EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO

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1 EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO Neste ciclo, o projeto é desenvolvido de forma integrada, a partir de um tema as áreas de conhecimento do currículo escolar devem contribuir com seus conteúdos e metodologias no sentido de construir o conhecimento dos educandos em relação à identificação e compreensão dos sinais de trânsito. Deve ser realizado um trabalho multidisciplinar, garantindo aos educandos o saber social e o exercício da cidadania. Os conteúdos das áreas de conhecimento devem, portanto, estar em consonância com as questões do cotidiano do educando, como o trânsito. Atividades/ Etapas do projeto 1ª Etapa (1ª série) 2ª Etapa (1ª série) 3ª Etapa (1ª e 2ª séries) 4ª Etapa (2ª série) Produção gráfica e escrita; Criação de tiras ou quadros. Reflexão e interpretação sobre as cenas produzidas. Identificação dos sinais de trânsito. Lançamento da campanha de conscientização sobre a importância dos sinais. Neste ciclo deve-se trabalhar a identificação e o significado dos sinais de trânsito. Para que se efetue a interdisciplinaridade, a estratégia de motivação utilizada poderá ser uma tira retratando cenas do cotidiano no trânsito (de preferência uma desobediência às normas de trânsito), sendo que o último quadrinho ou cena só será completado pelos educandos após o término das atividades; ou utiliza-se apenas dois quadros, um com uma cena do cotidiano do trânsito e o outro vazio para ser completado. 1ª Etapa: Os quadrinhos (cenas) podem ser montados pelos educandos, orientados pela professora de Educação Artística, no entanto, o desfecho deve ser dado por ocasião da culminância do projeto. Recomenda-se que a técnica (desenho, colagem etc.) utilizada para a criação deve partir de uma negociação dos educandos e da professora de Educação Artística. A elaboração desse projeto também poderá ser desenvolvida em laboratórios de Informática, utilizando editores de imagem e textos. Exemplo de tira: 2ª Etapa: A partir das tiras ou cenas, deve-se fazer uma reflexão sobre a

2 mensagem que transmitem para os educandos, ou seja, provocar uma interação com o que foi produzido. Nesta etapa, deve ser produzido um pequeno texto sobre as impressões do observado e uma leitura para a turma. 3ª Etapa: Apresentação dos sinais de trânsito, onde se deve observar as formas dos sinais, as cores, tipos, funções e significados. Nesta etapa, propõem-se atividades, como: observação de campo, ou seja, ao longo do percurso escola-casa, o aluno deverá verificar quais os sinais de trânsito que existem e representá-los graficamente com seus significados; jogo de trilha, simulando uma cidade com os principais sinais de rua; jogo da memória, sendo que os pares devem ser formados com a figura e seus significados etc. 4ª Etapa: Exploração dos conteúdos das aulas de Ciências sobre as características gerais do organismo, relacionada aos órgãos dos sentidos e à capacidade de receber informações por meio deles. Esta exploração vai servir de sustentação para a confecção de cartazes, que deverão ser espalhados pela escola, retratando situações de advertência para maior atenção para o trânsito e obediência à sinalização. A culminância deverá coincidir com a Semana Nacional do Trânsito, onde os trabalhos serão apresentados a toda a comunidade escolar e o último quadro deverá ser elaborado. Uma prática pedagógica deve ser aplicada nas atividades: é o desenvolvimento das tarefas em dupla. Dentro dessa perspectiva, pode-se, ainda, dividir o trabalho. Por exemplo: na 1ª etapa, todos apenas desenham as cenas e depois esses desenhos podem ser trocados pelas duplas, para que educandos construam textos das representações gráficas de outros, permitindo assim uma cooperação na mesma atividade; redação dos textos em dupla, utilização do computador em dupla etc. Esquema da relação dos conteúdos e participação das áreas de conhecimento. Este esquema apresenta as conexões entre as áreas de conhecimento, que permitirão a interdisciplinaridade.

3 Atividade extra: Visita de uma autoridade do trânsito, de preferência um guarda de rua que forneça orientação aos educandos no sentido da observância da sinalização. Avaliação: Se esses procedimentos aflorarem como um conhecimento construído no sentido de reconhecimento da sinalização, é porque os objetivos foram alcançados. Em caso contrário, deve-se verificar, com os educandos, que medidas devem ser tomadas para que o conhecimento desses procedimentos seja construído. Neste caso, o educador tem um papel primordial de ter em mãos todo o desenvolvimento das etapas do projeto e verificar onde ocorreu a falha, e dela própria partir a reconstrução do conhecimento. Aconselha-se que, esta ação seja percebida no momento e que não exista uma lacuna de tempo. Para se avaliar os educandos nessas atividades deve-se utilizar os procedimentos avaliativos apropriados para esse segmento escolar e aqueles que forem os habituais da escola. METODOLOGIA: As aulas têm por base as observações realizadas no percurso de casa para a escola, no entorno da escola, ou durante passeios específicos em conjunto com toda turma. As aulas abordam também, notícias de jornais e revistas. Após a observação, os alunos relatam o que viram, discutem e são levados a pensar sobre os comportamentos observados; através disso, chegam às suas próprias conclusões. Os alunos produzem placas, semáforos, plantas baixas das salas de aula das escolas, maquetes, cartazes, livros. Sempre utilizando o material disponível (SUCATA), essa produção pode gerar ainda: músicas, poesias, peças de teatro, caminhadas educativas, etc.

4 RESULTADOS: Os resultados são notórios. Os alunos questionam o comportamento dos pais no trânsito, interferem na comunidade, realizam comandos educativos e cobram das autoridades soluções para os problemas da cidade. Professores observam que o comportamento na sala de aula modificou, pois os alunos construíram as regras para as salas de aula e cobram o cumprimento delas pelos colegas. As comunidades também já declaram ter observado mudanças no comportamento dos alunos, especialmente quando usam transporte coletivo. TEMA: EDUCANDO CRIANÇAS PARA O TRÂNSITO SÉRIE: 3ª E 4ª SÉRIES OBJETIVO: Por que educar crianças para o trânsito? As estatísticas mostram que o número de acidentes e mortes no trânsito não pára de aumentar. Segundo dados do Ministério da Saúde, a cada ano mais de crianças morrem, vítimas da violência do trânsito. Diante disto, torna-se indispensável prepará-las para reconhecer e evitar situações de perigo, além de despertar o sentido de auto-preservação. Essa necessidade é reforçada pelo artigo 76 do Código de Trânsito Brasileiro quando determina como obrigatória à educação de trânsito nas escolas, da educação infantil ao ensino superior.

5 A quem se destina? Qualquer instituição que tenha o intuito de contribuir, através da educação, para um trânsito mais humano e menos violento. Instituições de ensino, órgãos públicos, empresas privadas, organizações nãogovernamentais, associações de pais e professores, associações de bairros, grupos de interesse social e outras instituições, são multiplicadores e peças fundamentais neste processo de conscientização, mudança de comportamento e exercício de cidadania. Os principais objetivos do sistema são: - Trazer o cotidiano do trânsito para dentro da sala de aula. - Envolver os alunos através de técnicas avançadas de exposição e motivação. - Estimular as crianças a dar novos significados aos seus conhecimentos. - Promover a reflexão e a conscientização. - Valorizar a criança como agente multiplicador e transformador. Os materiais didáticos oferecidos para este sistema foram desenvolvidos em diferentes mídias, proporcionando um real aproveitamento dos temas, facilitando o trabalho do professor e o aprendizado dos alunos, como: 8 vídeos em VHS ou DVD, um para cada tema geral, mais um vídeo de apresentação. Cada vídeo contém diversas situações que constituem o núcleo do sistema. No total são 40 situações, das quais 21 são desenhos animados e 19 são dramatizações em vídeo. 8 livros didáticos para o professor, mais um manual da coleção. Cada vídeo, ou tema geral proposto é acompanhado de um livro, onde são apresentados objetivos, procedimentos de aplicação e orientações para que o professor possa desenvolver as dinâmicas. 2 CDs com a apresentação e sinopse de todas as 40 situações propostas. Têm por finalidade auxiliar o professor na preparação das

6 aulas e facilitar o acesso às situações, que podem ser assistidas diretamente em um computador. 8 cartazes temáticos, que ambientam e complementam a aplicação dos temas em sala de aula. Metodologia A metodologia está baseada em princípios e técnicas de questionamento que estimulam a participação espontânea dos alunos. O professor atua como facilitador, conduzindo as crianças à reflexão e a busca de diferentes soluções para os desafios propostos. Os princípios pedagógicos adotados exigem que as aulas percam seu caráter meramente expositivo, visto que são baseados na participação constante dos alunos. O método baseia-se no princípio de que aprendemos melhor se pensarmos, debatermos e chegarmos às nossas próprias conclusões, ao invés de ter acesso direto a conclusões finais de terceiros. Benefícios para a escola Por se tratar de um método focado na mudança de comportamento é compatível com outros métodos e não exclui programas que já estejam em andamento nas escolas. Contempla as mais diversas realidades do Brasil. Não impõem uma seqüência linear de apresentação, o que garante flexibilidade de escolha e aplicação das situações. Promove a interdisciplinaridade e facilita o desenvolvimento de outros projetos.

7 O método tem a característica de valorizar o trabalho do professor e proporcionar uma real oportunidade de participação aos alunos. DÉBORA C. A. FARIA RA: /5 ALINE POLETTI RA: /0 FABIANE BREDA RA: /2 MELISSSA ZOVICORA: ADRIANA FRANCO RA:

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