Mercado Financeiro e de Capitais. Taxas de juros reais e expectativas de mercado. Gráfico 3.1 Taxa over/selic

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1 III Mercado Financeiro e de Capitais Taxas de juros reais e expectativas de mercado A meta para a taxa Selic foi mantida durante o primeiro trimestre de 21 em 8,75% a.a. Em resposta a pressões inflacionárias associadas, no âmbito externo, às elevações nos preços das commodities e, internamente, ao descompasso entre os crescimentos da absorção doméstica e da capacidade de expansão da oferta, o Copom promoveu aumento de duzentos pontos básicos, para 1,75% a.a., na meta para a taxa Selic no segundo e terceiro trimestres do ano. A taxa Selic efetiva acumulada em 21 situou-se em 9,8%, enquanto a taxa Selic real acumulada no ano, deflacionada pelo IPCA, atingiu 3,7%. 14 Gráfico 3.1 Taxa over/selic % a.a Gráfico 3.2 Taxa over/selic x dólar x swap 36 dias Taxa over/selic/swap 36 dias (% a.a.) ,5 2,3 2,1 1,9 1,7 1, Selic Swap 36 dias Dólar Dólar (R$/US$) III Mercado Financeiro e de Capitais 59

2 Em termos de expectativas, a taxa de juros real ex-ante, calculada pelo Banco Central para o prazo de um ano com base em pesquisa junto a analistas do setor privado, passou de 5,1%%, ao final de 29, para 6,2% a.a., ao final de 21. No mercado de derivativos, os contratos de swap DI x pré de 36 dias registraram taxas crescentes no mercado futuro de juros ao longo do primeiro semestre do ano, atingindo 11,9% a.a. em 18 de junho. Após apresentarem volatilidade no decorrer do segundo semestre do ano, os contratos foram negociados a 12,3% a.a. ao final de 21, patamar 157 pontos básicos superior ao registrado no final de , 11,5 11, Gráfico 3.3 Curva de juros Swap DI x pré % a.a. 1,5 1, 9,5 9, 8, Prazo em dias 1º trimestre 2º trimestre 3º trimestre 4º trimestre 25 Gráfico 3.4 Taxa over/selic acumulada em 12 meses 2 15 % a.a. 1 5 Dez Mar Jun Set Dez Mar Jun Set Dez Mar Jun Set Dez Mar Jun Set Dez Mar Jun Set Dez Nominal Real (IPCA) Mercado de capitais As ofertas primárias de ações, debêntures e notas promissórias registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) somaram R$16,8 bilhões em 21, volume 341% superior ao observado no ano anterior. Esse resultado foi condicionado, sobretudo, pela oferta pública de ações da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), que atingiu R$12,2 bilhões. As emissões primárias de ações somaram R$145,2 bilhões e as de debêntures, R$15,6 bilhões, ante R$15,9 bilhões e R$11,1 bilhões, respectivamente, em Boletim do Banco Central do Brasil Relatório Anual 21

3 16 Gráfico 3.5 Mercado primário Ofertas registradas na CVM Fonte: CVM Ações Debêntures Notas promissórias O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) aumentou 1% em 21, atingindo pontos no último fechamento do ano, ressaltando-se que o indicador, após assinalar volatilidade no primeiro semestre do ano, situou-se em pontos em 8 de novembro. Avaliado em dólares, o Ibovespa valorizou 5,6% em 21. Os índices Dow Jones e National Association of Securities Dealers Automated Quotation (Nasdaq) registraram ganhos respectivos de 11% e 16,9% na mesma base de comparação. 75 Gráfico 3.6 Ibovespa 7 Pontos Fonte: Broadcast 12 Gráfico 3.7 Ibovespa x Dow Jones x Nasdaq Índice Dez/29 = Fonte: Broadcast Ibovespa (US$) Dow Jones Nasdaq III Mercado Financeiro e de Capitais 61

4 8 Gráfico 3.8 Volume médio diário negociado na Bovespa Fonte: Bovespa R$ milhões O valor de mercado das empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cresceu 1,1% em 21, atingindo R$2,6 trilhões em dezembro, ante R$2,3 trilhões no ano anterior. O volume médio diário negociado na Bovespa aumentou 22,4% no ano, totalizando R$6,4 bilhões. 2 7 Gráfico 3.9 Valor de mercado 21 Companhias abertas listadas na Bovespa Fonte: Bovespa Aplicações financeiras O saldo consolidado dos fundos de investimento, dos depósitos a prazo e das cadernetas de poupança atingiu R$2,3 trilhões em dezembro de 21, aumentando 15,9% no ano. Os fundos de investimento, que compreendem fundos de renda fixa, multimercados, referenciados, de curto prazo e cambiais cresceram 18,5%, para R$1,3 bilhão, registrando captação líquida de R$89,4 bilhões. A participação dos títulos públicos na carteira consolidada dos fundos permaneceu declinante, situando-se em 46,9% em dezembro de 21, ante 49,4% em dezembro de 29. Os fundos de ações acumularam rentabilidade média de 8,6% no ano e registraram expansão de 13,4% em seu patrimônio líquido consolidado, que somou R$195,3 bilhões no final de 21. O saldo dos fundos de investimento extramercado, responsáveis pela 62 Boletim do Banco Central do Brasil Relatório Anual 21

5 Gráfico 3.1 Aplicações financeiras Saldos 21 FIF Depósitos a prazo JanFevMar Abr Mai Jun Jul Ago Set OutNovDez JanFevMarAbr Mai Jun Jul AgoSet OutNovDez 38 Poupança Jan FevMar Abr Mai Jun Jul Ago Set OutNovDez administração de recursos de propriedade da administração federal indireta, atingiu R$39,3 bilhões, elevando-se 2,8% no ano e registrando resgates líquidos de R$48 milhões. O saldo das cadernetas de poupança atingiu R$378,8 bilhões, registrando aumento anual de 18,7% e captação líquida de R$38,7 bilhões. A rentabilidade da caderneta de poupança, para contas com vencimento no primeiro dia do mês, situou-se em 6,9% a.a., mesmo patamar de 29. O saldo dos depósitos a prazo totalizou R$617,1 bilhões, registrando elevação anual de 9,5% e captações líquidas de R$2,5 bilhões. A rentabilidade bruta média desses depósitos atingiu 9,3%, correspondendo a aproximadamente 95% da taxa Selic efetiva no ano. % 35 Gráfico 3.11 Rendimento dos principais ativos financeiros em FIF Fundo de ações Poupança CDB Ouro Dólar comercial Ibovespa Fontes: Banco Central do Brasil e Broadcast III Mercado Financeiro e de Capitais 63

6 Quadro 3.1 Rendimentos nominais das aplicações financeiras 21 Discriminação 21 FIF,65,72,79,55,66,73 1,1,91 1,2,6,79 1,36 9,65 Poupança,5,5,58,5,55,56,62,59,57,55,53,64 6,9 Fundo de Ações -1,68,77 3,32-2,85-3,6-2,56 7,22-2,1 2,92 1,73-1,28 7,3 8,57 CDB,64,58,74,62,7,72,83,85,81,77,77,88 9,29 Ouro 6,45-1,2 4,28 1,47 4,35 2,92-3,91 3,58,75 7,67 6,25-3,53 32,26 Dólar comercial 7,67-3,4-1,66-2,83 4,98 -,84-2,46 -,7-3,52,42,86-2,91-4,31 Ibovespa -4,65 1,68 5,82-4,4-6,64-3,34 1,8-3,51 6,58 1,79-4,2 2,36 1,4 Fontes: Banco Central do Brasil, CVM, Bovespa e BM&F 64 Boletim do Banco Central do Brasil Relatório Anual 21

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