CRIME = FATO TÍPICO + Antijurídico + Culpável

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CRIME = FATO TÍPICO + Antijurídico + Culpável"

Transcrição

1 1. O FATO TÍPICO 1

2 CRIME = FATO TÍPICO + Antijurídico + Culpável Elementos do FATO TÍPICO: FATO TÍPICO 1) CONDUTA DOLOSA OU CULPOSA Conceito: É fato material que se amolda perfeitamente aos elementos constantes do modelo previsto na lei penal. 2) RESULTADO 3) NEXO CAUSAL 4) TIPICIDADE 2

3 I) CONDUTA 1- Teorias da Ação 2- Conceitos 3- Elementos da Conduta 4- Ausência de Conduta 5- Formas de Conduta 6- O Dolo 7- A Culpa em sentido estrito 8- Crimes qualificados pelo Resultado 3

4 1. Teorias da Ação Teorias da Ação 1. Teoria Causalista 2. Teoria Finalista 3. Teoria Social da Ação 4. Teoria Jurídico-penal 4

5 1.1 Teoria Causalista Vontade Conduta Resultado CAUSA CAUSA Os causalístas: Ao examinarem a conduta de uma pessoa, não realizam nenhuma valoração acerca do FIM pretendido pelo agente; 5

6 1.2.Teoria Finalista da Ação Hans Welzel primeiras décadas do século XX; Todo e qualquer acontecimento humano é um acontecimento FINALISTA E não puramente CAUSAL, pois o homem, enquanto ser consciente das leis naturais de causa e efeito, pode prever as conseqüências de seu comportamento e tem condições de dirigir sua atividade no sentido da Produção de um ou de outro resultado. Ação Internamente (pensamento) Externamente (concretiza sua vontade) Finalidade Conclusão: somente analisando o conteúdo da vontade é que se pode afirmar a realização de um tipo legal de crime, já que a finalidade é parte integrante da conduta, dela inseparável. Esta é a essência do FINALISMO. 6

7 1.3 Teoria Social da Ação JESCHEK E WESSELS entenderam que o finalismo de Welzel era INSUFICIENTE para conceituar conduta porque esquecia uma característica essencial de todo comportamento humano, que é o seu LADO SOCIAL (TELES, 2005). Ação é a causação de um resultado típico SOCIALMENTE RELEVANTE a Teoria social da ação vê na relevância social do fazer ou da omissão humanos, o critério conceitual comum a todas as formas de comportamento. Críticas: Damásio e Assis Toledo Para Damásio essa teoria não deixa de ser CAUSAL 7

8 1.4 Teoria Adotada no Direito Penal A Teoria Finalista é a que mais atende aos interesses do Direito Penal; É a teoria que consegue explicar a conduta com base no próprio direito positivo. Conduta VONTADE FINALIDADE 8

9 2. Conceitos -é ação ou omissão humana consciente e dirigida a determinada finalidade (DAMÁSIO, 1998); -É ação ou omissão humana, consciente e voluntária, dirigida a uma finalidade (CAPEZ,2005). VONTADE AÇÃO Onde não houver vontade não há conduta CONDUTA OMISSÃO FINALIDADE CONSCIÊNCIA 9

10 3. Elementos da Conduta a) Vontade b) Finalidade; c) Exteriorização (inexiste quando é pensamento) d) Consciência Conduta é realização material da vontade humana, mediante a prática de um ou mais ATOS. Ato é apenas uma parte da conduta. 10

11 4. Ausência de Conduta Só existe conduta quando houver vontade do agente. ATO VOLUNTÁRIO (JOLIVET, apud Damásio, 1998) 1. Deve ser espontâneo, isto é, proceder de uma tendência própria e interior à vontade; se não é coagido e forçado; 2. O fim deve ser conhecido como tal; se não, o ato não é voluntário mas natural ou instintivo. DÁ-SE AUSÊNCIA DE CONDUTA QUANDO OCORRE LESÃO A BEM JURÍDICO, COM A INTERFERÊNCIA DO HOMEM, SEM TER HAVIDO CONDUTA, POR INEXISTIR VONTADE. Ex: enfermeira imobilizada por imobilizada, é impedida de administrar medicamento imprescindível para a manutenção da vida do paciente. 11

12 4. Ausência de Conduta São três os casos possíveis: 1. Coação física absoluta ou força irresistível; 2. Movimentos Reflexos; 3. Estados de Inconsciência 1. Coação física absoluta ou força irresistível trata-se de força absoluta, que não se pode resistir. (Vis absoluta).essa é uma força tão forte que elimina a vontade do homem logo não há conduta. Ex: enfermeira imobilizada por imobilizada, é impedida de administrar medicamento imprescindível para a manutenção da vida do paciente. Forçar fisicamente alguém a assinar documento falso. Autor do falso é o coator. Se a coação for moral (vis compulsiva), há conduta, porém viciada. Não há culpabilidade. Ex: gerente do banco que tem sua esposa e filhos ameaçados e rouba banco. 12

13 4. Ausência de Conduta 2. Movimentos Reflexos movimentos do corpo ditados por reflexos naturais. Ex: Um indivíduo que tem um reflexo rotuliano e danifica um bem valioso. Não pode ser considerado crime de dano pois não há vontade, logo não há FATO TÍPICO (Fato típico = conduta (não há conduta, pois não há vontade) + resultado+ nexo causal+ tipicidade). Ex: Um indivíduo que ao levar um choque elétrico, tem um movimento involuntário no braço e atinge o rosto de uma mulher, causando-lhe um hematoma. 3. Estados de Inconsciência não existe a consciência do fato. Ex: sonambulismo; atos praticados sob efeito de hipnose ou em estados de inconsciência. 13

14 5. Formas de Conduta Ação comportamento positivo, movimentação corpórea, facere. (CAPEZ,2005); Omissão comportamento negativo, abstenção de movimento, non facere (CAPEZ, 2005). 14

15 5.1 Teorias da Omissão A) NATURALÍSTICA a omissão é um fenômeno causal, que pode ser claramente percebido no mundo dos fatos. _ a omissão provoca modificações no mundo naturalístico (mundo dos fatos), na medida em que o omitente, ao permanecer inerte fez coisa diversa da que deveria ser feita. B) NORMATIVA a omissão NÃO é um simples fazer, MAS NÃO FAZER ALGUMA COISA (uma ação esperada). A omissão por si mesma Não tem relevância jurídica, o que lhe dá este atributo é a norma que impõe um determinado comportamento. Essa teoria foi acatada pelo Código Penal na reforma de (art. 13, 2º ) 15

16 6. A Conduta dolosa Fato Típico CONDUTA Resultado Nexo-causal Tipicidade Dolosa Culposa O DOLO é o elemento PSICOLÓGICO da CONDUTA Conceito: é a vontade e a consciência de realizar elementos constantes do tipo legal. o crime será doloso quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo (art.18 CP) 16

17 6.1 Teorias do Dolo São várias as teorias que procuram explicar o dolo. Veremos 3 das mais importantes: 1. A TEORIA DA VONTADE; 2. A TEORIA DA REPRESENTAÇÃO; 3. A TEORIA DAO ASSENTIMENTO OU DO CONSENTIMENTO. 1. Teoria da Vontade age com dolo quem tem como objetivo a prática de um fato definido como crime. é dolosa a conduta em que o agente tem VONTADE de alcançar o resultado. CONSCIÊNCIA E VONTADE Ex: João tem consciência de que, se deixar cair uma pedra na cabeça de sua mulher poderá matá-la. Desejoso de ficar viúvo, desfere o golpe e mata a mulher para ficar com sua amante. (MOURA TELES, 2005, p. 146). 17

18 6.1 Teorias do Dolo 2. Teoria da Representação não é necessário que o agente tenha vontade de alcançar o resultado, bastando que o PREVEJA, (que represente o resultado). O dolo seria a representação do RESULTADO. 3 Teoria do Assentimento ou do Consentimento exige que o agente tenha consciência do fato, tenha previsão do resultado, mas NÃO EXIGE QUE QUEIRA ALCANÇAR O RESULTADO, bastando que o ACEITE, CONSINTA, caso ele aconteça. Ex: Um indivíduo esta caçando e avista um animal próximo a um homem. Desejando atingir a caça, prevê que, se errar o tiro atingirá o homem, a quem não deseja matar. Atira e atinge o homem. Para essa teoria o indivíduo agiu dolosamente pois, apesar de não querer o resultado, ACEITOU-O. O CP adotou a Teoria da vontade e a Teoria do Assentimento. (Art. 18,I) 18

19 6.2 Elementos do Dolo Para a teoria Clássica DOLO Consciência do fato (Previsão) Vontade de alcançar o resultado POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE Para a Teoria Finalista Culpabilidade O DOLO É NATURAL Consciência do fato (Previsão) Vontade de alcançar o resultado POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE 19

20 6.3 Espécies de Dolo 1. Dolo direto ou determinado é aquele em que o sujeito busca alcançar um resultado certo e determinado. O sujeito visa um CERTO E DETERMINADO RESULTADO (DAMÁSIO, 1998) Ex: A mata B, testemunha de um delito, para silenciá-la. 2. Dolo indireto ou indeterminado quando a VONTADE do agente NÃO se dirige a certo e DETERMINADO fim. Possui duas formas: a) Dolo alternativo quando a VONTADE do agente se dirige a um ou a outro resultado. Ex: o agente desfere golpes de faca na vítima com intenção alternativa: FERIR OU MATAR. b) Dolo eventual quando o sujeito assume o risco de produzir o resultado, isto é ADMITE E ACEITA O RISCO DE PRODUZI-LO. Ex: O agente pretende atirar na vítima, que está conversando com outra pessoa. Percebe que atirando na vítima pode atingir a outra pessoa (ele tolera a morte do terceiro).se atira e também mata o outro, responde por 2 crimes de homicídio. Um a título de dolo direto e outro, de dolo eventual. (DAMÁSIO, 1998). 20

21 6.3 Espécies de Dolo 3. Dolo Genérico e dolo específico a) Dolo Genérico de acordo com a doutrina, é a vontade de realizar fato descrito na norma penal incriminadora; Obs: o dolo é genérico quando a vontade do agente não vai além do fato material. Ex: b) Dolo específico o agente quer um resultado que se encontra FORA DO FATO MATERIAL (a existência do dolo específico não exclui o dolo genérico) 21

22 Exemplos (DAMÁSIO) Alteração de limites Art Suprimir ou deslocar tapume, marco, ou qualquer outro sinal indicativo de linha divisória, PARA APROPRIAR-SE, no todo ou em parte, de coisa imóvel alheia: Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, e multa. Escrito ou objeto obsceno Art Fazer, importar, exportar, adquirir ou ter sob sua guarda, PARA FIM DE COMÉRCIO, de distribuição ou de exposição pública, escrito, desenho, pintura, estampa ou qualquer objeto obsceno: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa. 22

23 7. A Conduta Culposa Fato Típico CONDUTA Resultado Nexo-causal Tipicidade Dolosa Culposa A culpa é elemento normativo da conduta 23

24 7. A Conduta Culposa O Contexto: O Direito Penal tutela os bens jurídicos de grande relevância para a sociedade; As condutas dolosas são as mais relevantes para o Direito Penal, entretanto, hoje, em razão do próprio modo de vida da sociedade, vários bens jurídicos são atingidos por lesões graves, por meio de CONDUTAS NÃO DOLOSAS; Assim, o Direito Penal não poderia deixar de considerar essas condutas chamadas CULPOSAS, ou praticadas com CULPA EM SENTIDO ESTRITO (TELES, 2006). 24

25 7.1 Conceitos Segundo Moura Teles, não existe um conceito perfeito de culpa, em sentido estrito, mas que, com base no enunciado do art. 18,II do CP: - diz-se crime culposo quando o agente deu causa ao resultado, por IMPRUDÊNCIA, NEGLIGÊNCIA OU IMPERÍCIA. CULPA É ELEMENTO NORMATIVO DA CONDUTA. A culpa é assim chamada porque sua verificação necessita de um PRÉVIO JUÍZO DE VALOR, sem o qual não se sabe se ela está ou não presente (CAPEZ, 2005). CONDUTA CULPOSA - é a CONDUTA VOLUNTÁRIA que produz RESULTADO ILÍCITO, não desejado, mas PREVISÍVEL, e, excepcionalmente previsto, que podia, COM A DEVIDA ATENÇÃO, ser EVITADO. (MIRABETI, apud TELES, 2006). 25

26 7.2 Elementos da culpa em sentido estrito Só haverá CULPA, stricto sensu, se TODOS os elemento estiverem presentes. Ausente um deles o fato não é culposo e NÃO HAVERÁ CRIME CULPOSO. a) Conduta Voluntária b) Inobservância do dever de cuidado objetivo c) Resultado Lesivo Indesejado d) Previsibilidade Objetiva e) Tipicidade 26

27 a) A Conduta Voluntária Não se dirige À produção do Resultado Conduta culposa FIM LÍCITO Se não for Voluntária NÃO HÁ CONDUTA NÃO HÁ FATO TÍPICO Não se destina à Produção de um Tipo legal 27

28 b) Inobservância do Dever de Cuidado Dever do Cuidado Imposto a todas As pessoas da sociedade Destina-se à proteção dos bens jurídicos selecionados pela sociedade Não necessita está expressamente determinado, nem constar em norma jurídica A NÃO OBSERVÂNCIA DO DEVER DE CUIDADO É COMPORTAMENTO PROIBIDO PELO DIREITO LESÃO A BEM JURÍDICO DELITO CULPOSO 28

29 Formas de Inobservância do Dever de Cuidado Negligência Imprudência Imperícia É falta de atenção, relaxamento, ausência de precaução, descuido É sempre uma omissão (conduta negativa) Ex: pai que deixa arma carregada em local acessível a criança ou adolescente. Criação desnecessária de perigo; É prática de fato perigoso; É sempre realização de movimento do corpo (é positiva) Ex: dirigir em alta velocidade (incompatível com o local). É falta de habilidade técnica; É falta de destreza, aptidão para o exercício de determinada arte ou profissão; Ex: médico que não realiza procedimento cirúrgico correto e causa dano ao paciente. Não dominar a técnica cirúrgica. 29

30 c) Resultado Lesivo Indesejado Para que haja fato culposo é INPRESCINDÍVEL que seja produzido o resultado indesejado; Por mais que o sujeito tenha sido negligente, deixando de observar o dever de cuidado, se o seu comportamento tiver causado A MODIFICAÇÃO DO MUNDO EXTERNO, atingindo um bem jurídico; Ex: Um indivíduo dirige em alta velocidade pelas ruas da cidade, realizando manobras perigosas e colocando em risco a vida dos transeuntes. Assusta as pessoas mas não atinge nenhuma delas. Não haverá fato culposo mas poderá haver fato doloso dirigir veículos na via pública, embarcações em águas públicas, pondo em perigo a segurança alheia. (art. 34 LCP) Ex: art. 132 CP expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto ou iminente. 30

31 d) Previsibilidade Objetiva Nem todas as lesões a bens jurídicos podem ser evitadas Caso Fortuito Fortuito é aquilo que se mostra imprevisível; É o que chega sem ser esperado e por força estranha à vontade do homem. Ex: incêndio provocado pelo cigarro derrubado do cinzeiro por um golpe de ar inesperado. Força Maior Trata-se de um evento externo ao agente, tornando inevitável o acontecimento. Ex: coação física. Excluem o DOLO E A CULPA, consequentemente a CONDUTA. Não há CRIME Estes eventos situam-se fora do âmbito do Direito Penal 31

32 d) Previsibilidade Objetiva O Direito Penal só pode punir os fatos que puderem ser evitados Sujeito FATO CULPOSO Podia prever o resultado lesivo (PREVISIBILIDADE) É a possibilidade de o sujeito, nas condições em que se encontra, antever o resultado lesivo. Previsível é aquele resultado que pode ser previsto. Exigível ao cidadão comum 32

33 7.3 Critérios de aferição da Previsibilidade OBJETIVO SUBJETIVO A previsibilidade deve ser apreciada do ponto de vista de uma pessoa prudente e com discernimento, colocado nas condições concretas. O que o HOMEM PRUDENTE faria? A previsibilidade deve ser aferida tendo em vista as condições pessoais do SUJEITO, isto é, a questão de o resultado ser ou não ser previsível é resolvida com base nas circunstâncias antecedentes a sua produção. O que era exigível do SUJEITO? (DAMÁSIO, 1998) 33

34 7.4 Espécies de Culpa 1. Culpa Consciente 2. Culpa Inconsciente 3. Culpa Imprópria 4. Culpa Mediata ou Indireta 5.Culpa Presumida 34

35 1. Culpa Consciente 2. Culpa Inconsciente sujeito realiza a PREVISÃO do resultado, MAS CONFIA sinceramente que poderá evitálo ou que ele NÃO ocorrerá,agindo com a convicção plena de que, apesar da possibilidade de que o resultado ocorra, NÃO OCORRERÁ nenhum resultado lesivo Ocorre quando o sujeito não realiza a PREVISÃO do resultado. É previsível mas o sujeito NÃO PREVÊ e impulsiona,voluntariamente, a conduta dando causa a resultados Obs: de acordo com a lei penal não existe diferença de tratamento entre a culpa com previsão e a culpa inconsciente. Não há diferença entre a cominação de pena em abstrato. (exposição de motivos do CP); Entretanto, parece-nos que no momento da dosagem da pena, o grau de culpabilidade, deva o juiz elevar um pouco a sanção de quem age com a culpa consciente (CAPEZ, 2005, p. 210) 35

36 Culpa Consciente = Dolo Eventual O sujeito realiza a PREVISÃO do resultado, MAS CONFIA sinceramente que poderá evitá-lo ou que ele NÃO ocorrerá,agindo com a convicção plena de que, apesar da possibilidade de que o resultado ocorra, NÃO OCORRERÁ nenhum resultado lesivo O agente prevê o resultado, NÃO O DESEJA, mas O ACEITA SE ELE EVENTUALMENTE VIER A ACONTECER Prevê o Resultado Prevê o Resultado Não admite o resultado Assume o risco 36

37 7.5 Espécies de Culpa 3. Culpa Imprópria - (também conhecida como culpa por extensão, por equiparação ou por assimilação) é aquela em que o agente, POR ERRO DE TIPO INESCUSÁVEL (vencível), supõem estar diante de causa de JUSTIFICAÇÃO, que lhe permita praticar LICITAMENTE, um fato típico. EX: Pessoa que está em casa na madrugada e vê uma pessoa pulando o muro de sua residência. Supondo está sendo vítima de um assalto, acredita que está agindo em legítima defesa e atira contra a pessoa, matando-a. Essa pessoa era sua irmã que havia esquecido a chave do portão e não querendo acordar ninguém, pula o muro. Elemento subjetivo híbrido culpa (no início da ação) e dolo no final. ERRO INESCUSÁVEL ( vencível, se o agente agisse com mais cautela) EXCLUI O DOLO E SUBSISTE A CULPA São casos previstos no CP art 20 1 o e 2 a parte (discriminantes putativas) 37

38 7.5 Espécies de Culpa 4. Culpa Presumida não existe mais na legislação penal, pois tratase de uma forma de RESPONSABILIDADE OBJETIVA. Existia antes do CP de Havia punição por crime CULPOSO quando o agente causa o resultado por ter infringido uma norma regulamentar (dirigir sem habilitação) mesmo que não houvesse NEGLIGÊNCIA, IMPRUDÊNCIA OU IMPERÍCIA (CAPEZ, 2005, p. 212) 5. Culpa Mediata ao Indireta é quando o agente produz INDIRETAMENTE o resultado a título de CULPA. Ex:Motorista está parado no acostamento de uma rodovia movimentada, quando é abordado por um assaltante. Assustado, corre para o meio da pista e morre atropelado. O agente responde, não apenas pelo roubo, que diretamente causou, mas também pela morte da vítima, provocada indiretamente. É necessário NEXO DE CAUSALIDADE para o segundo resultado. 38

39 7.6 A Excepcionalidade do Crime Culposo Art. 18 do CP Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente. Qual o critério para saber quando um crime admite modalidade culposa? Basta analisar a norma INCRIMINADORA Quando o CP admite a modalidade culposa há referência expressa à culpa; Quando o CP silencia a respeito da culpa é porque NÃO ADMITE A MODALIDADE CULPOSA Ex: Furto Não há modalidade culposa; Crimes culposos : art, º; art º; 39

CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES

CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES Espécies de Conduta a) A conduta pode ser dolosa ou culposa. b) A conduta pode ser comissiva ou omissiva. O tema dolo e culpa estão ligados à

Leia mais

FATO TÍPICO CONDUTA. A conduta é o primeiro elemento integrante do fato típico.

FATO TÍPICO CONDUTA. A conduta é o primeiro elemento integrante do fato típico. TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO CONDUTA A conduta é o primeiro elemento integrante do fato típico. Na Teoria Causal Clássica conduta é o movimento humano voluntário produtor de uma modificação no mundo

Leia mais

www.apostilaeletronica.com.br

www.apostilaeletronica.com.br DIREITO PENAL PARTE GERAL I. Princípios Penais Constitucionais... 003 II. Aplicação da Lei Penal... 005 III. Teoria Geral do Crime... 020 IV. Concurso de Crime... 027 V. Teoria do Tipo... 034 VI. Ilicitude...

Leia mais

Direito Penal Aula 3 1ª Fase OAB/FGV Professor Sandro Caldeira. Espécies: 1. Crime (delito) 2. Contravenção

Direito Penal Aula 3 1ª Fase OAB/FGV Professor Sandro Caldeira. Espécies: 1. Crime (delito) 2. Contravenção Direito Penal Aula 3 1ª Fase OAB/FGV Professor Sandro Caldeira TEORIA DO DELITO Infração Penal (Gênero) Espécies: 1. Crime (delito) 2. Contravenção 1 CONCEITO DE CRIME Conceito analítico de crime: Fato

Leia mais

FATO TÍPICO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES

FATO TÍPICO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES FATO TÍPICO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES Fato típico é o primeiro substrato do crime (Giuseppe Bettiol italiano) conceito analítico (fato típico dentro da estrutura do crime). Qual o conceito material

Leia mais

PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1. TEORIA DA TIPICIDADE

PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1. TEORIA DA TIPICIDADE 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1.1 FUNÇÕES DO TIPO: a) Função garantidora : 1. TEORIA DA TIPICIDADE b) Função

Leia mais

Exercícios de fixação

Exercícios de fixação 1. (UFMT) As infrações penais se dividem em crimes e contravenções. Os crimes estão descritos: a) na parte especial do Código Penal e na Lei de Contravenção Penal. b) na parte geral do Código Penal. c)

Leia mais

AULA 08. CONTEÚDO DA AULA: Teorias da Conduta (cont). Teoria social da ação (cont.). Teoria pessoal da ação. Resultado. Relação de Causalidade Início.

AULA 08. CONTEÚDO DA AULA: Teorias da Conduta (cont). Teoria social da ação (cont.). Teoria pessoal da ação. Resultado. Relação de Causalidade Início. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Direito Penal / Aula 08 Professora: Ana Paula Vieira de Carvalho Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 08 CONTEÚDO DA AULA: Teorias da (cont). Teoria social

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 1ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 1ª ª- DIREITO PENAL IV LEGISLAÇÃO ESPECIAL 1ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 TEORIA GERAL DO CRIME REVISÃO CRIME É : FATO TÍPICO CONDUTA - DOLO E CULPA NEXO CAUSAL/NEXO DE IMPUTAÇÃO RESULTADO TIPICIDADE

Leia mais

CURSO: DIREITO NOTURNO - CAMPO BELO SEMESTRE: 2 ANO: 2015 C/H: 67 AULAS: 80 PLANO DE ENSINO

CURSO: DIREITO NOTURNO - CAMPO BELO SEMESTRE: 2 ANO: 2015 C/H: 67 AULAS: 80 PLANO DE ENSINO CURSO: DIREITO NOTURNO - CAMPO BELO SEMESTRE: 2 ANO: 2015 C/H: 67 AULAS: 80 DISCIPLINA: DIREITO PENAL I PLANO DE ENSINO OBJETIVOS: * Compreender as normas e princípios gerais previstos na parte do Código

Leia mais

TESTE RÁPIDO DIREITO PENAL CARGO TÉCNICO LEGISLATIVO

TESTE RÁPIDO DIREITO PENAL CARGO TÉCNICO LEGISLATIVO TESTE RÁPIDO DIREITO PENAL CARGO TÉCNICO LEGISLATIVO COMENTADO DIREITO PENAL Título II Do Crime 1. (CESPE / Defensor DPU / 2010) A responsabilidade penal do agente nos casos de excesso doloso ou culposo

Leia mais

NEXO CAUSAL PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES

NEXO CAUSAL PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES NEXO CAUSAL PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES 1 Conceito. Causa. É elemento do fato típico. É o vínculo entre conduta e resultado. O estudo da causalidade busca concluir se o resultado decorreu da conduta

Leia mais

Direito Penal Emerson Castelo Branco

Direito Penal Emerson Castelo Branco Direito Penal Emerson Castelo Branco 2014 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. DIREITO PENAL CONCEITO DE CRIME a) material: Todo fato humano que lesa ou expõe a perigo

Leia mais

TEORIAS DA CONDUTA DIREITO PENAL. Cléber Masson + Rogério Sanches + Rogério Greco

TEORIAS DA CONDUTA DIREITO PENAL. Cléber Masson + Rogério Sanches + Rogério Greco TEORIAS DA CONDUTA DIREITO PENAL Cléber Masson + Rogério Sanches + Rogério Greco TEORIAS CAUSALISTA, CAUSAL, CLÁSSICA OU NATURALISTA (VON LISZT E BELING) - CONDUTA É UMA AÇÃO HUMANA VOLUNTÁRIA QUE PRODUZ

Leia mais

DOLO EVENTUAL E CULPA CONSCIENTE À LUZ DOS CRIMES DE TRÂNSITO

DOLO EVENTUAL E CULPA CONSCIENTE À LUZ DOS CRIMES DE TRÂNSITO UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE DIREITO MICHEL MERÊNCIO COSTA DOLO EVENTUAL E CULPA CONSCIENTE À LUZ DOS CRIMES DE TRÂNSITO CRICIUMA, DEZEMBRO 2009 MICHEL MERÊNCIO COSTA DOLO EVENTUAL

Leia mais

DÉBORA DE OLIVEIRA SOUZA RA: 2087915/3. Crime de Trânsito: Dolo Eventual ou Culpa Consciente? BRASÍLIA

DÉBORA DE OLIVEIRA SOUZA RA: 2087915/3. Crime de Trânsito: Dolo Eventual ou Culpa Consciente? BRASÍLIA Centro Universitário de Brasília Faculdade de Ciências Jurídicas e Ciências Sociais DÉBORA DE OLIVEIRA SOUZA RA: 2087915/3 Crime de Trânsito: Dolo Eventual ou Culpa Consciente? BRASÍLIA 2013 2 DÉBORA DE

Leia mais

MODULO 2 NOÇÕES DE DIREITO PENAL

MODULO 2 NOÇÕES DE DIREITO PENAL MODULO 2 NOÇÕES DE DIREITO PENAL RECADO AO ALUNO As matérias desta apostila foram reunidas e consolidadas para estudo dos alunos Instituto Marconi. A leitura e estudo deste conteúdo não exclui a consulta

Leia mais

IMPORTÂNCIA DAS CLASSIFICAÇÕES, EXCESSOS E ANÁLISE DO DOLO, DA CULPA E DO ERRO EM MATÉRIA JURÍDICO-CRIMINAL

IMPORTÂNCIA DAS CLASSIFICAÇÕES, EXCESSOS E ANÁLISE DO DOLO, DA CULPA E DO ERRO EM MATÉRIA JURÍDICO-CRIMINAL SIDIO ROSA DE MESQUITA JÚNIOR http://www.sidio.pro.br http://sidiojunior.blogspot.com sidiojunior@gmail.com IMPORTÂNCIA DAS CLASSIFICAÇÕES, EXCESSOS E ANÁLISE DO DOLO, DA CULPA E DO ERRO EM MATÉRIA JURÍDICO-CRIMINAL

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 2ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 2ª ª- DIREITO PENAL III LEGISLAÇÃO ESPECIAL 2ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 DIREITO PENAL TEORIA DO CRIME 2 Teoria do crime INFRAÇÃO PENAL; Critério bipartido; Art. 1 da LICP Crime é infração penal

Leia mais

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas.

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. Programa de DIREITO PENAL I 2º período: 4h/s Aula: Teórica EMENTA Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. OBJETIVOS Habilitar

Leia mais

CURSO DE DIREITO DOLO EVENTUAL E CULPA CONSCIENTE EM HOMICÍDIOS DECORRENTES DE ACIDENTES DE TRÂNSITO

CURSO DE DIREITO DOLO EVENTUAL E CULPA CONSCIENTE EM HOMICÍDIOS DECORRENTES DE ACIDENTES DE TRÂNSITO CURSO DE DIREITO DOLO EVENTUAL E CULPA CONSCIENTE EM HOMICÍDIOS DECORRENTES DE ACIDENTES DE TRÂNSITO ANA REGINA CAMPOS DE SICA R.A: 456077/5 TURMA: 3109-A FONE: (11) 3666-0447 E-MAIL: anasica@globo.com

Leia mais

Embriaguez e Responsabilidade Penal

Embriaguez e Responsabilidade Penal Embriaguez e Responsabilidade Penal O estudo dos limites da responsabilidade penal é sempre muito importante, já que o jus puniendi do Estado afetará um dos principais direitos de qualquer pessoa, que

Leia mais

Direito Penal. Prof. Davi André Costa TEORIA GERAL DO CRIME

Direito Penal. Prof. Davi André Costa TEORIA GERAL DO CRIME TEORIA GERAL DO CRIME 1. Conceito de infração penal: a) Unitário (monista): infração penal é expressão sinônima de crime. Adotado pelo Código Penal do Império (1830). b) Bipartido (dualista ou dicotômico):

Leia mais

DOLO EVENTUAL OU CULPA CONSCIENTE NOS CRIMES DE TRÂNSITO

DOLO EVENTUAL OU CULPA CONSCIENTE NOS CRIMES DE TRÂNSITO DOLO EVENTUAL OU CULPA CONSCIENTE NOS CRIMES DE TRÂNSITO CAMARGO, Henrique Giorgiani 1 MARCHI, William Ricardo de Almeida 2 O presente artigo pretende analisar a aplicabilidade do dolo eventual ou da culpa

Leia mais

Índice. 5. A escola moderna alemã 64 6. Outras escolas penais 65

Índice. 5. A escola moderna alemã 64 6. Outras escolas penais 65 Índice Prefácio à 2ª edição Marco Aurélio Costa de Oliveira 7 Apresentação à 2ª edição Marco Antonio Marques da Silva 9 Prefácio à 1ª edição Nelson Jobim 11 Apresentação à 1ª edição Oswaldo Lia Pires 13

Leia mais

DIREITO PENAL DO TRABALHO

DIREITO PENAL DO TRABALHO DIREITO PENAL DO TRABALHO ÍNDICE Prefácio à 1º Edição Nota à 4º Edição Nota à 3º Edição Nota à 2º Edição 1. CONCEITOS PENAIS APLICÁVEIS AO DIREITO DO TRABALHO 1.1. DoIo 1.1.1. Conceito de dolo 1.1.2. Teorias

Leia mais

&RQFHLWRGH'ROR. Descaracterizando o DOLO de uma conduta, tornando o ato de doloso para culposo, a extensão da pena diminui drasticamente.

&RQFHLWRGH'ROR. Descaracterizando o DOLO de uma conduta, tornando o ato de doloso para culposo, a extensão da pena diminui drasticamente. &RQFHLWRGH'ROR 3RU$QGUp5LFDUGRGH2OLYHLUD5LRV(VWXGDQWHGH'LUHLWR Tão importante no Direito Penal, o conceito de DOLO, deve estar sempre presente na cabeça do advogado Criminalista. Pois, quem conhece e sabe

Leia mais

PONTO 1: Conduta PONTO 2: Resultado PONTO 3: Nexo Causal PONTO 4: Tipicidade 1. CONDUTA. 1.1.1 CAUSALISMO ou NATURALÍSTICA Franz Von Liszt

PONTO 1: Conduta PONTO 2: Resultado PONTO 3: Nexo Causal PONTO 4: Tipicidade 1. CONDUTA. 1.1.1 CAUSALISMO ou NATURALÍSTICA Franz Von Liszt 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Conduta PONTO 2: Resultado PONTO 3: Nexo Causal PONTO 4: Tipicidade 1.1 TEORIAS DA CONDUTA 1. CONDUTA 1.1.1 CAUSALISMO ou NATURALÍSTICA Franz Von Liszt Imperava no Brasil até a

Leia mais

HOMICÍDIOS PRATICADOS POR CONDUTORES ALCOOLIZADOS NO TRÂNSITO: DOLO EVENTUAL OU CULPA CONSCIENTE?

HOMICÍDIOS PRATICADOS POR CONDUTORES ALCOOLIZADOS NO TRÂNSITO: DOLO EVENTUAL OU CULPA CONSCIENTE? EDER ANTUNES CAIXETA HOMICÍDIOS PRATICADOS POR CONDUTORES ALCOOLIZADOS NO TRÂNSITO: DOLO EVENTUAL OU CULPA CONSCIENTE? Brasília 2013 2 Agradeço a Deus por me conceder o privilégio da vida e aos meus pais,

Leia mais

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal)

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Decreto-Lei nº 2.848, de 7.12.1940 (Código Penal) Reforma o Código Penal Brasileiro. Código Penal. O CONGRESSO

Leia mais

TEMA: CONCURSO DE PESSOAS (concursus delinquentium) CONCURSO DE AGENTES / CONCURSO DE DELINQUENTES / CO-AUTORIA/ CODELINQÜÊNCIA/PARTICIPAÇÃO

TEMA: CONCURSO DE PESSOAS (concursus delinquentium) CONCURSO DE AGENTES / CONCURSO DE DELINQUENTES / CO-AUTORIA/ CODELINQÜÊNCIA/PARTICIPAÇÃO TEMA: CONCURSO DE PESSOAS (concursus delinquentium) CONCURSO DE AGENTES / CONCURSO DE DELINQUENTES / CO-AUTORIA/ CODELINQÜÊNCIA/PARTICIPAÇÃO INTRODUÇÃO Normalmente, os tipos penais referem-se a apenas

Leia mais

TEMA: CONCURSO DE CRIMES

TEMA: CONCURSO DE CRIMES TEMA: CONCURSO DE CRIMES 1. INTRODUÇÃO Ocorre quando um mesmo sujeito pratica dois ou mais crimes. Pode haver um ou mais comportamentos. É o chamado concursus delictorum. Pode ocorrer entre qualquer espécie

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Teorias da conduta no Direito Penal Rodrigo Santos Emanuele * Teoria naturalista ou causal da ação Primeiramente, passamos a analisar a teoria da conduta denominada naturalista ou

Leia mais

O bem jurídico tutelado é a paz pública, a tranqüilidade social. Trata-se de crime de perigo abstrato ou presumido.

O bem jurídico tutelado é a paz pública, a tranqüilidade social. Trata-se de crime de perigo abstrato ou presumido. ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA CONCEITO Dispõe o art. 288 do CP: Associarem-se três ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes: Pena reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. No delito em apreço, pune-se

Leia mais

PONTO 1: Concurso de Crimes PONTO 2: Concurso Material PONTO 3: Concurso Formal ou Ideal PONTO 4: Crime Continuado PONTO 5: PONTO 6: PONTO 7:

PONTO 1: Concurso de Crimes PONTO 2: Concurso Material PONTO 3: Concurso Formal ou Ideal PONTO 4: Crime Continuado PONTO 5: PONTO 6: PONTO 7: 1 PROCESSO PENAL PONTO 1: Concurso de Crimes PONTO 2: Concurso Material PONTO 3: Concurso Formal ou Ideal PONTO 4: Crime Continuado PONTO 5: PONTO 6: PONTO 7: 1. CONCURSO DE CRIMES 1.1 DISTINÇÃO: * CONCURSO

Leia mais

RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS

RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS SEGURANÇA DE BARRAGENS DE REJEITOS RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS SIMEXMIN OURO PRETO 18.05.2016 SERGIO JACQUES DE MORAES ADVOGADO DAS PESSOAS DAS PESSOAS NATURAIS A vida é vivida por

Leia mais

Inexigibilidade de conduta diversa e exclusão da culpabilidade penal

Inexigibilidade de conduta diversa e exclusão da culpabilidade penal Inexigibilidade de conduta diversa e exclusão da culpabilidade penal Aurora Tomazini de Carvalho Doutora PUC/SP e Professora UEL Introdução Em razão da situação econômica, muitas empresas passam por severas

Leia mais

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Resultado Nexo de causalidade Tipicidade RESULTADO Não basta existir uma conduta. Para que se configure o crime é necessário

Leia mais

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Resultado Nexo de causalidade Tipicidade NEXO DE CAUSALIDADE O nexo causal ou relação de causalidade é o elo que une

Leia mais

Capítulo 1 Notas Preliminares...1

Capítulo 1 Notas Preliminares...1 S u m á r i o Capítulo 1 Notas Preliminares...1 1. Introdução... 1 2. Finalidade do Direito Penal... 2 3. A Seleção dos Bens Jurídico-Penais... 4 4. Códigos Penais do Brasil... 5 5. Direito Penal Objetivo

Leia mais

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Omissão de Notificação da Doença DIREITO PENAL - Omissão de Notificação de Doença CP. Art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja

Leia mais

Núcleo de Pesquisa e Extensão do Curso de Direito NUPEDIR VII MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (MIC) 25 de novembro de 2014

Núcleo de Pesquisa e Extensão do Curso de Direito NUPEDIR VII MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (MIC) 25 de novembro de 2014 A OMISSÃO DE SOCORRO E A PERICLITAÇÃO DA VIDA Juliane Drebel 1 Taís Bianca Bressler 2 Rogério Cezar Soehn 3 SUMARIO: 1 RESUMO. 2 CONCEITO. 3 SUJEITOS DO DELITO. 4 ELEMENTOS OBJETIVOS DO CRIME. 5 ELEMENTOS

Leia mais

COMUNICADO REFERENTE ÀS 08 QUESTÕES DE DIREITO PENAL DA PROVA DE ESCRIVÃO DA POLÍCIA CIVIL

COMUNICADO REFERENTE ÀS 08 QUESTÕES DE DIREITO PENAL DA PROVA DE ESCRIVÃO DA POLÍCIA CIVIL COMUNICADO REFERENTE ÀS 08 QUESTÕES DE DIREITO PENAL DA PROVA DE ESCRIVÃO DA POLÍCIA CIVIL A Universidade Estadual de Goiás, por meio do Núcleo de Seleção, vem perante aos candidatos que fizeram a prova

Leia mais

NORMA PENAL EM BRANCO

NORMA PENAL EM BRANCO NORMA PENAL EM BRANCO DIREITO PENAL 4º SEMESTRE PROFESSORA PAOLA JULIEN OLIVEIRA DOS SANTOS ESPECIALISTA EM PROCESSO. MACAPÁ 2011 1 NORMAS PENAIS EM BRANCO 1. Conceito. Leis penais completas são as que

Leia mais

A Inadmissibilidade da Tentativa em Crimes Preterdolosos. Felipe Moraes Forjaz de Lacerda Bacharel em Direito/MG

A Inadmissibilidade da Tentativa em Crimes Preterdolosos. Felipe Moraes Forjaz de Lacerda Bacharel em Direito/MG A Inadmissibilidade da Tentativa em Crimes Preterdolosos Felipe Moraes Forjaz de Lacerda Bacharel em Direito/MG RESUMO: A exposição temática desenvolvida no presente trabalho tem por finalidade explicitar

Leia mais

Art. 1º, LICP as infrações penais representam um gênero que se divide em duas espécies:

Art. 1º, LICP as infrações penais representam um gênero que se divide em duas espécies: DO CRIME Introdução O Brasil adotou somente dois tipos de infrações penais como a doutrina denomina de sistema dicotômico ou bipartido, conforme se extrai da leitura do art. 1º da Lei de Introdução ao

Leia mais

Sumário NOTA DO AUTOR... 23 PARTE 1 FUNDAMENTOS DO DIREITO PENAL 1 INTRODUÇÃO... 29

Sumário NOTA DO AUTOR... 23 PARTE 1 FUNDAMENTOS DO DIREITO PENAL 1 INTRODUÇÃO... 29 XXSumário NOTA DO AUTOR... 23 PARTE 1 FUNDAMENTOS DO DIREITO PENAL 1 INTRODUÇÃO... 29 1. Conceito de direito penal... 29 1.1. Relação entre Direito Penal e Direito Processual Penal... 32 1.2. Conceito

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª- DIREITO PENAL IV LEGISLAÇÃO ESPECIAL 8ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 Direito penal Iv 2 ROUBO 3 - Roubo Qualificado/Latrocínio 3º Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de

Leia mais

FALSIDADE DOCUMENTAL

FALSIDADE DOCUMENTAL FALSIDADE DOCUMENTAL E objetivo da proteção legal, em todos os casos, a fé pública que a lei atribui aos documentos como prova e autenticação de fatos jurídicos. Certos selos e sinais públicos, documentos

Leia mais

ERROS NOS PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM CONTEXTO, CONDIÇÕES DE TRABALHO E RESPONSABILIDADES

ERROS NOS PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM CONTEXTO, CONDIÇÕES DE TRABALHO E RESPONSABILIDADES ERROS NOS PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM CONTEXTO, CONDIÇÕES DE TRABALHO E RESPONSABILIDADES Palestrante: Cláudio Márcio de Oliveira Leal Procurador Geral COREN/PI FUNDAMENTOS LEGAIS DO REGISTRO DE ENFERMAGEM.

Leia mais

Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. A tipicidade penal moderna. Nathália Escansetti Tavares

Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. A tipicidade penal moderna. Nathália Escansetti Tavares Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro A tipicidade penal moderna Nathália Escansetti Tavares Rio de Janeiro 2014 NATHÁLIA ESCANSETTI TAVARES A tipicidade penal moderna Artigo científico apresentado

Leia mais

LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA

LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA Karina Nogueira Alves A legítima defesa é um direito natural, intrínseco ao ser humano e, portanto, anterior à sua codificação, como norma decorrente da própria constituição do

Leia mais

COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004

COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004 COMENTÁRIOS DA PROVA DE DIREITO PENAL ANALISTA PROCESUAL MPU 2004 01- Podemos afirmar que a culpabilidade é excluída quando a) o crime é praticado em obediência à ordem, manifestamente legal, de superior

Leia mais

A Responsabilidade Penal em Acidente Aeronáutico

A Responsabilidade Penal em Acidente Aeronáutico JUSTIÇA FEDERAL A Responsabilidade Penal em Acidente Aeronáutico OBJETIVO Conhecer as principais conseqüências jurídicas de um acidente aéreo, a especialmente quanto à responsabilidade criminal. ROTEIRO

Leia mais

Controle Social e Controle do Estado

Controle Social e Controle do Estado Controle Social e Controle do Estado A regulação do Estado surge quando se torna insuficiente a regulação social Regulação do Estado: - Normas Administrativas - Normas Legais Normas Administrativas Normas

Leia mais

O PAPEL DA PROVA NA AFERIÇÃO DO RESPONSÁVEL POR ACIDENTE DE TRÂNSITO

O PAPEL DA PROVA NA AFERIÇÃO DO RESPONSÁVEL POR ACIDENTE DE TRÂNSITO O PAPEL DA PROVA NA AFERIÇÃO DO RESPONSÁVEL POR ACIDENTE DE TRÂNSITO Por Fernando Oliva Palma 1) Introdução Os acidentes de trânsito, hoje em dia, constituem um dos principais motivos do elevado número

Leia mais

Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa).

Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa). Aula 5 Pressupostos da responsabilidade civil (Culpa). Pressupostos da responsabilidade civil subjetiva: 1) Ato ilícito; 2) Culpa; 3) Nexo causal; 4) Dano. Como já analisado, ato ilícito é a conduta voluntária

Leia mais

JORGE Luís de CAMARGO 1

JORGE Luís de CAMARGO 1 O ELEMENTO SUBJETIVO NAS EXCLUDENTES DE ILICITUDE E A NECESSIDADE DE SUA QUESITAÇÃO NOS PROCESSOS A SEREM JULGADOS PELO CONSELHO DE SENTENÇA NO TRIBUNAL DO JÚRI JORGE Luís de CAMARGO 1 Sumário: 1. Conceito

Leia mais

EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE

EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE RETROATIVIDADE DA LEI QUE NÃO MAIS CONSIDERA O FATO COMO CRIMINOSO ART. 107, III ABOLITIO CRIMINIS O CRIME É APAGADO CONSIDERA-SE INEXISTENTE PRESCRIÇÃO ART. 107, IV CP PRESCRIÇÃO LIMITAÇÃO TEMPORAL DO

Leia mais

UNIJUÍ UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL HENRIQUE DORNELES CALLEGARO

UNIJUÍ UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL HENRIQUE DORNELES CALLEGARO UNIJUÍ UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL HENRIQUE DORNELES CALLEGARO O RECONHECIMENTO DO DOLO EVENTUAL NOS CRIMES COMETIDOS NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR Ijuí (RS) 2012

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR É possível um finalismo corrigido? Saymon Mamede Várias teorias sobre o fato típico e a conduta surgiram no Direito Penal, desde o final do século XIX até hodiernamente. A pretensão deste artigo é expor

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ AULA IX DIREITO PENAL II TEMA: MEDIDA DE SEGURANÇA E REABILITAÇÃO PROFª: PAOLA JULIEN O. SANTOS MEDIDA DE SEGURANÇA 1. Conceito: sanção penal imposta pelo Estado, na execução de uma sentença, cuja finalidade

Leia mais

RESPONSABILIDADE TÉCNICA DO NUTRICIONISTA: QUESTÃO ÉTICA, LEGAL E CIVIL

RESPONSABILIDADE TÉCNICA DO NUTRICIONISTA: QUESTÃO ÉTICA, LEGAL E CIVIL RESPONSABILIDADE TÉCNICA DO NUTRICIONISTA: QUESTÃO ÉTICA, LEGAL E CIVIL LEGISLAÇÃO PERTINENTE AO EXERCÍCIO PROFISSIONAL; RESPONSABILIDADE ÉTICA; RESPONSABILIDADE TÉCNICA; REPONSABILIDADE CIVIL; RESPONSABILIDADE

Leia mais

Questões de Processo Penal

Questões de Processo Penal Questões de Processo Penal 1º) As Contravenções Penais (previstas na LCP) são punidas com: a) ( ) Prisão Simples; b) ( ) Reclusão; c) ( ) Detenção; d) ( ) Não existe punição para essa espécie de infração

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2016

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2016 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2016 Disciplina: Direito Penal II Departamento III Penal e Processo Penal Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual 3º ano Docente Responsável: José Francisco Cagliari

Leia mais

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga 1 PLANO DE ENSINO Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015 Unidade Carga Horária Sub-unidade Introdução ao estudo do Direito Penal 04 hs/a - Introdução. Conceito

Leia mais

A EVOLUÇÃO DA TEORIA GERAL DO DELITO

A EVOLUÇÃO DA TEORIA GERAL DO DELITO Fortium Projeção Katia Maria Bezerra da Costa A EVOLUÇÃO DA TEORIA GERAL DO DELITO Brasília DF 2007 A EVOLUÇÃO DA TEORIA GERAL DO DELITO Kátia Maria Bezerra da Costa i Resumo: O presente artigo trata do

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 Disciplina: Direito Penal I Departamento III Direito Penal e Direito Processo Penal Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual 2º ano Docente Responsável: Prof.

Leia mais

DOS FATOS JURÍDICOS. FATO JURÍDICO = é todo acontecimento da vida relevante para o direito, mesmo que seja fato ilícito.

DOS FATOS JURÍDICOS. FATO JURÍDICO = é todo acontecimento da vida relevante para o direito, mesmo que seja fato ilícito. DOS FATOS JURÍDICOS CICLO VITAL: O direito nasce, desenvolve-se e extingue-se. Essas fases ou os chamados momentos decorrem de fatos, denominados de fatos jurídicos, exatamente por produzirem efeitos jurídicos.

Leia mais

NOVA LEI ANTICORRUPÇÃO

NOVA LEI ANTICORRUPÇÃO NOVA LEI ANTICORRUPÇÃO O que muda na responsabilização dos indivíduos? Código Penal e a Lei 12.850/2013. MARCELO LEONARDO Advogado Criminalista 1 Regras Gerais do Código Penal sobre responsabilidade penal:

Leia mais

DIREITO ELETRÔNICO. Liliane Krauss 1 (Faculdade de Direito de Salto) RESUMO

DIREITO ELETRÔNICO. Liliane Krauss 1 (Faculdade de Direito de Salto) RESUMO DIREITO ELETRÔNICO Liliane Krauss 1 (Faculdade de Direito de Salto) RESUMO Este trabalho tem como finalidade o estudo do direito eletrônico, devido a ser um assunto bastante recente, bem como a sua aplicação

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL O Ministério da Cultura publicou, na imprensa oficial, edital de licitação que veio assinado pelo próprio Ministro da Cultura, na modalidade de tomada de preços,

Leia mais

DIREITO PENAL CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO (CONTINUAÇÃO)

DIREITO PENAL CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO (CONTINUAÇÃO) DIREITO PENAL PONTO 1: CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO (CONTINUAÇÃO) PONTO 2: FURTO QUALIFICADO PONTO 3: ROUBO CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO (CONTINUAÇÃO) FURTO QUALIFICADO: ART. 155 1, 4º CP. I ROMPIMENTO/DESTRUIÇÃO

Leia mais

PONTO 1: Teoria Geral do Crime - continuação. 1. TEORIA GERAL DO CRIME:

PONTO 1: Teoria Geral do Crime - continuação. 1. TEORIA GERAL DO CRIME: 1 PONTO 1: Teoria Geral do Crime - continuação. 1. TEORIA GERAL DO CRIME: No Brasil, adotamos a teoria finalista desde 1984. Devido uma interpretação em face do erro do tipo (Art. 20, CP), se o erro incide

Leia mais

Este estudo foi elaborado pelo DEJUR - Departamento Jurídico do CREA-PR

Este estudo foi elaborado pelo DEJUR - Departamento Jurídico do CREA-PR MÓDULO 01 AULA 03 RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL Temos a satisfação de apresentar o módulo de RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL em nosso Programa de Excelência em Projetos. Nele será possível entender as obrigações

Leia mais

DIREITO PENAL. Apostila 01. ão, fontes. Profº.. HEBER LIMA NEVES

DIREITO PENAL. Apostila 01. ão, fontes. Profº.. HEBER LIMA NEVES DIREITO PENAL Apostila 01 Assunto 01: Conceito, aplicação ão, fontes Assunto 02: Crimes: definição ão, sujeitos, formas de punição Profº.. HEBER LIMA NEVES A lei penal deve ser clara, precisa, atual e

Leia mais

A descrição do fato típico na acusação penal

A descrição do fato típico na acusação penal A descrição do fato típico na acusação penal Hugo Nigro Mazzilli Advogado, Consultor jurídico, Procurador de Justiça aposentado, Professor da Escola Superior do Ministério Público (SP) A denúncia ou a

Leia mais

Osvaldo Albuquerque Sousa Filho Presidente do Coren-CE

Osvaldo Albuquerque Sousa Filho Presidente do Coren-CE Osvaldo Albuquerque Sousa Filho Presidente do Coren-CE História / Relação: (Antiguidade) (Início séc. XX) (Atualmente) Relação religiosa/ mágico/ desígnios de Deus. Relação de amigo/ confiança conselheiro

Leia mais