BMW ameaça desistir de fábricar carros no Brasil

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1 mobile.brasileconomico.com.br QUARTA-FEIRA, 14 DE MARÇO, 2012 ANO 4 N O 641 R$ 3,00 PUBLISHER RICARDO GALUPPO DIRETOR JOAQUIM CASTANHEIRA DIRETOR ADJUNTO RAMIRO ALVES Rodrigo Capote Exclusivo Mapfre vai disputar o mercado de seguro-saúde,contawilsontoneto,ceo da Mapfre Serviços Financeiros. P30 Dois pesos, duas medidas União Europeia pune Hungria por não cumprir meta fiscal, mas poupa Espanha e vira alvo de críticas. P37 Recuo da indústria leva estados à perda de R$ 2 bi de ICMS em 1 ano A desindustrialização já está afetando a arrecadação de impostos. Levantamento feito pelo BRASIL ECONÔMICO indica que as empresas diminuíram a produção e, como consequência, pagaram menos 2,6% de ICMS em 2011 com relação a P4 Amil fecha acordo com Qualicorp Com a associação, o fundador da Amil, Edson Bueno, quer ampliaratuação daempresaatravésde parcerias com entidades de classe, como sindicatos, e explorar ummercado com7milhõesdeclientes. P19 Mantega anuncia novo alívio para exportador O ministro da Fazenda disse que nos próximos dias sai decreto que exime quem exporta da cobrança de 1% de IOF sobre as operações de hedge cambial. P6 Em depoimento no Senado, Mantega acenou com alívio para estados e municípios que têm dívida com a União. Ele admitiu discutir os indexadores. P7 Depois de dizer que, sem a ação do governo, dólar seria de R$ 1,40, admitiu efeitos colaterais: Você dá um tiro, acerta o urubu, mas sobra para o gavião. P6 Disputa de R$ 4 bilhões entre Vale e governo está perto do fim Presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados diz que empresa está prestes a quitar dívida referente a erro nos cálculos dos royalties de mineração. P16 Karime Xavier/Folhapress BMW ameaça desistir de fábricar carros no Brasil Montadora alega que investimento só compensa se índice de nacionalização de 65% definido pelo governo for implantado de forma gradativa. P22 Acordo com México pode sair hoje, afirma Patriota Ministro das Relações Exteriores do Brasil prevê que os dois países podem chegar a um consenso sobre as regras para o setor automotivo. P7 Bovespa dispara 3%, maior alta desde abril de 2011 Boas notícias vindas do exterior, como o relatório do Fed confirmando a recuperação econômica dos EUA, provocaram euforia no pregão. P31 e 33 O que vale (e o que não vale) comprar numa viagem ao exterior Eletroeletrônicos, roupas e livros são itens que você não deve deixar de trazer lá fora os preços são 30% menores. Mas é bom fugir de outros produtos, como vinhos. P34 INDICADORES TAXAS DE CÂMBIO COMPRA VENDA Dólar comercial (R$/US$) Euro (R$/ ) 1,7980 2,3720 1,8000 2,3730 JUROS META EFETIVA Selic (ao ano) 9,75% 9,65% BOLSAS VAR. % ÍNDICES Bovespa São Paulo Dow Jones Nova York FTSE 100 Londres 3,03 1,68 1, , , ,91

2 2 Brasil Econômico Quarta-feira, 14 de março, 2012 ENTREVISTA OPINIÃO Divulgação Avanço Cláudio Conz Presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamanco) TELMO GIOLITO PORTO Professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e ex-diretor da CPTM Disciplina evitaria acidentes nos trens de São Paulo Desde o começo do ano, duas colisões e um descarrilamento foram registrados no sistema de trens urbanos de São Paulo. Por causa desses incidentes, surgiram dúvidas sobre a segurança do sistema. Para o engenheiro Telmo Giolito Porto, a falha humana está por trás de todas as ocorrências, como afirma na entrevista a seguir. As últimas ocorrências de acidentes nos trens urbanos de São Paulo podem ser justificadas pelo aumento no número de usuários? Em minha opinião, não. Precisamos discernir a questão do conforto, da questão da segurança. Claro, quando os trens estão superlotados é possível que o usuário seja vítima de pequenos acidentes e até de pequenos furtos, mas isso não tem implicações no sistema de segurança que é garantido pelo sistema de sinalização e normas operacionais. Os trens urbanos de São Paulo são concebidos para trabalhar com segurança, mesmo em casos de falhas. Quando há um problema no freio, ele falha, freando, por exemplo. O Controle de Tráfego Automático (ATC) dos trens da CPTM é similar aos dos sistemas de grandes cidades como Tókio, Berlim e Nova York. Ele tem um dispositivo de controle de sobrevelocidade que reduz a marcha do trem, caso o maquinista desobedeça a sinalização. A possibilidade de colisão permanece, mas com impacto menor. É por isso que nenhum dos acidentes que aconteceram foram graves, com vítimas fatais. Quais foram as causas dos acidentes ocorridos no começo deste ano? Não tive acesso aos laudos, mas suponho que tenha sido falha humana. Claro, quando os profissionais da CPTM falham não fazem isso de propósito. A relação homem-máquina tem limitações. A operação rotineira traz consigo o hábito e certa autoconfiança que leva ao erro. É por isso que mesmo os pilotos mais experientes, sempre que entram no avião, antes de decolar, obedecem a uma série de procedimentos previstos numa check list. A disciplina se opõe ao hábito e obriga a estar atento aos procedimentos que são corriqueiros, mas imprescindíveis para evitar acidentes. As possíveis falhas humanas poderiam ter sido impedidas por um processo de capacitação mais eficaz? Discordo. Os acidentes ocorridos não envolviam profissionais recém-contratados. Pelo contrário. Entre os maquinistas implicados nos acidentes o que tinha menos tempo de serviço estava há 15 anos na CPTM. Anita DeFrantz Presidnete da Comissão de Esporte Feminino do COI COI quer mulheres árabes nos Jogos Olímpicos de Londres O Comitê OlímpicoInternacional (COI) trabalha de forma muitoestreita com Qatar, Brunei e Arábia Sauditapara queestes países enviem pela primeira vezatletasfemininasaosjogosdelondres,declarou ontem o diretor geral da entidade, Christophe de Kepper. Emjulho de2011, a presidentedacomissão deesportefemininodocoianitadefrantz, criticou estestrêspaísespornãoterem enviadoumamulher sequerpara participardojogos. Emfevereiro, um relatório da ONG de defesa dois direitos humanos Human Rights Watch, tinha denunciado a exclusão sistemática das mulheres da Arábia Saudita da prática de esportes. O Qatar, candidato à organização dos Jogos de 2020, anunciou que enviará atletas femininas a Londres. AFP Bindu Lohani Vice-presidente do Banco de Desenvolvimento Asiático Retrocesso Kevork Djansezian/AFP Samrang Pring/Reuters Aquecimento global vai custar US$ 40 bilhões/ano para a Ásia A região daásia-pacíficoprecisa investircerca deus$ 40bilhões ao anopara protegersuas economiasdos impactos doaquecimento global, alertou ovice-presidentedo Banco de DesenvolvimentoAsiático, Bindu Lohani. Ospaíses precisampassar porumatransformação pararesistirem àscatástrofes provocadas pelas mudançasclimáticas, declarou Lohani duranteo Fórumde Adaptaçãoàs Mudanças Climáticasda Ásia-Pacífico, embangcoc. O próprioevento foi canceladonoano passado, quandoa Tailândia sofreuaspiores inundaçõesemmeio século, quemataram maisde800 pessoas. AFP NESTA EDIÇÃO Rodrigo Capote Os juros e a produção Tenho acompanhado quase que diariamente as notícias sobre a política de juros gerenciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Na semana passada, foi anunciado que a entidade reduziu a taxa básica Selic em 0,75 ponto percentual, ficando em 9,75% ao ano. O interessante é que muito se comenta sobre a taxa básica de juros, mas pouco se fala sobre as taxas finais aplicadas ao consumidor. Li uma pesquisa recente, realizada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), segundo a qual os juros cobrados do consumidor recuaram mais que a Selic. De acordo com o estudo, de janeiro de 2010 a janeiro de 2012, a taxa ao consumidor caiu 9,45 pontos ao ano, enquanto que a Selic caiu apenas 0,25 (de 10,75% para 10,50% ao ano). É um absurdo o montante de juros que o consumidor final paga para qualquer empréstimo que seja. Os bancos, lojas e financeiras estão reduzindo os juros além do corte no custo da captação de recursos para custear financiamentos, mas a taxa cobrada está muito elevada. Para se ter uma ideia, a taxa do cartão de crédito em janeiro ficou em 10,69% ao mês o campeão dos juros. Ao ano, o valor chega a 110,52%. Essa taxa altíssima é seguida da do cheque especial (8,34%), empréstimo pessoal em financeiras (8,29%), comércio (5,05%) e pelo empréstimo pessoal em bancos (3,99%). Estes valores são extremamente altos e, embora tenham caído mais do que a taxa básica de juros, ainda são exorbitantes. É preciso reduzir os juros básicos, sim, mas somente isso não basta. Reduzir os juros ao consumidor também se faz necessário A distância entre a Selic e o valor dos juros ao consumidor é estabelecida por custos e margens de ganho que compõem a taxa final, como impostos, despesas administrativas, risco de inadimplência e a margem de ganho do sistema financeiro. Neste contexto, o que vemos como resultado da alta taxa de juros é a queda do crescimento do PIB, que em 2011 ficou em 2,7% (no quarto trimestre com crescimento de apenas 0,3%). O indicador tem sido prejudicado consideravelmente pela queda na produção industrial. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal recém-divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor brasileiro começou o ano mal, com queda de produção de 2,1% no mês de janeiro em relação a dezembro. A produção de bens de capital despencou 16%. Este foi o pior desempenho desde dezembro de 2008, o auge da crise internacional.analistas apontam que a queda se deu em especial ao recuo na produção de veículos, com destaque para o recuo da fabricação de caminhões, que a partir de janeiro precisam se adaptar à nova regulamentação ambiental dos motores para emitirem menos enxofre e também às chuvas do período. Mas seriam estes os únicos motivos? Neste cenário, fico pensando. Reduzir os juros é sem dúvida uma forma de aquecer a economia, todos já sabemos disso. Se for mais vantajoso emprestar dinheiro do que colocá-lo na produção, por que alguém vai investir na economia? É preciso reduzir os juros básicos, sim, mas isso não basta. Reduzir os juros ao consumidor também se faz necessário. Precisamos diminuir os encargos ao consumidor final, para aquecermos as vendas e movimentarmos toda a cadeia. Medidas precisam ser tomadas neste sentido. Com juros altos, a produção industrial sem vazão fica estacionada e o PIB despenca e o crédito ao consumidor também tem papel importante neste contexto. Cargill investe em educação alimentar Serão aplicados R$ 8 milhões em 14 projetos sobre alimentação saudável e segura, que incluem a distribuição de material didático, conta a presidente da fundação, Valéria Militelli. P12 Cartas para a Redação: Avenida das Nações Unidas, , 8º andar, CEP , Brooklin, São Paulo (SP). As mensagens devem conter nome completo, endereço, telefone e assinatura. Em razão de espaço ou clareza, BRASIL ECONÔMICO reserva-se o direito de editar as cartas recebidas. Mais cartas em Responsabilidade sobre terceirizados O crescimento no número de casos em que o governo acaba responsabilizado por pagamento de funcionários de empresas contratadas para prestar serviços levou o caso ao Supremo. P28

3 Quarta-feira, 14 de março, 2012 Brasil Econômico 3 MOSAICO POLÍTICO Rogério Mori Professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas PEDRO VENCESLAU Atuando no câmbio Wilson Dias/ABr O governo brasileiro tem recorrentemente adotado medidas no sentido de tentar conter a apreciação do real diante das demais moedas. A mais recente foi a extensão da cobrança do IOF de 6% para operações de empréstimos externos de cinco anos. Essa medida, a exemplo das demais que vêm sendo adotadas, visa conter as pressões existentes no mercado de câmbio, oriundas dos ingressos de recursos externos, que tornam a moeda brasileira cada vez mais forte. O problema da valorização contínua do real e seus efeitos sobre a competitividade e a estrutura produtiva do país não são novos. De fato, desde meados da década passada, o real tem se valorizado e, com a exceção dos breves efeitos da crise de 2008 sobre a taxa de câmbio, essa tem sido uma tônica que tem afetado cada vez mais duramente a realidade do setor produtor de bens comercializáveis com o exterior. Esse segmento da nossa economia está exposto diretamente à concorrência externa, e o fortalecimento do real ao longo dos últimos anos penalizou severamente esse setor. O governo brasileiro tem procurado lutar com diferentes armas contra o fortalecimento excessivo do real Esse fenômeno não é uma novidade para ninguém e o que se tem observado é um claro processo de retração desse setor, particularmente da indústria brasileira. Não é sem razão que a participação da indústria no PIB brasileiro recuou para patamares da década de A tendência é que esse movimento se agrave à medida que a moeda brasileira permaneça excessivamente apreciada. Nesse sentido, o Brasil enfrenta neste momento, por conta da apreciação cambial, um crescente déficit em transações correntes. Esse déficit, no entanto, tem sido financiado com sobras pelos ingressos de recursos externos no país, o que pressiona cada vez mais a cotação do dólar americano para baixo. Em outras palavras, o Brasil enfrenta nas suas contas externas um ciclo perverso em que os ingressos financiam o déficit em transações correntes e, através do fortalecimento da moeda brasileira, tendem a alargá-lo cada vez mais. Logicamente, esse ciclo tem ampliado ao longo do tempo a vulnerabilização do Brasil em termos de suas contas externas, à medida que o torna crescentemente cada vez mais dependente dos capitais externos. O risco é de uma súbita reversão desses fluxos de financiamento, que teria como efeito final uma acentuada depreciação da moeda brasileira, o que levaria à inflação e à necessidade de um aperto considerável da política monetária (e fatalmente uma recessão no país). Nesse sentido, o governo tem se utilizado de diversos instrumentos, buscando tirar incentivos aos ingressos de capitais ao país através de diferentes medidas. Obviamente, a redução da meta da taxa básica de juros pelo Copom na sua última reunião se enquadra também nesse processo. Além de estimular a demanda agregada, a redução da taxa de juros também diminui o diferencial entre os juros praticados domesticamente e internacionalmente, gerando algum desincentivo ao ingresso de capitais especulativos no Brasil. Em síntese, o governo brasileiro tem procurado lutar com diferentes armas contra o fortalecimento excessivo do real diante das demais moedas e, com isso, combater a crescente vulnerabilização das contas externas e os efeitos danosos à estrutura produtiva do país. Ficou claro que, caso as medidas adotadas não sejam suficientes para reverter o processo, novas medidas virão. Grécia prepara mais cortes nos gastos Exigências da Comissão Europeia e do FMI devem ampliar ajustes do governo grego para 5,5% do PIB nos próximos dois anos. A medida é uma das condições para que o país receba ajuda. P38 O processo de crescimento e a inflação No terceiro artigo da série Luta contra a geografia, o economista Rodrigo Sias aborda as bases da integração econômica no Brasil e a busca pela estabilidade. P39 Ana de Hollanda vive novo inferno astral Enquanto os corredores do Congresso ferviam com as mudanças promovidas pela presidente Dilma Rousseff na linha de frente da sua base aliada, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado aproveitou um cochilo dos governistas e aprovou um convite para que a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, se explique na Casa. Liderados pelo jovem senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), os oposicionistas prometem jogar óleo na interminável fritura da irmã de Chico Buarque. A ideia é questioná-la duramente sobre as denúncias de um suposto favorecimento da pasta ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). O inferno astral de Anna não termina por aí. Já circula abertamente no meio artístico uma lista de cotados para substituí-la: a atriz e cineasta Carla Camurati, que preside o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o diretor do Sesc, Danilo Miranda, e o secretário executivo do MinC, Vitor Ortiz. Ministra sobreviveu à roda-viva da Esplanada Penúltima dos sete filhos do historiador Sérgio Buarque de Hollanda, Ana já enfrentou outras frituras antes, mas, tal qual a música do irmão, viu o o tempo rodar num instante e sobreviveu. Resta saber se Dilma vai mobilizar sua confusa tropa para ajudá-la na sabatina do Senado. CURTAS O governador mineiro, Antonio Anastasia, volta hoje da Itália com uma boa nova na bagagem. Em maio, uma comitiva de 300 empresários italianos desembarca no Brasil para prospectar negócios em Minas, Paraná e Pernambuco. Luca Lindner, presidente da McCann para América Latina, África e Oriente Médio, passa a acumular o cargo de Presidente de Marcas Globais do McCann Worldgroup ao lado de Gustavo Martinez, que lidera o grupo na Europa. Na prática, ambos passam a ser os números 2 da organização, abaixo do CEO Mundial, Nick Brian. Afastado da Embratur desde a morte de seu filho de 13 anos há 30 dias, o presidente da estatal, Flávio Dino, decide no fim do mês se deixa o cargo para disputar a Prefeitura de São Luís (MA). PRONTO, FALEI Você pode ser trocado por ser incompetente, ou por não ser leal, ou pode ser uma troca por razão política. A minha troca foi por razão política Cândido Vaccarezza Ex-líder do governo na Câmara se preparando para voltar ao baixo clero Estrangeiros querem operar pedágios em São Paulo hgeraldo Alckmin comemora. Dois grupos estrangeiros que operam sistemas de pedagiamento eletrônico fizeram consulta para operar o novo modelo de pagamento de pedágio criado pela Secretaria de Transportes. O monopólio do Sem Parar está com os dias contados. Ricardo Stuckert/Ag. Camara O ex-senador Luiz Estevão é acusado pelo Ministério Público de usar o time do Brasiliense para lavar dinheiro. O novo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, que toma posse hoje no Palácio do Planalto, deixou de lado o projeto de ser prefeito de Caxias do Sul. Em uma pequena locadora de filmes, um amigo da coluna flagrou uma cena emblemática da confusão tributária brasileira. Logo na entrada, uma placa dizia: Locação sem devolução. Questionado se isso não seria o mesmo que venda, o dono do estabelecimento saiu-se com essa pérola: Se eu colocasse uma placa dizendo que vendo algo, pagaria mais impostos do que pago sendo um prestador de serviços.

4 4 Brasil Econômico Quarta-feira, 14 de março, 2012 DESTAQUE DESINDUSTRIALIZAÇÃO Editora: Elaine Cotta Importações maquiam ICMS industrial, que cai 2,6% em 2011 Perfil da arrecadação com o tributo indica que empresas produziram menos no último ano. Alta de 1,7% na contribuição total do setor é explicada pelo aumento de artigos estrangeiros na produção das companhias Mauricio Lima/AFP Gustavo Machado e Luciano Feltrin Além de perder participação no volume de riquezas produzidas pelo país, a indústria está diminuindo de tamanho em valores nominais. A desindustrialização brasileira é notada no perfil do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que apontou recuo de R$ 2 bilhões no total pago aos estados pelo setor industrial em 2011 em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, as importações feitas pela própria indústria têm maquiado o ICMS pago pelas companhias. O resultado desta equação indica que as empresas produziram menos no último ano, enquanto que compraram mais insumos, matérias-primas e maquinário no exterior, a fim de driblar o chamado custo Brasil. Levantamento feito pelo BRASIL ECONÔMICO, com a contribuição do Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo (Sinafresp), mostra que os estados receberam R$ 84,5 bilhões em 2011 sob a rubrica do ICMS. O valor representa um aumento de 1,7% se comparado à Porém, quando excluído o tributo incidente sobre as importações feitas pelo setor, o ICMS arrecadado da indústria cai para R$ 70,3 bilhões; indicando uma retração de 2,6%. Em alguns estados, como o do Amazonas, a arrecadação proveniente do setor indica que a indústria está em patamar inferior ao de Enquanto que o estado que concentra grande parte da produção nacional de eletroeletrônicos arrecadou R$ 1,49 bilhão cinco anos atrás, em 2011 a contribuição alcançou R$ 1,47 bilhão. No entanto, quando são somadas as importações, o ICMS industrial do Amazonas indica crescimento de 42,9% durante o período. O aumento das importações nestes cinco anos tem diminuído a participação da produção nacional na arrecadação dos estados. No ano anterior ao início da crise mundial, os produtos brasileiros respondiam por 86,25% do montante pago pelo setor. Já em 2011, essa relação caiu para 83,24%. Quando comparado com o total arrecadado com o ICMS pelos estados, a produção nacional perdeu ainda mais participação. Passou de 28,43%, em 2007, para 23,5%, no último ano; ou seja, recuo de quase 1 ponto percentual por ano. A perda de competitividade do setor e o consequente avanço CURVA DESCENDENTE de outros segmentos, como comércio e serviços, tem levantado questionamentos sobre que tipo de economia o país está se tornando. Precisamos achar uma solução para a indústria ou nos tornaremos uma economia de serviços, diz André Rodrigues, vice-presidente financeiro do grupo Rhodia. A desaceleração da indústria já afeta a arrecadação dos estados Linha de produção, em Manaus R$ 61,84 bi R$ 53,34 bi Fontes: Brasil Econômico com dados do MDIC e Sinafresp ICMS pago pela indústria ICMS pago pela indústria descontada a importação 2010 R$ 84,51 bi R$ 70,35 bi 2011 Estados já perderam R$ 2 bilhões com ICMS da indústria nacional. Quando somadas as importações, contribuição registra alta de 1,7% Competitividade O freio no setor tem chamado a atenção para problemas estruturais do país, como infraestrutura logística, burocracia e encarecimento da mão de obra. Segundo empresários, o custo Brasil tem matado a indústria nacional, enquanto que beneficiado as importações. Os dados sobre o ICMS mostram que a perda de competitividade do país frente a outros não acontece apenas no âmbito da comercialização final dos produtos, mas em toda a cadeia. Para diminuir o custo de produção, as companhias tem recorrido cada vez mais aos artigos confeccionados em outros países. O consultor empresarial Zakarias Nahas, da Spaf, afirma que o país se abriu para produtos estrangeiros sem possuir condições básicas de competição. Acho que existe uma concorrência injusta com algumas nações. Sou favorável a medidas do governo contra produtos de países como a China, afirma o consultor. De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, o governo precisa defender os interesses dos empresários, em detrimento das relações externas. Temos que corrigir nossos problemas. Hoje, há empecilhos em toda a cadeira produtiva da indústria. Vemos duas frentes que o governo precisa atuar. Uma é o câmbio e a outra é a defesa comercial. O Brasil não pode viver de serviços. Precisamos fortalecer nosso setor industrial, que é onde estão os bons empregos, os bons salários, os impostos, diz Skaf.

5 Quarta-feira, 14 de março, 2012 Brasil Econômico 5 LEIA MAIS O freio na indústria tem chamado a atenção para problemas estruturais do país, como infraestrutura de logística, burocracia e o encarecimento da mão de obra. O governo está disposto a compensar os estados que abrirem mão da isenção de ICMS para importados e até a ampliar os recursos para eles, inclusive por meio do PAC. A chamada Resolução nº 72 divide o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços entre o estado de onde a mercadoria saiu e o estado de destino. DEBATE - GOVERNO ESTÁ COMBATENDO OU NÃO A DESINDUSTRIALIZAÇÃO? Este ano começou com um clima diferente. Mas vejo uma reação, não uma ação. Estão baixando os juros porque erraram no passado Paulo Skaf Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo Henrique Manreza As medidas adotadas pelo governo Dilma Rousseff têm provocado dissonâncias entre economistas e industriais. Enquanto os empresários veem os cortes na taxa básica de juros como uma correção de curso, alguns estudiosos enxergam boa vontade com a produção. Para Octávio de Barros, economista-chefe do Bradesco, a presidente é mais simpática à causa industrial. Do outro lado, Paulo Skaf afirma que o governo, em termos práticos, expôs a indústria ao escancarar fronteiras aos importados. G.M. Eduardo Anizelli/Folhapress Estamos começando a viver uma transição para um modelo de crescimento estruturado na produção, e não no consumo Octávio de Barros Economista-chefe do Departamento Econômico do Bradesco Mantega quer fim da guerra fiscal Governo deve compensar estados que abrirem mão da estratégia com mais recursos ou através do PAC Simone Cavalcanti, de Brasília A guerra fiscal está recrudescendo e dificultando a relação entre os estados Guido Mantega Ministro da Fazenda A guerra fiscal está recrudescendo e dificultando a relação entre os estados. São Paulo já começa a rejeitar os créditos daqueles que estão dando incentivos para importados. O recado, claro e de fácil entendimento, foi dado ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, aos senadores que têm em suas mãos a possibilidade de colocar um fim ao problema, que prejudica a competitividade da indústria nacional e, por consequência, o crescimento da economia brasileira. Esse é um momento que não podemos dar moleza aos importadores, disse Mantega durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. O imbróglio envolve a concessão de benefícios fiscais crédito de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por pelo menos 10 estados brasileiros, entre eles Santa Catarina, Espírito Santo, Goiáis, Mato Grosso do Sul e Tocantins para produtos importados que ingressam no país por meio de seus portos. Essas ações são inconstitucionais e, se levadas adiante, podem resultar na criminalização dos governadores e secretários, afirmou o ministro. Tento evitar isso. Quero uma composição, uma melhor saída para todos. Compensação O governo federal, segundo Mantega, está disposto a compensar os estados que abrirem mão da estratégia e até a ampliar os recursos, seja dos fundos de desenvolvimento regionais ou via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para tentar acertar os ponteiros, O ministro vai se reunir na próxima segunda-feira (19) com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, para discutir o tema. Resolução 72 A chamada Resolução nº72, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), tramita no Senado desde 2010 e até agora estava parada. A resolução promete por fim aos incentivos fiscais nos portos que forneciam créditos aos importadores na forma de redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Outra questão a ser resolvida é a incidência do tributo sobre a venda de produtos importados entre os estados. Hoje, as alíquotas variam entre 7% e 12 %, dependendo da natureza do produto. Discordância A questão é um ponto de discórdia entre o governo federal e o autor da proposta, o senador Romero Jucá. As lideranças do governo esperam que a alíquota seja reduzida a 2%, enquanto Jucá defende que ela caia grativamente até zero. Segundo o senador Delcídio Amaral (PT-MS) e presidente da Comissão Assuntos Econômicos (CAE), nos próximos dias 21 e 22, já estão marcadas audiências públicas para tratar do tema no Congresso. Ajuda à indústria O Brasil não vai ficar sem indústria, não vamos abandonála, afirmou o ministro Mantega referindo-se ao sofrimento pelo qual o setor manufatureiro passa atualmente. Para ajudar, disse Mantega, ainda essa semana serão realizadas reuniões com cinco segmentos industriais a serem beneficiados com a desoneração da folha de pagamento. Segundo o ministro, haverá uma redução da alíquota que incide sobre o faturamento uma regra compensatória ao fato de as empresas não precisarem mais recolher 20% do valor dos salários ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). PRODUÇÃO IBGE Atividade na indústria cai em 9 estados A produção industrial caiu em nove dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de dezembro de 2011 para janeiro deste ano. De acordo com dados divulgados ontem, as maiores perdas foram observadas no Pará (-13,4%) e no Paraná (-11,5%). Também foram verificadas reduções na atividade industrial mais intensas do que a média nacional (-2,1%) no Rio de Janeiro (-5,9%) e no Ceará (-3,1%). Os outros locais onde a produção da indústria caiu foram São Paulo (-1,7%), Santa Catarina (-1,6%), Minas Gerais (-1,3%), Pernambuco (-1,0%) e o Espírito Santo (-0,4%). Já a Bahia, com alta de 12,6% após ter acumulado perda de 11,4% nos meses de dezembro e novembro, Goiás, com aumento de 3,3%, Rio Grande do Sul, crescimento 0,5%, e o Amazonas, com leve alta de 0,1%, foram os únicos estados pesquisados a apresentar alta na produção de suas indústrias. ABr

6 6 Brasil Econômico Quarta-feira, 14 de março, 2012 BRASIL Editora: Elaine Cotta Subeditora: Ivone Portes Exportador vai ficar isento de IOF no câmbio CRISE INTERNACIONAL 2012 será ano de desafios, diz ministro Nos próximos dias sai decreto redigido pelo Ministério da Fazenda que eximirá quem exporta da cobrança de 1% do tributo que incide sobre operações de hedge cambial Simone Cavalcanti, de Brasília Mantega: preocupado com o endividamento das empresas Temos às vezes que tomar medidas que têm efeitos colaterais. É difícil separar o joio do trigo Guido Mantega Ministro da Fazenda Sérgio Lima/Folhapress O governo vai publicar nos próximos dias um decreto que exime os exportadores nacionais da cobrança de 1% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) quando fizerem operações com o fim de proteger suas vendas ao mercado externo das variações cambiais operação também conhecida como hedge no mercado de derivativos. A regra faz parte de um ajuste que será feito para que essas empresas não sejam prejudicadas tanto pela variação cambial, como pela cobrança do tributo sobre os produtos que exportam. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o IOF atingiu o exportador que faz o que chamou de hedge natural quando a proteção está relacionada a um cuidado para evitar perdas decorrentes de uma desvalorização ou valorização do câmbio. No entanto, Mantega salientou, como a ação fez com que a taxa de câmbio subisse, houve uma compensação sem prejuízo às companhias. De toda forma, ressaltou, o que foi pago poderá ser compensado. Temos às vezes que tomar medidas que têm efeitos colaterais. É difícil separar o joio do trigo. Você dá um tiro, acerta o urubu, mas tem um gavião passando lá e ele também leva um pouco, brincou o ministro, lembrando que, se não tivesse tomado essas iniciativas, muito provavelmente o dólar estaria valendo R$ 1,40 que ontem fechou a R$ 1,80. Mantega, que esteve ontem em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, afirmou que está havendo uma mistura dos recursos que entram no país, tornando mais difícil a identificação de sua origem e finalidade. De acordo com ele, há empresas pegando pagamento antecipado modalidade de crédito às exportações e ficando com os recursos até três anos antes de ocorrer a exportação. Quando o volume nessas operações atingiu US$ 50 bilhões, eu falei: tem gente fazendo arbitragem também nessas operações e aplicando dinheiro no mercado financeiro, ressaltou o ministro, lembrando que há uma especial atenção para tentar eliminar da tributação, mesmo que algum tempo depois, das operações de hedge cambial consideradas legítimas. Mantega fez questão de ressaltar novamente que o governo tomará todas as medidas necessárias para que o tsunami monetário que atinge outras economias do mundo não entre no país. Pode entrar marginalmente, mas não vai ter bolha financeira, nem valorização excessiva do real. É nesse sentido que a equipe do ministro da Fazenda tem monitorado todas as movimentações afetadas com a entrada de recursos que vêm do exterior, seja os que são destinados à aplicações em renda fixa, renda variável, Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), além do saldo financeiro diário. Todas as entradas estão vigiadas, disse Mantega, garantindo, uma vez mais, que não taxará os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), que só no ano passado representaram um ingresso de US$ 67 bilhões na economia brasileira, ajudando, inclusive, a equilibrar o saldo de transações correntes e do balanço de pagamento do país. Endividamento privado O aumento do prazo para a captação de recursos no exterior para cinco anos sem incidência de IOF que entrou em vigor na segunda-feira (12) também teve como objetivo balizar os empréstimos de bancos e empresas no exterior. Não é interessante deixar que o endividamento em moeda estrangeira cresça porque o cenário sempre pode mudar, alertou Mantega. De acordo com dados do Banco Central, em 2011, do total da dívida externa brasileira, que somava US$ 297,3 bilhões, 65,5% pertenciam ao setor privado (em especial empresas nacionais) percentual maior que 63,1% apurados em O ano de 2012 será de desafios para a economia brasileira, disse ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em audiência Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Em sua apresentação, ele destacou que a crise internacional persiste e não foi solucionada, mas, mesmo assim, o Brasil tem condições de continuar driblando as turbulências, pois tem adotado medidas para enfrentar as condições adversas da economia. Foi complicado em Tivemos que enfrentar a inflação e a crise. Mas o crescimento da economia (2,7% em 2011) foi satisfatório e se deu com a elevação do nível do emprego. Nesse quesito, a população está sendo bem atendida, disse. Para o ministro, ante a crise, o Brasil continua sendo um dos poucos países com o privilégio de crescer gerando empregos e elevando a massa salarial. Mantega defendeu a política fiscal do governo com o controle dos gastos públicos e a manutenção da meta fiscal acima de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) como forma de enfrentar a crise. Brasil continua sendo um dos poucos países com o privilégio de crescer gerando empregos e elevando a massa salarial Mantega assegurou ainda o compromisso do governo em controlar a inflação e de manter a taxa básica de juros, a Selic, em apenas um dígito. O Brasil caminha para ter taxa de juros em patamares que poderemos dizer, assim, normais, de um dígito, disse. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) acelerou o ritmo de redução da taxa básica de juros, a Selic, em 0,75 ponto percentual. A taxa baixou de 10,5% para 9,75% ao ano. Amanhã, serão conhecidos os motivos que levaram o Banco Central a acelerar a queda dos juros, quando será divulgada a ata da reunião do comitê, realizada na semana passada e na qual se decidiu sobre a redução na taxa básica de juros. ABr

7 Quarta-feira, 14 de março, 2012 Brasil Econômico 7 Marcelo Brandt/Ag Camara Desenvolvimento Agrário tem nova posse O novo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas (PT-RS), indicado na última sexta-feira (9) para substituir Afonso Florence na Esplanada, toma posse hoje, em cerimônia no Palácio do Planalto. Vargas está em seu segundo mandato na Câmara dos Deputados. Ele já foi vereador, deputado estadual e duas vezes prefeito de Caxias do Sul entre 1996 e Atualmente, preside a Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa no Congresso Nacional. ABr Francois Lenoir/Reuters Governo pode aliviar dívidas de estados e municípios Antonio Patriota, ministro das Relações Exteriores: expectativa positiva Sinalização foi dada pelo ministro Guido Mantega, que diz ser a favor da discussão sobre mudanças nos indexadores de correção O caso do município de São Paulo é emblemático. Segundo cálculos da Secretaria da Fazenda, a continuar nessa toada, ao final do contrato em 2030, o endividamento estará beirando R$ 350 bilhões O ministro da Fazenda, Guido Mantega, acenou com um possível alívio para estados e municípios que têm dívidas com a União. Conforme antecipou o BRASIL ECONÔMICO na semana passada, ele se disse favorável a discutir mudanças principalmente nos indexadores do endividamento. Desde que isso não passe pela Lei de Responsabilidade Fiscal, alertou em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Em contraponto ao senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que falou sobre seu projeto de lei que acaba com os indexadores e prevê juros semelhantes à Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP), Mantega afirmou que essa poderia não ser a alternativa mais viável uma vez que o nível dessa taxa atualmente em 6% ao ano deve ser alcançado pela taxa básica de juros, a Selic, ao longo do tempo. A questão da dívida dos estados é uma preocupação nossa e estamos estudando como fazer isso, afirmou o ministro. Semana passada, em uma reunião de Mantega com a base aliada do Senado, o senador Renan Calheiros (PMDB- AL) tocou no assunto. Recebeu como resposta que o tema é complexo e merece um encontro específico para ser tratado. As dívidas de alguns estados e municípios foram assumidas pela União em À época, entes que podiam antecipar 20% do total teriam as parcelas corrigidas em 6% anuais mais a variação do Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI). Para 10% adiantados, 7,5% mais IGP-DI. E 9% e o mesmo indexador para quem não conseguisse recursos naquele momento. Portanto, o governo quer rever essa forma de reajuste, mesmo que o Tesouro Nacional, tecnicamente, defenda que a dívida ainda está subsidiada para a maior parte dos devedores. Mas cresce a pressão dos senadores sobre o governo para que o entrave seja logo resolvido, ou pelo menos, encaminhado. O caso do município de São Paulo é emblemático. Segundo cálculos da secretaria de Fazenda, a continuar nessa toada, ao final do contrato em 2030, o endividamento estará beirando R$ 350 bilhões. S.C. Brasil espera concluir hoje novo acordo com México Ministros Antonio Patriota e Fernando Pimentel, do MDIC, viajaram ontem para a capital mexicana Rafael Abrantes O governo brasileiro quer limitar as importações de veículos nos próximos três anos e um aumento escalonado do percentual de conteúdo local dos veículos importados do México onde o índice é de 30%. No Brasil, a parcela de peças e insumos exclusivamente nacionais é de 65% O Brasil espera concluir hoje as negociações sobre a revisão do acordo de livre comércio automotivo com o México, declarou ontem o ministro de Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, pouco antes de viajar para a Cidade do México para uma reunião com altos funcionários mexicanos. Agora esperamos que possamos concluir o processo amanhã (hoje) na Cidade do México, disse. Patriota viajou ontem à noite junto com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel. O encontro definirá o futuro do acordo e das relações comerciais das duas principais economias da América Latina. Durante as negociações no Brasil, iniciadas há duas semana, a presidente Dilma Rousseff ordenou a busca por uma solução o mais rápido possível. Do lado brasileiro, os negociadores querem um entendimento que leve a um maior equilíbrio da balança comercial entre os dois países. Em 2011, o comércio bilateral foi desfavorável ao Brasil, ao registrar um déficit de cerca de US$ 2 bilhões, devido principalmente à importação de automóveis e peças. Na semana passada, o MDIC enviou às autoridades mexicanas uma proposta para voltar a fixar em US$ 1,4 bilhão média dos desembarques mexicanos no Brasil entre 2008 e 2010 o limite às importações de veículos automotivos, para os próximos três anos. Isso significaria o retorno do regime de cotas vigente até Naquele ano, as importações do México foram de US$ 734 milhões. O governo brasileiro quer ainda o aumento escalonado do percentual de conteúdo local dos automóveis. Enquanto no México esse índice é 30%, no Brasil, a parcela de peças e insumos do veículo exclusivamente nacionais é 65%. Os números negativos da balança comercial nos últimos anos, além da pressão interna dos empresários do setor automobilístico levaram o Palácio do Planalto a intensificar as negociações com pares mexicanos para revisão do acordo desde o mês passado. Em vigor desde 2002, o acordo com o México é similar ao que o Brasil tem praticado com os países do Mercosul. Ele permite que ambos os países importem automóveis e componentes pagando menos impostos, desde que seja respeitada uma taxa mínima de nacionalização dos veículos. Com agências

8 8 Brasil Econômico Quarta-feira, 14 de março, 2012 BRASIL PETRÓLEO ANP conclui investigação e mantém proibição às operações da Chevron A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou ontem ter concluído as investigações sobre o vazamento no campo de Frade, operado pela americana Chevron na bacia de Campos. A companhia segue proibida de perfurar no local. Segundo a ANP, ainda há divergências sobre as causas do vazamento de 2,4 mil barris de petróleo, em novembro. As indenizações chegam a R$ 20 bilhões. Reuters Adrian Moser/Bloomberg COPA DO MUNDO 2014 Sob polêmica, Dilma receberá o presidente da Fifa na próxima sexta-feira em Brasília A presidente Dilma Rousseff vai se reunir com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, na próxima sexta-feira (16) em Brasília. O encontro deverá definir se o secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, seguirá como interlocutor da entidade com o governo durante a organização da Copa do Mundo de Valcke declarou que o país precisava levar um chute no traseiro para agilizar os preparativos do Mundial. Reuters Dilma muda base, mas mantém articulação política centralizada Objetivo da presidente com alterações nas lideranças do Congresso é renovar os canais de diálogo As mudanças nas lideranças do Congresso promovidas pela presidente Dilma Rousseff visam uma renovação dos canais de diálogo do governo com o Congresso Nacional, mas as trocas também trazem novos riscos e não modificam o modelo centralizador da articulação política do governo, segundo fontes ouvidas pela Reuters. A derrota no Senado com a rejeição da recondução do diretorgeral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e um manifesto peemedebista crítico ao governo, apoiado por mais de 50 dos 78 deputados do partido, apressaram as mudanças que estavam sendo gestadas, segundo uma fonte do governo, que pediu anonimato. A decisão de substituir os líderes de governo na Câmara e no Senado (leia mais em matéria ao lado) ocorreu menos de uma semana após a presidente ver rejeitada pelos senadores a recondução de Bernardo Figueiredo, técnico de sua máxima confiança, à direção-geral da ANTT. O veto no Senado deu à Dilma a certeza de que a articulação política precisava de ajustes. E rápididamente. No cronograma inicial da presidente, segundo essa fonte do governo, encontrar uma solução política para os Ministérios do Trabalho e dos Transportes era mais urgente do que a troca de lideranças no Congresso. Mas, com as votações do Código Florestal e da Lei Geral da Copa pautadas na Câmara e o projeto que cria o Fundo Complementar dos Servidores Públicos (Funpresp), no Senado, Dilma avaliou que seria melhor proceder as trocas logo, antes que colhesse uma nova derrota. A demora na aprovação da Lei Geral da Copa é a comprovação da incompetência do governo na articulação com a sua base aliada Bruno Araujo Deputado (PSDB-PE) Pressão Fonte ligada ao PMDB avalia também que a troca das lideranças do governo no Congresso aumenta a pressão sobre a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) por resultados. A ministra participou da montagem do time de articulação e não pode mais dizer que os líderes não são da sua confiança. Essa fonte, porém, acredita que Ideli continuará tendo dificuldades para manejar os interesses do governo no Senado por cauda do modelo de articulação montado pela presidente, que é muito fechado e centrado nas decisões do gabinete presidencial. Dilma não aceita, por exemplo, que outros ministros colaborem na relação com o Congresso com medo de criar interferências que fiquem fora do seu controle. Fica tudo entre ela, a Ideli e a Gleisi (Hoffman, ministra-chefe da Casa Civil), afirmou a fonte. Votações A mudança na base do governo na Câmara provocou o adiamento da votação de projetos prioritários para o governo, como o novo Código Florestal e a Lei Mudanças do governo provocaram adiamento em votações de projetos prioritários no Congresso Geral da Copa, que estavam previstos para ocorrer esta semana. Marcada para o início da tarde de ontem, a reunião de líderes da Casa, que definiria a pauta de votação, foi cancelada pelo presidente Marco Maia (PT- RS) por causa da ausência do líder do governo após a saída do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) do posto. Vamos ver Marcello Casal Jr. Dilma Rousseff foi homenageada pelo Congresso ontem como o governo vai se comportar. Em função de não ter líder não tem como sabermos isso, disse Maia sobre os projetos que poderiam ser votados esta semana. O líder do PT, deputado Jilmar Tatto (SP), declarou que poderá haver uma reunião de líderes hoje, mas o mais provável será adiar as votações previstas para esta semana. Já o líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE), responsabilizou o governo pela demora no votação do Código Florestal e da Lei Geral da Copa. É claro que o fato de que essa semana não poderemos entregar ao Brasil a Lei Geral da Copa e Código Florestal é a comprovação da absoluta incompetência do governo na articulação com a sua base aliada. Com Reuters e ABr

9 Quarta-feira, 14 de março, 2012 Brasil Econômico 9 DETRAN Pane paralisa a emissão e a renovação das carteiras de habilitação em todo país Uma falha no sistema de comunicação do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) paralisou a emissão e renovação de carteiras de habilitação nos Detrans de todo o país ontem. Segundo a empresa, os problemas ocorreram na base de dados do servidor. Consultas aos registros nacionais de Veículos Automotores (Renavam) e de Infrações de Trânsito (Renainf) também foram afetadas. ABr Divulgação BELO MONTE Ministério Público cobra relatório sobre violações de direitos humanos em obras O chefe da Procuradoria-Geral da República no Pará requisitou um relatório produzido, em abril de 2011, pelo Conselho de Defesa de Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) sobre as condições humanas nas obras de construção da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). Prestes a completar um ano, o relatório ainda não foi apreciado pelo conselho, presidido pela ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. ABr JUCÁ DIZ QUE SAI SEM MÁGOA Troca de líderes no Congresso privilegiou os excluídos Ruy Barata Neto O sinal mais claro da estratégia da presidente Dilma Rousseff para apaziguar as tensões no Congresso Nacional foi dado após a confirmação da troca de liderança no Senado. Romero Jucá (PMDB-RR), ligado ao grupo político comandado por Renan Calheiros e José Sarney, cede lugar a Eduardo Braga (PMDB- AM), que pertence a um grupo rival e que se sentia excluído na interlocução com o governo. A solução foi conciliadora: Braga ganha espaço no Planalto, mas Jucá continua com um papel importante preservado. Renan Calheiros, antes da confirmação oficial da substituição de Jucá, adiantou o compromisso do Planalto em eleger Jucá como relator do Orçamento de Renan e Jucá pertenciam a um grupo e Eduardo Braga a outro que estava se sentindo excluído da interlocução com o governo, a solução foi equacionar esse problema, disse o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Renan e Jucá pertenciam a um grupo e Eduardo Braga a outro que estava se sentindo excluído da interlocução com o governo Sérgio Lima/Folhapress O senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse que deixa a liderança do governo no Senado sem mágoas. Não saio magoado. Houve (no noticiário) uma confusão entre a minha saída e a votação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Jucá voltou a dizer que é importante a presidente Dilma Rousseff conversar pessoalmente com as bancadas, para conter a insatisfação, que existe não apenas no PMDB, mas também em outros partidos da base. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, diz que não havia demandas pontuais dentro do seu partido, mas sim um quadro geral de insatisfações espalhadas por diferentes áreas DANÇA DAS CADEIRAS SENADO ENTRA EDUARDO BRAGA (PMDB-AM) Eunício Oliveira Senador (PMDB-CE) Quem entra e quem sai dos principais cargos de liderança do Congresso Nacional SAI ROMERO JUCÁ (PMDB-RR) CÂMARA ENTRA ARLINDO CHINAGLIA (PT-SP) Maior interlocução Segundo Calheiros, a ação demonstrada pela presidente Dilma segue na direção de ampliar a interlocução do Planalto com o PMDB e garantir espaço ao partido nas decisões políticas do governo. Ele diz que havia um quadro geral de insatisfações dentro da legenda e que não advinha apenas de um grupo político. Do ponto de vista do PMDB não havia demandas únicas e pontuais, mas sim um quadro geral de insatisfações espalhadas por diferentes áreas, diz. SAI CÂNDIDO VACCAREZZA (PT-SP) Na Câmara, Chinaglia assume lugar de Vaccarezza Ex-líder diz que problemas de relacionamento com o governo não pesou na decisão A substituição de Candido Vaccarezza (PT-SP) na liderança do governo na Câmara por Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi necessária diante de disputas dentro do partido. Vacarrezza disse ontem que problemas de relacionamento com o governo e derrotas na Câmara não pesaram na decisão. Ninguém pode argumentar que o governo teve derrotas na Câmara porque não teve. Quando divergimos da orientação do governo foi por sentir o pulso do plenário e achar que não dava para avançar, disse Vaccarezza. A avaliação é a de que pesou contra o nome do parlamentar atuações consideradas insatisfatórias na condução de temas sensíveis ao governo no ano passado,como o Código Florestal e a distribuição dos royalties do petróleo Mas, segundo fontes do partido, foram essas divergências as razões do desgaste de Vaccarezza no relacionamento com o Planalto. A avaliação é a de que pesou contra o nome do parlamentar atuações consideradas insatisfatórias na condução de temas sensíveis ao governo no ano passado, como o Código Florestal e a distribuição dos royalties do petróleo. Em ambos os casos, o governo amargou derrotas na Câmara, mais tarde, atenuadas no Senado. O nome de Vaccarezza vem sendo questionado desde o ano passado, a presidente apenas aproveitou o momento de tensão para fazer a troca. O desgaste com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, também teria sido mais uma das razões para a troca apesar de Vaccarezza garantir que não tem problemas com Ideli. R.B.N.

10 10 Brasil Econômico Quarta-feira, 14 de março, 2012 BRASIL SERASA Inadimplência do consumidor cai 0,9% em fevereiro, mas segue maior que em 2011 Pelo terceiro mês consecutivo, o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor foi 0,9% menor em fevereiro em relação a janeiro. Mas os atrasos tiveram alta de 18,3% na comparação com igual mês de 2011, além de aumento de 17,4% no primeiro bimestre ante o mesmo período do ano passado. Segundo analistas, os juros altos, gastos com IPVA e IPTU, e a crise global levaram à maior cautela. ABr Andrey Rudakov/Bloomberg ENERGIA Aneel aprova aumento de 6,68% na conta de luz para consumidores atendidos pela Ampla Os moradores de 66 cidades do Rio de Janeiro que são atendidos pela distribuidora Ampla vão pagar em média 6,68% mais caro pela energia elétrica a partir de amanhã. O reajuste foi aprovado ontem pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para as residências, o aumento será de 6,28% e para as indústrias, de 7,7%. A Ampla atende 2,7 milhões de unidades consumidoras. ABr Supermercados vão economizar R$ 500 milhões sem sacolinhas Rodrigo Capote As embalagens plásticas deixarão de ser distribuídas nos supermercados de São Paulo, definitivamente, a partir de abril Chrystiane Silva Com o fim da distribuição gratuita de sacolinhas plásticas, em 3 de abril, os supermercados vão deixar de gastar R$ 500 milhões por ano. Seria natural que com uma despesa menor, as redes de varejo reduzissem o preço dos produtos ao consumidor. Mas nada indica que haverá uma queda nos preços. Todos os custos são embutidos nos preços, mas neste caso, a redução com o fim das despesas com sacolinhas é muito pequena em relação ao faturamento. Mesmo se houvesse uma queda no valor dos produtos, ela seria imperceptível para o consumidor, diz Sussumu Honda, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Os supermercados também estão ganhando mais dinheiro com o fim das sacolas de plástico. Como muita gente ainda esquece de levar as sacolas reutilizáveis na hora das compras, as principais redes de varejo vendem sacolas a partir de R$ 1,59. O Grupo Pão de Açúcar que reúne as marcas Pão de Açícar, Extra, Sendas e Compre Bem, já vendeu 6,1 milhões de sacolas reutilizáveis desde Parte da renda foi revertida para os projetos da Fundação SOS Mata Atlântica e Casa Hope, que ajuda crianças com câncer. Brinde ao consumidor Amanhã, no Dia do Consumidor, os supermercados paulistas vão presentear os consumidores que comprarem até cinco produtos com uma sacola reutilizável. A partir de agora, não vai haver desculpas para usar as sacolas plásticas. O movimento do fim das sacolas chegou com O uso de sacolas plásticas já foi reduzido em 5 milhões de unidades desde 2007 e elas devem sumir dos supermercados nos próximos anos. Eles devem deixar de distribuir as sacolinhas a partir de 3 de abril RANKING DA RECICLAGEM DE PLÁSTICO Brasil ocupa penúltima posição e fica à frente só do Reino Unido ALEMANHA SUÉCIA BÉLGICA NORUEGA SUÍÇA ITÁLIA ESLOVÊNIA DINAMARCA BRASIL REINO UNIDO Fonte: Plastivida 19,4% 21,4% 21,0% 25,7% 24,0% 23,0% 29,2% 34,0% 33,2% 19,0% atraso no Brasil. Em outros países elas já deixaram de existir há muito tempo e quem ainda insiste em levar as compras para casa nas sacolinhas paga caro. As lojas do Canadá cobram US$ 0,05 por sacola e os supermercados da Irlanda, vendem cada sacolinha por 0,15. É claro que a decisão de banir o uso das sacolas plásticos recebeu várias críticas. A medida faz parte de um acordo feito entre o governo do estado e a Associação Paulista de Supermercado (Apas) para reduzir o consumo de sacolinhas. Choradeira geral A indústria de plásticos reclamou. Os clientes gostaram da ideia de ajudar o planeta, mas ainda não se acostumaram a levar sacolas reutilizáveis para as compras. Apesar da choradeira, a situaçaõ é irreversível. A redução do uso das sacolas plásticas faz parte do programa nacional de resíduos sólidos do Ministério do Meio Ambiente. A meta é QUEDA NAS SACOLINHAS Consumo de sacolas plásticas vem caindo ao longo dos anos, em bilhões Miguel Bahiense, da Plastivida: Fim das sacolinhas é questão econômica, e não ambiental reduzir o consumo de sacolas em 30% em 2013 e 40% até Hoje, os brasileiros consomem 12,9 bilhões de sacolinhas. Os defensores do meio ambiente dizem que as sacolinhas obstruem as bocas de lobo, colaborando com as enchentes e demoram mais de 100 anos para serem decompostas. Já a indústria argumenta que as sacolas são reutilizáveis. Segundo uma pesquisa da Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, entidade que trabalha pela conscientização da população sobre o uso correto, reutilização e descarte responsável dos plásticos pós-consumo, 96% dos entrevistados em cinco regiões metropolitanas usam as sacolas como sacos de lixo. A questão é muito mais econômica do que ambiental, diz Miguel Bahiense, presidente da Plastivida. De fato, a extinção das sacolas plásticas é apenas o começo da construção de um mundo mais sustentável. Para João Sanzovo, diretor de sustentabilidade da Associação Brasileira de Supermercados (Apas) a restrição das sacolas não vai ter grande influência sobre a questão ambiental. Mas como ela atinge toda a população vai ser um passo importante para começarmos a discutir a reciclagem do lixo, diz.

11 Quarta-feira, 14 de março, 2012 Brasil Econômico 11 AGRICULTURA MST ocupa agências do Banco do Brasil em vários municípios do Paraná Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupam, desde ontem, agências do Banco do Brasil em vários municípios do Paraná. O objetivo, segundo o movimento, é discutir a renegociação de dívidas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), infraestrutura nos assentamentos e assistência técnica para as famílias assentadas. ABr Marcelo Cassall/ABr CIÊNCIA E TECNOLOGIA Brasil precisa de políticas para garantir o retorno de pesquisadores, diz ministro Enquanto Brasil e Estados Unidos intensificam acordos de cooperação para bolsas de estudo, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, disse ontem que o desafio do país é consolidar políticas públicas para o retorno de pesquisadores brasileiros. Nos próximos quatro anos, o Brasil pretende enviar aos EUA 20 mil pesquisadores por meio do programa Ciência Sem Fronteiras. ABr Saneamento é gargalo contra desigualdade A má qualidade do saneamento tem impacto direto na saúde pública do país Cristina Ribeiro de Carvalho Os avanços na economia e a melhora da renda nos últimos anos não foram suficientes para que o Brasil avançasse num quesito tão relevante quanto os dois anteriores: saneamento básico. Atualmente, apenas 45% da população brasileira têm acesso à rede de água e esgoto, segundo dados do instituto Trata Brasil. Do esgoto coletado no país, apenas 37,9% têm tratamento. A má qualidade do saneamento tem impacto direto na saúde pública e acaba demandando mais gastos do governo, avalia o presidente do Trata Brasil, Édison Carlos. De acordo com o instituto, cada R$ 1 investido em saneamento gera economia de R$ 4 na área de saúde. Por ano, 217 mil trabalhadores precisam se afastar de suas atividades por problemas gastrointestinais ligados à falta de saneamento, segundo o instituto. A cada afastamento perdem-se 17 horas de trabalho. Nos cálculos do Trata Brasil, o Brasil investe cerca de 0,22% do Produto Interno Bruto (PIB) em saneamento, quando deveria ser investido 0,63%. Não adianta sermos a sexta maior economia do mundo sem esses investimentos. O Brasil está atrasado ao menos duas décadas nesse assunto. E como o desenvolvimento das obras em execução é demorado, De acordo com dados do instituto Trata Brasil, cada R$ 1 investido em saneamento gera economia de R$ 4 na área de saúde essa realidade pode se estender por um bom tempo, diz. O economista Carlos Pereira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), avalia que houve políticas de incentivos na transferência de renda visando a redução da pobreza, como aumento do programa Bolsa Família e acesso ao crédito, mas ressalta a necessidade de investimentos em infraestrutura básica, para reduzir a desigualdade no país. O problema maior está em como vencer. Uma solução seria mais investimentos da iniciativa privada nas áreas de infraestrutura e saneamento, argumenta. Carlos, do Trata Brasil, considera, entretanto, que o governo federal começou a dar uma atenção maior à questão ao criar o SITUAÇÃO DO SERVIÇO BÁSICO NO BRASIL Menos da metade da população brasileira está conectada a uma rede de esgotos 55% da população não tem acesso às redes de esgoto Apenas 37,9% do esgoto gerado no país é tratado Cerca de 70% dos dejetos são despejados na natureza Fonte: Trata Brasil/IBGE INVESTIMENTOS Deveria ser investidos 0,63% do PIB no setor, mas efetivamente é investido apenas 0,22% Setor recebeu R$ 40 bilhões de 2007 a 2010 por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Para o período de 2011 a 2014, estão previstos R$ 45 bilhões do PAC Jefferson Coppola/Folhapress A falta de projetos e de capacidade no gerenciamento das obras atravanca o setor Ministério das Cidades e ao lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)). De 2007 a 2010, o setor recebeu R$ 40 bilhões em investimentos do PAC, e, entre 2011 a 2014 estão previstos mais R$ 45 bilhões. Apesar dos recursos disponíveis, a falta de projetos e de capacidade de gerenciamento das obras atravancam o setor, segundo Édison Carlos e o secretário nacional de saneamento ambiental do Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski. Recebemos muitas solicitações de recursos, mas quando o projeto é avaliado, constatamos sua falta de viabilidade por estar defasado. Além disso, há também um gargalo de engenheiros capacitados para saneamento, destaca Tiscoski.

12 12 Brasil Econômico Quarta-feira, 14 de março, 2012 INOVAÇÃO & GESTÃO Editor executivo: Gabriel de Sales QUINTA-FEIRA SUSTENTABILIDADE SEXTA-FEIRA TECNOLOGIA Cargill ensina a encher o prato com uma alimentação saudável Fundação muda de foco de atuação neste ano e desenvolve 14 projetos no Brasil que vão auxiliar agricultores e consumidores, além de alertar sobre os riscos da desnutrição e da obesidade em todas as faixas etárias Rodrigo Capote Natália Flach Ao mesmo tempo em que há 1,46 bilhão de indivíduos com sobrepeso no mundo, 25 mil pessoas morrem todos os dias de fome ou de causas correlacionadas. Essas contradições motivaram a Fundação Cargill a ajustar o foco de atuação no Brasil, neste ano. Até então, a temática dos projetos estava mais ligada à educação e, agora, passa a ser educação alimentar. Serão investidos R$ 8 milhões em 14 projetos ligados à capacitação e desenvolvimento de conceitos sobre alimentação saudável, segura e acessível, no país. A expectativa é que 70 mil pessoas sejam beneficiadas já em O carro-chefe será o programa De grão em grão, criado em parceria com o Sesi. Neste ano, além da criação de hortas nas escolas, alunos, professores e merendeiras terão acesso ao novo material pedagógico, desenvolvido pelos nutricionistas do Sesi e da Cargill. Os livros diadáticos serão distribuídos nos colégios da rede pública de sete cidades brasileiras: Mairinque (SP), Uberlândia (MG), Ilhéus (BA), Lucas do Rio Verde e Sinop (MT), Três Lagoas (MS) e Paranaguá (PR). Com esse material, os professores conseguem ensinar português, matemática, ciências e outras disciplinas do currículo escolar. Tem escola que transforma o conteúdo dos livros em peças de teatro, música e poesia. Aprende-se de forma lúdica, conta Valéria Militelli, presidente da Fundação Cargill no Brasil. Segundo a executiva, o primeiro passo para implantação do projeto em uma escola é o convênio com a prefeitura. Também assinamos um acordo com as diretoras em que o colégio se compromete a cuidar das hortas. Depois disso, fazemos acompanhamento a cada três meses. Outra novidade é a inclusão dos pais no projeto. Vamos explicar a importância de uma horta e isso pode até se transformar em complemento da renda familiar, diz. Além disso, a ideia é que as hortas sejam feitas com pneus velhos e garrafas PET. Tem o aspecto ambiental, mas também de custos: é 50% mais barato, o que estimula as pessoas fazerem em casa. Segundo a executiva, o novo passo dado pela fundação é uma Vamos promover projetos que vão desde o campo, com o produtor, passando por distribuição e consumo até o pós-consumo Valéria Militelli Presidente da Fundação Cargill no Brasil evolução do que já vinha sendo feito. Criada em 1973, a instituição ligada à empresa que produz e comercializa produtos e serviços alimentícios sempre atentou para a necessidade de o país produzir estudos científicos relacionados a cultivos agrícolas e pecuária. Tanto é que, ao longo desses anos, produziu 230 publicações técnicas distribuídas gratuitamente a instituições de ensino e órgãos públicos. Por muitos anos, o nosso carro-chave foi o programa Fura Bolo que estimulava a leitura das crianças a partir de histórias ligadas ao folclore regional e de autores premiadas. Foram quase 600 mil crianças beneficiadas, lembra. Valéria diz que a educação será a ferramenta para abordar questões como obesidade e subnutrição. Somos uma indústria alimentícia e é o que sabemos fazer. Decidimos mudar nosso foco, porque achamos que podemos contribuir. Segundo ela, uma em cada dez pessoas no mundo é obesa e, no Brasil, este número é de 15% da população. Vamos promover projetos que vão desde o campo, com o produtor, passando pela distribuição e consumo até o pós-consumo, diz. Nossa sociedade joga fora 1/3 de tudo o que consome. Vamos combater o desperdício. A ideia é que os atuais 350 voluntários também possam contribuir com sugestões de projetos e indicar instituições que possam receber aporte financeiro da fundação. Não queremos fazer um projeto que atenda o Brasil como um todo. Queremos atuar localmente, com projetos que reflitam a realidade local. Para que os projetos não fiquem apenas no papel, ela espera que o número de colaboradores duplique. A Cargill tem uma política que não é muito usual: permite que os funcionários usem o horário de trabalho para fazer trabalho voluntário. Eu faço isso, conta Valéria. Outro projeto importante é o ônibus escola que vai percorrer, por enquanto, três cidades do interior paulista: Patrocínio, Restinga e Porto Ferreira. Vamos falar sobre educação nutricional e aproveitamento de alimentos. O objetivo é atingir o maior número de pessoas. Valéria Militelli, da Fundação Cargill: projetos para combater obesidade e desnutrição DESNUTRIÇÃO Número de pessoas que morrem no mundo diariamente 25 mil OBESIDADE Há 1,46 bilhão de pessoas com sobrepeso. Total de obesos é de 500 mi INVESTIMENTO Montante que será aplicado pela Fundação Cargill, no Brasil R$8milhões BENEFICIADOS Número de pessoas que serão atendidas pelos programas 70 mil

13 Quarta-feira, 14 de março, 2012 Brasil Econômico 13 SEGUNDA-FEIRA ECONOMIA CRIATIVA TERÇA-FEIRA EMPREENDEDORISMO Cristiana Castello Branco/Folhapress IniciativadoMinistérioda Saúdesobrealimentação chegoua 11milhõesdealunos LUIZ VICENTE RIZZO Diretor-superintendente de pesquisa do Instituto de Ensino Albert Einstein O desafio de conter a obesidade Governo faz campanha pelo controle de peso nas escolas Programa envolveu 11 milhões de alunos de 5 a 19 anos da rede pública de educação. Mais de 50 mil colégios se comprometeram a cumprir metas de saúde O Ministério da Saúde promoveu, na semana passada, uma campanha para evitar a obesidade entre crianças e adolescentes. A iniciativa abrangeu 11 milhões de alunos com idade entre 5 a 19 anos da rede pública de educação, e faz parte da primeira edição da Semana de Mobilização Saúde na Escola. Neste ano, mais de 50 mil escolas em 2,5 mil municípios brasileiros se comprometeram a implementar metas e ações de promoção, prevenção, educação e avaliação das condições de saúde das crianças e adolescentes nas escolas. As informações são do site do Ministério da Saúde. DISNEY CONTRA QUILOS A MAIS Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada entre 2008 e 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças com idade entre 5 Em São Paulo, 535 escolas públicas participaram do programa. Em Minas, o número foi de 402 mil e no Maranhão, de 7,6 mil e 9 anos está com peso acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. O índice de jovens de 10 a 19 anos com excesso de peso passou de 3,7%, em 1970, para 21,7%, em As ações do Programa Saúde na Escola foram desenvolvidas por equipes de Saúde da Família ligadas à Unidade de Saúde Básica (UBS), que se deslocaram até a escola para examinar as crianças e desenvolver práticas educativas de promoção, prevenção e avaliação das condições de saúde. Neste ano também foram programadas visitas da comunidade às Unidades Básicas de Saúde. A ação foi desenvolvida em 535 escolas públicas de São Paulo, em 44 municípios. Em Minas Gerais, o número de colégios chegou a e no Maranhão, a escolas. N.F. A Disney fechou, na semana passada, a atração chamada Habit Heroes que tinha como objetivo alertar as crianças sobre a obesidade. No brinquedo, os heróis esbeltos lutavam contra vilões como gordura. Basicamente, a Disney está sendo o valentão da escola que está zombando das crianças há anos, disse o cirurgião bariátrico Ottawa Yoni Freedhoff. Não há previsão para reabertura da atração. Reuters A obesidade é um problema importante de saúde pública em alguns países desenvolvidos e até nos países em desenvolvimento. Nos EUA, quase 40% da população pode ser considerada obesa. Na Inglaterra o número ultrapassou 25% e no Brasil, infelizmente, caminhamos rapidamente para alcançar os patamares americanos (que bem poderíamos alcançar em outros quesitos). A obesidade decorre de um conjunto de fatores que vão desde o acesso fácil a alimentos de alto conteúdo calórico, mas passam pelo sedentarismo e até por aspectos culturais como o consumismo que permeia estas sociedades. Obesidade é uma síndrome e como tal não pode ser tratada de maneira única e todos os seus componentes devem ser atacados com igual afinco. Suas consequências médicas e sócioeconômicas são devastadoras. O espectro das doenças associadas com ou causadas pela obesidade vão da famosa síndrome metabólica até a asma e outras doenças imunológicas e o câncer. As mudanças climáticas também parecem ter um papel influenciando comportamentos. O espectro das doenças associadas com ou causadas pela obesidade vai da famosa síndrome metabólica até a asma e outras doenças imunológicas e o câncer Há ainda mais de sessenta genes descritos na literatura médica com associações descritas com a obesidade e relacionados a tudo, desde o metabolismo de glicose até aspectos da neuroquímica do cérebro e, conquanto alguns possam repudiar esta possibilidade, associados com comportamentos específicos. O caminho cirúrgico tem sido trilhado por muitos e, apesar deste tipo de intervenção comemorar mais de 30 anos, ainda há muita controvérsia cercando a escolha da técnica cirúrgica ideal para cada paciente e a indicação correta da cirurgia. Assim, também o caminho medicamentoso para o tratamento da obesidade tem sido adotado sem os critérios necessários, e, em uma doença aparentemente previnível, o tratamento, qualquer que seja, vem apenas mitigar os efeitos do problema já em fase avançada. Na maioria dos países que enfrentam problemas com a obesidade, as políticas públicas são inanes em controlar esta epidemia, em grande parte pelo despreparo dos governantes para lidar com questões complexas, mas também por que a ciência não tem apontado caminhos inequívocos para lidar com este problema multifatorial. Hoje, há questões importantes sobre como a ciência pode realmente ajudar a definir estratégias para o controle, prevenção e tratamento da obesidade. O debate sobre que tipo de pesquisa se faz necessária, se a pesquisa de tradução deve ter privilégio absoluto, quanto do dinheiro investido em pesquisa deve ser direcionado para a área de psicologia/sociologia e psiquiatria são algumas das questões que cercam o futuro da ciência da obesidade. Mas, uma coisa é certa: enquanto as intervenções forem baseadas em impressões, elas terão menores chances de serem eficientes. Qualquer esforço é louvável, mas se ele for pautado pelo conhecimento ele será louvável e útil.

14 14 Brasil Econômico Quarta-feira, 14 de março, 2012

15 ENCONTRO DE CONTAS Quarta-feira, 14 de março, 2012 Brasil Econômico 15 MARCADO Nos dias 26 e 27 de março, São Paulo será sede do Congresso Aspi A Propriedade Intelectual nas Empresas Criação, Proteção, Internacionalização, que vai debater a propriedade intelectual na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de O evento terá como palestrante Luis Felipe Santoro, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo. O Grand Hyatt, de São Paulo, hospedará o maior evento de private equity & venture capital da América Latina nos dias 16 e 17 de abril. LURDETE ERTEL Fotos: divulgação Para inglês visitar GIRO RÁPIDO Mônica na praia O Príncipe Harry não é o único inglês que colocou o Brasil no radar. A busca dos britânicos de voos para o país está puxando o aumento do tráfego aéreo nos aeroportos do Reino Unido. Em fevereiro, o movimento nos terminais britânicos cresceu 2,5%, num avanço atribuído ao forte aumento na demanda de viagens ao Brasil. Apenas em Heathrow, a procura de voos ao Brasil decolou 89%. Expansão instantânea Lanche na feira A Rizzo Gourmet, especializada em culinária italiana, terá um endereço fixo no Transamérica Expo, inaugurando a praça de alimentação padronizada do centro de exposições de São Paulo. O plano da expansão da rede prevê a abertura de 30 unidades até o fim de Brilho básico O cartunista Mauricio de Sousa baixou nesta semana no gabinete do governador do Ceará, Cid Gomes. Na companhia de executivos dos grupos hoteleiros portugueses Juriti e Aquapura, o astro brasileiro dos quadrinhos apresentou ao governo cearense o projeto do Península das Águas Belas, a ser construído em Cascavel, litoral leste do Estado. Com início de obras previsto para junho, o empreendimento terá um complexo de hotéis, residências, campos de golfe e um parque temático da Terra da Mônica. É investimento de R$ 290 milhões, que deve estar concluído até A japonesa Nissin Ajinomoto marcou para outubro a inauguração de sua primeira fábrica de macarrão instantâneo miojo em Pernambuco. A planta está sendo construída no município de Glória do Goitá, com investimento de R$ 46 milhões e terá capacidade para produzir 1,2 mil pacotes por minuto. Antes mesmo do início de operações, o grupo já planeja expandir a fábrica, que produzirá as marcas Cup Noodles, Nissin Lámen e Nosso Sabor. Esticada vertical Sem gás Segundo perdigueiros de Minas Gerais, encalhou de vez o projeto de construção do Gasoduto do Triangulo, projeto condicionante para a fábrica de fertilizantes da Petrobras em Uberaba. Com os impasses em torno do traçado do gasoduto, perde-se de vista a perspectiva de início de obras da planta de amônia, cujo investimento faz parte do PAC 2. A fábrica de R$ 1,3 bilhão foi oficializada no início de 2011, então com previsão de início de obras em fevereiro deste ano. A Petrobras também anunciou fábricas de fertilizantes em Linhares (ES) e Três Lagoas (MS). A modelo e apresentadora Carol Ribeiro estrela a campanha jeans e básicos que a Hering está colocando na rua para Nos anúncios, a morena tem a companhia do ator Victor Pecoraro. Prancheta tipo exportação Mais um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer deve brotar das areias desérticas da Argélia. O brasileiro, que já foi o criador de duas universidades no país africano Houari Boumediene e Constantine (foto) projetou o edifício de uma biblioteca árabe-sul-americana que será erguida nos arredores de Argel. Orçado em 800 mil, o projeto deve estar concluído no segundo semestre, segundo comunicado divulgado ontem no país. A biblioteca é um plano antigo: sua criação foi proposta no encontro dos chefes de estados sul-americanos e árabes em Brasília, em Mas deslancha só agora, com a assinatura do contrato com o escritório de Niemeyer, nesta semana. A Atlas Schindler vai fornecer e instalar 37 equipamentos, entre elevadores e escadas rolantes, nas duas torres comerciais que vão complementar o Morumbi Shopping, em São Paulo. Previsto para ser entregue no terceiro trimestre de 2013, o Morumbi Corporate será composto por dois edifícios um de 18 andares e outro de 26. É empreendimento do grupo Multiplan. The Oscar goes to A Sony Brasil assumiu a liderança do mercado brasileiro de home vídeo (DVD e Blu-ray) em 2011, com mais de 19% de market share. Na categoria de DVD players, a empresa subiu sete posições, passando do oitavo posto em junho de 2009 para a liderança no final de Entre os tocadors de blu-ray, a empresa, que já dominava as vendas de equipamentos 3D, passou ao primeiro posto também entre os produtos 2D. No segmento de home theater com blu-ray, a Sony também se manteve na dianteira do ranking, com mais de 48% de market share. FRASE Não tinha nada para comer. Comia pão com açúcar. Aí, um vira-lata tirou o meu pão e eu, na raiva, dei uma mordida nele Emicida, rapper, lembrando a infância pobre no Jardim Fontalis, em São Paulo. De olho na rede A Chilli Beans espichou o olho para o e-commerce. A maior rede brasileira de lojas de óculos de sol acaba de debutar sua loja virtual, com itens disponíveis. Além das linhas de produtos próprios, o site vai vender artigos licenciados que levam a marca da Chilli Beans, como guitarras, bicicletas e bolsas. Reforço chileno Mais uma vinícola do Chile começa a esparramar seus vinhos no mercado brasileiro. A Ventolera, bodega familiar criada em 2008 no Vale do Leyda, fechou acordo com a importadora Terramatter, que passa a trazer quatro dos seus rótulos ao Brasil. O Chile domina entre os importados no país.

16 16 Brasil Econômico Quarta-feira, 14 de março, 2012 EMPRESAS Editora: Eliane Sobral Subeditoras: Rachel Cardoso Patrícia Nakamura Andre Penner Vale tem R$ 44,3 bilhões em provisão para "contingências possíveis REGULAÇÃO Mineração convive com lei de 1967 Vale terá de pagar R$ 4 bi ao governo federal Embate entre mineradora e Departamento Nacional de Produção Mineral vem desde O órgão questiona cálculo para pagamento de royalties feito pela empresa Rachel Cardoso e Regiane Oliveira Um embate travado desde 2007 entre a Vale e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) está prestes a chegar ao fim. A companhia foi condenada pela Justiça a pagar R$ 4 bilhões devidos ao departamento por erros de cálculo da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), os royalties da mineração. A menos que algo tenha mudado, a multa determinada pela Justiça deve ser quitada, garante o deputado Luiz Fernando Ramos Faria, que até quinta-feira passada presidiu a Comissão de Minas e Energia. Estive com o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) e a empresa não concordava com os valores exigidos, mas havia provisionado os recursos no balanço. No balanço divulgado pela companhia em 16 de fevereiro, consta o aumento no provisionamento, de R$ 40,7 bilhões para R$ 44,3 bilhões, por expectativa de perdas possíveis para 2012, em processos administrativos e judiciais. Da contingências, algo em torno de R$ 35 bilhões se referem a processos tributários; R$ 2,8 bilhões a ações cíveis; R$ 3,6 bilhões tratam de CÓDIGO DA MINERAÇÃO O que está em jogo Fonte: mercado Fonte: Ibram processos trabalhistas e R$ 2 bilhões, ambientais. Foi em 2007 que o DNPM fez um levantamento primário sobre irregularidades nos pagamentos do CFEM. Para discutir o assunto, foi criado um grupo de trabalho com participantes da Vale e do órgão fiscalizador. As negociações passaram das mãos do então presidente da Vale, Roger Agnelli, para o atual, Murilo Ferreira. A Vale informou ao BRASIL ECO- NÔMICO, no entanto, que grupo de trabalho continua a negociar e que ainda não há resultados. O que se discute, porém, é apenas o valor e não a obrigatoriedade do pagamento. A decisão saiu do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e não cabe recurso. APOSTAS AMPLIADAS Investimentos do setor de mineração no Brasil, em US$ bilhões POR PERÍODO BASE DE CÁLCULO DA CFEM (COMPENSAÇÃO FINANCEIRA PELA EXPLORAÇÃO MINERAL) COMO É HOJE A compensação financeira é de até 3% sobre o valor do faturamento líquido resultante da venda do produto mineral COMO DEVE FICAR As alíquotas das compensações financeiras podem chegar até a 4% do valor bruto JAN/07 JUL/07 SET/07 JAN/08 JUL/08 MAR/09 JAN/10 ABR/ ,8 AGO/10 JAN/11 68,5 SET/11 Segundo o presidente da Associação Nacional dos Municípios Mineradores, Anderson Cabido, prefeito de Congonhas (MG), o caso não é único. A Vale paga o que acredita ser o certo porque temos uma legislação frágil, que abre brechas para interpretação da lei, explica. Atualmente, a lei prevê que a CFEM seja de 3% sobre o valor do faturamento líquido resultante da venda do produto mineral - podem ser incluídos todas as despesas com o processo produtivo, frete e seguros. A ambulância que circula dentro da área de mineração não deveria ser incluída nas contas, como é feito por muitas empresas,destaca Cabido colaborou Erica Ribeiro mineradoras estão instaladas no país Empresas de mineração vivem a expectativa de o Congresso Nacional aprovar o marco regulatório para o setor. Vivemos o melhor momento da mineração em 50 anos e as incertezas causadas pela falta de regras claras abre brechas para imbróglios como esse com a Vale, diz o geólogo Luciano Borges, ex-secretário de Minas e Metalurgia. O código de mineração foi elaborado em 1967, e contém falhas de fiscalização, segundo fontes do mercado. O que aconteceu com a Vale, poderia acontecer a qualquer outra mineradora, afirma uma fonte. O anúncio do novo código era esperado para o início deste ano, mas até agora não há informação sobre o tema. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou no final do ano passado que o aumento dos royalties cobrados na atividade subirá de 2% para 4%. De acordo com ele, os valores pagos atualmente pelas empresas mineradoras como compensação pela atividade estão abaixo da média mundial. Somente o município do Rio de Janeiro recebe mais royalties do petróleo do que o setor mineral paga no Brasil, afirmou. Somente o município do Rio de Janeiro recebe mais royalties do petróleo do que o setor mineral paga no Brasil No entanto, estudo feito pela Ernst&Young mostra que se considerado o valor que as empresas pagam em imposto, a exploração de minério de ferro, por exemplo, é a terceira mais cara do mundo, atrás apenas de Venezuela e China. Atualmente, 65% dos royalties ficam com os municípios, 23% com os Estados e 12% com a União. Mas a expectativa é que a principal mudança do novo Código de Mineração seja em relação a forma de cobrança dos royalties, que deve sair de um percentual sobre o faturamento líquido de produção para o faturamento bruto, conta o advogado Luiz Felipe Noronha, especializado em mineração. R.C e RG.

17 Quarta-feira, 14 de março, 2012 Brasil Econômico 17 Divulgação Positivo registra prejuízo em 2011 A Positivo registrou um prejuízo de R$ 68 milhões em O resultado, segundo a empresa, foi influenciado pelo reconhecimento, no segundo trimestre, de despesas sem efeito de caixa referentes à revisão da estrutura de pós venda. Excluindo esses efeitos, o lucro líquido da empresa seria de R$ 39,3 milhões. No terceiro trimestre, o lucro líquido contábil foi de R$ 45,4 milhões, uma alta de 253,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Meirelles deve abrir novas fronteiras parao JBS Experiência internacional de Henrique Meirelles, no conselho da holding J&F contribuirá para expansão de negócios, acredita Batista Jr. Cristina Ribeiro de Carvalho O clima é de otimismo na JBS, maior processador de carne bovina do mundo, com a chegada do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, à presidência do conselho de administração da J&F, holding que controla o frigorífico. De acordo com José Batista Junior, membro do conselho de administração e sócio do JBS, a vinda do executivo vai ajudar a companhia aumentar a credibilidade no Brasil e no mundo. Batista Junior também credita ao ex-presidente do BC a oportunidade da companhia aumentar seu processo de internacionalização - a JBS já atua na Austrália, Estados Unidos, Ásia e Oriente Médio. Ele (Meirelles) traz segurança para os investidores, já que mostrou ser um homem preparado quando esteve à frente do Banco Central. Com certeza isso irá se refletir no dia a dia da empresa, colaborando para a ampliação de novos projetos, disse o executivo em evento da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria. Enquanto a demanda por proteínas nos países desenvolvidos A mineradora chilena Antofagasta registrou lucro líquido de US$ 1,24 bilhão em 2011, um crescimento de 18% em comparação com o ano anterior, divulgou a empresa em nota. As vendas da mineradora, que detém uma das maiores reservas de cobre do Chile, aumentaram 33% em 2011 para US$ 6 bilhões. A companhia registrou em 2011 produção recorde de cobre, com aumento de 23% na comparação anual, chegando 640,5 mil toneladas. Para 2012, a mineradora estima produzir 700 mil toneladas de cobre. As dificuldades enfrentadas pela companhia em 2011 não chegou a causar impacto no seu desempenho. O CEO Marcelo Awad renunciou em 7 de março, após atrasos do projeto Esperanza, no Chile, o que for- está em queda, Batista Junior traça um cenário de crescimento de consumo para o Brasil e demais mercados emergentes até A previsão leva a JBS a planejar um processamento maior de carnes, principalmente as de frango, para atender a essas regiões. Atualmente, a companhia abate oito milhões de frangos por dia. O futuro das exportações da JBS está nos mercados emergentes,principalmente nos países do sudeste asiático, África e do Mercosul, acredita. Brasil é o maior abatedor de frangos do mundo, seguido por Austrália e Estados Unidos. Quanto aos recentes embargos à carne brasileira por alguns países, Junior defende que a relação não está ligada a questões sanitárias, mas sim às barreiras comerciais. O Brasil, hoje, incomoda o mundo por ser o único a possuir água potável, terras férteis e solo adequado para plantio, características que não são observadas em nenhum outro país do mundo. O diretor de Relações com Investidores da JBS, Jerry O'Callaghan, adiantou que a empresa deve alcançar faturamento de R$ 61 bilhões em Os resultados da empresa serão divulgados no dia 21. Divulgação Junior tentará novamente o governo de Goiás Parcerias elevam lucro da Eletropaulo José Gabriel Navarro Lucro da maior mineradora chilena cresce 18% Lucro líquido da mineradora chilena Antofagasta cresce 18% em 2011, para US$ 1,2 bilhão DESTINO DAS EXPORTAÇÕES Volume das vendas externas da JBS nos nove meses de 2011 chegou a US$ 7,2 bilhões VIETNÃ TAIWAN CHINA CANADÁ COREIA DO SUL 1,6% 2,4% 4,4% 5,5% 6% MÉXICO ÁFRICA E ORIENTE MÉDIO JAPÃO UNIÃO EUROPÉIA HONG KONG RÚSSIA OUTROS 14,5% 14% 11,7% 7,8% 7,2% 7% 17,9% Fonte: JBS Batista Junior, do Conselho da JBS: novo fôlego para expandir atuação internacional Antofagasta projeta produção de 700 mil toneladas de cobre neste ano - um aumento acima dos 10% PALANQUE Em 2006 e 2010, o sócio do JBS José Batista Junior tentou se eleger governador pelo estado de Goiás. Por enquanto, não obteve êxito. Filiado recentemente ao PSB, do qual é presidente estadual, Batista Junior disse que sua presença no pleito de 2014 já está garantida. O motivo da ambição, segundo Junior, é sua vocação para gestão e política. Eu sempre estive à frente dessas duas vertentes dentro do JBS. Em uma empresa não pode haver apenas gestão ou política, mas sim o meio termo entre os dois. Como consegui conduzir isso na JBS, creio que posso ajudar também a gestão pública, argumenta. Em 2010, Henrique Meirelles, atual presidente do Conselho do J&F, cogitou concorrer ao governo goiano, mas acabou desistindo. C.C. A AES Eletropaulo teve lucro líquido de R$ 686,7 milhões no quarto trimestre de 2011, 120,9% a mais que o registrado no mesmo período de 2010, de acordo com balanço divulgado ontem. O avanço é atribuído sobretudo ao recebimento de R$ 466,8 milhões vindos da Tim, que comprou ações da companhia em novembro passado. Também teve impacto positivo no balanço o recebimento da terceira parcela, de R$ 75,5 milhões, de uma dívida da prefeitura municipal de São Paulo com a empresa. O último pagamento, do mesmo valor, deve ser feito à AES Eletropaulo ainda este ano. Com isso, a AES Eletropaulo encerrou 2011 com R$ 1,57 bilhão de lucro líquido (16,7% maior que o do ano anterior) e lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 2,84 bilhões - 18% a mais que em A receita líquida da companhia foi de R$ 9,835 bilhões em 2011, avanço de 1,4% sobre No último trimestre do ano passado, a Eletropaulo teve R$ 2,46 bilhões de receita líquida, 7% a menos do que no quarto trimestre de A empresa atua em 24 cidades da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital. A Eletropaulo informou em seu relatório de gestão que realizou em 2011 investimento recorde de R$ 738,7 milhões, montante 8,3% superior em relação ao ano fiscal anterior. As despesas operacionais no ano foram de R$ 6,96 bilhões. çou a companhia a reduzir as projeções da produção de cobre para entre 620 mil toneladas e 640 mil toneladas de cobre em Segundo a mineradora, os bons resultados refletem a performance positiva da operação da planta de Esperanza, que contribuiu com 90 mil toneladas de cobre em Para 2012, a espectativa da Antofagasta é que essa unidade seja respondável por uma produção de cobre entre 160 mil toneladas e 175 mil tonedadas. A Antofagasta é controlada pela família chilena Luksic, que tenta expandir os negócios para outros mercados com projetos ainda em fase inicial. Um deles, é a obtenção de autorização para exploração mineira no Paquistão. A mineradora obteve um aporte de capital de US$ 3,4 bilhões de um fundo de investimento para iniciar a operação no país asiático. Bloomberg

18 18 Brasil Econômico Quarta-feira, 14 de março, 2012 EMPRESAS CIÊNCIA 1 Cientistas de Hong Kong investam bateria que coleta energia termal do ambiente Cientistas de Hong Kong inventaram um tipo de gerador de energia o qual depende apenas do calor ambiente para trabalhar. A engenhoca será útil, por exemplo, na alimentação de implantes médicos, utilizando o calor do corpo como fonte de energia. O aparelho capta a energia termal de íons em uma solução convertendo-a em eletrecidade, sem que seja necessário nenhuma tipo de recarregamento. Divulgação COMÉRCIO Rede de sanduíches Black Dog quer atrair público mais jovem A rede de sanduíches Black Dog está investindo na renovação da identidade visual da empresa. O objetivo é atrair um público mais jovem, diz Kito Castanha, diretor da Tre, agência responsável pela nova cara da empresa. Atualmente a rede conta com sete lanchonetes, espalhadas por São Paulo e Salvador. Até setembro deste ano, a previsão é inaugurar mais cinco unidades. Hauache, do Fleury: agregar serviços é pilar da estratégia de negócios da companhia Evandro Monteiro Classe C aumenta participação nas lojas virtuais Fleury abre sétimo centro médico Voltado para procedimentos médicos guiados por imagem, unidade faz parte de estratégia de investir em serviços Érica Polo O expediente de Omar Hauache, presidente do Grupo Fleury, foi um pouco mais longo ontem. É que a companhia inaugurou na noite desta terça-feira o seu sétimo centro médico integrado, no bairro de Higienópolis, em São Paulo. Com a estrutura, a companhia poderá ampliar a oferta de serviços aos clientes da bandeira Fleury, cujo público alvo são as classes A e B e concentra atuação em São Paulo. A aposta nos centros médicos tem apenas dois anos. É um importante pilar da estratégia de negócios da companhia, que visa reforçar a marca Fleury por diferencial em serviços prestados - ao cliente e à comunidade médica. O novo centro, de procedimentos médicos guiados por imagem vai, por exemplo, poder realizar uma punção pulmonar. Antes, quando necessário, o paciente era encaminhado a um hospital. Para o cliente, há ganho de tempo e, para o médico, a equipe do Fleury funciona como apoio para diagnóstico e prestação de serviços. Tudo, claro, é feito com conhecimento e A rede de centros médicos integrados vai crescer porque faz parte da estratégia de oferecer diferencial Omar Hauache Presidente do Grupo Fleury aval do médico do paciente. É importante lembrar, no entanto, que estamos falando de procedimentos que, quando comparados com os de natureza hospitalar, têm menor complexidade e que a proposta não é ter um hospital no local, diz Hauache. Cada um dos outros seis centros integrados têm focos distintos, embora todos estejam em São Paulo. Um deles é voltado para distúrbios urinários. Além dos exames, o paciente é educado a lidar com o problema e conviver com ele da melhor maneira possível. Há, entre eles, o de gastroenterologia avançada, distúrbios do sono, linfomas e o chamado Vila da Saúde, locais que atendem o público infantil. Outra vertente de crescimento para o grupo em serviços é a elaboração de relatórios integrados. Em alguns casos mais delicados, as equipes médicas do Fleury elaboram laudos a partir dos exames realizados, colaborando, assim, com o médico do paciente. Expansão A rede de centros integrados deve crescer, embora a companhia estude locais e especialidades. Dessa forma, ainda não há um número de unidades definido. Hauache diz, por enquanto, que o próximo deles receberá um investimento de maior porte porque não estará dentro de unidades de atendimento já existentes como ocorreu com os outros sete. A estratégia é apenas uma das atividades que têm ajudado a companhia a ver reflexos nos resultados. Em 2011, o grupo obteve receita líquida de R$ 1,2 bilhão, crescimento de 31,2% sobre o ano anterior. Consumidor de baixa renda pede opinião da família antes de comprar pela internet Cintia Esteves O internauta da classe C está pegando gosto pelo comércio eletrônico. As lojas virtuais ganharam 9 milhões de novos consumidores em 2011, sendo 61% deles pertencentes a esta classe social que, na classificação do e-bit, empresa especializada em informação de e-commerce, possui renda média familiar de R$ 4,1 mil. A principal diferença entre estes compradores e os das classes A e B é o tempo que eles levam para se decidir pela compra. O internauta de menor renda pede opinião da família, pesquisa preços nas lojas físicas e só depois toma uma decisão, diz Cristina Rother, diretora de negócios do e-bit. Isto não quer dizer que o cliente mais abastado compre sem pesquisar o valor do produto na concorrência. A diferença é que ele faz maior uso dos sites de comparação de preços e, assim, consegue se decidir pela compra com mais rapidez. O internauta da classe C demora mais para tomar a decisão porque o orçamento é apertado e ele não pode errar, afirma Cristina. Em 2011, o comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 18,7 bilhões, alta de 26% em relação ao ano anterior. O montante ficou abaixo da meta inicial, que previa aumento de 30%. O ano foi impactado pela crise europeia e por algumas greves como as dos Correios e dos bancos, responsáveis por emitir boletos de pagamento, diz Pedro Guasti, diretor geral do e-bit. No período, o tíquete médio foi de R$ 350, cerca de 6% menor na comparação com o ano anterior. Houve deflação de 9,75% no comércio eletrônico devido a queda de preços dos produtos relacionados à tecnologia. A participação de importados, com o dólar mais barato, também influenciou neste resultado, diz Guasti. Entre as categorias mais vendidas estão eletrodomésticos, com participação de 15%, seguida por informática, 12%, e eletrônicos, 8%. O grupo que reúne produtos de saúde e beleza, além de medicamentos aparece em quarto lugar, com 7% dos pedidos. A surpresa ficou para a categoria de moda e acessórios, a qual tirou os livros da quinta posição, com 7% dos pedidos. A categoria era pouco procurada devido a falta de padronagem dos produtos. Esta questão está sendo resolvida pelos varejistas, diz Guasti. Nos próximos dois anos, não devem ocorrer mudanças significativas entre as três primeiras colocações. Para 2012, a expectativa é que o segmento cresça 25%, registrando vendas de R$ 23,4 bilhões. Só o primeiro semestre deve responder por 45% deste total. Olicio Pelosi Pedro Guasti Diretor-geral do e-bit O ano passado foi impactado pela crise europeia e por algumas greves como as dos Correios e dos bancos, responsáveis por emitir boletos de pagamento CARRINHO VIRTUAL Valor médio gasto pelo brasileiro a cada compra na internet R$ Fonte: e-bit R$

19 Quarta-feira, 14 de março, 2012 Brasil Econômico 19 CIÊNCIA 2 Impressora 3D, criada por engenheiros austríacos, alcança nanoprecisão Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Viena, na Áustria, prometem mudar a impressão de objetos 3D. Eles desenvolveram a primeira impressora 3D com resolução nanométrica. A tecnologia usada é chamada de litografia de dois fótons, a qual permite que a impressora chegue a uma altíssima precisão, podendo ser utilizada na fabricação de peças para a medicina. Divulgação EXPORTAÇÃO Venda de frango por empresas brasileiras diminui em fevereiro Dados da União Brasileira de Avicultura mostraram que a quantidade de carne brasileira exportada pelas empresas brasileiras recuou 5% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram exportadas 281,6 toneladas. O resultado foi impactado pela redução nas vendas para Japão, que estava com estoques acima da média, e Oriente Médio, que adotou medidas de proteção à indústria local. Edson Bueno, fundador da empresa: plano de atuar em todos os nichos do mercado Karime Xavier/Folhapress Com tablets mais baratos, vendas devem subir 54% Amil acirra disputa por plano coletivo Equipamentos de baixo custo, como o Kindle Fire, devem puxar aceleração do segmento, diz IDC As vendas mundiais de tablets devem crescer 54% em 2012, de acordo com estimativas da consultoria IDC. A redução de preços dos equipamentos e a introdução de novos modelos devem impulsionar os negócios. De acordo com o IDC, serão comercializados 106 mil equipamentos este ano, contra os 68,7 milhões acumulados em Lançado em novembro do ano passado, o modelo Kindle Fire, da Amazon (que custa US$ 199,00, menos da metade do que a versão mais barata do ipad) ajudou a ipad, cuja versão mais barata é vendida por US$ 499, detém 54,7% do mercado mundial de tablets, seguido pelo Kindle Fire, da Amazon, que custa US$ 199 acelerar a adoção em massa dos tablets, segundo Tom Mainelli, diretor de pesquisa do IDC. Só no quarto trimestre do ano passado, foram vendidos 4,7 milhões de unidades do Fire, garantindo ao aparelho a vice-liderança do segmento, atrás somente da Apple, que tem 54,7% do mercado com a venda de 16,8 milhões de ipads entre outubro e dezembro do ano passado. Produtos de preços mais acessíveis tendem a ganhar mais mercado nos próximos anos e mtodo o mundo, diz o diretor do IDC. Os tablets de baixo custo deverão ajudar o sistema operacional Android, do Google, a superar a Apple em volume de vendas até 2015, de acordo com o IDC. O Android, adotado por diversos fabricantes de tablets, respondeu por 44,6% das vendas desses dispositivos no quarto trimestre, ante 32,3% de participação no trimestre anterior. Bloomberg Operadora fechou parceria com a Qualicorp para oferecer produtos para entidades de classe Regiane Oliveira No começo do ano passado, a grande promessa da Amil para crescer era a estréia da empresa no segmento de planos de saúde para classe D, a partir de R$ 50. A empresa encerrou 2011 com 9,8% de crescimento, em 5,8 milhões de cliente. Neste ano, a estratégia do fundador, Edson Bueno, é conquistar cada vez mais terreno nos planos de saúde por grupo de afinidade (conhecido como affinity), com foco em parceria com entidades de classe, como sindicatos e associações. Este nicho de mercado encerrou o ano passado com cerca de 7 milhões de clientes. A Amil fechou um acordo comercial com a Qualicorp, que atua na gestão de benefícios coletivos por adesão (médicos e odontológicos). Em sua carteira, a Qualicorp já possui clientes como SulAmerica, Sistema Unimed, Omint, Bradesco Saúde, Golden Cross e Intermédica. Affinity é um produto que tem crescido e vamos conseguir pegar uma boa fatia de mercado com este negócio, afirmou o Edson Bueno. O empresário também quer contar com a capacidade de gestão da nova parceira para ajudar a reduzir a sinistralidade da empresa. A Qualicorp tem inteligência para entregar uma sinistralidade mais baixa. Teremos AÇÕES EM ALTA COTAÇÃO DA AMIL, EM R$ 20,7 18,8 16,9 16,92 19,49 15,0 2/JAN 19/JAN 15/FEV 13/MAR Fontes: Economatica, BM&FBovespa e Brasil Econômico um up grade no controle de custos com essa união, disse. A Amil fechou 2012 com uma receita operacional de R$ 9,3 bilhões, alta de 18,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido da empresa cresceu 33,6% no ano para R$ 293,7 milhões. E o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) chegou a R$ 793 milhões, com alta de 30,9%. O maior desafio da empresa é reduzir a sinistralidade (custo médico da operação), que encerrou o ano com queda de 1,1 ponto percentual, em 71,3%. A meta é chegar a 70%.

20 20 Brasil Econômico Quarta-feira, 14 de março, 2012 EMPRESAS QUÍMICA Rhodia investe em laboratório de poliamida no interior de São Paulo A Rhodia, empresa do grupo Solvay, investirá 1 milhão em um laboratório de poliamida e intermediários em Paulínia, interior de São Paulo. Entre os equipamentos do novo laboratório, um dos destaques é a injetora para o desenvolvimento de espumas de poliuretano, produto derivado da cadeia do ácido adípico, com inúmeras aplicações, entre elas, solados de tênis e calçados e espumas para colchões. Matthew Staver/Bloomberg AVIAÇÃO Southwest Air prevê dificuldades no balanço do primeiro trimestre O aumento nos preços dos combustíveis podem prejudicar os resultados da companhia aérea Southwest Air neste trimestre. Segundo a empresa, o volume de vendas está dentro das metas, porém não é possível prever como os lucros serão impactados pelo aumento de 15% nos combustíveis. A receita por passageiro da Southwest cresceu 4% em janeiro, número abaixo do esperado. Aterpa entra no setor de geração de energia Grupo mineiro especializado em infraestrutura aposta em PCHs e termoelétrica CONSTRUÇÃO Even reage e agrada analistas Naiara Bertão Ana Paula Machado O GRUPO ATERPA PRINCIPAIS OBRAS CONSTRUÇÃO DA FERROVIA NORTE-SUL Fonte: empresa ÁREAS DE ATUAÇÃO Infraestrutura de transporte, óleo e gás e mineração, edificações civis e industriais, saneamento, geração de energia, empreendimentos habitacionais, administração de rodovias e redes de água e esgoto em regime de concessão Já consolidado no segmento de construção pesada, o grupo mineiro Aterpa aposta agora no segmento de geração de energia. O conglomerado não vai atuar somente na construção de usinas hidrelétricas e sim na gestão do negócio. O vice-presidente, Tito Valadares Roquete Neto, disse que a empresa tem oito projetos de Pequenas Centrais- Hidrelétricas em análise pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A PCH Urubu, em Pimenta Bueno, em Rondônia, está com todas as licenças aprovadas pelo governo. Estamos esperando o melhor momento de colocar o projeto na rua. Tudo depende das condições do mercado de energia, disse Roquete. A PCH de Urubu terá uma capacidade de geração de 21 megawatt (MW) e um investimento de R$ 130 milhões. A energia gerada vai para o sistema e assim será comercializada. Podemos vender até para um concessionária longe do projeto. Mas, o início da operação vai depender das condições do mercado. Do preço da energia no país, acrescentou o executivo. Além da PCH em Rondônia, o Grupo Aterpa tem um projeto em Goiás, três em Minas Gerais e outros três em Tocantins. Além disso, temos já aprovado a termoelétrica na Bahia, que será movida a gás natural, explicou Roquete. Na Bahia, o projeto é para uma geração de 300 MW e o investimento será de R$ 500 milhões. Lá vamos aportar R$ 100 milhões, já que temos sócios estratégicos para o projeto, acrescentou o executivo. A entrada em geração de energia não é a única empreitada do Grupo para este ano. Mineiramente, a Aterpa quer se internacionalizar. A empresa está participando de licitações para a construção de rodovias no Peru. Roquete explica que o Grupo abriu uma filial no país e lá vai atuar somente com a construção de estradas. Temos expertise adquirida ao longo de 62 anos. Além disso, temos toda a inteligência na construção de projetos dessa magnitude, afirmou o executivo. Pontes e viadutos E para se preparar para a internacionalização a companhia foi às compras. Desde 2005, a Aterpa começou a identificar as áreas dentro da engenharia que poderia se especializar. Com isso, comprou duas empresas de construção de obras de artes especiais, como pontes e viadutos, e em túneis e escavações subterrâneas. O ano de 2012 ainda é uma incógnita para o Grupo Aterpa. O vice-presidente, Tito Roquete, explicou que por ter uma atuação em grandes obras de infraestrutura a empresa depende muito de órgãos governamentais. E como não sabemos como será o orçamento para este ano, disse Roquete. Em carteira, a companhia tem R$ 1,3 bilhão em projetos. Que podem ou não sair do papel este ano. DUPLICAÇÃO DA BR-135, NO MARANHÃO FATURAMENTO, EM R$ MILHÕES * *Previsão O grupo ainda comprou uma pedreira em São Luís do Maranhão em conjunto com a Supermix para a produção de material pétreo, como brita Mas, mesmo com toda a incerteza que ronda os projetos de infraestrutura, o Grupo Aterpa prevê um faturamento de cerca de R$ 800 milhões. No ano passado, a receita da empresa chegou a R$ 450 milhões. Nosso planejamento é estarmos entre as 15 maiores empresas de infraestrutura em E isso passa pelo faturamento, mas também pela saúde financeira do Grupo, disse. CONSTRUÇÃO DA PRIMEIRA PONTE SOBRE O RIO MADEIRA, EM PORTO VELHO (RO) COLABORADORES 2,5 MIL NEGÓCIOS ADICIONAIS A MMartins, que era a uma das melhores em construção de obras de arte especiais, a empresa comprou em 2010 e a JDantas, especializada em túneis, foi adquirida no ano passado. Agora, estamos na fase de integração das sinergias com as empresas. Mas, sabemos que o ideal é fundir também toda a cultura e expertise de cada uma. Assim, todo o corpo técnico está integrado ao Grupo, disse Roquete que não quis revelar qual foi o investimento na aquisição das duas empresas. Se tiver oportunidade podemos comprar outras empresas. Faturamento deve chegar a R$ 800 milhões 800 A família também tem o controle da Lasa Participações, que administra o Porto de Itaqui, no Maranhão Segundo o executivo, para este ano a margem ebitda da companhia deve girar em torno de 10%. No ano passado, o indicador não chegou a 5%. As empresas do setor trabalham com margens muito estreitas e temos que manter a capacidade de investimentos e assim nos mantermos no mercado. Nossa cultura é de segurança das operações, ressaltou Roquete. Executivos da construtora Even passaram boa parte da manhã de ontem tentando explicar os pífios resultados de A receita líquida caiu 2,4%, para R$ 1,9 bilhão; o lucro líquido foi 10% menor, R$ 226,1 milhões, na comparação com o ano anterior e, por fim, o Ebitda despencou 12,4%, para R$ 359 milhões. Não precisava pois, apesar dos números, os analistas do setor veem os movimentos do ano passado como naturais, como as campanhas para vender projetos lançados em 2007, visando reduzir estoques. As quedas de margem bruta vistas no último trimestre (30% contra 31,8% no quarto trimestre de 2010) foram claramente impactados pelos descontos em unidades acabadas ou quase finalizadas, mas isso não pode ser visto como uma preocupação neste momento", explicam Guilherme Vilazante e Vinicius Mastrorosa, analistas do Barclays. Para eles, esse desconto é natural e veem possibilidade de outras construtoras de grande porte apresentá-lo em seus balanços do quarto trimestre. Os analistas destacam que os números operacionais da companhia têm se mostrado consistentes, com projeções alcançadas e expressivo aumento de vendas de 27% entre outubro e dezembro. Acreditamos que a Even não deve ter problemas para entregar os R$ 2,5 bilhões projetados de lançamento para 2012, especialmente porque os preços tem subido nas praças que ela atende (SP, RJ, MG e RS) têm subido, dizem. A maior exposição da empresa em empreendimentos de média e alta classe, considerados de menor risco, também contribui para o otimismo dos analistas. RESULTADO OPERACIONAL Em R$ bilhões 4º TRI/ LANÇAMENTOS VENDAS 0,70 0,47 2,070 1,623 AQUISIÇÃO DE TERRENOS 0,29 2,248 Fonte: Even

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