A IMPORTÂNCIA DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES PÚBLICAS PARA O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA IMAGEM ORGANIZACIONAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A IMPORTÂNCIA DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES PÚBLICAS PARA O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA IMAGEM ORGANIZACIONAL"

Transcrição

1 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL HABILITAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS PROJETO EXPERIMENTAL IV MONOGRAFIA A IMPORTÂNCIA DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES PÚBLICAS PARA O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA IMAGEM ORGANIZACIONAL Sabrina Fittipaldi Affonso Orientadora: Profª. Glafira Bartz Porto Alegre, junho de 2002

2 DEDICATÓRIA Dedico meu trabalho a meus amados pais que sempre acreditaram e me impulsionaram em todos os momentos a perseguir meus sonhos. Aos meus amores e a todos que, de uma forma ou de outra, me incentivaram a estar aqui. Obrigada pela paciência, amor e compreensão.

3 AGRADECIMENTOS Agradeço a minha professora, amiga e orientadora Glafira Bartz, pela dedicação, atenção, paciência e incentivo. Aos meus estimados professores e autores que me tornaram apaixonada por esta profissão.

4 Sonho que se sonha só É só um sonho que se sonha só Mas sonho que se sonha junto É realidade

5 SUMÁRIO INTRODUÇÃO A ATIVIDADE DE RELAÇÕES PÚBLICAS HISTÓRICO DEFINIÇÕES DE RELAÇÕES PÚBLICAS A ATIVIDADE DE RELAÇÕES PÚBLICAS PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ESTRATÉGIA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PLANEJAMENTO DE RELAÇÕES PÚBLICAS NAS ORGANIZAÇÕES IMAGEM ORGANIZACIONAL IDENTIDADE IMAGEM O PROFISSIONAL DE RELAÇÔES PÚBLICAS E O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA IMAGEM ORGANIZACIONAL...31 CONSIDERAÇÕES FINAIS...40 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...44 ANEXOS...46

6 INTRODUÇÃO No mundo globalizado de hoje, com abundância de empresas de diversos ramos, em que as relações giram em torno da imagem pessoal, financeira ou empresarial é preciso um diferencial para que a organização possa alcançar reconhecimento e sucesso. É neste contexto que a imagem é tudo, tanto para um produto, para uma pessoa e ainda mais para uma organização. E isto não só ocorre no âmbito de marketing ou de venda, mas também no âmbito de um melhor relacionamento com seus públicos. É importante ressaltar que não basta inventar e projetar uma imagem organizacional. Convém ter um planejamento estratégico para obtenção de resultados concretos e duráveis que projetem sua missão e seu diferencial. Com este planejamento diminui-se o desperdício de tempo e de verbas resultando no sucesso da organização. O planejamento estratégico pode ser considerado o primeiro passo para a construção da imagem, pois implica um amplo conhecimento sobre a organização e seus públicos.

7 7 O profissional de Relações Públicas é um dos agentes mais indicados para realizar o planejamento estratégico da imagem organizacional, visto que ele estuda os relacionamentos entre a organização e seus públicos. A relevância deste estudo consiste na razão de que o profissional de Relações Públicas não é só um mediador, mas o responsável pela forma que se desenvolve a comunicação entre a organização e seus diversos públicos e pela construção de uma boa imagem dentro deste relacionamento. O objetivo geral desta monografia é analisar as teorias sobre como o profissional de Relações Públicas trabalha e formula a imagem corporativa tornandoa estratégica e competitiva, assim como investigar a importância deste profissional neste contexto junto à organização. Nesta presente monografia, a palavra organização terá como significados: empresa, corporação, entidade ou instituição. Por outro lado, propõe-se saber como as ações de Relações Públicas podem afetar, ou não, a imagem da organização com seus públicos. Os métodos utilizados para a execução deste trabalho são: a) Método monográfico, pesquisa exploratória com técnica de pesquisa bibliográfica e documental; b) Método de observação com técnica de entrevista despadronizada. A presente monografia estrutura-se em quatro capítulos. No primeiro capítulo, aborda-se a atividade de Relações Públicas, seu histórico, definições e atribuições deste profissional.

8 8 No segundo capítulo, o enfoque é dado ao planejamento estratégico, definindo-se o que é estratégia, planejamento estratégico e o planejamento de Relações Públicas nas organizações. No terceiro capítulo, tem-se como tema a imagem organizacional, conceituando-se identidade e imagem corporativa. No quarto e último capítulo, apresenta-se à importância do profissional de Relações Públicas no planejamento estratégico da imagem organizacional, fazendo uma revisão dos conceitos vistos anteriormente. Os autores que dão embasamento teórico nesta monografia são: Roberto Porto Simões (1995), Roberto de Castro Neves (1998/2000), Henry Mintzberg, James Brian Quinn (2001) e Dorothy I. Doty (1999).

9 1 A ATIVIDADE DE RELAÇÕES PÚBLICAS A atividade de Relações Públicas, em um período inferior a 50 anos, vem sendo cada vez mais reconhecida tanto pela sociedade como pelo meio empresarial, que a cada dia constata sua importância e necessidade para o bom desenvolvimento da organização. 1.1 HISTÓRICO Relações Públicas é a ciência e atividade profissional que desenvolve sua história por toda a civilização humana. Essa atividade trata do relacionamento intra e interpessoal entre organização e seus públicos, visando a administrar os conflitos, utilizando-se do mercado de comunicação. A evolução da atividade de Relações Públicas percorre toda a história da civilização humana. Esta evolução pode ser traduzida em 4 frases: 1ª) O público que se dane! (1865/1900). (William Vandebildt) 2ª) O público deve ser informado (1900/1930). (Ivy Lee) 3ª) O público quer ser informado (1930/1950).

10 10 4ª) O público exige ser informado (1950/ até hoje). Como cita Parodi (1996, p.27): Estamos convencidos que, como lo afirma el distinguido catedrático de la Universidad de Florida, USA, James W. Anderson: Estamos ya inmersos en la era de las Relaciones Públicas. Es decir, una era en la cual el crear caminos de dos vías y de satisfacción mutua entre todas las naciones y todas las personas promete ser la función dominante. Com a Revolução Tecnológica que ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, os meios de comunicação de massa se expandiram juntamente com a valorização da imagem de tudo que cerca o homem. A atividade de Relações Públicas tornou-se essencial no processo de humanização das diferentes formas de relacionamento, tanto homem-sociedade como organização e seus públicos, tornando-se assim uma atividade administrativa reconhecida e organizada. No Brasil, em 1914, é criado o primeiro departamento de Relações Públicas na antiga multinacional The São Paulo Trainway Light and Power co Limited, hoje a Eletropaulo. O 1º chefe foi o Engenheiro Eduardo Pinheiro Lobo, patrono dos profissionais de Relações Públicas no Brasil. Já no ano de 1950, foi fundado o primeiro Departamento de Relações Públicas em uma empresa nacional, a Companhia Siderúrgica Nacional, e em 1954, na Fundação Getúlio Vargas, é lançado o 1º Curso Preparatório de Técnicas de Relações Públicas. Neste mesmo ano é criada a Associação Brasileira de Relações Públicas, órgão de classe que congrega os profissionais de Relações Públicas brasileiros.

11 11 Em 11 de dezembro de 1967, pelo Decreto-Lei de n , é reconhecida e regulamentada a profissão de Relações Públicas. 1.2 DEFINIÇÕES DE RELAÇÕES PÚBLICAS Um dos grandes problemas no reconhecimento do profissional de Relações Públicas é sua ampla gama de definições, já que suas atividades são multifuncionais. A definição conceitual da Associação Brasileira de Relações Públicas sobre a atividade dos profissionais de Relações Públicas é: Relações Públicas são a atividade e o esforço deliberado, planejado e contínuo que visa estabelecer e manter a compreensão mútua entre uma instituição pública ou privada e os públicos aos quais esteja direta ou indiretamente ligada (Simões, 1995, p.82). Assim sendo, o profissional de Relações Pública deixa de ter aquela imagem de Festeiro, para ter a imagem de um profissional que visa à administração de conflitos, formação de imagens e de conceitos, bem como a obtenção de uma boa comunicação, onde haja a compreensão mútua desejando que todo e qualquer tipo de grupo tenham os mesmos interesses e boa vontade entre os mesmos. A expressão Relações Públicas designa os esforços empreendidos por um indivíduo ou uma empresa para criar um clima de confiança e de boas relações com seus públicos, e a técnica que procura compreender e sintetizar esta realidade. A definição mais lapidada é a formada pelas palavras: Fazer bem é fazer saber (Legrain, 1992, p.9).

12 12 O profissional de Relações Públicas é definido como administrador de relacionamentos, formador de idéias e opiniões, que visa a estabelecer e manter esta compreensão mútua, boa vontade e comunicação, integrando os interesses e assim por diante, indo muito mais além do que apenas profissionais de crises comunicacionais. Ele é organizador das comunicações, polivalente que valoriza e mantém todo e qualquer tipo de comunicação. É impossível negar que o termo Relações Públicas está infelizmente deturpado por conceitos completamente alheios ao que são as verdadeiras relações públicas (Cahen, 1990, p.216). E de acordo com Margarida Kunsch (1997), as Relações Públicas situam-se em relação à organização social em seu todo, tanto na estrutura administrativa quanto na produtiva (produtos e serviços), assim como na dinâmica humana e em todo o seu contexto social, político, econômico e cultural. A autora também afirma que as Relações Públicas são um subsistema de apoio, entre muitos outros subsistemas existentes nas organizações, sendo assim, um profissional que pode atuar em todas as áreas de uma organização em se tratando de comunicação. 1.3 A ATIVIDADE DE RELAÇÕES PÚBLICAS Uma profissão com inúmeras definições só é justificada pelo número de atividades, atuações e sua funcionalidade. No caso dos profissionais de Relações Públicas, as atividades são diversas que podem produzir no meio comunicacional de uma organização.

13 13 O Decreto-Lei n , de 26 de setembro de 1968, aprova o regulamento da profissão de Relações Públicas; a Lei nº dispõe das atividades específicas de Relações Públicas: Orientação de dirigentes de instituições públicas ou privadas na formulação de políticas de Relações Públicas; promoção de maior integração da instituição na comunidade; à informação e à orientação da opinião pública sobre os objetivos elevados de uma instituição, assessoramento na solução de problemas institucionais que influem na posição da entidade perante a opinião pública, ao planejamento e à execução de campanhas de opinião pública; à consultoria externa de Relações Públicas junto a dirigentes de instituições e o ensino das disciplinas ou técnicas de Relações Públicas. Segundo Simões (1995), a atividade de Relações Públicas pode-se enquadrar em quatro escolas ou pensamentos que fundamentam sua teoria: a atividade de Relações Públicas é a gestão da função política da organização; Relações Públicas é igual a gestão da função política da organização e esta gestão é somente a atividade de Relações Públicas e nenhuma outra mais. Na primeira escola, Relações Públicas são um meio de comunicação. Na segunda, Relações Públicas são uma via de mão dupla; na terceira, Relações Públicas visam a estabelecer e manter a compreensão mútua. E na última escola, Relações Públicas visam integrar interesses, ou, simplesmente, Integração. Para Lesly (1995, p.3), o papel característico de Relações Públicas é explicado na Parte II do Relatório do Comitê Avançado de Planejamento da Sociedade de Relações Públicas da América. Crescentemente, a estabilidade de nossa sociedade depende de se colocar, num razoável equilíbrio, as muitas forças sociais, políticas, e culturais todas as quais são determinadas por atitudes de grupos. Essas atitudes são o meio específico das relações públicas.

14 14 As pessoas de alto nível que trabalham em/com relações públicas têm contribuições especiais e fazer em relação a essas forças o que não podem ser feitas por outras pessoas. Lesly (1995) também nos mostra que existem inúmeros objetivos que podem ser alcançados através das atividades de Relações Públicas. Para o autor este profissional executa e dirige toda atividade no sentido de se atingir um objetivo previamente estabelecido, onde esforços isolados são evitados. Estes objetivos podem ser buscados a partir do prestígio ou de uma imagem favorável e seus benefícios, promoção de produtos ou serviços, detectar e situar-se em diversos assuntos e oportunidades, determinar a postura da organização ou lidar com seu público, a boa vontade de empregados ou membros, prevenção e solução de problemas, promover a boa vontade de comunidades em que a organização tenha unidades, como também a boa vontade de acionistas ou membros do Congresso, resolução de mal-entendidos e preconceitos, antecipação de ataques, boa vontade de fornecedores, do governo e de todas as partes ligadas ao mesmo ramo, boa vontade de revendedores e atrair outros revendedores, habilidade em buscar melhor mão-de-obra, educar o público no uso de um produto ou serviço, educar o público em relação a um ponto de vista, boa vontade de clientes e simpatizantes, investigar a atitude de diversos grupos em relação à organização, formular e direcionar políticas, promover a viabilidade da sociedade dentro da qual a organização funciona e, finalmente, direcionar o sentido das mudanças. Estas são algumas das inúmeras possibilidades de atuação do profissional de Relações Públicas elencadas pelo autor já citado anteriormente; não esquecendo, porém, que devem ser executadas com extremo profissionalismo e perícia.

15 15 De acordo com Lacasa (1998) o profissional de Relações Públicas é uma ferramenta de gestão que atua de forma estratégica na organização, para que esta consiga seus objetivos. O poder das ações de Relações Públicas sobre a escolha de compra está no fato de que, ao trabalhar a imagem da organização com estratégias de propaganda e merchandising, não só cria confiança e credibilidade na organização como também nos benefícios que irão se refletir nos seus produtos. O profissional de Relações Públicas é o elo que liga todas as funções que fazem comunicação na empresa (marketing, advogados, recursos humanos, lobistas, relações com a mídia, relações com investidores, etc). Como, por formação, é o profissional mais preparado para compreender públicos diferentes, ele é fundamental na integração da comunicação da empresa com cada público sem que essa comunicação produza dissonâncias importantes (Neves, 2002, entrevista concedida). Em última análise, Relações Públicas, em sua amplitude de definições e atribuições, têm muito a contribuir com a sociedade e com as empresas dos mais diversos segmentos da economia, pois sua função, acima de tudo, é despertar a consciência, a boa vontade e a capacidade de todos em relacionar-se harmoniosamente.

16 2 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Neste capítulo são apresentados os conceitos do planejamento estratégico, mas antes de consolidar este entendimento, é necessário que fique claro o significado da palavra estratégia para melhor compreensão do conteúdo deste trabalho. 2.1 ESTRATÉGIA Nos dias atuais, a palavra mais usada por todos, sejam empresários, militares ou quaisquer outras pessoas é estratégia. A palavra estratégia é originária do grego strategus que significa literalmente a arte do general e com esse significado passou a ser empregada na Europa a partir do século XVIII (Albuquerque, 1983, p.12). Para Mintzberg (2001, p.27) a palavra estratégia possui muitas definições, uma para cada área de atuação como para as forças armadas que definem estratégia, como a arte militar de planejar e executar movimentos e operações de tropas, navios e/ou aviões, visando a alcançar ou manter posições relativas e potenciais bélicos favoráveis a ações táticas sobre determinados objetivos, na teoria de jogos este procedimento é um plano completo que

17 17 especifica quais opções serão feitas [pelo jogador] em cada situação possível, e na administração, a estratégia é um plano unificado, abrangente e integrado com a finalidade de assegurar que os objetivos básicos do empreendimento sejam alcançados. Estratégia é definida como um caminho, ou maneira, ou ação estabelecida e adequada para alcançar os resultados da empresa, representados por seus objetivos, desafios e metas. E uma situação pode ser considerada como estratégia quando existe interligação entre os aspectos internos e externos da empresa (Oliveira, 1997, p.27). Uma questão de estratégia ocorre no caso de uma empresa lançar um novo produto no mercado, por exemplo. É um conjunto de decisões formuladas com o objetivo de orientar o posicionamento da empresa no ambiente, analisando fatores externos segmento de mercado, análise de concorrentes, preço, entre outros, bem como fatores internos tecnologia, estrutura de custos e comercialização, estrutura humana, pontos fortes e fracos da organização, etc... Depois de identificada e analisada, é efetuada e interligação entre os dados internos e externos da empresa, visando à otimização do processo, usufruindo as oportunidades, evitando as ameaças ambientais perante os pontos fortes e fracos da empresa, tornando assim esta situação em uma situação estratégica. A estratégia não é uma idéia de como lidar com um inimigo em um ambiente de concorrência ou de mercado, como é tratado em grande parte da literatura e em seu uso popular. Isso também nos leva às questões mais fundamentais sobre organizações como instrumentos para percepção coletiva e ação (Mintzberg, 2001, p.32). A grande multiplicidade de definições sobre o termo estratégia se dá pela mesma razão que a profissão de Relações Públicas não tem apenas uma definição. Nas duas situações, suas ações são tão abrangentes que se adaptam

18 18 facilmente a cada situação ou cultura da companhia na qual é realizada. Para evitar discordâncias, é preferível conhecer várias definições e adaptá-las às necessidades encontradas, como no caso da definição de estratégia empresarial: Estratégia empresarial é o padrão de decisões de uma empresa que determina e revela seus objetivos, propósitos ou metas, produz as principais políticas e planos para a obtenção dessas metas e define a escala de negócios em que a empresa deve se envolver, o tipo de organização econômica e humana que pretende ser e a natureza da contribuição econômica e nãoeconômica que pretende proporcionar a seus acionistas, funcionários e comunidades (Mintzberg, 2001, p.58). As principais subatividades da formulação de estratégia incluem sempre a identificação e análise das oportunidades e ameaças de cada organização. 2.2 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Não basta ter apenas uma estratégia, é necessário que se tenha um planejamento estratégico para que as ações a serem executadas por uma organização sejam consistentes e duradouras. Usualmente é aceito que o processo de planejamento consiste no conjunto de estudos, pesquisas, levantamentos, projetos, programas, que visam possibilitar uma intervenção sobre a realidade que se quer modificar (Albuquerque, 1983, p.13). O planejamento estratégico cuida de eventos e locais a serem atendidos a longo e médio prazo e é orientado para objetivos-fins, destinando-se tanto à formulação destes objetivos quanto à escolha dos meios para atingi-los.

19 19 Este tipo de ação deve considerar a empresa como um todo e não apenas uma de suas partes. A metodologia gerencial que permite estabelecer a direção a ser seguida pela empresa, visa a um maior grau de interações com o ambiente. Em todas as organizações o planejamento tanto estratégico como operacional são elementos básicos para a eficácia da organização (Simões, 2002, entrevista concedida). A metodologia para aplicação de um planejamento estratégico muda pouco em seu conteúdo de um pesquisador para outro. Os passos para este planejamento, conforme Oliveira (1997) são: Diagnóstico: saber como a empresa está ou onde a empresa está, através de análise e identificação das expectativas de pessoas representativas, formadoras de opinião, como acionistas, conselheiros, alta administração. Analisar o ambiente externo e interno da organização, trabalhando de maneira interligada e equilibrada as informações favoráveis e desfavoráveis e analisar os concorrentes. Missão da empresa: é a razão de ser da empresa, bem como seu posicionamento estratégico, onde a empresa pretende chegar, analisando o propósito da empresa, sua postura e seu cenário estratégico para preparação da empresa no futuro. Instrumentos Prescritivos e Quantitativos: analise básica de onde e como a empresa pode chegar na situação em que se deseja.

20 20 É importante ressaltar que o planejamento estratégico não parte de um problema encontrado na organização, e sim, da própria missão da empresa. Os instrumentos prescritivos deste processo visam ao alcance dos propósitos estabelecidos dentro da sua missão, de acordo com sua postura estratégica, respeitando as macropolíticas, bem como as ações estabelecidas pelas macroestratégias. Ainda para Oliveira, macropolíticas são as grandes orientações que servirão como base de sustentação para as decisões, de caráter geral, que a empresa deverá tomar para melhor interagir com o ambiente; macroestratégia são as grandes ações ou caminhos que a empresa deverá adotar para melhor interagir, usufruir e gerar vantagens no ambiente. Simões (1995) refere-se à macropolítica como a ciência política de grandes agrupamentos, países e ambientes maiores, já a micropolítica são agrupamentos menores, como a empresa e a família. Não se pode deixar de considerar algumas precauções no desenvolvimento e implantação do planejamento estratégico embora "cada caso seja um caso", algumas ações são imprescindíveis. Deve-se criar uma unidade responsável pelo planejamento estratégico da empresa, como este planejamento envolve toda a organização, não há condições de uma só pessoa, mesmo sendo esta um executivo moderno de pluriatividades, ficar responsável. É necessário que a organização contratante seja bem informada de que este processo é contínuo e abrangente; seus resultados aparecerão em longo

21 21 prazo de maneira lógica e sólida, e que este é único, ou seja, o planejamento estratégico deve se adequar e respeitar a realidade e cultura da empresa, não sendo possível implantar um outro planejamento já projetado ou executado em outra organização. Esta técnica é interativa entre todos da organização e conta principalmente com a participação da alta administração que possui melhor envolvimento e conhecimento do seu ambiente empresarial. É o estabelecimento dos objetivos da organização, suas estratégias, suas metas e os vários projetos necessários para a consecução dos mesmos, com origem na equipe diretiva em acordo com os demais departamentos e setores, até o último escalão, pressupondo o conhecimento, a participação e o comprometimento de todos (Simões, 1995, p.163). Ressalta-se que se deve sempre tratar o planejamento estratégico como sendo "estratégico" e não competitivo, caso contrário poderá ocorrer falhas e até mesmo o fim deste processo.... comportamento competitivo (ou operacional) que procura obter lucro do ambiente empresarial através do processo de troca. A empresa consegue isto tentando produzir da maneira mais eficiente possível e garantir o maior segmento de mercado e melhores preços; e através do comportamento empreendedor (ou estratégico), quando procura substituir os produtos e mercados obsoletos por novos, que oferecem maior potencial para os lucros futuros. A empresa consegue isso mediante a identificação de novas áreas de demanda, do desenvolvimento de produtos aceitáveis, de técnicas de produtos e de marketing mais adequadas, testando o mercado e introduzindo novos produtos (Oliveira, 1997, p.57). O autor Mintzberg (2001) sintetiza de uma forma clara o planejamento estratégico em seus "20 ps", que são processo, plano, plenitude, paciência, pesquisa, perspicácia, persistência, permanência, previsão, pessoa, participação,

22 22 pacto, precaução, persuasão, ponderação, poder, padronização, postura, prioridade e prática. A data limite para a conclusão do plano estratégico é a data de início do plano orçamentário da empresa, e para que a empresa usufrua as vantagens do planejamento estratégico, é necessário que o mesmo seja um processo contínuo com atualização, entendimento, controle e avaliação constantes. 2.3 PLANEJAMENTO DE RELAÇÕES PÚBLICAS NAS ORGANIZAÇÕES Assim como no governo, na política, nos assuntos militares e nas organizações, a grande maioria daqueles que trabalham com Relações Públicas lidam com a execução diária de técnicas e planejamentos. A necessidade do planejamento em Relações Públicas é tão óbvia e tão grande, nas empresas ou instituições de grande envolvimento com o público, que é difícil para qualquer pessoa se opor a ele (Albuquerque, 1983, p.14). Em linhas gerais, os planejamentos de Relações Públicas não diferem substancialmente dos planejamentos aplicados a outras atividades. A diferença está nas técnicas e em alguns elementos empregados, como divisão dos públicos e recursos de comunicação utilizados. Nas suas linhas gerais, os planejamentos de Relações Públicas não diferem, substancialmente, de quaisquer outros planejamentos aplicados a outras atividades. Constituem eles uma seqüência lógica de providências, de medidas, de processos, que têm de ir sendo obedecidas, dentro de um critério aberto e inteligente de previsão, rumo a seus objetivos (Penteado, 1978, p.134).

23 23 Deste modo as teorias e os exemplos demonstrados por diferentes autores sobre o planejamento de relações públicas nas organizações também não diferem em sua maioria. Planejar em Relações Públicas é decidir antecipadamente o que fazer, como fazer, quando fazer, quem deve fazer (Albuquerque, 1983, p.14). Os aspectos em geral de um planejamento em relações públicas para uma organização, independente da área em que ela atue, possuem os mesmos princípios. Os autores como Philip Lesly (1995), Marc Legrain e Daniel Magain (1992) estabelecem esses aspectos essenciais como: Fazer um diagnóstico, conhecer os fatos, o clima, os públicos, os pontos fortes e críticos, fazer uma análise total da organização num todo; Determinar os objetivos, programa; Estabelecer orçamento, quais são os recursos disponíveis; Ação, implantação do planejamento ou programa; Controle, conduzir as ações para o alvo, objetivo; Avaliação. Os profissionais de Relações Públicas, portanto, possuem um diferencial, que é ser altamente capacitado em estabelecer a comunicação entre a organização e seus públicos como um todo, essencial para o bom andamento de um planejamento estratégico dentro de uma empresa.

24 24 Como cita Simões (2002) na entrevista concedida, o profissional de Relações Públicas é um dos elementos que deve participar do planejamento estratégico participativo, retirando neste momento a sua missão e elaborar o planejamento da sua área. O problema é que a maioria das empresas não faz um planejamento geral tornando impossível para Relações Públicas extrair sua missão. Se não existe a maior como fazer a menor. Neves (2002), também em entrevista concedida, ressalta a importância do profissional de Relações Públicas engajado e participando de decisões da alta administração de uma organização:... para cumprir bem este papel, o profissional tem que participar do processo de formação da decisão da empresa (decisionmaking process)... Defendo que Relações Públicas, com os poderes que já foram descritos anteriormente, é hoje a função mais importante nas empresas porque cresce assustadoramente a força da opinião pública e a sua capacidade de influir nos negócios. Assim sendo, os dois autores enfatizam a idéia de que o profissional de Relações Públicas deve estar relacionado com o processo de formação de decisões de uma organização para bem desenvolver seus projetos de comunicação. O planejamento em Relações Públicas é essencial para antecipar de forma lógica as ações futuras deste profissional, com a vantagem de bem aplicar os recursos disponíveis estipulados pela organização facilitando a conquista de seus objetivos.

25 3 IMAGEM ORGANIZACIONAL Os termos identidade e imagem são freqüentemente utilizados em descrições das estratégias de comunicação de uma empresa. É necessário, conseqüentemente, que se tenha claro a diferença entre identidade e imagem organizacional. Pode-se dizer que identidade é a forma em que uma organização se apresenta a seu público, enquanto que a imagem é a percepção, o sentimento que esse público tem dessa organização. 1991, p.163). A imagem é a extensão (a Sombra) dessa Identidade. (Torquato, 3.1 IDENTIDADE A identidade corporativa é a expressão da personalidade da empresa manifesta em seu comportamento e em sua comunicação, é a forma que uma empresa elege para ser conhecida pelo seu público-alvo.

26 26 A princípio, a identidade corporativa era sinônimo de logotipo, estilo corporativo e outras formas de simbolismo utilizadas por uma organização (Riel, 1997, p.29). Hoje, este conceito está mais amplo e pode também ser a forma em que uma empresa se apresenta diante do uso de símbolos, comunicação e comportamentos, criando assim a identidade corporativa, a personalidade de uma empresa interna e/ou externamente.... comunicação da identidade corporativa àquela que melhor e mais eficazmente atinge os públicos de interesse institucional, empregado, governo, imprensa, acionistas, instituições financeiras. E como fazer comunicação da identidade corporativa com eficazes e, principalmente, palpáveis resultados? Deve-se investir em planejamento estratégico (Kunsch,1997, p.121). Uma empresa com identidade corporativa forte e convincente pode alcançar com mais clareza e sucesso a boa vontade de seu público-alvo. Quando um consumidor vê o logotipo do McDonald s, por exemplo, este logotipo tem a propriedade de buscar os atributos da marca positivos ou negativos que estão no seu inconsciente. Muita gente chega a sentir o cheiro do hambúrguer e como o cachorrinho pavloviano a salivar somente por ter avistado a marca (Neves, 2000, p.153). Para Riel (1997) uma identidade corporativa forte pode aumentar a motivação entre os empregados, inspirar confiança no público-alvo da empresa e despertar a consciência da importância dos clientes. E como cita Simões (1995, p.178), a identidade organizacional é tudo aquilo que identifica uma organização: logomarca, material de expediente, apresentação dos prédios, viaturas, uniformes de funcionários. Todo esse material

O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO

O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO Josiane Corrêa 1 Resumo O mundo dos negócios apresenta-se intensamente competitivo e acirrado. Em diversos setores da economia, observa-se a forte

Leia mais

O Papel dos Meios de Comunicação na Formação da Imagem Empresarial importância do Assessor de Imprensa neste processo 1

O Papel dos Meios de Comunicação na Formação da Imagem Empresarial importância do Assessor de Imprensa neste processo 1 O Papel dos Meios de Comunicação na Formação da Imagem Empresarial importância do Assessor de Imprensa neste processo 1 Evelyn Nascimento Bastos 2 Palavras-chaves: Meios de Comunicação; Imagem Empresarial;

Leia mais

Imagem corporativa e as novas mídias

Imagem corporativa e as novas mídias Imagem corporativa e as novas mídias Ellen Silva de Souza 1 Resumo: Este artigo irá analisar a imagem corporativa, mediante as novas e variadas formas de tecnologias, visando entender e estudar a melhor

Leia mais

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva.

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva. COMPREENDENDO A GESTÃO DE PESSOAS Karina Fernandes de Miranda Helenir Celme Fernandes de Miranda RESUMO: Este artigo apresenta as principais diferenças e semelhanças entre gestão de pessoas e recursos

Leia mais

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável Felipe de Oliveira Fernandes Vivemos em um mundo que está constantemente se modificando. O desenvolvimento de novas tecnologias

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL Introdução A partir da década de 90 as transformações ocorridas nos aspectos: econômico, político, social, cultural,

Leia mais

remuneração para ADVOGADOS advocobrasil Uma forma mais simples e estruturada na hora de remunerar Advogados porque a mudança é essencial

remuneração para ADVOGADOS advocobrasil Uma forma mais simples e estruturada na hora de remunerar Advogados porque a mudança é essencial remuneração para ADVOGADOS Uma forma mais simples e estruturada na hora de remunerar Advogados advocobrasil Não ter uma política de remuneração é péssimo, ter uma "mais ou menos" é pior ainda. Uma das

Leia mais

Comunicação estratégica como diferencial competitivo para as organizações Um estudo sob a ótica de Administradores e Relações Públicas

Comunicação estratégica como diferencial competitivo para as organizações Um estudo sob a ótica de Administradores e Relações Públicas Comunicação estratégica como diferencial competitivo para as organizações Um estudo sob a ótica de Administradores e Relações Públicas Ana Carolina Trindade e-mail: carolinatrindade93@hotmail.com Karen

Leia mais

O gerenciamento da Comunicação Organizacional

O gerenciamento da Comunicação Organizacional O gerenciamento da Comunicação Organizacional Hilbert Reis Comunicação Social Jornalismo UFOP Pesquisador PIP/UFOP Índice 1 Otimização da comunicação integrada 1 2 Estratégias, planejamentos e a gestão

Leia mais

A pluralidade das relações públicas

A pluralidade das relações públicas A pluralidade das relações públicas Carolina Frazon Terra Introdução Sétima colocada no ranking "As profissões do futuro" segundo a Revista Exame de 13 de abril de 2004, as relações públicas se destacam

Leia mais

ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS

ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS ARTIGOS AÇÕES MOTIVACIONAIS ÍNDICE em ordem alfabética: Artigo 1 - ENDOMARKETING: UMA FERRAMENTA ESTRATÉGICA PARA DESENVOLVER O COMPROMETIMENTO... pág. 2 Artigo 2 - MOTIVANDO-SE... pág. 4 Artigo 3 - RECURSOS

Leia mais

Planejamento Estratégico da Comunicação Empresarial

Planejamento Estratégico da Comunicação Empresarial Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu e MBA Planejamento Estratégico da Comunicação Empresarial Prof. Dr. Luiz Alberto de Farias Março e Abril de 2014 Prof. Dr. Luiz Alberto de Farias Planejamento Estratégico

Leia mais

ESTUDO DA IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O COMÉRCIO VAREJISTA LUCIMEIRI CEZAR ANDRÉ

ESTUDO DA IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O COMÉRCIO VAREJISTA LUCIMEIRI CEZAR ANDRÉ ESTUDO DA IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O COMÉRCIO VAREJISTA LUCIMEIRI CEZAR ANDRÉ Acadêmica de Administração Geral na Faculdade Metropolitana de Maringá /PR - 2005 RESUMO: A atividade comercial

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS Versão 2.0 09/02/2015 Sumário 1 Objetivo... 3 1.1 Objetivos Específicos... 3 2 Conceitos... 4 3 Princípios... 5 4 Diretrizes... 5 4.1

Leia mais

CAPITAL INTELECTUAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS

CAPITAL INTELECTUAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS CAPITAL INTELECTUAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA NAS ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS Cesar Aparecido Silva 1 Patrícia Santos Fonseca 1 Samira Gama Silva 2 RESUMO O presente artigo trata da importância do capital

Leia mais

ANALISANDO UM ESTUDO DE CASO

ANALISANDO UM ESTUDO DE CASO ANALISANDO UM ESTUDO DE CASO (Extraído e traduzido do livro de HILL, Charles; JONES, Gareth. Strategic Management: an integrated approach, Apêndice A3. Boston: Houghton Mifflin Company, 1998.) O propósito

Leia mais

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Adm.Walter Lerner 1.Gestão,Competência e Liderança 1.1.Competências de Gestão Competências Humanas e Empresariais são Essenciais Todas as pessoas estão, indistintamente,

Leia mais

Formulação da Visão e da Missão

Formulação da Visão e da Missão Formulação da Visão e da Missão Zilta Marinho zilta@globo.com Os grandes navegadores sempre sabem onde fica o norte. Sabem aonde querem ir e o que fazer para chegar a seu destino. Com as grandes empresas

Leia mais

Faculdade Pitágoras de Uberlândia. Administração

Faculdade Pitágoras de Uberlândia. Administração Faculdade Pitágoras de Uberlândia Apostila de Administração Prof. Walteno Martins Parreira Júnior www.waltenomartins.com.br waltenomartins@yahoo.com 2014 SUMÁRIO 1 O PLANO DE NEGÓCIOS...2 1.1 SUMÁRIO EXECUTIVO...5

Leia mais

Estratégias em Propaganda e Comunicação

Estratégias em Propaganda e Comunicação Ferramentas Gráficas I Estratégias em Propaganda e Comunicação Tenho meu Briefing. E agora? Planejamento de Campanha Publicitária O QUE VOCÊ DEVE SABER NO INÍCIO O profissional responsável pelo planejamento

Leia mais

Um dos objetivos deste tema é orientar as ações sistemáticas na busca satisfazer o consumidor estimulando a demanda e viabilizando o lucro.

Um dos objetivos deste tema é orientar as ações sistemáticas na busca satisfazer o consumidor estimulando a demanda e viabilizando o lucro. PLANO DE MARKETING Andréa Monticelli Um dos objetivos deste tema é orientar as ações sistemáticas na busca satisfazer o consumidor estimulando a demanda e viabilizando o lucro. 1. CONCEITO Marketing é

Leia mais

&DPSDQKDV 3ODQHMDPHQWR

&DPSDQKDV 3ODQHMDPHQWR &DPSDQKDV 3ODQHMDPHQWR Toda comunicação publicitária visa atender a alguma necessidade de marketing da empresa. Para isso, as empresas traçam estratégias de comunicação publicitária, normalmente traduzidas

Leia mais

O Segredo do Sucesso na Indústria da Construção Civil

O Segredo do Sucesso na Indústria da Construção Civil O Segredo do Sucesso na Indústria da Construção Civil Planejamento estratégico pode ser o grande diferencial para a empresado ramo da construção civil, imobiliário e arquitetura que deseja obter mais sucesso

Leia mais

Professora Débora Dado. Prof.ª Débora Dado

Professora Débora Dado. Prof.ª Débora Dado Professora Débora Dado Prof.ª Débora Dado Planejamento das aulas 7 Encontros 19/05 Contextualizando o Séc. XXI: Equipes e Competências 26/05 Competências e Processo de Comunicação 02/06 Processo de Comunicação

Leia mais

Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina 008ª Zona Eleitoral de Canoinhas/SC

Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina 008ª Zona Eleitoral de Canoinhas/SC Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina 008ª Zona Eleitoral de Canoinhas/SC gdelbem@tre-sc.gov.br ; gdelbem@yahoo.com.br Proposta de valores no Planejamento Estratégico da Justiça Eleitoral Gestão

Leia mais

7. POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO. 7.1- Comunicação 7.2- Publicidade 7.3- Promoção 7.4- Marketing directo

7. POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO. 7.1- Comunicação 7.2- Publicidade 7.3- Promoção 7.4- Marketing directo 7. POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO 7.1- Comunicação 7.2- Publicidade 7.3- Promoção 7.4- Marketing directo A COMUNICAÇÃO Comunicar Comunicar no marketing emitir mensagem para alguém emitir mensagem para o mercado

Leia mais

As cinco disciplinas

As cinco disciplinas As cinco disciplinas por Peter Senge HSM Management julho - agosto 1998 O especialista Peter Senge diz em entrevista exclusiva que os programas de aprendizado podem ser a única fonte sustentável de vantagem

Leia mais

COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL: A CONDUTA DO INDIVÍDUO RESUMO

COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL: A CONDUTA DO INDIVÍDUO RESUMO 1 COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL: A CONDUTA DO INDIVÍDUO ALCALDE, Elisângela de Aguiar 1 MARIANO, Rosiane da Conceição 2 SANTOS, Nathália Ribeiro dos SANTOS, Rosilei Ferreira dos SANTOS, Sirene José Barbosa

Leia mais

Roteiro para orientar o investimento social privado na comunidade 1

Roteiro para orientar o investimento social privado na comunidade 1 Roteiro para orientar o investimento social privado na comunidade 1 O IDIS Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social é uma organização da sociedade civil de interesse público, que tem como

Leia mais

CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL. LIMA, Sílvia Aparecida Pereira 1 RESUMO

CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL. LIMA, Sílvia Aparecida Pereira 1 RESUMO CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL LIMA, Sílvia Aparecida Pereira 1 RESUMO A presente pesquisa aborda os conceitos de cultura e clima organizacional com o objetivo de destacar a relevância

Leia mais

A Comunicação Organizacional e a Mídia o papel dos meios de comunicação na construção da imagem empresarial para o público externo 1

A Comunicação Organizacional e a Mídia o papel dos meios de comunicação na construção da imagem empresarial para o público externo 1 A Comunicação Organizacional e a Mídia o papel dos meios de comunicação na construção da imagem empresarial para o público externo 1 Bárbara Fernandes Valente da Cunha 2 * Palavras-chaves: Comunicação

Leia mais

Metodologia gerencial que permite estabelecer a direção a ser seguida pela empresa, visando maior grau de interação com o ambiente.

Metodologia gerencial que permite estabelecer a direção a ser seguida pela empresa, visando maior grau de interação com o ambiente. Mário Sérgio Azevedo Resta CONSULTOR TÉCNICO EM NEGÓCIOS PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Metodologia gerencial que permite estabelecer a direção a ser seguida pela empresa, visando maior grau de interação com

Leia mais

ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING

ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING CENÁRIO E TENDÊNCIAS DOS NEGÓCIOS 8 h As mudanças do mundo econômico e as tendências da sociedade contemporânea.

Leia mais

Atendimento pós-venda: gestão estratégica da ex...

Atendimento pós-venda: gestão estratégica da ex... Atendimento pós-venda: gestão estratégica da ex... (/artigos /carreira/comopermanecercalmosob-pressao /89522/) Carreira Como permanecer calmo sob pressão (/artigos/carreira/como-permanecer-calmosob-pressao/89522/)

Leia mais

USO DA COMUNICAÇÃO ALINHADA A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO

USO DA COMUNICAÇÃO ALINHADA A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO USO DA COMUNICAÇÃO ALINHADA A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO Alexandra Lemos Ferraz 1 Evandro Oliveira da Silva 2 Edimar Luiz Bevilaqua 3 Fernando Nobre gomes da silva 4 Matheus Trindade

Leia mais

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR Cada um de nós, na vida profissional, divide com a Essilor a sua responsabilidade e a sua reputação. Portanto, devemos conhecer e respeitar os princípios que se aplicam a todos.

Leia mais

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Justificativa: As transformações ocorridas nos últimos anos têm obrigado as organizações a se modificarem constantemente e de forma

Leia mais

Mesmo em uma construtora de menor porte, o processo de gestão pode ser bastante complexo. Este guia traz dicas de gerenciamento para atingir os

Mesmo em uma construtora de menor porte, o processo de gestão pode ser bastante complexo. Este guia traz dicas de gerenciamento para atingir os Mesmo em uma construtora de menor porte, o processo de gestão pode ser bastante complexo. Este guia traz dicas de gerenciamento para atingir os melhores resultados. 2 ÍNDICE SOBRE O SIENGE INTRODUÇÃO 01

Leia mais

LÍDERES DO SECULO XXI RESUMO

LÍDERES DO SECULO XXI RESUMO 1 LÍDERES DO SECULO XXI André Oliveira Angela Brasil (Docente Esp. das Faculdades Integradas de Três Lagoas-AEMS) Flávio Lopes Halex Mercante Kleber Alcantara Thiago Souza RESUMO A liderança é um processo

Leia mais

O Papel Estratégico da Gestão de Pessoas para a Competitividade das Organizações

O Papel Estratégico da Gestão de Pessoas para a Competitividade das Organizações Projeto Saber Contábil O Papel Estratégico da Gestão de Pessoas para a Competitividade das Organizações Alessandra Mercante Programa Apresentar a relação da Gestão de pessoas com as estratégias organizacionais,

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL Aldemar Dias de Almeida Filho Discente do 4º ano do Curso de Ciências Contábeis Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Élica Cristina da

Leia mais

Plano de Comunicação para o Hospital Infantil Varela Santiago¹

Plano de Comunicação para o Hospital Infantil Varela Santiago¹ Plano de Comunicação para o Hospital Infantil Varela Santiago¹ José Alves de SOUZA² Maria Stella Galvão SANTOS³ Universidade Potiguar (UnP ), Natal, RN RESUMO Este Plano de Comunicação refere-se a um estudo

Leia mais

CompuStream Plano de Negócios COMPUSTREAM CONSULTORIA LTDA.

CompuStream Plano de Negócios COMPUSTREAM CONSULTORIA LTDA. CompuStream Plano de Negócios COMPUSTREAM CONSULTORIA LTDA. A CompuStream, empresa especializada em desenvolvimento de negócios, atua em projetos de investimento em empresas brasileiras que tenham um alto

Leia mais

4. Tendências em Gestão de Pessoas

4. Tendências em Gestão de Pessoas 4. Tendências em Gestão de Pessoas Em 2012, Gerenciar Talentos continuará sendo uma das prioridades da maioria das empresas. Mudanças nas estratégias, necessidades de novas competências, pressões nos custos

Leia mais

Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial UNOESTE. E mail: joselia@unoeste.br

Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial UNOESTE. E mail: joselia@unoeste.br Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 141 A LOGÍSTICA COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO Douglas Fernandes 1, Josélia Galiciano Pedro 1 Docente do Curso Superior

Leia mais

Empresas Familiares aprimoramento da governança corporativa para o sucesso do negócio

Empresas Familiares aprimoramento da governança corporativa para o sucesso do negócio Empresas Familiares aprimoramento da governança corporativa para o sucesso do negócio Nome Desarrollo de Sistemas de Gobierno y Gestión en Empresas de Propiedad Familiar en el Perú Objetivo Contribuir

Leia mais

O comprometimento dos colaboradores é a chave para o sucesso das organizações

O comprometimento dos colaboradores é a chave para o sucesso das organizações O comprometimento dos colaboradores é a chave para o sucesso das organizações Jean C. de Lara (Faculdade SECAL) jean@smagon.com.br Maria Elisa Camargo (Faculdade SECAL) elisa@aguiaflorestal.com.br Enir

Leia mais

Planejamento de Campanha Publicitária

Planejamento de Campanha Publicitária Planejamento de Campanha Publicitária Prof. André Wander UCAM O briefing chegou. E agora? O profissional responsável pelo planejamento de campanha em uma agência de propaganda recebe o briefing, analisa

Leia mais

Estamos presentes em 20 estados

Estamos presentes em 20 estados http://goo.gl/7kuwo O IDEBRASIL é voltado para compartilhar conhecimento de gestão com o empreendedor do pequeno e micro negócio, de forma prática, objetiva e simplificada. A filosofia de capacitação é

Leia mais

Identificação, classificação e análise dos públicos de uma organização do Terceiro Setor 1. Introdução

Identificação, classificação e análise dos públicos de uma organização do Terceiro Setor 1. Introdução Identificação, classificação e análise dos públicos de uma organização do Terceiro Setor 1 Marcello Chamusca 2 Márcia Carvalhal 3 Resumo Este artigo pretende introduzir o estudante de relações públicas,

Leia mais

SUPERE A CRISE E FORTALEÇA SEU NEGÓCIO.

SUPERE A CRISE E FORTALEÇA SEU NEGÓCIO. Workshop para empreendedores e empresários do Paranoá DF. SUPERE A CRISE E FORTALEÇA SEU NEGÓCIO. Dias 06 e 13 de Dezembro Hotel Bela Vista Paranoá Das 08:00 às 18:00 horas Finanças: Aprenda a controlar

Leia mais

Conteúdo. 1. Origens e Surgimento. Origens e Surgimento

Conteúdo. 1. Origens e Surgimento. Origens e Surgimento 1 2 Planejamento Estratégico: conceitos e evolução; administração e pensamento estratégico Profª Ms Simone Carvalho simonecarvalho@usp.br Profa. Ms. Simone Carvalho Conteúdo 3 1. Origens e Surgimento 4

Leia mais

AÇÕES EFETIVAS DE GERENCIAMENTO DO STRESS OCUPACIONAL: Desafio de Conciliar Embasamento Científico e Planejamento Estratégico

AÇÕES EFETIVAS DE GERENCIAMENTO DO STRESS OCUPACIONAL: Desafio de Conciliar Embasamento Científico e Planejamento Estratégico AÇÕES EFETIVAS DE GERENCIAMENTO DO STRESS OCUPACIONAL: Desafio de Conciliar Embasamento Científico e Planejamento Estratégico Sâmia Simurro Novembro/2011 FATOS SOBRE O STRESS Inevitável Nível positivo?

Leia mais

Auditoria Interna Como assessoria das entidades

Auditoria Interna Como assessoria das entidades Auditoria Interna Como assessoria das entidades Francieli Hobus 1 Resumo A auditoria interna vem se tornando a cada dia, uma ferramenta indispensável para as entidades. Isso está ocorrendo devido à preocupação

Leia mais

Saiba como gerir uma equipe com essas dicas REALIZAÇÃO

Saiba como gerir uma equipe com essas dicas REALIZAÇÃO Comunicação empresarial eficiente: Saiba como gerir uma equipe com essas dicas REALIZAÇÃO Sumário 01 Introdução 02 02 03 A comunicação dentro das empresas nos dias de hoje Como garantir uma comunicação

Leia mais

Pesquisa de Clima tornou-se uma ação estratégica de Gestão de Pessoas

Pesquisa de Clima tornou-se uma ação estratégica de Gestão de Pessoas Pesquisa de Clima tornou-se uma ação estratégica de Gestão de Pessoas Boas propostas são essenciais para que uma gestão tenha êxito, mas para que isso ocorra é fundamental que os dirigentes organizacionais

Leia mais

ATENDIMENTO AO CLIENTE

ATENDIMENTO AO CLIENTE ATENDIMENTO AO CLIENTE Tópicos a serem apresentados: O que é? Para que serve? Objetivos do Curso. Conteúdo Programático. Empresa As Pessoas O Produto O serviço Atendimento Competitividade Tipos de Clientes

Leia mais

Unidade de Projetos. Grupo Temático de Comunicação e Imagem. Termo de Referência para desenvolvimento da gestão de Marcas Setoriais.

Unidade de Projetos. Grupo Temático de Comunicação e Imagem. Termo de Referência para desenvolvimento da gestão de Marcas Setoriais. Unidade de Projetos de Termo de Referência para desenvolvimento da gestão de Marcas Setoriais Branding Agosto de 2009 Elaborado em: 3/8/2009 Elaborado por: Apex-Brasil Versão: 09 Pág: 1 / 8 LÍDER DO GRUPO

Leia mais

Planejamento Estratégico. Valéria Mendes Meschiatti Nogueira

Planejamento Estratégico. Valéria Mendes Meschiatti Nogueira Planejamento Estratégico Valéria Mendes Meschiatti Nogueira Conceitos básicos de Estratégia Propósito de uma organização: é o impulso, a motivação que direciona para os caminhos que ela escolher. Sem propósito

Leia mais

ENDOMARKETING: Utilização como ferramenta de crescimento organizacional

ENDOMARKETING: Utilização como ferramenta de crescimento organizacional ENDOMARKETING: Utilização como ferramenta de crescimento organizacional Carlos Henrique Cangussu Discente do 3º ano do curso de Administração FITL/AEMS Marcelo da Silva Silvestre Discente do 3º ano do

Leia mais

Título do Case: Departamento Comercial com foco nas expectativas do cliente Categoria: Projeto Interno

Título do Case: Departamento Comercial com foco nas expectativas do cliente Categoria: Projeto Interno Título do Case: Departamento Comercial com foco nas expectativas do cliente Categoria: Projeto Interno Resumo O presente case mostra como ocorreu o processo de implantação do Departamento Comercial em

Leia mais

Estratégias em Tecnologia da Informação. Variáveis Ambientais e Diagnóstico Estratégico (Análise SWOT)

Estratégias em Tecnologia da Informação. Variáveis Ambientais e Diagnóstico Estratégico (Análise SWOT) Estratégias em Tecnologia da Informação Capítulo 5 Variáveis Ambientais e Diagnóstico Estratégico (Análise SWOT) Material de apoio 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina

Leia mais

Comunicação Empresarial

Comunicação Empresarial Comunicação Empresarial MBA em Gestão Empresarial MBA em Logística MBA em Recursos Humanos MBA em Gestão de Marketing Prof. Msc Alice Selles 24/11 Aula inicial apresentação e visão geral do módulo. Proposição

Leia mais

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES 2º. Bimestre Capítulos: I Ética: noções e conceitos básicos II Processo de Decisão Ética III - Responsabilidade Social Apostila elaborada pela Profa. Ana

Leia mais

UNIMEP MBA em Gestão e Negócios

UNIMEP MBA em Gestão e Negócios UNIMEP MBA em Gestão e Negócios Módulo: Sistemas de Informações Gerenciais Aula 4 TI com foco nos Negócios: Áreas envolvidas (Parte II) Flávio I. Callegari www.flaviocallegari.pro.br O perfil do profissional

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO CURSO DE RELAÇÕES PÚBLICAS. Daniela Valdez Rodrigues

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO CURSO DE RELAÇÕES PÚBLICAS. Daniela Valdez Rodrigues UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO CURSO DE RELAÇÕES PÚBLICAS Daniela Valdez Rodrigues A RELAÇÃO DO MARKETING DE RELACIONAMENTO COM RELAÇÕES PÚBLICAS São Leopoldo

Leia mais

GESTÃO EMPRESARIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

GESTÃO EMPRESARIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO GESTÃO EMPRESARIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO * César Raeder Este artigo é uma revisão de literatura que aborda questões relativas ao papel do administrador frente à tecnologia da informação (TI) e sua

Leia mais

Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 06

Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 06 Rodrigo Rennó Questões CESPE para o MPU 06 Questões sobre o tópico Avaliação de Desempenho: objetivos, métodos, vantagens e desvantagens. Olá Pessoal, Espero que estejam gostando dos artigos. Hoje veremos

Leia mais

PLANO DE NEGÓCIOS. Causas de Fracasso:

PLANO DE NEGÓCIOS. Causas de Fracasso: PLANO DE NEGÓCIOS Causas de Fracasso: Falta de experiência profissional Falta de competência gerencial Desconhecimento do mercado Falta de qualidade dos produtos/serviços Localização errada Dificuldades

Leia mais

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA

CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA CAPÍTULO 1 - CONTABILIDADE E GESTÃO EMPRESARIAL A CONTROLADORIA Constata-se que o novo arranjo da economia mundial provocado pelo processo de globalização tem afetado as empresas a fim de disponibilizar

Leia mais

A importância do branding

A importância do branding A importância do branding Reflexões para o gerenciamento de marcas em instituições de ensino Profª Ligia Rizzo Branding? Branding não é marca Não é propaganda Mas é sentimento E quantos sentimentos carregamos

Leia mais

Palestrante Paulo Gerhardt Inspira, Motiva e Sensibiliza para Resultados Superiores

Palestrante Paulo Gerhardt Inspira, Motiva e Sensibiliza para Resultados Superiores Palestrante Paulo Gerhardt Inspira, Motiva e Sensibiliza para Resultados Superiores Com uma abordagem inovadora e lúdica, o professor Paulo Gerhardt tem conquistado plateias em todo o Brasil. Seu profundo

Leia mais

RELAÇÕES PÚBLICAS E MARKETING? EIS A QUESTÃO. NA FACULDADE E NO MERCADO DE TRABALHO 1

RELAÇÕES PÚBLICAS E MARKETING? EIS A QUESTÃO. NA FACULDADE E NO MERCADO DE TRABALHO 1 RELAÇÕES PÚBLICAS E MARKETING? EIS A QUESTÃO. NA FACULDADE E NO MERCADO DE TRABALHO 1 Jeaine Cardoso Soares 2 Resumo Parafraseando a célebre indagação Shakespeariana: Ser ou não ser, eis a questão e aproveitando

Leia mais

EMPREENDEDORISMO 2013

EMPREENDEDORISMO 2013 COLÉGIO CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE Rua Professor Pedreira de Freitas, 401/415 Fone 2942-1499 Tatuapé ORIENTAÇÕES AO PROJETO DE EMPREENDEDORISMO EMPREENDEDORISMO 2013 APRESENTAÇÃO Empreendedorismo é o estudo

Leia mais

Estrutura do Curso. Planejamento Estratégico

Estrutura do Curso. Planejamento Estratégico Estrutura do Curso (Prof. Mauricio Neves) INTRODUÇÃO À ESTRATÉGIA EMPRESARIAL (Unidade I) MODELO PORTER: TÉCNICAS ANALÍTICAS (Unidade II) ESTRATÉGIA BASEADA EM RECURSOS, (Unidade IV) Planejamento Estratégico

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Informação e Documentação Disciplina: Planejamento e Gestão

Leia mais

MARKETING: PRINCIPAL FERRAMENTA PARA A EFETIVAÇÃO DAS VENDAS

MARKETING: PRINCIPAL FERRAMENTA PARA A EFETIVAÇÃO DAS VENDAS MARKETING: PRINCIPAL FERRAMENTA PARA A EFETIVAÇÃO DAS VENDAS CAUÊ SAMUEL SCHIMIDT 1 FERNANDO GRANADIER 1 Resumo O mercado atual está cada vez mais competitivo e para sobreviver nesse meio, é necessário

Leia mais

Planejamento Estratégico PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. Histórico de elaboração Julho 2014

Planejamento Estratégico PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. Histórico de elaboração Julho 2014 Planejamento Estratégico PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Histórico de elaboração Julho 2014 Motivações Boa prática de gestão Orientação para objetivos da Direção Executiva Adaptação à mudança de cenários na sociedade

Leia mais

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS O plano de negócios deverá conter: 1. Resumo Executivo 2. O Produto/Serviço 3. O Mercado 4. Capacidade Empresarial 5. Estratégia de Negócio 6. Plano de marketing

Leia mais

Missão, Visão e Valores

Missão, Visão e Valores , Visão e Valores Disciplina: Planejamento Estratégico Página: 1 Aula: 12 Introdução Página: 2 A primeira etapa no Planejamento Estratégico é estabelecer missão, visão e valores para a Organização; As

Leia mais

Sistemas de Remuneração Tradicionais e a Remuneração Estratégica

Sistemas de Remuneração Tradicionais e a Remuneração Estratégica Sistemas de Remuneração Tradicionais e a Remuneração Estratégica por Camila Hatsumi Minamide* Vivemos em um ambiente com transformações constantes: a humanidade sofre diariamente mudanças nos aspectos

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE CUSTOS NA ELABORAÇÃO DO PREÇO DE VENDA

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE CUSTOS NA ELABORAÇÃO DO PREÇO DE VENDA 553 A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE CUSTOS NA ELABORAÇÃO DO PREÇO DE VENDA Irene Caires da Silva 1, Tamires Fernanda Costa de Jesus, Tiago Pinheiro 1 Docente da Universidade do Oeste Paulista UNOESTE. 2 Discente

Leia mais

Fulano de Tal. Relatório Combinado Extended DISC : Análise Comportamental x Feedback 360 FINXS 09.12.2014

Fulano de Tal. Relatório Combinado Extended DISC : Análise Comportamental x Feedback 360 FINXS 09.12.2014 Relatório Combinado Extended DISC : Análise Comportamental x Feedback 360 Este relatório baseia-se nas respostas apresentadas no Inventário de Análise Pessoal comportamentos observados através questionário

Leia mais

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO PLANO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA Flash Lan House: FOCO NO ALINHAMENTO ENTRE CAPITAL HUMANO E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Leia mais

Introdução à Gestão Financeira e Controladoria

Introdução à Gestão Financeira e Controladoria Mario da Silva Oliveira O único propósito de um negócio é criar um cliente! (Peter Drucker) O único propósito de um negócio e fazer com que ele retorne! (Walker & Lundberg) 1 1. A Conceituação do Empreendimento

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009 03/08/2010 Pág.01 POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DA CEMIG COM A COMUNIDADE Substitui a NO-02.15 de 23/06/2009 1. INTRODUÇÃO 1.1 A Política de Comunicação da CEMIG com a Comunidade explicita as diretrizes que

Leia mais

Passo 1 - Faça um diagnóstico da comunicação

Passo 1 - Faça um diagnóstico da comunicação Manual Como elaborar uma estratégia de comunicação Índice Introdução Passo 1 - Faça um diagnóstico da comunicação. Passo 2 - Defina os alvos da comunicação Passo 3 - Estabeleça os objetivos da comunicação

Leia mais

Proposta de Candidatura Diretoria da Presidência Agrobio Consultoria Júnior Gestão 2013. Isabella Assunção Cerqueira Procópio

Proposta de Candidatura Diretoria da Presidência Agrobio Consultoria Júnior Gestão 2013. Isabella Assunção Cerqueira Procópio Proposta de Candidatura Diretoria da Presidência Agrobio Consultoria Júnior Gestão 2013 Isabella Assunção Cerqueira Procópio Janeiro de 2013 1 Sumário 1. Dados Básicos de Identificação...3 2. Histórico

Leia mais

Balanced Scorecard BSC. O que não é medido não é gerenciado. Medir é importante? Também não se pode medir o que não se descreve.

Balanced Scorecard BSC. O que não é medido não é gerenciado. Medir é importante? Também não se pode medir o que não se descreve. Balanced Scorecard BSC 1 2 A metodologia (Mapas Estratégicos e Balanced Scorecard BSC) foi criada por professores de Harvard no início da década de 90, e é amplamente difundida e aplicada com sucesso em

Leia mais

Orientadora: Profa. Dra. Sonia Aparecida Cabestré (USC)

Orientadora: Profa. Dra. Sonia Aparecida Cabestré (USC) Título (Limite de 250 caracteres incluindo os espaços) Título: Relações Públicas e Ferramentas de Comunicação um estudo abordando à realidade de Ibitinga A capital nacional do bordado 1 Autores (Incluir

Leia mais

CRM Uma ferramenta tecnológica inovadora

CRM Uma ferramenta tecnológica inovadora CRM Uma ferramenta tecnológica inovadora Nelson Malta Callegari (UTFPR) nelson.estudo@gmail.com Prof Dr. João Luiz Kovaleski (UTFPR) kovaleski@pg.cefet.br Prof Dr. Antonio Carlos de Francisco (UTFPR) acfrancisco@pg.cefetpr.br

Leia mais

GUIA DE ELABORAÇÃO DE PLANO DE NEGÓCIOS

GUIA DE ELABORAÇÃO DE PLANO DE NEGÓCIOS GUIA DE ELABORAÇÃO DE PLANO DE NEGÓCIOS Sumário 1. APRESENTAÇÃO... 2 2. PLANO DE NEGÓCIOS:... 2 2.1 RESUMO EXECUTIVO... 3 2.2 O PRODUTO/SERVIÇO... 3 2.3 O MERCADO... 3 2.4 CAPACIDADE EMPRESARIAL... 4 2.5

Leia mais

MAISMKT - Ações em Marketing e uma empresa voltada para avaliação do atendimento, relacionamento com cliente, e marketing promocional.

MAISMKT - Ações em Marketing e uma empresa voltada para avaliação do atendimento, relacionamento com cliente, e marketing promocional. Empresa MAISMKT - Ações em Marketing e uma empresa voltada para avaliação do atendimento, relacionamento com cliente, e marketing promocional. Nossa filosofia e oferecer ferramentas de gestão focadas na

Leia mais

LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO. Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com

LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO. Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com LI ESTAMOS PASSANDO PELA MAIOR TRANSFORMAÇÃO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE. VALORIZAR PESSOAS

Leia mais

Integrada de Marketing. UNIBAN Unidade Marte Disciplina: Planejamento de Campanha Prof. Me. Francisco Leite Aulas: 31.03.11

Integrada de Marketing. UNIBAN Unidade Marte Disciplina: Planejamento de Campanha Prof. Me. Francisco Leite Aulas: 31.03.11 O Planejamento de Comunicação Integrada de Marketing UNIBAN Unidade Marte Disciplina: Planejamento de Campanha Prof. Me. Francisco Leite Aulas: 31.03.11 Agenda: Planejamento de Comunicação Integrada de

Leia mais

Trabalho de Conclusão de Curso - TCC. Graduação em Administração

Trabalho de Conclusão de Curso - TCC. Graduação em Administração Trabalho de Conclusão de Curso - TCC Graduação em Administração Educação Presencial 2011 1 Trabalho de Conclusão de Curso - TCC O curso de Administração visa formar profissionais capacitados tanto para

Leia mais

TÍTULO: O CRM NA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES EM UMA EMPRESA DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO

TÍTULO: O CRM NA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES EM UMA EMPRESA DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO TÍTULO: O CRM NA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES EM UMA EMPRESA DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE AURIFLAMA AUTOR(ES):

Leia mais

Estratégias em Tecnologia da Informação. Planejamento Estratégico Planejamento de TI

Estratégias em Tecnologia da Informação. Planejamento Estratégico Planejamento de TI Estratégias em Tecnologia da Informação Capítulo 7 Planejamento Estratégico Planejamento de TI Material de apoio 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a

Leia mais

Construindo um Plano de Negócios Fabiano Marques

Construindo um Plano de Negócios Fabiano Marques Construindo um Plano de Negócios Fabiano Marques "Um bom plano de negócios deve mostrar claramente a competência da equipe, o potencial do mercado-alvo e uma idéia realmente inovadora; culminando em um

Leia mais