Agenda Estratégica Síntese das discussões ocorridas no âmbito da Câmara Técnica de Ensino e Informação

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1 Agenda Estratégica Síntese das discussões ocorridas no âmbito da Câmara Técnica de Ensino e Informação Ao largo do segundo semestre de 2014 e início de 2015, a CTEI debruçou-se sobre o Termo de Referência para o Ensino e Informação, documento este que havia sido elaborado pela Direção da EPSJV como elemento disparador para que se fizesse um diagnóstico inicial sobre diversas áreas e setores da Escola. Ao todo, foram 08 (oito) CTEI em que o referido documento foi discutido pelo coletivo. As discussões, por sua vez, seguiram dentro do possível aquilo que havia sido projetado inicialmente pelo Termo de Referência; ou seja, a discussão concentrou-se em torno de cinco grandes áreas/temas: 1) Concepções pedagógicas e propostas curriculares 2) Tecnologias educacionais 3) Iniciação Científica 4) Produção de material didático 5) Comunicação e Informação Coletivamente, então, decidiu-se que o Termo de Referência elaborado pela Direção deveria ser lido a cada CTEI, a fim de que questões fossem levantadas pelos participantes. A pauta de cada discussão seguiu, conforme anteriormente sinalizado, as questões inicialmente pensadas para o Ensino e Informação. Mais do que ler e discutir o documento, foi reforçada a ideia de que tal documento era apenas um elemento disparador da discussão, não devendo haver preocupação com a apresentação de um texto acabado ao final das discussões. Em outras palavras, entendeu-se que a CTEI não deveria redigir tampouco consertar o Termo de Referência elaborado pela Direção, mas sim que as discussões deveriam acontecer livremente a partir da leitura do texto apresentado. Neste sentido, o objetivo deste documento é apresentar questões norteadoras que foram levantadas em CTEI e que precisam ser melhor aprofundadas durante o Choque Teórico. Como o Termo de Referência elaborado pela Direção foi disponibilizado para todo o coletivo da Escola, esperava-se que todos os presentes na CTEI já trouxessem questões para discussão e, da mesma forma, retornassem a discussão acumulada durante a CTEI para seus laboratórios e setores. Os debates foram muito proveitosos e contribuíram para as discussões acerca 1

2 do Plano Político Institucional (PPI). Todas as discussões realizadas nas CTEIs foram registradas em atas, as quais serviram de apoio para que a presente síntese fosse elaborada. Importante frisar, por oportuno, que, durante as discussões, houve uma indagação acerca do espaço para discussão de questões relativas à Cooperação na Escola. Assim, de o coletivo reconhecer a transversalidade das pautas sobre cooperação nas Câmaras Técnicas, foi apontada a necessidade da formação de um GT que pudesse discutir a natureza do seu trabalho na EPSJV. Seguem abaixo as sínteses das discussões com as questões levantadas pelo coletivo. 1) Concepções pedagógicas e propostas curriculares A primeira parte do Termo de Referência para Ensino e Informação girava muito em torno dos conceitos basilares em que a Escola se apoia e, teoricamente, lança mão para articular seus cursos, currículos e planos de curso. Neste sentido, muito se discutiu sobre o conceito de politecnia e, até que ponto, este conceito se articula com os diferentes cursos oferecidos pela Escola. Apontouse a necessidade de se ter mais clareza sobre os referenciais teóricos dos processos formativos e/ou cursos da Escola. Além disso, levantou-se a necessidade de nos apropriarmos mais de uma discussão em que esteja claramente colocada a formação para o fortalecimento do SUS. Nestes termos, foram levantadas as seguintes questões: necessidade de reavivar o conceito de politecnia para avaliar, a partir daí, como as ações da escola têm contemplado a construção de uma formação politécnica; sendo a politecnia o referencial estruturante, que outros referenciais dialogam com este conceito? quais cursos são oferecidos hoje (e quais as orientações teóricas e pedagógicas de cada curso)? Como os cursos são estruturados a partir dos conceitos da politecnia? a orientação da politecnia nos compromete com o quê? Até que ponto nos comprometemos pedagógica e politicamente quando adotamos a politecnia como o referencial (tal como esboçada por Marx, Gramsci etc)? considerando que os princípios da politecnia devem ser apropriados e desenvolvidos na prática cotidiana: quais estratégias vêm sendo utilizadas para alcançar este objetivo? 2

3 quais são os critérios necessários para o aceite de demandas formativas que chegam à Escola? faz-se necessário incorporar uma discussão mais ampla acerca do que significa formar para a participação em saúde ; os processos formativos da Escola têm contribuído para o fortalecimento do SUS? garantir a discussão acerca das políticas e programas da educação profissional, bem como das questões acerca do ensino médio integrado, sobretudo do ensino médio integrado alinhado ao projeto de politecnia; necessidade de avaliar e sistematizar os processos formativos da Escola: o que temos produzido como estratégia, metodologia, tecnologia, a fim de darmos seguimento aos nossos projetos educacionais? considerando os projetos que necessitam de contratação de docentes, como tem sido a preparação dos mesmos? onde estão nossos egressos? necessidade de ampliar a discussão sobre o estado atual das condições de saúde e do trabalho em saúde, bem como das condições que a Escola dispõe para enfrentar os desafios colocados; garantir na discussões o estado atual nacional e internacional da formação profissional em saúde e do trabalho de nível médio. 2) Tecnologias Educacionais A segunda parte do Termo de Referência elaborado pela Direção versa sobre as Tecnologias Educacionais. Durante a discussão com o grupo, ficou evidente que as questões relativas ao tema devem servir para que sejam pensados os processos formativos da Escola, não sendo possível reduzir a discussão ao Ensino a Distância (doravante EAD). Neste sentido, discutiu-se a necessidade não só de a Escola se posicionar diante de políticas públicas adotadas pelo governo, mas também de a Escola refletir sobre o uso de diferentes tecnologias educacionais (quadro, livro, sala de aula etc) em seus processos formativos. As questões a seguir foram levantadas a partir da discussão com o grupo: 3

4 necessidade de ampliar o debate acerca das tecnologias a serem utilizadas nos processos formativos; necessidade de discutir o uso de tecnologias da comunicação e da informação nos processos formativos da escola; ter clareza de que o debate sobre tecnologias educacionais não se resume apenas à discussão em torno da EAD; quais são os limites para o uso de determinadas tecnologias em cada processo formativo? em outros termos: toda tecnologia educacional é adequada a qualquer processo formativo? como novas tecnologias podem ou não garantir que um processo formativo seja efetivamente crítico e emancipatório? 3) Iniciação Científica Na sequência, discutiram-se questões relativas à Iniciação Científica (doravante IC) na Escola. Foram destacadas as diversas possibilidades de IC para os diferentes cursos da escola, bem como a necessidade de se discutir a ampliação do acesso das escolas públicas à IC. Também foi discutido o papel da IC para a educação profissional. A seguir, as questões sobre IC que foram levantadas pelo grupo: garantir a discussão sobre as bases conceituais da IC? ampliar a discussão de propostas de iniciação científica pensada para trabalhadores e estudantes que não estão inseridos nos processos educativos da escola a fim de oferecer a tais estudantes uma oportunidade de se aproximarem da ciência; pautar, em âmbito nacional, a discussão da garantia da iniciação científica nos processos formativos para trabalhadores de nível médio da saúde; pensar a ampliação do Provoc à estudantes oriundos de escolas não conveniadas como o já feito com o CEASM e a Rede CCAP; compreender e ter clareza sobre as diferentes formas e relações estabelecidas por meio da IC, inclusive a relação do estudante com o pesquisador; garantir a necessidade de se discutir a IC para EJA/PROEJA. 4

5 4) Material Didático Ato contínuo, discutiu-se sobre os conceitos, escopo e diferentes possibilidades para a elaboração de material didático. Além disso, muito também se discutiu quanto a processos decorrentes da produção de materiais didáticos: em que instância tais produções são apreciadas e coletivizadas? Diante da discussão, as seguintes questões foram levantadas: ampliar a discussão sobre a produção de material didático para além do livro didático, permitindo que se estenda a discussão para a produção de diferentes mídias; quais são os espaços para apreciação do material didático produzido pela escola: CTEI, CPE etc? necessidade de se discutir o escopo do material didático (o que é material didático? todas as produções da escola são material didático?); necessidade de uma discussão referente ao planejamento para produção do material didático. 5) Comunicação e Informação No tocante à Comunicação e Informação, discutiu-se a necessidade não só de ser implantar uma política de comunicação, informação e informática capaz de dar maior visibilidade às ações desenvolvidas pela Escola, como também da necessidade de garantir as discussões sobre o uso de softwares livres e a articulação das áreas em questão com a educação profissional. As seguintes questões foram levantadas pelo grupo: qual o papel da comunicação, informação e informática em uma instituição de ensino tendo em vista a formação do profissional de nível médio em saúde? necessidade de integração entre as áreas de comunicação, informação e informática e a implantação de uma política comum às mesmas que, entre outros objetivos, ajude a dar visibilidade às ações da escola e que garanta que todas as dimensões da comunicação e informação - entre elas a comunicação e informação em saúde, a comunicação institucional, e a informação científica - estejam contempladas. 5

6 garantir a discussão sobre o uso de softwares livres e os softwares utilizados em diferentes projetos da Escola; quais são as prioridades para a criação de programas e softwares na Escola? como essa discussão pode ser feita de maneira transversal? isso impõe que se tenha clareza sobre estes processos; ampliar a discussão sobre o sistema de gerenciamento acadêmico e sobre a política de acesso aberto da Fiocruz. ampliar a discussão sobre a nova forma de contratação de prestação de serviços para as áreas de TI. 6

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