TRANSFORMADA DE LAPLACE Conceitos e exemplos

Documentos relacionados
Análise Matemática IV

TRANSFORMADA DE LAPLACE. Revisão de alguns: Conceitos Definições Propriedades Aplicações

6.1: Transformada de Laplace

Aula 05 Transformadas de Laplace

Aula 05 Transformadas de Laplace

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Transformada de Laplace

1 Transformada de Laplace de u c (t)

Transformada de Laplace. Um Livro Colaborativo

Lista 4 Prof. Diego Marcon

Circuitos Elétricos II

Aplica-se a transformada de Fourier nas duas equações: EDP e condição inicial. A transformada da EDP é: = ( ik 1)û(k,t) û(k,t) = A(k)e ( ik 1)t

Aula 7 de FT II. Prof. Gerônimo

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS - ESCOLA NORMAL SUPERIOR Disciplina: Equações Diferenciais

Controle de Processos

2.6 - Conceitos de Correlação para Sinais Periódicos

TRANSFORMADA DE FOURIER NOTAS DE AULA (CAP. 18 LIVRO DO NILSON)

A transformada de Laplace pode ser usada para resolver equações diferencias lineares com coeficientes constantes, ou seja, equações da forma

Sistemas de Controle

Transformadas de Laplace Engenharia Mecânica - FAENG. Prof. Josemar dos Santos

Sistemas lineares. Aula 7 Transformada Inversa de Laplace

Exemplo 1: Determine se os sistemas abaixo possuem o seu inverso. Em caso afirmativo, determine o sistema inverso. = dt

Introdução aos Circuitos Elétricos

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. TRANSFORMADA DE LAPLACE: uma introdução com aplicações.

EN2607 Transformadas em Sinais e Sistemas Lineares Lista de Exercícios Suplementares 2 2 quadrimestre 2011

Circuitos Elétricos I EEL420

Universidade Federal do Pará Instituto de Tecnologia. Cálculo III. Campus de Belém Curso de Engenharia Mecânica

Aula 6 Transformada de Laplace

Sistemas de Controle 1

II. REVISÃO DE FUNDAMENTOS

CONTROLABILIDADE E OBSERVABILIDADE

Aula 11. Revisão de Fasores e Introdução a Laplace

MECÂNICA DO CONTÍNUO. Tópico 2. Cont. Elasticidade Linear Cálculo Variacional

EN2607 Transformadas em Sinais e Sistemas Lineares Lista de Exercícios Suplementares 3 3 quadrimestre 2012

Seção 5: Equações Lineares de 1 a Ordem

Comecemos escrevendo a forma geral de uma equação diferencial de ordem n, 1 inear e invariante no tempo, , b i

TENSÕES E CORRENTES TRANSITÓRIAS E TRANSFORMADA LAPLACE

Tabela 1 Relações tensão-corrente, tensão-carga e impedância para capacitoers, resistores e indutores.

Aula 3. Carlos Amaral Fonte: Cristiano Quevedo Andrea

Solução de Equações Diferenciais Ordinárias por Transformadas de Laplace

Aula - 2 Movimento em uma dimensão

INTRODUÇÃO À ANALISE DE SINAIS ELT 032

Representação e Análise de Sistemas Dinâmicos Lineares Componentes Básicos de um Sistema de Controle

Fundamentos de Controle

Capítulo 2 Dinâmica de Sistemas Lineares

Sinais e Sistemas Unidade 5 Representação em domínio da frequência para sinais contínuos: Transformada de Laplace

8 Equações de Estado

DESCRIÇÃO MATEMÁTICA DE SISTEMAS PARTE 1

Cálculo Diferencial e Integral II. Lista 8 - Exercícios/ Resumo da Teoria

Movimento unidimensional. Prof. DSc. Anderson Cortines IFF campus Cabo Frio MECÂNICA GERAL

Estabilidade. 1. Estabilidade Entrada-Saída Sistemas LIT. 2. Estabilidade BIBO Sistemas LIT. 3. Estabilidade BIBO de Equações Dinâmicas Sistemas LIT

Aula 7 Resposta no domínio do tempo - Sistemas de segunda ordem

Aula 12. Transformada de Laplace II

EN2607 Transformadas em Sinais e Sistemas Lineares Lista de Exercícios Suplementares 1 2 quadrimestre 2011

4a. Lista de Exercícios

Edital Nº. 04/2009-DIGPE 10 de maio de 2009

ENGF93 Análise de Processos e Sistemas I

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS CURSO DE ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO. Professor Leonardo Gonsioroski

Transformada de Laplace

Transcrição:

TRANSFORMADA DE LAPLACE Conceio e exemplo Diciplina MR7 A finalidade dea apoila é dar o conceio da ranformada de Laplace, eu uo na olução de problema e por fim um aprendizado do méodo de reoluçõe. Muia veze na buca da olução de problema de engenharia é precio ubiuir funçõe de uma variável (geralmene a variável empo) por uma repreenação dependene da freqüência ou por funçõe de uma variável complexa dependene da freqüência. Ea ranformação écnica, relacionando funçõe do empo a funçõe dependene da freqüência de uma variável complexa é chamada de ranformada de Laplace. A ua grande uilidade é na aplicação dea ranformação maemáica na buca de oluçõe para equaçõe diferenciai de coeficiene conane e lineare. Definição: Seja f() a função real de uma variável, definida por >. Enão a ranformada de f() pode er ecria como: F() e f () d A função F() da variável é denominada de ranformada de Laplace da função f(, ou eja L[f()]. F() L f () O invero da ranformada de Laplace é dado por: L πj - ( ) e f ( ) σ j [ F() ] F() e d f () para > σ j EXEMPLO: Qual a ranformada de Laplace da função f(). d e F() e d EXEMPLO: Qual a ranformada de Laplace da função f() e -a. Aplicando-e a definição emo: F() e d e e e [ ] PROPRIEDADES DA TRANSFORMADA DE LAPLACE São propriedade que podem er uada na olução de equaçõe diferenciai de coeficiene conane lineare. São ela: Pág.

Diciplina MR7. A ranformada de Laplace é uma ranformação linear enre funçõe definida no domínio do empo e. Se F () e F () ão repecivamene a ranformada de Laplace de f () e f (), enão podemo ecrever que: af() a F() ão a ranformada de Laplace de: af() af (), onde a e a ão conane arbirária. EXEMPLO: A ranformada de Laplace da funçõe e - e e - ão L[e - ] proriedade, emo: e L[e- ]. Pela L[e - e - ] L[e - ] L[e - ] 5. A ranformação invera de Laplace é uma ranformação linear ene funçõe definida no domínio do de do empo. Se f () e f () ão a ranformada invera da funçõe F () e F () repecivamene, enão podemo ecrever que: b f () b f () é a ranformada invera de Laplace de b F () b F (), onde b e b ão conane arbirária. EXEMPLO: A ranformada de Laplace da funçõe e ão L - [ Pela propriedade, emo: 4 L [ ] L [ ] 4L [ ] e 4e. A ranformada de Laplace da derivada ] e- e L - [ ] e-. df d de uma função f() cuja ranformada de Laplace é F() é: df L[ ] F() f ( ), onde f( ) é o valor inicial de f(), qdo ende a zero para valore poiivo. d EXEMPLO: A ranformada de Laplace de Vio que L[e - ] e o lim e, enão: d L[ (e ) ] F() f( ) [ d ] 4. A ranformada de Laplace da inegral F() é dada por: d (e ) d pode er deerminada pela aplicação da propriedade. f( τ )dτ de uma função f(), cuja ranformada de Laplace é F() L[ f ( τ)d τ ] Pág.

EXEMPLO: A ranformada de Laplace de L [ propriedade 4. Vio que L[e - ], enão: Diciplina MR7 e τ dτ ] pode er deerminada pela aplicação da L[ e τ dτ ] F() ( ) ( ) 5. O valor inicial f( ) da função f(), cuja ranformada de Laplace é F() é dada por: f( ) limf() limf(). EXEMPLO: A ranformada de Laplace de e - é L[e - ]. O valor inicial de e- pode er deerminado pela propriedade 5, como: lim e lim F() lim ( ) 6. O valor final f( ) da função f(), cuja ranformada de Laplace é F() é dada por: f() lim lim F(). EXEMPLO: A ranformada de Laplace de - e - é L[ - e - ] deerminado pela propriedade 6, como: lim[ e ] lim F() lim ( ) 7. A ranformada de Laplace da função f(/a), ecalada em empo é dada por: L[f(/a)] a F(a), onde F() L[f()]. ( ). O valor final de - e- pode er EXEMPLO: A ranformada de Laplace de e - é. A ranformada de Laplace de e- pode er deerminada uando a propriedade 7. (Ecalada em empo), onde L[f ( ) af() a, onde a L[e - ] [ ] ( ) 8. A ranformada invera de Laplace da função F(/a) ecalada em frequencia é dada por: L - [F(/a)] af(a), onde L - [F()] f(). Pág.

EXEMPLO: A ranformada invera de é e-. A ranformada invera de deerminada uando a propriedade 8. (Ecalada em freqüência), onde: L - [ ] e -. ( ) Diciplina MR7 ( ) 9. A ranformada de Laplace da função f( T) reardameno onde T> e f( T) para T é: L[f( T)] e -T F()., onde F() L[f()]. pode er EXEMPLO: A ranformada de Laplace da função e - definida como: ( ) e > f() é. A ranformada de Laplace da função, pode er deerminada uando a propriedade 9 com reardameno T, onde: L [f( - T)] e -T. F(), enão: L [e -.L[e - ] L[e - ] e.. A ranformada de Laplace da função e -a f() é dada por L[e -a f()] F( a), onde F() L[f()]. Tranlaçao complexa. EXEMPLO: A ranformada de Laplace de co é. A ranformada de e-.co pode er deerminada por meio da propriedade, como a. Enão L[e -.co] é F( a) e F() L[f()]. F(a) ( ) 4 5. A ranformada de Laplace do produo de dua funçõe f () e f () é dada pela inegral da convolução complexa. σ j L[f (). f ()] L[f ().f ()] F ( ω)f ( ω)d ω, F () L[f ()], F () L[f ()]. πj σ j EXEMPLO: A ranformada de Laplace de e - co pode er deerminada por meio da propriedade (Convolução complea), io é, vio que L[e - ] é e L(co)., enão: σ j L[e - ω co] ( )( )dω πj ω ω 4 5 σ j Pág. 4

Diciplina MR7. A ranformada invera de Laplace do produo de dua ranformada F () e F () é dada pela inegrai de convolução. L - [F (). F ()] o f ( σ)f ( σ)dσ f ( σ)f ( σ)d σ, onde L - [F () f (), L - [F ()] f (). EXEMPLO: A ranformada invera de Laplace da função F(), pode er deerminada ( )( ) pela aplicação da propriedade. Vio que L - [ ] é e- e L - [ ] é co, enão: L - ( ) [ ( )( )] e τ co τ.dτ e e τ co τ.d τ (co en e ). A propriedade e exemplo foram copiada do livro Siema de Reroação e Conrole Diefano, J.J e Subberud, A.R. e William, I,J. Coleção Schaum, 97. Uma abela reumida da ranformada de Laplace f() L{ f() } Ref e a n in ω co ω e a in ω e a co ω Pág. 5

EXPANSÃO EM FRAÇÕES PARCIAIS Diciplina MR7. Dada a função Y() a eguir reecreva a função em fraçõe parciai. ( ) Y(), decrevendo Y() em fraçõe parciai emo: ( )( ) c c c Y() b, onde b e com: ( ) c ½. ( )( ) ( ) c ( ) ( ) c ( ) -. -½. Y() ( ). Dada a função Y() a eguir reecreva a função em fraçõe parciai. 9 Y() 9 b c c c ( )( )( 4) 4, onde b e com: 9 9 c ( )( 4) 9 9 5 c ( )( 4) 9 9 c 4 ( )( ) 6 5 Y() ( ) ( ) 6( 4) TRANSFORMADA INVERSA USANDO FRAÇÕES PARCIAIS. Dada a função Y() deerminar a função invera de Laplace por fraçõe parciai. L[y()] 5 Y() ( ) ( ) 6( 4) y() 5 e e e 6 4 SOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS. Dada a equação diferencial, pede-e: Pág. 6

A equação é dy dy dy 6 6y u() d d d Diciplina MR7 Aplicndo-e a ranformada de Laplace, emo: Y() 6 Y() Y() 6Y() Y() ( 6 6) ( )( )( ) Deenvolvendo-e em fraçõe parciai, emo c c c c4 Y() b,b. ( 6 6) ( )( )( ) c 5, ( )( )( ) c 5, ( )( ) c 5, ( )( ) c 4 5. ( )( ) A olução é: y() 5 5e - 5e - 5e -.. Dada a equação diferencial a eguir e abendo-e que y( )- e dy d, deerminar y(). d y dy y u() degráu uniário. d d Enão: d y Y() -.Y( dy ) Y() (-) Y(). d d dy d Y() Y( ) Y(). y Y(). u(). A equação fica: Y() - Y() Y() Y() Y() Y() Pág. 7

Diciplina MR7 A equação final fica: Y() Y() Y() - -. Y() ( ) - - ( ) E Y(), enão: Y() ( ) c. ( )( ) ( ) c. ( ) ( ) c ( ) ( ) ( ) ( ) ( )( ) c c b, onde b. c A equação final no empo erá: y() ½ e - - ½ e -. ½ - e - - ½ e -. Pág. 8