FATO TÍPICO CONDUTA. A conduta é o primeiro elemento integrante do fato típico.

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1 TEORIA GERAL DO CRIME

2 FATO TÍPICO CONDUTA A conduta é o primeiro elemento integrante do fato típico.

3 Na Teoria Causal Clássica conduta é o movimento humano voluntário produtor de uma modificação no mundo exterior.

4 Na teoria Neoclássica conduta é o comportamento (ação ou omissão) humano voluntário manifestado no mundo exterior.

5 Na teoria Finalista conduta é o comportamento (ação ou omissão) humano voluntário dirigido a uma finalidade qualquer.

6 Na teoria social conduta é todo comportamento humano social e juridicamente relevante, segundo os padrões de uma determinada época, dominada ou dominável pela vontade.

7 COMISSIVAS E OMISSIVAS Comissivas: Conduta positiva consistente em fazer algo que a lei proíbe. Omissivas: Conduta negativa consistente em deixar de fazer algo que a lei determina.

8 Omissivo Próprio São descritos objetivamente com uma conduta negativa de não fazer o que a lei determina. Não é necessária a ocorrência de um resultado, bastando a abstenção do agente para caracterizar o delito. Há um dever genérico de agir.

9 Omissivo Impróprio ou Comissivo por Omissão Não possuem um tipo próprio, de forma que é necessário um trabalho de adequação, ou seja, o agente realiza um crime comum de resultado como o homicídio e a lesão corporal.

10 Somente as pessoas referidas no art. 13 2º do CP podem praticar o crime em virtude de um dever especial de agir. O agente se encontra na posição de garante ou garantidor.

11 Art. 13, 2º do CP: A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem:

12 a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;. É o dever de assistência dos cônjuges, É o dever de assistência dos cônjuges, dos pais aos filhos (art do CC/02), ou de atividade profissional: policial, médico e bombeiro.

13 b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado;. É o dever contratual. O sujeito voluntariamente se colocou como garantidor.

14 Exemplos: - babá com filho da patroa; - guia com alpinista, - salva-vidas (sem ser policial) com banhista, - guarda-costas com patrão.

15 c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. o sujeito provoca um risco e por isso tem a obrigação de evitar o resultado.

16 Pressupostos do crime omissivo: 1 Possibilidade física de agir, ainda que com risco pessoal; (não existe na coação física irresistível)

17 2 Possibilidade de evitar o resultado; (se a realização da conduta devida impede o resultado, a omissão é causa do mesmo) 3 Dever de impedir o resultado.

18 Ausência de conduta força irresistível, movimentos reflexos e estados de inconsciência.

19 Dolo ELEMENTOS SUBJETIVOS Culpa DO TIPO

20 DOLO

21 TEORIA CLÁSSICA O dolo é normativo, pois contém não apenas a vontade de agir, mas também a consciência da ilicitude do ato. Portanto, o dolo seria elemento da culpabilidade.

22 TEORIA FINALISTA O dolo é natural, ou seja, é a vontade de praticar a conduta que é proibida na lei. O dolo vai existir ainda que o agente não tenha a consciência da ilicitude do ato.

23 Assim, se a pessoa queria matar outra, para a teoria finalista, age com dolo, mesmo que posteriormente se verifique a ausência de conhecimento acerca da ilicitude do ato, porque matou com vontade.

24 Consequência: dolo: integra o tipo penal a consciência da ilicitude: integra a culpabilidade.

25 DOLO NO CP Art. 18 do CP: Diz-se o crime: I- doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo;.

26 Dolo direto: consiste na vontade de realizar o tipo penal. Dolo indireto:o agente não quer resultado preciso e determinado. Pode ser dividido em alternativo e eventual.

27 Dolo alternativo: quando o agente quer um resultado ou outro. O criminoso, por exemplo, atira na vítima de longe porque para ele tanto faz se ferir ou matar.

28 Dolo eventual: quando o agente conscientemente admite e aceita o risco de produzir o resultado. O agente simplesmente não se importa.

29 CULPA

30 TEORIA CLÁSSICA A culpa se baseia na previsão do agente sobre o resultado. O agente, não observando o dever de cuidado, não prevê o resultado de seu comportamento, ou prevê, mas acha que não vai acontecer.

31 Portanto, a culpa seria elemento da culpabilidade, para a teoria clássica.

32 TEORIA FINALISTA A culpa tem como fundamento o cuidado exigido pelas circunstâncias em que o fato aconteceu.

33 A previsibilidade subjetiva do resultado diz respeito à culpabilidade, se o agente, de acordo com a sua capacidade, agiu ou não para evitá-lo.

34 Consequência: Culpa: integra o tipo. Previsibilidade subjetiva: integra a culpabilidade.

35 CULPA NO CP Art. 18 do CP: Diz-se o crime: (...) II culposo, quando o agente deu causa ao resultado, por imprudência, negligência ou imperícia.

36 O agente age com culpa quando pratica um ato que, por falta de cuidado, gera um resultado previsto no tipo penal. Não queria praticar um crime, nem mesmo assumiu o risco de fazêlo, mas podia prever e ter evitado o resultado.

37 Elementos da Culpa - conduta humana voluntária, comissiva ou omissiva; - inobservância de um dever objetivo de cuidado; - resultado lesivo não querido, tampouco assumido pelo agente;

38 - nexo de causalidade entre a conduta do agente que deixa de observar o dever de cuidado e o resultado lesivo provocado por ela. - previsibilidade; - tipicidade.

39 MODALIDADES DE CULPA Negligência Imprudência Imperícia

40 Negligência: é a omissão (conduta negativa) que gera um resultado criminoso.

41 Imprudência: é a ação (conduta positiva) que é praticada sem o cuidado devido, ou seja, que não deveria ser praticada da forma como foi. (perigosa)

42 Imperícia: diz respeito à profissão e à técnica. O agente enquanto profissional não dominava a técnica necessária para o ato que praticou. Não tendo competência acaba causando um resultado que não desejava, mas que era previsível.

43 Faz-se necessário salientar que não existe compensação de culpas no Direito Penal.

44 ESPÉCIES DE CULPA Consciente Inconsciente Própria Imprópria

45 Culpa Consciente Se configura quando o agente não quer realizar o tipo penal, não assume o risco (como no dolo eventual), mas por achar que o resultado não vai acontecer, acaba cometendo um crime culposo.

46 COMPARAÇÃO O agente, no dolo eventual, não está se importando com o resultado, para ele tanto faz. Na culpa consciente o agente simplesmente se nega a acreditar que possa acontecer.

47 Culpa Inconsciente O agente não prevê o resultado, embora este seja previsível.

48 Culpa Própria O agente não prevê o resultado nem assume o risco de produzi-lo.

49 Culpa Imprópria O agente prevê e quer o resultado, mas sua vontade está viciada, pois baseia-se em erro de tipo vencível. (art. 23, parágrafo único do CP)

50 Preterdolo O Preterdolo se caracteriza pelo dolo na ação e culpa no resultado.

51 O agente vê uma senhora retirar dinheiro da bolsa e corre em sua direção. Ao subtrair o dinheiro, a vítima se desequilibra, cai no chão, bate a cabeça no meio fio e morre.

52 PUNIÇÃO POR CULPA Art. 18, parágrafo único: Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente.

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