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1 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1 PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em janeiro/2015. Estas elevações podem ser atribuídas aos seguintes fatores: Elevação da taxa básica de juros (Selic) promovida pelo Banco Central em 21/01/2015; Cenário econômico que aumenta o risco do crescimento nos índices de inadimplência. Este cenário se baseia no fato dos índices de inflação mais elevados e juros maiores reduzirem a renda das famílias. Agregado a isto o baixo crescimento econômico, o que deve promover no crescimento dos índices de desemprego. Tudo isto somado e o fato de que as expectativas para 2015 serem igualmente negativas quanto a todas estes fatores leva as instituições financeiras a aumentarem suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência. Expectativas de novas elevações da taxa básica de juros nas próximas reuniões do COPOM. Pessoa Física Das seis linhas de crédito pesquisadas uma teve sua taxa de juros média mantida (cartão de crédito rotativo) e as demais tiveram suas taxas de juros elevadas no mês (juros do comércio, cheque especial, CDC-bancos-financiamento de automóveis, empréstimo pessoal-bancos e empréstimo pessoal-financeiras). A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma elevação de 0,09 ponto percentual no mês (2,13 pontos percentuais no ano) correspondente a uma elevação de 1,43% no mês (1,97% em doze meses) passando a mesma de 6,30% ao mês (108,16% ao ano) em dezembro/2014 para 6,39% ao mês (110,29% ao ano) em janeiro/2015 sendo esta a maior taxa de juros desde janeiro/2012. Pessoa Jurídica Das três linhas de crédito pesquisadas, todas foram elevadas no mês A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou uma elevação de 0,13 ponto percentual no mês (2,30 ponto percentual em doze meses) correspondente a uma elevação de 3,67% no mês (4,44% em doze meses) passando a mesma de 3,54% ao mês (51,81% ao ano) em dezembro/2014 para 3,67% ao mês (54,11% ao ano) em janeiro/2015 sendo esta a maior taxa de juros desde março/2012. Taxa de juros x Selic Considerando todas as elevações da taxa básica de juros (Selic) promovidas pelo Banco Central desde março/2013, tivemos neste período (março/2013 a janeiro/2015) uma elevação da Selic de 5,00 pontos percentuais (elevação de 68,97%) de 7,25% ao ano em janeiro/2013 para 12,25% ao ano em janeiro/2015. Neste período a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma elevação de 22,32 pontos percentuais (elevação de 25,37%) de 87,97% ao ano em março/2013 para 110,29% ao ano em janeiro/2015. Nas operações de crédito para pessoa jurídica houve uma elevação de 10,53 pontos percentuais (elevação de 24,16%) de 43,58% ao ano em março/2013 para 54,11% ao ano em janeiro/2015. PERSPECTIVAS PARA OS PRÓXIMOS MESES Tendo em vista o cenário econômico atual que aumenta o risco de elevação dos índices de inadimplência bem como as prováveis novas elevações da taxa básica de juros frente a uma inflação mais elevada a tendência é de que as taxas de juros das operações de crédito voltem a ser elevada nos próximos meses.

2 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 2 TAXA DE JUROS PARA PESSOA FÍSICA LINHA DE CRÉDITO DEZEMBRO/2014 JANEIRO/2015 VARIAÇÃO VARIAÇÃO TAXA MÊS TAXA ANO TAXA MÊS TAXA ANO % PONTOS PERCENTUAIS Juros comércio 4,85% 76,53% 4,95% 78,56% 2,06% 0,10 Cartão de crédito 11,22% 258,26% 11,22% 258,26% 0% 0 Cheque especial 8,92% 178,80% 9,14% 185,63% 2,47% 0,22 CDC bancosfinanciamento de automóveis Empréstimo pessoal-bancos Empréstimo pessoal-financeiras 1,84% 24,46% 1,90% 25,34% 3,26% 0,06 3,61% 53,05% 3,75% 55,55% 3,88% 0,14 7,34% 133,96% 7,40% 135,53% 0,82% 0,06 TAXA MÉDIA 6,30% 108,16% 6,39% 110,29% 1,43% 0,09 Juros do Comércio Houve uma elevação de 2,06%, passando a taxa de 4,85% ao mês (76,85% ao ano) em dezembro/2014, para 4,95% ao mês (78,56% ao ano) em janeiro/2015. A taxa deste mês é a maior desde janeiro/2012 (5,05% ao mês 80,61% ao ano). Cartão de crédito A taxa de juros se manteve estável em 11,22% ao mês (258,20% ao ano). A taxa deste mês é a maior desde julho/1999 (11,74% ao mês 278,88% ao ano). Cheque Especial Houve uma elevação de 2,47%, passando a taxa de 8,92% ao mês (178,80% ao ano) em dezembro/2014, para 9,14% ao mês (185,63% ao ano) em janeiro/2015. A taxa deste mês é a maior desde agosto/2003 (9,36% ao mês 192,62% ao ano). CDC Bancos Financiamento de automóveis Houve uma elevação de 3,26%, passando a taxa de 1,84% ao mês (24,46% ao ano) em dezembro/2014, para 1,90% ao mês (25,34% ao ano) em janeiro/2015. A taxa deste mês é a maior desde abril/2012 (1,94% ao mês 25,93% ao ano).

3 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 3 Empréstimo Pessoal Bancos Houve uma elevação de 3,88%, passando a taxa de juros de 3,61% ao mês (53,05% ao ano) em dezembro/2014, para 3,75% ao mês (55,55% ao ano) em janeiro/2015. A taxa deste mês é a maior desde março/2012 (3,84% ao mês 57,17% ao ano). Empréstimo Pessoal Financeiras Houve uma elevação de 0,82%, passando a taxa de juros de 7,34% ao mês (133,96% ao ano) em dezembro/2014, para 7,40% ao mês (135,53% ao ano) em janeiro/2015. A taxa deste mês é a maior desde novembro/2012 (7,42% ao mês 136,06% ao ano). Taxa Pessoa Física Houve uma elevação de 1,43%, passando a taxa de juros de 6,30% ao mês (108,16% ao ano) em dezembro/2014, para 6,39% ao mês (110,29% ao ano) em janeiro/2015. A taxa deste mês é a maior desde janeiro/2012 (6,40% ao mês 110,52% ao ano). Crediário de Loja Dos doze tipos de lojas pesquisadas, todos elevaram suas taxas de juros no mês.

4 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 4 TAXA DE JUROS PARA PESSOA JURÍDICA LINHA DE CRÉDITO DEZEMBRO/2014 JANEIRO/2015 VARIAÇÃO VAR.PONTOS TAXA MÊS TAXA ANO TAXA MÊS TAXA ANO % PERCENTUAIS AO MÊS Capital de Giro 2,00% 26,82% 2,10% 28,32% 5,00% 0,10 Desconto de 2,60% 36,07% 2,66% 37,03% 2,31% 0,06 Duplicatas Conta garantida 6,02% 101,68% 6,24% 106,76% 3,65% 0,22 Taxa 3,54% 51,81% 3,67% 54,11% 3,67% 0,13 Capital de Giro Houve uma elevação de 5,00%, passando a taxa de juros de 2,00% ao mês (26,82% ao ano) em dezembro/2014, para 2,10% ao mês (28,32% ao ano) em janeiro/2015. A taxa deste mês é a maior desde abril/2012 (2,16% ao mês 29,23% ao ano). Desconto de Duplicata Houve uma elevação de 2,31%, passando a taxa de 2,60% ao mês (36,07% ao ano) em dezembro/2014, para 2,66% ao mês (37,03% ao ano) em janeiro/2015. A taxa deste mês é a maior desde abril/2012 (2,68%ao mês 37,35% ao ano). Conta Garantida Houve uma elevação de 3,65%, passando a taxa de 6,02% ao mês (101,68% ao ano) em dezembro/2014, para 6,24% ao mês (106,76% ao ano) em janeiro/2015. A taxa deste mês é a maior desde maio/2003 (6,26% ao mês 107,22% ao ano). Taxa Pessoa Jurídica Houve uma elevação de 3,67% passando a taxa de juros de 3,54% ao mês (51,81% ao ano) em dezembro/2014, para 3,67% ao mês (54,11% ao ano) em janeiro/2015. A taxa deste mês é a maior desde março/2012 (3,70% ao mês 54,65% ao ano).

5 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 5 TAXAS MÉDIAS DE JUROS DO CREDIÁRIO POR ESTADO ESTADOS dez/14 jan/15 Var.pontos percentuai Taxa Mês Taxa Ano Taxa Mês Taxa Ano Variação s % ao mês São Paulo 4,70% 73,52% 4,81% 75,72% 2,34% 0,11 Rio Gde do Sul 4,89% 77,34% 4,99% 79,38% 2,04% 0,10 Rio de Janeiro 4,91% 77,75% 5,01% 79,79% 2,04% 0,10 Minas Gerais 4,94% 78,36% 5,03% 80,20% 1,82% 0,09 Paraná 4,90% 77,54% 4,99% 79,38% 1,84% 0,09 Santa Catarina 4,89% 77,34% 4,98% 79,18% 1,84% 0,09 Brasilia 4,75% 74,52% 4,85% 76,53% 2,11% 0,10 Nacional 4,85% 76,53% 4,95% 78,56% 2,06% 0,10

6 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 6 COMPORTAMENTO DAS TAXAS DE JUROS DO CREDIÁRIO POR SETOR SETORES dez/14 jan/15 Variação % Var.pontos percentuai s Taxa Mês Taxa Ano Taxa Mês Taxa Ano ao mês Gdes.Redes 2,64% 36,71% 2,71% 37,83% 2,65% 0,07 Med.Redes 5,06% 80,82% 5,17% 83,11% 2,17% 0,11 Peq.Redes 5,69% 94,27% 5,80% 96,71% 1,93% 0,11 Emp.Turismo 4,03% 60,66% 4,13% 62,52% 2,48% 0,10 Art.do Lar 6,40% 110,52% 6,50% 112,91% 1,56% 0,10 Ele.Eletron. 4,85% 76,53% 4,97% 78,97% 2,47% 0,12 Importados 5,48% 89,69% 5,58% 91,86% 1,82% 0,10 Veiculos 1,84% 24,46% 1,90% 25,34% 3,26% 0,06 Art.Ginástica 6,78% 119,72% 6,88% 122,21% 1,47% 0,10 Informática 4,61% 71,74% 4,72% 73,92% 2,39% 0,11 Celulares 4,29% 65,54% 4,39% 67,46% 2,33% 0,10 Decoração 6,57% 114,59% 6,66% 116,78% 1,37% 0,09 Geral 4,85% 76,53% 4,95% 78,56% 2,06% 0,10

7 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 7 ALTERAÇÕES NOS PRAZOS MÉDIOS DE FINANCIAMENTO Prazos de Financiamento Veículos Outros Financiamentos Antes da mudança cambial (janeiro/99) Após mudança cambial (até janeiro/99) Dezembro/99 Janeiro/2000 Janeiro/2001 Janeiro/2002 Janeiro/2003 Janeiro/2004 Janeiro/2005 Janeiro/2006 Janeiro/2007 Janeiro/2008 Janeiro/2009 Janeiro/2010 Janeiro/2011 Janeiro/2012 Janeiro/2013 Janeiro/2014 Janeiro/ meses 49 meses 49 meses 26 meses 29 meses 50 meses 48 meses 48 meses 28 meses 72 meses 32 meses 84 meses 42 meses 33 meses 80 meses 42 meses 41 meses 40 meses 40 meses 72 meses 40 meses 40 meses 18 meses 18 meses 8 meses 13 meses 48 meses 14 meses 8 meses 16 meses 18 meses 18 meses 16 meses

8 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 8 TAXAS DE JUROS MARÇO/2013 X JANEIRO/2015 Pessoa Física Março/2013 Janeiro/2015 TIPO DE FINANCIAMENTO Taxa Mês Taxa Ano Taxa Mês Taxa Ano Elevação em pontos percentuais Comércio 4,00% 60,10% 4,95% 78,56% 18,46 Cartão de Crédito 9,37% 192,94% 11,22% 258,26% 65,32 Cheque Especial 7,72% 144,09% 9,14% 185,63% 41,54 CDC Bancos 1,52% 19,84% 1,90% 25,34% 5,50 Emp. Pessoal-Bancos 2,91% 41,09% 3,75% 55,55% 14,46 Emp.Pessoal Financeiras 6,88% 122,21% 7,40% 135,53% 13,32 TAXA MÉDIA 5,40% 87,97% 6,39% 110,29% 22,32 Ressaltamos que o período de março/2013 a janeiro/2015 o Banco Central elevou a taxa básica de juros Selic em 5,00 pontos percentuais (elevação de 68,97%) de 7,25% ao ano em março/2013 para 12,25% ao ano em janeiro/2015. Neste período a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma elevação de 22,32 pontos percentuais (elevação de 25,37%) de 87,97% ao ano em março/2013 para 110,29% ao ano em janeiro/2015. Pessoa Jurídica Março/2013 Janeiro/2015 TIPO DE FINANCIAMENTO Taxa Mês Taxa Ano Taxa Mês Taxa Ano Elevação em pontos percentuais Capital de giro 1,49% 19,42% 2,10% 28,32% 8,90 Desc. De duplicatas 2,22% 30,15% 2,66% 37,03% 6,88 Conta garantida 5,46% 89,26% 6,24% 106,76% 17,50 TAXA MÉDIA 3,06% 43,58% 3,67% 54,11% 10,53 Ressaltamos que o período de março/2013 a janeiro/2015 o Banco Central elevou a taxa básica de juros Selic em 5,00 pontos percentuais (elevação de 68,97%) de 7,25% ao ano em março/2013 para 12,25% ao ano em janeiro/2015. Neste período a taxa de juros média para pessoa jurídica apresentou uma elevação de 10,53 pontos percentuais (elevação de 24,16%) de 43,58% ao ano em março/2013 para 54,11% ao ano em janeiro/2015.

9 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 9 Informações e Recomendações ao Consumidor O sistema financeiro vêm expandindo cada vez mais o crédito às empresas e às pessoas físicas, contribuindo assim com o desenvolvimento econômico do Brasil. Este crescimento do volume de crédito tenderá a se acentuar nos próximos meses/anos em virtude do crescimento econômico. Com crédito os mercados se desenvolvem, as empresas investem, ampliam suas vendas, geram empregos e as pessoas antecipam a realização de seus sonhos. Assim com o crescimento do crédito é preciso que você saiba como usar o mesmo para melhorar a sua vida sem gerar problemas, motivo pelo qual listamos abaixo algumas informações e recomendações: Primeiramente organize a sua vida financeira elaborando um orçamento doméstico como forma de definir quais são as suas reais necessidades e planejar todos os seus gastos considerando sempre a sua renda disponível e não a renda disponível mais crédito, ou seja os seus gastos têm que caber dentro de seu salário. Preferencialmente gaste menos do que tem de renda como forma de fazer uma reserva financeira para fazer frente a eventuais gastos extras não previstos ou até para planejar a compra de algum bem no futuro. Lembre-se que toda a vez que você gasta mais do que ganha ou ficará inadimplente e com isso sujeita a todas conseqüências de ter o nome negativado, não tendo aceso a qualquer tipo de crédito ou terá que recorrer a empréstimos e assumir o pagamento de juros. As taxas de juros se encontram em patamares elevados no país, seja pelo baixo volume de crédito disponível que representa hoje 58,9% do PIB quando a média internacional passa de 100%, seja pelos custos que incidam sobre as taxas. Como referência vale registrar que quando o consumidor faz um empréstimo esta taxa é composta de: Custo de captação do banco (Quanto o banco paga pelo dinheiro que paga a seus aplicadores ou custo de oportunidade). A referência é a taxa Selic; Cunha fiscal Compreende os impostos da intermediação financeira mais os compulsórios (dinheiro dos depósitos que os bancos deixam no Banco Central sem poderem emprestar); Despesas administrativas Custos dos processos do banco (funcionários, agências); Risco Custo da inadimplência dos empréstimos (parte dos empréstimos não são pagos ou demoram para serem recebidos o que embute um risco à instituição); Margem líquida da instituição lucro do banco ou depois de todos os itens acima quanto efetivamente sobra para a instituição financeira. Destacamos que as taxas de juros são livres e as mesmas são estipuladas pela própria instituição financeira não existindo assim qualquer controle de preços ou tetos pelos valores cobrados.

10 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 10 A única obrigatoriedade que a instituição financeira tem é informar ao cliente quais as taxas que lhe serão cobradas caso recorra a qualquer tipo de crédito. Tendo em vista existirem expressivas variações entre as taxas de juros nas diversas instituições financeiras recomendamos: Quando da contratação de um financiamento pesquise sempre a taxa de juros e demais acréscimos; Evite comprometer demasiadamente seu orçamento com dívidas; Evite empréstimos de longo prazo que embutem custos maiores; Evite entrar no rotativo do cartão de crédito e do cheque especial que possuem as maiores taxas de juros; O cheque especial não é renda e deve ser utilizado por um período curto e emergencial. Se tiver necessidade de usar este limite por um período maior procure a sua instituição financeira e faça um empréstimo pessoal (que tem custos menores) para liquidar o cheque especial; Existem linhas de crédito mais baratas como o micro crédito que tem taxa de 2,00% ao mês, penhor de jóias da Caixa Econômica Federal e do crédito consignado com desconto em folha. Assim caso necessite de crédito veja a possibilidade destes empréstimos mais baratos; Salientamos que a linha de crédito consignado com desconto em folha de pagamento/benefício do INSS já atinge hoje mais de R$ 252 bilhões correspondente a 71,0% do total do crédito pessoal. Necessitando de crédito para pagar uma dívida e não tendo condições de faze-lo não deixe suas dívidas crescerem mais por conta dos juros de mora e multas. Procure o credor de sua dívida e proponha uma renegociação do prazo e das taxas de juros em uma condição que consiga cumprir; Se possível adie suas compras para juntar o dinheiro e comprar o mesmo à vista evitando os juros. Entretanto caso não seja possível pesquise muito, barganhe e compre nos menores prazos possíveis (quanto menor o prazo menor a incidência de juros). Resumindo, use o crédito com moderação e conscientemente; Como diz a campanha de uma grande instituição financeira privada de uso consciente do crédito O crédito foi feito para você realizar seus sonhos, não para tirar seu sono. Dicas para se livrar das dívidas 1) Identifique todas as suas dívidas; 2) Tendo recursos aplicados resgate os mesmos para usar nestes pagamentos mesmo que sejam parciais;

11 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 11 3) - Tendo bens se desfaça deles para fazer dinheiro e pagar estas dívidas; 4) - Reduza suas despesas mensais (comprometa sua família nesta cruzada); 5) - Analise sua capacidade de pagamento para propor acordo a seus credores (qual o valor mensal que posso dispor?); 6) Estabeleça prioridades (quais despesas devo pagar ou renegociar primeiro (as mais caras e as que geram penalidades como condomínio, luz, agua, telefone); 7) - Se for possível peça um empréstimo mais barato para liquidar as dívidas mais caras; 8) - Não sendo possível renegocie com seus credores condições de pagamento que possa cumprir; 9) - É importante propor algo que consiga cumprir para não ficar novamente inadimplente após algum tempo. Isto desacredita você; 10)- O ideal é negociar antes de entrar nas listas de proteção ao crédito. Entretanto só deve fazer isto caso a condição desta renegociação seja boa para você como prestações baixas e reduções dos juros caso contrário não aceita a renegociação pois inevitavelmente você não vai conseguir cumprir. 11)- Mude seus hábitos de gastos para não voltar novamente a mesma situação (não gastar mais de que ganha, não usar cheque especial e rotativo do cartão de crédito). MIGUEL JOSÉ RIBEIRO DE OLIVEIRA Diretor Executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas Anefac Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade Fone: /

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