E o mundo não acabou... O uso de cenários prospectivos e Inteligência Competitiva: caso do Bug 2000 no Banco do Brasil

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "E o mundo não acabou... O uso de cenários prospectivos e Inteligência Competitiva: caso do Bug 2000 no Banco do Brasil"

Transcrição

1 E o mundo não acabou... O uso de cenários prospectivos e Inteligência Competitiva: caso do Bug 2000 no Banco do Brasil Elaine Coutinho Marcial (Banco do Brasil, ABRAIC) & Alfredo José Lopes Costa (Banco do Brasil, ABRAIC, IESB) Anais do II Workshop Brasileiro de Inteligência Competitiva e Gestão do Conhecimento Florianópolis, out. 2001

2 2 E o mundo não acabou... O uso de cenários prospectivos e Inteligência Competitiva: caso do Bug 2000 no Banco do Brasil Elaine Coutinho Marcial (Banco do Brasil, ABRAIC) & Alfredo José Lopes Costa (Banco do Brasil, ABRAIC, IESB) Resumo Inteligência Competitiva (IC) constitui processo sistemático para descobrir forças que regem negócios, reduzir risco e auxiliar na tomada de decisão, além de proteger o conhecimento gerado no âmbito das organizações. Uma das ferramentas mais utilizadas por sistema de IC são os Cenários Prospectivos. A fim de clarificar a questão, o trabalho apresenta definições e objetivos dos cenários prospectivos e da Inteligência Competitiva, buscando a integração desses conceitos com a elaboração de estratégias. Para ilustrar a utilização dessas ferramentas, examina-se o trabalho realizado em 1999 no Banco do Brasil na construção do plano de contingência e do plano de continuidade para o chamado evento Bug 2000 não reconhecimento da virada do século pelos equipamentos de informática. Palavras-Chaves: Inteligência Competitiva, Cenários Prospectivos, Estratégia, Planejamento, Contingência. Introdução O desejo de desvendar o futuro existe desde o início da humanidade e está ligado à necessidade que temos de reduzir o risco inerente, pois o futuro é incerto. Como tomar decisões com base no incerto é a questão que passa diariamente pela cabeça de todo administrador. Assim, com o intuito de auxiliar na tomada de decisão, diversas técnicas são utilizadas, desde profecias, como no passado, até especulações e técnicas mais sofisticadas de projeções e previsões, ou seja, construir o futuro à imagem do passado. Entretanto, como o futuro ainda não foi escrito (está por fazer), essas formas de discutir e estudar o futuro são geralmente falhas. O artigo tem como objetivo identificar como o Banco do Brasil (BB) utilizou a técnica de cenários prospectivos, dentro do contexto de Inteligência Competitiva, para construção de plano de contingência e plano de continuidade em virtude do chamado evento Bug A partir das definições de diversos autores, dentre eles Miller (2000) e Kahaner (1996) entendemos Inteligência Competitiva como o processo informacional proativo que conduz à melhor tomada de decisão, seja ela negocial ou estratégica. É um processo sistemático de 2

3 3 coleta, análise e disseminação de informações referentes a atores e variáveis que possam influir na tomada de decisão da empresa, além de proteger o conhecimento gerado na organização. Segundo Berger (citado por Godet, 1993), em sua obra A Atitude Prospectiva, de 1957, a prospectiva baseia-se na capacidade de olharmos amplamente, tomando cuidado com as interações, olharmos longe, preocupar-nos com o longo prazo e, principalmente, levarmos em conta o gênero humano, agente capaz de modificar o futuro. Autores como Fahey (1998) e Heijden (1996) atribuem a introdução das noções de cenários e seu desenvolvimento a Herman Kahn. Seus primeiros cenários foram desenvolvidos como parte dos estudos de estratégia militar conduzidos pela Rand para o governo norte-americano. Kahn desenvolveu a metodologia para uso de cenários quando fundou o Hudson Institute, em meados dos anos 60, e popularizou suas idéias com a publicação, em 1967, de seu livro The Year 2000, no qual a palavra cenários foi introduzida na prospectiva. A terminologia da elaboração de cenários utiliza-se da existente no teatro; por isso o nome cenários. Esse recurso foi utilizado para que as pessoas que estivessem construindo cenários tivessem clareza de que não estavam descrevendo a realidade futura, mas um meio de representá-la por meio de estórias sobre o futuro (Schwartz, 1996). Nos cenários encontramse atores, cenas e trajetórias que se desenrolam de acordo com o comportamento dos atores e das variáveis influenciadas por esses atores. Encontram-se também enredo, chamado de filosofia do cenário, e título, que deverá sintetizar a filosofia da estória a ser contada. Os cenários devem ser construídos para atingir um objetivo e devemos especificar o horizonte temporal e o local onde ocorrem. Esses três últimos componentes formam o que na teoria de cenários prospectivos chama-se de sistema. Existem diversos métodos que auxiliam na construção de cenários, como por exemplo os descritos por Godet (1993), pela Global Business Network - GBN (Schwartz, 1996), por Porter (1992) e Grumbach (1997). Apesar de cada um possuir características próprias, todos têm como base a teoria prospectiva, trabalham com variáveis e comportamento dos atores e constróem múltiplos cenários. A discussão sobre Inteligência Competitiva (IC) surge no contexto da nova ordem mundial movida pela informação e o conhecimento. Seu papel é explicado pelo trinômio globalização, competitividade e acirramento da concorrência (Maldonado, 1998), ou seja, a 1 É o nome dado para as dificuldades que poderiam ocorrer se, com a mudança de 1999 para 2000, os equipamentos, que utilizam em seus componentes eletrônicos, o formato de datas com o ano caraterizado por apenas dois dígitos, interpretassem 3

4 4 busca por maior número de fontes de informações tecnológicas, econômicas, políticas, negociais, mercadológicas que apoiem a tomada de decisão e reduzam o tempo de resposta frente às exigências do ambiente, para melhor desempenho e posicionamento no mercado. O processo de IC tem sua origem nos métodos utilizados por órgãos de Inteligência estatal, que visavam identificar e avaliar informações ligadas à defesa nacional. Essas ferramentas foram adaptadas à realidade empresarial e à nova ordem mundial, sendo incorporadas a tal processo informacional as técnicas utilizadas: pela Ciência da Informação, principalmente no que diz respeito ao gerenciamento de informações formais, ou seja, contidas em base de dados, livros periódicos, etc.; pela Tecnologia da Informação, enfatizando suas ferramentas de data mining, text mining, data warehouse e gerenciamento de redes e informações, e pela Administração, representada por suas áreas de estratégia, comunicação, marketing e gestão. Apesar de a Inteligência vir sendo utilizada pelas empresas desde o final da II Guerra Mundial, seu significativo crescimento só se deu ao final da década de 80, com o fim da Guerra Fria. Nos EUA, a IC obteve crescimento significativo a partir de Já as empresas japonesas contam com Sistemas de Inteligência bem estabelecidos desde a II Guerra Mundial. A infra-estrutura no Japão voltada para Inteligência Competitiva é formada pelas empresas (sogo shosha) e agências governamentais que operam em nível mundial para coletar informações que auxiliam suas empresas na tomada de decisão, segundo Kahaner (1996). Para Kahaner (1996), a Inteligência pode ser entendida como o conhecimento do ambiente da organização e de seu macroambiente, aplicado a processos de tomada de decisão, nos níveis estratégicos e táticos ou, nas palavras de Fuld (1996), a informação analisada sobre os concorrentes que tem implicação no processo de tomada de decisão da empresa. Relação Inteligência Competitiva e Cenários Prospectivos Mas qual a ligação existente entre Cenários Prospectivos e Inteligência Competitiva? Consideramos que um é insumo do outro e vice-versa. A IC não diz respeito à descrição dos fatos acontecidos; preocupa-se com o que vai acontecer e com quais serão os movimentos futuros. Considerando-se que o futuro é múltiplo e incerto (Godet, 1996), não há como abordar apenas uma possibilidade. A questão é: e se ocorrer uma outra? Em organizações que possuem sistema de IC fica significativamente facilitada a obtenção de informações para a elaboração de cenários. O sistema de IC também ajuda a identificar sinais fracos que, tratados por meio de ferramentas de Cenários Prospectivos, poderão agir proativamente garantindo vantagem competitiva. o ano como 1900 ou qualquer outra data (Banco do Brasil, 1999). 4

5 5 Como um é insumo do outro, os Cenários Prospectivos auxiliam no trabalho da área de IC indicando quais atores devem ser monitorados e quais incertezas devem ser acompanhadas. Com isso é possível permitir às organizações ação antecipada já que, a partir do monitoramento do ambiente, é extraída sinalização para os tomadores de decisão sobre qual dos cenários possíveis está se configurando. Um exemplo prático da utilização dessas ferramentas foi o trabalho realizado em 1999 no BB na construção do plano de contingência e o plano de continuidade para o evento Bug Segundo determinação do Banco Central (BC), as instituições financeiras teriam que elaborar planos de contingência e de continuidade para o fenômeno. O BB criou um grupo de trabalho para cuidar do problema com representantes das área consideradas mais afetadas e foi nesse momento que a área responsável por elaboração de cenários prospectivos no BB foi chamada para integrar-se ao grupo para elaboração dos cenários ligado à passagem do ano. O ambiente era muito incerto. Além da falta de informações, a mídia vinha divulgando desinformação, o que dificultava ainda mais o trabalho. Era um ambiente propício para elaboração de cenários. Como não havia mais que dois meses para elaboração dos cenários, optou-se por utilizar o método da GBN, descrito por Schwartz (1996). O primeiro passo seria a identificação da questão principal. Seu objetivo é dar aos cenários foco específico ou aprofundado. Schwartz (1996) define como principal a questão estratégica que motivou a construção dos cenários alternativos. No caso ficou definida como: Identificação dos problemas que poderão ser causados à indústria financeira a não correção do Bug 2000 e quais as providências que a Empresa deverá tomar para superar o problema com a menor perda possível é se possível tirando proveito do problema. Passou-se à identificação dos fatores-chave, os quais constituem as principais forças existentes no ambiente próximo que estejam estreitamente relacionadas com o ramo de negócio da empresa e com a Questão Principal. São os fatores relativamente óbvios, próximos de nós, que influenciam a Questão Principal. Foi elaborada uma lista desses principais fatores, que poderiam afetar na execução do plano de continuidade e no de contingência. Perguntas como as elencadas a seguir serviram como base para a elaboração de um diagnóstico interno e mapeamento da situação da Empresa: Como estão meus sistemas e equipamentos? Como estão meus clientes? Como estão meus fornecedores? Estou preparado para o evento como um todo? Que ações devo tomar? Como estão meus concorrentes? Tenho uma visão clara do problema? Quais as conseqüências no meu negócio se meus sistemas não funcionarem? Quais as conseqüências no meu negócio se meus clientes falharem? 5

6 6 Em seguida, foram definidas as forças motrizes ligadas ao macroambiente que poderiam influenciar ou impactar fortemente a evolução da questão principal e os fatores-chave definidos anteriormente. Essas forças são os elementos que movem o enredo de um cenário. Inicialmentente foram identificados os principais atores: BB; Empresas geradoras/fornecedoras de energia e Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel; Empresas de telecomunicações e Agencia Nacional de Telecomunicações - Anatel; Comissão de Valores Mobiliários - CVM; empresas fornecedoras de água; bombeiros; polícia; empresas de transportes e sinais de trânsito; Governo; BC; empresas prestadoras de serviços (de manutenção de equipamentos, computadores, cofres, entre outras; de vigilância; de limpeza; de transporte de numerário); empresas fornecedoras de informação especializada (CMA, Broadcast, Routers, etc.); bolsas; bancos do Sistema de compensação de cheques; clientes pessoas físicas e pessoas jurídicas. Na seqüência, buscou-se a identificação das principais variáveis externas e seus possíveis comportamento: a. Comportamento do cliente: demanda por papel-moeda (corrida bancária/crescimento /igual a períodos anteriores); demanda por cheques (crescimento/igual a períodos anteriores); demanda por extratos (crescimento/igual a períodos anteriores); resgates de aplicações (crescimento/igual a períodos anteriores); consultas às centrais de atendimento e às agências (crescimento/igual a períodos anteriores); antecipação de pagamentos, antes do evento (ocorre/não ocorre); demanda por seguros/hedge (ocorre/não ocorre); atraso para honrar compromissos, depois dos eventos (ocorre/não ocorre); ações judiciais (crescimento/igual a períodos anteriores); tumultuo e vandalismo (ocorre/não ocorre). b. Fornecimento de Energia: normal; quedas intermitentes; interrupção; blackout prolongado; dificuldade na distribuição e no abastecimento de combustível. c. Abastecimento de Água: normal; fornecimento inadequado; insalubridade da água; interrupção no fornecimento de água. d. Meios de Transportes: normal; congestionamento/paralisação dos transportes. e. Sistemas de telecomunicações: funcionamento normal; dificuldades de comunicação - congestionamento das linhas e/ou ocorrência de linhas cruzadas; interrupção no sistema. f. Acesso a polícia e bombeiros: normal; parcial; impossibilitado. g. Sistemas de informática: normal; inadequado; lento; paralisado. h. Risco Brasil: mesmo patamar; aumenta; aumento significativo. i. Boatos nas vésperas do evento: não haverá boatos; haverá alguns boatos; grande número de boatos - pânico. Exploradas as forças motrizes, partiu-se para identificação e separação dos elementos predeterminados das incertezas críticas. Segundo Schwartz (1996), os elementos 6

7 7 predeterminados são aqueles que sua ocorrência parece certa, não importando qual seja o cenário. Já as incertezas críticas são compostas pelas variáveis incertas (variáveis que se originam das perguntas para as quais ainda não se tem resposta) e que sejam de grande importância para a questão principal ou exercem grande impacto na questão principal caso ocorram. São as variáveis que determinarão a construção dos cenários. O estudo de seus possíveis comportamentos fornecerá informações aos planejadores que lhes permitirão preparar-se para os diversos comportamentos plausíveis dessas variáveis. Analisada a lista de variáveis e atores, além dos fatores-chave, e estudado o comportamento passado deles, isolaram-se os elementos predeterminados e trabalharam-se apenas com as incertezas identificadas. Para o caso do Bug 2000 foram identificadas duas incertezas críticas: o grau de informação da população a respeito do problema, o qual influenciaria no comportamento da população, e o nível de adequação dos sistemas ao problema Bug Passou-se à etapa de seleção das lógicas dos cenários, que parte da análise do comportamento das variáveis classificadas como incertezas críticas, as quais deverão ser posicionadas nos eixos ao longo dos quais os cenários serão descritos. Segundo Schwartz, essa etapa é considerada a mais importante do processo de criação de cenários. Foi então criado o eixo para descrever a lógica dos cenários (Figura 1), cuja explicação das variáveis encontra-se no Quadro 1. Cenários para o Bug 2000 População Informada Cotidiano Shangri-lá Falha nos Sistemas Sistemas adequados Holocausto Nostradamus População Desinformada Sistemas ajustados a maior parte dos sistemas e equipamentos dos atores envolvidos havia sido ajustada para a passagem do Ano 2000, ou seja, estavam aptos para reconhecer os quatro dígitos que compõem o ano. População informada os diversos atores envolvidos haviam disponibilizados informações suficientes e claras a respeito de seus avanços, não ocorrendo falta de informação, desinformação e nem matérias sensacionalistas nas diversas mídias. Figura 1 Quadro 1 - Descrição das variáveis Falha de sistemas a maior parte dos sistemas e equipamentos dos diverso atores não havia sido ajustada a tempo para a passagem do Ano não estavam aptos para reconhecer os quatro dígitos que compõem o ano e muitos sistemas e equipamentos apresentaram problemas. População desinformada os diversos atores envolvidos não haviam disponibilizados informações suficientes e claras a respeito de seus avanços, e as diversas mídias lançam muitas matérias sensacionalistas, desencadeando pânico. Em seguida elaborou-se o enredo de cada cenário. Para explicar o futuro, a técnica de elaboração de cenários usa a mesma lógica utilizada para a descrição de uma estória que 7

8 8 ocorreu no passado. Para cada quadrante deverá ser descrita uma estória com começo, meio e fim. Deve-se fazer a ligação com modelos analíticos e completá-la com os detalhes da narrativa. A todo momento, durante a descrição da narrativa, deve-se ter a preocupação de responder à pergunta Por que isto está acontecendo? Chegaram-se aos seguintes cenários: a) Shangri-lá: Passagem tranqüila para o ano 2000, pois a maioria dos sistemas foi adaptada e a população estava bem informada em decorrência do esforço coletivo do Governo e empresas. O último semestre de 1999 foi marcado por intensa mobilização do Governo informando a população o que representava o bug do milênio e suas conseqüências. A participação da equipe do Governo responsável pelo assunto em programas de rádio e TV, prestando esclarecimento gerou bons resultados. A divulgação das áreas que estavam atrasadas e que, por conseguinte, não iriam conseguir cumprir o prazo, associada a divulgação de seus planos de contingência, foram fatores decisivos que propiciaram tranqüilidade à população e evitaram tumultos no final do ano. Apesar do surgimento de alguns movimentos que pregavam o fim do mundo, o efeito foi minimizado pela eficiente ação do Governo e outras várias organizações que promoveram comemorações e pregaram a tranqüilidade necessária. Outra grande mobilização ocorrida no último semestre de 1999 foi a elaboração de simulações do problema e testes dos planos de contingência. Esses treinamentos tinham a participação da sociedade. Esse movimento teve efeito tranqüilizador na população que, ao término dos trabalhos, ficou ciente de como proceder em caso de eventuais problemas. As agências reguladoras (CVM, BC, Aneel e Anatel) contribuíram para a adequação de seus sistemas e tranqüilização da população por meio de programas de comunicação, regulamentação rígida e acompanhamento eficaz junto às grandes empresas, ao sistema financeiro, energético e de telecomunicações. No sistema de energia, as empresas que não conseguiram cumprir os prazos para adequação dos sistemas trabalharam com planos de contingência que adotavam procedimento manual. Ocorreram algumas interrupções no fornecimento de energia, mas foram rapidamente solucionadas. E, como a população estava informada a respeito, não houve tumulto. Apesar das micro e pequenas empresas estarem atrasadas, a maioria delas conseguiu adaptar seus sistemas em tempo, pois a solução era simples. A comunicação eficaz do Governo, e do Sebrae, foi decisiva. Não foi verificado nenhum problema no funcionamento do sistema financeiro. Os poucos problemas ocorridos não foram percebidos pela população e não causaram nenhuma perda para os correntistas. Os sistemas on-line funcionaram normalmente 8

9 9 e todas as operações foram concretizadas. Ocorreu acréscimo no volume de saques no final do ano de 1999 em relação aos anos anteriores, entretanto sem afetar a liquidez do sistema. Não houve excesso de demanda por extratos. Os sistemas de abastecimento de água e de transporte funcionaram adequadamente. Os acessos à polícia e bombeiros não ficaram comprometidos e tais instituições funcionaram normalmente. Em função do amplo disclosure promovido no País e no exterior, o risco Brasil não sofreu alterações, resultando aumento da credibilidade externa. A capacidade do povo brasileiro de se adaptar às diversas situações através do famoso jeitinho brasileiro em muito contribuiu para a passagem tranqüila para o ano b) Cotidiano: Passagem para o ano 2000 com algumas conturbações, mas tudo sob controle e com relativa tranqüilidade. Apesar dos esforços no sentido da adequação dos sistemas e hardware, Governo, empresas e população não tiveram tempo suficiente, pois a adequação iniciou-se tardiamente. Em conseqüência, muitos não conseguiram se preparar para a passagem do ano, resultando em uma série de problemas. Em decorrência dos planos de contingência e do fato de a população estar bem informada, a passagem de ano foi relativamente tranqüila. O segundo semestre de 1999 foi marcado por intensa mobilização do Governo para informar à população o que representava o bug 2000 e suas conseqüências. Houve grande mobilização na elaboração de planos de contingência e nos testes desses planos, pois muitos não conseguiriam se adaptar até o final do ano pois estavam atrasados. O programa de comunicação coordenado pelo Governo Federal que contou com a ajuda de diversas empresas - foi tão eficaz que gerou mobilização da população brasileira para minimizar as perdas. Outra ação importante foi a realizada pelo BC e pelas instituições financeiras. A divulgação dos ajustes por eles realizados, assim como seus planos de contingência, foram significativos. As agências reguladoras, com a CVM, Aneel e Anatel, tiveram atuação importante através de regulamentação rígida e acompanhamento eficaz junto às empresas sob sua responsabilidade. Entretanto, nem todas as empresas conseguiram cumprir seus prazos. Com a passagem para o ano 2000, muitos software apresentaram problemas, principalmente os contidos nos sistemas embutidos. A área de energia foi a que levou mais tempo para se estabilizar, e por conseguinte afetou todo os outros (efeito dominó). O primeiro dia do mês de janeiro passou sem energia. O sistema somente se estabilizou no terceiro dia do ano O sistema de telecomunicações também permaneceu inoperante nos primeiros dias do ano, não por falhas relacionadas à telefonia, mas por ter sido impactado pela falta de energia. 9

10 10 O sistema financeiro também sofreu impacto, não por falha de sistemas próprios, pois foi o primeiro a adequar seus sistemas. Sua significativa dependência de energia e de telecomunicações, não pode disponibilizar seus serviços no início do ano. Tanto os caixas eletrônicos como os acessos ao home banking e à Internet não funcionaram. Só no terceiro dia do mês de janeiro, as instituições financeiras tiveram condições de atender ao público. Os sistemas foram entrando no ar gradativamente e, não houve corrida aos bancos. A colocação em prática dos planos de comunicação e de contingência durante os primeiros dias do ano foram os grandes mantenedores da tranqüilidade da população. Ocorreram problemas nos sistemas de abastecimento de água em alguns grandes centros, por falta de energia e por problemas nos sistemas, mas os planos de contingência foram acionados e a população - que já estava informada da possibilidade dessas ocorrências - estava preparada e não se verificou tumulto. O mesmo ocorreu nos sistemas de transportes e no acesso à polícia e bombeiros que ficaram comprometido pela falta de energia e dificuldades de telecomunicação. Muitos alarmes foram acionados sem causa aparente e alguns acidentes, ocorreram por falhas no sistema. Mas, a clareza na comunicação e os planos de contingência elaborados pela polícia e bombeiros ajudaram na solução dos problemas sem tumultos. Aquelas organizações que iniciaram tardiamente os trabalhos provocaram perda econômica para o País, além da elevação dos seus custos para a adequação dos sistemas. Em função das perdas ocasionadas devido a falhas de terceiros, ações judiciais foram movidas. A conscientização e a obtenção de apoio da população foram importantes tanto no período pré como pós bug, pois manteve-se a tranqüilidade da população e a sua cooperação na solução dos problemas advindos do bug. Como a população conhecia o fenômeno e as possibilidades de contornar os problemas, muitos deles foram solucionados com base no jeitinho brasileiro - capacidade de adaptação do povo brasileiro. Apesar de conhecido o atraso do País para solucionar o bug 2000 e os danos causados à economia, em nenhum momento as linhas de crédito do exterior foram rompidas. O trabalho de disclosure realizado pelo Governo e pelas empresas no Brasil mantiveram a credibilidade do País no exterior. c) Nostradamus: Passagem para o ano 2000 tumultuada, com descontrole da população, mas poucos danos causados diretamente pelas falhas ocorridas nos computadores. A ação das agências reguladoras do País como BC, CVM, Aneel e Anatel surtiram bons efeitos nas empresas sob sua responsabilidade. Esforços foram realizados pelas empresas, que conseguiram ajustar seus sistemas a tempo. Algumas empresas, principalmente as da área energética, não tiveram tempo suficiente para testar seus sistemas, mas planos de 10

11 11 contingências foram elaborados para garantir o funcionamento após a passagem do ano. O mesmo esforço foi realizado pelos governos federal, estaduais e municipais. Apesar da falta de orçamento para adequação dos sistemas, linhas de financiamentos do exterior de organismos internacionais foram obtidas. Muitos desses órgãos não tiveram tempo para a realização de testes, principalmente em nível dos governos estaduais e municipais, mas planos de contingência foram elaborados para atender às prováveis falhas de sistemas que poderiam ocorrer, e, com isso garantir o funcionamento dos serviços. A maioria das micro e pequenas empresas que estavam atrasadas conseguiram adaptar seus sistemas pois a solução era simples. A ação eficaz do Governo e do Sebrae foi decisiva para a adequação da maioria dessas empresas. Apesar dos esforços coletivos do Governo, agências reguladoras e empresas para adequar os sistemas e hardware, houve falha na comunicação. A população não foi devidamente informada. Em função dos enormes gastos que as empresas e o próprio Governo já haviam efetivado, resolveram gastar o mínimo com campanhas e esclarecimentos à população. Foi comunicado o estritamente necessário. Algumas iniciativas mais esclarecedoras foram tomadas no âmbito da Internet, por ter baixos custos. Entretanto, esse instrumento ainda não era um meio de comunicação de amplo alcance. Assim, não se obtiveram os resultados esperados. Os cavaleiros do apocalipse também tiveram sua participação gerando intranqüilidade na população ao pregarem o fim do mundo. As velhas profecias tomam corpo e a falta de esclarecimento e informações coerentes levam a população a cometer ações irracionais. A imprensa instigou ainda mais a população fornecendo informações imprecisas. À medida que o final do ano se aproximava, as matérias a respeito do assunto aumentavam consideravelmente na mídia. Como a maioria das notícias era contraditória, a intranqüilidade da população crescia, e teve como conseqüência valorização das antigas profecias. A indústria financeira, apesar de ter sido a primeira a adequar seus sistemas, foi a que mais sofreu os impactos da má comunicação. Com a proximidade do final de dezembro, mais pessoas retiravam seu dinheiro dos bancos e a demanda por extratos bancários aumentava exponencialmente. A consulta aos serviços de atendimento ao cliente na última semana do ano gerou congestionamento nas linhas telefônicas em diversos centros urbanos. A impossibilidade de comunicação com os bancos gerava mais desconforto e insegurança na população, o que elevava a demanda por papel-moeda. Filas intermináveis se formavam nos bancos e supermercados. A população não só queria garantir seu dinheiro, mas também o 11

12 12 suprimento para o possível caos que viria com a chegada do ano Apesar dos esforços do Governo e das empresas, as pessoas pareciam descontroladas e não ouviam o que essas organizações tinham a dizer. Na última semana do mês de dezembro de 1999, quase não se encontravam alimentos nas prateleiras dos supermercados. Alguns deles foram até saqueados e as indústrias de velas, fósforos, lanternas, baterias e santinhos nunca faturaram tanto. A procura pelo ouro aumentou e o preço do metal subiu como nunca. O mercado do dólar paralelo voltou a crescer e as ações nas bolsas de valores entraram em movimento de queda acentuada. Foram cortadas as linhas de crédito para o País e a fuga do capital externo foi intensificada. Parcela significativa da população desinformada estava unida e rezando com suas famílias no aguardo do fim do mundo. Mas, o novo ano chegou e as luzes nem sequer se apagaram. As empresas tinham feito seu dever de casa. Os planos de contingência conseguiram contornar os poucos problemas ocorridos decorrentes do bug 2000 sem que a população percebesse. Infelizmente o caos estava instalado no País. Apesar dos poucos problemas ocorridos relacionados diretamente aos computadores, o País amargou enorme prejuízo tanto econômico como social. Passaram-se alguns meses até que se voltasse à normalidade. d) Holocausto: Passagem para o ano 2000 tumultuada e início de profunda crise no País. Há falhas nos sistemas e descontrole da população por absoluta falta de informação. O segundo semestre de 1999 é marcado pelo esforço conjunto do Governo Federal e da iniciativa privada para tentar solucionar o problema. As agências reguladoras, como a Aneel, Anatel, CVM e BC, também mantiveram suas ações de fiscalização realizando auditorias e cobrando das empresas sob sua responsabilidade a realização dos testes de certificação dos sistemas e da elaboração e testes dos planos de contingência. Apesar dos esforços dessas agências, muitas empresas, principalmente do ramo energético que iniciaram os trabalhos demasiadamente tarde, não conseguiram testar nem os planos de certificação, nem os de contingência. O Governo, por falta de recursos orçamentários e de poder de convencimento, não conseguiu adequar a tempo seus sistemas. O plano de contingência para o País somente foi iniciado no final de julho de 1999 e, assim mesmo, com informações insuficientes sobre a real situação do País. Os governos estaduais e municipais estavam em pior situação, sem dinheiro para iniciar os trabalhos; foram os últimos a atentarem para o problema. Por desconhecimento do problema, por achar que tal problema somente ocorreria com as grandes empresas, e por não ter interesse de consumir os escassos recursos que possuía sem elevar seus lucros, a maioria das pequenas e médias empresas resolveu aguardar os 12

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Elaboração Luiz Guilherme D CQSMS 10 00 Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes Avaliação da Necessidade de Treinamento

Leia mais

Universidade Federal do Espírito Santo Centro de Ciências Agrárias CCA-UFES Departamento de Computação

Universidade Federal do Espírito Santo Centro de Ciências Agrárias CCA-UFES Departamento de Computação - Centro de Ciências Agrárias Departamento de Computação Os sistemas de informação empresariais na sua carreira Introdução à Ciência da Computação Introdução à Ciência da Computação COM06850-2015-II Prof.

Leia mais

Metodologia Macroplan de Construção de Cenários

Metodologia Macroplan de Construção de Cenários Metodologia Macroplan de Construção de Cenários Cenários como Instrumento de Exploração do Futuro Abordagem Prospectiva e Probabilística Conceito: reflexão sistemática que visa a orientar a ação presente

Leia mais

ESTRATÉGIA e PROSPECTIVA 2009/2010

ESTRATÉGIA e PROSPECTIVA 2009/2010 ESTRATÉGIA e PROSPECTIVA 2009/2010 J. M Brandão de Brito Prof. Catedrático TRABALHO DE ESTRATÉGIA E PROSPECTIVA 1ª Parte (sobre Estratégia) 1. Explicação prévia Cada par de estudantes (grupo) escolhe,

Leia mais

GESTÃO ESTRATÉGICA DA QUALIDADE Profa. Adriana Roseli Wünsch Takahashi

GESTÃO ESTRATÉGICA DA QUALIDADE Profa. Adriana Roseli Wünsch Takahashi UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DA QUALIDADE GESTÃO ESTRATÉGICA DA QUALIDADE Profa. Adriana Roseli Wünsch Takahashi MARÇO/2010

Leia mais

RELATÓRIO DE GERENCIAMENTO DO RISCO OPERACIONAL NO BANCO BMG POSIÇAO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008

RELATÓRIO DE GERENCIAMENTO DO RISCO OPERACIONAL NO BANCO BMG POSIÇAO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 SUPERINTENDÊNCIA DE CONTROLE GERÊNCIA DE CONTROLE DE TESOURARIA ANÁLISE DE RISCO OPERACIONAL RELATÓRIO DE GERENCIAMENTO DO RISCO OPERACIONAL NO BANCO BMG POSIÇAO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 Belo Horizonte

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL Aldemar Dias de Almeida Filho Discente do 4º ano do Curso de Ciências Contábeis Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Élica Cristina da

Leia mais

Solução CA Technologies Garante Entrega de Novo Serviço de Notícias do Jornal Valor Econômico

Solução CA Technologies Garante Entrega de Novo Serviço de Notícias do Jornal Valor Econômico CUSTOMER SUCCESS STORY Abril 2014 Solução CA Technologies Garante Entrega de Novo Serviço de Notícias do Jornal Valor Econômico PERFIL DO CLIENTE Indústria: Mídia Companhia: Valor Econômico Funcionários:

Leia mais

Cenários Prospectivos

Cenários Prospectivos ESCOLA NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ENAP DFP - Coordenação da Formação de Carreiras Curso de Aperfeiçoamento para Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental - 2005 Disciplina 5: Cenários

Leia mais

6 Considerações Finais

6 Considerações Finais 6 Considerações Finais Este capítulo apresenta as conclusões deste estudo, as recomendações gerenciais e as recomendações para futuras pesquisas, buscadas a partir da análise dos casos das empresas A e

Leia mais

SOLUÇÕES AMBIENTE SEGURO SEUS NEGÓCIOS DEPENDEM DISSO!

SOLUÇÕES AMBIENTE SEGURO SEUS NEGÓCIOS DEPENDEM DISSO! SOLUÇÕES AMBIENTE SEGURO SEUS NEGÓCIOS DEPENDEM DISSO! O ambiente de Tecnologia da Informação (TI) vem se tornando cada vez mais complexo, qualquer alteração ou configuração incorreta pode torná-lo vulnerável

Leia mais

SAM GERENCIAMENTO DE ATIVOS DE SOFTWARE

SAM GERENCIAMENTO DE ATIVOS DE SOFTWARE SAM GERENCIAMENTO DE ATIVOS DE SOFTWARE Modelo de Otimização de SAM Controle, otimize, cresça Em um mercado internacional em constante mudança, as empresas buscam oportunidades de ganhar vantagem competitiva

Leia mais

CURSOS DE PÓS - GRADUAÇÃO

CURSOS DE PÓS - GRADUAÇÃO CURSOS DE PÓS - GRADUAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM ECOTURISMO Objetivo: O Curso tem por objetivo capacitar profissionais, tendo em vista a carência de pessoas qualificadas na área do ecoturismo, para atender,

Leia mais

ERP: Pacote Pronto versus Solução in house

ERP: Pacote Pronto versus Solução in house ERP: Pacote Pronto versus Solução in house Introdução Com a disseminação da utilidade e dos ganhos em se informatizar e integrar os diversos departamentos de uma empresa com o uso de um ERP, algumas empresas

Leia mais

Metodologia de Gestão de Riscos nos Projetos Estratégicos

Metodologia de Gestão de Riscos nos Projetos Estratégicos Metodologia de Gestão de Riscos nos Projetos Estratégicos Fevereiro/2014 AGENDA Gestão de Riscos Metodologia de Gestão de Riscos nos Projetos Estratégicos AGENDA Gestão de Riscos Metodologia de Gestão

Leia mais

Curso Plano de Continuidade de Negócios

Curso Plano de Continuidade de Negócios Curso Plano de Continuidade de Negócios Em um cenário mundial de alto risco e volatilidade, com uma interconexão e interdependência de todas as cadeias de suprimento, a segurança e continuidade dos negócios

Leia mais

COMO ESCOLHER O NEGÓCIO DE MARKETING MULTINÍVEL QUE MAIS COMBINA COM SEU PERFIL

COMO ESCOLHER O NEGÓCIO DE MARKETING MULTINÍVEL QUE MAIS COMBINA COM SEU PERFIL 1 COMO ESCOLHER O NEGÓCIO DE MARKETING MULTINÍVEL QUE MAIS COMBINA COM SEU PERFIL Celso Silva 2 Sobre o autor Celso Silva é nascido no Rio de Janeiro, em 24 de fevereiro de 1950. Aos 17 anos ingressou

Leia mais

UHE SANTO ANTÔNIO DE JARI

UHE SANTO ANTÔNIO DE JARI UHE SANTO ANTÔNIO DE JARI PLANO DE TRABALHO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PCS Plano de Trabalho ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO... 1 2. OBJETIVO... 1 2.1. Objetivos Específicos... 1 3. PÚBLICO ALVO... 2 4. METAS... 2 5.

Leia mais

RESULTADOS DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO DO PROJETO PILOTO DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA NAS ESCOLAS*

RESULTADOS DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO DO PROJETO PILOTO DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA NAS ESCOLAS* RESULTADOS DA AVALIAÇÃO DE IMPACTO DO PROJETO PILOTO DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA NAS ESCOLAS* * Release elaborado pela BM&FBOVESPA baseado nos dados informados pelo Banco Mundial para o 2º Workshop de Divulgação

Leia mais

10 ANOS DO PROGRAMA COMUNITÁRIO PETROBRAS/REVAP.

10 ANOS DO PROGRAMA COMUNITÁRIO PETROBRAS/REVAP. POP: Prêmio Nacional de Relações Públicas Categoria: Relações Públicas e Responsabilidade Social Profissional: Aislan Ribeiro Greca Empresa: Petrobras 10 ANOS DO PROGRAMA COMUNITÁRIO PETROBRAS/REVAP. 2008

Leia mais

Curso Plano de Continuidade de Negócios

Curso Plano de Continuidade de Negócios Curso Plano de Continuidade de Negócios Em um cenário mundial de alto risco e volatilidade, com uma interconexão e interdependência de todas as cadeias de suprimento, a segurança e continuidade dos negócios

Leia mais

COMO O INVESTIMENTO EM TI PODE COLABORAR COM A GESTÃO HOSPITALAR?

COMO O INVESTIMENTO EM TI PODE COLABORAR COM A GESTÃO HOSPITALAR? COMO O INVESTIMENTO EM TI PODE COLABORAR COM A GESTÃO HOSPITALAR? Descubra os benefícios que podem ser encontrados ao se adaptar as novas tendências de mercado ebook GRÁTIS Como o investimento em TI pode

Leia mais

Curso de Sistemas de Informação 8º período Disciplina: Tópicos Especiais Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-1

Curso de Sistemas de Informação 8º período Disciplina: Tópicos Especiais Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-1 Curso de Sistemas de Informação 8º período Disciplina: Tópicos Especiais Professor: José Maurício S. Pinheiro V. 2009-1 Aula 3 Disponibilidade em Data Center O Data Center é atualmente o centro nervoso

Leia mais

Tecnologias e Sistemas de Informação

Tecnologias e Sistemas de Informação Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Administração Tecnologia e Sistemas de Informação - 02 Prof. Jorge Cavalcanti jorge.cavalcanti@univasf.edu.br www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti

Leia mais

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: QUANTO SOBRA PARA SUA EMPRESA?

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: QUANTO SOBRA PARA SUA EMPRESA? MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: QUANTO SOBRA PARA SUA EMPRESA? Que nome estranho! O que é isso? Essa expressão, Margem de Contribuição, pode soar estranha aos ouvidos, mas entender o que significa ajudará muito

Leia mais

COMO ENTENDER O VALOR EMPRESARIAL DOS SISTEMAS E COMO GERENCIAR A MUDANÇA

COMO ENTENDER O VALOR EMPRESARIAL DOS SISTEMAS E COMO GERENCIAR A MUDANÇA COMO ENTENDER O VALOR EMPRESARIAL DOS SISTEMAS E COMO GERENCIAR A MUDANÇA 1 OBJETIVOS 1. Como nossa empresa pode medir os benefícios de nossos sistemas de informação? Quais modelos deveríamos usar para

Leia mais

Inteligência Organizacional, Inteligência Empresarial, Inteligência Competitiva, Infra-estrutura de BI mas qual é a diferença?

Inteligência Organizacional, Inteligência Empresarial, Inteligência Competitiva, Infra-estrutura de BI mas qual é a diferença? Inteligência Organizacional, Inteligência Empresarial, Inteligência Competitiva, Infra-estrutura de BI mas qual é a diferença? * Daniela Ramos Teixeira A Inteligência vem ganhando seguidores cada vez mais

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL DE MÉDIO PORTE NO BRASIL. Elisabete Maria de Freitas Arquiteta

Leia mais

ERP Enterprise Resourse Planning Sistemas de Gestão Empresarial

ERP Enterprise Resourse Planning Sistemas de Gestão Empresarial ERP Enterprise Resourse Planning Sistemas de Gestão Empresarial Prof. Pedro Luiz de O. Costa Bisneto 14/09/2003 Sumário Introdução... 2 Enterprise Resourse Planning... 2 Business Inteligence... 3 Vantagens

Leia mais

P á g i n a 3 INTRODUÇÃO

P á g i n a 3 INTRODUÇÃO P á g i n a 3 INTRODUÇÃO A Administração de Materiais compreende as decisões e o controle sobre o planejamento, programação, compra, armazenamento e distribuição dos materiais indispensáveis à produção

Leia mais

1 - Por que a empresa precisa organizar e manter sua contabilidade?

1 - Por que a empresa precisa organizar e manter sua contabilidade? Nas atividades empresariais, a área financeira assume, a cada dia, funções mais amplas de coordenação entre o operacional e as expectativas dos acionistas na busca de resultados com os menores riscos.

Leia mais

AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO

AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NUMA SOCIEDADE EM TRANSIÇÃO MÁRCIA MARIA PALHARES (márcia.palhares@uniube.br) RACHEL INÊS DA SILVA (bcpt2@uniube.br)

Leia mais

Mesmo em uma construtora de menor porte, o processo de gestão pode ser bastante complexo. Este guia traz dicas de gerenciamento para atingir os

Mesmo em uma construtora de menor porte, o processo de gestão pode ser bastante complexo. Este guia traz dicas de gerenciamento para atingir os Mesmo em uma construtora de menor porte, o processo de gestão pode ser bastante complexo. Este guia traz dicas de gerenciamento para atingir os melhores resultados. 2 ÍNDICE SOBRE O SIENGE INTRODUÇÃO 01

Leia mais

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br Disciplina: Curso de Tecnologia em Redes de Computadores Auditoria e Análise de Segurança da Informação - 4º período Professor: José Maurício S. Pinheiro AULA

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL Introdução A partir da década de 90 as transformações ocorridas nos aspectos: econômico, político, social, cultural,

Leia mais

ASSUNTO DO MATERIAL DIDÁTICO: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS DECISÕES GERENCIAIS NA ERA DA INTERNET

ASSUNTO DO MATERIAL DIDÁTICO: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS DECISÕES GERENCIAIS NA ERA DA INTERNET AULA 05 ASSUNTO DO MATERIAL DIDÁTICO: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E AS DECISÕES GERENCIAIS NA ERA DA INTERNET JAMES A. O BRIEN MÓDULO 01 Páginas 26 à 30 1 AULA 05 DESAFIOS GERENCIAIS DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Leia mais

PORTARIA TC Nº 437, 23 DE SETEMBRO DE 2015

PORTARIA TC Nº 437, 23 DE SETEMBRO DE 2015 PORTARIA TC Nº 437, 23 DE SETEMBRO DE 2015 Disciplina os procedimentos para gestão de incidentes de segurança da informação e institui a equipe de tratamento e resposta a incidentes em redes computacionais

Leia mais

Faculdade de Tecnologia SENAI Porto Alegre Aula 1

Faculdade de Tecnologia SENAI Porto Alegre Aula 1 Faculdade de Tecnologia SENAI Porto Alegre Aula 1 Prof. Me. Humberto Moura humberto@humbertomoura.com.br Evolução da TI Postura TI Níveis de TI Princípios de TI (papel da TI perante o negócio) Arquitetura

Leia mais

Como usar o monitoramento de mídias sociais numa campanha política

Como usar o monitoramento de mídias sociais numa campanha política Como usar o monitoramento de mídias sociais numa campanha política No Brasil, há poucas experiências conhecidas de uso de ferramentas de monitoramento de mídias sociais em campanhas políticas. Uma delas

Leia mais

A história do Balanço Social

A história do Balanço Social C A P Í T U L O 1 A história do Balanço Social D esde o início do século XX registram-se manifestações a favor de ações sociais por parte de empresas. Contudo, foi somente a partir da década de 1960, nos

Leia mais

RELATÓRIO SOBRE A GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL NO BANCO BMG

RELATÓRIO SOBRE A GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL NO BANCO BMG SUPERINTENDÊNCIA DE CONTROLE GERÊNCIA DE CONTROLE DE TESOURARIA ANÁLISE DE RISCO OPERACIONAL RELATÓRIO SOBRE A GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL NO BANCO BMG Belo Horizonte 01 de Julho de 2008 1 SUMÁRIO 1. Introdução...02

Leia mais

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica Desafios para a Indústria Eletroeletrônica 95 O texto aponta as características das áreas da indústria eletroeletrônica no país e os desafios que este setor tem enfrentado ao longo das últimas décadas.

Leia mais

DICA 1. VENDA MAIS ACESSÓRIOS

DICA 1. VENDA MAIS ACESSÓRIOS DICA 1. VENDA MAIS ACESSÓRIOS Uma empresa sem vendas simplesmente não existe, e se você quer ter sucesso com uma loja você deve obrigatoriamente focar nas vendas. Pensando nisso começo este material com

Leia mais

Redes Sociais Em Apoio À Tomada De Decisão

Redes Sociais Em Apoio À Tomada De Decisão Redes Sociais Em Apoio À Tomada De Decisão Este assunto normalmente é tratado quando se aborda a coleta de dados no ciclo de Inteligência. No entanto, o fenômeno das redes sociais, atualmente, cresceu

Leia mais

AUDITORIAS DE VALOR FN-HOTELARIA, S.A.

AUDITORIAS DE VALOR FN-HOTELARIA, S.A. AUDITORIAS DE VALOR FN-HOTELARIA, S.A. Empresa especializada na concepção, instalação e manutenção de equipamentos para a indústria hoteleira, restauração e similares. Primeira empresa do sector a nível

Leia mais

Guaiaquil tira proveito da IoE para oferecer à população os benefícios da telemedicina e do governo eletrônico

Guaiaquil tira proveito da IoE para oferecer à população os benefícios da telemedicina e do governo eletrônico Guaiaquil tira proveito da IoE para oferecer à população os benefícios da telemedicina e do governo eletrônico RESUMO EXECUTIVO Objetivo Melhorar a vida dos moradores e ajudálos a serem bem-sucedidos na

Leia mais

Inteligência Competitiva e Tecnológica

Inteligência Competitiva e Tecnológica Inteligência Competitiva e Tecnológica Gilda Massari Coelho, Lúcia Regina Fernandes, Cícera Henrique da Silva, Vera Lúcia Maria Lellis A globalização constitui uma chave essencial para explicar os fenomênos

Leia mais

Criação e Implantação de um Núcleo de Inteligência Competitiva Setorial para o Setor de Farmácias de Manipulação e Homeopatia.

Criação e Implantação de um Núcleo de Inteligência Competitiva Setorial para o Setor de Farmácias de Manipulação e Homeopatia. Criação e Implantação de um Núcleo de Inteligência Competitiva Setorial para o Setor de Farmácias de Manipulação e Homeopatia Elisabeth Gomes 6º Conferencia Anual de Inteligência Competitiva IBC São Paulo

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA ESTRATÉGIA NA INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA ESTRATÉGIA NA INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE Revista Ceciliana Jun 5(1): 1-6, 2013 ISSN 2175-7224 - 2013/2014 - Universidade Santa Cecília Disponível online em http://www.unisanta.br/revistaceciliana EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA

Leia mais

Como Ultrapassar as Barreiras para Implantação de Testagem

Como Ultrapassar as Barreiras para Implantação de Testagem ELETROBRAS TERMONUCLEAR S.A. Diretoria de Administração e Finanças DA Superintendência de Recursos Humanos SH.A Gerência de Desenvolvimento e Capacitação- GDC.A Como Ultrapassar as Barreiras para Implantação

Leia mais

Curso de Engenharia de Produção. Manutenção dos Sistemas de Produção

Curso de Engenharia de Produção. Manutenção dos Sistemas de Produção Curso de Engenharia de Produção Manutenção dos Sistemas de Produção Introdução: As Atividades de Manutenção devem ser pensadas estrategicamente de maneira a contribui para resultado da empresa rumo a Excelência

Leia mais

Roteiro para planejamento de cenários na gestão financeira

Roteiro para planejamento de cenários na gestão financeira Roteiro para planejamento de cenários na gestão financeira Planejamento Performance Dashboard Plano de ação Relatórios Indicadores A sua empresa sabe como se preparar para as incertezas do futuro? Conheça

Leia mais

IMPORTANTES ÁREAS PARA SUCESSO DE UMA EMPRESA

IMPORTANTES ÁREAS PARA SUCESSO DE UMA EMPRESA IMPORTANTES ÁREAS PARA SUCESSO DE UMA EMPRESA SILVA, Paulo Henrique Rodrigues da Discente da Faculdade de Ciências Jurídicas e Gerencias E-mail: ph.rs@hotmail.com SILVA, Thiago Ferreira da Docente da Faculdade

Leia mais

Atualmente, as organizações de uma

Atualmente, as organizações de uma Uma estratégia competitiva para laboratórios de calibração e ensaios no cenário atual Conheça um modelo gerencial para laboratórios de calibração e ensaios, alinhando a qualidade necessária à realização

Leia mais

CONTROLE ESTRATÉGICO

CONTROLE ESTRATÉGICO CONTROLE ESTRATÉGICO RESUMO Em organizações controlar significa monitorar, avaliar e melhorar as diversas atividades que ocorrem dentro de uma organização. Controle é fazer com que algo aconteça como foi

Leia mais

ITIL - Por que surgiu? Dependências de TI; A qualidade, quantidade e disponibilidade de infra-estrutura de TI afetam diretamente;

ITIL - Por que surgiu? Dependências de TI; A qualidade, quantidade e disponibilidade de infra-estrutura de TI afetam diretamente; ITIL ITIL - Por que surgiu? Dependências de TI; A qualidade, quantidade e disponibilidade de infra-estrutura de TI afetam diretamente; ITIL Mas o que gerenciar? Gerenciamento de Serviço de TI. Infra-estrutura

Leia mais

Módulo 4.1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Módulo 4.1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Módulo 4.1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EVOLUÇÃO DA COMPETIÇÃO NOS NEGÓCIOS 1. Revolução industrial: Surgimento das primeiras organizações e como consequência, a competição pelo mercado de commodities. 2.

Leia mais

A Organização orientada pela demanda. Preparando o ambiente para o Drummer APS

A Organização orientada pela demanda. Preparando o ambiente para o Drummer APS A Organização orientada pela demanda. Preparando o ambiente para o Drummer APS Entendendo o cenário atual As organizações continuam com os mesmos objetivos básicos: Prosperar em seus mercados de atuação

Leia mais

Prof. Fabiano Geremia

Prof. Fabiano Geremia PLANEJAMENTO ESTRÁTEGICO PARA ARRANJOS PRODUTIVOS CURSO INTERMEDIÁRIO PARA FORMULADORES DE POLÍTICAS Prof. Fabiano Geremia Planejamento Estratégico ementa da disciplina Planejamento estratégico e seus

Leia mais

Política de Responsabilidade Socioambiental

Política de Responsabilidade Socioambiental Política de Responsabilidade Socioambiental SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO... 3 2 OBJETIVO... 3 3 DETALHAMENTO... 3 3.1 Definições... 3 3.2 Envolvimento de partes interessadas... 4 3.3 Conformidade com a Legislação

Leia mais

Marketing Estratégico no Agronegócio Brasileiro

Marketing Estratégico no Agronegócio Brasileiro Marketing Estratégico no Agronegócio Brasileiro Prof. Adriano Alves Fernandes DCAB - Departamento de Ciências Agrárias e Biológicas CEUNES - Universidade Federal do Espírito Santo 1- Introdução Uma grande

Leia mais

Competitividade: uma barreira instransponível?

Competitividade: uma barreira instransponível? Competitividade: uma barreira instransponível? Alfredo Fonceca Peris A discussão sobre a importância do setor industrial para o crescimento e o desenvolvimento da economia brasileira ganhou um novo capítulo

Leia mais

Gestão de Relacionamento com o Cliente CRM

Gestão de Relacionamento com o Cliente CRM Gestão de Relacionamento com o Cliente CRM Fábio Pires 1, Wyllian Fressatti 1 Universidade Paranaense (Unipar) Paranavaí PR Brasil pires_fabin@hotmail.com wyllian@unipar.br RESUMO. O projeto destaca-se

Leia mais

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS APRESENTAÇÃO ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS Breve histórico da instituição seguido de diagnóstico e indicadores sobre a temática abrangida pelo projeto, especialmente dados que permitam análise da

Leia mais

UNIP UNIVERSIDADE PAULISTA

UNIP UNIVERSIDADE PAULISTA UNIP UNIVERSIDADE PAULISTA GERENCIAMENTO DE REDES Segurança Lógica e Física de Redes 2 Semestre de 2012 SEGURANÇA FÍSICA Introdução Recomendações para o controle do acesso físico Política de segurança

Leia mais

Processo de Planejamento Estratégico

Processo de Planejamento Estratégico Processo de Planejamento Estratégico conduzimos o nosso negócio? Onde estamos? Definição do do Negócio Missão Visão Análise do do Ambiente Externo e Interno Onde queremos Chegar? poderemos chegar lá? saberemos

Leia mais

Políticas de Segurança da Informação. Aécio Costa

Políticas de Segurança da Informação. Aécio Costa Aécio Costa A segurança da informação é obtida a partir da implementação de um conjunto de controles adequados, incluindo políticas, processos, procedimentos, estruturas organizacionais e funções de software

Leia mais

ERP. Enterprise Resource Planning. Planejamento de recursos empresariais

ERP. Enterprise Resource Planning. Planejamento de recursos empresariais ERP Enterprise Resource Planning Planejamento de recursos empresariais O que é ERP Os ERPs em termos gerais, são uma plataforma de software desenvolvida para integrar os diversos departamentos de uma empresa,

Leia mais

Resultados da Pesquisa

Resultados da Pesquisa Resultados da Pesquisa 1. Estratégia de Mensuração 01 As organizações devem ter uma estratégia de mensuração formal e garantir que a mesma esteja alinhada com os objetivos da empresa. Assim, as iniciativas

Leia mais

Página 1 de 19 Data 04/03/2014 Hora 09:11:49 Modelo Cerne 1.1 Sensibilização e Prospecção Envolve a manutenção de um processo sistematizado e contínuo para a sensibilização da comunidade quanto ao empreendedorismo

Leia mais

COMO ENTENDER O VALOR EMPRESARIAL DOS SISTEMAS E COMO GERENCIAR A MUDANÇA

COMO ENTENDER O VALOR EMPRESARIAL DOS SISTEMAS E COMO GERENCIAR A MUDANÇA Capítulo 13 COMO ENTENDER O VALOR EMPRESARIAL DOS SISTEMAS E COMO GERENCIAR A MUDANÇA 13.1 2003 by Prentice Hall OBJETIVOS Como nossa empresa pode medir os benefícios de nossos sistemas de informação?

Leia mais

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO TAREFAS ESTRUTURA PESSOAS AMBIENTE TECNOLOGIA ÊNFASE NAS TAREFAS Novos mercados e novos conhecimentos ÊNFASE

Leia mais

Segurança a da Informação Aula 05. Aula 05

Segurança a da Informação Aula 05. Aula 05 Segurança a da Informação 26/9/2004 Prof. Rossoni, Farias 1 Análise do risco econômico para a segurança: a: Não háh almoço o grátis; alguém m sempre paga a conta. Qual é o valor da conta da segurança para

Leia mais

Administração de Ativos de TI. Prof. André Montevecchi

Administração de Ativos de TI. Prof. André Montevecchi Administração de Ativos de TI Prof. André Montevecchi Introdução a ITIL Em um mundo altamente competitivo, de mudanças constantes e inesperadas, é preciso ter flexibilidade e agilidade suficientes para

Leia mais

Fornecendo Inteligência, para todo o mundo, a mais de 20 anos.

Fornecendo Inteligência, para todo o mundo, a mais de 20 anos. Fornecendo Inteligência, para todo o mundo, a mais de 20 anos. Fundada em 1989, a MicroStrategy é fornecedora líder Mundial de plataformas de software empresarial. A missão é fornecer as plataformas mais

Leia mais

Unidade IV ESTRATÉGIA COMPETITIVA. Profa. Lérida Malagueta

Unidade IV ESTRATÉGIA COMPETITIVA. Profa. Lérida Malagueta Unidade IV ESTRATÉGIA COMPETITIVA Profa. Lérida Malagueta Estratégia competitiva Já conhecemos os conceitos sobre a teoria da decisão estratégica e de como competem e cooperam: Os decisores As empresas

Leia mais

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EMPRESARIAL

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EMPRESARIAL PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EMPRESARIAL SANTOS, Caio de Oliveira Siqueira Discente da Faculdade de Ciências Jurídicas e Gerenciais/ACEG E-Mail: caio_oss@hotmail.com LOURENÇO, Danilo Mateus Discente da Faculdade

Leia mais

18/06/2009. Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br.

18/06/2009. Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br. Marketing Ambiental Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. O que temos visto e ouvido falar das empresas ou associado a elas? Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br 2 3 Sílvia

Leia mais

Responda as questões. (Passe as respostas para o gabarito. Total de pontos no caso de

Responda as questões. (Passe as respostas para o gabarito. Total de pontos no caso de Campus Marquês - SP Atividades para NP2 Curso: Semestre: Turma: Disciplina: Tec. Aplicada a Segurança Professor: Fragoso Aluno (a): RA: GABARITO - 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Responda

Leia mais

ERP. Planejamento de recursos empresariais

ERP. Planejamento de recursos empresariais ERP Enterprise Resource Planning Planejamento de recursos empresariais ERP Enterprise Resource Planning -Sistema de Gestão Empresarial -Surgimento por volta dos anos 90 -Existência de uma base de dados

Leia mais

Sistema Integrado de Gestão ERP. Prof: Edson Thizon ethizon@gmail.com

Sistema Integrado de Gestão ERP. Prof: Edson Thizon ethizon@gmail.com Sistema Integrado de Gestão ERP Prof: Edson Thizon ethizon@gmail.com Tecnologia da Informação. O que é TI? TI no mundo dos negócios Sistemas de Informações Gerenciais Informações Operacionais Informações

Leia mais

Tecnologia da Informação. Sistema Integrado de Gestão ERP ERP

Tecnologia da Informação. Sistema Integrado de Gestão ERP ERP Tecnologia da Informação. Sistema Integrado de Gestão ERP Prof: Edson Thizon ethizon@gmail.com O que é TI? TI no mundo dos negócios Sistemas de Informações Gerenciais Informações Operacionais Informações

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS Versão 2.0 09/02/2015 Sumário 1 Objetivo... 3 1.1 Objetivos Específicos... 3 2 Conceitos... 4 3 Princípios... 5 4 Diretrizes... 5 4.1

Leia mais

RESUMO FUNÇÃO DO COMPLIANCE

RESUMO FUNÇÃO DO COMPLIANCE RESUMO FUNÇÃO DO COMPLIANCE O foco da Cartilha Função de Compliance é integrar as atividades de compliance com as boas práticas de governança corporativa e de Gestão de Riscos, os quais os bancos têm buscado

Leia mais

Consultoria! O que é e como usar?

Consultoria! O que é e como usar? Consultoria! O que é e como usar? Luciano Terra Afinal, o que é consultoria? Percebe-se que, para muitos, o termo Consultoria, assim como Marketing, Rightsizing, Merchandising, Downsizing e tantos outros,

Leia mais

Coordenadoria de Tecnologia da Informação. Documentos Formais. Governança de Auditoria Interna de TI com AGIL-GPR

Coordenadoria de Tecnologia da Informação. Documentos Formais. Governança de Auditoria Interna de TI com AGIL-GPR Coordenadoria de Tecnologia da Informação Documentos Formais Governança de Auditoria Interna de TI com AGIL-GPR NOV/2011 1 Sumário 1 Introdução... 03 2 Políticas de Governança de Auditoria Interna de TI...

Leia mais

SPEKTRUM SOLUÇÕES DE GRANDE PORTE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS SPEKTRUM SAP Partner 1

SPEKTRUM SOLUÇÕES DE GRANDE PORTE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS SPEKTRUM SAP Partner 1 SPEKTRUM SOLUÇÕES DE GRANDE PORTE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS SPEKTRUM SAP Partner 1 PROSPERE NA NOVA ECONOMIA A SPEKTRUM SUPORTA A EXECUÇÃO DA SUA ESTRATÉGIA Para as empresas que buscam crescimento

Leia mais

REVIE Rede de Melhores Práticas para MKT e Vendas

REVIE Rede de Melhores Práticas para MKT e Vendas REVIE Rede de Melhores Práticas para MKT e Vendas Este artigo foi publicado originalmente em abril de 2009 por Daniela Ramos Teixeira no portal Meta Análise. Este é o 1º dos artigos da série que Daniela

Leia mais

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr.

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr. A Chave para o Sucesso Empresarial José Renato Sátiro Santiago Jr. Capítulo 1 O Novo Cenário Corporativo O cenário organizacional, sem dúvida alguma, sofreu muitas alterações nos últimos anos. Estas mudanças

Leia mais

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Prof. Roberto Marcello SI Sistemas de gestão A Gestão dos Sistemas Integrados é uma forma organizada e sistemática de buscar a melhoria de resultados.

Leia mais

Unidade de Projetos. Grupo Temático de Comunicação e Imagem. Termo de Referência para desenvolvimento da gestão de Marcas Setoriais.

Unidade de Projetos. Grupo Temático de Comunicação e Imagem. Termo de Referência para desenvolvimento da gestão de Marcas Setoriais. Unidade de Projetos de Termo de Referência para desenvolvimento da gestão de Marcas Setoriais Branding Agosto de 2009 Elaborado em: 3/8/2009 Elaborado por: Apex-Brasil Versão: 09 Pág: 1 / 8 LÍDER DO GRUPO

Leia mais

Emilio Botín: O objetivo é nos tornarmos o banco privado número um do Brasil

Emilio Botín: O objetivo é nos tornarmos o banco privado número um do Brasil Nota de Imprensa Emilio Botín: O objetivo é nos tornarmos o banco privado número um do Brasil Presidente mundial do Banco Santander apresenta em São Paulo o Plano Estratégico 2008-2010 para o A integração

Leia mais

ATENÇÃO: ESTE ARTIGO NÃO PODERÁ SER UTILIZADO PARA FINS COMERCIAIS. DEVERÁ OBRIGATORIAMENTE SER REFERENCIADO COMO:

ATENÇÃO: ESTE ARTIGO NÃO PODERÁ SER UTILIZADO PARA FINS COMERCIAIS. DEVERÁ OBRIGATORIAMENTE SER REFERENCIADO COMO: ATENÇÃO: ESTE ARTIGO NÃO PODERÁ SER UTILIZADO PARA FINS COMERCIAIS. DEVERÁ OBRIGATORIAMENTE SER REFERENCIADO COMO: Fabre, Jorge Leandro; Carvalho, José Oscar Fontanini de. (2004). Uma Taxonomia para Informações

Leia mais

A Sombra do Imposto. Propostas para um sistema de impostos mais simples e justo Simplifica Já

A Sombra do Imposto. Propostas para um sistema de impostos mais simples e justo Simplifica Já A Sombra do Imposto Propostas para um sistema de impostos mais simples e justo Simplifica Já Expediente A Sombra do Imposto Cartilha produzida pelo Sistema Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná).

Leia mais

Ficha de informação 1 POR QUE RAZÃO NECESSITA A UE DE UM PLANO DE INVESTIMENTO?

Ficha de informação 1 POR QUE RAZÃO NECESSITA A UE DE UM PLANO DE INVESTIMENTO? Ficha de informação 1 POR QUE RAZÃO NECESSITA A UE DE UM PLANO DE INVESTIMENTO? Desde a crise económica e financeira mundial, a UE sofre de um baixo nível de investimento. São necessários esforços coletivos

Leia mais

Conceitos de segurança da informação. Prof. Nataniel Vieira nataniel.vieira@gmail.com

Conceitos de segurança da informação. Prof. Nataniel Vieira nataniel.vieira@gmail.com Conceitos de segurança da informação Prof. Nataniel Vieira nataniel.vieira@gmail.com Introdução A infraestrutura de rede, os serviços e dados contidos nos computadores ligados a ela são bens pessoais,

Leia mais

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO PLANO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA Flash Lan House: FOCO NO ALINHAMENTO ENTRE CAPITAL HUMANO E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Leia mais

GESTÃO FINANCEIRA para FICAR NO Azul

GESTÃO FINANCEIRA para FICAR NO Azul GESTÃO FINANCEIRA para ficar no azul índice 03 Introdução 04 Capítulo 1 O que é gestão financeira? 06 Capítulo 2 Gestão financeira e tomada de decisões 11 13 18 Capítulo 3 Como projetar seu fluxo financeiro

Leia mais

COMO A GIR NA CRI $E 1

COMO A GIR NA CRI $E 1 1 COMO AGIR NA CRI$E COMO AGIR NA CRISE A turbulência econômica mundial provocada pela crise bancária nos Estados Unidos e Europa atingirá todos os países do mundo, com diferentes níveis de intensidade.

Leia mais