CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS CEMEC RELATÓRIO CEMEC MENSAL DE DESEMPENHO DA POUPANÇA FINANCEIRA. Junho

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1 CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS CEMEC CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS RELATÓRIO CEMEC MENSAL DE DESEMPENHO DA POUPANÇA FINANCEIRA Junho 2011

2 ÍNDICE 1. Objetivo do Relatório Modelo de Contas Financeiras CEMEC Análise da Poupança Financeira- Contas Financeiras CEMEC Análise da Poupança Financeira pelos Fluxos de Captação Líquida Equipe Técnica: Diretor: Carlos Antônio Rocca Consultores Seniores: Lauro Modesto, Renê Coppe Pimentel e Tatiana Albanez Analistas: Elaine Alves Pinheiro e Erik Martins Valim Dúvidas e Comentários: *As opiniões emitidas nesta publicação são de inteira e exclusiva responsabilidade dos autores, não exprimindo, necessariamente, o ponto de vista do Centro de Estudos de Mercado de Capitais, do IBMEC ou de qualquer de seus apoiadores. ** Todos os dados utilizados foram obtidos das fontes citadas e podem sofrer revisões. *** A publicação foi produzida com as informações existentes em Maio/

3 DESEMPENHO DA POUPANÇA FINANCEIRA RELATÓRIO MENSAL 1. Objetivo do Relatório Apresentar uma análise da evolução recente da poupança financeira voluntária aplicada em ativos financeiros (por exemplo: ações, CDBs, poupança, fundos de investimento, títulos públicos etc.) no nível agregado e, sempre que possível, por tipos de investidores, utilizando o modelo de análise do CEMEC que combina informações provenientes de várias fontes de dados 1 num modelo de contas financeiras que elimina a dupla contagem e permite estimar o que ocorre com a carteira total de ativos financeiros. Este relatório apresenta dados até abril de 2011, mas cabe salientar que devido ao esforço de consolidação de dados há alguma defasagem nos dados de alguns indicadores divulgados nesse relatório, a saber: a carteira de fundos de pensão (ABRAPP - Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar) contém dados disponíveis até dezembro de 2010 e a carteira de companhias de seguro e capitalização (SUSEP Superintendência de Seguros Privados) contém dados até março de As informações deste relatório são resultantes de informações preliminares das fontes citadas, portanto estão circunscritas às informações preliminares existentes e à capacidade de projeção no momento atual. O CEMEC não se responsabiliza pelo uso dessas informações para finalidade de aplicação financeira ou qualquer outra que possa causar algum prejuízo, de qualquer natureza, aos usuários da informação. 1 Banco Central do Brasil, CVM, ANBIMA, ABRAPP, BM&F BOVESPA, CETIP, SUSEP, entre outras. 3

4 2. Modelo de Contas Financeiras CEMEC O modelo de contas financeiras CEMEC combina informações provenientes de várias fontes de dados num modelo de contas financeiras que elimina a dupla contagem e permite estimar o que ocorre com a carteira total consolidada de ativos financeiros domésticos 2. A utilização de saldos totais de aplicações nos ativos financeiros (ex: fundos de investimento, depósitos a prazo, poupança, etc.) e a comparação de tendências de crescimento ou queda entre eles envolve riscos de dupla contagem e pode levar a interpretações equivocadas quanto ao comportamento dos investidores. Exemplificando, se somarmos o total da dívida pública mobiliária aos depósitos à vista, depósitos a prazo e depósitos de poupança estaremos fazendo dupla contagem, uma vez que parte dos depósitos bancários são compulsoriamente alocados pelos bancos em títulos da dívida pública. 3. Análise da Poupança Financeira - Contas Financeiras CEMEC A figura 1, a seguir, apresenta o modelo 3 de contas financeiras CEMEC para a poupança voluntária, sem poupança compulsória 4, do mês de abril de Com exceção de pequenas aplicações dos dos fundos de investimento, o relatório considera apenas os ativos do mercado doméstico, não incluindo aplicações de recursos no exterior. 3 Para uma apresentação mais detalhada do modelo de contas financeiras veja-se Relatório CEMEC 01 Retrospecto A poupança compulsória é construída pelos recursos do FGTS, FAT e carteira remanescente do extinto PIS/PASEP para os quais não há informações detalhadas sobre a composição de suas carteiras. 4

5 CARTEIRA DE ATIVOS FINANCEIROS - sem poupança compulsória (R$ milhões) abr-11 Investidores Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas não financeiras Estrangeiros ações 364 EAPC APLICAM RECURSOS Fundos Investimento EAPC dep. à vista 0 FINANCEIROS dep. a prazo Fundos Invest. Cias Capitalização dep. poupança 0 Cias Capitalização APLICAM RECURSOS tít. dívida privada FINANCEIROS Outros Ativos Financ. Cias Capit tít. públicos outros 0 ações dep. à vista 0 Cias de Seguros APLICAM RECURSOS Fundos Invest. Cias Seguro dep. a prazo FINANCEIROS dep. poupança 0 Outros Ativos Financ. Cias Seguro tít. dívida privada tít. públicos outros 0 ações dep. à vista 0 Fundos Pensão - EFPC Fundos Investimento EFPC dep. a prazo APLICAM RECURSOS FINANCEIROS dep. poupança 0 Outros Ativos Financ. EFPC tít. dívida privada tít. públicos outros Fundos de Invest. PF e PJ CARTEIRA CONSOLIDADA DE ATIVOS FINANCEIROS ações dep. à vista 0 Total PF e PJ Instituc dep. a prazo Fundos Investimento Consolidado dep. poupança 0 ações tít. dívida privada dep. à vista tít. públicos dep. a prazo outros dep. poupança tít. dívida privada ações tít. públicos dep. à vista dep. para investimento dep. a prazo PF e PJ Fora de Institu Ativos Financeiros dep. poupança Fora de Fundos Investimento tít. dívida privada ações tít. públicos Títulos da Dívida Privada outros Depósitos a Prazo Títulos Públicos Fundos de Investimento Total Estrangeiros ações dep. à vista dep. a prazo Total Institucionais Carteira Consolidada dep. poupança dep. para invest Total Invest. Nacionais tít. dívida privada tít. públicos Total de Ativos Financ outros Figura 1 - Composição da Carteira de Ativos Financeiros Voluntários reais milhões abril 2011 Como se verifica na figura 1, as pessoas físicas, jurídicas e outras entidades não financeiras aplicam seus recursos diretamente em instrumentos financeiros (ações, títulos públicos, títulos de dívida privada, depósitos bancários e outros) e também investem em institucionais (veículos) tais como: entidades abertas de previdência complementar (EAPC), companhias de capitalização, companhias de seguros, fundos de pensão (EFPC) e fundos de investimentos. Os institucionais, por sua vez, também 5

6 investem diretamente em instrumentos financeiros e fundos de investimento que por sua vez investem em instrumentos financeiros. Os investidores estrangeiros também investem diretamente em instrumentos financeiros, mas também investem no institucional (veículo) fundo de investimento. Dessa forma, a carteira consolidada de ativos financeiros domésticos é a composição de decisão de investimento de vários agentes e faz-se necessário uma consolidação para evitar duplas contagens. A metodologia de contas financeiras do CEMEC permite fazer, sem dupla contagem, estimativas da carteira de três tipos diferentes de investidores: investidores estrangeiros, investidores institucionais (fundos de pensão, fundos de previdência aberta, companhias de seguros e capitalização e fundos de investimento) e investidores pessoas físicas e jurídicas não financeiras. Cabe salientar que a soma da carteira dos institucionais com a carteira das pessoas físicas e jurídicas não financeiras representa o total da carteira dos investidores nacionais. A figura 2, a seguir, reúne os resultados da figura 1 em termos de detentores da poupança voluntária doméstica total. Carteira dos Detentores da Carteira em R$ em % do % do Total milhões PIB Total Total Investidores Nacionais ,8% 88,3% Total Institucionais ,8% 37,1% Total PF e PJ fora de institucionais ,0% 51,1% Total Investidores Estrangeiros ,0% 11,7% Total de Ativos Financeiros ,8% 100,0% Figura 2 - Carteira Consolidada de Ativos Financeiros Domésticos por detentores - reais milhões abril 2011 Como se observa na figura 2, a seguir, a carteira consolidada de ativos financeiros domésticos atingiu R$ 5,5 trilhões em abril de 2011 com 88,3% de participação de investidores nacionais e 11,7% de investidores estrangeiros no total. A figura 3, a seguir, apresenta a evolução recente da carteira total consolidada desses investidores. 6

7 Carteira Consolidada de Ativos Domésticos em % do PIB Fontes: Bacen, CVM, CETIP, BM&FBOVESPA, ABRAPP, SUSEP e Anbima - Elaboração CEMEC 149,7%150,4% 147,9%145,8% 147,6% 145,8%146,9% 147,6% 143,7%144,5% 143,7% 144,6% 144,4% 146,4% 147,7% 144,8% 135,9% 137,7% 141,2% 138,7% 139,3% 136,3% 131,4%130,9% 125,3% 129,3% 129,6% 133,4% 134,0% 131,8% 129,8% 131,3% 127,7% 128,6% 129,4% 127,7% 130,5% 123,3% 124,8% 128,4% 129,1% 130,2% 127,8% 122,9% 123,4% 124,9% 121,0% 119,8% 119,3% 114,6% 10,7% 11,5% 11,7% 12,5% 12,8% 14,4% 14,9% 16,3% 16,5% 16,2% 16,0% 16,3% 16,0% 15,4% 15,3% 16,4% 16,4% 17,2% 17,5% 16,9% 17,1% 16,0% 17,3% 17,6% 17,0% Investidor Estrangeiro Investidor Nacional Figura 3 Carteira Consolidada de Ativos Domésticos em % do PIB por detentores A figura 3 mostra que a carteira dos investidores estrangeiros, após grande expansão no ano de 2009, atinge seu valor máximo em outubro de 2010, 17,5% do PIB; a partir de dezembro de 2010, a carteira desses investidores tem oscilado em torno desse valor, atingindo 17,0% do PIB em abril de Como veremos mais adiante nesse relatório, essa evolução está muito condicionada ao comportamento da renda variável, isto é, aos preços das ações negociadas em bolsa. A figura 4, a seguir, apresenta a carteira consolidada de ativos financeiros por instrumentos financeiros. 7

8 Carteira Consolidada de Ativos Financeiros Fontes: Bacen, CVM, CETIP, BM&FBOVESPA, ABRAPP, SUSEP e Anbima - Elaboração CEMEC R$ bilhões Depósitos à Vista Depósitos à Prazo Títulos de Dívida Privada Ações Depósitos de Poupança Títulos Públicos Outros (inclui operações compromissadas) Figura 4 Carteira Consolidada de Ativos Financeiros por instrumentos financeiros em reais bilhões Conforme a figura 4, a carteira consolidada de ativos financeiros apresenta uma diminuição de cerca de R$ 59 bilhões em abril de 2011 contra o mês anterior. Essa diminuição da carteira total de ativos financeiros está muito relacionada aos movimentos da carteira de ações; e esses movimentos estão mais relacionados com a variação de preços desse ativo do que a uma troca de posição entre esse ativo e os outros instrumentos financeiros. A figura 5 apresenta, então, a carteira de ativos totais domésticos sem esse instrumento financeiro. 8

9 Carteira Consolidada de Ativos Financeiros - Ex ações Fontes: Bacen, CVM, CETIP, BM&FBOVESPA, ABRAPP, SUSEP e Anbima - Elaboração CEMEC R$ bilhões Outros (inclui operações compromissadas) Títulos Públicos Depósitos de Poupança Títulos de Dívida Privada Depósitos à Prazo Depósitos à Vista Figura 5 Carteira Consolidada de Ativos Financeiros ex-ações em reais bilhões Quando se analisa a carteira consolidada ex-ações percebe-se, figura 5, uma contínua expansão da carteira de ativos financeiros, com expansão de cerca de R$ 13 bilhões em abril de 2011 contra o mês imediatamente anterior. Podemos analisar os movimentos de expansão e retração dos diversos instrumentos da carteira consolidada em abril de 2011 através da diferença de saldos (estoques)5. A figura 6, a seguir, apresenta a diferença de saldos dos vários instrumentos financeiros entre o mês de abril de 2011 e o mês anterior. 5 Note-se que a variação de saldos de um momento para outro é o resultado de aplicações menos resgates mais ou menos uma variação de valor do ativo (pode ser variação de preços de mercado, capitalização de juros, etc.). 9

10 VARIAÇÃO NO MÊS DA CARTEIRA DE ATIVOS FINANCEIROS - sem poupança compulsória (R$ milhões) abr-10 Investidor Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas não financeiras Estrangeiros ações 0 EAPC APLICAM RECURSOS Fundos Investimento EAPC dep. à vista 0 FINANCEIROS dep. a prazo 0 Fundos Invest. Cias Capitalização 92 dep. poupança 0 Cias Capitalização APLICAM RECURSOS tít. dívida privada 0 92 FINANCEIROS Outros Ativos Financ. Cias Capit. 0 tít. públicos 0 outros 0 ações 0 dep. à vista 0 Cias de Seguros APLICAM RECURSOS Fundos Invest. Cias Seguro -396 dep. a prazo FINANCEIROS dep. poupança 0 Outros Ativos Financ. Cias Seguro 0 tít. dívida privada 0 tít. públicos 0 outros 0 ações 0 dep. à vista 0 Fundos Pensão - EFPC Fundos Investimento EFPC 0 dep. a prazo 0 APLICAM RECURSOS 0 FINANCEIROS dep. poupança 0 Outros Ativos Financ. EFPC 0 tít. dívida privada 0 tít. públicos 0 outros 0 Fundos de Invest. PF e PJ ações dep. à vista 0 Total PF e PJ Instituc dep. a prazo 449 Fundos Investimento Consolidado dep. poupança 0 ações tít. dívida privada dep. à vista tít. públicos dep. a prazo outros dep. poupança 478 tít. dívida privada ações tít. públicos dep. à vista dep. para investimento dep. a prazo PF e PJ Fora de Institu Ativos Financeiros dep. poupança Fora de Fundos Investimento tít. dívida privada ações tít. públicos Títulos da Dívida Privada 512 Depósitos a Prazo Títulos Públicos Fundos de Investimento -267 Total Estrangeiros ações dep. à vista dep. a prazo Total Institucionais Carteira Consolidada dep. poupança -822 tít. dívida privada Total Inv. Nacionais tít. públicos Total de Ativos Financ CARTEIRA CONSOLIDADA DE ATIVOS FINANCEIROS outros Figura 6 Variação Mensal da Carteira Consolidada de Ativos Financeiros abril em reais milhões 10

11 Como se verifica na figura 6, a variação de saldos da carteira total doméstica do mês de abril de 2011 é de R$ milhões6; também se verifica que esse resultado da carteira total é fortemente impactado pela variação negativa do valor das ações no mês. Também se constata, pela figura 6, que a metodologia das contas financeiras do CEMEC permite que se visualizem as variações de saldos de cada instrumento financeiro por parte de cada detentor: investidor estrangeiro, investidor pessoa física e jurídica não financeira e institucional (veículo). A figura 7 resume essas variações de saldos por detentor: Detentores/Instrumentos Financeiros Ações Títulos de Dívida Privada Depósitos à Vista Depósitos à Prazo Depósitos de Poupança Títulos Públicos Operações Comprom. com Títulos Públicos Outros (1) Investidores Nacionais Fundos de Investimento PF e PJ Não Financeiros Investidores Estrangeiros Total da Poupança Doméstica (1) Outras aplicações de fundos de investimento como títulos bancários, derivativos e outros; (2) Não inclui os fundos de investimentos dos investidores estrangeiros. Total Figura 7 Variação Mensal dos Ativos Financeiros da Carteira Consolidada por Detentores abril em reais milhões por detentor: Na figura 7 observam-se os seguintes movimentos dos instrumentos financeiros a) O impacto da queda de valor de mercado das ações no mês recaiu de forma mais acentuada sobre as pessoas físicas e jurídicas não financeiras; os fundos de investimento foram os menos afetados por esse movimento de queda do mercado de ações; b) A poupança em títulos de dívida privada foi positiva tanto para os investidores nacionais, R$ 6,5 bilhões quanto para os investidores estrangeiros, R$ 0,5 bilhão; 6 Esse valor não contém as variações de ativos aplicados diretamente pelos fundos de pensão, companhias de seguro e companhias de capitalização uma vez que, como já ressaltado, os dados de abril de 2011 da SUSEP e ABRAPP ainda não são disponíveis, porém inclui as aplicações das companhias de seguro e capitalização em fundos de investimento (dado da ANBIMA). 11

12 c) A poupança em depósitos bancários foi negativa em R$ 11,1 bilhões com destaque para depósitos a prazo que recuaram R$ 7,3 bilhões; d) A poupança em títulos públicos foi o destaque no mês com poupança positiva de R$ 24,6 bilhões; principalmente pelo institucional, fundos de investimento, que diminuiu suas aplicações em todas as alternativas de aplicação e foi o único detentor a apresentar poupança positiva no mês, R$ 8,2 bilhões. 4. Análise da Poupança Financeira - Fluxos de Captação Líquida Os movimentos recentes da carteira consolidada de ativos financeiros também podem ser analisados na forma de fluxo de captação líquida (aplicações menos resgates) para alguns dos ativos para os quais essa informação é disponível. A figura 8, a seguir, apresenta as captações líquidas dos depósitos de poupança; uma aplicação tradicional das pessoas físicas. Captação Líquida de Depósitos de Poupança - em reais milhões abr/10 mai/10 jun/10 jul/10 ago/10 set/10 out/10 nov/10 dez/10 jan/11 fev/11 mar/11 abr/11 Figura 8 Captação Líquida de Depósitos de Poupança - em reais milhões Na figura 8 fica evidente que as captações de depósitos de poupança estão, a partir de janeiro de 2011, sofrendo os reflexos da baixa remuneração face ao aumento 12

13 dos juros e da inflação. A figura 9, a seguir, apresenta as taxas de retorno médias do CDB, líquidas de imposto de renda, dos fundos de investimentos de renda fixa 7, líquidos de imposto de renda e taxa de administração, e a remuneração dos depósitos de poupança. 12,0% Taxas de Retorno Líquidas de IR e taxas de admin.: Depósitos a Prazo e de Poupança e Fundos de Investimento Renda Fixa (% ao ano) 11,0% 10,0% 9,0% 8,0% 7,0% 6,0% 5,0% abr/10 mai/10 jun/10 jul/10 ago/10 set/10 out/10 nov/10 dez/10 jan/11 fev/11 mar/11 abr/11 Depósitos de Poupança Depósitos a Prazo Fundos de Renda Fixa Figura 9 Taxas de Retorno Líquidas de IR de CDB e Depósitos de Poupança - % ao ano Fica claro, na figura 9, que os depósitos de poupança estão com captação líquida desprezível, a partir de janeiro de 2011, por causa de sua parte fixa 8 de remuneração fixada em 6%. As captações líquidas de depósitos a prazo também sofreram saques líquidos em abril de 2011, como se constata na figura 10, a seguir. 7 Foi considerado como fundos de investimento de renda fixa a agregação das categorias ANBIMA de curto prazo, referenciado DI e renda fixa. 8 Como já ocorreu em passado recente, em momentos de baixa da taxa de juros referencial do Banco Central o percentual fixo dos depósitos de poupança pode ser um atrativo dessa aplicação. 13

14 Captação Líquida de Depósitos a Prazo - em reais milhões abr/10 mai/10 jun/10 jul/10 ago/10 set/10 out/10 nov/10 dez/10 jan/11 fev/11 mar/11 abr/11 Figura 10 Captação Líquida de Depósitos a Prazo - em reais milhões Porém, como mostra a figura 11 a seguir, as captações líquidas de depósitos a prazo, após longo período de estagnação, mostram vigorosa recuperação a partir de agosto de 2010 e o resultado de abril pode ser um dado pontual Captações Líquidas Acumuladas desde dez/ Depósitos a prazo - em reais milhões (50.000) 14

15 Figura 11 Captação Líquida Acumulada desde dez/2007 de Depósitos a Prazo - em reais milhões Finalmente, os dados de captação líquida de fundos de investimento, na categoria renda fixa, mostram um importante ganho de captações líquidas a partir de janeiro de 2011; a figura 12, a seguir, apresenta esse movimento. Captação Líquida de Fundos de Investimento Renda Fixa -em reais milhões abr/10 mai/10 jun/10 jul/10 ago/10 set/10 out/10 nov/10 dez/10 jan/11 fev/11 mar/11 abr/11 Figura 12 Captação Líquida de Fundos de Investimento Renda Fixa - em reais milhões 5. Algumas Constatações A análise do comportamento da poupança financeira no mês de abril de 2011 pelas contas financeiras CEMEC, corroborada pelos dados de captações líquidas de alguns ativos com dados disponíveis, permite indicar algumas constatações: a) A renda variável sofreu com o cenário externo de crise de dívida de alguns países da Europa e pelo cenário interno de receio da inflação, o maior perdedor da queda de preços da bolsa brasileira foram as pessoas físicas e jurídicas não financeiras; 15

16 b) Na renda fixa, os depósitos de poupança sofrem por um problema de competição com a remuneração alternativa das aplicações em depósitos a prazo ou fundos de investimento de renda fixa; c) A poupança em títulos de dívida privada foi positiva tanto para os investidores nacionais, R$ 6,5 bilhões quanto para os investidores estrangeiros, R$ 0,5 bilhão; d) A poupança em depósitos bancários foi negativa em R$ 11,1 bilhões com destaque para depósitos a prazo que recuaram R$ 7,3 bilhões; e) A poupança em títulos públicos foi o destaque no mês com poupança positiva de R$ 24,6 bilhões; principalmente pelo institucional, fundos de investimento, que diminuiu suas aplicações em todas as alternativas de aplicação e foi o único detentor a apresentar poupança positiva no mês, R$ 8,2 bilhões. 16

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