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1 Oficina Índice de Desenvolvimento Humano IDH CH / EM Oficina CH/EM Caro Monitor, Esta oficina tem por objetivo analisar as principais características de um dos principais indicadores socioeconômicos utilizados na atualidade o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Ela busca fornecer subsídios para que o aluno compreenda o uso do indicador e reflita sobre os níveis de desenvolvimento e qualidade de vida dos lugares, podendo comparar as diferentes realidades dos países, regiões, estados e municípios. Desta forma, essa sequência didática deverá ser aplicada por você no dia da oficina, conforme determinação do calendário. Recomendamos que, antes da execução da oficina com os alunos, você estude as estratégias e os conteúdos indicados e, em caso de dúvida, entre em contato com os coordenadores de Ciências Humanas. Bom trabalho! I. Objetivos gerais O objetivo geral desta oficina consiste em apresentar e discutir os aspectos mais importantes para o entendimento do indicador socioeconômico, criado em 1990, pelo Programa das Nações Unidas O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Nesta oficina contemplaremos as habilidades H2, H17, H39 e H41 da Matriz de Referência para Avaliação da EJA (Ciências Humanas EM). Por se tratar de uma oficina interdisciplinar, lembramos que nela será abordada simultaneamente os conteúdos de Geografia e Sociologia. Setor de Educação de Jovens e Adultos 1

2 II. Objetivos específicos e habilidades a ser desenvolvidas compreender os critérios para elaboração do IDH; identificar e diferenciar áreas com diferentes índices de desenvolvimento humano; analisar as disparidades nos níveis de desenvolvimento em diversos recortes do espaço geográfico, bem como as suas consequências para a sociedade. III. Conteúdos Indicadores econômicos: PIB, PIB per capita; Índice de Desenvolvimento Humano; Classificação do IDH; Desigualdades socioeconômicas entre os países; Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM); Desigualdades socioeconômicas no Brasil. IV. Recursos Material do Aluno; Dicionário de Língua Portuguesa; Atlas Geográfico Escolar para os alunos; Lápis de cor; Computador, projetor e telão. V. Metodologia / Estratégia Para que a oficina seja realizada, será necessário preparar os equipamentos de reprodução audiovisual para o dia da oficina (computador, projetor e telão) e providenciar lápis de cor, Atlas Geográfico Escolar e as cópias do Material do Aluno da Oficina CH IDH para todos os alunos, para que eles possam acompanhar as atividades propostas. Reiteramos a necessidade de você se preparar previamente para essa oficina, realizando a leitura da sequência e dos exercícios propostos, a fim de que haja tempo hábil para que, em caso de eventuais dúvidas, você possa entrar em contato com os professores da área de Ciências Humanas. Setor de Educação de Jovens e Adultos 2

3 Nesse material, incluímos as respostas dos questionamentos propostos, bem como algumas indagações que você, monitor, pode propor ao longo das discussões. Lembre-se que você é o mediador do processo de aprendizagem e, por isso, deve incentivar seu aluno a participar dessa oficina. Ao longo de toda a atividade, trabalharemos a partir de conhecimentos prévios de cada um. Desta forma, é fundamental que todos participem e contribuam para o desenvolvimento do trabalho. Planeje-se, organize o seu tempo e cuide para não oferecer respostas antecipadas, antes mesmo dos alunos envolvidos apresentarem suas considerações. Lembre-se que as respostas aqui presentes são apenas possibilidades e você deve levar em consideração as informações apresentadas pela turma. Assim sendo, você pode adaptar a sequência sugerida de acordo com as necessidades e o perfil de seus alunos, tomando cuidado para que as habilidades, os objetivos e os conteúdos propostos sejam desenvolvidos. Ressaltamos que essa oficina foi elaborada para ser aplicada em duas aulas na modalidade Presencial e em um plantão na modalidade EaD. Para os monitores da modalidade Presencial, sugerimos que as Partes 1 e 2 sejam aplicadas no primeiro dia, e as Partes 3 e 4, no segundo. Para os monitores da modalidade EaD, priorizem as Partes 2 e 3. Caso não haja tempo suficiente para que se trabalhe toda a oficina, sugerimos que você resgate os exercícios em outros momentos, tais como: Exercícios de estudo para casa (reservando um momento para correção); Exercícios de estudo em sala (ou ao término da teleaula correspondente ao tema); Plantões de dúvida (modalidade EaD); Revisões. Sugerimos, também, que você mantenha um dicionário na sala de aula durante a atividade, para que, em caso de dúvidas com alguns verbetes, você e os alunos possam consultá-los imediatamente. Setor de Educação de Jovens e Adultos 3

4 VI. Sugestão de sequência didática O monitor deve entregar o Material do Aluno e iniciar a oficina apresentando aos alunos algumas informações sobre a temática. Parte 1 Indicadores Sociais Tempo estimado: 30 minutos Monitor, inicie a oficina lendo os dois primeiros parágrafos da Parte 1. Diga aos alunos que até a criação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) o indicador que vamos analisar nessa oficina a qualidade de vida da população era medida por dois indicadores, o PIB (Produto Interno Bruto) e do PIB per capita. Mostre aos alunos que essa maneira de se dimensionar a qualidade de vida pode ser equivocada, uma vez que o PIB consiste na soma monetária da produção interna, ou seja, toda a riqueza gerada por um país, em um determinado período (geralmente um ano). Assim, o PIB, na verdade, não avalia a riqueza de uma população, mas o grau de desenvolvimento econômico de um país. Da mesma forma, o PIB per capita, que representa a renda média anual de cada habitante de um país, região, estado ou município (soma do PIB dividido pela população), mostra apenas uma média, deixando de revelar as desigualdades e a má distribuição de renda que acontece em países como o Brasil, onde uma minoria privilegiada tem altos rendimentos, enquanto a maioria da população sobrevive com baixos salários, alguns sem empregos formais. Apresente a figura da página 2, mostrando que a soma das riquezas produzidas no Brasil (agricultura, indústria e serviços) equivale ao PIB, e que esse valor, dividido pela população, contabiliza o PIB per capita. O terceiro quadro da figura enfatiza que esses indicadores não levam em conta a má distribuição de renda. Para exemplificar como é feito o cálculo do PIB per capita, use o exemplo das páginas 2 e 3. Com isso, enfatize que o PIB é o melhor indicador econômico, mas não pode ser considerado um bom indicador de qualidade de vida de uma população. Desta forma, pensando justamente nessas questões, que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o PNUD (que é uma das agências da ONU) criou o IDH. Setor de Educação de Jovens e Adultos 4

5 Exercício 1 Nesta primeira etapa, você deve fazer a leitura do enunciado com os alunos, atentando-se para os dados que são apresentados. Nesse momento, questione-os se eles têm conhecimento dessas informações. Além disso, enfatize a discrepância das posições que o Brasil ocupa nos dois rankings (7º e 85º). Para responder o exercício, espera-se que os alunos analisem a frase Crescimento econômico não é sinônimo de desenvolvimento, e reflitam sobre o seu conteúdo. Isto é, ao realizar o exercício, espera-se que os alunos percebam que apesar da economia brasileira apresentar um alto padrão de crescimento, esse não se reverte em melhorias e boa qualidade de vida para a maior parte da população. Você pode usar como exemplo o ano de 2010, quando o PIB brasileiro cresceu 7,5% tornando-se a terceira economia que mais aumentou naquele ano, atrás apenas de China e Índia. Por possuir uma grande concentração de renda, a riqueza gerada no país não é distribuída de forma igualitária, e concentra-se nas mãos de poucos, o que agrava as desigualdades sociais. Assim, mesmo estando entre as 10 maiores economias do mundo, apenas uma pequena parcela da população tem acesso a serviços de qualidade, como saúde e educação, o que nos coloca em uma situação apenas intermediária no ranking de desenvolvimento humano. Para dar continuidade a esse processo de entendimento da má distribuição de renda que ocorre no Brasil, use a tabela da página 4 para indicar como a população mais rica (classes A e B) fica com mais de 75% da renda nacional. Enquanto as classes mais baixas (C, D e E) concentram menos de 25% dessa fatia. Use o exemplo do bolo para exemplificar essas informações. Exercício 2 No item A, espera-se que o aluno responda que o PIB per capita não representa a real distribuição de riquezas do Brasil, uma vez que desconsidera as possíveis desigualdades sociais de um país. Na verdade, ele indica apenas a média dos rendimentos, uma vez que divide o PIB pelo total da população. No item B, o aluno deve compreender que um PIB alto não necessariamente indica que a pobreza foi eliminada, tendo em vista que a exclusão, a concentração de renda e as desigualdades são muito grandes e impedem que toda a riqueza gerada no país seja distribuída e revertida em benefícios e melhorias para toda a população. Setor de Educação de Jovens e Adultos 5

6 No item C, apesar de ser uma questão com resposta pessoal, você pode levar os alunos a refletirem sobre a validade de se usar indicadores econômicos para medir o desenvolvimento de uma população. Munidos das respostas dos exercícios A e B, os alunos devem compreender que a análise da qualidade de vida a partir dos indicadores citados torna-se incompleta, pois eles não levam em consideração o bem estar da população, tampouco as dimensões da vida que possibilitam esse bem estar, como é caso de um bom nível de instrução e conhecimento, e uma vida longa e saudável. Monitor, utilize as conclusões desse exercício para introduzir a Parte 2, na qual apresentaremos um outro indicador (IDH), que busca analisar outras dimensões da vida e atender expectativas que o PIB e o PIB per capita não resolvem. Parte 2 Índice de Desenvolvimento Humano Tempo estimado: 30 minutos Nessa segunda etapa, apresentamos um texto base que lhe ajudará a explicar os principais parâmetros utilizados para medir o IDH de um país. Antes de começar, relembre com os alunos que foi justamente a necessidade de se analisar outros parâmetros, além da renda, que levou o PNUD a criar esse indicador socioeconômico. O próprio nome já indica que se trata de um índice que vai medir o desenvolvimento econômico e social de um país (estado ou município). Destaque que o IDH é um indicador que mede o bem-estar da população e leva em consideração três critérios básicos: acesso à saúde, educação e renda. Isto é, enfatize que ele mede a qualidade de vida da população e varia de 0 a 1; isso significa dizer que, quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano. Use os exemplos da Noruega, República Democrática do Congo e Níger (página 6), para mostrar como devemos interpretar esse indicador. Ao comparar os dados dos países, mostre que o IDH da Noruega (que está muito próximo de 1) é muito elevado, ou seja, a qualidade de vida dos habitantes desse país é muito alta. Peça para que os alunos deem exemplos que mostrem essa ótima qualidade de vida (saúde e educação gratuitas e de qualidade, acesso a serviços básicos, saneamento básico, baixos índices de criminalidade etc.). Destaque que o IDH considera três indicadores fundamentais: esperança ou expectativa de vida; grau de instrução (que considera os anos esperados de escolaridade para as crianças em idade escolar e a média de anos de estudos da população adulta); renda média anual. Setor de Educação de Jovens e Adultos 6

7 Não deixe de mostrar para os alunos que o PNUD alterou a maneira de calcular o IDH e, por isso, também alterou a classificação dos países. É importante que você mostre essa mudança, pois muitos livros ainda apresentam a classificação antiga. Para mostrar o equívoco de utilizarmos a classificação antiga, use o caso do Brasil como exemplo. Em 2012, o Brasil apresentou um IDH de 0,730 e ficou na 85º colocação no ranking. Essa classificação o deixou no segundo bloco o grupo de países que apresentaram IDH alto (ou elevado). Se levássemos em consideração a classificação antiga, o Brasil estaria no grupo de países com IDH médio (onde o IDH varia de 0,500 a 0,799). Mostre a tabela da página 9, que apresenta o IDH de alguns países no ano de 2012 e permita que os alunos comparem alguns valores. Destaque a posição do Brasil nessa classificação. Para mostrar os índices de desenvolvimento humano no mundo, apresentamos um mapa de apoio na página 10, contudo, sugerimos que você reproduza, no telão, o mapa do site UOL Notícias (ou o mapa do site O Globo, como alternativa, caso o primeiro apresente algum problema). Como o mapa reproduzido no material do aluno está em preto e branco, sugerimos que o exercício seja feito a partir dos mapas indicados nos sites. Os dois mapas são interativos e permitem que os alunos comparem o IDH dos países no mundo. Explore a ferramenta, passando o mouse sobre alguns países, revelando o IDH e a classificação de cada um deles no ranking. Não deixe de mostrar o Brasil, a Noruega, o Níger, a República Democrática do Congo e a China. Esse último país é um caso peculiar e lhe ajudará a retomar as reflexões do Exercício 1. A China é a segunda maior economia do mundo e, no ano de 2012, apresentou um IDH apenas médio (0,699). Isto é, outros países, assim como o Brasil, sofrem dos mesmos problemas, pois não conseguem reverter o grande crescimento econômico em desenvolvimento social. Links dos sites com artigos sobre o IDH 2012 (você pode escolher qualquer uma das duas opções): UOL <http://noticias.uol.com.br/infograficos/2013/03/14/brasil-fica-na-85-posicao-no-ranking-mundialde-idh-veja-resultado-de-todos-os-paises.htm>. O Globo <http://oglobo.globo.com/infograficos/idh-2012/>. Setor de Educação de Jovens e Adultos 7

8 Exercício 3 No item A, com a ajuda do mapa, os alunos deverão perceber que os países com os maiores índices de desenvolvimento humano estão na Europa, América do Norte e Oceania. Destaque para os alunos que esses países fazem parte de um grupo que conhecemos como desenvolvidos ou centrais. Já no item B, os alunos devem destacar os países da África e o Sudeste da Ásia. Lembre aos alunos que esses países fazem parte de um grupo que conhecemos como subdesenvolvidos ou periféricos. No item C, espera-se que os alunos descrevam algumas características que revelam os baixos índices de desenvolvimento humano do continente africano. Dentre eles, podemos destacar as altas taxas de natalidade e mortalidade infantil, fome e subnutrição, carência nos sistema de saúde, que não previne doenças (erradicadas em outras partes do mundo) através de vacinação, baixa expectativa de vida, ausência de recursos nos hospitais (ou mesmo ausência de hospitais, em alguns lugares), desemprego, falta de infraestrutura nas cidades, ausência de saneamento básico, dentre outros. As causas das péssimas condições de vida no continente, de maneira geral, podem ser explicadas pelo intenso processo de exploração que os africanos sofreram ao longo da história. Iniciando-se com a escravidão da população, no século 16, intensificando-se durante o Imperialismo do século 19, com a exploração dos recursos e da mão de obra pelos europeus, até os dias atuais, com a existência de governos corruptos e autoritários. Parte 3 Um raio X do IDH brasileiro Tempo estimado: 30 minutos Nessa última etapa, aponte que iremos analisar os avanços do IDH brasileiro nas últimas décadas. Apresente e faça a interpretação dos gráficos da página 12 com os alunos, destacando as principais informações contidas em cada um deles. Não deixe de incentivar a participação dos alunos nesse momento, uma vez que, é de suma importância que eles saibam fazer a leitura e analisar os dados ali contidos. Para auxiliá-lo, a página 13 apresenta um pequeno resumo dos dados que você pode extrair de cada um dos gráficos. Setor de Educação de Jovens e Adultos 8

9 Exercício 4 No item A, espera-se que os alunos percebam, a partir da interpretação dos gráficos, que os indicadores sociais brasileiros melhoraram nos últimos anos. Tal fato provocou um aumento do nosso IDH. Isto é, com a melhora no IDH, a qualidade de vida e o bem-estar do brasileiro também passaram por um processo de evolução. Contudo, sabe-se que, em uma sociedade desigual como a nossa, uma parcela considerável da população ainda não tem acesso a serviços de primeira necessidade. Portanto, apesar do avanço em nossos indicadores, é importante compreendermos que essa evolução não foi homogênea e ainda exclui muitos brasileiros. No item B, ao analisar o aumento da expectativa de vida do brasileiro, nos últimos anos, espera-se que os alunos percebam que o brasileiro, em média vive mais. Tal fato, apesar das diferenças sociais e regionais, revela que a qualidade de vida, no Brasil, melhorou nos últimos 30 anos. Como exemplo dessa melhoria, podemos citar a criação de amplos programas de vacinação e erradicação de doenças, construção de hospitais, aumento do acesso ao sistema público de saúde, programas de distribuição de remédios, combate à mortalidade infantil, melhoria na infraestrutura urbana e de saneamento básico. No item C, sugerimos que você retome os gráficos de educação (1) e (2) e mostre para os alunos que, em 30 anos, o Brasil conseguiu aumentar a média de anos de escolaridade, ou seja, se antes um brasileiro adulto permanecia apenas 2,6 anos na escola, atualmente, um adulto tem, em média, uma vida escolar de aproximadamente 7,2 anos. Da mesma forma, a expectativa de anos de estudo também cresceu, passando de 9,9 anos para 14,2 anos. Apesar dessa mudança considerável, espera-se que os alunos discutam que a educação brasileira ainda carece de atenção, dado que, o aumento do tempo na escolaridade, não necessariamente, significa uma melhora na qualidade do ensino. Dito de outra forma, nos últimos anos, o país aumentou o número de escolas e de alunos matriculados, contudo, a qualidade de nossa educação pública ainda é bastante questionada. Monitor, você pode usar esse momento da Oficina para discutir o papel da EJA no contexto da educação brasileira. Muitos dos adultos, que passaram pouco tempo na escola há alguns anos atrás, retornaram para a escola e são seus alunos atualmente. Discuta sobre a evasão escolar, os motivos que levaram os alunos a saírem das escolas (como a necessidade de trabalhar e sustentar a família, a distância das escolas) e levante, pelas experiências deles, os principais fatores que proporcionaram esse retorno à sala de aula. Setor de Educação de Jovens e Adultos 9

10 Parte 4 IDH brasileiro por Estados e regiões Tempo estimado: 30 minutos A última parte da oficina busca promover uma leitura mais minuciosa do IDH brasileiro, levando em consideração as diferenças regionais e estaduais. Para isso, apresentamos o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, o IDHM, um indicador nacional que adapta os parâmetros do cálculo do IDH, realizado pelo PNUD, para o contexto nacional, de forma a desenhar as dimensões de qualidade de vida para os estados e municípios, revelando as diferenças existentes entre eles. O texto da oficina pode ser usado como apoio, contudo, sugerimos que você apresente o vídeo Atlas Brasil O que é?, disponível no Portal <EJA > Biblioteca Digital > Ciências Humanas > Indicações > Vídeos>. Trata-se de um vídeo com menos de 5 minutos, elaborado pelo escritório brasileiro do PNUD, que retoma algumas características do IDH e apresenta o IDHM. É um vídeo importante, que apresentará um panorama geral daquilo que foi discutido ao longo dessa oficina. Nesse momento, você pode indicar também o site do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Nele, o aluno pode visualizar, de forma detalhada, todos os indicadores (municipais e estaduais) e mapas do IDHM brasileiro. Exercício 5 Depois de apresentar o vídeo, analise a tabela da página 15 para que os alunos possam preencher o mapa. Distribua os atlas escolares e instrua os alunos a primeiro localizar os 5 maiores IDHMs. Feito isso, peça para que eles localizem os estados e pinte-os no mapa disponibilizado no exercício. Por fim, ajude-os a preencher as siglas desses estados. Fique atento, pois o Distrito Federal faz parte desse universo. Depois, repita a operação para os estados com os menores IDHMs. Não se esqueça de instruir os alunos a completar a legenda! Setor de Educação de Jovens e Adultos 10

11 Depois de pintar o mapa, espera-se que os alunos completem as tabelas: a) Estado Sigla Região (IBGE) IDHM Distrito Federal DF Centro-Oeste 0,824 São Paulo SP Sudeste 0,783 Santa Catarina SC Sul 0,774 Rio de Janeiro RJ Sudeste 0,761 Paraná PR Sul 0,749 b) Estado Sigla Região (IBGE) IDHM Paraíba PB Nordeste 0,658 Pará PA Norte 0,646 Piauí PI Nordeste 0,646 Maranhão MA Nordeste 0,639 Alagoas AL Nordeste 0,631 Setor de Educação de Jovens e Adultos 11

12 Exercício 6 Nesse último exercício, o aluno deve analisar a tabela da página 15, o mapa e as tabelas do exercício anterior. Com essas informações, ele deve traçar o cenário do desenvolvimento humano brasileiro, apontando as principais diferenças regionais. Ao preencher o mapa e as tabelas, ele deve perceber que os maiores IDHMs se encontram nas regiões mais desenvolvidas do Brasil (Sudeste e Sul, ou o complexo regional Centro-Sul). Em contrapartida, os piores índices de desenvolvimento humano do país encontram-se nas regiões historicamente menos desenvolvidas: Norte e Nordeste. Com isso, é importante destacar que as discrepâncias entre as regiões provocam diferenças na qualidade de vida dos brasileiros. Você pode usar como exemplo dessas diferenças o próprio processo migratório no Brasil. O principal fluxo migratório no país, desde a década de 1950 até os dias de hoje, é o deslocamento de nordestinos para as grandes cidades do Sudeste. Muitos desses migrantes saem de sua região de origem em busca de melhores condições de vida e melhores oportunidades de trabalho. Os baixos IDHMs revelam justamente o porquê dessas migrações. É importante destacar que, historicamente, o Sudeste é uma região que se desenvolveu mais, principalmente, devido ao processo de industrialização, enquanto o Nordeste, por muito tempo, ficou à margem desse processo, apenas oferecendo mão de obra barata para as fábricas instaladas, sobretudo, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Monitor, não deixe de apontar que, apesar dessas diferenças regionais, existem grandes diferenças entre as próprias regiões ou mesmo entre estados e municípios. Basta lembrar-se das grandes periferias que se formam nas maiores capitais do país, e que concentram, em sua maioria, uma população menos abastada. Indicações Livros O índice de Desenvolvimento Humano Municipal Brasileiro. Série Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Brasília: PNUD, IPEA, FJP, 2013 Disponível em: <http://atlasbrasil.org.br/2013/>. Traça as principais características do desenvolvimento humano no Brasil, analisando a partir de dados municipais e estaduais. Para facilitar a análise, apresenta gráficos, mapas e tabelas interativas. Está disponível em versão online. Setor de Educação de Jovens e Adultos 12

13 Relatório do Desenvolvimento Humano A ascensão do Sul: progresso humano num mundo diversificado. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, Disponível em: <http://www.pnud.org.br/arquivos/rdh-2013.pdf>. Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que apresenta os principais parâmetros qualitativos e quantitativos, que embasam a elaboração do IDH no mundo. Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições da vida da população brasileira. IBGE, Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/ condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2012/default.shtm>. Conjunto de indicadores sociais que avalia a qualidade de vida, os níveis de bem estar da população e a efetivação dos direitos humanos e o acesso a diferentes serviços, bens e oportunidades. Sites UOL Notícias. Reportagem: Brasil continua na 85ª posição no ranking mundial de IDH; veja resultado de todos os países. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/infograficos/2013/03/14/brasil-fica-na-85- posicao-no-ranking-mundial-de-idh-veja-resultado-de-todos-os-paises.htm>. Acesso em 21: out h30min. O Globo Economia. Reportagem: Os resultados do IDH Disponível em: <http://oglobo.globo.com/infograficos/idh-2012/>. Acesso em: 21 out h30min. Vídeos Atlas Brasil O que é? Disponível no Portal <EJA > Biblioteca Digital > Ciências Humanas > Indicações > Vídeos>. Setor de Educação de Jovens e Adultos 13

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