Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil

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1 Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil Zilma de Moraes Ramos de Oliveira Apoio Parceria Coordenação Técnica Iniciativa

2 OBJETIVOS Discutir as implicações das novas DCNEI para o entendimento da função e do funcionamento das unidades de Educação infantil Refletir como planejar a organização da Educação infantil no município em termos de sua proposta pedagógica

3 SUMÁRIO DOS TEMAS Objetivos das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (CDNEI) Questões envolvidas na revisão das DCNEI Direcionamentos Básicos Caracterização das instituições de Educação Infantil Função sociopolítica da Educação Infantil Concepção curricular Concepção de criança Princípios

4 OBJETIVO DAS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL subsidiar políticas públicas de promoção da qualidade e expansão da Educação Infantil. Foco: elaboração de orientações para as práticas cotidianas nas unidades educacionais, apoiando o desenvolvimento de sua autonomia.

5 QUESTÕES ENVOLVIDAS NA REVISÃO DAS DCNEI Acesso e qualidade: desafios à área Garantir o direito da criança à educação Garantir equidade de oportunidades de tratamento às crianças: pluralidade cultural e respeito à diversidade Mediar a construção pela criança de uma relação com o meio ambiente Cuidar da construção da subjetividade desde cedo pela criança

6 DIRECIONAMENTOS BÁSICOS Caracterização do atendimento na Educação Infantil Função sociopolítica e pedagógica da Educação Infantil Concepção de currículo/criança Concepção de avaliação Considerações sobre a Educação infantil em territórios não-urbanos

7 CARACTERIZAÇÃO DAS UNIDADES DE EDUCAÇÃO INFANTIL Primeira etapa da Educação Básica Oferecido em espaços institucionais não-domésticos São estabelecimentos públicos/ privados Educam e cuidam de crianças de 0-5 anos Período diurno, parcial/integral Sob supervisão do sistema de ensino Sob Controle social

8 FUNÇÃO SOCIOPOLÍTICA E PEDAGÓGICA DA EDUCAÇÃO INFANTIL (art. 7º) I oferecer condições e recursos para que as crianças usufruam seus direitos civis, humanos e sociais; II assumir a responsabilidade de compartilhar e complementar a educação e cuidado das crianças com as famílias; III possibilitar tanto a convivência entre crianças e entre adultos e crianças quanto a ampliação de saberes e conhecimentos de diferentes naturezas;

9 FUNÇÃO SOCIOPOLÍTICA E PEDAGÓGICA DA EDUCAÇÃO INFANTIL (art. 7º) IV promover a igualdade de oportunidades educacionais entre as crianças de diferentes classes sociais no que se refere ao acesso a bens culturais e às possibilidades de vivência da infância; V construir novas formas de sociabilidade e de subjetividade comprometidas com a ludicidade, a democracia, a sustentabilidade do planeta e com o rompimento de relações de dominação etária, socioeconômica, étnico-racial, de gênero, regional, linguística e religiosa.

10 CONCEPÇÃO CURRICULAR (ART. 3º) O currículo da Educação Infantil é concebido como um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral de crianças de 0 a 5 anos de idade.

11 NOÇÃO DE CRIANÇA (ART. 4º) As propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que o centro do planejamento curricular é a criança, entendida como sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura.

12 AS PROPOSTAS PEDAGÓGICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL DEVEM RESPEITAR PRINCÍPIOS Éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades. Políticos dos direitos de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática. Estéticos da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da liberdade de expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais.

13 EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGENS Art. 9º As práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da Educação Infantil devem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeira, garantindo experiências que:

14 I - promovam o conhecimento de si e do mundo II - favoreçam a imersão das crianças em diferentes linguagens III - possibilitem às crianças experiências de narrativas IV - recriem, em contextos significativos para as crianças, relações quantitativas, medidas, formas e orientações espaço temporais;

15 V - ampliem a confiança e a participação das crianças nas atividades individuais e coletivas; VI - apoiem a autonomia das crianças nas ações de cuidado pessoal, autoorganização, saúde e bem-estar; VII - alarguem os padrões de referência e de identidades das crianças no diálogo e reconhecimento da diversidade;

16 VIII - incentivem a curiosidade, a exploração, o encantamento, o questionamento, a indagação e o conhecimento das crianças em relação ao mundo físico e social, ao tempo e à natureza; IX - promovam o relacionamento e a interação das crianças com diversificadas manifestações de música, artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança, teatro, poesia e literatura;

17 X - promovam a interação, o cuidado, a preservação e o conhecimento da biodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra, assim como o não desperdício dos recursos naturais; XI - propiciem a interação e o conhecimento pelas crianças das manifestações e tradições culturais brasileiras; XII - coloquem as crianças na utilização de gravadores, projetores, computadores, máquinas fotográficas, e outros recursos tecnológicos e midiáticos.

18 SOBRE A AVALIAÇÃO (ART.10) As instituições de Educação Infantil devem criar procedimentos para acompanhamento do trabalho pedagógico e para avaliação do desenvolvimento das crianças, sem objetivo de seleção, promoção ou classificação, garantindo: I - a observação crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e interações das crianças no cotidiano;

19 SOBRE A AVALIAÇÃO (ART.10) II - utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios, fotografias, desenhos, álbuns etc.); III - a continuidade dos processos de aprendizagens por meio da criação de estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos pela criança (casa/instituição de EI, no interior da instituição, creche/pré-escola e pré-escola/ef);

20 SOBRE A AVALIAÇÃO (ART.10) IV - documentação específica que permita às famílias conhecer o trabalho da instituição junto às crianças e os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança na Educação Infantil; V - a não retenção das crianças na Educação Infantil.

21 Vamos pensar sobre tudo isso? Especialista XXXXXX

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