Relato da situação da ferrugem e do vazio sanitário na região Sul (PR, SC e RS) e Sudeste (MG, SP)

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1 Reunião do Consórcio Antiferrugem 26 de junho de Londrina, PR. Relato da situação da ferrugem e do vazio sanitário na região Sul (PR, SC e RS) e Sudeste (MG, SP) Dulândula S. M. Wruck - Epamig Leila Costamilan Embrapa Trigo Cláudia Godoy- Embrapa Soja Silvânia Furlan IB/Cristiano Geller - CATI

2 Situação da lavoura PR e SC Área plantada: PR 3.938,9 mil ha (18,5%) SC 372,5 mil ha (1,75%) Fonte: CONAB Nonolevantamento:Jun/2008 Atraso nos plantios devido ao atraso nas chuvas

3 PARANÁ Atraso nos plantios devido ao atraso nas chuvas

4 Situação da lavoura de soja no RS - safra 2007/08 (Conab e Emater/RS, maio 2008) Cultivo no RS: 18% da área de soja brasileira ( ha) 13% da produção brasileira menor produtividade do Brasil Produtividade média (Kg/ha) redução de 20% na produção em relação à safra 2006/07 efeito da seca MT PR RS BR

5 Clima na safra de soja 2007/08, no RS região norte do estado (principal área produtora) Precipitação pluvial desvios (%) em relação à normal - seca em Temperatura - normal para a época out nov dez jan fev mar out nov dez jan fev mar

6 Situação da lavoura em SP - safra 2007/08 Área ha Produtividade kg/ha Clima Precipitação e temperatura Semeadura A semeadura foi realizada a partir do último decêndio de outubro até o 2º Decêndio de novembro. As temperaturas se mantiveram altas e as chuvas foram suficientes para emergência. O clima se manteve seco, mas sem comprometer a safra. A quantidade de chuvas não é possível definir graficamente, pois as regiões que plantam soja são bem heterogêneas no Estado de São Paulo, apesar das chuvas terem ocorrido praticamente na mesma época, mas em quantidades diferentes. Durante a safra Até o mês de janeiro o clima se manteve seco (com poucas chuvas) sem comprometimento da safra, e a partir de janeiro a ocorrência de chuvas foi abundante até final de fevereiro. Colheita Clima normal sem causar prejuízos na colheita.

7 Situação da lavoura - MG Área: Área cultivada: ha Clima Precipitação e temperatura Semeadura: apartir da 2ª quinzena de nov e 1ª quinz. de dez. (50%), até 1ª quinz. de jan.; Durante a safra: veranico (2ª quinz. nov a 1ª quinz. de dez) Lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis), Falsa medideira (Pseudoplusia includens) e Borca-das-axilas (Crocidosema aporema); Colheita: chuva plantio antecipado + prejudicado (50sc/ha), sem problema 55sc/ha.

8 Clima na safra de soja 2007/08, Região do Triângulo Mineiro - MG Chuvas /10/ /10/ /10/ /11/ /11/ /12/ /12/ /01/ /01/ /02/ /02/ /03/ /03/ /03/ /04/ /04/2008 Preciptação em mm Datas Temperatura Diária 35,0 30,0 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 0,0 01/10/ /10/ /10/ /11/ /11/ /12/ /12/ /01/ /01/ /02/ /02/ /03/ /03/ /03/ /04/ /04/2008 Temperatura o C Datas

9 Situação da ferrugem Primeiros relatos: Estado Data Município Estádio Tipo de área PR 6/12/2007 Quedas do Iguaçu R1 comercial SC 29/1/2008 Xanxerê R5 comercial SP 10/1/2008 Ribeirão do Sul R1 comercial RS 27/12/2007 Santo Augusto R2 comercial MG 15/1/2008 Uberlândia R3 irrigada

10 Situação de ferrugem de soja no RS, safra 2007/08 (consorcioantiferrugem.net) Mês de registro de ocorrências Estádio de soja e ocorrência de ferrugem dez/07 jan/08 fev/08 mar/08 abr/ Vn R1 R2 R3 R4 R5 R6

11 Ocorrências de ferrugem RS 2007/ registros lav. comerciais - 7 unidades alerta - 7 plantas voluntárias Municípios com maior número de ocorrências: Palmeira das Missões: 17 Cruz Alta: 12

12 Situação da ferrugem em SP Primeiras ocorrências Dez Jan Fev Mar Ferrugem DFC Evolução da doença Estádio de Ocorrência Ferrugem Estádio de Ocorrência DFC 0 Vn R1 R2 R3 R4 R5 R6

13 Situação da ferrugem - MG Primeiras ocorrências: 15/01/2008 Uberlândia (Consórcio), Uberaba 12/02/2008 Evolução da doença (Uberaba) EVOLUÇÃO DA FERRUGEM 120 PERCENTAGEM DE DOENÇA R5.1 R5.2 R5.3 R5.4 R5.5 R6 R7 ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO

14 Controle da ferrugem PR e SC Estado Média de Perdas estimadas aplicações/ha % mil ton PR 1,7 1,0 119,1 SC 1,7 1,2 11,4 Fonte: cooperativas, Emater, assistência técnica, escritórios de planejamento (66% área plantada) Produtos aplicados: Priori Xtra, Opera, Sphere, Folicur, Celeiro, Sistema Aproach MOMENTO DA APLICAÇÃO: PR/SC - Preventivas calendarizadas (florescimento) ou após constatada doença na região (ocorrência generalizada de focos)

15 Controle da ferrugem - RS Levantamento em 12 cooperativas do norte do RS, representando ha (47% da área de cultivo de soja). Primeiras aplicações critérios (só monitoramento: 0%; só calendário, a partir de R1: 67%; monitoramento até R1 e após calendário: 33%). Tecnologia de aplicação Produtos: 1ª aplicação (mistura trz.+ estr.: 100%); 2ª aplicação (só triazol: 50%); (mistura trz.+ estr.: 42%); (mistura trz + benzimidazol: 8%). Métodos: 95% tratorizado, 5% avião Número de aplicações: zero (0%); uma aplicação (24%); duas (67%); três (9%).

16 Controle da ferrugem - SP Primeiras aplicações Critérios Preventivo Tecnologia de aplicação Produtos Triazóis e Misturas Métodos Via terrestre Número de aplicações - 2 1,8 1,6 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 Aplicações Assis Orlândia Itapeva Barretos

17 Controle da ferrugem - MG Primeiras aplicações (CAT Uberaba) Critérios: 1ª junto com herbicida para folha estreita (V6 a V8) Uberlândia pouca ferrugem R2 e R5 Tecnologia de aplicação Produtos: Priori Xtra, Sistema Aproach, Opera, Nativo (as misturas foram utilizadas, na maioria) em todas as aplicações, devido ao custo. Quem utilizou triazol, aplicou na 1ª pulverização Rival, Tebuc. Nortox, Folicur, Orius Métodos: Herbicida + fungicida terrestre; 2ª terrestre (predominante/e) e a 3ª aérea (fungic + inseticida percevejo). Uberlândia Priori Xtra e Ópera Número de aplicações: média 3 média 2 (Uberlândia)

18 Vazio Sanitário PR - em vigor pela primeira vez a partir de 15 de junho de 2008 SC - não tem RS - não foi adotado

19 Vazio Sanitário SP - Foram efetuadas campanhas com cartazes e folders explicativos; Resultados: Por ser o primeiro ano, ainda não é suficiente para conclusões precisas, mas pelo que tudo indica, parece que os resultados foram muito bons. Houve redução da fonte de inóculo ocasinando o retardamento do aparecimento da doença. MG - 01/07 a 30/09/2008; Como foi executado: IMA conscientização e fiscalização 378 propriedades e 56 municípios, 14 reuniões, 14 notificações, 1 laudo de infração; Resultados: concentração de plantio, devido: inverno seco e vazio Pontencial de inóculo baixo.

20 Custo doenças PRODUTIVIDADE (Kg/ha) Estado Estimada Alcançada conab - out/2007 conab - jun/2007 PR SC SP RS MG

21 Custo doença - RS Previsões de produtividade (média) inicial: 47,2 sacos 60 kg/ha (variando entre 35 e 60). Produtividades alcançadas final: 36,8 sacos/ha (variando entre 17,5 e 45).» Diferença de 10,4 sacos/ha em função da seca Custo para controle de ferrugem Gasto com aplicação (média: R$ 46,80/ha). = R$ (considerando 1,85 aplicações) Perda com produtividade: mínima (1 saco/ha) ha x 1 saco = sacos x R$ 40,00 = R$ Total: R$ extrapolando para área total: R$

22 Custo doenças - SP Previsões de produtividade kg/ha Produtividades alcançadas kg/ha Custo para controle de doenças Gasto com aplicação R$ 93,84/ha Perda com produtividade Com relação a ferrugem não houve. Ocorreram perdas com e Antracnose (Colletotrichum dematium var. truncata)

23 Custo doenças - MG Produtividades alcançadas no Estado de MG: Produção: t Produtividade: 2884kg/ha 48sc/ha Custo para controle de doenças Gasto com aplicação: aérea c/ mistura R$ 78,15, c/ triazol R$ 75,15; terrestre c/ mistura R$ 85,00, c/ triazol R$ 82,00. Perda com produtividade c/ ferrugem não há relatos. Mofo Branco DFC CONAB/jun 2008 e CAT Uberaba

24 Considerações finais PR e SC PR/ SC plantios cedo e soja precoce com controle satisfatório e sem evolução severa da doença; - plantios tardios a doença ocorreu de forma mais severa Outras doenças foram mais importantes do que a ferrugem nesses Estados, entre elas: - podridão carvão (Macrophomina phaseolina) - mofo branco e oídio região Sul PR e SC - mancha alvo (Corynespora cassiicola) norte PR

25 Considerações finais - RS A ferrugem de soja, na safra 2007/08, não foi tão severa no RS, quando comparada com 2006/07. As perdas de produtividade verificadas foram em função, principalmente, da seca nos meses de janeiro, fevereiro e março de A ferrugem foi mais severa em abril, com o retorno de chuvas e pelo abandono de lavouras já prejudicadas pela seca.

26 Considerações finais - SP A ferrugem asiática da soja não foi um causador de redução da produtividade, pois ocorreram outras doenças já citadas anteriormente que foram fatores importantes na redução da produtividade. Estas doenças também ocorreram em algumas variedades mais específicas, sendo que em outras variedades não ocorreram tais doenças. Com relação a ferrugem, acreditamos que o vazio sanitário contribuiu para a redução da fonte de inóculo e retardamento do aparecimento dos primeiros sintomas.

27 Considerações finais- MG - A ferrugem não foi severa na safra 2007/08, os primeiros sintomas foram detectados nas fases mais avançadas da cultura (após R1), porém sua evolução foi maior no final da safra; - As misturas predominaram, nas 3 aplicações, devido a pequena diferença de custo com os triazóis; - Devido ao veranico, o maior custo foi com controle de lagartas, havendo casos de replantio de áreas.

28 MUITO OBRIGADA Dra. Dulândula S. Miguel Wruck EPAMIG

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