetuadas através da internet ou de outros meios digitais. (http://www.e-marketinglab.com/cap_10.pdf). Essa nova forma de comercialização surgiu em decorrência das mudanças trazidas no âmbito da tecnologia, provocadas pelo processo de globalização da economia. A Internet tem sido um dos grandes avanços, facilitando a comunicação entre as empresas e os clientes. Estas facilidades oferecidas aos consumidores fazem com que o nível de exigência aumente, buscando novos produtos e serviços que os satisfaçam. (GRÜTZMANN, 2006). Ao mesmo tempo em que aumenta o nível de exigência do mercado consumidor, a internet também está possibilitando uma nova economia digital, onde indivíduos e empresas criam riqueza aplicando conhecimento e esforço às áreas de produção, agricultura e serviços. (TOLEDO, 2003). 3. METODOLOGIA Em relação aos objetivos, a pesquisa se deu de forma exploratória.

20 A pesquisa exploratória tem por finalidade, especialmente quando se trata de pesquisa bibliográfica, proporcionar maiores informações sobre determinado assunto; facilitar a delimitação de uma temática de estudo; definir os objetivos ou formular as hipóteses de uma pesquisa ou, ainda, descobrir um novo enfoque para o estudo que se pretende realizar. Podese dizer que a pesquisa exploratória tem como objetivo principal o aprimoramento de idéias ou a descoberta de intuições. (VERGARA, 2009, p. 42). Com esse processo, é possível conhecer melhor e definir conceitos importantes dentro da administração, e propiciar subsídios para a formulação das hipóteses elencadas na pesquisa, em que se aborda um tema que é e foi pouco explorado até agora. Os procedimentos técnicos utilizados na pesquisa foram levantamento, bem como pesquisa bibliográfica. Caracteriza-se o levantamento pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecerem. Gil (1999, apud BEUREN, 2009, p. 85). Já a pesquisa bibliográfica, é o estudo sistematizado desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, isto é, material acessível ao público em geral. (VERGARA, 2009, p. 43). O levantamento se deu através de entrevista com usuários de internet e sites de relacionamento, em relação à pesquisa bibliográfica, esta se desenvolveu por meio da internet, livros e revistas. 4. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS 4.1 Formatação de Tabelas e Figuras Gráfico 1: Eficácia da divulgação nas redes sociais Fonte: Dados da pesquisa. Nota-se que há uma melhora do faturamento, bem como a relação entre cliente e empresa e a possibilidade de atender novos mercados, fica evidente que devido a essa integração é possível conhecer melhor o cliente, e, como consequência, tem-se o aumento do faturamento, confirmando assim que as estratégias de

21 marketing nas redes sociais e seus novos desafios tecnológicos têm trazido retornos financeiros às empresas. Nota-se que ocorre uma grande interação, direta com os usuários, a fim de fazer com que eles façam parte da empresa, apresentando opiniões, e até mesmo decidindo sua compra antes de ir à loja. Gráfico 3: Pesquisa de marketing aplicada ao público das redes sociais Fonte: Dados da pesquisa. Observou-se que a maioria dos entrevistados já utilizou uma pesquisa de marketing para conhecer melhor o mercado e seus clientes, essa pesquisa é de suma importância para as empresas. Assim, elas podem utilizar a rede social para formular estratégias de preço para atingir seu público alvo, interagindo com os clientes e despertando interesse em adquirir produtos e serviços, confirmando, dessa forma, que a empresa consegue utilizar a rede social para formular estratégias de preço para atingir seu público alvo. Nota-se que a maioria dos empresários resolveu investir nas redes sociais a partir do ano de 2011, pois a partir deste período, a evolução tecnológica fica mais evidente e integrada a toda a sociedade, que teve acesso facilitado e rápido à internet.

22 Gráfico 6: De que forma os clientes são informados das promoções? Fonte: Dados da pesquisa. A maioria dos entrevistados destaca a internet como uma forma de comunicação, por ser uma ferramenta em evolução, moderna, rápida, e de fácil acesso, confirmando assim que a internet tem sido o meio de comunicação pelo qual um volume maior de clientes fica informado de promoções e novos produtos das empresas que a utilizam. 5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Primeiramente, foi aplicado um questionário fechado aos empresários e gerentes de diversas lojas do município de Sinop-MT, com o que se observou que houve uma satisfação dos empresários no faturamento da empresa quando houve o ingresso dos serviços de marketing nas redes sociais. Constatou-se que a maioria dos clientes que estão nas redes sociais, e têm contato direto com a empresa, sempre adquirem produtos ou serviços, ou seja, tomam a decisão de compra antes mesmo de irem ao estabelecimento. A maioria dos entrevistados já utilizou uma pesquisa de marketing para conhecer melhor o mercado e seus clientes, essa pesquisa é de suma importância para as empresas, assim elas podem utilizar a rede social para formular estratégias de preço para atingir seu público alvo, interagindo com os clientes e despertando interesse em adquirir produtos e serviços. Ter um diferencial de mercado é muito importante, elaborar um mix de produtos, de acordo com a necessidade do cliente, implica em uma certeza de que, após o ingresso na rede social, a empresa teve um destaque considerável em relação à concorrência.

23 Notou-se que as empresas só adquiriram esse conhecimento devido ao aumento de usuários nas redes sociais, e ali despertou um nicho de mercado nunca antes explorado, tendo em vista que a tecnologia está em plena mudança, o que era novo hoje, amanhã pode ser velho. Como a maioria dos entrevistados apresentou um percentual bastante elevado em participação nas redes sociais, destaca-se que a internet foi apontada como meio de comunicação mais utilizado, isso não significa que televisão, rádio, jornal impresso sejam menos importantes, muito pelo contrário, há todo um conjunto de ideias e de estratégias de marketing a ser pesquisado, para enfim, poder tomar a atitude correta, onde e como investir. Com a evolução dos grandes centros, fica evidente o crescimento também do interior, isso é fato, e o município de Sinop-MT, é uma das cidades do norte de Mato Grosso que mais vem se destacando, com evolução rápida em relação às demais cidades do norte do Estado. Com isso, a concorrência vem estudando o mercado e definindo uma visão de novos empreendimentos e oportunidades de negócio, tornando esta ferramenta de marketing uma aliada importante na conclusão de vendas e oferta de produtos.sem dúvida, os entrevistados mostraram-se muito satisfeitos com os resultados de marketing, evidenciados nas redes sociais, isso mostra que o município está evoluindo e certas questões culturais evoluindo de uma forma empreendedora e inovadora. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 6 ed. Rio de Janeiro: Campus, ECOMMERCENEWS Disponível em: <http://ecommercenews.com.br/artigos/dicas-para-aumentar-suas-vendas-com- marketing>. Acesso em: 19 set GRÜTZMANN, André. Afinal, o que é marketing eletrônico? Disponível em: <http://www.designvirtual.com/?id=artigos&ida=5>. Acesso em: 24 ago novembro GUEDES, Ronaldo. Administração: uma introdução. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/administracao-umaintroducao/13034/>. Acesso em: 18 out TOLEDO, Luciano Augusto. Marketing social e internet. Disponível em: <http://www.portaldomarketing.com.br/artigos/marketing%20social%20e%20internet.htm>. Acesso em: 24 ago 2011.

24 DESCARTE DE EMBALAGENS DE AGROTÓXICOS PELOS PRODUTORES RURAIS DE SINOP/MT MARCOS GRABSKI 3 RESUMO: Esta pesquisa tem como foco reunir informações quanto à importância do descarte das embalagens de agrotóxicos junto aos produtores rurais de Sinop/MT, e também mensurar a responsabilidade ambiental, econômica e social. Para isso, foi realizada uma pesquisa exploratória junto a cinco produtores rurais, com o que se pode observar, que existe resistência quanto à sustentabilidade, fazendo com que alguns produtores hajam apenas pelas obrigações legais, entendendo-se que podem ocorrer falhas na devolução de embalagens devido ao não comprometimento por parte dos produtores. Além disso, as questões de auditorias e fiscalização que deveriam ser feitas pelos orgãos competentes não ocorrem, segundo esses produtores. Palavras Chave: Produtores, Sustentabilidade, Agrotóxicos. PESTICIDE DISPOSAL OF CONTAINERS BY RURAL PRODUCERS SINOP / MT ABSTRACT: This research focuses on gathering information about the importance of the disposal of empty pesticide containers from farmers to Sinop / MT, and also measure the ambinetal responsibility, economic and social, for this exploratory research was conducted with five farmers where they can Note that there are resistances and sustainability, causing some producers there are only legal obligations, it being understood that failures may occur due to the return of packaging is not compromised by producers. Besides the issues of audit and inspection should be made by the competent organs do not occur according to these producers. Keywords: Producers, Sustainability, Pesticide. INTRODUÇÃO Neste capítulo será apresentado o contexto do trabalho do tema descarte de embalagens de agrotóxicos no município de Sinop/MT, bem como a justificativa, já que Sinop representa um importante pólo agrícola e grande consumidor desses produtos. Serão levantados dados sobre como os agricultores estão trabalhando para evitar o acúmulo das embalagens em suas propriedades, de que forma é feita a estocagem e ainda sobre a sua responsabilidade socioambiental. 3 Acadêmico de Graduação, Curso de Administração, Faculdade de Sinop FASIPE, Avenida Magda Cássia Pissinati, 69, Res. Florença, Sinop - MT. CEP: Endereço eletrônico:

25 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Agronegócio e administração rural No agronegócio, a ação do administrador visa planejar estratégias, cálculos de plantio e criação de rebanhos, negociação de produção, legislação ambiental, relações interpessoais dos funcionários, combate ao desperdício, para isso utiliza-se de outras ciências sociais, de conhecimentos técnicos da agronomia como: fitotecnia, zootecnia, engenharia rural. (HOFFMANN, 1978) O agronegócio pode ser dividido em três partes distintas: a produção em si, o plantio, a colheita, enfim, o processo é designado como dentro da porteira, o segundo seria o que dá sustentabilidade ao primeiro, fornecendo insumos bens e serviços para o primeiro, e, por fim, o beneficiamento, a estrutura responsável em beneficiar e comercializar os produtos produzidos pelo primeiro. O conjunto de todas as operações e transações envolvidas desde a fabricação dos insumos agropecuários, das operações de produção das unidades agropecuárias, até o processamento, distribuição e consumo dos produtos agropecuários in natura ou industrializados. (Davis e Ray, Harvard, 1999). Para Davis e Ray, a cadeia agroindustrial refere-se as etapas distintas referente à produção de bens de consumo, seja ela commodities ou industrializados desde a produção de insumos até o consumidor final. 2.2 Agrotóxicos Os agroquímicos, também conhecidos como agrotóxicos, são utilizados na agricultura para o combate das diversas situações que poderão afetar a produção agrícola. Os agrotóxicos são divididos para os determinados fins: Herbicidas: utilizados no controle de plantas daninhas. Inseticidas: no combate a insetos. Acaricidas: no combate a ácaros, simultaneamente no combate a insetos. Formicidas: são específicas para o combate as formigas. Fungicidas: no combate e controle de fungos. Os agroquímicos são produtos químicos denominados também de agrotóxicos, ou defensivos agrícolas, ou biocidas, utilizados para o combate a plantas concorrentes, pragas e doenças das plantas. (ARAUJO, 2009 p. 36,37) Origem dos agrotóxicos Os agrotóxicos foram criados na década de 20 com intuito de defender e beneficiar a agricultura, tiveram a sua utilização expandida na arte das guerras, sendo utilizada pelos alemães na segunda grande guerra. Na tentativa de defender a agricultura contra pragas que atacam as plantações, os agrotóxicos foram criados. A utilização dos agrotóxicos teve início na década de 20 e, durante a segunda guerra mundial, foram utilizados até como arma química. (TERRA,2012)

26 O uso agrícola de inseticidas se deu no início dos anos 50, com a introdução dos inseticidas fosforados, que eram um pó que se diluía na água para sua aplicação, era ainda orientado aos produtores que deveriam utilizar o braço com a mão aberta para misturar o produto para a aplicação, somente depois de 15 anos os problemas na saúde dos trabalhadores foram diagnosticados. No Brasil, no início dos anos 50, a introdução de inseticidas fosforados para substituir o uso do DDT, veio acompanhado de um método cruel. Foi ensinado que, para misturar o DDT, formulado como pó solúvel na água, o agricultor deveria utilizar o braço com a mão aberta para misturar o produto. (ECOLNEWS, 2012) Os agrotóxicos chegaram ao sul do país junto com a monocultura de soja, trigo e arroz, associados à utilização obrigatória desses produtos para quem pretendesse usar o crédito rural. Hoje em dia, os agrotóxicos se encontram disseminados na agricultura convencional, como uma solução de curto prazo para a infestação de pragas e doenças. (ECOLNEWS, 2012) Com o início da cultura de soja, trigo e arroz que se deu no sul do país, e a obrigatoriedade do uso desses produtos para quem necessitasse do crédito rural, fez com que os produtos chegassem ao Brasil e daí se disseminassem para o restante do país Utilização de agrotóxicos Os agrotóxicos são produtos produzidos para a manutenção de produtos agrícolas, seja na fase de produção, armazenagem ou industrialização, também utilizado na manutenção de pastagens. Agrotóxicos são os produtos e os agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento dos produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, nativas ou implantadas, e de outros ecossistemas e também de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos (Lei Federal de ). A regulamentação federal de diz que os agrotóxicos são substâncias químicas, físicas ou biológicas necessárias para a produção e manutenção de produtos agrícolas e também na proteção da fauna e flora, preservando-as de organismos ou microorganismos danosos. 2.3 Descarte das embalagens de agrotóxicos O Brasil atualmente é líder em descarte de embalagens de agrotóxicos, e referência na destinação final dessas embalagens devido a possuir uma lei inteligente e específica para tratar desse assunto. O Brasil é, atualmente, líder no processo de descarte correto desse tipo de embalagens em todo o mundo. Já é considerado um centro de excelência e está se tornando uma referência no assunto, afirmou Rando.

27 O Brasil tem uma lei inteligente que distribui responsabilidades a todos os elos da cadeia produtiva. Acho que a integração de todo o sistema é importante. Todos os atores da cadeia produtiva, sejam agricultores, revendedores, cooperativas, fabricantes, estão comprometidos com o sistema. (EXAME,2012) Foi inaugurada no dia 22 de julho, no município de Sinop, mais uma Central de Embalagens de Agrotóxicos de Mato Grosso, que será administrada pela Cearpa Sinop - Associação das Revendas de Produtos Agropecuários de Sinop, formada por 28 revendas de toda a região norte de Mato Grosso. Trata-se de um investimento de R$ 700 mil em uma obra de metros quadrados em uma área de 12 mil metros quadrados. A estrutura gera oito empregos diretos e tem a capacidade de recolher e processar entre 300 a 400 toneladas de embalagens agrotóxicas por ano. A implantação desta Central atende à Lei de 6 de julho de 2000, que determina que todas as embalagens de produtos agrotóxicos vazias devem passar por um processo de tríplice lavagem e devolvidas às revendas ou entregues nas centrais. (CEARPA/MT, 2012) A consolidação da CEARPA em Sinop, atendeu a disposição da lei de 6 de julho de 2000, que determina que as embalagens de agrotóxicos deverão ser submetidas à tríplice lavagem e entregues a estações de devolução. Na região norte de Mato Grosso, são atendidas 28 revendas desses produtos minimizando os impactos ambientais e sociais causados por essas embalagens. 3 MATERIAL E MÉTODOS Para a realização dessa pesquisa foi utilizada a pesquisa bibliográfica, com intuito de adquirir um maior conhecimento diante de fatores relevantes para a busca constante de informações imprescindíveis para um maior entendimento do assunto abordado. A pesquisa caracteriza-se por ser do tipo básica. Os métodos utilizados quanto aos objetivos, pressupõe uma pesquisa exploratória e descritiva. Sendo que a primeira busca fornecer ao pesquisador conhecimento focado ao problema pelo método de levantamentos bibliográficos, entrevistas com os envolvidos no assunto e análise das práticas já implantadas no que diz respeito ao assunto. A pesquisa exploratória teve uma abordagem quantitativa e descritiva, e foi realizada através de questionários respondidos pelos administradores e proprietários rurais. A forma de abordagem ocorreu através da pesquisa quantitativa, sendo que os dados foram coletados, classificados e organizados para posterior análise. A pesquisa quantitativa tem como embasamento dados coletados in loco. A pesquisa quantitativa caracteriza-se por fornecer dados quantificáveis, ou seja, a apresentação de números coletados através de fatores estatísticos, obtendo, dessa forma, um resultado homogêneo e de precisão, evitando distorções quanto aos resultados e conferindo veracidade às informações coletadas.

28 A pesquisa de campo foi realizada junto a 3 (três) produtores rurais de Sinop, que responderam aos questionários, nas dependências de suas respectivas propriedades rurais com a permissão, hora e data previamente combinada. As fontes secundárias são bibliografias publicadas em forma de documentos escritos, ou seja, livros, revistas, imprensa escrita. Com a finalidade de permitir ao pesquisador subsídios à sua analise. 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO É de conhecimento geral que o município de Sinop é um grande produtor de grãos, entre eles, a soja, o milho, o arroz e o algodão, que estão entre as principais atividades do agronegócio. Porém, com uma relevância maior nas culturas de soja e milho, as quais são adotadas pela maioria dos produtores. Todas essas culturas demandam algum tipo de agrotóxico para prevenir possíveis avarias durante o cultivo, sendo que o descarte dessas embalagens deve ser feito de modo a respeitar as determinações dos órgãos responsáveis, evitando assim a poluição do meio ambiente. A seguir, serão apresentados os resultados da presente pesquisa, que consiste em verificar como está sendo feito esse descarte e qual o grau de importância atribuído pelos produtores à legislação ambiental vigente. No quesito dos agrotóxicos mais utilizados, tem-se unanimidade, pois 100% dos produtores rurais assumem que os herbicidas e inseticidas são os que mais pesam em suas atividades. Uma vez que é necessário o controle de pragas daninhas e insetos na atividade agrícola, tendo em vista que o clima de Sinop, na época do plantio e safra, é propício para a proliferação de insetos e crescimento de ervas pouco media, só se preocupa por motivos legais muita se preocupa por ter a consciência legal e socioambiental Gráfico 1: Qual a sua preocupação com as embalagens vazias de agrotóxicos? O gráfico acima demonstra a preocupação dos produtores rurais quanto às embalagens vazias, sendo que 80% têm grande preocupação, demonstrando que têm consciência dos malefícios causados por essas embalagens quando armazenadas de

29 forma errada ou descartadas em lugares impróprios. Por outro lado, 20% preocupamse apenas pelos motivos legais, ou seja, agem de forma a minimizarem prejuízos quanto à legislação ambiental SIM NÃO Gráfico 2: A legislação ambiental exige que as embalagens de agrotóxicos sejam armazenadas corretamente e devolvidas nos postos de coleta. O senhor (a) se considera conhecedor e adaptado a essas leis? De acordo com a pesquisa, constata-se que 60% dos produtores são conhecedores das leis ambientais e 40% não conhecem as leis ou todas as suas exigências, isso demonstra que, apesar de todas as campanhas e informações existentes, muitos produtores desconhecem por inteiro ou parte da legislação ambiental Gráfico 3: Como é de conhecimento, no Mato Grosso existe a CEARPA, que é responsável pelo recolhimento das embalagens vazias de agrotóxicos, a CEARPA tem suprido as suas necessidades quanto à devolução dessas embalagens? Com relação ao recebimento das embalagens vazias feita pela CEARPA, 100% dos produtores rurais disseram que a mesma vem suprindo e recolhendo todas as embalagens vazias, cumprindo com seu papel social ambiental e econômico do setor produtivo.

30 Gráfico 4: Os órgãos competentes de fiscalização (IBAMA, SEMA) na questão social e ambiental visitam as propriedades rurais a fim de conscientizar os produtores ou para fins de auditorias ambientais no que diz respeito às embalagens vazias? O gráfico acima demonstra a insatisfação dos produtores quanto aos órgãos competentes, diante da complexidade merecida pelo tema, pois não dão suporte através de visitas e auditorias no quesito embalagens de agrotóxicos. CONCLUSÃO Diante destes resultados, pode-se verificar que a atividade de maior relevância no agronegócio de Sinop/MT é a cultura de milho e soja, consequentemente, os produtos ou agrotóxicos de maior utilização para essas culturas são os herbicidas e inseticidas responsáveis pelo plantio e manutenção das lavouras até a colheita, gerando embalagens vazias de produtos agressores ao meio ambiente e à sociedade. Pode-se levantar uma preocupação quanto à interação dos produtores com a legislação tendo em vista que no gráfico 2, (Os produtores rurais estão adaptados e interagindo de acordo com a legislação ambiental vigente), com 60% dos produtores admitindo terem pleno conhecimento da lei, porém uma minoria significativa de 40% desconhecem parte da legislação vigente, dessa forma constata-se que, apesar dos recursos tecnológicos de informação, existem falhas na prevenção e conscientização desses produtores. A análise do gráfico 3, denominado como recebimento das embalagens vazias de agrotóxicos pela CEARPA demonstra a satisfação dos produtores rurais quanto à entrega ou devolução dessas embalagens, pois 100% deles admitem a eficácia do trabalho feito por esta instituição, recolhendo as embalagens para serem destinadas conforme as leis ambientais. No que se refere a fiscalização e informação dentro das áreas rurais, 100% dos produtores informam que jamais houve visitas dos órgãos competentes (IBAMA, SEMA) a fim de sanar dúvidas e efetuar auditorias no que diz respeito à armazenagem e descarte de embalagens de agrotóxicos.

31 A principal limitação foi quanto às distâncias percorridas no decorrer do trabalho, e também a dificuldade de conseguir com que os produtores forneçam informações verdadeiras em algumas questões. Através do projeto, constatou-se que ainda existe uma resistência relevante ao condicionamento e devolução das embalagens de agrotóxicos de forma adequada, uma vez que uma parcela dos entrevistados admitem que seguem os procedimentos apenas por força das leis ambientais. A fiscalização se mostrou ineficiente quando relatado que não interagem junto às áreas rurais. E também no quesito de que nem todos os produtores conhecem totalmente suas obrigações ambientais. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. CERVO, Amando Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia científica. São Paulo: Makron Books, GIL, Antonio C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, GIL, Antônio C. Métodos e técnicas em pesquisa social. São Paulo: Atlas, MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia Científica: ciência e conhecimento científico; métodos científicos; teoria; hipóteses e variáveis; metodologia jurídica. 3. Ed. São Paulo: Atlas, RICHARDSON, Roberto Jarry et al. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3ª edição. São Paulo: Atlas, 1999.

32 A IMPORTÂNCIA DA ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO NAS EMPRESAS DE AUTOPEÇAS DO MUNICÍPIO DE SINOP. RODRIGO BAMPI 4 RESUMO: Este trabalho visou demonstrar o grau de conhecimento dos gestores das empresas de Auto Peças do Município de Sinop a respeito da administração do capital de giro. A metodologia usada quanto à natureza, ocorreu de forma aplicada, exploratória quanto aos objetivos, cuja abordagem se deu de forma qualitativa. O estudo de caso foi estruturado com base na aplicação de questionários aos gestores financeiros das empresas selecionadas, com o qual se constatou que os mesmos possuem um alto grau de conhecimento a respeito da administração do capital de giro e sabem da importância de sua mensuração correta dentro da empresa enquanto ferramenta, cujo uso correto proporciona uma maior rentabilidade. Palavras chave: Capital de giro, Administração financeira, ciclo financeiro. THE IMPORTANCE OF MANAGEMENT OF WORKING CAPITAL IN THE AUTO PARTS COMPANIES IN THE CITY OF SINOP ABSTRACT: This work aimed to demonstrate the degree of knowledge of company managers Auto Parts in the city of Sinop on the management of working capital. The methodology used and the nature was so applied, exploration of the aims, where his approach is a qualitative manner. The case study was structured based on the application of questionnaires to the financial managers of selected companies, where it was found that they have a high degree of knowledge about the management of working capital and know the importance of its measurement in the correct company as a tool which provides the correct use increased profitability. Keywords: Working capital, financial management, financial cycle. INTRODUÇÃO Com a crescente competitividade dos mercados, torna-se, cada vez mais, necessário que o administrador financeiro dos dias atuais detenha um conhecimento amplo a respeito da correta administração dos ativos da empresa na qual exerce suas atividades. Isso permitirá que a mesma possa atuar no mercado de forma diferenciada em relação aos concorrentes e, ao mesmo tempo, estará menos suscetível a riscos de mercado, tendo em vista que a mesma estará mais bem preparada para enfrentá-los devido ao controle eficiente de seus ativos. Sabe-se que o valor dos ativos de uma empresa está diretamente ligado às vendas, e estas, por sua vez, sofrem variações constantemente, interferindo de forma direta na sua liquidez. O capital de giro é responsável por munir a empresa de 4 Acadêmico de Graduação, Curso de Administração, Faculdade de Sinop FASIPE, Avenida Magda Pissinati, 69, Res. Florença, Sinop MT. CEP: Endereço eletrônico:

33 recursos financeiros que garantem que a mesma possa cumprir suas obrigações financeiras nos prazos estabelecidos, sejam obrigações com fornecedores, compra de estoque, além de outras necessidades de crédito para manter o ciclo operacional ativo. Além disso, o capital de giro é uma excelente ferramenta para tomada de decisões, pois, por meio da análise por parte do administrador financeiro, é possível fazer uma média nos prazos de pagamentos e recebimentos da empresa e, em consequência disso, mensurar melhor a capacidade da empresa de quitar suas obrigações de curto e longo prazo. Sendo assim, a importância da realização da presente pesquisa advém da necessidade de identificar o grau de conhecimento dos responsáveis por essa administração do capital de giro, fornecendo recomendações para a melhoria dessa gestão. Nossas principais hipóteses de pesquisa são: H1 A maioria dos entrevistados possui um conhecimento razoável acerca do ciclo de caixa da empresa em que trabalha; H2 O controle dos prazos de pagamento e recebimento é prioridade da administração nas empresas estudadas; H3 A maioria dos entrevistados conhece amplamente os prazos médios de estoque da empresa. Propõe-se, neste estudo, analisar o grau de conhecimento dos gestores das empresas pesquisadas em relação à administração do capital de giro. Para isso, indicam-se as ações desenvolvidas para o alcance do objetivo estabelecido. Elucidar sobre a administração do capital de giro; Apontar os componentes necessários para uma administração eficiente em relação ao capital de giro; Apresentar recomendações para uma Administração do capital de giro eficiente e eficaz. 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Administração financeira A função financeira nas empresas é uma das mais importantes, pois a ela estão relacionadas todas as decisões financeiras, análise de investimentos nos diversos setores, bem como o controle dos recursos financeiros que garantem o bom funcionamento do ciclo operacional. A gestão financeira é uma das tradicionais áreas funcionais da gestão, encontrada em qualquer organização e à qual cabem as análises, decisões e atuações relacionadas com os meios financeiros necessários à atividade da organização. Desta forma, a função financeira integra todas as tarefas ligadas à obtenção, utilização e controle de recursos financeiros de forma a garantir, por um lado, a estabilidade das operações da organização e, por outro a rentabilidade. (NUNES, 2007, p. 1)

34 Para Nunes (2007), os objetivos da área de gestão financeira são os seguintes: a) Assegurar à empresa uma estrutura financeira equilibrada e que não coloque a organização em risco financeiro nem no curto nem no longo prazo. Este equilíbrio pode ser medido pela comparação entre as aplicações de capital efetuadas e as fontes desses mesmos capitais; b) Assegurar a rentabilidade dos capitais investidos (quer dos capitais próprios, quer dos capitais alheios). Esta rentabilidade pode ser verificada comparando o valor dos resultados obtidos com o valor dos próprios capitais investidos; c) Garantir a estabilidade das operações da organização assegurando a existência dos capitais financeiros necessários quer à atividade corrente, quer à realização de investimentos em capital fixo. (NUNES, 2007, p. 1) Portanto, conclui-se que a gestão financeira possui, em seu escopo, a responsabilidade de equilibrar a estrutura financeira da empresa e garantir a rentabilidade de suas operações, visando à estabilidade e eficiência do ciclo financeiro. 2.2 Decisões de investimento Essas decisões referem-se tanto à administração da estrutura do ativo quanto à implementação de novos projetos. A grande concorrência existente nas modernas economias de mercado, obriga as empresas a se manterem tecnologicamente atualizadas. (BRAGA, 1995, p. 34) Nenhuma empresa pode sentir-se segura em uma boa posição conquistada, porque, a qualquer momento, algum concorrente poderá surgir com um produto melhor e mais barato. Deste modo, as empresas são impelidas a desenvolverem continuamente novos projetos e a tomarem decisões sobre a sua implantação. Normalmente, isto significa a necessidade de vultosas somas adicionais de recursos e uma elevação no risco do empreendimento. (BRAGA, 1995, p. 34) No mercado atual, o fato de estar sempre inovando faz parte do cotidiano de todas as empresas e por isso tem-se a necessidade de desenvolver novos produtos, e, em consequência disso, a empresa tem de arcar com alguns custos dentro desse contexto mercadológico. 2.3 Decisões de financiamento Toda empresa, em algum momento de suas operações, necessita captar recursos externos para garantir a continuidade de seu processo produtivo. Nesse sentido, buscam alternativas de financiamento para fins diversos, como por exemplo, novos projetos. As decisões de financiamento visam montar a estrutura financeira mais adequada às operações normais e aos novos projetos a serem implantados na empresa. (BRAGA, 1995, p. 34)

35 Ao contrário do que se possa parecer, tais decisões deverão ser tomadas com o aval de vários profissionais de diferentes níveis hierárquicos da empresa, garantindo, assim, que as mesmas tenham o resultado esperado. 2.4 Decisões de destinação do lucro Toda empresa, ao encerrar seu exercício social, faz um cálculo referente à destinação dos lucros obtidos durante suas atividades naquele ano. As decisões em relação ao valor a ser distribuído aos acionistas ou o período em que deverá ser feita a distribuição são chamadas de decisões de destinação do lucro. O lucro obtido em cada exercício social representa a remuneração do investimento dos proprietários da empresa. Essa decisão na maioria dos casos garante a sobrevivência da empresa em casos da mesma necessitar de investimentos sazonais provocados por variações no mercado, dispensando assim o uso de capitais de terceiros. Portanto, uma empresa bem sucedida sempre terá novos planos de investimentos que implicam na necessidade de recursos adicionais. Parte dessas necessidades poderá ser atendida com a retenção de lucros e o restante terá de ser financiado através de outras fontes. (BRAGA, 1995, p ). 2.5 Contas a pagar e a receber Ao falarmos genericamente em contas a receber, estamo-nos referindo a contas correntes, crédito parcelado e contratos de venda a prazo e de venda condicional. (SANVICENTE, 1997, p. 152) De acordo com Sanvicente (1997), o funcionamento de cada um destes itens ocorre conforme segue: No caso de contas correntes, estamos tratando dos clientes permanentes da empresa que efetuam pagamentos periódicos. Nesta situação especial, o problema da delimitação do prazo de crédito é resolvido pela não fixação de um período limitado. O prazo é indeterminado, em outras palavras. Quanto ao crédito parcelado, estamo-nos referindo a vendas de acordo com planos de pagamento diferentes, conforme auxiliem, ou seja, permitido à empresa pela procura dos seus produtos ou serviços, não só em face da concorrência como pelas necessidades dos clientes e pelos custos de investimento em contas a receber. Finalmente, temos os contratos de venda a prazo e de venda condicional. São utilizados principalmente nas vendas de bens ou serviços previamente encomendados e de execução ou instalação demorada, com pagamentos parciais que podem ocorrer antes, durante e/ou após a execução ou instalação. (SANVICENTE, 1997, p. 152) No que se refere às contas a pagar, a administração fornece informações para tomada de decisões sobre todos os compromissos da empresa que representem o desembolso de recursos. (SEBRAE, 2011, p. 1)

36 2.6 Capital de giro O capital de giro está ligado ao gerenciamento dos recursos disponíveis e os eventuais problemas de gestão que os mesmos enfrentam em algumas situações. Em sentido restrito, o capital de giro corresponde aos recursos aplicados no ativo circulante, formado basicamente pelos estoques, contas a receber e disponibilidades. Deste modo, a administração do capital de giro está relacionada com os problemas de gestão dos ativos e passivos circulantes e com as inter-relações entre esses grupos patrimoniais. (BRAGA, 1995, p. 81) Segundo Sanvicente (1997), a administração do capital de giro, assim como as demais formas de gestão da empresa, está atrelada à tomada de decisões, as quais podem ser de três dimensões. A primeira dimensão refere-se ao problema da liquidez dos ativos correntes da empresa, em face da composição dos prazos de vencimento das suas dívidas, particularmente a curto prazo. (SANVICENTE, 1997, p. 126) Acerca desse desafio empresarial, o autor cita que: Os ativos correntes da empresa têm, além de um prazo para transformarem-se em dinheiro, um risco de transformação efetiva em dinheiro. O risco aumenta não só com a natureza das operações da empresa seus clientes, regime de concorrência, influência de oscilações da economia mas com esse mesmo prazo de transformação dos ativos correntes em dinheiro (ou seja, a duração do ciclo de caixa), em face das datas de vencimento das dívidas da empresa a curto prazo. (SANVICENTE, 1997, p. 126). Na segunda dimensão, temos o conflito entre a liquidez e a rentabilidade. Isto se dá porque os investimentos em ativos correntes são indispensáveis para o ciclo financeiro da empresa, ao mesmo tempo, nota-se que os investimentos em ativos fixos são, em sua maioria, mais rentáveis. Porém, em relação aos investimentos em ativos correntes pode ser afirmado que contribuem para o objetivo rentabilidade ao cumprirem a sua função de sustentação de um nível de vendas. (SANVICENTE, 1997, p. 127) No que se refere à terceira dimensão, ocorre em relação às disponibilidades e aos estoques, onde o dilema enfrentado é entre a manutenção de saldos excessivos com investimentos e custos mais altos, e a manutenção de saldos insuficientes com investimentos e custos menores, com a contrapartida de riscos maiores. (SANVICENTE, 1997, p. 128) 2.7 Curva ABC De acordo com Simões e Ribeiro (2007), a curva ABC é uma ferramenta gerencial que tem como objetivo auxiliar a identificação dos produtos, fazendo o controle adequado, segundo seu grau de importância na empresa. O objetivo da curva ABC é analisar o consumo de materiais em estoque em um dado espaço de tempo, podendo variar entre 6 meses e 1 ano, levando em conta o

37 valor monetário e a quantidade de itens disponíveis para que possa proceder ao planejamento e às melhorias que a empresa julgar necessárias. Em relação à classificação ABC, Martins (2005) agrupa os itens de acordo com o grau de importância que possuem para a empresa, sendo que esse agrupamento é feito de maneira decrescente. Os materiais de alto nível no estoque são denominados itens A, os que estão em nível intermediário correspondem aos itens B e, por último, os que se encontram em níveis baixos de estoque são classificados como itens C. 3 METODOLOGIA Quanto à natureza, a pesquisa foi realizada com caráter básico e quantitativo. Também por meio do estudo exploratório, busca-se conhecer com maior profundidade o assunto, de modo a torná-lo mais claro ou construir questões importantes para a condução da pesquisa. (BEUREN, 2008, p. 80) Portanto, a pesquisa trará um conhecimento mais detalhado acerca do entendimento dos gestores em relação à administração do capital de giro, que constitui um tema pouco abordado no meio empresarial. Os procedimentos adotados foram levantamento e pesquisa bibliográfica. A população são as empresas de revenda de autopeças do município de Sinop/MT e a amostra selecionada para pesquisa corresponde a 03 empresas do segmento. Os dados primários foram coletados por meio de questionários destinados aos gestores das empresas selecionadas, enquanto os dados secundários foram obtidos por meio de pesquisa bibliográfica em livros, artigos e internet. 4 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS Em relação à função exercida na empresa, 67% dos entrevistados são sócios e 33% são gerentes ou administradores da empresa. Estes dados demonstram que, na maioria das empresas, o proprietário prefere se encarregar da administração de recursos de sua empresa, em vez de delegar essa função a outro colaborador. Em relação ao grau de escolaridade, 33% dos entrevistados possuem o ensino fundamental, 33% possuem o ensino médio completo e 33% estão com superior incompleto. No que se refere ao tempo de serviço na empresa, 67% dos entrevistados trabalham há menos de 5 anos, enquanto que 33% trabalham de 5 a 10 anos. Isso demonstra que, anteriormente, os sócios delegavam a função financeira da empresa a outros funcionários, passando a tomar o comando das finanças recentemente. Quando questionados acerca do grau de conhecimento que possuem a respeito do ciclo de caixa da empresa, todos os entrevistados alegaram que possuem

38 amplo conhecimento, com o que se confirma a primeira hipótese. Tais resultados estão ligados diretamente à função exercida na empresa, sendo a maioria dos entrevistados sócios da mesma, explicando, assim, o amplo conhecimento que possuem a respeito de seu ciclo financeiro. Além disso, os responsáveis alegaram que essas informações são fornecidas com precisão através de um sistema de informações que possibilita o controle de todas as entradas e saídas. Quando perguntados sobre o grau de conhecimento em relação aos prazos de pagamento e recebimento da empresa, todos os entrevistados afirmaram que conhecem amplamente tais prazos do ciclo financeiro. Sendo assim, os entrevistados alegaram que o software utilizado pela empresa possui as configurações necessárias para que sejam emitidos avisos em relação aos prazos em que deverão ser realizadas essas operações. Em relação ao grau de importância atribuído aos prazos de pagamento e recebimento da empresa, todos os entrevistados afirmaram que estes possuem grande importância, confirmando assim a segunda hipótese. Acerca do grau de conhecimento sobre os prazos médios de estoque, todos os entrevistados alegaram que conhecem amplamente tais prazos, o que confirma a hipótese de número 3. As empresas pesquisadas fazem controles contínuos através de software especializado, com o qual é feita a média de vendas de cada item de seu estoque, e, dessa forma, pode-se estimar quais os prazos médios de cada produto e fazer os pedidos de acordo com seu potencial de vendas. Quando questionados a respeito dos componentes que mais julgam necessários para uma boa administração do capital de giro da empresa, todos os entrevistados afirmaram que atribuem maior importância ao conhecimento do ciclo financeiro da empresa para promover um bom gerenciamento. Isso demonstra que os mesmos valorizam as premissas da administração financeira apresentadas, destacando que, de fato, possuem um conhecimento amplo a respeito da administração do capital de giro e sua importância no meio empresarial. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Com a aplicação da presente pesquisa, foi possível verificar algumas características dos gestores das empresas, tais como: 67% dos entrevistados estão na posição de sócio da empresa; Quanto ao grau de escolaridade, 33% possuem ensino fundamental, 33% ensino médio e outros 33% possuem superior incompleto; 67% dos entrevistados atuam na empresa há menos de 5 anos;

39 Em relação ao grau de conhecimento referente ao ciclo de caixa, prazos de pagamento e recebimento e prazos médios de estoque, todos os entrevistados disseram que conhecem amplamente estes aspectos da empresa em que trabalham. No que diz respeito ao nível de importância atribuído aos controles de prazos de pagamento e recebimento, todos reconhecem que tais controles são imprescindíveis para um bom funcionamento da empresa. Já em relação aos componentes principais para um bom gerenciamento do capital de giro, todos concordaram que isso só seria possível através do conhecimento do ciclo financeiro da empresa. Sendo assim, considera-se que a pesquisa atingiu seus objetivos na medida em que proporcionou uma visão mais ampla a respeito do grau de conhecimento dos gestores acerca da administração do capital de giro, constatando-se que é conferida a devida importância a esse quesito no cenário empresarial. Assim, descrevem-se as ações desenvolvidas para tal fim: Objetivo 1: foram devidamente apresentados os conceitos a respeito da administração do capital de giro e sua importância para as empresas; Objetivo 2: após a apresentação dos conceitos, foram apontados os requisitos básicos para uma administração eficiente do capital de giro das empresas, os tipos de decisões financeiras e o modo como devem ser tratadas em uma empresa; Objetivo 3: por fim, foram apresentadas as recomendações a respeito de uma correta administração do capital de giro, reforçando ainda mais sua importância no cenário empresarial, no qual foi observado que os empresários possuem um conhecimento amplo e atribuem relevância às questões relacionadas ao capital de giro. Partindo das informações coletadas com a pesquisa, podem-se desenvolver pesquisas mais aprofundadas em relação ao tema, ou até mesmo desenvolver novas vertentes de estudo do conhecimento adquirido. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. BRAGA, Roberto. Fundamentos e técnicas de administração financeira. São Paulo: Atlas, BEUREN, Ilse Maria (Org.). Como elaborar trabalhos monográficos em contabilidade: teoria e prática. 3 ed. São Paulo: Atlas, GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, MARCONI, Marina de Andrade. LAKATOS, Eva Maria. Metodologia científica. 4 ed. Revista e ampliada. São Paulo: Atlas, MARTINS, P. G. Administração de materiais e recursos patrimoniais. São Paulo: Saraiva, NUNES, Paulo. Conceito de gestão financeira. Disponível em: <http://www.knoow.net/cienceconempr/gestao/gestaofinanceira.htm>. Acesso em: 16 outubro 2011.

40 7. RODRIGUES, William Costa. Metodologia científica. Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/ /willian-costa-rodrigues-metodologia-cientifica>. Acesso em: 26 out SANVICENTE, Antonio Zoratto. Administração financeira. 3 ed. São Paulo: Atlas, SEBRAE GOIÁS. Contas a pagar. Disponível em: <http://www.sebrae.com.br/uf/goias/para-minha-empresa/controles-gerenciais/contas-a-pagar>. Acesso em: 16 outubro SIMÕES, Leider. A curva ABC como ferramenta para análise de estoques. Disponível em: <http://www.unisalesiano.edu.br/encontro2007/trabalho/aceitos/cc a.pdf>. Acesso em: 8 Dez TUBINO, Dalvio Ferrari. Manual de planejamento e controle da produção. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2000.

41 A LOGÍSTICA REVERSA COMO FERRAMENTA DE CONTROLE DE DEVOLUÇÕES DE MERCADORIA NA EMPRESA EXTRA CAMINHÕES LTDA ZENILTON NEUMANN 5 RESUMO:Este trabalho teve como objetivo dispor sobre a logística reversa como ferramenta de controle de devoluções de mercadorias a fornecedores na empresa Extra Caminhões Ltda. Para tanto, foi aplicado um questionário contendo questões objetivas ao responsável pelo setor de devoluções da empresa. Através de uma análise qualitativa dos dados obtidos, observou-se que as devoluções são operações realizadas com pouca frequência na referida empresa, sendo que as principais causas são a avaria nos produtos e embalagens e os defeitos de fabricação. O sistema de controle de devoluções tem se mostrado eficiente para a empresa, e após a mesma ter adotado o controle logístico foi possível uma diminuição nas devoluções, de modo a facilitar o controle de chegada e envio de produtos. Palavras-chave: Logística de pós-venda, avaliação de fornecedores, administração de materiais. A REVERSE LOGISTICS AS A CONTROL RETURN OF MERCHANDISE IN THE COMPANY LTD EXTRA TRUCK ABSTRACT: This study aimed to provide for the reverse logistics as a tool of control returns to suppliers of goods in the company Extra Trucks Ltda. To this end, was applied a questionnaire with objective questions to the industry responsible for the returns of the company. Through a qualitative analysis of the data obtained showed that the returns are infrequently performed operations in that company, and the main causes are the breakdown products and packaging and manufacturing defects. The control system has been shown effective returns for the company, and after it has adopted the logistical control was possible a decrease in returns, in order to facilitate the control of arrival and shipping of products. Keywords: After-sales logistics, evaluation of suppliers, materials management. INTRODUÇÃO Atualmente as empresas buscam utilizar ferramentas específicas para que possam controlar de forma mais eficiente seus produtos em estoque. Uma das formas de garantir que a empresa opere com produtos de qualidade e que estes estejam disponíveis para uso em tempo hábil é a escolha correta de seus fornecedores, para o que deve contar com a participação de toda a equipe de trabalho e não somente do setor de compras. Assim, a empresa deverá valorizar, sobretudo, a qualidade dos produtos, bem como analisar os melhores preços e prazos de cada fornecedor, garantindo, assim, uma economia financeira e, em consequência disso, melhores resultados. 5 Acadêmico de Graduação, Curso de Administração, Faculdade de Sinop FASIPE, R. Carine, 11, Res. Florença, Sinop - MT. CEP:

42 Nota-se que a devolução de mercadorias é algo que ocorre cotidianamente nas empresas, por motivos diversos. Nesse sentido, o presente estudo justifica sua importância à medida que promove a reflexão sobre a utilização da logística reversa como ferramenta de controle do fluxo de produtos destinados à devolução de modo a amenizar essa prática dentro da empresa. De que forma a logística reversa pode auxiliar uma empresa a realizar um controle minucioso de seu fluxo de produtos e amenizar as devoluções de mercadorias a fornecedores? É a pergunta que se propõe, com a intenção de validar as hipóteses, assim formuladas: H1 - A devolução de mercadorias tem se tornado frequente nas transações da empresa; H2 O planejamento logístico da empresa tem atendido às necessidades da mesma; H3 - O controle em relação às estratégias logísticas adequadas é uma das formas de amenizar a demanda de devoluções de mercadorias. O objetivo é dispor sobre a logística reversa nas devoluções de mercadorias a fornecedores como ferramenta para controlar o contingente de produtos devolvidos de modo a amenizar essa prática dentro da empresa. Apresentar os conceitos sobre logística empresarial e reversa; Dispor sobre as tipologias de devolução de mercadorias; Elencar os principais motivos de devolução de mercadorias a fornecedores da empresa objeto de pesquisa. A metodologia seguida na pesquisa foi a básica, qualitativa de caráter descritivo, com procedimento técnico de Estudo de caso da empresa Extra Caminhões Ltda. Foi realizada pesquisa aberta com o responsável pelo setor de Logística da empresa, com que se obtiveram os dados primários da pesquisa. Os dados secundários foram coletados através de bibliografia especializada no assunto. 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Logística empresarial O termo logística empresarial corresponde a um planejamento do fluxo de matérias-primas, estoques e produtos acabados de forma eficiente dentro da empresa, proporcionando uma redução de custos. A logística empresarial se preocupa com: o suporte à produção, através da disponibilização de matérias-primas no lugar e momento necessários; à distribuição dos produtos acabados aos pontos de venda, que geralmente estão mais próximos aos clientes; e à integração de todas estas atividades, com vistas à redução de custos e melhoria da eficiência, através de uma aproximação com os fornecedores e clientes. (CHRISTOPHER, 1997, apud BRAGA JUNIOR; COSTA; MERLO, 2006, p. 4) Em outras palavras, esse processo envolve todas as atividades referentes à movimentação e armazenagem de produtos desde sua aquisição até o consumo final, garantindo um nível de serviço e um custo satisfatórios. A Logística Empresarial trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com

43 o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável. (POZO, 2004, p. 13) Dentro dessa abordagem, busca-se a otimização de recursos através do planejamento e controle de todas as atividades de movimentação e armazenagem, o que interfere diretamente no fluxo de tais produtos no ambiente empresarial. A abordagem logística tem como função estudar a maneira como a administração pode otimizar os recursos de suprimento, estoques e distribuição dos produtos e serviços com que a organização se apresenta ao mercado por meio de planejamento, organização e controle efetivo de suas atividades correlatas, flexibilizando os fluxos dos produtos. (POZO, 2004, p. 13) Essa ferramenta apresenta-se como uma importante vantagem competitiva, conforme afirma Pozo (2004): A base da vantagem competitiva fundamenta-se, primeiramente, na capacidade de a empresa diferenciar-se de seus concorrentes aos olhos do cliente e, em segundo lugar, pela capacidade de operar a baixo custo e, portanto, oferecendo maior satisfação ao cliente e proporcionando melhor retorno ao negócio. (POZO, 2004, p. 28) Portanto, podemos afirmar que uma empresa pode alcançar uma posição de superioridade duradoura sobre os concorrentes, em termos de preferência do cliente, através da logística. As bases do sucesso estão muito além da boa estrutura organizacional. (POZO, 2004, p. 28) 2.2 Logística Reversa A logística reversa tem como função promover o retorno de produtos de forma eficiente e sistematizada, garantindo, assim, a agregação de valor à empresa através do fluxo otimizado de produtos. Logística reversa é o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo de matérias-primas, estoque em processo e produtos acabados (e seu fluxo de informação) do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recapturar valor ou realizar um descarte adequado. (LACERDA, 2005, p. 11) Analisando os conceitos apresentados, nota-se que os autores estabelecem uma relação da logística reversa com o retorno ou reutilização de produtos bem como a devolução, não se restringindo apenas ao fluxo físico, mas a uma gama de diversas informações que fazem parte desse processo. As atividades de logística reversa variam desde a simples revenda de um produto até processos que abrangem inúmeras etapas como: coleta, inspeção, separação, levando a uma remanufatura ou reciclagem. A logística reversa envolve todas as operações relacionadas à reutilização de produtos e materiais, na busca de uma recuperação sustentável. Como procedimento logístico, trata-se também do fluxo de materiais que retornam por algum motivo devoluções de clientes, retorno de

44 embalagens, retorno de produtos e/ou materiais para atender à legislação etc. (SOUZA; FONSECA, 2010, p. 5) A logística reversa não trata apenas do fluxo físico de produtos, mas também de todas as informações envolvidas nesse processo. (SOUZA; FONSECA, 2010, p. 5) 2.3 A importância da função compras na empresa Esse setor é responsável por todo o processo de aquisição de materiais por parte da empresa, analisando as melhores propostas de cada fornecedor com o intuito de garantir o melhor negócio. A função compras diz respeito a todo o complexo que envolve o processo de planejamento da aquisição, licitação, julgamento das propostas de fornecimento de materiais e serviços, bem como a contratação de fornecedores destinada ao fornecimento dos materiais e serviços utilizados pelas empresas. (GONÇALVES, 2004, p. 194) É imprescindível que haja a participação de todos os elementos da equipe de forma dinâmica no processo de decisão de compra, garantindo, assim, o cumprimento dos requisitos exigidos pela empresa em relação ao suprimento de bens e serviços. O processo de compras cada vez mais está se envolvendo na tomada de decisões estratégicas das empresas, pois Compras são vistas como uma área de agregação de valor, não simplesmente de redução de custos e também a maior consciência do crescimento do gasto em materiais e do potencial de lucro de compras. (BAILY, 2000, p. 12) Além disso, esse setor exige uma sinergia entre os diversos setores da empresa, com vistas a estabelecer uma atuação de qualidade. Toda empresa na consecução de seus objetivos necessita de grande interação entre todos os seus departamentos ou processos, no caso de assim estar organizada. A área de compras interage intensamente com todas as outras, recebendo e processando informações, como também alimentando outros departamentos de informações úteis às suas tomadas de decisão. (MARTINS et. al. 2000, p. 41) Segundo Golçalves (2004), o setor de compras está diretamente relacionado com o sistema logístico empresarial, sendo que ambos cultivam uma finalidade comum: manter a empresa em uma posição competitiva no mercado em que atua. Além dessa atuação primordial, compras também é um excelente e substancial sistema de redução de custos de uma empresa, por meio de negociações de preços, na busca de materiais alternativos e de incessante desenvolvimento de novos fornecedores. (GONÇALVES, 2004, p. 146) A atuação eficiente do setor de compras reflete em todo o andamento das atividades da empresa, sendo que duas atividades principais influenciam de forma decisiva na eficiência dos fluxos de produtos. A primeira delas é a seleção de

45 fornecedores. Sua escolha depende do preço, qualidade, continuidade de fornecimento e localização. Em segundo lugar, a colocação de pedidos em determinado fornecedor também afeta a eficiência da Logística. (GONÇALVES, 2004, p. 148) 2.4 Administração de materiais A administração de materiais é de grande importância para o bom funcionamento das empresas visto que é a responsável pela organização das operações com os insumos, maquinários e todos os demais materiais usados pelas empresas para o desenvolvimento dos trabalhos, contribuindo assim para a minimização dos processos, ajudando a reduzir os custos e gerando melhores resultados financeiros. Entende-se por movimentação de materiais como sendo a preparação, colocação e posicionamento de materiais, a fim de facilitar sua movimentação e estocagem. (MOREIRA, 2004, p. 15). Dentro do contexto de movimentação de materiais, segundo o autor, há alguns elementos importantes que fazem parte do processo, são eles: Material: qualquer volume em qualquer forma (sólida, líquida ou gasosa); Quantidade: é a demanda variável entre as operações que envolvem o processo de produção; Movimento: consiste na movimentação constante dos materiais ao longo do processo produtivo; Tempo: os produtos devem estar disponíveis para comercialização em tempo hábil; Lugar: os produtos devem estar acondicionados em um local adequado para a conservação até o momento de sair do armazém; Estocagem: este fator é de suma importância para que haja o uso eficiente e eficaz entre cada operação componente do processo e suas variáveis (máquinas, recursos humanos, empilhamento dos produtos, entre outros). O principal objetivo das empresas é redução de custos e obtenção de maior lucro possível, e, por meio da aplicação eficiente da administração de materiais, isso é possível. 2.5 Avaliação de fornecedores A escolha mais judiciosa dos fornecedores, para que seja atingida a performance máxima, pressupõe uma importante mudança na estrutura dos órgãos de compras e das empresas em geral. (GONÇALVES, 2004, p. 213) Sendo assim, a empresa deve otimizar sua equipe de profissionais de modo a atingir uma orientação adequada e coerente com seus objetivos. Para tanto, torna-se necessário um estudo minucioso dos fornecedores que melhor atendam suas necessidades de compra de produtos. Para Dias (1993, p. 300), selecionar fornecedores é: Reunir um grupo maior possível, que preencha todos os requisitos básicos e suficientes, dentro das normas e padrões préestabelecidos como adequados. O objetivo é encontrar fornecedores que possuam as condições necessárias para

46 fornecer dentro das quantidades desejadas, com a qualidade desejada, no menor tempo possível e ao menor custo possível. Essa avaliação ocorre não só por parte do setor de compras, mas por vários outros departamentos da empresa. Segundo Baily et. al. (2000, p. 352), os critérios padronizados para a seleção de fornecedor são: qualidade, preço, condições, entrega e serviço, acompanhados do desempenho real no atendimento de pedidos anteriores. A seleção de fornecedores é uma atividade muito importante para que a empresa possa adquirir produtos e serviços de qualidade. Uma má escolha pode trazer inúmeros transtornos para com os resultados da empresa, afetando de forma direta na eficiência dos produtos oferecidos por ela no mercado. Hoje, os fornecedores de grandes empresas são na verdade parceiros delas. Somente com alianças estratégicas visando a objetivos comuns é que podemos garantir qualidade, tempestividade e regularidade no suprimento dos materiais e dos serviços. (GONÇALVES, 2004, p. 208) Portanto, torna-se necessário que as empresas conheçam o ciclo de vendas de cada produto, garantindo assim que os pedidos sejam feitos no tempo certo e mantenham uma relação de parceria com seus fornecedores. 2.6 Planejamento e controle de estoque A administração correta dos estoques de uma empresa é extremamente relevante, haja vista que, para ter competitividade no mercado, a mesma deverá disponibilizar seus produtos no momento em que são solicitados pelo consumidor. O principal propósito da administração de estoques é determinar e manter um nível de estoque que assegure o atendimento pontual dos pedidos dos clientes em quantidade satisfatória. Entretanto, manter estoques é dispendioso porque imobiliza um dinheiro que não rende juros nem gera renda. Em outras palavras, o custo do estoque impede o aproveitamento de outras oportunidades lucrativas. (GROPELLI; NIKBAKHT, 2002, p. 339) Sendo assim, o planejamento de estoques adequado está diretamente ligado à logística empresarial, uma vez que esta é responsável pelo controle dos fluxos dos produtos a serem utilizados na empresa, e nesse contexto um depende do outro. Dessa forma, pode-se dizer que a boa administração de materiais significa coordenar a movimentação de suprimentos com as exigências de produção. (POZO, 2005, p. 39) Sobre os objetivos do planejamento e controle de estoque, Pozo (2004) afirma: Assegurar o suprimento adequado de matéria-prima, material auxiliar, peças e insumos ao processo de fabricação; Manter o estoque o mais baixo possível para atendimento compatível às necessidades vendidas; Identificar os itens obsoletos e defeituosos em estoque, para eliminá-los; Não permitir condições de falta ou excesso em relação à demanda de vendas; Prevenir-se contra perdas, danos, extravios ou mau

47 uso; Manter as quantidades em relação às necessidades e aos registros. (POZO, 2004, p. 40) Portanto, a função principal da administração de estoques é maximizar o uso dos recursos envolvidos na área logística da empresa, e com grande efeito dentro dos estoques. (POZO, 2004, p. 38) 2.7 Tipos de devoluções As devoluções de mercadorias são administradas pela logística reversa de pós-venda, sendo que necessitam ser agrupadas em uma classificação comercial nos estoques da empresa. A classificação de retornos comerciais envolve movimentos logísticos reversos de mercadorias que foram devolvidas por erros de expedição, excesso de estoque no canal de distribuição, em consignação, liquidação de estação de vendas, pontas, entre outros, que serão retornadas ao ciclo de negócios por meio de redistribuição em outros canais de vendas. (ROCHA et. al., 2010, p. 3) Segundo Rodrigues e Pizzolato (2010), há três tipos de devoluções de mercadorias: por qualidade, comercial ou embalagem. Com relação aos motivos por causas comerciais, são destacadas as categorias de estoques, validade de produtos e recall. (RODRIGUES; PIZZOLATO, 2010, p. 6) As devoluções por motivo de qualidade correspondem a produtos com defeitos de fabricação, avarias na embalagem ou no próprio produto, ou até mesmo quando precisam de assistência técnica ao longo de sua vida útil. Esses produtos possuem três alternativas de destino a serem encaminhados: remanufatura, quando o produto pode ser reaproveitado e retornar ao ciclo de negócios, por meio do mercado primário ou secundário; reciclagem, quando os materiais constituintes podem ser reaproveitados, retornando ao ciclo produtivo; disposição final, quando não há possibilidade de qualquer reaproveitamento. (RODRIGUES; PIZZOLATO, 2010, p. 6) Já as devoluções por motivos comerciais ou estoque são um retorno causado por erros de expedição, excesso de estoques, liquidação de vendas, pontas de estoque, dentre outros, que retornarão ao ciclo organizacional através do mercado primário ou secundário. Pode acontecer também o retorno desses materiais para os fabricantes, dependendo do motivo de sua devolução e da negociação previamente acordada entre os parceiros fabricante e varejista. (ROGERS; TIBBEN-LEMBKE, 2001, apud RODRIGUES; PIZZOLATO, 2010, p. 6) Nesse caso, enquadram-se as devoluções feitas a fornecedores por parte de uma empresa específica, seja por motivos de defeito na mercadoria, erros de expedição, entre outros.

48 Na categoria validade de produtos estão os produtos devolvidos por motivos legais, devido ao vencimento do prazo de validade. Esses produtos são encaminhados para disposição final, por não haver qualquer possibilidade de reaproveitamento dos mesmos. Na categoria recall estão os produtos retornados, devido a problemas observados após a venda. Esses bens podem ser levados para remanufatura, reciclagem ou disposição final, dependendo do nível de reaproveitamento dos mesmos. (RODRIGUES; PIZZOLATO, 2010, p. 6). A logística reversa de pós-venda deve, assim, planejar, operar e controlar o fluxo de retorno dos produtos de pós-venda por motivos agrupados nas classificações: qualidade, comercial e embalagem. (ROCHA et. al., 2010, p. 6) 3. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS 3.1 Histórico A matriz da empresa está localizada em Cuiabá, sendo que a filial situada no Município de Sinop teve sua abertura registrada recentemente, em 01/04/2008, contando com dois sócios em seu quadro societário. 3.2 Dados da Empresa Razão Social: Extra Caminhões Ltda Endereço: Rodovia BR 163, Km 828,3, Setor Norte 3.3 Questionário realizado para a pesquisa: 1) Com que frequência a empresa realiza devoluções a fornecedores? Responsável pelo setor: quase nunca, geralmente quando há um erro na remessa. Comentário: Quando questionado sobre a frequência com que ocorrem devoluções a fornecedores, o responsável alegou que essa não é uma prática muito comum na empresa, negando assim a primeira hipótese levantada, em que se supõe essa prática fazer parte do cotidiano da empresa. O controle logístico na empresa é realizado logo na chegada da mercadoria, em que são verificadas as condições e o estado da peça por funcionários devidamente capacitados nos programas de treinamento (Qualityquar) oferecido pela empresa. 2) Após a implementação de um controle logístico a empresa teve diminuições em relação às devoluções de mercadorias a fornecedores? Responsável pelo setor: sim, pois com essa metodologia há um cuidado no envio da mercadoria com embalagem e previsão de chegada ou destino, com isso facilita a devolução dessa mercadoria. Comentário: Após a empresa adotar um controle logístico, observou-se uma diminuição nas remessas de devolução de mercadorias, facilitando os controles de chegada e destino dos produtos. Dessa forma, confirma-se a terceira hipótese,

49 seguindo, assim, com o arquivamento próprio de todo o processo de logística reversa através de fichas de controle para acompanhamento do processo. 3) Você considera que o planejamento logístico da empresa tem atendido às expectativas em relação ao controle de devoluções? Responsável pelo setor: de forma razoável, pois com o baixo índice de devolução, quase não é necessário o retorno de mercadoria com o defeito, sendo sanado pelo conhecimento logístico. Comentário: Quando questionado a respeito das expectativas em relação ao sistema de controle de devoluções, o responsável pelo setor afirmou que esse controle tem atendido às necessidades da empresa de forma razoável, pois o índice de devoluções tem se mantido muito baixo. Dessa forma, pode-se confirmar parcialmente a segunda hipótese levantada, na qual se estimou que o planejamento logístico da empresa tem atendido às necessidades da mesma. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Com a pesquisa, foi constatado que as devoluções a fornecedores são pouco frequentes na empresa, e as principais causas dessas ocorrências são por motivos de avarias nos produtos, embalagens em más condições e defeitos de fabricação nos produtos. Com a prática logística, a empresa alegou que houve uma diminuição das devoluções, além de facilitar o controle de remessas de produtos destinados à devolução aos fornecedores. Além disso, ao controle eficaz dos níveis de estoque é atribuída a máxima importância bem como a escolha dos fornecedores, que é feita em conjunto com os demais setores da empresa para garantir a melhor qualidade e as melhores condições de uso deste. Dessa forma, conclui-se que a logística reversa nas devoluções de mercadoria da referida empresa tem sido devidamente valorizada, e suas contribuições em relação à otimização dos processos e à melhoria do controle do fluxo de produtos tem sido evidentes no ponto de vista de seus gestores. No que se refere ao objetivo geral, foi possível explanar a respeito da logística reversa enquanto ferramenta de controle de devoluções, cujo resultado deuse de forma favorável, pois a empresa passou a conferir ainda mais relevância a esse procedimento de controle em suas atividades cotidianas. Acerca dos objetivos específicos, foram devidamente apresentados os conceitos logísticos e os tipos de devoluções que ocorrem no ambiente mercadológico, bem como os principais motivos pelos quais os produtos retornam ao fornecedor.

50 Sendo assim, pode-se dizer que a pesquisa serve de base para que a empresa possa aperfeiçoar ainda mais seus controles logísticos, visando uma eficácia em seus canais de distribuição reversos, além do fato de contribuir para novas pesquisas acadêmicas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. BAILY, Peter, FARMER, David et al. Compras: princípios e administração. São Paulo: Editora Atlas, BRAGA JUNIOR, Sergio Silva; COSTA, Priscila Rezende da; MERLO, Edgard Monforte. Logística reversa como alternativa de ganho para o varejo: um estudo de caso em um supermercado de médio porte. Disponível em: <http://www.varejosustentavel.com.br/painel/dbarquivos/dbanexos/1_logsticareversacomoalternat ivadeganhoparaovarejop.pdf>. Acesso em: 5 setembro GONÇALVES, Paulo Sérgio. Administração de materiais. Rio de Janeiro: Elsevier, GROPELLI, A. A. NIKBAKHT, Ehsan. Administração financeira. 2 ed. São Paulo: Saraiva, LACERDA, Leonardo. Logística reversa: uma visão sobre os conceitos básicos e as práticas operacionais. Disponível em:<http://www.centrodelogistica.org/new/fspublic.htm.>acesso em: 5 setembro MARTINS, Petrônio Garcia; ALT, Paulo Renato Campos. Administração de Materiais e Recursos Patrimoniais. São Paulo: Saraiva, MOREIRA, D. Administração da produção e operações. São Paulo: Pioneira Thomson Learning (cap. 15). 8. POZO, Hamilton. Administração de recursos materiais e patrimoniais: uma abordagem logística. 3 ed. São Paulo: Atlas, ROCHA, Alex Sandro et. al. Logística Reversa como ferramenta de planejamento e controle das devoluções de mercadorias de uma empresa atacadista. Disponível em: <http://www.aedb.br/seget/artigos08/523_523_logistica_reversa_como_ferramenta_de_planeja mento_e_controle_das_devolucoes_de_mercadorias_de_uma_empresa_atacadista.pdf>. Acesso em: 5 setembro RODRIGUES, Gisela Gonzaga. PIZZOLATO, Nélio Domingues. Logística reversa dos produtos de pós-venda no segmento de lojas de departamento. Disponível em: <http://www.cbtu.gov.br/estudos/pesquisa/anpet_xviiicongrpesqens/ac/arq107.pdf>.acesso em: 5 setembro SOUZA, Sueli Ferreira de. FONSECA, Sérgio Ulisses Lage da. Logística reversa: oportunidades para redução de custos em decorrência da evolução do fator ecológico.disponível em: <http://www.ead.fea.usp.br/semead/11semead/resultado/an_resumo.asp?cod_trabalho=87>. Acesso em: 5 setembro 2011.

51 ÍNDICE DE SATISFAÇÃO DO PÚBLICO UNIVERSITÁRIO PARA COM AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DE SINOP-MT GREIZIELLE ORTIZ 6 RESUMO: Este trabalho teve como objetivo verificar qual tem sido o índice de satisfação do público universitário no segmento bancário no município de Sinop e também elencar as principais mudanças ocorridas no segmento bancário em decorrência do aumento do público universitário. Para isso, foram feitos questionamentos ao público universitário acerca de sua satisfação para com os serviços bancários recebidos. Além disso, realizou-se uma entrevista com o presidente da Associação dos Bancários de Sinop para verificar quais as mudanças efetuadas para que as instituições financeiras possam atender a demanda, com qualidade. Palavras-Chave: Serviços financeiros; público universitário; atendimento personalizado. PUBLIC SATISFACTION INDEX TO THE UNIVERSITY OF FINANCIAL INSTITUTIONS SINOP-MT ABSTRACT: This study aimed to verify what has been the satisfaction of the public university in the banking segment in the city of Sinop and also list the main changes in the banking sector due to the increase of the public university. For this, we made inquiries to college students about their satisfaction with banking services received. In addition, there was a interview with the president of the Association of Bank of Sinop to see what changes made to financial institutions to meet demand. Keywords: Financial services; public university; personalized service. INTRODUÇÃO É de fundamental importância tratar deste assunto para conhecer mais sobre o sistema bancário, devido Sinop ter se tornado um polo educacional, o crescimento na área bancária foi muito grande, sendo que a população não conseguiu acompanhar este crescimento. O objetivo é trazer mais conhecimento e informações para os universitários em relação ao sistema bancário. O tema escolhido tem importância relevante, pois verifica a satisfação do público universitário e explana as mudanças ocorridas no setor bancário. Sendo que estas afetaram não somente a demanda de estudantes crescentes, como a sociedade em geral. Atualmente, os setores bancários estão voltados para a qualidade total de produtos e serviços, mas isto ocorre não somente devido ao aumento de jovens estudantes vindos de vários estados, pois a cidade de Sinop tornou-se um grande polo educacional da região médio norte de Mato Grosso. Todo cliente, seja ele universitário ou qualquer membro da sociedade, deve ser atendido rapidamente atendendo a outros requisitos presentes na expectativa 6 Acadêmica de Graduação, Curso de Administração - Faculdade de Sinop Av. Magda de Cássia Pissinati, Nº69, Res. Florença, Sinop MT. CEP: Endereço eletrônico:

52 de atendimento dos clientes, os quais cabem ao setor de marketing identificá-los. O assunto foi tratado de modo que se pudessem ouvir os universitários, a fim de identificar o grau de satisfação dos mesmos para com o atendimento nas agências bancárias. Além disso, se fez uma entrevista com o presidente da Associação dos Bancários de Sinop, buscando identificar as principais mudanças ocorridas no setor. 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Comportamento do Consumidor O comportamento do consumidor é algo primordial, que qualquer organização deve buscar conhecer, pois, segundo Cobra (1992), entender o comportamento do consumidor do mercado-alvo é a tarefa essencial do administrador de marketing, uma vez que o mercado de consumo é constituído de todos os indivíduos e domicílios que compram ou adquirem produtos ou serviços para consumo pessoal. Ou seja, seguindo esta linha de raciocínio, todos os tipos de consumidores estão no mercado, por isto entender o comportamento deles, colocará a organização à frente de qualquer concorrente. Os fatores intervenientes que levam ao consumo e, por isto, alicerçam uma tomada de decisão, podem ser resumidos em: hábitos, impulsos, motivação, conhecimento e pressão social. São, por assim dizer, as forças que impulsionam o consumidor à ação de comprar (SIMÕES, 1976, p. 39). Conforme a citação acima, entende-se que os consumidores realmente são impulsionados por sentimentos, o que os leva a consumir; no entanto, estes fatores estão relacionados com a renda, cultura, personalidade e idade que diferencia consumidor para consumidor, mas são fatores relevantes para o consumidor, induzindo-os a comprar, só basta quem está vendendo enfatizar isto no consumir foco. 2.2 Micro Ambiente O micro ambiente tem como objetivo atrair clientes e relacionar-se com eles, oferecendo valores e satisfação. Segundo Kotler (1998): Ao fazer seus planos de marketing, a gerência de marketing leva em consideração outros grupos da empresa, tais como a administração de topo, os departamentos de finanças, pesquisa e desenvolvimento, compras, produção e contabilidade. Todos estes grupos formam o ambiente interno e, em conjunto, têm um impacto sobre os planos e as ações de marketing. (KOTLER, 98, p. 30) Conforme a citação de Kotler (1998), a empresa, quando forma um conjunto interno, seus colaboradores irão trabalhar para a satisfação do cliente, pelo atendimento e serviços prestados, mas, para que esta estratégia possa funcionar, não

53 é suficiente apenas o desempenho do gerente, depende de outros fatores da empresa, que são: Os fornecedores: Eles são essenciais para a empresa produzir seus bens e serviços. Intermediários: Os intermediários ajudam a empresa a promover e vender seus bens e produtos aos compradores finais. Os clientes: A empresa deve estudar seus clientes, para oferecer produtos e serviços adequados a cada tipo de cliente. Os concorrentes: A empresa não deve apenas visar às necessidade dos cliente alvo; devem também estar sempre atentos as concorrentes, planejando estratégias e vantagens para conquistar cada dia mais clientes. Os públicos: O público é qualquer grupo que tenha interesse real ou potencial para adquirir os bens e serviços de uma empresa. Cabe a cada empresa, estudar seus clientes de perto, para saber em qual grupo ele pode se encaixar, entre eles: público financeiro, público da mídia, público do governo, público de defesa do consumidor, público local e público geral. 2.3 Macro Ambiente O macro ambiente são mudanças que acontecem devido às forças externas. Estas forças externas são uma série de acontecimentos, que podem surgir e sobre as quais a organização não tem controle. Segundo Kotler (1998), o macro ambiente consiste em forças sociais maiores que afetam todo o microambiente forças demográficas, econômicas, naturais, tecnológicas, políticas e culturais. Conforme esta afirmação, portanto, são acontecimentos que a empresa não pode mudar como desastres naturais, a economia oscilando, a tecnologia avançando cada vez mais rápido, fazendo com que a organização não as acompanhe. No entanto, as organizações são divididas em seis ambientes, que são: Ambiente demográfico: É o estudo da população humana em termos de tamanho, localização, densidade, idade, sexo, raça, ocupação e outros dados estatísticos. Este ambiente é muito importante para os bancos, pois envolvem pessoas, e é de pessoas que o mercado e constituído. Ambiente econômico: O mercado depende do poder de compra dos consumidores, sendo necessário estudar os motivos de compra do consumidor. Ambiente natural: Inclui os recursos naturais que os profissionais usam como subsídios. Ambiente tecnológico: A pesquisa e o desenvolvimento, como necessários em uma empresa. Ambiente político: algumas decisões são seriamente afetadas, devido ao desenvolvimento do ambiente político. Este ambiente é constituído de leis, agências governamentais e grupos de pressão que podem afetar a opinião de uma dada sociedade.

54 Ambiente cultural: È formado por instituições e outras forças que afetam os valores básicos e comportamento da sociedade. 2.4 Ameaças As Instituições Financeiras como um todo, em virtude de suas atividades que quase sempre envolvem grande responsabilidade patrimonial, necessitam de informações certas do mercado consumidor de capitais, avaliando sua capacidade e intenção de pagar. A satisfação das necessidades dos clientes passa por vários estágios até se concretizar, como: a identificação das necessidades, a alocação de recursos, o aperfeiçoamento de processos; a definição de uma clara política de qualidade, com metas e objetivos mensuráveis; a criação de indicadores de qualidade. No entanto, algumas organizações financeiras ainda devem mudar a visão errada, de que o público universitário, pode ser um risco de crédito, devido a uma grande parcela deste público não possuir uma vida financeira estável, por dependerem de apoio do governo ou da ajuda dos familiares. A unidade de negócios deve estabelecer um sistema de inteligência de marketing para acompanhar as tendências e mudanças importantes. A administração precisa identificar as oportunidades e ameaças associadas a cada tendência ou desenvolvimento.( (KOTLER, 2000) Neste caso, é necessário acompanhar as mudanças dentro das unidades de negócios, pois é delas que se pode identificar a oportunidade. Os clientes adquirem produtos de instituições financeiras que entregam maior valor. O "Pacote de Valor ao Cliente" compreende uma combinação de coisas e experiências que cria, no cliente (Universitários), uma percepção total do valor recebido. A tarefa da instituição financeira é examinar seus custos e desempenho em cada atividade de criação de valor, procurando melhorá-las. A instituição financeira deve estimar os custos e os desempenhos de seus concorrentes para se adequar ao crescimento desse público universitário. À medida que desempenha certas atividades melhor do que seu concorrente estará obtendo uma vantagem competitiva. O grande entrave está nas "paredes" que os departamentos da instituição financeira levantam em volta de si, dificultando a prestação de serviços de qualidade aos clientes (universitários). 2.5 Oportunidades O público universitário traz para as instituições financeiras muitas oportunidades, fortalecendo-as tanto na busca de crédito quanto nas aplicações (depósitos, capitalizações, etc). A qualidade de um produto ou serviço pode ser olhada de duas ópticas: a do produtor e a do cliente. Do ponto de vista do produtor, a qualidade se associa à concepção e produção de um produto que vá ao encontro das necessidades do cliente. As oportunidades podem ser classificadas de acordo com sua atratividade e com sua probabilidade de sucesso (Kotler, 2000, p.98), do ponto de vista do cliente, assegura que a qualidade está associada ao valor e à utilidade reconhecidos ao produto, estando, em alguns casos, ligada ao preço.

55 Sinop se tornou um polo educacional, e junto com este público, também o crescimento da população, contribuindo para desenvolver o mercado de trabalho de Sinop, beneficiando todos os meios de atividade econômica, inclusive as agências bancárias. O serviço de qualidade vem da liderança de toda uma organização, de uma cultura voltada para o cliente, seja externo ou interno, do excelente sistema de planejamento do serviço, do uso competente da informação e tecnologia e ainda de outros fatores que vão seguindo e sendo, aos poucos, desenvolvidos numa organização. A consciência da necessidade de se prestar um bom serviço de qualidade, deve estar embutida na mente das pessoas da organização, para que elas entendam que a qualidade não é um projeto, um programa a ser implantado, mas sim uma filosofia a ser absorvida e compreendida. Para estas entidades financeiras, o público universitário, tornou-se uma grande oportunidade, para aumentar o número de clientes e de créditos das agências. 3. METODOLOGIA É uma pesquisa básica, por gerar novos conhecimentos a respeito do tema Instituições Financeiras. Trata-se de pesquisa quali-quantitativa, por se valer de entrevista e questionários com os universitários, de caráter exploratório-descritivo por buscar descrever as características das instituições financeiras, bem como do público em questão. Os procedimentos técnicos utilizados foram levantamento e pesquisa bibliográfica. Para a população desta pesquisa foram tomados os acadêmicos da Faculdade Fasipe e o presidente da Associação dos Bancários; e a amostra corresponde a um número de 20 alunos aleatórios de diversos cursos e dos mais variáveis perfis desta instituição de ensino superior. A coleta de dados primários se deu através da aplicação de questionários aos acadêmicos da Faculdade de Sinop e entrevista com o presidente da associação dos bancários de Sinop. Já os dados secundários, coletaram-se através de pesquisa por fontes bibliográficas e também por meio de artigos na internet. 4. ANÁLISE DOS DADOS 4.1 Formatação de tabelas e figuras O presente trabalho se utilizou de questionários com os universitários da Faculdade de Sinop Fasipe, para validar as hipóteses da pesquisa; seguem os dados:

56 Gráfico 1 Satisfação dos Serviços Oferecidos Fonte: Dados da pesquisa. De acordo com o gráfico 1, os universitários estão insatisfeitos com os serviços prestados pelas instituições financeiras de Sinop-MT, sendo representado por 70% dos entrevistados. Verifica-se que, uma vez que o público universitário está insatisfeito com os serviços que as instituições têm prestado, nega-se a hipótese 1 que afirma A maioria do público acadêmico está satisfeito com o atendimento recebido nas instituições financeiras. O que poderia ser feito seria uma atenção maior dos bancários no momento do atendimento, uma vez que existe uma grande demanda de público para ser atendida, mas nem sempre a agilidade em um atendimento trará satisfação ao público universitário, pois os mesmo estão entrando neste mercado há pouco e eles querem uma atenção maior para compreender como funcionam os procedimentos. Gráfico 2 Oportunidades de Créditos Fonte: Dados da pesquisa. O gráfico 2 demonstra que 70% dizem que as oportunidades de crédito para os universitarios não estão facilitadas, isso porque a burocracia das instiuições financeiras vai desde o levantamento de dados do universitário até seus familiares, tornando-se, muitas vezes, inacessíveis. Verifica-se a negação da segunda hipótese que aponta As instituições financeiras estão fornecendo acesso facilitado ao crédito para os universitários, o que, devido à análise que as instituições financeiras fazem através do perfil, gera respostas diferenciadas de pessoa para pessoa. Este resultado alto pode ser pelo fato de que grande parte dos entrevistados, talvez, não possuam

57 renda própria, sendo assim utilizando da renda de familiares, o que é também analisado como perfil para haver facilidade de acesso a crédito. Gráfico 3 Crescimento de Cliente Fonte: Dados da pesquisa. De acordo com o gráfico, 80% dos entrevistados acreditam proporcionar crescimento às instituições financeiras, devido a necessidades pessoais indispensáveis que só podem ser concluídas com a ajuda das instituições financeiras por estarem fora de suas casas. Verifica-se a confirmação da terceira hipótese A demanda crescente de universitários apresenta-se como uma oportunidade de crescimento de clientes nas instituições, como tem um crescimento de universitários a cada semestre, pode-se concluir que estes mesmos universitários, que estão entrando recentemente nas instituições financeiras, serão os clientes de amanhã, e por este motivo que os bancários devem atendê-los de forma detalhada e clara para que não fiquem dúvidas dos procedimentos que a instituição oferece. 4.2 Análise da Entrevista Procedeu-se a uma entrevista com o Sr. Marcos Antonio Saltareli, Presidente da Associação dos Bancários de Sinop-MT, que informou haver, atualmente, no município de Sinop 10 agências bancárias; sendo 2 Agências Banco do Brasil, 1 Agência da Caixa Econômica Federal, 1 Agência HSBC, 3 Agências Itaú, 1 Agência Banco da Amazônia, 2 Agências Bradesco e 1 Agência Santander. Atua como instituição financeira, a Cooperativa Sicredi e Cooperativa Unicred, no entanto, não entram como instituição bancária e sim como Cooperativa de Crédito. Também foi comentado pelo Sr. Presidente que houve, dentro destas, a instalação de 2 novas agências no município de Sinop, sendo 1 Agência Bradesco localizada na Av. das Tarumãs e 1 Agência Itaú, sendo uma na Av. Julio Campos. Foi ressaltado pelo mesmo que houve, também neste ano, a reforma na instituição Santander, a qual anteriormente era Banco Real, porém o grupo Santander comprou as instituições do Bando Real, que, tendo passado por reformas, apresentou pequeno crescimento de colaboradores. Foi analisado durante a entrevista que, conforme conta o Sr. Marcos, houve algumas mudanças para agilizar o atendimento nas agências bancárias do município

58 de Sinop, que foi a implantação de 2 novas instituições com contratação de mais colaboradores, para conseguir alcançar a agilidade e aprimoramento nos atendimentos, devido à grande demanda, também foi verificado que atualmente atuam 192 bancários nas agências do município de Sinop, e que a periodicidade na oferta de concursos para instituição financeira, hoje, é de 2 em 2 anos e destas vagas, 5 a 10 pessoas em média, se destinam para o município de Sinop, ressaltando que isto vale para as instituições que necessitam de concurso, sendo Caixa, B. Brasil e Amazônia. Quanto ao crescimento da demanda de universitários nas instituições financeiras após a implantação das universidades, tem-se obtido um crescimento muito considerável, não só pela demanda de universitários, mas também pelo crescimento da cidade, que vem recebendo migrantes de muitas outras regiões. Foi verificado com Sr. Marcos se o público universitário pode representar uma parcela que não traz rentabilidade para instituições financeiras devido ao alto risco de crédito, e o mesmo afirma que isso depende muito da política de crédito de cada instituição, uma vez que o cliente passa por um processo de análise que irá determinar o seu perfil de risco, no entanto, o mesmo acredita que, com o aumento de universitários no município, proporciona mais oportunidades, às instituições bancárias de Sinop, pois esses mesmos universitários poderão tornar-se clientes efetivos futuramente, podendo gerar uma maior rentabilidade às instituições. 5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Conforme a análise dos resultados nos questionários feita aos universitários, pode-se concluir que este público encontra-se insatisfeito com os serviços prestados pelas instituições financeiras de Sinop-MT, e atenta-se que o índice de satisfação e insatisfação dos universitários serve como regulador para o sistema gerencial, fazendo com que o mesmo possa traçar metas e almejar resultados que venham beneficiar o trabalho das agências para este público. Ao verificar a possibilidade de melhoria nas instituições bancárias do município de Sinop propõem-se algumas alternativas, como a melhoria do atendimento por parte dos funcionários no que tange à clareza, como também acreditar que o público universitário possa agregar valores, uma vez que os mesmos serão clientes futuros destas instituições, com o principal intuito de agilizar e resolver o problema em questão. O uso adequado de ferramentas, além de agilizar os atendimentos da clientela, é capaz de facilitar o trabalho dos colaboradores, pois uma das grandes dificuldades que estas entidades encontram é com relação à quantidade de universitários que procuram as instituições financeiras para serem um cliente das mesmas, e muitas vezes não são atendidos com a qualidade que almejam. As instituições, na maioria delas, deixam bem claro que não estão preparadas, ou não acreditam neste público alvo no que tange à lucratividade.

59 Quanto as objetivo geral deste trabalho, considera-se que o objetivo anteriormente proposto para a pesquisa foi alcançado em sua plenitude, como observado nos questionários com os universitários da Fasipe e na entrevista com o Presidente da Associação dos Bancários de Sinop. Objetivo 01: Considera-se que o primeiro objetivo foi atingido, conforme anexo da entrevista com o Sr. Marcos, presidente dos Bancários de Sinop, neste município há 10 agências bancárias, ressaltando que as cooperativas de crédito não fazem parte desta pesquisa. Objetivo 02: Podemos observar que este objetivo do trabalho também foi alcançado, pois foram instaladas 2 novas agências, sendo que estas agências já existiam no município, mas abriram mais uma filial. Objetivo 03: Foi feita uma entrevista com o Presidente da associação dos bancários de Sinop, Sr. Marcos, e o mesmo conforme entrevista em anexo B, descreve sobre as duas novas filiais abertas em Sinop, sendo uma do Itaú e do Bradesco, falando sobre a reforma do banco Santander. Objetivo 04: Podemos dizer que neste objetivo, as instituições tentam resolver a questão relativa ao tempo de demora no atendimento, fazendo novas contratações para conseguir acompanhar o crescimento da demanda de clientes, entre eles, os universitários. Objetivo 05: Foi feito um levantamento, o qual pode ser um valor não muito exato devido ao sigilo bancário, a média hoje de colaboradores é de aproximadamente 192, podendo este valor oscilar em 5%. Objetivo 06: Os concursos têm sido feitos em média de 2 em 2 anos. Destas vagas de concurso, é um tanto relativo definir quantas são para Sinop, mas a média tem sido 5 a 10 colaboradores por concurso. Isto verificado em instituições que necessitam de concurso sendo Caixa, B. Brasil e Amazônia. Objetivo 07: Na entrevista não foi informada a média de crescimento quanto à demanda. Mas foi sinalizado de que houve um crescimento considerável na demanda, não só pelos universitários, mas também pela cidade ter mostrado um grande crescimento econômico, e vierem pessoas de outras regiões para este município, levando ao aumento da demanda também. Objetivo 08: Sr. Marcos ressalta que as análises de crédito feitas pelas instituições financeiras dependem da política de crédito de cada instituição, uma vez que o cliente passa por um processo de análise, que irá determinar o seu perfil de risco. Objetivo 09: O entrevistado confirma que o crescimento de universitários em Sinop, torna-se uma oportunidade para as instituições venderem produtos e serviços, uma vez que estes mesmos clientes serão efetivos, num futuro próximo. A investigação sobre as principais mudanças ocorridas nas agências bancárias apontou dificuldades relacionadas ao número reduzido de colaboradores, como também a maneira como estes apresentam seus produtos a esse público, contribuindo para a insatisfação do público universitário. Estes problemas geram algumas deficiências como a queda de créditos proporcionados aos públicos universitário do município de Sinop e a falta de conhecimento dos universitários sobre os produtos e serviços que o banco pode lhes oferecer, fazendo com que a imagem do banco não seja das mais agradáveis. Uma sugestão para inovar o atendimento ao público universitário seria um novo sistema de atendimento somente voltado para os universitários.

60 No decorrer desta pesquisa, não foi encontrada nenhuma dificuldade, os questionários aplicados aos acadêmicos e a entrevista feita com o Sr. Presidente, apresentaram boa receptividade destes.quanto às vantagens, pode-se dizer que, além do conhecimento e esclarecimento, a elucidação de dúvidas concernentes aos serviços e produtos que as instituições têm a oferecer tanto à sociedade como ao público universitário de Sinop. Falta um trabalho intensivo, credibilizando o público universitário, que possui muita força no mercado do município de Sinop. A pesquisa direcionou-se na busca de dados, informações e esclarecimentos, para que, de uma maneira geral, pudesse embasar sua proposta, procurando justificar a importância de buscar a satisfação dos universitários e as mudanças ocorridas nas instituições financeiras do município de Sinop. Neste sentido, sugere-se, para uma futura pesquisa, estudos mais aprofundados com relação a novos processos que indiquem e viabilizem melhoramentos nos sistemas já implantados para atender ao público universitário, de modo a gerar novos conhecimentos, que possibilitem melhoria na prestação dos serviços neste setor. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. BRAGA, Roberto. Fundamentos e Técnicas de Administração Financeira. 1. Ed. São Paulo: Atlas, CHIAVENATO, Idalberto. Introdução a Teoria Geral da Administração - 7. Ed. São Paulo: Campus, COBRA, Marcos. Administração de marketing. São Paulo: Atlas, DRUCKER, Peter F. O melhor de Peter Drucker: a administração. São Paulo: Nobel, KOTLER, Philip. Administração de marketing: análise, planejamento, implementação e controle. 5 ed. São Paulo: Atlas, SIMÕES, Roberto. Marketing básico. São Paulo: Saraiva, 1976.

61 EMPRÉSTIMO CONSIGNADO PARA APOSENTADOS CRISTIANE BORRE 7 RESUMO: Este trabalho visa verificar algumas modalidades de empréstimo disponíveis para aposentados, especificamente a modalidade de Empréstimo Consignado para Aposentados, objetivando averiguar se realmente a taxa de juros e a facilidade para aquisição, são verdadeiras, como dizem as propagandas propostas pelas Instituições Financeiras. Realizouse pesquisa no site das instituições financeiras Banco do Bradesco e Banco do Brasil, através dos dados do Empréstimo Consignado e de mais duas opções de empréstimo propostas por cada Banco. Analisando os dados expostos, verificou-se que o Empréstimo Consignado é a opção mais viável para esta classe de pessoas, em cuja maioria dos casos predomina a baixa renda, e, embora seja a opção mais burocrática em relação às outras, apresenta juros menores e prazos de pagamentos maiores. PAYROLL LOAN FOR RETIREES ABSTRACT: This work aims to verify some types of loans available to retirees, specifically the type of loan payroll, aiming to establish whether indeed the interest rate and ease of acquisition, are really true, as they say the advertisements proposed by Financial Institutions. Study was carried out on the website of Banco Bradesco and Banco do Brazil, using data from the Payroll Loan and two more loan options offered by each bank. Analyzing the data presented, it was found that the Payroll Loan is the most viable option for this class of people, where in most cases have low income, although the option is more bureaucratic in relation to others, but has lower interest rates and term longer payment. INTRODUÇÃO Os empréstimos são os produtos das Instituições Financeiras mais bem aceitos pelas pessoas, em relação aos outros produtos oferecidos, como seguros, títulos de capitalização, fundos de Investimento e outros. Hoje em dia, não é mais necessária a procura e por agiotas, a penhora de jóias, tudo isso é passado. Basta ir até uma Instituição Financeira e o crédito é liberado em pouco tempo. A falta de controle financeiro pessoal leva as pessoas a procurem por empréstimos, as quais, na maior parte das vezes, nem buscam saber como funcionam os juros e as taxas cobradas, o montante que o valor adquirido vai gerar no final. As dívidas ou o desejo de aquisição é tão grande, que faz muitas pessoas pagarem o dobro ou ainda mais no final, e, desse modo, os Bancos lucram e criam cada vez mais oportunidades de crédito. 7 Cristiane Borre, Curso de Administração, Faculdade de Sinop FASIPE, R. Carine,11, Res. Florença, Sinop MT. CEP: Endereço eletrônico:

62 O Empréstimo Consignado é uma modalidade de empréstimo que apresenta juros, tarifas e prazo diferenciado. Neste trabalho, o tema é direcionado aos aposentados. Sabe-se que os aposentados são pessoas de renda mais baixa, na maioria dos casos, de fato, o empréstimo Consignado torna-se uma possibilidade para resolver algum problema financeiro ou facilita a aquisição de algum Bem. A maior característica desta modalidade de empréstimo é o pagamento das parcelas ser diretamente na folha de pagamento ou benefício a receber. Em virtude da facilidade da aquisição e da forma de devolução, deduzida em parcelas pré-fixadas e descontadas diretamente da aposentadoria, questiona-se: O Empréstimo Consignado é realmente a modalidade de empréstimo mais favorável aos aposentados, como revelam as propagandas instituídas nos meios de comunicação, propostas pelas Instituições Financeiras? Acredita-se que o empréstimo Consignado é a modalidade de empréstimo mais viável para os aposentados; o aposentado poderá solicitar qualquer valor, direcionando-se a qualquer Instituição Financeira. O objetivo, de forma geral é pesquisar, demonstrar e comparar o Empréstimo Consignado e outras modalidades de empréstimo disponíveis para aposentados, visando, de forma específica, pesquisar como é realizado o processo para adquirir o Empréstimo Consignado; apresentar as características, vantagens e desvantagens do Empréstimo Consignado; comparar o Empréstimo Consignado com outros tipos de empréstimos. 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1 EMPRÉSTIMO CONSIGNADO É uma modalidade de empréstimo oferecida para aposentados e pensionistas do INSS, cujas parcelas são descontadas diretamente do benefício, conforme a autorização dada pela lei O aposentado ou pensionista solicita o empréstimo em qualquer Instituição Financeira, desde que esta seja conveniada com o INSS, levando os documentos necessários e, posteriormente, assina um contrato confirmando o valor solicitado e as parcelas a serem descontadas do seu benefício, pode ser utilizado para qualquer fim, desde que permaneça dentro da faixa limite do valor a ser adquirido, atingindo a margem de 30%. Conforme o Ministério da Previdência Social 8, as características do Empréstimo Consignado são as seguintes: 8 ² ³Dataprev Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social responsável pelo fornecimento de dados dos contribuintes do INSS.

63 - O número de prestações não poderá exceder a 60( sessenta) parcelas mensais e sucessivas;- A taxa de juros não poderá ser superior a 2,5%(dois inteiros e meio por cento) ao mês, devendo expressar o custo efetivo do empréstimo; -É proibida a cobrança da Taxa de Abertura de Crédito - TAC, e quaisquer outras taxas administrativas; -Não é permitido o estabelecimento de prazo de carência para o início do pagamento das parcelas. Conforme consta no site (http://www1.previdencia.gov.br.), para adquirir este tipo de empréstimo, o aposentado deve procurar uma Instituição Financeira conveniada ao INSS e apresentar um documento com foto e CPF, solicitar o empréstimo e mediante a documentação fornecida pelo Banco, assinar o Contrato, que o valor solicitado será deositado na conta do Beneficiário. A contratação deverá ser realizada na Instituição Financeira, para evitar irregularidades e fraudes ocasionadas por estelionatários, como já aconteceu para inúmeras pessoas, assim como orienta o INSS no site da Previdência Social. Após a realização do processo de solicitação junto à Instituição Financeira, será enviada a solicitação para o Dataprev, para pesquisa de dados do Aposentado ou Pensionista, visando analisar se há outros descontos e se o valor solicitado poderá ser adquirido. O prazo máximo para o valor ser liberado é de 04 dias úteis, a partir da liberação da Dataprev, sendo que a pessoa tem o direito de ser informada sobre a data e hora da liberação do solicitado. A primeira parcela é descontada já no mês posterior à liberação do empréstimo e o beneficiário possui o direito de ter acesso, com transparência, a toda translação, decorrente de seu empréstimo, como juros, o valor financiado, número de prestações e o total a pagar quando finalizarem as parcelas, conforme consta no site Porém, nem todos os beneficiários, podem solicitar esta modalidade de empréstimo. Aposentados residentes no exterior e beneficiários de pensão alimentícia, não podem adquirir o Consignado, como consta nas regras descritas no site da Previdência. Por outro lado, o Ministério da Previdência Social, descreve que o beneficiário, tem o direito de quitar antecipadamente o valor das parcelas, sendo que a Instituição tem o prazo de 48 horas para emitir o boleto ou documento para pagamento, informando o valor financiado e o valor a ser pago com desconto. 3. MATERIAL E MÉTODOS A pesquisa é considerada Básica, devido à busca por novos conhecimentos relacionados ao assunto tratado, visando transmitir informações e esclarecer dúvidas para os interessados.

64 Constitui-se ainda de pesquisa quantitativa, por utilizar dados numéricos para exemplificar e demonstrar informações para os leitores, objetivando facilitar a compreensão. É considerada descritiva, em virtude de utilizar-se de explicação textual para o desenvolvimento do tema abordado. Gil (2002) considera como pesquisa bibliográfica toda pesquisa que é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos, como neste caso, para apresentar o maior número possível de informações que tratem do tema apresentado, para ampliar conhecimentos e esclarecer dúvidas dos leitores. Para população e amostra, escolheram-se duas Instituições Financeiras, para a coleta de dados numéricos, propondo uma comparação de valores de juros e montantes, para permitir que o leitor perceba qual a melhor opção de empréstimo. 4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Realizou-se uma pesquisa, utilizando dados numéricos de sites de duas Instituições Financeiras: Bradesco e Banco do Brasil, abordando a modalidade de Empréstimo Consignado e outra opção oferecida por estas a aposentados, observando-se os valores, conforme abaixo: * Para empréstimo Consignado: Banco Bradesco: para Aposentado que solicitar Empréstimo no valor de R$ 1.000,00, cujo benefício é de até 02 (dois) salários mínimos, equivalente a R$ 1.090,00. Observa-se que o menor número de parcelas é: 04; e o máximo é de 60 parcelas, calculando o valor de R$ 1.000,00, tem-se no final um montante mínimo de R$ 1.053,85 e o máximo de R$ 4.006,13. * Para Crédito Pessoal: Banco Bradesco: o valor simulado é de R$ 1000,00, observa-se que o número mínimo de parcelas é de 24 e o máximo é de 40; considerando o valor de R$ 1.000,00, tem-se, no final, o valor do montante mínimo de R$ 3.087,91 e o máximo de R$ 7.596,78. Analisando as duas modalidades oferecidas pelo Bradesco, conclui-se que o empréstimo Consignado é a alternativa mais viável para o aposentado. Para empréstimo Consignado: Banco do Brasil: tratando-se agora de dados coletados no site do Banco do Brasil, para Aposentado que solicitar Empréstimo Consignado no valor de R$ 1.000,00, cujo benefício é de até 02 (dois) salários mínimos, equivalente a R$ 1.090,00. Observa-se que o menor número de parcelas é: 06; e o máximo é de 60 parcelas, calculando o valor de R$ 1.000,00, tem-se no final um montante mínimo de

65 R$ 1.154,95 (se realizado em 6 parcelas) e o máximo de R$ 4.006,13(se realizado em 60 parcelas). Para Crédito Pessoal: Banco do Brasil: apresenta outra modalidade de empréstimo, que poderá ser adquirida pelo aposentado, através do Banco do Brasil, observa-se que, se o valor solicitado for de R$ 1000,00, há apenas duas opções de pagamento, em 04 parcelas cujo montante atinge o valor de R$ 1040,19 ou de 12 parcelas sendo o montante de R$ 1.125,49. Analisando as duas opções apresentadas pelo Banco do Brasil, conclui-se que o empréstimo Consignado, como também em outra Instituição Financeira, continua sendo a melhor opção, tanto no que se refere aos juros, quanto ao número de parcelas, que pode variar até 60 meses. CONCLUSÃO Os objetivos propostos no estudo foram alcançados através de pesquisa em sites dispostos pelos Bancos na internet, sendo que algumas informações foram adquiridas em uma das agências in loco. Conforme informações colhidas, o empréstimo Consignado é a opção mais viável para os aposentados, devido ao número de parcelas e a taxa de juros reduzida. Foram apresentadas características sobre o tema abordado, porém se a pessoa necessitar, com urgência, adquirir o dinheiro, não obterá êxito, pois a solicitação depende da análise cadastral, levando alguns dias para liberação. A pesquisa poderia ser enriquecida com mais informações, porém há dificuldades em coletá-las, pois cada Banco possui uma política de trabalho, alguns fornecem taxas de juros e tarifas via internet, outros não repassam, nem pessoalmente, somente se houver aposentado para realizar a simulação. Realizaramse pesquisas nos sites, pessoalmente em agências e pelo número 0800, porém apenas dois Bancos, apresentaram informações detalhadas e necessárias para pesquisa. Toda pesquisa contribui com informações diferenciadas, embora parecesse óbvio que a modalidade de Empréstimo Consignado, oferecesse mais vantagens em relação a outros empréstimos, faltava uma comparação detalhada, em valores e outras informações colhidas no site da Previdência. Assim, os dados colhidos confirmaram que, realmente, o consignado é a melhor opção, para aposentados. A pesquisa teve como foco, apresentar informações detalhadas para aposentados, para que não deixem que a necessidade, seja uma forma de escolher uma modalidade de empréstimo, que lhes faça pagar juros maiores, sendo que há uma forma de adquirir empréstimo, sem precisar pagar muito mais por isso. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

66 1. BB - Disponível em: Acessado em: 15/10/11 2. BRADESCO Disponível em: Acessado em: 15/10/11 3. BRASIL Disponível em: Disponível em: 02/10/11 4. CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista; Manual do Direito Previdenciário.12ª edição, editora Conceito, CHIAVENATO, Idalberto. Administração no Novos tempos. 2ª edição. Rio de Janeiro, editora Elseviert, GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4ª edição, São Paulo, Editora Atlas S.A., GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira, 10ª edição, Editora Pearson, São Paulo, PREVIDÊNCIA Disponível em: - Acessado em: 22/10/11 9. VIEIRA, Marco André Ramos. Manual de Direito Previdenciário, 4ª edição, Editora Impetus, Rio de Janeiro, 2004.

67 FUSÕES EMPRESARIAIS - VANTAGENS E DESVANTAGENS PARA AS ORGANIZAÇOES E CONSUMIDORES. EMANUELLA SILVA SELLEGRINI 9 RESUMO: Fusões representam a união de duas ou mais empresas, com a finalidade de se tornarem uma mega corporação, que será reconhecida em território nacional e estrangeiro. O controle administrativo dessa mega corporação fica a cargo da empresa que possuir mais de 70% das ações ordinárias. Portanto, a fusão está sendo um dos recursos utilizados pelas empresas para monopolizar suas áreas de atividades e tornarem-se grandes polos nas vendas de produtos ou serviço. Palavras chaves: Fusão, vantagens, desvantagens, consumidor. CORPORATE MERGERS - ADVANTAGES AND DISADVANTAGES TO ORGANIZATIONS AND CONSUMERS. ABSTRACT: In the view of consumers, the merger has its positive and negative, we may cite as the positive aspect that the consumer will have greater assurance of legal and business products and services offered by the company. And taking the negative point that the consumer loses the fight for markets between firms, the monopoly occurring among several companies that are merging, thus decreasing the bidding of their products and services offered in the consumer market. Keywords: Fusion, advantages, disadvantages, the consumer. INTRODUÇÃO A fusão ocorre quando duas ou mais empresas, em geral do mesmo porte, unem-se para partilhar ou transferir recursos e ganhar em força competitiva. Esse processo é longo e tem, nas alianças estratégicas, instrumentos de alavancagem e melhoria na gestão de seus negócios. Outro motivo para que as empresas busquem essas alternativas de crescimento é para unir forças para enfrentar com mais vigor o líder já estabelecido. A fusão propicia redução de custos operacionais, otimização na produção, mas põe o mercado sob o risco de ações monopolistas, apesar de mantida a individualização das marcas dos produtos já presentes no mercado. Assim, considerável parte da doutrina atenta para o fato de que a fusão de empresas, dada sua complexidade não apenas do ponto de vista jurídico, mas, sobretudo em razão de suas incontáveis implicações fiscais, é um procedimento que, por longo período, foi relegado ao esquecimento e desuso pela prática jurídica. A fusão tem seus pontos negativos e positivos, dependendo do ponto de vista de cada ângulo, seja ele consumidor, empresarial e governamental. 9 Acadêmico de Graduação, Curso de Administração, Faculdade de Sinop FASIPE, R. Carine, 11, Res. Florença, Sinop - MT. CEP:

68 Neste sentido, questiona-se: a formação de megacorporações por meio de fusões empresariais é ou não benéfica ao consumidor e ao mercado? Este artigo contém informações para empresas, estudantes e sociedade para que possam aprimorar suas especialidades, buscando conteúdo para demonstrar que a fusão é uma forma de evolução no mercado financeiro. Apresenta-se uma visão, discutindo se a monopolização poderá ser uma tendência futura, constando comentários de autores e reportagens de novas sugestões sobre a importância da fusão, para empreendedores que pensam em unir alguma empresa. Este artigo terá como objetivo geral, analisar e mostrar se a fusão entre grandes empresas estão trazendo rentabilidade, principalmente na obtenção de lucros e na centralização de suas forças e diminuição da concorrência. 2. REVISÃO DE LITERATURA Com a globalização, o mercado adquiriu grandes mudanças no comportamento das empresas. Em um mundo cada dia mais competitivo, onde foram desenvolvidas novas transações entre as sociedades, essas megacorporações apareceram no mercado para monopolizarem suas áreas de atividades e tornarem-se grandes polos na venda de produtos e/ou serviços. Para entender melhor essas transformações, uniões e até algumas aquisições, é necessário saber quais os processos que existem para esses atos, algumas leis que os acompanham para entender o real motivo desses feitos, para que, assim, possa ser analisado de forma, a saber, se as uniões acontecem no caminho correto. Segundo os autores Santos, Schmidt e Fernandes (2003, p115): São combinações de negócios, que oferecem a elas estratégias de concentração de empresas e reestruturação societárias como a incorporação, fusão, cisão e aquisição do controle acionário. Essa combinação corresponde à união de entidades distintas em uma única entidade econômica ou à obtenção do controle sobre os ativos líquidos e operações de outras entidades. Com base nas corporações, as empresas estão cada vez mais desenvolvidas, buscando crescimento, inovação, para melhor atender seus clientes, oferecendo produtos e serviços de qualidades. É o ato em que uma empresa absorve o patrimônio da outra, com o qual, oficialmente, se extingue, ou seja, o balanço patrimonial da incorporada é absorvido com a incorporação dos bens e direitos do ativo e das obrigações do passivo, quando se unem e passam a ser somadas ao balanço patrimonial da empresa incorporada que acaba de assumir. Conforme Santos, Schmidt e Fernandes (2003, p. 297): Sobre as assembleias gerais dizem que serão realizadas duas na incorporada, sendo que a primeira deverá ocorrer quando da apreciação,

69 da justificação e quando da aprovação do protocolo, seguindo-se a autorização para aumento de capital a ser subscrito e realizado pela incorporação. Citado como exemplo de Incorporação, temos o caso da Usiminas, que comprou a Cosipa, Companhia Siderúrgica Paulista, em Em 1999, foi criada a "Nova Cosipa", que incorporou a "Nova Usiminas". O artigo 227, da lei 6.404/76, a Lei das Sociedades por Ações, descreve a incorporação como, Art. Quanto à variação patrimonial conforme Santos, Schmidt e Fernandes (op.), na fusão, ao contrário da incorporação, as sociedades deixam de existir, dando origem a uma nova sociedade. É a extinção de uma das empresas componentes do processo, deixando de existir para tornar-se uma única entidade de um grupo maior, todos os costumes, valores culturais e características deixam de existir junto com a mesma, adquirindo todos os valores da nova administração. Quanto às assembleias gerais, serão realizadas duas em cada sociedade, tratando da apreciação, da justificação e na aprovação do protocolo e uma será a conferência do patrimônio líquido do capital da nova empresa. Na fusão, o controle administrativo passa a pertencer à nova empresa, representada pela maior participação financeira e produtiva. Levado em consideração que a fusão proporciona uma grande redução de custos operacionais e otimização na produção, contudo, evidencia o mercado sobre o grande risco de monopolização das atividades, apesar de muitas empresas fundidas manterem as marcas individualizadas no mercado e apenas extinguirem a parte jurídica. Devido ter adquirido um relacionamento estável com a empresa antiga e seus parceiros, essa união agrega novas pessoas, novas regras, nova direção. É preciso um forte trabalho de comunicação e total transparência no relacionamento, pois do contrário se encontrará muita resistência. É inviável trocar equipes inteiras, ainda mais se a empresa adquirida estiver no exterior. Neste caso, o mais adequado é analisar todos os detalhes da aquisição entre as empresas, analisar sua vida útil de uma visão externa, seus colaboradores, verificar seus projetos em execução, alinhar o portfólio das duas empresas, fazer com que as duas partes da junção conheçam seus novos projetos, proporcionarem uma forte linha de comunicação para que exista um bom relacionamento nessa nova fase da empresa que está para surgir. Em 1999, a Antártica e a Brahma anunciaram sua fusão, tornando-se a terceira maior cervejaria do mundo, além da competitividade do mercado interno, há também a fusão que visa lançamento no mercado externo, sendo responsável por 73% do mercado de cerveja nacional onde, a Antártica possuía 23,4% e a Brahma possuía 48,9%, com a fusão passaram a representar os 73% do mercado cervejeiro. Na época, o abalo na sociedade foi notório e o CADE chegou a suspender a fusão até que fosse avaliado melhor o impacto da ação. Mas acabou sendo aprovada, mudando as estruturas das empresas e o mercado de cervejarias com a entrada da

70 American Beverage Company ou Companhia de Bebidas da Américas - AMBEV no Brasil e no mundo. A AMBEV passou por algumas dificuldades no início da fusão, pois teve que ser analisada por três fóruns, sendo a SEAE, a SDE e o CADE, pois os concorrentes, Kaiser e Schincariol, que possuíam 5% do mercado, potencialmente prejudicados depuseram contra. Contudo, foi aprovada a fusão e foram alguns benefícios que surgiram com a mesma, de se tornar líder do mercado nacional com 73% e com o tamanho que a empresa adquirira, teria grandes forças para entrar no mercado internacional. A fusão entre Sadia e Perdigão foi um dos negócios que criou no setor de alimentos, a Brasil Foods, com capacidade para exportar para 110 países. Foi um período de muitas fusões e aquisições em empresas dessa área. Ocorrendo o endividamento da Sadia, teve-se um fator decisivo nas negociações para chegar ao acordo da fusão. No início do ano de 2009, as dívidas da empresa com instituições financeiras chegavam a R$ 8 bilhões e, após a fusão, as dívidas estão sendo pagas pela Brasil Foods. Como consequência das expectativas criadas pela globalização, a fusão entre diferentes instituições bancárias no exterior e no país terá profundos reflexos para o mercado bancário e financeiro. A fusão entre dois bancos pode fazer com que se criem grandes instituições financeiras no país e no mundo, toda fusão necessita da autorização da Junta Monetária, sendo ela uma prévia recomendação favorável de Superintendências Bancárias. 3. MATERIAL E MÉTODOS O artigo usou a pesquisa do tipo básico, pois buscou esclarecer as formas de fusão de empresas em um âmbito geral, os benefícios e os malefícios que podem ocorrer em virtude dos seus objetivos, sendo seus problemas abordados qualiquantitativamente, a partir de pesquisas de campo, aplicação de questionários e entrevistas, para alcançar os objetivos de conhecimento sobre o assunto. Tendo também o tipo exploratório, com o que acrescentaram-se dados de levantamentos bibliográficos para melhor entendimento de seus resultados e ainda explicativa por explanar os dados apresentados. O artigo é direcionado à população de Sinop, mas especificamente se propõe a entender o processo de fusão. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Neste capítulo, serão analisados os gráficos referentes à pesquisa realizada sobre fusões de empresa, com o intento de perceber se as pessoas estão percebendo as mudanças em processo com as empresas, com o intuito de estarem mais fortes no mercado empresarial.

71 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Qualidade 59% Preço 23% Atendimento 15% Concorrencia 26% Figura 01: Você acha que a fusão traz qual tipo de vantagem? Preço? Atendimento? Concorrência? Qualidade? Fonte: Própria Como foram observadas, na Figura 01, algumas peças fundamentais para o mercado hoje são de extrema importância, com isso consegue-se notar que nem sempre as fusões ganharam devido à sua junção, na concorrência e no atendimento. Analisa-se que não adianta ter melhor preço, atendimento, concorrência e uma megamonopolização, sendo que 59% do público exige qualidade. Manter a qualidade do produto é de grande valor para os consumidores. 80% 60% 40% 20% 0% Sim 62% Não 38% Figura 2: Futuramente, a fusão entre empresas e instituições financeiras será mais comum, levando a uma "mega monopolização", com isso o consumidor terá poucas opções e terão que comprar ou aceitar o que lhe é imposto, porém, as empresas podem melhorar sua qualidade, preço e atendimento. Você está de acordo com essa situação? Fonte: Própria De acordo com os dados da figura 2, 62% da população concordam com a questão mencionada, e como já foi observado, que a fusão entre as empresas está mais propícia a aumentar, gerando essa mega monopolização. Contudo o esperado é que as empresas ajam de acordo com a questão 1, que mostra que os consumidores zelam pela qualidade dos produtos e ou serviços que essas empresas fornecem e melhorem sim seus preços e atendimento.

72 Sendo assim, pode-se concluir que os gráficos mostram a "preocupação" da população com essas fusões, se realmente as empresas buscam melhorar para seus clientes ou consumidores, pois os maiores afetados ou alvos nessas fusões não são apenas as empresas em si, mas a população que depende delas para consumo. 5. CONCLUSÃO Através de pesquisas em sites, livros, artigos, revistas e pesquisa de campo foi possível elaborar um novo material sobre fusões empresariais que mostrou como as fusões vêm acontecendo constantemente entre as empresas de todo mundo. A monopolização de marcas e empresas está mais frequente e comum; com isso, percebe se que as empresas hoje consideram que é mais fácil se fundir com parceiras para aumentar a potência de sua marca e de seus produtos para que assim não exista espaço para a concorrência. Isso só mostra que futuramente não haverá muitas opções para buscar preço, atendimento, concorrência e qualidade, haverá megacorporações que estipularão como querem vender, valores e qualidade, não havendo tantas opções para recorrer. Desta forma, foi possível perceber e analisar como a organização e seus departamentos agem no ato da fusão também no que se refere a quadro de funcionários, pois passa a ser uma única empresa, comandada por uma única direção, exigindo reorganização de tarefas e adaptação à nova realidade em vigor. As fusões não só transformam o mercado consumidor como sua empresa e seus colaboradores, como também, muitas vezes o quadro de desemprego aumenta, não sendo necessários dois colaboradores com a mesma função dentro da empresa. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMBEV. História, Disponível em: acessado em 20/02/2010 às 09h37min a.m. CADE. Institucional e Legislação. Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Disponível em, Acessado em 20/02/2010 CHIAVENATO, Idalberto. Administração Teoria, Processo e Prática. 4ª edição Editora Elsevier Campus, 2006 CHIAVENATO, Idalberto, Introdução à teoria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações/ Idalberto Chiavenato 7. ed. Rev. E atual. Rio de Janeiro: Elsevier, reimpressão FUSOES. Globo.com. Itaú anuncia fusão com Unibanco. Disponível em acessado em 02/02/ GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 3º edição, Editora Harbra. Cap. 1, folhas 5 a 14 págs. ITAU Unibanco, Revista. Nosso Jeito de Fazer. Nº. 7, Fevereiro ITAU Unibanco, revista, Quais os Projetos para 2010? Nº.6, Janeiro 2010.

73 KPMG. Fusões e aquisições no Brasil Disponível em em: MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Teoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital/ Antonio César Amaru Maximiano. -6. ed. São Paulo: Atlas, O ESTADÃO. Fusões Empresariais. Disponível em: Acessado em: 19/03/2010. ROSS, Stephen A.; Princípios de administração financeira/stephen A. Ross, Randolph W. Westerfield, Bradford D. Jordan; tradução Andréa Maria Accioly Fonseca Minardi; revisão técnica Antonio Zoratto Sanvicente. 2. ed. 7. reimpr. São Paulo: Atlas, VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de; Economia: micro e macro: teoria e exercícios, glossário com os 300 principais conceitos econômicos / Marco Antonio Sandoval de Vasconcellos. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2006.

74 ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO, NA EMPRESA FIAGRIL LTDA, POLO DE SINOP/MT. PATRICIA IDALINA DE OLIVEIRA GRABSKI 10 RESUMO: Este estudo pretendeu apresentar a importância da qualidade de vida no trabalho para a empresa Fiagril Ltda, localizada no Município de Sinop. Para tanto, foram aplicados questionários com os colaboradores da empresa, bem como os responsáveis pelo setor de recursos humanos. A metodologia utilizada para a consecução dos resultados se deu através de uma pesquisa básica quanto à natureza, qualitativa quanto à abordagem, exploratória quanto aos objetivos, em que se utilizou o levantamento como procedimento para coleta dos dados. Em relação aos resultados auferidos, observou-se que os colaboradores da empresa sentem-se motivados em relação ao clima organizacional e à qualidade de vida no trabalho, pois mantém boas relações com o gerente e os demais colegas de trabalho dos diversos níveis hierárquicos, além de possuírem uma perspectiva de crescimento favorável na organização. Palavras Chave: Qualidade de vida no trabalho, motivação, Fiagril Ltda. ANALYSIS OF THE QUALITY OF WORK LIFE, FIAGRIL LTDA, POLO SINOP/MT. ABSTRACT: This study aims to present the importance of the quality of work life for enterprise Fiagril Ltd., located in the city of Sinop. To this end, questionnaires were filled with company employees as well as those responsible for human resources sector. The methodology used to achieve the results came about through some basic research regarding the nature, as to the qualitative approach, exploration of the aims, in which the survey was used as a procedure for data collection. In relation to income earned, it was observed that the company's employees are motivated in relation to organizational climate and quality of work life which they are exercising, because it maintains good relations with the manager and other colleagues of different hierarchical levels, and they have a favorable growth prospects in the organization. Keywords: Quality of work life, motivation, Fiagril Ltda. INTRODUÇÃO O profissional traz consigo a ambição de crescer na organização, cria expectativas, busca o crescimento dentro daquilo que desenvolve e realiza, é preciso que se deixe de lado aquela ideia de que o homem trabalha tão somente para a o ganho do salário, que não tem sentimentos, que não se frustra com a falta de crescimento, que não tem motivação, que não se aborrece com o total descaso dos seus gestores, que apenas lhe cobram a tarefa e não o orientam para a real situação da empresa, que lhe negam o acesso às informações, que o tratam apenas como uma 10 Acadêmica de Graduação, Curso de Administração, Faculdade de Sinop FASIPE, Avenida Magda Pissinati, 69, Res. Florença, Sinop MT. CEP: Endereço eletrônico:

75 peça a mais no processo de produção. O funcionário tem direito à autoestima e realização. Neste trabalho, será apresentado o contexto da análise da qualidade de vida no trabalho, na empresa Fiagril Ltda, polo de Sinop MT. 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Teoria Comportamental De acordo com Oliveira (2011), a teoria comportamental ou behaviorista na administração, veio significar uma nova direção e um novo enfoque dentro da teoria administrativa: a abordagem das ciências do comportamento, o abandono das posições normativas e prescritivas das teorias anteriores e a adoção de posições explicativas e descritivas. (OLIVEIRA, 2011, p. 1) Essa teoria baseia-se no comportamento individual, em que se torna necessário o estudo da motivação humana. Nesse sentido, o administrador precisa conhecer as necessidades de seus colaboradores para compreender seu comportamento e utilizar-se de ferramentas que promovam a motivação dos mesmos para que possa proporcionar qualidade de vida no ambiente de trabalho A Hierarquia de Necessidades de Maslow Em 1987, o psicólogo Abrahan Maslow, criou uma hierarquia de necessidades que se classificam em cinco grupos: fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de autorrealização. Muitas teorias sobre motivação provam que as pessoas trabalham satisfeitas, quando ganham oportunidades e motivação. Diversas teorias sobre motivação partem do princípio de que, mediante oportunidade e estímulos adequados, as pessoas passam a trabalhar com maior satisfação e entusiasmo. Logo, requer-se, dos gerentes, que saibam quais são esses estímulos. O psicólogo Abrahan Maslow (1987) constatou que as necessidades humanas apresentam diferentes níveis de força, e nesse sentido estabeleceu uma hierarquia de necessidades que classifica em cinco grupos: fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de autorrealização. (GIL, 2005, p. 24) As necessidades fisiológicas são classificadas em cinco necessidades fundamentais: Fisiológicas: Remuneração adequada e satisfação das necessidades básicas; Segurança: Tipo de trabalho e ambiente de trabalho bem estruturado; Social: elevada interação e relacionamento com os colegas, chefes e subordinados; Estima: prestígio na profissão; Autorrealização: sucesso na profissão, prazer no trabalho. A motivação é o resultado de estímulos que as pessoas desenvolvem, desencadeando as ações, isto é, um ciclo constante na vida do ser humano. A partir do momento em que é satisfeito um desejo, automaticamente outro entra no lugar, entretanto, se a pessoa estiver motivada, ela sempre procura meios de satisfazer-se.

76 Atualmente, vivemos cada vez mais num mundo de alta competitividade, por esse motivo as pessoas necessitam de alto nível de motivação. Colaboradores motivados apresentam resultados satisfatórios para a organização. A motivação seria umas das fontes principais de incentivo à produção nas organizações. A motivação é o combustível que estimula o colaborador no desempenho das suas tarefas no ambiente de trabalho. A motivação não é apenas o salário, bonificação, mas sim um simples gesto de gratidão, elogios aos serviços bem desempenhados. Sentir-se valorizado, essa é a palavra chave para a motivação. No início do século XX, teve início o desenvolvimento de programas de treinamentos, a Escola Clássica de administração teve contribuição para esse acontecimento, o objetivo desse programa era qualificar, preparar as pessoas para alcançar seus objetivos. Taylor afirmava que o homem trabalhava apenas pela remuneração de dinheiro, não havia treinamentos, era ensinada apenas a tarefa que o funcionário era determinado para fazer. Na verdade, a preocupação com o desenvolvimento de programas voltados ao treinamento de pessoal vem desde o início do século xx, graças à influência da Escola Clássica de Administração. O objetivo expresso desses programas era o de preparar os indivíduos para atingir o mais alto grau de produtividade possível. Como o homem, conforme a acepção de Taylor, era visto como um ser que trabalhava essencialmente em troca de dinheiro, sem nenhuma identificação com a organização, o treinamento apenas considerava, nessa época, os aspectos mecânicos do trabalho. (GIL, 2008 p.119) Atualmente, as empresas desenvolvem programas de treinamentos para qualificar, preparar as pessoas, para torná-las eficientes e capacitadas ao cargo que ocupam. Isso significa que os programas de treinamento selecionados pela empresa a serem aplicados a seus colaboradores devem adaptar-se a essa realidade, no sentido de repassar um conhecimento aplicável ao ambiente mercadológico em que a mesma está situada. 2.3 Qualidade de Vida no Trabalho O movimento de qualidade de vida no trabalho teve seu início em 1950, com o advento da abordagem sócio técnica, mas somente em 1960 foram delineadas as iniciativas sociais e lideranças sindicais em busca de uma nova organização do trabalho, dessa vez focada na qualidade de vida de seus colaboradores. A Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) pode ser conceituada como a melhoria da saúde por meio de novas formas de organizar o trabalho. Fernandes e Gutierres (1998, apud LIMONGI-FRANÇA, 2004, p. 34). É importante para o administrador o conceito de QVT é, acima de tudo, um investimento da empresa e não somente uma ação filantrópica, mercadológica ou mesmo uma obrigação legal. O administrador considera QVT um tema estratégico para o aumento de produtividade em ambientes competitivos, mas que ainda carece de maiores

77 informações sobre perfil dessa nova competência identificada. (LIMONGI-FRANÇA, 2003, p.147) As ações possíveis de ser desenvolvidas para manter as pessoas saudáveis podem, didaticamente, ser classificadas em ações de recuperação, proteção e promoção da saúde. (LIMONGI-FRANÇA, 2004, p. 37). Segundo França (2003), é de extrema importância o conceito da Qualidade de Vida no trabalho, é um investimento para a empresa, pode aumentar a produção, resultando em retorno futuramente Programas de qualidade de vida no trabalho As ações possíveis de ser desenvolvidas para manter as pessoas saudáveis podem, didaticamente, ser classificadas em ações de recuperação, proteção e promoção da saúde. (LIMONGI-FRANÇA, 2004, p. 37). Sobre as ações de recuperação, são aquelas desenvolvidas em pessoas que já apresentam alguma doença, buscando contribuir para sua recuperação. As ações de proteção visam evitar que os trabalhadores fiquem expostos a agentes que possam prejudicar a saúde dos mesmos. Por último, as ações de promoção da saúde são as que previnem a exposição a vários fatores e também controlam o estado de saúde dos colaboradores, ou seja, consiste na prevenção dos agentes prejudiciais à saúde dos mesmos. A exigência de programas de qualidade de vida no trabalho dentro das empresas vem de longa data, têm um compromisso com os avanços da ciência, da civilização, da cidadania [ ], no entanto, ainda são um desafio para muitos. (LIMONGI-FRANÇA, 2004, p. 43). Dessa forma, entende-se que os programas de qualidade de vida no trabalho devem estar cada vez mais presentes na realidade das empresas brasileiras, tendo em vista sua importância. Para Limongi (2004) e Albuquerque e França (1997) apud Vasconcelos (2001), as mudanças sociais dentro e fora do ambiente empresarial têm trazido algumas mudanças em termos de qualidade de vida no trabalho. Em relação à saúde, tem-se valorizado cada vez mais a integridade física e mental das pessoas, evitando a exposição a ambientes perigosos e prevenindo doenças. Sob o aspecto da ergonomia, busca-se articular a Psicologia, tecnologia e motricidade industrial, fazendo com que os processos sejam executados de modo a fornecer as melhores condições de trabalho possíveis. Além disso, a Psicologia tem concentrado seus estudos no intuito de identificar as influências internas e externas e as perspectivas de cada funcionário, analisando os impactos desses fatores no desenvolvimento de seu trabalho.

78 3 MATERIAL E MÉTODOS A pesquisa caracteriza-se por ser do tipo básica, já que procura a satisfação do desejo de adquirir conhecimentos, sem que haja uma aplicação prática prevista. (RODRIGUES, 2007, p.2). O estudo sobre a qualidade de vida no trabalho na empresa Fiagril Ltda, no pólo de Sinop/ MT visa encontrar alternativas para a melhoria no ambiente, criando uma maior participação com a chefia, com os colegas, gerando, assim, uma maior satisfação por parte dos colaboradores. A forma de abordagem ocorrerá através da pesquisa qualitativa, onde os dados serão coletados, classificados e organizados para posterior utilização. Serão elaborados questionários, depois de respondidos, serão analisadas as opiniões e informações, para classificá-las e analisá-las. A metodologia utilizada quanto aos objetivos, é do tipo exploratória, pois busca fornecer ao pesquisador conhecimento mais aprofundado do problema, através do levantamento bibliográfico, entrevistas com os envolvidos no assunto, análise das práticas já implantadas. Pesquisas exploratórias são aquelas que têm por objetivo definir melhor o problema, proporcionar as chamadas instituições de solução, descrever o comportamento dos fenômenos [...]. (SALOMON 2001, p.158). A população utilizada na pesquisa são os colaboradores da empresa Fiagril Ltda, localizada no município de Sinop/MT. Quanto à amostragem, a pesquisa foi realizada com os colaboradores do setor administrativo, operacional, que responderam aos questionários nas dependências da empresa, em data e horário previamente combinados. Os dados primários foram obtidos com aplicação de questionários fechados. Também foram realizadas visitas e observações diretas no ambiente da empresa, conhecendo o ambiente e processos adotados pela mesma. Após a entrega dos questionários respondidos, analisaram-se as respostas obtidas e comparadas com as informações constantes no referencial teórico estudado. Os dados secundários foram obtidos através de literatura específica, livros técnicos, estudos teóricos, artigos e revistas científicas, Internet e dados da empresa. 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Ao questionar como é o ambiente de trabalho na empresa, todos os entrevistados afirmaram que mantém um bom relacionamento na empresa, o que representa um ponto forte em relação ao clima organizacional, fazendo com que os mesmos se mantenham motivados.

79 Gráfico 1 O que deve ser mudado na empresa? Fonte: própria Em relação à opinião referente ao que deve ser mudado na empresa, a maioria dos entrevistados (53%) alega que um maior reconhecimento do desempenho de cada um seria uma mudança satisfatória, 24% disseram que as reuniões mensais para expor ideias indicam uma mudança que deveria ocorrer, e outros 6% disseram que nada deve ser mudado, outros 6% votaram no rodízio de funcionários como sendo uma boa prática. Todos os entrevistados afirmaram que a empresa disponibiliza sanitários e bebedouros próximos ao local de trabalho, de modo a atender todos os funcionários. Gráfico 2 O que leva você a trabalhar nessa empresa? Fonte: própria

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