Operações Crédito do SFN

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1 Operações de Crédito do Sistema Financeiro Nacional em fev/2015 O crédito total do SFN incluindo as operações com recursos livres e direcionados somou R$ 3,03 trilhões em fev/15, após alta de 0,5% no mês e expansão de 11,0% em 12 meses, comparativamente a variações respectivas de -0,2% e 11,0%, registradas em jan/15. A alta mensal refletiu as elevações de 0,3% e 0,6% nos saldos destinados às famílias e empresas, que somaram R$ bilhões e R$ bilhões, respectivamente. Com isso a relação crédito/pib manteve-se estável em 58,6% (+3,1pp em 12 meses). O mercado de crédito continua mostrando desaceleração do crescimento tanto nas carteiras com recursos livres, com alta de 5,2% em 12 meses, quanto direcionados, com crescimento de 18,1% na mesma base de comparação, num cenário de alta dos juros e atividade econômica reduzida. Victor Luiz de Figueiredo Martins, CNPI* Disclosure e certificação do analista estão localizados na última página deste relatório. Nos últimos 12 meses, as contratações pelas famílias (+12,7%) apresentam melhor dinamismo que no segmento corporativo (+9,6%), destacando-se os empréstimos consignados e imobiliários, modalidades de menor risco e prazos mais elevados. As taxas de juros em base de 12 meses e os spreads subiram, repercutindo a alta da Meta Selic e os efeitos da política monetária, ao mesmo tempo, em que os índices de inadimplência registram comportamento benigno, com elevação marginal em base mensal, ao menos por enquanto. Cenário que pode se alterar com o desaquecimento do mercado de trabalho nos próximos meses. R$ bilhões (%) Total Oper Crédito (Livres + Direcionados) ,0 PF ,2 PJ ,8 Recursos Livres ,8 PF ,9 PJ ,9 Recursos Direcionados ,2 PF ,3 PJ ,9 0,1 5,2-0,3 5,2 0,6 5,1 0,8 18,1 1,0 23,4 0,6 14,2 Crédito/PIB (%) 55,5 58,6 58,6 0,0 pp 3,1 pp var % mês var % 12m 0,5 11,0 0,3 12,7 0,6 9,6 Como previsto, o Banco Central (BC) reduziu de 12% para 11% a projeção de crescimento do estoque das operações de crédito para 2015, reflexo da percepção da autoridade monetária quanto à atividade econômica e à demanda por crédito, cuja expansão tende à moderação. Lembrando que no ano passado o crescimento do crédito ficou em 11,3%, abaixo da expectativa do BC de alta de 12%. A expectativa de expansão do crédito livre foi revista de 7% para 6%. Já as projeções para evolução do crédito direcionado, foram mantidas em 16%, e se comparam a evolução de 19,6% em O estoque das carteiras de crédito dos bancos públicos deve fechar 2015 com expansão de 14%, contra crescimento de 16,7% em Para os bancos privados nacionais, a projeção de alta foi reduzida de 9% para 7%; e para os bancos privados estrangeiros, foi mantida em 7%. Estes dados estão em linha com as expectativas de menor crescimento econômico em resposta ao ciclo de aperto monetário, aliado ao maior endividamento das famílias pressionado por ganhos mais contidos na renda. Página 1

2 Operações com recursos livres. Ao final de fevereiro estas operações corresponderam a 51,8% do total de crédito do sistema, somando R$ bilhões, após alta de 0,1% no mês e elevação de 5,2% em 12 meses. O saldo destinado às pessoas físicas caiu 0,3% em base mensal e cresceu 5,2% em 12 meses, para R$ 784 bilhões, explicado principalmente pela diminuição das operações de cartão à vista. O saldo das empresas totalizou R$ 783 bilhões, após alta mensal de 0,6% (+5,1% em 12 meses). A queda mensal refletiu os empréstimos nas modalidades de conta garantida, repasses externos e financiamento a exportações, essas duas últimas, influenciadas pela depreciação cambial do período. Operações com recursos direcionados. O volume de recursos do crédito direcionado representando 48,2% do total somou R$ bilhões, com crescimento de 0,8% no mês e 18,1% em 12 meses. O montante destinado a pessoas físicas, de R$ 644 bilhões, expandiu-se 1,0% no mês e 23,4% em 12 meses, com destaque mais uma vez para os financiamentos imobiliários. Os créditos às empresas somaram R$ 815 bilhões (+0,6% no mês e +14,2% em 12 meses), com ênfase nos financiamentos para investimentos com recursos do BNDES, influenciada parcialmente pela depreciação cambial verificada no período. Para 2015 o BC vê tendência de moderação do ritmo de crescimento do crédito imobiliário, após evolução de 27,1% em 2014, sensibilizado pelo acréscimo do custo dos empréstimos e do preço dos imóveis, fatores que influenciam diretamente o comportamento deste segmento do mercado. R$ bilhões (%) mês Rec. Direcionados por segmento ,2 0,8 Financ. Imobiliário ,9 1,2 Rural ,2-0,5 BNDES ,3 0,9 Outros ,8 1,3 var % var % 12m 18,1 26,2 13,3 14,6 12,8 Dinâmica de crescimento por controle de capital continua favorecendo os bancos públicos em relação aos privados estrangeiros e os privados nacionais, que se mantêm mais conservadores. A participação dos bancos públicos sobre o crédito total elevou-se novamente, passando de 54,1% em jan/15 para 54,3% em fevereiro. A participação dos bancos privados nacionais reduziu-se de 31,4% em janeiro para 31,2% em fevereiro, enquanto a participação dos bancos privados estrangeiros manteve-se estável em 14,5%, na mesma base de comparação. Operações de crédito por controle de capital (% do total) 15,2% 14,5% 14,5% 32,9% 31,4% 31,2% 51,9% 54,1% 54,3% fev/14 jan/15 fev/15 Públicos Privados nacionais Privados estrangeiros Página 2

3 Ainda na comparação por controle de capital, em base 12 meses, o crescimento de 11,0% do SFN em fev/15 se compõe de 16,3% dos bancos públicos, 5,3% dos bancos privados nacionais e 5,6% dos bancos privados estrangeiros, conforme figura abaixo. Ou seja, os bancos privados nacionais e estrangeiros demonstraram moderado apetite para o crédito, permanecendo mais seletivos. R$ bilhões (%) Total Oper Crédito (Livres + Direcionados) ,0 Públicos ,3 Privados nacionais ,2 Privados estrangeiros ,5 var % var % mês 12m 0,5 11,0 0,8 16,3-0,2 5,3 0,7 5,6 Taxas de juros seguem em alta em linha com movimento de elevação da Selic. A taxa média de juros das operações de crédito do SFN (com recursos livres e direcionados) subiu de 24,9% em jan/15 para 25,6% em fev/15 (+1,7pp em 12 meses). No crédito com recursos livres a taxa média elevou-se de 39,1% em janeiro para 40,6% em fevereiro, com alta de 4,4pp em 12 meses, enquanto no crédito direcionado, o custo médio caiu de 8,0% para 8,2% em base mensal, crescendo 0,6pp em 12 meses. Oper. Crédito do SFN - Fevereiro/2015 fev/14 jan/15 fev/15 var var Taxa ao ano (%) (%) (%) (%) mês 12m Inadimplência >90d (Rec. Livres) 4,4 4,4 4,4 0,0 pp 0,0 pp PF 5,6 5,3 5,4 0,1 pp -0,2 pp PJ 3,2 3,5 3,5 0,0 pp 0,3 pp Taxas de aplicação (Rec. Livres) 36,2 39,1 40,6 1,5 pp 4,4 pp PF 47,9 52,0 54,3 2,3 pp 6,4 pp PJ 23,9 25,2 26,1 0,9 pp 2,2 pp Spreads (Rec. Livres) 24,5 27,2 28,3 1,1 pp 3,8 pp PF 35,8 39,9 41,7 1,8 pp 5,9 pp PJ 12,7 13,6 14,0 0,4 pp 1,3 pp Spreads (Rec. Direcionados) 2,9 2,9 3,0 0,1 pp 0,1 pp PF 2,7 2,5 2,3-0,2 pp -0,4 pp PJ 2,9 3,3 3,5 0,2 pp 0,6 pp Taxa de juros (PF) continuam subindo em linha com o comportamento da taxa básica. Nas operações para pessoas físicas, a taxa média de juros subiu 0,8pp no mês para 32,8% (+1,8pp em 12 meses). No segmento com recursos livres, o custo médio alcançou 54,3%, após crescimento mensal de 2,3pp, sensibilizado pela evolução do custo nas modalidades cartão de crédito (+7,8pp), aquisição de veículos (+1pp), crédito pessoal não consignado (+0,6pp) e cheque especial (+5,2pp). Nas operações com recursos direcionados, a taxa média de juros caiu 0,6pp, de 8,2% em janeiro para 7,6% em fevereiro, refletindo a redução de 1pp no custo médio dos financiamentos imobiliários com taxas reguladas. Página 3

4 Taxa de juros (PJ) mantêm trajetória de alta. Nos empréstimos às empresas, o custo médio em base mensal elevou-se de 17,4% para 18,1%, e alta também de 1,5pp em 12 meses. Nas operações com recursos livres, o custo médio subiu 0,9pp para 26,1% ao ano, com destaque para o aumento de 0,7pp no custo médio tanto do capital de giro quanto dos adiantamentos sobre contratos de câmbio. No crédito direcionado, a taxa média das operações com pessoas jurídicas alcançou 8,7% ao ano, após aumento de 0,2pp, repercutindo o crescimento de 0,4pp na taxa referente aos financiamentos do BNDES para investimentos. Spread bancário segue tendência de alta. O spread do SFN referente às operações com recursos livres e direcionados subiu 0,6pp para 16,6% em base mensal, com alta de 1,4pp em 12 meses. Os spreads nos segmentos de pessoas físicas e jurídicas situaram-se em 23,6% e 9,2%, respectivamente. No crédito livre, o spread alcançou 28,3% (+1,1pp no mês). Nas operações com recursos direcionados, o spread elevou-se 0,1pp para 3,0% ao ano. Inadimplência se manteve estável, ao menos por enquanto. A inadimplência do SFN das operações com atrasos superiores a noventa dias, manteve-se estável em base mensal e queda de 0,1pp em 12 meses para 2,8%. No crédito às famílias a inadimplência registrou alta mensal de 0,1pp alcançando 3,8% e manteve-se estável em 2,0%, em relação as empresas. Nos segmentos livre e direcionado, a inadimplência manteve-se estável em 4,4% e 1,1%, respectivamente. Página 4

5 Parâmetros do Rating da Ação Nossos parâmetros de rating levam em consideração o potencial de valorização da ação, do mercado, aqui refletido pelo Índice Bovespa, e um prêmio, adotado neste caso como a taxa de juro real no Brasil, e se necessário ponderação do analista. Dessa forma teremos: Compra: Quando a expectativa do analista para a valorização da ação for superior ao potencial de valorização do Índice Bovespa, mais o prêmio. Neutro: Quando a expectativa do analista para a valorização da ação for em linha com o potencial de valorização do Índice Bovespa, mais o prêmio. Venda: Quando a expectativa do analista para a valorização da ação for inferior ao potencial de valorização do Índice Bovespa, mais o prêmio. EQUIPE Mario Roberto Mariante, CNPI* Cristiano de Barros Caris Luiz Francisco Caetano, CNPI Victor Luiz de Figueiredo Martins, CNPI Ricardo Tadeu Martins, CNPI DISCLAIMER Este relatório foi preparado pela Planner Corretora e está sendo fornecido exclusivamente com o objetivo de informar. As informações, opiniões, estimativas e projeções referem-se à data presente e estão sujeitas à mudanças como resultado de alterações nas condições de mercado, sem aviso prévio. As informações utilizadas neste relatório foram obtidas das companhias analisadas e de fontes públicas, que acreditamos confiáveis e de boa fé. Contudo, não foram independentemente conferidas e nenhuma garantia, expressa ou implícita, é dada sobre sua exatidão. Nenhuma parte deste relatório pode ser copiada ou redistribuída sem prévio consentimento da Planner Corretora de Valores. (*) Conforme o artigo 16, parágrafo único, da ICVM 483, declaro ser inteiramente responsável pelas informações e afirmações contidas neste relatório de análise. Declaração do(s) analista(s) de valores mobiliários (de investimento), nos termos do art. 17 da ICVM 483 O(s) analista(s) de valores mobiliários (de investimento) envolvido(s) na elaboração deste relatório declara(m) que as recomendações contidas neste refletem exclusivamente sua(s) opinião(ões) pessoal(is) sobre a companhia e seus valores mobiliários e foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à Planner Corretora e demais empresas do Grupo. Declaração do empregador do analista, nos termos do art. 18 da ICVM 483 A Planner Corretora e demais empresas do Grupo declaram que podem ser remuneradas por serviços prestados à(s) companhia(s) analisada(s) neste relatório. Página 5

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