Avaliação de Prática Pedagógica

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1 Avaliação de Prática Pedagógica Curso: Educação para as Relações Étnicos-Raciais. Unidade Educacional: EMEF Raimundo Correia. DRE Jaçanã-Tremembé 1. Objetivos: Os projetos selecionados foram organizado a partir de uma leitura aprofundada da Lei /03 e /03. Percebemos que o trabalho coletivo e a participação ativa dos demonstram que os objetivos foram atingidos. Vale ressaltar que o grupo de educadores mostra-se bastante envolvido com a temática e que os professores se pautaram na perspectiva legal (Diretrizes Curriculares e Orientações didáticas Etnicorracial da SME), para alavancar a discussão na unidade escolar. Tal iniciativa reforça a importância de tomarmos as discussões sobre as relações etnicorraciais como política publica; parte integrante do currículo e também reconhecer o papel do educador e do gestor na implementação de políticas para a educação das relações etnicorracias. 2. Planejamento: O projeto primeiro projeto selecionado, realizado na EMEF Profª Esmeralda Salles Pereira Ramos já recebeu Menções Honrosas pelo Prêmio Paulo Freire de Qualidade de Ensino Municipal; Prêmio Construindo a Nação (Inst. de Cidadania Brasil); CEERT Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades; e prêmio de reconhecimento pelo Reconhecimento Centro de Referência de Cultura Afro-indígena (Polo Cultural Educação e Arte). O ponto forte do projeto foram as parcerias estabelecidas dentro e fora da escola. O segundo projeto, realizado na da EMEI José Joaquim da Silva narra a experiência de trabalho com crianças e pais bolivianos. Desenvolvimento: As formações pautaram-se na relação profícua entre teoria e prática, preocupada em perceber as marcas do currículo eurocêntrico desenvolvido cotidianamente. Os educadores, durante o curso, puderam analisar algumas práticas aparentemente corretas mas que estavam marcadas por estereótipos. Refletiram ainda sobre o papel que a gestão e os educadores têm como implementadores de políticas publicas, bem como responsáveis pela escolha didática dos materias que dão base a um currículo preocupado com a diversidade. Portanto o desenvolvimento das atividades na unidade escolar foi acompanhado pelas reflexões e o desenvolvimento concomitante dos encontros. 3. Comentário Geral: A DRE Jaçanã/Tremembé está envolvida com a temática e como fomentadora de políticas públicas e de práticas efetivas tem movimentado as discussões nas escolas, o que nos parece um facilitador para que as unidades escolares desenvolvam projetos na área e aos poucos façam da temática parte integrante o currículo de maneira ampla. A EMEF Profª Esmeralda Salles Pereira Ramos já havia passado por outros momentos de formação, oque indica a importância da formação continuada junto aos docentes e a EMEI José

2 Joaquim da Silva contou com intervenção do Supervisor após as atividades de formação que oferecemos, indicando a importância da sensibilização de todos os profissionais da educação. Deivison Mendes Faustino Atividade 1 EMEF Profª Esmeralda Salles Pereira Ramos

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26 Atividade 2 EMEI José Joaquim da Silva Compartilhando ação da EMEI José Joaquim da Silva em relação aos Bolivianos. Pelo fato de estar participando do curso Educação para as Relações Etnicorraciais, pensei na questão dos bolivianos matriculados em nossa rede e, dialogando com a Equipe Gestora da EMEI, solicitei que fizessem um levantamento da quantidade de famílias bolivianas atendidas por esta unidade educacional. O levantamento foi feito e o total é de 11 famílias atendidas. Conversamos sobre como acontece o acolhimento e a comunicação com estas famílias, considerando que, muitos pais e mães, não dominam a língua portuguesa. A equipe escolar discutiu e refletiu sobre o assunto e, juntos, pensaram numa ação importante para acolher estas famílias, melhorar a comunicação e valorizar a cultura trazida pelas mesmas. Relato da equipe da EMEI José Joaquim da Silva Localizada no Parque Novo Mundo

27 Nas últimas décadas, a vinda de famílias bolivianas para o Brasil se intensificou. Essas famílias matriculam seus filhos nas escolas públicas e, sendo assim, cada escola necessita desenvolver ações que possam favorecer sua integração em nossa sociedade. Além disso, tal integração constitui-se em situação desafiadora para a unidade escolar, tendo em vista o objetivo da educação que é proporcionar condições adequadas para o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças, inclusive daquelas que migraram para nosso país em busca de melhores oportunidades sociais. Diante disso e a partir das orientações da nossa supervisora sobre as especificidades do tema acima exposto, inserimos a discussão nos momentos de formação dos professores bem como procuramos estender essa problemática junto a todos os funcionários da escola. Nos momentos de JEIF (horário coletivo), selecionamos artigos sobre a imigração de bolivianos para a cidade de São Paulo. Essa discussão foi interessante porque nos levou a identificar as condições de trabalho e de moradia a que estão submetidos, assim como os espaços de lazer e de educação formal em que eles estão inseridos. Percebemos a importância do papel da escola, como espaço de aprendizagem para as crianças e para integração das famílias bolivianas com as famílias brasileiras. Para atender as especificidades dos alunos bolivianos e suas famílias adotamos alguns procedimentos. Primeiramente, fizemos uma pesquisa para identificar o número de alunos bolivianos matriculados na escola e, também, para analisar como suas famílias se relacionam com a escola frente a dois aspectos: o burocrático e o pedagógico. Identificamos que, geralmente, o pai é mais atuante na relação escolafamília-filhos. Identificamos, ainda, que atendemos, atualmente, onze alunos e que esse número é maior do que nos anos anteriores. Isso indica a probabilidade de que esse número aumente nos próximos anos. Assim, retomamos a prática de enviar bilhetes para as famílias bolivianas em espanhol e em português. Alguns pais se prontificaram a nos ajudar, principalmente o Sr. Richard Rosas Lazo, pai da criança Isabella de Jesus Rosas, que é boliviano e tem domínio da Língua Portuguesa. Além disso, fizemos uma seleção de vídeos infantis (de pequena duração), em espanhol, para serem apresentados a todos os alunos por meio do Datashow ou Projetor Multimídia. Outra estratégia que já tinha sido bem recebida pelos usuários da escola, em anos anteriores, foi inserir personagens bolivianos (criança e adulto) nos roteiros das peças teatrais realizadas pelas professoras e pelos alunos. Outras ações estão sendo estudadas para serem realizadas oportunamente, mas nossa expectativa é a de que o canal de diálogo entre essas famílias

28 e a escola seja ampliado e que as professoras e funcionários se empenhem nessa questão. Nossa grande dificuldade está na comunicação com essas famílias, pois, em razão da língua, nós brasileiros, conseguimos entender boa parte dos que os bolivianos falam, mas eles não conseguem compreender a língua portuguesa. Certamente nos empenhamos e até utilizamos mímica para estabelecer a comunicação. Por outro lado e, considerando que existe uma tendência de ampliação do número de bolivianos em nossa escola, talvez seja interessante que a SME ofereça a oportunidade de formação dos professores e funcionários em curso básico do idioma espanhol, a fim de facilitar a comunicação com esses usuários. Apesar dessa limitação, a equipe escolar tem se esforçado para superar as dificuldades de comunicação, acolher e aproximar as famílias bolivianas da escola, a fim de diminuir o distanciamento delas conosco. As orientações da supervisora colaboraram para nossa prática pedagógica e direcionaram nosso olhar sobre o assunto de uma forma crítica, construtiva e serviram para resgatar práticas que, infelizmente, estavam esquecidas. Sobre isso, concluímos que os bolivianos que se inserem na escola são acolhidos e integrados no meio escolar, mas a cada ano, outros chegam à escola, portanto, as estratégias devem ser continuamente reiniciadas a cada ano, a fim de garantir qualidade na integração família-escola. Desse modo, estamos superando preconceitos e estabelecendo vínculos de respeito e de ajuda mútua entre escola e usuários da escola pública. Bilhete enviado aos pais/ mães (bolivianos) pela equipe da EMEI José Joaquim da Silva.

29 1ª resposta de família boliviana (no final do bilhete, a direita). De Silvia Yauli Balboa, mãe do aluno Ekaitz Yale Yauli (Infantil II C).

30 Hola! Contamos con su presencia a nuestra fiesta de junio. Esta fiesta es una tradición brasileña. Tendremos presentaciones de los niños e las niñas. Habrá mucha diversión. Será un éxito! La presencia de su familia es importante para nosotros. Cuándo? El sábado, 30/06, después del mediodía. Gracias, EMEI JOSÉ JOAQUIM DA SILVA

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