CAPÍTULO 6 INTENÇÕES REPRODUTIVAS E PLANEAMENTO DA FECUNDIDADE

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1 CAPÍTULO 6 INTENÇÕES REPRODUTIVAS E PLANEAMENTO DA FECUNDIDADE O questionário do IDS de 1997 conteve várias questões para investigar as preferências reprodutivas da população entrevistada. Foi recolhida informação sobre o desejo de ter mais filhos. Nas mulheres que responderam afirmativamente, foi inquirido o período de tempo que gostariam de esperar antes de ter outro filho. Esta informação permitiu agrupar as mulheres em dois subgrupos: as que desejam espaçar os nascimentos e as que desejam limitar os nascimentos, informação importante para a quantificação da procura total e da necessidade insatisfeita de planeamento familiar. Outra informação recolhida foi sobre o número de filhos considerado ideal e as gestações ocorridas que não eram desejadas. Foi assim possível a comparação com o número de filhos existente e, portanto, uma avaliação do excesso de fecundidade existente no país. Finalmente, a informação sobre a fecundidade desejada e, o seu inverso, a fecundidade não desejada, permite estimar o possível impacto que a prevenção dos nascimentos não desejados poderia ter nas taxas globais de fecundidade existentes. As perguntas sobre o tamanho ideal da família foram feitas a todos os entrevistados, de ambos os sexos, enquanto as demais perguntas foram feitas à população de respondentes não esterilizados, actualmente em união. Perguntou-se: Quer outro filho, ou prefere não ter mais filhos? Quando o respondente confirmava o desejo de ter mais filhos foi-lhe perguntado: quanto tempo quer esperar antes do nascimento de outro filho? Ambas as perguntas foram adaptadas para o caso em que o entrevistado ainda não tinha filhos. Se a mulher estava grávida, perguntou-se se gostaria de ter mais filhos após aquela criança. 6.1 Desejo de ter mais filhos O Quadro 6.1 mostra-nos a distribuição percentual dos entrevistados de ambos os sexos actualmente em união, não esterilizados, segundo a sua intenção de ter mais filhos, por número de filhos vivos. A grande maioria dos respondentes entrevistados de ambos os sexos deseja ter mais filhos, conforme declarado por 72 % das mulheres e 75 % dos homens entrevistados. Contudo, 29 % das mulheres e 28 % dos homens não o deseja ter em breve, podendo este grupo ser considerado como potencial utilizador de planeamento familiar para espaçamento das gestações. Cerca de 16 % das entrevistadas e 12 % dos homens afirmou não desejar mais filhos, podendo assim este grupo ser considerado como potencial utilizador de planeamento familiar para limitar a família. No grupo já referido de mulheres entrevistadas, o desejo por ter mais filhos em breve, num intervalo de dois anos após o inquérito, diminui com o número de filhos vivos existente, desde 75 %, nas respondentes que ainda não tiveram filhos até 8 %, nas que já têm 6 ou mais filhos. De um modo inverso, a percentagem de entrevistadas que referiu não desejar mais filhos aumentou com o número de filhos vivos, desde 1 %, nas que ainda não têm filhos até 53 %, nas que têm 6 ou mais filhos. Cerca de 5 % das mulheres entrevistadas declarou-se estéril, tendo essa percentagem atingido 15 %, nas respondentes que não tinham nenhum filho. 103

2 Quadro 6.1 Intenções reprodutivas por número de filhos vivos Distribuição percentual das mulheres e dos homens actualmente unidas, segundo o desejo de ter filhos, por número de filhos vivos, Moçambique 1997 Nº filhos vivos 1 Desejo de ter filhos MULHERES Ter outro logo 2 Ter outro mais tarde 3 Ter outro, mas indecisa quando Indecisa quanto a ter outro Não quer mais filhos Esterilizada Declarou-se estéril Não respondeu Número 750 1,325 1, ,530 HOMENS Ter outro logo 2 Ter outro mais tarde 3 Ter outro, mas indecisa quando Indeciso quanto a ter outro Não quer mais filhos Esterilizado(a) Declarou-se estéril Não respondeu Número ,662 1 Inclui gravidez actual 2 Deseja o próximo nascimento dentro de 2 anos 3 Deseja espaçar o próximo nascimento 2 ou mais anos A distribuição percentual nos homens segue um padrão semelhante ao das mulheres de acordo com o número já existente de filhos. A percentagem de entrevistados que deseja em breve mais filhos diminui de 46 %, nos que ainda não têm filhos até 18 %, nos com 6 ou mais filhos. Inversamente, menos de 1 % dos respondentes que não têm filhos declararam não os desejar, em contraste com 26 %, nos entrevistados com 6 ou mais filhos. No entanto, há a realçar que a tendência decrescente de espaçar os nascimentos consoante o número de filhos vivos é muito mais acentuada nas mulheres que nos homens. De igual modo, entre os respondentes com 6 ou mais filhos, a percentagem de mulheres que declarou não desejar mais filhos foi dupla em relação à dos homens (53 % versus 26 %), pelo que se pode concluir que os homens desejam famílias maiores que as mulheres (Gráfico 6.1). O Quadro 6.2 apresenta a distribuição percentual das mulheres em união, por desejo de mais filhos e segundo grupos quinquenais de idade. Como observado, a proporção de mulheres que deseja mais filhos declina com a idade, de 91 % no grupo etário dos anos até 29 %, nas mulheres de anos. O padrão inverso se verifica com a proporção de entrevistadas que não deseja mais filhos, o qual aumenta com a idade da mulher. A proporção de mulheres que se declarou estéril também aumenta com a idade, desde 0.1 % nas entrevistadas de anos até 23 % nas que tinham anos de idade. 104

3 Quadro 6.2 Intenções reprodutivas por idade Distribuição percentual das mulheres actualmente unidas, segundo o desejo de ter filhos, por idade, Moçambique 1997 Idade Desejo de ter filhos Ter outro logo 1 Ter outro mais tarde 2 Ter outro, mas indecisa quando Indecisa quanto a ter outro Não quer mais filhos Esterilizada Declarou-se estéril Não respondeu Número 825 1,337 1,341 1, ,530 _ 1 Deseja o próximo nascimento dentro de 2 anos 2 Deseja espaçar o próximo nascimento 2 ou mais anos 6.2 Concordancia na preferencia dos casais No inquérito avaliou-se o grau de concordância nas preferências em fecundidade dos casais monógamos (Quadro 6.3). O primeiro facto que se salienta é o elevado grau de concordância entre os dois membros do casal. Com efeito, em 62 % dos casais ambos desejam mais filhos e em 9 % ambos querem parar de ter filhos. A discordância avaliada foi de 11 %, sendo mais frequente a situação em que o marido deseja mais filhos e a esposa não (8 %), e menos frequente a situação inversa, com a esposa a desejar mais 105

4 Quadro 6.3 Intenções reprodutivas dos casais monógamos Distribuição percentual dos casais monógamos, segundo o desejo de ter filhos do marido e da esposa, e o número de filhos vivos do marido e da esposa, Moçambique 1997 Esposo quer mais Esposo não quer Um deles Um ou Número Número de filhos Esposa Esposa não Esposa Os dois não indeciso/ ambos de vivos quer mais quer mais quer mais querem mais Estéril não sabe casais Mesmo número 0-3 filhos filhos Número diferente Marido > esposa Esposa > marido ,006 filhos e o marido não (3 %). De realçar que, nos casais que discordaram, as percentagens referentes ao subgrupo O marido quer mais filhos e a esposa não, sempre foi superior ao outro subgrupo A esposa quer mais filhos e marido não, independentemente do número de filhos que o casal já tinha. A discordância no casal aumenta com o número de filhos vivos que já têm. Nos casais com 1 a 3 filhos a discordância foi apenas de 3 % e atingiu o máximo (22 %) nos casais com 4 a 9 filhos. Segue um padrão semelhante o subgrupo de casais que não quer mais filhos, aumentando desde menos de 1 % nos casais sem filhos até 26 %, nos que têm 4 a 9 filhos. Inversamente, a proporção de casais que deseja mais filhos diminui com o número de filhos existentes. O desejo de limitar a família varia significativamente com as características sócio-demográficas das entrevistadas (Quadro 6.4 e Gráfico 6.2). Podemos observar que, nas mulheres em união entrevistadas, o desejo de famílias mais pequenas é mais frequente nas zonas urbanas (24 %) que nas áreas rurais (15 %). Os diferenciais interprovinciais nas entrevistadas que não desejavam mais filhos são significativos, desde um máximo na cidade de Maputo e nas províncias de Gaza e Maputo com, respectivamente, 35 %, 30 % e 24 %, até um mínimo de 6 % em Sofala e de 7 %, em Cabo Delgado. O nível educacional está também associado a variações significativas no desejo de limitar a família. As mulheres com ensino secundário ou mais são o subgrupo com o maior desejo (31 %) de limitar a família. Entre os restantes grupos, o facto a salientar é o maior desejo existente nas mulheres sem escolarização (18 %) em relação às mulheres com ensino primário (15 %). A distribuição percentual por nível educacional dos homens entrevistados segue o mesmo padrão, embora não tão acentuado. 106

5 Quadro 6.4 Desejo de não ter mais filhos Percentagem de mulheres actualmente unidas que não querem mais filhos, segundo o número de filhos vivos, por características seleccionadas, Moçambique 1997 Número de filhos vivos 1 Característica Residência Urbana Rural Província Niassa Cabo Delgado Nampula Zambezia Tete Manica Sofala Inhambane Gaza Maputo Maputo Cidade Nível de escolaridade Sem escolaridade Primário Secundário ou mais Religião 2 Católica Protestante Muçulmana Outra Sem religião de mulheres unidas de homens unidos Nota: As mulheres esterilizadas estão incluidas nas percentagens de mulheres que não querem mais filhos. 1 Inclui a gravidez actual 2 Exclui os casos sem informação 107

6 6.3 Procura de anticoncepção A avaliação das necessidades existentes para o uso de planeamento familiar assim como a avaliação da extensão da procura que foi satisfeita, é uma análise essencial para a gestão do programa. Um aspecto importante da análise é a identificação de grupos em que é menor o grau de procura satisfeita e que constituem prioridades na implementação do programa. A procura e utilização de planeamento familiar pode ser para espaçamento, quando o objectivo é aumentar o intervalo entre nascimentos sucessivos, ou para limitação, quando o desejo é não ter mais filhos. Definiu-se como necessidade não satisfeita de planeamento familiar o grupo de mulheres, não estéreis, que declara que não deseja mais crianças ou quer esperar dois ou mais anos até voltar a engravidar, mas não está a utilizar planeamento familiar. Foram incluídas neste grupo as entrevistadas que se encontravam grávidas na altura da entrevista, se a gravidez era indesejada ou desejada para mais tarde. De igual modo foram também incluídas no grupo as mulheres amenorreicas para quem o último filho não era desejado ou era desejado para mais tarde. Ao grupo de mulheres que estão a utilizar planeamento familiar na altura do inquérito, designa-se como necessidade satisfeita de planeamento familiar. Finalmente, ao somatório da necessidade satisfeita e não satisfeita, foi dada a designação de procura total de planeamento familiar. O Quadro 6.5 apresenta-nos a necessidade não satisfeita, satisfeita e procura total em planeamento familiar, para as mulheres em união, por características sócio-demográficas seleccionadas. A procura total é ilustrada no Gráfico

7 Quadro 6.5 Procura por anticoncepção das mulheres unidas Percentagem de mulheres unidas, segundo a necessidade insatisfeita e satisfeita de anticoncepção por características seleccionadas, Moçambique 1997 Necessidade Necessidade satisfeita insatisfeita de anticoncepção Procura total Perde anticoncepção 1 (usuárias atuais) 2 por anticoncepção 3 centagem da Número Para Para Para Para Para Para procura de Característica espaçar limitar espaçar limitar espaçar limitar satisfeita 4 mulheres Idade da entrevistada , Residência Urbana Rural Província Niassa Cabo Delgado Nampula Zambezia Tete Manica Sofala Inhambane Gaza Maputo Maputo Cidade Nível de escolaridade Sem escolaridade Primário Secundário ou mais Religião 5 Católica Protestante Muçulmana Outra Sem religião , , ,249 1 Necessidade insatisfeita para espaçar refere-se às mulheres grávidas e amenorréicas, cuja gravidez não foi planeada ou prevista e às mulheres férteis, não usuárias de anticoncepção, que disseram querer esperar pelo menos 2 anos ou mais para ter o próximo filho. Necessidade insatisfeita para limitar refere-se às mulheres grávidas e amenorréicas, cuja gravidez não foi desejada e às mulheres férteis, não usuárias de anticoncepção, que não querem ter mais filhos. Estão excluídas da categoria necessidade insatisfeita as mulheres grávidas e amenorréicas que engravidaram usando um método (estas mulheres necessitam um método mais eficaz). Também são excluídas as mulheres na menopausa. 2 Uso para espaçar refere-se às mulheres que estão usando um método anticoncepcional e que disseram querer esperar 2 anos ou mais para ter o seu próximo filho. Uso para limitar refere-se àquelas mulheres que usam métodos com o objetivo de não ter mais filhos. O tipo de método não é levado em conta. 3 A procura total inclui as mulheres grávidas e amenorréicas que engravidaram usando um método (falha do método). 4 A estimativa da procura satisfeita de anticoncepção é a razão entre a prevalência de uso de métodos mais a percentagem de mulheres que estão grávidas ou em amenorréia mais aquelas cuja gravidez aconteceu por falha do método e a procura total. 109

8 A procura total de planeamento familiar, na mulher em união, não estéril, foi de 14 %, sendo que: Cerca de metade (7 %) era constituída por necessidade de planeamento familiar não satisfeita e 7 %, necessidade satisfeita. A procura total para espaçamento foi dupla da procura para limitação da família (9.7 % versus 4.3 %), o que está de acordo com o padrão tradicional existente de espaçamento dos nascimentos. A procura total é maior no grupo etário dos anos e menor nas entrevistadas mais velhas (4 %) ou mais jovens (11 %). No entanto é exactamente nestes grupos em que a necessidade satisfeita é menor, em particular no grupo etário dos anos em que apenas um quinto (23 %) da procura total foi satisfeita. Esta situação é preocupante, se considerarmos que a actividade sexual se inicia na adolescência (capítulo 5), conduzindo a gravidez não desejada e de alto risco obstétrico neste grupo etário. A procura total de PF na zona urbana é tripla (24 %) em relação à área rural (8 %). Do mesmo modo, o uso actual de contracepção é cerca de cinco vezes maior na zona urbana que na área rural (16 % versus 3 %). Inversamente, como se pode esperar, a percentagem de procura não satisfeita é maior nas áreas rurais (70 %) do que nas áreas urbanas (35 %). No que se refere aos diferenciais inter-provinciais, o primeiro aspecto a salientar é a pequena proporção de mulheres em união que desejam utilizar um método contraceptivo. Apenas em três províncias a procura total de PF atingia ou ultrapassava os 20 %, enquanto em seis das onze províncias a proporção encontrada foi de 10 % ou inferior. Podemos observar que variou desde a cidade de Maputo, com 34 %, e Províncias de Maputo e Inhambane, ambas com 20 %, até às províncias de Cabo Delgado, com 5 %, Tete, com 6 % e Manica, com 7 %. 110

9 A procura total de PF encontrava-se significativamente associada ao nível educacional das mulheres em união, de 8 % nas entrevistadas sem escolarização até 33 %, nas com ensino secundário ou superior. No entanto, a necessidade não satisfeita de PF era maior nas entrevistadas com o ensino primário do que nas mulheres sem escolarização (8 % versus 5 %), e, por fim, apenas 3 % no grupo de maior escolaridade. 6.4 Número filhos ideal e existente No inquérito, foi perguntado a todos os entrevistados, de ambos os sexos, o número de filhos que consideravam como número ideal. Para tal, a todos os/as entrevistados foi pedido um exercício de abstracção e perguntado: Se pudesse voltar atrás, para o tempo em que não tinha nenhum filho e se pudesse escolher o número de filhos para ter toda a vida, quantos desejaria ter? No caso de ainda não terem tido nenhum filho, a primeira parte da questão Se pudesse voltar atrás para o tempo em que não tinha nenhum filho era, naturalmente, omitida. O Quadro 6.6 mostra-nos o número ideal de filhos das mulheres e homens entrevistados, de acordo com o número de filhos vivos que têm, onde se incluiu a gravidez actual, caso existisse. O desejo de famílias numerosas é bem evidente nos resultados obtidos, pois 43 % das mulheres entrevistadas declarou desejar seis ou mais filhos. O número médio ideal avaliado foi de 5.9 filhos, no total de entrevistadas e, ainda ligeiramente superior, 6.2 filhos, nas mulheres em união. Cerca de um quinto das entrevistadas (17 %) deu uma resposta não numérica, o que está de acordo com factores culturais e religiosos ou ainda com indecisão da entrevistada em relação ao assunto. Verificou-se uma associação significativa entre o número ideal e o número real de filhos, pois o número médio ideal variou de 4.7 nas mulheres que ainda não tinham tido filhos, até 7.9 filhos desejados, nas respondentes com seis ou mais filhos vivos. Tal facto pode ser devido quer ao facto de que as mulheres que desejam mais filhos tentam concretizá-lo, quer a não ser culturalmente aceite negar os filhos que já se teve e, por consequência, haver um ajustamento do número ideal ao número real de filhos existente. Nos homens entrevistados, o padrão encontrado foi semelhante mas o número médio de filhos desejado é ainda mais elevado, sendo de 7.4 para todos os entrevistados, e atingindo o máximo de 8.1 filhos desejados nos homens em união. No Quadro 6.7 e no Gráfico 6.4 podemos observar os diferenciais existentes no número médio de filhos desejados nos entrevistados, de ambos os sexos, por características sócio-demográficas seleccionadas. Constatou-se que, nos entrevistados de ambos os sexos, o número médio ideal de filhos aumentava consoante a idade. Os valores mínimos foram encontrados no grupo mais jovem, dos anos, com 4.7 e 5.6 como número médio ideal de filhos, respectivamente nas mulheres e homens entrevistados. Observou-se um aumento progressivo com a idade até atingir os valores máximos de 7.6 nas entrevistadas dos anos e 9.0 filhos, nos respondentes de anos de idade. O diferencial por lugar de residência, em zona urbana ou área rural, é significativo e ainda mais acentuado nos homens que nas mulheres. Como é habitual os residentes das áreas rurais desejam famílias maiores. Com efeito, enquanto nas respondentes a diferença encontrada entre a área rural e urbana foi de 1.4 filhos ( 6.2 versus 4.8), ela aumentou para 3.1 filhos entre os homens residindo nas áreas urbanas e áreas rurais (8.4 versus 5.3). 111

10 Quadro 6.6 Número ideal de filhos Distribuição percentual segundo o número ideal de filhos, e número médio ideal de filhos para todas as mulheres e homens e para as mulheres e homens actualmente unidas(os), por número de filhos vivos, Moçambique, 1997 Número de filhos vivos 1 Número ideal de filhos MULHERES Nenhum Resposta não-numérica Número Todas mulheres Número médio ideal 2 Número de casos ,884 1,669 1,539 1, , ,472 1,433 1, ,297 Mulheres unidas Número médio ideal Número de casos 597 1,122 1, ,501 HOMENS Nenhum Resposta não-numérica Número Todos homens Número médio ideal 2 Número de casos , ,932 Homens unidos Número médio ideal 2 Número de casos ,380 1 Inclui gravidez actual 2 Exclui mulheres que deram respostas não-numéricas 112

11 As diferenças interprovinciais também são acentuadas. Para as mulheres que residiam na cidade de Maputo e província de Maputo o número médio ideal de filhos foi, respectivamente de 4.0 e 4.2 filhos, mas este aumentou até atingir nas províncias do Norte de Niassa e Cabo Delgado a média de 6.8 e 6.9 filhos, respectivamente. O padrão observado nos homens entrevistados foi semelhante, variando desde 4.3 na cidade de Maputo, até 9.7 filhos, na província de Inhambane. Tipicamente, os entrevistados mais educados desejam famílias mais pequenas. Nas entrevistadas sem escolarização o número médio ideal de filhos era de 6.6 e, nos homens do mesmo grupo, de 8.1 filhos. Nos respondentes com o ensino secundário ou mais, o número médio ideal de filhos desce para 3.4 e 4.6 filhos, respectivamente, nos entrevistados do sexo feminino e masculino. Quadro 6.7 Número ideal de filhos por características seleccionadas Número médio ideal de filhos para todas as mulheres e todos os homens, segundo a idade, por características seleccionadas, Moçambique 1997 Idade actual Todas Todos as os Característica mulheres homens Residência Urbana Rural Província Niassa Cabo Delgado Nampula Zambezia Tete Manica Sofala Inhambane Gaza Maputo Maputo Cidade Nível de escolaridade Sem escolaridade Primário Secundário ou mais Religião 1 Católica Protestante Muçulmana Outra Sem religião Todas as mulheres Todos os homens NA NA

12 6.5 Planeamento dos nascimentos No inquérito, foi feita uma avaliação quantitativa da fecundidade não desejada. Para tal, inquiriu-se a todas as entrevistadas que se encontravam grávidas ou tiveram um filho nos últimos três anos precedendo o inquérito se o nascimento tinha sido planificado (desejado na altura), desejado mais tarde, ou não desejado (não desejava mais filhos). Este conjunto de questões dão-nos uma perspectiva do grau de sucesso dos casais no controle da sua fecundidade. No entanto, a qualidade da resposta obtida depende da recordação que a entrevistada tem sobre a situação vivida anos atrás e da honestidade com que a reportou, pois esta atitude poderá ser influenciada pelos factores culturais e religiosos anteriormente mencionados. De qualquer dos modos, podemos assumir que os valores encontrados para a gravidez não desejada serão uma subestimação da realidade. O Quadro 6.8 mostra-nos a distribuição percentual dos nascimentos dos últimos três anos, por planeamento da fecundidade e segundo a ordem de nascimento da criança e a idade da mãe ao nascimento. No inquérito, nos nascimentos dos últimos três anos, cerca de três quartos (74 %) eram desejados na altura da concepção, cerca de um quinto (20 %) eram desejados mais tarde e 4 % não eram desejados. Os três primeiros filhos são mais desejados na altura da concepção e, apenas nos filhos de ordem quatro ou superior a percentagem é significativamente menor (69 %). Neste grupo, quase um quarto (23 %) dos nascimentos era desejada mais tarde e cerca de 6 % não era desejada. A proporção de nascimentos planificados diminui acentuadamente com a idade da mãe, variando desde 78 %, no grupo etário dos anos até 48 %, no grupo etário dos anos. De realçar que a proporção de nascimentos desejados no grupo etário mais jovem (15-19 anos) é de 73 %, menor que nos grupos etários seguintes, indicando a existência do problema de gravidez precoce, não desejada, na adolescência. 114

13 Quadro 6.8 Planeamento dos nascimentos Distribuição percentual dos nascimentos ocorridos nos últimos três anos anteriores à pesquisa, segundo o planeamento, por ordem de nascimento e idade da mãe na época do nascimento, Moçambique 1997 Planeamento do nascimento Não Não Desco- Característica Planeado 1 previsto 2 desejado 3 nhecido Número Ordem de nascimento , ,276 Idade da mãe no nascimento < , , , ,316 Nota: Na ordem de nascimento inclui-se gravidez actual 1 Nascimento planeado e ocorrido na época prevista 2 Nascimento desejado, mas que deveria ocorrer numa época futura 3 Nascimento que representa um excesso em relação ao número total de filhos desejados Um outro modo para avaliar a extensão da fecundidade não desejada é calcular qual seria a taxa global de fecundidade excluindo os nascimentos não desejados. Esta taxa, taxa global de fecundidade desejada, é calculada da mesma maneira como a taxa global de fecundidade, mas excluindo do numerador os nascimentos não desejados nos últimos três anos. A comparação entre as duas taxas sugere o impacto demográfico potencial da eliminação dos nascimentos não desejados. A taxa de fecundidade desejada avaliada no inquérito deve, no entanto, ser considerada uma subestimação da situação real, devido à relutância marcada existente no país em admitir como não desejados os filhos vivos, como já foi anteriormente discutido. O Quadro 6.9 e o Gráfico 6.5 mostram-nos a taxa global de fecundidade desejada e a real, para os últimos três anos, por características sócio-demográficas seleccionadas. Globalmente, a taxa de fecundidade desejada é 5 % inferior à taxa global de fecundidade real, sendo as respectivas taxas de 4.7 e 5.2 nascimentos. A diferença das duas taxas entre a zona rural e urbana é mínima. Por províncias, as maiores diferenças entre as taxa global de fecundidade desejada e taxa global de fecundidade real foram encontradas em Nampula, Tete e Gaza e as menores diferenças encontradas nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Sofala. A diferença varia directamente com o nível educacional. Enquanto nas mulheres com o ensino primário a taxa global de fecundidade desejada era 9 % inferior à taxa global de fecundidade real, a diferença aumenta para 14 % nas entrevistadas com o ensino secundário ou mais, realçando uma vez mais o papel preponderante da educação feminina na diminuição da fecundidade. 115

14 Quadro 6.9 Taxa global de fecundidade desejada Taxa global de fecundidade desejada e taxa global de fecundidade real para os três anos anteriores à pesquisa, por características seleccionadas, Moçambique 1997 Taxa global Taxa global de de fecundidade fecundidade Característica desejada real Residência Urbana Rural Província Niassa Cabo Delgado Nampula Zambezia Tete Manica Sofala Inhambane Gaza Maputo Maputo Cidade Nível de escolaridade Sem escolaridade Primário Secundário ou mais Religião 1 Católica Protestante Muçulmana Outra Sem religião Nota: As taxas são baseadas nos nascimentos ocorridos de mulheres de anos no período de 1-36 meses anterior à pesquisa. As taxas globais de fecundidade real são iguais às taxas 116

15 117

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