CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE OS SETE SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DO FUTURO PROPOSTA DE MINI-CURSO

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1 CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE OS SETE SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DO FUTURO PROPOSTA DE MINI-CURSO HISTÓRIAS DE VIDA: O PAPEL DA LITERATURA DA REALIDADE NO DESPERTAR DE UMA CONSCIÊNCIA CIDADÃ. Viviane Pascoal Dantas Universidade Nove de Julho Resumo: O mini-curso Histórias de vida: o papel da literatura da realidade no despertar de uma consciência cidadã visa apresentar aos participantes uma forma de aplicação da Literatura da Realidade nas salas de aula, como ferramenta de compreensão do contexto social, fomento à expressão artística, e desenvolvimento de uma consciência mais cidadã. O participante é envolvido no contexto dos Setes Saberes e conduzido a uma retomada histórica e conceitual sobre Literatura da Realidade, compreendendo suas características e possíveis aplicações pedagógicas junto à comunidade estudantil. Será apresentada uma proposta onde estudantes do Ensino Médio pesquisam histórias de vida de pessoas do seu bairro ou seus convivas, para então representá-la em forma de teatro, vídeo, vídeo-crônica, conto, radioteatro, desenho, história em quadrinhos ou música. Palavras-chave: arte, literatura da realidade, histórias de vida, cidadania planetária

2 HISTÓRIAS DE VIDA: O PAPEL DA LITERATURA DA REALIDADE NO DESPERTAR DE UMA CONSCIÊNCIA CIDADÃ 1. ÁREA DE ATUAÇÃO E RELAÇÃO COM OS SABERES O mini-curso se aplica a professores das áreas de literatura, história, redação, língua portuguesa, artes, podendo ainda alcançar as disciplinas extracurriculares como dança, teatro, música. Aborda propostas pedagógicas que podem ser realizadas com alunos do Ensino Médio ENSINAR A COMPREENSÃO Dentre os sete saberes necessários à educação do futuro, o que mais se aproxima da proposta deste mini-curso é o VII Ensinar a compreensão. A Literatura da Realidade humaniza, na medida em que nos obriga a ver, ouvir e principalmente reconhecer o outro, e perceber que ele integra um complexo social e humano do qual fazemos parte. Ao ler o outro e compreendê-lo como sujeito complexo, estamos fazendo uma leitura indireta do nosso próprio universo interior. A proposta de levar a literatura da realidade para as salas de aula conduz a um propósito maior que é a de educar para a compreensão humana, e assim ampliar os horizontes da consciência.

3 2. JUSTIFICATIVA: A Literatura da Realidade, na vertente que pretendemos abordar, que é o ato de contar histórias reais, tem um grande potencial humanizador capaz de desenvolver uma compreensão mais ampla da própria realidade, lançando um olhar mais humano sobre o outro. Na vivência que se pretende apresentar para a aplicação da literatura da realidade na sala de aula, os jovens, muitas vezes confortavelmente acomodados no eixo casaescola-baladinha-shopping-televisão-internet, são convidados a conhecer outras realidades, ouvir o outro, compreendê-lo, para que possa contar a sua história, e representá-la artisticamente, sorvendo dos benefícios da liberdade criativa e emocional que muitas vezes é sufocada no cotidiano escolar. Compreender o outro conduz a uma transformação interior que se reflete nas ações e emoções voltadas ao todo social. Desta forma o conhecimento compartilhado com os participantes no mini-curso visa torná-los possíveis multiplicadores de ações pedagógicas que resultem no desenvolvimento de uma consciência da cidadania planetária.

4 3. OBJETIVOS 3.1 Objetivo Geral Apresentar ao participante um entendimento a literatura da realidade e como aplicá-la na sala de aula para desenvolver a consciência da cidadania planetária 3.2 Objetivos específicos Conhecer a fundamentação histórica e conceitual sobre a Literatura da realidade Compreender as características desta prática literária Compreender a relação entre Literatura da Realidade, arte e o terceiro dos sete saberes Analisar as ações necessárias para a aplicação da Literatura da realidade nas salas de aula Avaliar a contribuição desta aplicação para o desenvolvimento da cidadania planetária

5 4. ETAPAS DO MINI-CURSO 4.1 DEFINIÇÕES E CONCEITOS (2h) - Apresentação - Exibição da Video-crônica Vamos conversar, professor? - Literatura da realidade - O que é? Contextualização histórica Características e conceitos - Aplicação da Literatura da realidade na escola - Definições e conceitos - Ações e recursos necessários - Objetivos - Transformando o cotidiano em arte: 7 possibilidades (teatro, radionovela, história em quadrinhos, música, vídeo, vídeo-crônica) -Definições e exemplos - Relação com os saberes- Relevância para a Educação do futuro 4.1 EXPERIMENTAÇÃO (1h) Apresentação da história: Casei, só esqueceram de me avisar - uma história real. Uma cidade inteira, no interior do Rio Grande do Norte, se mobiliza para realizar um casamento. Só quem não sabia era a noiva.

6 A partir dessa história, a facilitadora fará o papel da noiva, e os participantes são convidados a: - Fazer perguntas para a personagem - Escolher um aspecto da vida dela que daria uma história - Em sete grupos, decidir qual a forma de representar aquela história e justificar 4.2 RECURSOS NECESSÁRIOS - Computador com som para a exibição do vídeo - Data show 4.3 PARTICIPANTES - De 40 a 70 participantes

7 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS A Literatura da realidade, inserida no contexto maior da comunicação humana compartilha com a educação o propósito de contribuir para a formação integral do indivíduo. O conhecimento que se constrói coletivamente, que se vivencia, experimenta, sente, compartilha, conduz a uma compreensão mais profunda acerca do universo dentro e fora do ser. É como se o indivíduo pudesse, ao perceber e compreender o outro, reconhecer que a sua consciência está ligada à consciência cósmica universal que conecta todo e qualquer ser vivo no mundo. Eis a razão pela qual nos identificamos com os dramas, alegrias e com as histórias alheias. Internamente dialogamos com os pensamentos do outro, e assim, assimilando o que for necessário, evoluímos, ampliando os horizontes da consciência. A História é feita de pequenas histórias, e missão do aluno, nesta vivência que se propõe, é operar o milagre da transformação do cotidiano em arte. Para isso é preciso ousar, enxergar além de fatos, números e fontes de informação. É preciso abrir a mente para o novo, e essa abertura deve partir do professor para que possa contagiar os alunos e apresentá-los aos novos horizontes, conduzindo-os com a dose certa de orientação, autonomia e liberdade. Liberdade sim, porque cabeça presa não pensa, não cria, não transforma a o cotidiano em arte. Onde há vida, há potencial para uma grande narrativa, seja por meio da palavra escrita, da imagem estática ou em movimento, do teatro ou da música. Cada uma dessas formas de historiar o mundo tem o seu valor, e há quem encontre sua voz em cada uma delas. Não há estilo melhor ou pior, assim como não há personagem forte ou fraco que não tenha uma boa história a ser contada. Em outras palavras, onde há vida, há uma narrativa de transformação, daquelas produzidas para tocar mentes e corações.

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