Educação Sexual: Quem ama cuida. Cuide-se!*

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1 Educação Sexual: Quem ama cuida. Cuide-se!* SANTOS, Jessica Suriano dos 1 ; ANJOS, Antônio Carlos dos 2 ; RIBEIRO, Álvaro Sebastião Teixeira 3 Palavras-chave: Educação Sexual; Doenças Sexualmente Transmissíveis; gravidez; adolescência. Introdução Segundo a Organização Mundial da Saúde, denomina-se gravidez na adolescência a gestação ocorrida em jovens de até 21 anos que se encontram, portanto, em pleno desenvolvimento dessa fase da vida a adolescência. Geralmente a gravidez na adolescência não foi planejada nem desejada e acontece em meio a relacionamentos sem estabilidade. No Brasil a incidência de gravidez na adolescência está crescendo, a cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes. Deve-se sempre levar em consideração que a gravidez precoce não é um problema exclusivo das meninas, embora os rapazes não possuam as condições biológicas necessárias para engravidar, um filho não é concebido por uma única pessoa. A gravidez na adolescência é, portanto, um problema que deve ser levado muito a sério, pois é uma das ocorrências mais preocupantes relacionadas à sexualidade dos jovens, com sérias consequências para a vida dos adolescentes envolvidos, de seus filhos que nascerão e de suas famílias. Diante disso, só o acesso à informação, a educação, assim como a conscientização e a orientação para o uso de contraceptivos, são formas de combater e prevenir a gravidez na adolescência. Dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que o número de partos de adolescentes pelo SUS caiu mais de 22% na segunda metade da década passada. Entre 2000 e 2009, a queda foi de 34,6%. O Ministério da Saúde atribui essa tendência às campanhas destinadas aos adolescentes e à ampliação do acesso ao planejamento familiar. *Resumo revisado por: Antônio Carlos dos Anjos Filho. Projeto Rondon Universidade de Brasilia. 1 Universidade de Brasília 2 Universidade de Brasília 3 Universidade de Brasília

2 Mesmo com tal queda, ainda é alto o índice de meninas que engravidam muitas vezes indesejavelmente, principalmente adolescentes, assim como o número de pessoas infectadas por doenças sexualmente transmissíveis. Segundo o Ministério da Saúde as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são consideradas um dos problemas de saúde pública mais comum em todo o mundo. Com base nos dados da Organização Mundial de Saúde o Brasil o número de infecções por transmissão sexual na população sexualmente ativa a cada ano, são: Sífilis: ; Gonorreia: Clamídia: Herpes genital: HPV: O Núcleo do Projeto Rondon realiza atividades em municípios geralmente de baixo Índice de Desenvolvimento Humano, onde a população em sua maioria é carente de informação, atenção e cuidados. Tal atividade foi aplicada durante a Operação Território da Cidadania, organizada pelo Núcleo do Projeto Rondon da Universidade de Brasília, na cidade de Planaltina em Goiás, do dia 02 à 12 de fevereiro de Tendo como base tais informações, o Núcleo do Projeto Rondon da Universidade de Brasília, através da oficina Educação Sexual: Quem ama cuida tem como objetivo informar, educar e conscientizar os jovens entre doze e vinte cinco anos, sobre os riscos de gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis. Instruindo como realizar o uso correto dos principais meios anticonceptivos e de proteção mais acessíveis, como a camisinha feminina e masculina e pílulas anticoncepcionais. Além de trabalhar a prevenção da gravidez na adolescência e de Doenças Sexualmente Transmissíveis, a atividade desenvolve com noções básicas de Anatomia Humana. Através da oficina de sexualidade possibilitar discussões e a reflexão quanto aos fatores que influenciam na vulnerabilidade, em relação à gravidez na adolescência. Metodologia A aplicação da atividade aconteceu de forma descontraída, visando um maior aproveitamento e melhor acompanhamento dos assuntos abordados.

3 Primeiramente os Rondonistas que aplicaram a atividade se apresentaram, assim como os participantes da oficina, todos tinham que falar o nome, idade, ocupação e algo que gosta de fazer. Logo em seguida foi iniciada a dinâmica da caixinha, que aconteceu ao longo de toda oficina, onde foram distribuídos papéis e canetas para todos os participantes, para que desde o início escrevessem suas duvidas. A atividade aconteceu em forma de palestras. A principio, falamos brevemente da anatomia feminina e masculina, após foi apresentado e explicado através de imagens as doenças sexuais mais relevantes, como a sífilis, cancro mole, candidíase, herpes simples genital, gonorréia, condiloma acuminado/hpv, hepatite B e AIDS, após esta explicação das principais doenças, apresentamos como é feito o tratamento das mesmas e qual a melhor forma de prevenção das mesmas. Nesse momento foi realizada uma dinâmica conhecida como assinaturas, onde os participantes receberam uma folha e caneta, com o objetivo de coletar o máximo de assinaturas que pudessem entre os próprios participantes, dois rondonistas também jogaram, trocando assinaturas com os outros. Ao final, foi revelado que os rondonistas faziam o papel de soro positivo, um deles sempre se previne e o outro nunca. A troca de assinaturas simulou a relação sexual, assim, quem trocou assinaturas com o que não se previne poderia estar infectado. A ideia desta dinâmica foi mostrar de forma lúdica que simples cuidados podem evitar grandes transtornos. Com o termino da dinâmica, aproveitamos o momento para explicar sua moral e desenvolver melhor os conceitos envolvidos na atividade. A partir daí, começamos a trabalhar com os participantes a prevenção de doenças sexuais através da camisinha, que previne também a gravidez indesejada. O momento foi propício para abordar o problema da gravidez indesejada/ gravidez na adolescência, através de um bate-papo, os participantes ficaram bem a vontade para relatar casos que conheciam, e demonstravam entender os riscos que uma gravidez na adolescência traz, além da importância de se evitar uma gravidez indesejada. Após tal discussão, ensinamos o uso correto da camisinha, tanto a masculina quanto a feminina, através da demonstração prática, em uma prótese. Este foi o momento em que todos os participantes da atividade receberam uma camisinha, que foi utilizada segundo as orientações do dos rondonistas, que explicaram passo a passo como deve ser aberta uma camisinha, qual o material, como deve ser

4 colocada e descartada. Explicamos e mostramos outros métodos contraceptivos, como o anticoncepcional (pílula), explicamos detalhadamente seu funcionamento através da demonstração da mesma. Ainda trabalhando os métodos contraceptivos, explicamos a vasectomia e a laqueadura, assim como o funcionamento e a importância do planejamento familiar, através dos temas: Reprodução assistida, métodos contraceptivos (DIU, camisinha, anticoncepcional, diafragma, pílulas), laqueadura e vasectomia. Como atividade lúdica, fizemos uma dinâmica com cartões vermelhos e verdes para sanar as dúvidas da plateia. Essa dinâmica funcionou da seguinte forma: os rondonistas faziam perguntas de "verdadeiro ou falso" a respeito da oficina para ter ciência do entendimento da platéia a respeito do que fora dito. Algumas questões perguntadas foram: A camisinha é um método seguro para prevenir as DSTs? A pílula do dia seguinte pode ser usada como método anticoncepcional? As camisinhas masculina e feminina devem ser usadas ao mesmo tempo? A pílula anticoncepcional é um método de prevenção de DSTs? Uma mulher grávida pode ser portadora do vírus HIV e mesmo assim proteger seu filho da contaminação pelo mesmo? Assim, quando algum dos participantes da atividade respondeu errado, nós tiramos suas dúvidas. Passamos então para a parte final da dinâmica da caixinha, onde a caixinha foi passada entre todos os participantes para colocarem suas duvidas dentro dela, depois os rondonistas leram e responderam as duvidas. No final da oficina, passamos o vídeo Lifetime, disponível em: Com o objetivo que os participantes lembrem-se da importância de pensar antes de tomar qualquer decisão e do uso da camisinha; A oficina teve duração de aproximadamente duas horas. No final disponibilizamos camisinhas e distribuímos panfletos do Ministério da Saúde referente ao tema Educação Sexual. Resultados e discussões Após o fim da atividade, pode-se observar que os participantes demonstravam entender a importância da prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis e, consequentemente, a diminuição dos índices de doenças sexuais,

5 assim como uma queda no índice de gravidez na adolescência e gravidez indesejada, que acontecem sem planejamento. É importante que os jovens conversem com quem se sentir mais confortável, e assim estejam mais conscientes dos possíveis riscos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e sobre uma gravidez indesejada. Os participantes da oficina se organizaram para que semanalmente, acontecesse um encontro para discutir o tema, e também informar aqueles que não tinham muitos conhecimentos sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis, gravidez na adolescência, e prevenção. Assim, temos jovens mais responsáveis, informados, e preocupados para que gestações ocorram num contexto de planejamento familiar adequado, e em prevenir sempre doenças sexuais. Conclusão Vivemos em uma sociedade em que as informações e as transformações estão presentes, e a adolescência é uma fase onde o jovem entra em contato com coisas novas, ate então desconhecidas como a sexualidade. Sabemos que a gravidez na adolescência é um dos problemas sociais mais recorrentes no mundo. Os adolescentes utilizam pouco os métodos anticoncepcionais devido ao baixo conhecimento, à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e ao pensamento "isso não vai acontecer comigo". Sabemos que isso é decorrente da falta de informações. Desta forma nossa atividade foi útil e necessária à comunidade de Planaltina Goiás. Ações de prevenção podem diminuir a incidência de gravidez na adolescência e o índice de contagio de doenças sexualmente transmissíveis. A educação sexual precisa ser trabalhada durante a adolescência devido as transformações, o interesse sexual passa a dominar seus pensamentos e suas ações. Os jovens sempre querem saber mais e é de fundamental importância que eles entendam e reconheçam o uso de métodos contraceptivos para a prevenção da gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis. Referencias Bibliográficas DUARTE, Ruth de Gouvea. Sexo, Sexualidade e Doenças Sexualmente Transmissíveis. 2 ed. Editora Moderna, p. PORTAL DA SAÚDE SUS. Brasil acelera redução de gravidez na adolescência. Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspdetalhenoti cia&id_area=124&co_noticia=11137>. Acesso em: 10 mai

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