Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

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1 Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Plano Agrícola Primeiro e Pecuário Relatório de Avaliação Nacional PAP 2013/2014 sobre Mudanças Climáticas ROSEMEIRE SANTOS Superintendente Técnica Nelson Ananias Filho Assessor Técnico da Comissão Nacional do Meio Ambiente

2 Primeiro Relatório de Avaliação Nacional Identificar as vulnerabilidades do País frente ao aquecimento global; Avaliar os diferentes impactos nos principais setores da economia e na sociedade de acordo com as projeções do clima até o final do século; e Identificar estudos e medidas de adaptação às mudanças climáticas no Brasil até o ano de 2012.

3 Mudanças Climáticas Aumento da temperatura média acima de 2º + Chuvas + Secas + eventos extremos

4 Papel da Agricultura Não gera o conhecimento, mas sofre o impacto das mudanças climáticas; Nos Recursos Hídricos Regime Pluviométrico Na segurança alimentar Demanda de novos estudos que avaliem a realidade brasileira. Atenção a áreas mais vulneráveis.

5 Perfil de emissões usando GWP Emissões de 2,03 bilhões de toneladas de CO 2 eq em 2005 Emissões de 1,25 bilhões de toneladas de CO 2 eq em % 2% 4% 22% 32% 57% 20% 35% 7% 4%

6 AGRICULTURA e PECUÁRIA: ATIVIDADES MAIS SENSÍVEIS ÀS OSCILAÇÕES CLIMÁTICAS

7 Distribuição Geográfica Brasileira em milhões de ha e % Pastagem e Campos Naturais ,2 Lavouras Temporárias 55 6,4 Lavouras Permanentes 17 2,0 Florestas Cultivadas 5 0,6 Unidades de Conservação Federais e Estaduais ,7 Áreas Indígenas ,6 Áreas de Assentamentos Rurais 77 9,0 Áreas Devolutas e outros usos ,1 Áreas Inexploradas Disponíveis para Agricultura (não considera Floresta Amazônica) 71 8,4 Total Fonte: IBGE, MAPA, CONAB, ABRAF, INCRA e MMA.

8 O agronegócio brasileiro PIB Brasil 2012: US$ 2,251 trilhão PIB Agronegócio 2012: US$ 507 bilhões (22,46%) Agronegócio Agricultura US$ 357,5 bilhões (70,5%) PIB Demais setores (81,70%) US$ 1,839 trilhão Agronegócio Pecuária US$ 149,5 bilhões (29,5%) Fonte: CEPEA/USP, CNA, BACEN US$ 1 = R$ 1,95; média BACEN 2012

9 Em milhões de toneladas Tecnologia: a base do desenvolvimento da agropecuária brasileira 200,0 180,0 160,0 140,0 120,0 100,0 80,0 60,0 40,0 20,0 0,0 Brasil: evolução da safra de grãos e fibras Mantendo-se a mesma produtividade de 1976, para se produzir 184 milhões de toneladas seriam necessários 146,26 milhões de hectares. Produtividade kg/hectares Poupança agrícola 35 anos Produção (toneladas) Área Plantada (hectares) Produtividade 1976/ /13 Crescimento % 46,9 184,0 292,32 37,3 53,0 42, , kg/hectares

10 Quanto poderemos produzir nos 70 milhões de hectares liberados? Hoje Com mais 70 milhões de hectares Meta da FAO 280 milhões de toneladas Grãos e fibras 160 milhões de toneladas 379 milhões de toneladas + 136,88% Carne bovina 9,1 milhões de toneladas 15 milhões de toneladas + 66,67% Observação: Considerando-se os mesmos níveis tecnológicos atuais. Fonte: CNA, com base nos dados do IBGE, CONAB e SIGSIF

11 É preciso aumentar a produção Mais 280 milhões de toneladas até Mais 450 milhões de toneladas até 2030 Fonte: FAO

12 Agricultura de Baixo Carbono (ABC) Oferta mundial da produção O mundo deverá aumentar a produção em 60% para atender a uma população de 9,1 bilhões de habitantes até ,8 bilhões de toneladas País Aumento da produtividade (%) Austrália 7 Brasil 40 Canadá + Estados Unidos 15 China e Rússia 26 União Europeia 4 Fonte: FAO 280 milhões de toneladas

13 Área dos estabelecimentos agropecuários brasileiros

14 OSCILAÇÕES DO CLIMA E PREJUIZOS ECONÔMICOS

15

16 EFEITOS DAS OSCILAÇÕES DO TEMPO

17 IMPREVISIBILIDADE DO TEMPO

18 CLIMA : IMPACTOS NO AGRONEGÓCIO SUL DE MINAS GERAIS OUTUBRO DE 2008 PERDÕES 490 ha 140 produtores Perda 60%

19 CLIMA : IMPACTOS NO AGRONEGÓCIO SUL DE MINAS GERAIS OUTUBRO DE 2008 Coqueiral 1500 ha 120 produtores Perda de 70%

20 IMPACTOS NO AGRONEGÓCIO SUL DE MINAS GERAIS OUTUBRO DE 2008 Boa Esperança 4000 ha 150 produtores Perda de 80%

21 OSCILAÇÕES CLIMÁTICAS X DOENÇAS FERRUGEM ASIÁTICA 2003/04 : Excesso de chuvas Centro-Oeste 2003/04: Excesso de sêca no MS = - 4,5 milhões de toneladas = 02 seguradores quebradas

22 AGRICULTURA BRASILEIRA SUCESSOS DO BRASIL NA ADAPTAÇÃO DAS CULTURAS

23 Fonte: A VARIABILIDADE DAS CHUVAS E A EXPANSÃO DA CULTURA DA SOJA NO BRASIL: cenários possíveis sob a hipótese das mudanças climáticas; Ivan Rodrigues de Almeida; João Lima Sant Anna Neto Evolução da produção e produtividade CULTURA DA SOJA NO BRASIL Migração da cultura em conseqüência do melhoramento genético e do desenvolvimento de novas técnicas de manejo da cultura e novos materiais genéticos adaptados às regiões tropicais.

24 Produção da Safra 2012/13 Produção Total 2012/13* = 184 milhões de ton Δ = 10,48% milhões de ton. e ha 120,0 81,9 Soja Δ = +23,4% 90,0 60,0 Inserir gráfico producão, área e produtividade 77,4 Milho Δ = 6,1% 30,0 Área Grãos Δ = 4,2% - 00/01 02/03 04/05 06/07 08/09 10/11 12/13 Outros Grãos Milho Soja Área Total Fonte: CONAB. *Estimativa (6º Levantamento de Safra de Grãos Mar/2013).

25 TRIGO

26 Evolução CULTURA da produção DO TRIGO e produtividade ZONAS FISIOGRÁFICAS Regiões de adaptação para trigo no Brasil EMBRAPA TRIGO Circular Técnica On-Line nº20 (Paraná, Mato Grosso do Sul e parte dos estados Pernambuco ) e zona Zona setentrional de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Bahia e meridional (Sul do país).

27 Evolução da produção e produtividade Cultura do arroz

28 OPORTUNIDADES NA ERA DAS AGRICULTURA MUDANÇAS CLIMÁTICAS - É adaptável ao cenário do prognostico apresentado, necessitando investimentos em pesquisas; -Incorporação de tecnologias que resultem em menor emissão ou até sequestro de carbono (exemplo ABC) ÁREAS PROTEGIDAS DAS PROPRIEDADES -Implementação do PSA para manutenção das APP s e RESERVA LEGAL; - Necessária a implementação de mecanismos de monitoramento e controle dos benefícios sócioambientais e do cumprimento dos requisitos pelo recebimento do PSA.

29 PECUÁRIA DE CORTE Impactos ambientais e emissões de gases efeito estufa (GEE)

30 Gg CO2eq PECUÁRIA Setor Agropecuária Setor Agropecuária Emissões em dióxido de carbono equivalente GWP

31 Fermentação Entérica 56% Manejo de Dejetos Animais 5% Solos Agrícolas 35% Cultura de Arroz 2% Queima de Cana e Algodão 1%

32 PECUÁRIA: 190 milhões de cabeças Atividade distribuida em todo o territorio nacional 70 milhões de cabeças na Amazônia Legal

33 PECUÁRIA Metodologia Metodologia de cálculo: Os números apresentados pelo MCT são referentes aos anos de 1990 a 2010 e foram calculados de acordo com a metodologia recomendada pelo IPCC. Problemas: Dados com base no rebanho de 2006; Coeficientes técnicos definidos para outros países não para o Brasil; Não consideram seqüestro por pastagens.

34 Seqüestro por Pastagens Existe a possibilidade de seqüestro de carbono, que é estocado na MOS (matéria orgânica do solo); Emissões + 1,18 Mg CO 2 eq/ha/ano Seqüestro - 0,78 Mg CO 2 eq/ha/ano Balanço = 0,40 Mg CO 2 eq/ano/ano Seqüestro não é contabilizado na metodologia do IPCC; São primeiras estimativas, mais estudos são necessários.

35 Sequestro de carbono por pastagens Estocagem de até 223 ton/ha no solo. Espécie compõe 40% das pastagens do país (80 milhoes de hectares) Brachiaria decumbens Brachiaria decumbens

36 Estratégias de Mitigação Seleção de matrizes que emitam menos metano, assim como é feito na questão de ganho de peso de difícil acompanhamento; Inibição da metanogênese: uso de promotores de crescimento (proibidos na UE) e uso de extrato de plantas como óleo de côco e alho; Imunização contra agentes metanogênicos (vacinas) efeitos apenas no curto prazo.

37 Estratégias de Mitigação (II) Propostas em alimentação: Além da redução da emissão de GEE, pode diminuir os demais impactos ambientais. É visto como o melhor meio de ação. Busca de maior eficiência alimentar e do capital terra. Pode também ser visto como mudança no sistema produtivo, uma vez que a intensificação pode mudar todo o manejo do gado.

38 Sistemas Produtivos 1. Melhoria de pastagens: Ajuda a controlar todas as externalidade negativas da pecuária, pois aumenta a produtividade do fator terra; Pode liberar entre 30 e 70 milhões de hectares para outras atividades. 2. Sistemas Silvipastoris; 3. Pesquisas e Transferências de Tecnologia: Pesquisas em intensificação da produção já apresentam várias alternativas; São necessários estudos comparativos de economicidade das alternativas (em âmbito regional)

39 Conclusões Principais Necessidade de aumento dos estudos e geração de conhecimento. Desafio do setor é continuar sua expansão sobre base de melhor intensidade tecnológica, gerando benefícios econômicos e ambientais; Investir recursos públicos e privados em adoção de melhores tecnologias de manejo. Investimento em previsão de tempo.

40 MUITO OBRIGADO!

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