SEDUC SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MATO GROSSO ESCOLA ESTADUAL DOMINGOS BRIANTE ANA GREICY GIL ALFEN A LUDICIDADE EM SALA DE AULA

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1 SEDUC SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MATO GROSSO ESCOLA ESTADUAL DOMINGOS BRIANTE ANA GREICY GIL ALFEN A LUDICIDADE EM SALA DE AULA Projeto apresentado e desenvolvido na Escola Estadual Domingos Briante como uma das ações resultantes dos estudos realizados no projeto Sala de Educador das necessidades do coletivo escolar. SÃO JOSÉ DO RIO CLARO MT 2015

2 TEMA: A ludicidade em sala de aula PROPONENTES: Alunos dos 7º Anos do 3º Ciclo Turmas: A, B e C. RESUMO Através do trabalho com produção textual e o autoconhecimento dos alunos, criou-se a possibilidade de interação, conhecer as pessoas em envolvidas em nosso cotidiano, suas trajetórias de vida, suas concepções de mundo, as expectativas em relação à escola, além de propiciar momentos prazerosos de leitura e escrita. Palavras-chave: Ludicidade, interação, linguagem, discurso INTRODUÇÃO Educar para a sociedade atual impõe um trabalho que não pode ficar restrito à transmissão de conhecimentos, por mais relevantes e atualizados que sejam. É papel fundamental da escola fornecer ao aluno os instrumentos necessários para que ele consiga compreender, selecionar e organizar as informações que circulam no mundo moderno, para que possa construir autonomia na aquisição de seus saberes e na sua formação. O entrosamento entre os alunos é um fator de grande importância para se evitar conflitos em sala de aula e torna o ambiente escolar amigável favorecendo o processo de ensino- aprendizagem. Para isso faz-se necessário promover estratégias que levem os alunos a se conhecerem e se aproximarem mais, quebrando barreiras de preconceito e timidez criando laços afetivos. Este projeto além de considerar essencial o estudo da linguagem formal e a oralidade, também visa a interação e o autoconhecimento dos alunos. Por isso, ao desenvolve-lo com os alunos das turmas dos 7º Anos do 3º Ciclo, espera-se contribuir na formação como cidadãos participantes da sociedade em que estão inseridos, transformar conteúdo em conhecimento disponível, ferramenta para uma ação ética e consciente no mundo.

3 OBJETIVO GERAL Desenvolver as capacidades de leitura, produção da linguagem oral, escrita e reflexão sobre os fenômenos lingüísticos a partir do uso da língua. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Desenvolver o gosto pela leitura; Aprimorar a leitura em voz alta, apoiando-se nas orientações sobre as convenções da escrita: pontuação, entonação e ênfase; Reconhecer as relações e as diferenças entre fala e escrita, entre gêneros orais e escritos; Manifestar opiniões, idéias e experiências de forma clara, coesa e coerente; Relatar experiências, fatos e idéias. DESENVOLVIMENTO O ato de brincar e jogar torna o indivíduo capaz de pensar, imaginar, interpretar e criar, aspectos estes, que propiciam autonomia, iniciativa, concentração e análise crítica para levantar hipóteses acerca dos fatos, bem como nos ensinam a respeitar regras e vivenciar conflitos competitivos. Segundo Vygotsky (1989), a brincadeira caracteriza-se pela regra, imaginação e imitação, envolvendo os processos de socialização e descoberta do mundo. Já o jogo pode ser visto como o resultado de um sistema lingüístico que funciona dentro de um contexto social, com um conjunto de regras e um objeto. Ambos despertam o interesse do indivíduo. O desenvolvimento ocorre com a interferência de outros indivíduos e o meio em que se vive. Os alunos podem superar suas condições reais, pois trazem uma bagagem de conhecimentos adquiridos em experiências vividas no contexto em que estão inseridos e esses conhecimentos são exteriorizados por meio do lúdico. Na medida em que joga, se conhece melhor e constrói o seu eu. Na concepção de Barreto (2007), o brincar favorece transformações internas e é uma forma de expressar seu desejo.

4 Maurício (2008) menciona que a ludicidade reflete a expressão mais genuína do ser; é o espaço de todo ser para o exercício da relação afetiva com o mundo, com as pessoas e objetos. Por meio das atividades lúdicas, o indivíduo forma conceitos, seleciona idéias, estabelece relações lógicas, integra percepções e se socializa. A ligação das atividades lúdicas com a aprendizagem proporciona o estabelecimento de relações cognitivas, simbólicas e produções culturais. O lúdico possui dois fatores motivacionais, o prazer e o ambiente espontâneo e as tarefas lúdicas demandam um interesse intrínseco do indivíduo, pois este canaliza sua energia para cumprir com os objetivos propostos, produzindo um sentimento eufórico e de entusiasmo. As atividades lúdicas resgatam o gosto pelo aprender, pois ocasionam momentos de afetividade entre o indivíduo e o aprender, tornando a aprendizagem formal mais prazerosa. O lúdico permite a exploração do indivíduo entre seu corpo e espaço, provoca possibilidades de deslocamento e velocidade e cria condições mentais para resolver problemáticas mais complexas (TEZANI, 2004). Para tanto, o educador deve repensar sua prática pedagógica, visando inserir atitudes que prezem pela reconstrução do pensamento e da maneira de perceber e compreender o conhecimento, cabendo ao profissional, o compromisso de modificação e transformação por meio da interação com os alunos. MEDOTOLOGIA Foram escritas no quadro negro da sala de aula algumas perguntas referentes a vida pessoal, o jeito de ser, características, gostos e preferências, objetivos e sonhos. Cada aluno recebeu uma folha de sulfite e respondeu às perguntas sem deixar que os colegas olhassem, colocaram o nome no final, dobraram o papel e entregaram para a professora. A turma foi dividida em duas equipes: A e B e as respostas dos alunos foram colocadas em duas caixinhas diferentes, uma para cada equipe. Foi escolhido um porta-voz de cada equipe, ou seja, aquele que deu as respostas definitivas. Eles tiraram par ou ímpar para ver quem começava respondendo. Cada equipe tirava um dos papéis da caixa e lia as respostas. Os alunos da equipe adversária tentavam descobrir de quem é aquele papelzinho, marcava um ponto a equipe que acertasse, tendo duas chances por vez para responder corretamente. Venceu a equipe que marcou mais pontos. Por último foi realizada uma auto-avaliação, onde foi proposta uma produção textual de no mínimo dez linhas falando sobre o que é importante para que haja uma boa convivência entre as pessoas.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Esta atividade diferenciada em sala de aula enfatizou a construção de conhecimento como uma interação mediada, ou seja, o conhecimento é visto como uma mediação entre professor e alunos, foi criada situações reais de interação por meio da escrita e leitura, orientada por uma concepção discursiva de linguagem. A ludicidade em sala de aula é de extrema importância e relevância, pois os alunos aprendem melhor quando existe o prazer e o interesse pelo conteúdo. Assumir a sala de aula como um lugar de interação verbal, em que professor e estudantes se tornam sujeitos de seu dizer. A interação entre a linguagem e o meio-social tem maiores chances de alcançar o sucesso do processo de ensino- aprendizagem. As produções textuais foram adequadas às situações comunicativas, os alunos desenvolveram a argumentação da linguagem oral e escrita, participando com autonomia, mesmo os que apresentam maiores dificuldades de escrita, quiseram registrar suas opiniões, a turma demonstrou um bom comportamento, pois queria ouvir as respostas dos colegas e adivinhar quem é. Foi motivador e gratificante poder perceber que pequenas atitudes e gestos podem fazer a diferença no processo de aprendizagem, também pude observar que dificuldade de aprendizagem não é sinônima de má vontade, muitas vezes rotulamos um aluno sem conhecer sua essência. Todos querem aprender, porém as metodologias de aprendizagem não são as mesmas em todos os casos. REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARRETO, M C L e col. O lúdico no processo de ensino-aprendizagem das ciências. Brasília: R. Bras. Pedag., MAURICIO, Juliana Tavares. Aprender brincando: o lúdico na aprendizagem.2008.disponível:. oteca1/index.php?pagina=9. VYGOTSKY, L.S. LURIA, A.R. LEONTIEV, A.R. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. Tradução: Maria da Penha Villalobos. São Paulo. Ícone Editora Ltda

6 TEZANI, Thaís Cristina Rodrigues. O jogo e os processos de aprendizagem e desenvolvimento: aspectos cognitivos e afetivos Disponível em:

7 ANEXO Foto 01: Alunos do 7º Ano do 3º Ciclo Turma A Matutino produzindo os textos Foto 02: Alunos do 7º Ano do 3º Ciclo Turma A Matutino Trabalho em equipe

8 Foto 03: Alunos do 7º Ano do 3º Ciclo Turma A Matutino Trabalho em equipe Foto 04: Alunos do 7º Ano do 3º Ciclo Turma A Matutino

9 Foto 05: Professora Ana Greyci com os alunos do 7º Ano do 3º Ciclo Turma A Matutino

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