ESTÁGIO CURRICULAR I e II DESENVOLVIMENTO DE UMA APLICAÇÃO OLAP

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1 LEANDRO ROSA ESTÁGIO CURRICULAR I e II DESENVOLVIMENTO DE UMA APLICAÇÃO OLAP EMPRESA: SOFTEXPERT SETOR: DESENVOLVIMENTO SUPERVISOR: THOBER CORADI DETOFENO ORIENTADOR: EDINO MARIANO LOPES FERNANDES CURSO DE TECNOLOGIA EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGIAS - CCT UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC JOINVILLE SANTA CATARINA - BRASIL NOVEMBRO/2010

2 II APROVADO EM.../.../... Edino Mariano Lopes Fernandes Mestre em Ciência da Computação Professor Orientador Gilmário Barbosa dos Santos Mestre em Ciência da Computação em Sistemas de Conhecimento Rodrigo Paiva Mendonça Mestre em Ciência da Computação Thober Coradi Detofeno Mestre em Cálculo Numérico Supervisor da Softexpert

3 III Carimbo da Empresa UNIDADE CONCEDENTE Razão Social:Softexpert Software S/A GC/MF: / Endereço: Rua Tijucas, 151 Bairro: Centro CEP: Cidade: Joinville UF: SC Fone: Supervisor:Thober Coradi Detofeno Cargo: Analista de Sistemas ESTAGIÁRIO Nome : Leandro Rosa Matrícula: Endereço: Rua Porto Belo, 35 Bairro: Bucarein CEP: Cidade: Joinville UF: SC Fone: Curso de : TSI Título do Estágio: Desenvolvimento de uma aplicação OLAP Período: 16/08/2010 a 11/10/2010 Carga horária: 240hrs. AVALIAÇÃO FINAL DO ESTÁGIO PELO CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS Representada pelo Professor Orientador: Edino Mariano Lopes Fernandes CONCEITO FINAL DO ESTÁGIO Excelente (9,1 a 10) Muito Bom (8,1 a 9,0) Bom (7,1 a 8,0) Regular (5,0 a 7,0) Reprovado (0,0 a 4,9) NOTA ETG I (Média do Processo) NOTA ETG II (Média do Processo) Rubrica do Professor da Disciplina Joinville / /

4 IV Nome do Estagiário : Leandro Rosa QUADRO I AVALIAÇÃO NOS ASPECTOS PROFISSIONAIS QUALIDADE DO TRABALHO: Considerando o possível. ENGENHOSIDADE: Capacidade de sugerir, projetar, executar modificações ou inovações. CONHECIMENTO: Demonstrado no desenvolvimento das atividades programadas. CUMPRIMENTO DAS TAREFAS: Considerar o volume de atividades dentro do padrão razoável. ESPÍRITO INQUISITIVO: Disposição demonstrada para aprender. INICIATIVA: No desenvolvimento das atividades. SOMA Pontos QUADRO II AVALIAÇÃO DOS ASPECTOS HUMANOS ASSIDUIDADE: Cumprimento do horário e ausência de faltas. DISCIPLINA: Observância das normas internas da Empresa. SOCIABILIDADE: Facilidade de se integrar com os outros no ambiente de trabalho. COOPERAÇÃO: Disposição para cooperar com os demais para atender as atividades. SENSO DE RESPONSABILIDADE: Zelo pelo material, equipamentos e bens da empresa. SOMA Pontos PONTUAÇÃO PARA O QUADRO I E II Sofrível - 1 ponto, Regular - 2 pontos, Bom - 3 pontos, Muito Bom - 4 pontos, Excelente - 5 pontos LIMITES PARA CONCEITUAÇÃO AVALIAÇÃO FINAL Pontos De 57 a SOFRÍVEL SOMA do Quadro I multiplicada por 7 De 102 a REGULAR SOMA do Quadro II multiplicada por 3 De 148 a BOM SOMA TOTAL De 195 a MUITO BOM De 241 a EXCELENTE Nome da Empresa: Representada pelo Supervisor: Thober Coradi Detofeno CONCEITO CONFORME SOMA TOTAL Rubrica do Supervisor da Empresa Local: Data : Carimbo da Empresa

5 V UDESC UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS - FEJ PLANO DE ESTÁGIO I e II CURRICULAR OBRIGATÓRIO ESTAGIÁRIO Nome: Leandro Rosa Matrícula: Endereço (Em Jlle): Rua Porto Belo, 35 Bairro: Bucarein CEP: Cidade: Joinville UF:SC Fone: Endereço (Local estágio): Rua Tijucas, 151 Bairro: Centro CEP: Cidade: Joinville UF:SC Fone: Regularmente matriculado no semestre:5 Curso:TSI Formatura (prevista) Semestre/Ano:2/2010 UNIDADE CONCEDENTE Razão Social: Softexpert Software S/A CGC/MF: / Endereço: Rua Tijucas, 151 Bairro:Centro CEP: Cidade:Joinville UF:SC Fone: Atividade Principal :Desenvolvimento Supervisor:Thober Coradi Detofeno Cargo:Analista de Sistemas DADOS DO ESTÁGIO Área de atuação: Desenvolvimento Departamento de atuação: Desenvolvimento Fone: Ramal: 9951 Horário do estágio: 8:00 até 12:00 e 13:30 até 15:30 Total de horas: 240hrs. Período: 16/08/2010 a 11/10/2010 Nome do Professor Orientador: Edino Mariano Lopes Fernandes Disciplina(s) simultânea(s) com o estágio Quantas: 5 Quais: PES Pesquisa operacional REC Redes de computadores SOR Sociologia das organizações TES-03 SQL TES-12 Análise e projetos de sistemas avançados

6 VI OBJETIVO GERAL Desenvolver a nova versão do SE Business Intelligence OLAP Sistema para visualização de cubos de dados, a ser desenvolvido em JAVA para a visualização de dados através de um cubo definido previamente pelo usuário. ATIVIDADES OBJETIVO ESPECÍFICO HORAS Modelação da Modelar XML que conterá os 30 estrutura do XML dados do cubo Implementação da interface Ordenação dos dados Exportação para XLS Geração do XML no Se Suite (PHP) Integração com o SE Suite Geração de gráficos Correção Codificar interface Ribbon e tabela OLAP Implementar ordenação das dimensões e medições no cubo. Implementar exportação para XLS dos dados e perfis de visualização. Codificar o salvamento e abertura do arquivo do cubo Implementar chamada do cubo diretamente das consultas do SE Suite Gerar gráficos a partir dos dados do cubo Efetuar correções de erros encontrados pela equipe de inspeção Rubrica do Professor Orientador Rubrica do Comitê de Estágios Rubrica do Coordenador de Estágios Rubrica do Supervisor da Empresa Data: Data: Data: Data: Carimbo da Empresa

7 CRONOGRAMA FÍSICO E REAL VII

8 VIII Aos meus pais Jucelio Rosa e Valdete Lídia Trentini Rosa

9 IX AGRADECIMENTOS Muitas pessoas e empresas tornaram-se merecedoras do nosso reconhecimento, pelo muito que colaboraram para a realização deste trabalho, dentre elas destacam-se: Aos familiares e amigos pela compreensão e apoio; Aos colaboradores da SoftExpert, pelo companheirismo e espírito de equipe demonstrados; Aos professores, pela rica troca de conhecimentos e experiências.

10 X SUMÁRIO RUBRICA DO PROFESSOR DA DISCIPLINA...III QUADRO I...IV QUADRO II...IV PONTUAÇÃO PARA O QUADRO I E II...IV HORAS...VI LISTA DE FIGURAS...XII LISTA DE TABELAS...XIII RESUMO...XIV INTRODUÇÃO OBJETIVOS Geral Específicos Justificativa ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO A EMPRESA HISTÓRICO PRINCIPAIS PRODUTOS PRINCIPAIS CLIENTES CONSIDERAÇÕES GERAIS DESENVOLVIMENTO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS Estudo Preliminar Realizar benchmark Prototipar telas Codificação Correção de discrepâncias Execução de testes Correção de erros encontrados na inspeção CONTEXTUALIZAÇÃO TEÓRICA OLAP ATIVIDADES DESENVOLVIDAS Modelação da estrutura do XML Implementação da interface Ordenação dos dados Exportação para XLS Geração do XML no SE Suite (PHP) Integração com o SE Suite Geração de gráficos Correção CONCLUSÕES AO TÉRMINO DO DESENVOLVIMENTO...20

11 XI CONSIDERAÇÕES FINAIS...21 GLOSSÁRIO...22 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...XXIII

12 XII LISTA DE FIGURAS Figura 1 XML...12 Figura 2 Interface da aplicação OLAP...13 Figura 3 OLAP com os dados carregados...14 Figura 4 JNLP...17 Figura 5 Botão do OLAP...17 Figura 6 Gráfico de barras...19 Figura 7 Gráfico de linhas...19

13 XIII LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Pasta de trabalho em XLS...14 Tabela 2 - Pasta de trabalho em XLS (tabela de dados)...15 Tabela 3 Testes de desempenho...20

14 XIV RESUMO O estágio visa o desenvolvimento de uma aplicação de OLAP na SoftExpert, e tem como principal objetivo aplicar os conhecimentos técnicos e teóricos obtidos na universidade nas atividades diárias desenvolvidas na empresa. Para alcançar tal objetivo se faz necessário conhecimento técnico na linguagem JAVA e PHP bem como das necessidades que o cenário atual do mercado apresenta. As atividades englobaram a criação de um arquivo XML para utilização pela aplicação, criação da aplicação propriamente dita, com geração de gráficos, possibilidade de exportação dos dados e customização da visualização das análises multidimensionais.

15 1 INTRODUÇÃO A principal finalidade deste trabalho é descrever as atividades desenvolvidas durante o estágio curricular, disciplina integrante do currículo do curso de Tecnologia em Sistemas de Informação, do Centro de Ciências Tecnológicas da Universidade do Estado de Santa Catarina. Os objetivos desta disciplina consistem em colocar o acadêmico em contato com a prática, avaliando quanto o meio acadêmico prepara-o para a sua carreira, bem como para a evolução da mesma. Para o desenvolvimento do estágio, inicialmente é definido um plano de estágio, onde são definidas as atividades a serem desenvolvidas durante o período do mesmo, apresentando todas as atividades desenvolvidas neste relatório. Estas atividades foram realizadas no departamento de desenvolvimento da SoftExpert OBJETIVOS Geral Desenvolver a nova versão do SE Business Intelligence OLAP Sistema para visualização de cubos de dados, a ser desenvolvido em JAVA para a visualização de dados através de um cubo definido previamente pelo usuário Específicos Para atingir o objetivo geral estabelecido, foram definidos alguns objetivos específicos deste trabalho, que são: Modelar XML que conterá os dados do cubo Codificar interface Ribbon e tabela OLAP Implementar ordenação das dimensões e medições no cubo

16 2 Implementar exportação para XLS dos dados e perfis de visualização Codificar o salvamento e abertura do cubo Implementar chamada do cubo diretamente das consultas do SE Suite Gerar gráficos a partir dos dados do cubo Efetuar correções de erros encontrados pela equipe de inspeção Justificativa A empresa possuía um aplicativo para visualização de cubos construído em Delphi, porém esta versão se mostrava demasiadamente lenta ao lidar com grandes quantidades de registros e além disso não possuía recursos imprescindíveis para alguns clientes, como a necessidade de rodar em ambientes Linux, logo optou-se por desenvolver-se uma nova versão que suprisse estas necessidades ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO Além deste capítulo introdutório o relatório foi dividido em mais três capítulos, totalizando quatro capítulos, com seu conteúdo descritos a seguir: Capítulo 2: Apresenta a empresa onde foi realizado o estágio, o histórico da mesma, os principais produtos e clientes; Capítulo 3: Trata o desenvolvimento das atividades propriamente ditas; Capítulo 4: Contempla as considerações finais do estágio.

17 3 2. A EMPRESA A SoftExpert é uma empresa voltada para o mercado de sistemas de gestão da qualidade, e está localizada na cidade de Joinville, estado de Santa Catarina. Os seus produtos são comercializados na maior parte dos estados brasileiros e também em alguns outros países, especialmente da América e da Europa HISTÓRICO A SoftExpert iniciou as suas atividades em fevereiro de 1995 na cidade de Joinville, estado de Santa Catarina, um dos maiores pólos de desenvolvimento tecnológico e industrial do sul do país. A SoftExpert foi pensada, desenhada e criada com o objetivo de desenvolver soluções inovadoras para qualidade, meio ambiente, saúde e segurança no trabalho, maximizando a qualidade e produtividade dos processos de seus clientes. Logo após a sua fundação, a SoftExpert lançou no mercado a sua primeira solução, que tinha por objetivo o gerenciamento eletrônico de documentos. Em 1997, nomeou seus primeiros representantes na região sul do país, e lançou a sua segunda solução, esta voltada para o gerenciamento das não-conformidades e ações preventivas e corretivas, marcando assim, uma política clara de expansão, captando seus primeiros clientes fora do estado de Santa Catarina. Em pouco tempo a SoftExpert se consolidou no mercado brasileiro como a empresa líder no segmento de software para automação dos processos da qualidade. Para alcançar este objetivo, a empresa conta com profissionais do mais alto nível de formação acadêmica, e com extensa capacitação teórica e prática nas áreas de conhecimento onde os seus produtos são aplicados. Atualmente os produtos da SoftExpert são comercializados em dezenas de países distribuídos em três continentes. Com mais de licenças comercializadas, a sua relação de clientes conta com empresas dos mais diversificados ramos de atuação (indústrias, empresas prestadoras de serviços, órgãos governamentais, instituições

18 4 financeiras, hospitais e laboratórios, universidades, etc.), e o tamanho destas organizações varia desde empresas de pequeno porte até grandes multinacionais. Entre os principais benefícios obtidos pelos seus clientes destacam-se: o aperfeiçoamento na filosofia e nos métodos de trabalho, garantia total na qualidade dos processos, maior produtividade no trabalho, redução de custos, melhor comunicação interna e total integração entre várias áreas da empresa. O resultado de tudo isso se resume em produtos e serviços com alto padrão de qualidade e de nível mundial PRINCIPAIS PRODUTOS Os principais produtos da SoftExpert são: SE Action: Gestão de não conformidades, ações corretivas e preventivas; SE Action Plan: Gestão de atividades e planos de ação; SE APQP-PPAP: Planejamento do produto / Processo de produção; SE Asset: Gestão de ativos; SE Audit: Gestão de auditorias; SE BI: Business Intelligence; SE Calibration: Calibração de equipamentos de medição; SE Competence: Mapeamento e avaliação de competências; SE Document: Gestão de documentos e registros (GED/RM); SE FMEA: Análise dos modos de falha e seus efeitos (FMEA); SE Inspection: Inspeção de materiais e produtos; SE Maintenance: Gestão de manutenção de ativos; SE MCAD Connector: Integração com aplicativos CAD; SE MSA: Análise dos sistemas de medição (MSA); SE PDM: Gestão do ciclo de vida de produtos e serviços; SE Performance: Gerenciamento do desempenho; SE Portfolio: Gestão de portfólio; SE Process: Modelagem e análise de de processos de negócio; SE Project: Gestão de projetos e serviços;

19 5 SE Request: Gestão de solicitações de serviços; SE Risk: Gestão de riscos e controles; SE SharePoint Connector: Web Parts para o Microsoft SharePoint; SE SPC: Controle estatístico de processos; SE Supply: Gestão de insumos e matéria-prima; SE Training: Planejamento e controle de treinamentos; SE Waste: Gestão de resíduos; SE Workflow: Automação de processos de negócio PRINCIPAIS CLIENTES A SoftExpert possui clientes das mais diversas áreas, dentre os quais podem ser destacados: Arcelor, Azaléia, Belgo, Bunge, Cecrisa, CELG, Claro, Cosipa, CST, Festo do México, FIAT do Brasil, GE do Brasil, Gerdau, Gillette do Brasil, GM do Brasil, HSBC, Ipiranga Petroquímica, John Deere do Brasil, Kraft Foods do Brasil, Marcopolo, Petrobrás, Philip Morris do Brasil, Portobello, Tetra Pak, Tigre, Toyota da Argentina, Tramontina, Vega do Sul, Volvo do México, WEG, Xerox do Brasil, entre outras CONSIDERAÇÕES GERAIS Atualmente a SoftExpert conta com mais de 100 colaboradores internos divididos em três diretorias (Técnica, Administrativa e Comercial), tendo a frente dos negócios o acionista Ricardo Lepper. A SoftExpert tem um futuro promissor, como declarado em sua visão de negócio: Promover um crescimento qualitativo e quantitativo, fortalecendo a imagem de uma marca com força mundial, apresentando um resultado positivo entre todas as partes interessadas clientes, parceiros e colaboradores com base na potencialidade da solução para gestão corporativa da qualidade mais completa disponível no mercado. ( SoftExpert Solutions for Compliance and Business Excellence, 2010 )

20 6 3. DESENVOLVIMENTO O desenvolvimento do estágio foi baseado na área de programação de sistemas. Para demonstrar o que foi desenvolvido, este capítulo do relatório apresentará as principais funcionalidades da aplicação OLAP PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS Essa seção apresentará as atividades que são seguidas dentro do processo de desenvolvimento de sistemas utilizado pela SoftExpert. As atividades desenvolvidas durante o estágio podem ser melhor compreendidas a partir da descrição dessas atividades Estudo Preliminar Sistemas cujo desenvolvimentos não são feitos especificamente para um único cliente, como os desenvolvidos pela SoftExpert, exigem que a etapa inicial desse processo receba uma atenção especial, pois ela será fundamental para o sucesso da nova versão do produto. Cabe a essa etapa definir as funcionalidades do sistema que irão torná-lo competitivo no mercado.

21 Realizar benchmark Para tornar o produto competitivo é necessário identificar quais as funcionalidades que trarão destaque para o mesmo frente à concorrência. Segundo Íris Ferreira 1 benchmark é uma metodologia de nivelamento de performance muito usada em diversos segmentos de organizações reais que consiste em estudo de melhores resultados dentro do nicho de mercado, permitindo assim um reconhecimento dos pontos fortes, padrões, comportamento e processos. Sendo assim a atividade de benchmark visa fazer uma análise dos principais concorrentes, identificando seus pontos fortes e fracos, podendo assim adicionar o diferencial ao sistema que trará os resultados desejados. Uma lista dos principais concorrentes é sempre mantida atualizada pela equipe de marketing, com demonstrações de seus produtos, telas e funcionalidades. Manter-se informado frente às inovações e tendências do mercado é ponto fundamental para o sucesso do produto frente aos concorrentes Prototipar telas A parte visual do sistema começa a ser definido nessa etapa. Uma primeira visão não necessariamente funcional das telas é gerada a fim de ser utilizada pelo programador na etapa de codificação. Esse processo pode ser feito de duas maneiras. Se a tela a ser gerada já segue todo um padrão e apenas uma pequena alteração irá ser feita ou um modelo irá ser seguido, uma descrição textual dos elementos que irão compor a mesma é suficiente. Porém quando se trata de uma tela completamente nova ou de recursos ou componentes diferentes dos comuns utilizados, um protótipo deve ser construído afim de não gerar duvidas ao programador no momento da codificação, realizando a mesma com a maior clareza possível. 1 Benchmark é aprender com os outros e melhorar o nosso. Disponível em: <http://webinsider.uol.com.br/2010/04/18/benchmark-e-aprender-com-os-outros-e-melhorar-o-nosso>. Acessado em:28 de outubro de 2010.

22 8 A maneira como os elementos e componentes serão dispostos na tela devem ser bem analisados. O emprego de técnicas de ergonomia nesse caso se faz indispensável, visto que a usabilidade do sistema é um ponto fundamental do mesmo Codificação Definidos os programadores responsáveis pela codificação de cada funcionalidade, inicia-se essa etapa. Para auxiliar o programador nessa etapa existem padrões de codificação pré-estabelecidos e documentados que devem ser seguidos, como utilização de funções padrões, alinhamento de chaves e blocos de código. A equipe de programadores utiliza seus próprios conhecimentos, a base de conhecimento gerada pela empresa e da base funcional disponível para codificar de maneira padronizada as funcionalidades projetadas. O trabalho do programador é orientado por arquivos padrões de desenvolvimento que na SoftExpert são denominados base class, ou seja, são classes comuns utilizadas pelos programadores para manter o padrão de desenvolvimento e facilitar a codificação e posteriormente à manutenção do código. No entanto, boa parte da codificação depende da capacidade e da lógica de cada programador. Terminada a atividade de codificação por parte do programador, a mesma deve ser enviada para o responsável pela verificação, nesse caso o analista, para poder analisar se todos os itens estão corretos. Isso é feito através do sistema de gerenciamento de projeto, o SE Project, que controla todo o fluxo de atividades executadas durante o projeto. Verificada a atividade, são disparadas outras duas atividades ao programador, onde duas documentações devem ser feitas. A primeira em uma linguagem técnica, que será utilizada pela própria equipe de desenvolvimento caso seja necessário uma futura manutenção na funcionalidade. A segunda, uma documentação formal, que será utilizada pela equipe que desenvolve o manual do sistema ao usuário.

23 Correção de discrepâncias Nessa etapa, toda parte de codificação já finalizada começa a ser verificada. Terminada a codificação feita pelo programador, o mesmo deve executar o plano de teste elaborado anteriormente, a fim de garantir que a funcionalidade por ele implementada esteja correta. Além do programador a equipe de testes também faz parte dessa etapa, e é de extrema importância, visto que uma vez aprovada essa etapa, o sistema está apto a ser entregue para o cliente Execução de testes A etapa de testes também ocorre em dois momentos. O primeiro teste é realizado pelo programador que deve verificar o plano de testes elaborado na etapa de projeto de sistemas, para garantir que a tela está se comportando conforme planejado. Estes testes são realizados dentro do ciclo de desenvolvimento de cada funcionalidade, ou seja, ao final da codificação de cada funcionalidade do projeto eles devem ser verificados. O segundo teste já não é realizado pela célula de desenvolvimento do módulo. Ao final da codificação de todas as funcionalidades do projeto, ocorre uma inspeção por uma equipe especializada na realização de testes. Esta equipe executa todos os planos de testes do projeto e também outros testes adicionais descritos pelo analista e/ou projetista da célula. Para isso um laudo é criado, onde as regras de negócio de planos de testes que devem ser executados estão definidos Correção de erros encontrados na inspeção Caso sejam encontrados erros pela equipe de inspeção, estes são registrados na solução SE Action, e caberá a célula de desenvolvimento responsável pelo módulo efetuar as devidas correções. O registro destes erros, além de reportar à célula de desenvolvimento os erros identificados, serve para monitorar o cumprimento das metas a serem atingidas referentes à proporção de erros encontrados por testes realizados de cada célula.

24 CONTEXTUALIZAÇÃO TEÓRICA O módulo em que foram realizadas as atividades durante o período de estágio é o SE BI OLAP, um visualizador de análise multidimensionais, também conhecidos como cubos, que permite cruzar as informações extraídas de um banco de dados da forma que o usuário desejar. Para facilitar a compreensão do contexto em que as atividades do estágio foram realizadas, esta seção apresenta uma descrição sobre a teoria na qual o módulo referido se fundamenta OLAP Fabio Vinicius Primak (2008, p. 38) comenta sobre OLAP afirmando que: OLAP é considerado uma categoria de software que permite analistas, gerentes e executivos obter respostar dentro dos dados, através de uma rápida, consistente e interativa forma de acesso a uma ampla variedade de possíveis visões. As ferramentas de OLAP permitem que o negócio de uma empresa possa ser visualizado e manipulado de forma multidimensional, isto é, agrupando as informações em várias dimensões como: produtos, fornecedores, departamentos, localizações, clientes, recursos, etc. 3.3.ATIVIDADES DESENVOLVIDAS Esta seção descreve objetivamente as atividades desenvolvidas durante o período de estágio. Todas as atividades são previamente documentadas e disponibilizadas no SE Document em um documento chamado de SDS, que contém casos de uso, diagramas de sequência e diagramas de classe da funcionalidade a ser desenvolvida.

25 Modelação da estrutura do XML Nesta atividade foi realizada a modelagem do arquivo XML. Foi definido que o arquivo teria as seguintes entidades: BI: Define o início dos dados do cubo que está sendo montada; USERDATA: Contém os dados do usuário; FGLANGUAGE: Indica o idioma do usuário em questão; CHARSET: O charset do cubo; NMUSER: Nome do usuário; ANALYSIS: Início dos dados da análise; NAME: Nome da análise; FIELDS: Marca o início da definição dos campos; DIMENSION: Dimensão que será utilizada no cubo, ou seja, um campo que estará disponível para visualização; MEASURE: Medição que será utilizada no cubo, é um campo numérico, ele que contém os dados do cubo propriamente dito; FIELD: Contém o nome do campo no SQL; TITLE: Título do campo; VARTYPE: Tipo do campo, é uma referência a tipos do JAVA. Ex: java.lang.double; DATA: Marca o início da definição dos dados do cubo; ROW: Corresponde a uma linha que é retornada do SQL que gera o cubo; FIELD (dentro de ROW): Possui o nome e valor do campo; SQL: Contém o SQL que gera o cubo; URLSAVE: Endereço WEB do sistema; RULES: Regras cadastradas no cubo; PROFILES: Perfis cadastrados no cubo; CHARTS: Gráficos cadastrados no cubo. O formato final do arquivo XML está disponível na figura número 1.

26 12 Figura 1 - XML Foi decidido que a aplicação não teria conexão com o banco de dados que alimenta o cubo, pois desse modo é possível visualizar os dados mesmo sem estar conectado ao sistema Implementação da interface Para desenvolver o sistema foi escolhida a linguagem JAVA, por sua interoperabilidade entre vários sistemas operacionais e por possuir várias bibliotecas de software disponíveis. Primeiramente foi realizado um protótipo da interface do sistema, visando assegurar que as funcionalidades disponíveis nos componentes de software a serem utilizados estavam de acordo com o desejado. Os componentes que constituem a interface são: Flamingo: responsável pelo menu Ribbon; Substance: provê os diversos temas da aplicação. JIDE Pivot Grid: gera a tabela que faz o pivoteamento das dimensões e medições disponíveis no cubo

27 13 Como os componentes são baseados na tecnologia SWING não houve muitas dificuldades na integração entre eles. A interface final é demonstrada na figura número 2. Figura 2 Interface da aplicação OLAP Ordenação dos dados O objetivo desta atividade é que ao visualizar a tabela com os registros o usuário possa, com o clique do mouse, ordenar os dados de forma crescente ou decrescente. Para isso foi adicionado tanto nos campos de medição e dimensão o evento de clique do mouse, ordenando primeiramente de forma crescente e posteriormente da forma decrescente. Com a ordenação o usuário consegue, de uma forma bem mais rápida, visualizar os maiores ou menores valores mesmo possuindo milhares de registros exibidos na tela.

28 14 Figura 3 OLAP com os dados carregados Exportação para XLS Nessa funcionalidade todos os dados do cubo são exportados para um arquivo XLS para que o usuário possa abrir no Microsoft Excel ou em alguma ferramenta semelhante. Foi criado um menu com dois tipos de exportação, sendo eles: Meta Indicador Ano Período Horas Apontadas Soma Total ,2 7508, ,5 6724, ,3 6764, ,7 6463, ,1 6873,1 Soma Total 79974, ,8 Tabela 1 - Pasta de trabalho em XLS

29 15 Indicador Ano Período Horas Apontadas Total Total Total Tabela 2 - Pasta de trabalho em XLS (tabela de dados) Convém destacar que a única diferença entre um modo de exportação e outro é a repetição dos valores iguais nas linhas da planilha Geração do XML no SE Suite (PHP) Nesta atividade foram desenvolvidas classes em PHP para gerar o arquivo do cubo a partir do SE Suite. As classes criadas foram: bixml: classe principal, ela coleta os dados do usuário e da análise a ser aberta; biuserdata: responsável por coletar os dados do usuário; bianalysis: contém todos os dados da análise, como as dimensões, medições, gráficos, etc; bimeasure: responsável por gerar os dados das medições; bidimension: responsável por gerar os dados das dimensões; biprofile: gera os perfis para utilização no cubo; birule: gera as regras para utilização no cubo.

30 16 Cada classe possui um método chamado genxml que é responsável por varrer todos os atributos e gerar o XML. A seguir segue uma descrição sucinta de como o algoritmo funciona: 1. Gera os dados do XML em questão; 2. Manda uma mensagem para a classe biuserdata que executa a sua implementação do método genxml; 3. Uma mensagem é enviada para a classe bianalysis que executa a sua implementação do método genxml; 4. O método genxml da classe bianalysis procura por instancias das outras classes dentro dela e chama o método genxml de cada uma respectivamente; 5. Já com o XML gerado, há um método dentro da classe bixml que compacta o arquivo no formato ZIP; 6. bixml gera um arquivo JNLP para abrir a aplicação JAVA; 7. A aplicação OLAP carrega o arquivo ZIP e o descompacta; 8. Lê o XML; 9. Baixa o arquivo do cubo do servidor e abre na máquina local. Figura 4 - JNLP

31 Integração com o SE Suite Nesta atividade foi adicionado em diversas consultas dos módulos um botão que abra a aplicação de OLAP a partir do SQL da consulta em questão. Vários módulos receberam esta implementação, dentre eles pode-se destacar: SE Performance; SE Document; SE Project; Figura 5 Botão do OLAP Geração de gráficos A ideia dos gráficos é que ao clicar em um botão o sistema capture todos os dados do cubo que está sendo visualizado e gere um gráfico com eles. Para gerar os gráficos foi utilizada a biblioteca JFreeChart que possibilita os mais diferentes tipos de gráficos em JAVA. Ao acionar o botão o gráfico aparece em uma nova aba e os botões relacionados a ele são habilitados, a seguir segue uma explicação sobre cada funcionalidade disponível no gráfico: 1. Exclusão do gráfico: Este botão exclui o gráfico gerado e retorna para a tela principal do sistema; 2. Salvar como imagem: Exporta o gráfico para uma imagem do tipo PNG; 3. Imprimir gráfico: Imprime o gráfico;

32 18 4. Exporta para XLS: Exporta os dados do gráfico para um arquivo XLS; 5. Medição: Permite selecionar as medições que aparecerão no gráfico; 6. Dimensão: Permite selecionar as dimensões que aparecerão no gráfico; 7. Tipos do gráfico: 1. Barras; 2. Barra horizontal; 3. Linha; 4. Pizza. 8. Modo drill down: Permite navegar no gráfico com cliques do mouse, ou seja, ao clicar em uma barra ele abre um novo gráfico com informações mais aprofundadas sobre aquele registro; 9. Traço horizontal: Habilita um traço que segue o cursor do mouse pelo gráfico; 10. Traço vertical: Habilita um traço que segue o cursor do mouse pelo gráfico; 11. Título do gráfico: permite a edição do título; 12. Título dos eixos; 13. Legenda; 14. Valores; 15. Tabela de dados; 16. Gráfico: Permite escolher a cor de fundo do gráfico e se ele possuirá efeito 3D.

33 19 Figura 6 Gráfico de barras Figura 7 Gráfico de linhas

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