Relatório produzido em conjunto por três agências das Nações Unidas

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2 Relatório produzido em conjunto por três agências das Nações Unidas Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Organização Internacional do Trabalho (OIT)

3 Considerações iniciais Segundo a experiência internacional o combate à pobreza e às desigualdades depende em grande parte do crescimento econômico sustentado Mas o crescimento econômico não é suficiente: faz diferença a maneira como a riqueza é criada e distribuída O trabalho é um elo articulador entre crescimento e desenvolvimento humano

4 Objetivo do Relatório Analisar as relações entre crescimento, desenvolvimento humano e trabalho decente, a partir da evolução recente do mercado de trabalho no Brasil

5 Estrutura Capítulo 1: Relação entre o ritmo de crescimento da produção e a geração de postos de trabalho formais e informais; evolução dos rendimentos e do emprego setorial Capítulo 2: Análise dos principais déficits de trabalho decente no Brasil Capítulo 3: Estudo quantitativo sobre as relações entre trabalho decente e desenvolvimento humano Capítulo 4: Informações sistematizadas sobre ações dos setores público e privado; elementos de uma estratégia para a geração de trabalho decente Anexos - CD Informações estatísticas, incluindo estimativa dos IDHs por Unidade da Federação (1990 a 2005) e 12 textos de base

6 O desempenho recente do mercado de trabalho Mudanças importantes no mercado de trabalho entre 1990 e 2005, determinadas pelas variações na produção e pelas reformas adotadas Nos últimos anos: Melhorou a relação produto-emprego Houve aumento significativo do nível geral de ocupação e da ocupação formal Ocorreu leve aumento nos rendimentos do trabalho Maior valorização da escolaridade na contratação

7 A OCUPAÇÃO É SENSÍVEL ÀS VARIAÇÕES DO PRODUTO (E DO CÂMBIO) A - Variação da Ocupação (% a.a.) B - Variação do PIB (% a.a.) Elasticidade (A/B)

8 A CONTRIBUIÇÃO DOS SETORES À VARIAÇÃO DA OCUPAÇÃO Setores Agricultura Indústria Ind. de Transformação Construção civil Serviços

9 TEM HAVIDO RECUPERAÇÃO NO RENDIMENTO MÉDIO M MENSAL DOS OCUPADOS (16 ANOS OU MAIS) (R$ de setembro de 2007)

10 Desenvolvimento Humano

11 Rondonia Acre Amazonas Roraima Pará Amapá Tocantins Maranhão Piauí Ceará Rio Grande do Norte Paraíba Pernambuco Alagoas Sergipe Bahia Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás Distrito Federal 80,0% 60,0% 40,0% 20,0% 0,0% -20,0% -40,0% HOUVE AUMENTO DO IDH ENTRE 1991 E 2005, COM DESTAQUE PARA O COMPONENTE EDUCAÇÃO (variação em %) IDH - EDUCAÇÃO IDH LONGEVIDADE IDH TOTAL IDH RENDA SUL

12 O Ciclo Virtuoso do Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente

13 Crescimento econômico Emprego Desenvolvimento humano Trabalho decente

14 O emprego formal contribui para o desenvolvimento humano (correlação por municípios em 2000) 1 0,9 0,8 IDH 0,7 0,6 0,5 0,4 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 taxa de ocupação formal

15 Relação trabalho infantil - IDH

16 Emprego, desenvolvimento humano e trabalho decente Crescimento econômico e geração de postos de trabalho contribuem para elevar o IDH, mas não são condição suficiente O relatório apresenta indicações de que o trabalho decente melhora o nível de bem-estar social (medido pelo IDH)

17 O Brasil Hoje

18 Trabalho Decente no Brasil Análise: evolução de 28 indicadores selecionados ( ) que buscam dar conta das 4 dimensões do trabalho decente: emprego proteção social direitos no trabalho diálogo social O período recente mostra reversão da trajetória de desestruturação do mercado de trabalho Mas persistem importantes déficits de trabalho decente

19 Aumento das taxas de participação e ocupação das mulheres: a diferença continua sendo elevada, mas diminui Continuidade da trajetória de aumento da participação feminina no mercado de trabalho: 1992: 53,2%; 33,1 p.p. inferior à dos homens 2006: 58,9%; 23,1 p.p inferior à dos homens Nível de ocupação das mulheres aumenta mais que o dos homens; diminui a diferença: 1992: 33 pontos percentuais 2006: 24 pontos percentuais

20 O desemprego diminui nos anos recentes, mas persistem elevadas diferenças por sexo e raça

21 Houve redução da informalidade Gráfico 11 pg 54

22 E recuperação dos salários Aumentaram 92,2% entre 1992 e 2006 Diminuiu a porcentagem de ocupados que recebem menos de um saláriomínimo

23 Persistem desigualdades de remuneração Em 1992 as mulheres recebiam 61,5% dos rendimentos dos homens Em 2006 recebiam 70,7% Em 1992 os negros recebiam 50% dos rendimentos dos brancos Em 2006 recebiam 53,2%

24 Indicadores de desigualdade na remuneração Em relação aos homens brancos, entre os que tinham 15 anos e mais de escolaridade em 2006: os homens negros recebiam 73,9% as mulheres brancas 56,2% as mulheres negras 41,4%

25 Houve redução no percentual de trabalhadores com jornada de trabalho excessiva (superior às 44hs semanais)

26 Aumentou a contribuição à Previdência Social

27 As taxas de sindicalização voltaram a aumentar

28 O trabalho infantil diminuiu significativamente

29 Mais de 21 mil pessoas foram libertadas de situações de trabalho forçado entre 1995 e 2006

30 Síntese Melhoria em quase todos os indicadores de trabalho decente considerados Taxas de desemprego continuam altas; o desemprego é feminino, negro, jovem e urbano Apesar de importante aumento dos níveis de ocupação e do emprego formal, a taxa de informalidade continua alta Permanece baixo o grau de cobertura da Previdência Social (metade dos ocupados) Diminuem as desigualdades de gênero e raça mas elas permanecem elevadas

31 Recomendações Assegurar crescimento econômico sustentado condição necessária para a geração de emprego Respeitar os direitos fundamentais no trabalho Ampliar a proteção social Promover a igualdade e combater a discriminação Fortalecer o diálogo social

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