AULA 9 EQUILÍBRIO DE COMPLEXAÇÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "AULA 9 EQUILÍBRIO DE COMPLEXAÇÃO"

Transcrição

1 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai AULA 9 EQUILÍBRIO DE COMPLEXAÇÃO OBJETIVOS Deiir ligates moo e polidetados. Deiir complexo. Deiir ácido e base de Lewis. Compreeder o equilíbrio evolvido em uma reação de complexação. Determiar as cocetrações das espécies em equilíbrio. Deiir e determiar ração das espécies e coeicietes de reações paralelas. Deiir e determiar costate global e costate codicioal. COMPLEXOS METÁLICOS Os átomos dos metais apresetam coigurações eletrôicas com poucos elétros de valêcia e algus orbitais vazios. Quado o átomo de um metal perde os seus elétros de valêcia, trasormado-se em um ío, pode ligar-se a outro ío ormado ligações de atureza iôica. Porém, seus orbitais vazios podem receber pares de elétros de uma outra espécie, que os teha dispoíveis, resultado em uma ligação covalete. Assim, a ormação de um complexo se dá pelo compartilhameto de pares de elétros etre um ío metálico e uma espécie capaz de orecer esses elétros. Essa reação pode ser tratada segudo a teoria ácido-base de Lewis. Teoria de Lewis Ácidos são espécies receptoras de pares de elétros e bases são espécies doadoras de pares de elétros. Essa deiição iclui as reações de ormação de complexos a categoria das reações ácido-base. Na ormação do complexo o ío metálico age como um ácido de Lewis, recebedo o par de elétros, e a espécie que os orece, ou seja o ligate, age como uma base de Lewis. Por exemplo, a reação etre o ío cobre (II), Cu +, e as moléculas de amôia,

2 N, Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai + N Cu + + N N Cu N N cada N atua como uma base de Lewis e cotribui com o seu par de elétros isolado para a ormação de uma ligação covalete coordeada que ue o itrogêio ao cobre. O complexo resultate cosiste, portato, de moléculas de amôia coordeadas ao ío cetral cobre (II), Cu +. Se o produto dessa reação or um composto eutro, ele é deomiado composto de coordeação, caso cotrário é um ío complexo, catiôico ou aiôico. Co O Co( O) 6 ío complexo catiôico, hexaquacobalto (II) Ni + + CN Ni(CN) ío complexo aiôico, tetraciaoiquelato (II) Co N + NO Co(N ) (NO ) composto de coordeação, triamiotriitrocobalto (III) O ío metálico com orbitais dispoíveis é deomiado ío cetral e a espécie que orece elétros é o ligate. Para uma espécie agir como ligate deve ter, pelo meos, um par de elétros livres como por exemplo, a água, a amôia, N, o ío ciaeto, CN -, o ío tiociaato, SCN -. A maior parte dos complexos de iteresse aalítico são mooucleares, isto é, têm apeas um ío cetral por órmula, como os exemplos ateriores. No etato, existem também compostos poliucleares, como o triiodoargetato (I), Ag I -, di-μ-hidroxobistetraaquaerro (III), Fe (O) ( O) 8 +, μ- osatoerro (III), Fe PO +. A ormação dos complexos mooucleares é avorecida pela diluição da solução do ío metálico. O úmero de ligates que pode ormar ligações coordeadas com o ío cetral é deomiado úmero de coordeação e, é determiado pela coiguração eletrôica do ío cetral, sua carga, seu tamaho e outros atores. Os úmeros de coordeação observados variam de a maiores do que 8, sedo que os mais comus são, e 6. O úmero de coordeação do ío metálico e a geometria do complexo estão iterrelacioados. No complexo diamioprata (I), Ag(N ) +, o úmero de coordeação da prata é e o ío complexo é liear. No tetraamiozico (II), Z(N ) +, o úmero de coordeação do zico é e o complexo é tetraédrico. É possível também uma geometria quadrado plaar com um úmero de coordeação, que se ecotra por exemplo, o tetraamiocobre (II), Cu(N ) +. Já o hexaamiocromo (III), Cr(N ) 6 +, o úmero de coordeação do cromo é 6 e o complexo é octaédrico. Os complexos octaédricos são os mais comus etre os metais de trasição.

3 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai Quadro - Exemplos de algus íos e seus respectivos úmeros de coordeação Ío N o de N o de Ío coordeação coordeação Ag + Al + 6 Z + Fe + 6 Cu + Cr + 6 Cd + La + 6 g + S + Pt + S + 6 Fe + 6 Pb + Co + 6 Pb + 6 Ni + 6 Mo + 8 Os ligates que dispõem de um par de elétros para ormar a ligação são deomiados moodetados, como amôia, N, ío cloreto, Cl, e água, O. Aqueles que podem ocupar simultaeamete dois locais de coordeação o ío metálico são bidetados e assim por diate. Por exemplo: N -C -C -N (etileodiamio) - bidetado; N(C -C -N ) (dietileotriamio) - tridetado. Os ligates que podem ocupar simultaeamete dois ou mais potos de coordeação são deomiados agetes quelates e o complexo resultate é um quelato. Os quelatos possuem sempre um ael em sua estrutura, o que lhes coere grade estabilidade. Os complexos metálicos são amplamete usados em Química Aalítica. Etre as umerosas aplicações podemos citar as evolvidas os processos de separação, em gravimetria, as extrações, em determiações espectrootométricas, como agetes mascarates. Exemplos: - Método de separação: separação do cloreto de prata, AgCl, e do cloreto de mercúrio (I), g Cl, por reação do cloreto de prata com amôia, N, para ormar o complexo solúvel diamioprata (I), Ag(N ) +. - Gravimetria: determiação de íquel com solução alcoólica de dimetilglioxima em meio amoiacal. O complexo pouco solúvel, dimetilglioximato de íquel, é pesado e a massa covertida em massa de íquel. - Método de Extração: determiação de cobre usado o dietilditiocarbamato de sódio como agete complexate, em solução amoiacal, e extração do complexo solúvel em cloroórmio.

4 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai - Determiação espectrootométrica: determiação a região do visível do complexo ormado pelo erro (III) e o ligate -0- eatrolia. - Agete mascarate: elimiação da itererêcia de magaês (II) a determiação de cálcio e magésio com EDTA, em calcário, usado a trietaolamia como agete complexate do magaês. EQUILÍBRIO ENVOLVENDO COMPLEXOS Para compreedermos os pricípios da aplicação aalítica dos complexos é ecessário compreedermos o equilíbrio evolvido e os métodos para calcularmos as cocetrações de equilíbrio das espécies participates da reação. Como atecipação aos resultados uméricos, podemos dizer que, em geral, os complexos de iteresse aalítico são suicietemete estáveis de modo que o ío metálico pode ser trasormado completamete o complexo, em codições adequadas. Também podemos cosiderar que quase todas as reações de complexação são praticamete istatâeas. As reações de complexação com ligates moodetados ocorrem em etapas, havedo tatas etapas quatos orem os ligates adicioados, o que é determiado pelo úmero de coordeação do ío metálico. Quado um ligate moodetado é adicioado a uma solução de um ío metálico de úmero de coordeação, ormado um complexo moouclear, vários equilíbrios são estabelecidos em solução aquosa. Por uma questão de simpliicação, vamos represetar o ío metálico por M e o ligate por L ou X, sem cosiderarmos as cargas de ambos e cosequetemete a do produto ormado. M + L ML; ML + L ML ; ML - + L ML ; ML M L ML ML L ML ML L

5 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai Ode é a costate de ormação ou costate de estabilidade do complexo. O iverso da costate de ormação, é deomiado de costate de istabilidade, ist. est Se cosiderarmos a costate de istabilidade, podemos escrever, por exemplo, a equação da última reação como: ML ML - + L ist ML L ML Podemos, etão, escrever a equação de qualquer reação de complexação em termos da sua costate de istabilidade. Pode haver a ecessidade de escrevermos a equação total ou equação global da reação ao ivés das equações por etapas: M + L ML; ML M L ML M + L ML ; M L M + L ML ;... ML M L As costates,,... são deomiadas costates globais. Na grade maioria dos casos.... Algumas exceções aparecem, como por exemplo, os complexos de Ag + com N ode ; os complexos de Z + com N ode ; os complexos de Cd + com CN - ode ; os complexos de g + com Cl - ode, etre outros, sedo que as demais costates desses complexos estão de acordo com a regra geral. Com os agetes quelates (ligates polidetados) as reações ocorrem em uma úica etapa, idepedetemete do úmero de coordeação do ío metálico. Z + + N(C C N ) ZN(C C N ) + Triamiotrietilamiozico (II) ZN( C C N ) Z N( C C N ) 5

6 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai. Cálculos evolvedo o equilíbrio de complexação Exemplo Qual é a cocetração do metal livre, isto é, do metal ão complexado, M, em litro de uma solução do complexo MX de cocetração,0 0 mol L -? O complexo MX tem uma costate de estabilidade igual a, Cosiderado o equilíbrio do complexo em solução aquosa: MX M + X; ist M X MX Iício:,0 0 - mol Equilíbrio: (,0 0 - x) mol x mol x mol Etão: M = x mol L - X = x mol L - MX =,0 0 - x,0 0 mol L - Essa aproximação é eita levado em cosideração que, devido ao alto valor de, a M livre em solução será muito pequea, isto é, muito meor do que MX. Assim, substituido os valores das cocetrações a expresso da costate de istabilidade temos: x 6 x,5 0 x 5,0 0 mol L 8,0 0,0 0 Veriicado a aproximação eita a MX:,0 0 mol L - 00 % 5,0 0 6 mol L - x Logo, x = 5 0 % Essa aproximação só é aceitável se o erro que ela itroduz or meor que %. No exemplo, a aproximação é válida e, portato, a cocetração do metal livre em solução é de 5,0 0 6 mol L -. 6

7 Exemplo Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai A 0,00 ml de uma solução 5,0 0 - mol L - de amôia adicioa-se 5,00 ml de uma solução,0 0 mol L - de sulato de cobre(ii). Calcular a cocetração do ío Cu (II) livre. Dado: = 0 Cosiderado a reação estequiométrica de ormação do complexo tetraamiocobre (II): Cu + + N Cu(N ) + Iício: 5,00 6 mol,00 mol ---- Reagiu: 5,00 6 mol 50 6 mol ---- Equilíbrio: x 9,80 mol + x 5,00-6 mol x A solução cotém, de ato, os vários complexos do cobre com a amôia e um tratameto exato requer que se aça essa cosideração. No etato, como a cocetração de amôia é muito grade em relação à do ío cobre, que é proveiete apeas da dissociação do complexo, podemos cosiderar que apeas o complexo Cu(N ) + esteja presete em quatidades sigiicativas. Por isso usamos a costate de estabilidade total. Etão: Cu + = x mol L - N 9,8x0 5,00x0 x,9 x0 mol L Cu ( N 5,0x0 5,00x0 6 ) ) x,0x0 mol L Como Cu( N ) Cu N Assim:,00,00 x (,9 0 ) x =,0 mol L - Como x é um valor muito pequeo, podemos cosiderar ambas as aproximações válidas. Etão, a cocetração de cobre livre em solução é de, 0 mol L -. 7

8 . Distribuição das espécies Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai As reações de complexação evolvedo diversas etapas têm grade importâcia do poto de vista aalítico. Depededo da cocetração do ligate moodetado, uma espécie predomiará etre os vários complexos ormados. O cohecimeto da cocetração desses complexos possibilitará o uso desses equilíbrios em Química Aalítica. Cosiderado uma solução de um ío metálico M, de cocetração aalítica C M, reagido com um ligate moodetado L, de cocetração aalítica C L, temos os seguites equilíbrios: M + L ML; ML + L ML ; ML + L ML ; ML M L ML ML L ML ML L O balaço de massa do sistema é dado por: C M = M + ML + ML ML () C L = L + ML + ML ML () Substituido as cocetrações dos complexos, tiradas das expressões das respectivas costates de ormação, a expressão (), temos: C M = M + ML + ML ML () Rearrajado () e substituido as costates de ormação pelas costates globais, temse: C M = M ( + L + L L ) () ode: M represeta a cocetração do ío metálico que ão reagiu com o ligate, isto é, a cocetração do ío metálico em equilíbrio ou livre; L represeta a cocetração do ligate livre ou em equilíbrio. A partir da expressão () e das expressões das costates de ormação é possível calcular a cocetração de todas as espécies presetes o equilíbrio, desde que se coheça a cocetração aalítica do ío metálico e a cocetração do ligate livre. 8

9 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai Para isso, tora-se ecessário itroduzir o coceito de rações das espécies (), que correspode a relação etre a cocetração de uma dada espécie o equilíbrio e a cocetração aalítica do ío metálico. Assim: 0 M ; ração correspodete ao ío metálico livre C M ML ; ração correspodete ao complexo ML C M ML ; ração correspodete ao complexo ML C M... ML C ; ração correspodete ao complexo ML M As rações das espécies podem ser expressas em ução das costates globais e da cocetração do ligate livre. Assim, dividido a expressão () por C M, tem-se: M ( L L L ) C M Etão: 0 L L L Substituido M = 0 C M e ML = C M a expressão de, tem-se: = 0 L Substituido ML = C M a expressão de = 0 L Substituições similares levam a: = 0 L = 0 L = 0 L, e = 0 L, tem-se: Essas expressões possibilitam o cálculo dos valores das dieretes rações somete em ução da cocetração do ligate livre e das costates de ormação ou costates globais. 9

10 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai Exemplo Calcule a ração de cada espécie em uma mistura de íos g + e Cl - para cocetrações de Cl - livre variado de mol L - a 0-0 mol L Dados: 5,50 0 ;,0 0 ; 7, 08; 0 Os equilíbrios evolvidos o sistema são: g + + Cl gcl + gcl g Cl gcl + + Cl gcl gcl gcl Cl gcl + Cl gcl gcl gcl Cl gcl - + Cl gcl gcl gcl Cl Etão: = = 5, = =,66 0 = =,8 0 = =,8 0 5 Para Cl = mol L - Cl 0 Cl Cl 6 0 7, ,500 (),660 (),80 (),80 () Cl 7,60 5,500 (), Cl 7,60,660 (), Cl 7,60,80 () 9, Cl 7,60,80 () 9,00 Os valores de para as outras cocetrações do ío Cl são calculadas de modo aálogo. 0

11 Frações das espécies de g Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai A tabela mostra as rações das espécies em ução da cocetração de Cl. Os valores de meores do que 0 serão omitidos por ão terem sigiicado químico. Quadro - Frações das espécies de mercúrio em ução da cocetração do ío Cl Cl - (mol L - ) pcl 0 (gcl ) (g + ) (gcl + ) (gcl ) (gcl ) ,0 0,09 0, , 0,9 0, ,98 0,066 0, ,99 0, ,00 0, ,0 0, ,0 0,8 0, ,58 0, 0, ,96 0,05 0, ,995 0, ,999 0, O gráico das rações das espécies em ução do -logcl mostra a aixa de pcl ode uma dada espécie complexa existe e/ou predomia.,0 0,8 0,6 0, 0 0, 0, pcl Figura - Curva da distribuição das espécies de mercúrio em ução do pcl A aálise do gráico permite cocluir que existe um largo itervalo de cocetração de Cl (0 mol L - a 0 5 mol L - ) ode predomia a espécie gcl. Esse itervalo é de grade iteresse aalítico, pois é possível se azer a determiação quatitativa de Cl com uma solução padrão de itrato de mercúrio (II), g(no ). Esse é

12 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai um dos poucos métodos volumétricos evolvedo complexos com ligates moodetados. Podemos observar aida que, em baixas cocetrações do ligate há predomiâcia da espécie ão complexada, g +, equato que, em altas cocetrações predomia o complexo com maior úmero de ligates, gcl. Ligates polidetados As reações de complexação evolvedo quelates são as que têm maior iteresse aalítico. Nessas reações o ío metálico reage com o ligate, em uma úica etapa, a proporção de :, qualquer que seja a carga do ío, ormado quelatos de grade estabilidade e solúveis em água. Os agetes quelates EDTA, ácido etileodiamiotetracético, DCTA, ácido tras-,-diamiocicloexaotetracético, DTPA, ácido dietileotriamiopetacético, EGTA, ácido bis-(-amioetil)etileoglicol-nnn N -tetracético e NTA, ácido itrilotriacético são ácidos amiocarboxílicos que ormam complexos estáveis com a maioria dos íos metálicos. Sem dúvida, o de maior uso aalítico é o EDTA, que é represetado por Y. A equação geérica para a reação de complexação etre o EDTA e um ío metálico é: M + + Y MY MY M Y De um modo geral, a estabilidade do quelato é maior para os íos tri e tetravaletes do que para os demais. O Y é um ácido poliprótico raco, que age como ligate hexadetado e coordea íos metálicos por meio de seus dois átomos de itrogêio e dos átomos de oxigêio das suas quatro carboxilas. OOC C C COO \ / N-C -C -N / \ OOC C C COO

13 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai As suas costates de dissociação são: Y + O O + + Y ; Y + O O + + Y ; Y + O O + + Y ; Y + O O + + Y ; a,00 a,0 a 6,90 a 5,500 7 As reações etre as espécies desprotoadas do EDTA e íos O + ou + podem ser tratadas como reações de complexação, cujas costates de ormação são iversas às costates de dissociação. Y + + Y ; Y + + Y ; Y + + Y ; Y + + Y; a a a a Podemos escrever a equação total o lugar das equações por etapas: Y + + Y ; Y Y a Y + + Y ; Y Y a a Y + + Y ; Y Y a a a

14 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai Y + + Y; a a a a Y Y Aalogamete ao desevolvimeto das expressões para a costrução da curva de distribuição das espécies evolvedo ligates moodetados, podemos azer a curva para a distribuição das várias espécies derivadas do EDTA em ução do p. Assim, as expressões para as rações das espécies são: 0 C Y Y 0 C Y Y 0 C Y Y 0 C Y Y 0 C Y Y e a curva se apreseta como a igura:

15 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai,0 0,8 0,6 0, 0 0, 0, p Figura - Curva da distribuição das espécies derivadas do EDTA em ução do p Na complexação de íos metálicos com EDTA a espécie ativa é o ío Y -. Pela curva de distribuição das espécies veriica-se, que somete em solução itidamete alcalia, p>0, o EDTA se ecotra presete, predomiatemete, a orma do ío Y -. Com o aumeto da cocetração do ío hidrogêio dimiui a cocetração da espécie Y e, correspodetemete, aumetam as cocetrações das espécies protoadas Y, Y, Y e Y. Por exemplo, em p = a espécie predomiate é o Y e a reação com o ío cobre +, Cu +, pode ser represetada por: Cu + + Y CuY Porém, com a liberação de mais íos + pela reação, o equilíbrio ão cosegue deslocar-se avoravelmete a direção da ormação do CuY. Em geral, os quelatos ormados pelos metais divaletes, que se caracterizam por uma estabilidade itermediária, somete se ormam em soluções alcalias, eutras ou levemete ácidas; ao passo que os quelatos dos metais tri e tetravaletes, geralmete mais estáveis, podem existir em p a. Quadro Costates de ormação de algus complexos metal-edta 5

16 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai Ío log Ío log Ío log Ba + 7,86 Ni + 8,6 M + 5, Mg + 8,79 Cu + 8,80 U + 5,8 Ca + 0,69 Th +, Bi + 7,8 Fe +, Cr +, Zr + 9,5 Z + 6,50 Fe + 5, Co +, Fote: ARRIS, 005, p. 56 Costate codicioal A iormação sobre a extesão de uma reação baseada o valor da costate de equilíbrio está sujeita a muitas limitações, pricipalmete as reações de complexação. Assim, quado desejamos determiar a extesão de uma reação de complexação M + L ML; ML M L devemos cosiderar reações secudárias (ou paralelas) que, porvetura, ocorram com M e/ou com L. Essas reações dimiuem as cocetrações de M e L prejudicado, assim, o grau com que a reação pricipal de ormação de ML se completa. Os íos metálicos podem ormar compostos amoiacais, hidroxilados, aquocomplexos ou complexos com âios existetes o sistema, como por exemplo cloretos e sulatos. Por outro lado, a maioria dos ligates são derivados de ácidos racos e as reações de protoação, depedetes do p, agem como reações secudárias. ATENÇÃO A ocorrêcia dessas reações ão altera a estabilidade do complexo, porém a gradeza de ão dá mais a iormação correta sobre a extesão da reação de ormação do complexo. Em trabalhos aalíticos a maioria das vezes, precisamos saber qual a extesão de uma dada reação. Em outras palavras, quado adicioamos um reagete L a um reagete M, que ração de M ão se combia com L. Para simpliicar os cálculos, Schwarzebach itroduziu o coceito de costate codicioal, que leva em cota todas as reações paralelas e permite uma correta avaliação da extesão da reação pricipal. 6

17 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai Cosideremos a reação pricipal: M + L ML; ML M L Supohamos que ocorram reações paralelas de M com X M + X MX MX + X MX MX - + X MX e de L com L + L; L + L ; L - + L ; MX M X MX MX X MX MX X - L L L L L L - Essas reações paralelas aetam a extesão da reação pricipal que deve etão ser descrita pela equação: e a costate codicioal deiida como: M + L ML ML ' (5) M ' L' ode: M represeta a soma das cocetrações de todas as espécies cotedo M, exceto ML, e L represeta a soma das cocetrações de todas as espécies cotedo L, exceto ML. M M MX MX... MX (6) 7

18 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai L L L L... L (7) A gradeza da iluêcia de uma dada reação paralela sobre a reação pricipal é medida por um coeiciete deomiado coeiciete da reação paralela que é deiido como: M(X) L() M ' M L' L (8) (9) M ' M(X) M e L' L() L Substituido (6) em (8) temos que: M(X) M MX MX... MX M Se M reagisse somete com L, M(X) seria igual a pois MX, MX,..., MX seriam ulas, idicado que ão ocorreu reações paralelas. Se M reage com X em reações paralelas M ecessariamete será maior do que. Raciocíio idêtico é válido para L. Vamos comprovar que isso é verdadeiro? Substituido 6 e 7 a expressão da costate codicioal, tem-se: ' M(X) ML M L() ML L M L M(X) L() Portato: ' M(X) L() O valor da costate codicioal, portato, é meor do que o da costate de ormação de ML sempre que M e/ou L participarem de reações paralelas, ou seja, a extesão da reação pricipal será dimiuída sempre que ocorrerem reações paralelas. A costate codicioal depede das codições experimetais especialmete da cocetração das espécies itereretes presetes a solução. A gradeza da costate codicioal só pode ser obtida se cohecermos os coeicietes das reações paralelas. 8

19 M(X) M M MX MX MX M M Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai Substituido MX, MX... e MX pelas expressões das costates globais, tem-se: M(X) X X X expressão que permite o cálculo de M a partir da cocetração de X, idepedetemete da cocetração de M. Por um raciocíio aálogo, tem-se que: L() Quado M ou L participam de mais de uma reação paralela o coeiciete total é a soma dos coeicietes de cada reação paralela: M L M(X) L() M(A) L(C) M(B) L(D) Exemplo Calcular a costate codicioal do complexo Ag-EDTA em uma solução cotedo N = 0,0 mol L - e em p = 9,0. 7 Dados: -,000 AgY Ag(N ) + log,,090 + Ag(N ) log,9 8,0 EDTA a,0 0 a, 0 a 6,9 0 a 5,5 0 7 Reação pricipal: Ag + + Y AgY Reações paralelas: Ag + + N Ag(N ) + Ag(N ) + + N Ag(N ) + 9

20 Y + + Y Y + + Y Y + + Y Y + + Y Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai 7 Ag(N ) N N,090 (0,0),70 (0,0),76 0 Y() O O O O,900 7 ',000 ( AgY ) 5,980,760,900 Exemplo Calcular a cocetração de íquel ão complexado com EDTA em uma mistura de 00,00 ml de solução 0,00 mol L - de cloreto de íquel com 00,00 ml de solução 0,00 mol L - de EDTA em p 0,0, cotedo 0,00mol L - de amôia livre. Dados: log - 8, 6 NiY Y() em p 0 =,8 Ni(O) + log =,0 Ni(O) log = 9,00 Ni(O) log =,00 Ni(N ) + log =,97 + Ni(N ) log =,79 + Ni(N ) log = 6,0 + Ni(N ) log = 7,7 + Ni(N ) 5 log 5 = 8,0 + Ni(N ) 6 log 6 = 8,0 Ni + + Y - Ni-Y - 0,mol/L 0,L 0, mol/l 0,L 0,mol/L 0,mol/L 0, mol L - 0,L 0,L 0

21 Ni(O) O O O Ni(O),60 (0 ) 0 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai 9 (0 ) 0 (0 ),6 5 6 Ni(N ) N N N N 5 N 6 N 6 7,680 (0 ) 6,70 (0 ),50 (0 ),950 (0 Ni(N ) ) ,60 (0 ),00 (0 ) 7,9 0 ' Ni(O) Y() Ni(N ) 8 ',7 0,980,6 7,90,80 ' NiY Ni' Y' Como o equilíbrio Ni = Y, etão: Ni ' 0,0, ,50 mol L e, Ni 8 Ni' Ni',50 Ni,000 Ni Ni 7,90,6 mol L - Quadro - Resumo das expressões usadas os cálculos do equilíbrio de complexação Fração da espécie M 0 CM 0 L L... L L 0 Coeiciete das reações paralelas

22 Uiversidade Federal de Mias Gerais ICEx - Departameto de Química Fudametos de Química Aalítica (009) Ioe Maria F de Oliveira, Maria José de S F da Silva, Simoe de F B Tóai α α M(X) ' M M M (X) βx βx βx Costate codicioal ' ML ' ' M L ' M(X) L() Autoavaliação. O que são ligates moo e polidetados?. Deia ácido e base de Lewis.. Qual é a cocetração, em mol L -, do metal livre em litro de uma solução cotedo o complexo MX a cocetração de,00 mol L -? O complexo MX tem a costate de estabilidade de,00.. Calcule a costate codicioal do complexo Cu-EDTA em uma solução tampoada em p, cotedo amôia livre a cocetração 0,00 mol L -. Procure os valores das costates de ormação para o Cu-EDTA, CuN, Cu-O e o valor de α Y() em p.

EQUILÍBRIO DE COMPLEXAÇÃO

EQUILÍBRIO DE COMPLEXAÇÃO EQUILÍBRIO DE COMPLEXAÇÃO De acordo com a Teoria de Lewis, ácidos são espécies receptoras de pares de elétros e bases são espécies doadoras de pares de elétros. De acordo com as reações e abaixo, ota-se

Leia mais

ELETROQUÍMICA TÓPICOS EXTRAS

ELETROQUÍMICA TÓPICOS EXTRAS ELETROQUÍMCA TÓPCOS EXTRAS trodução Este artigo tem por fialidade tratar de assutos relacioados com a Eletroquímica que têm sido largamete cobrados os vestibulares do ME e do TA. remos tratar e mostrar

Leia mais

CAPÍTULO IV DESENVOLVIMENTOS EM SÉRIE

CAPÍTULO IV DESENVOLVIMENTOS EM SÉRIE CAPÍTUO IV DESENVOVIMENTOS EM SÉRIE Série de Taylor e de Mac-auri Seja f ) uma fução real de variável real com domíio A e seja a um poto iterior desse domíio Supoha-se que a fução admite derivadas fiitas

Leia mais

Química Concentração das soluções Vestibular - FUVEST

Química Concentração das soluções Vestibular - FUVEST Química Cocetração das soluções Vestibular - FUVEST 1. (Fuvest 2014) Nos aos de 1970, o uso do iseticida DDT, também chamado de 1,1,1- tricloro-2,2-bis (para-clorofeil)etao, foi proibido em vários países.

Leia mais

11 Aplicações da Integral

11 Aplicações da Integral Aplicações da Itegral Ao itroduzirmos a Itegral Defiida vimos que ela pode ser usada para calcular áreas sob curvas. Veremos este capítulo que existem outras aplicações. Essas aplicações estedem-se aos

Leia mais

Estimação por Intervalo (Intervalos de Confiança):

Estimação por Intervalo (Intervalos de Confiança): Estimação por Itervalo (Itervalos de Cofiaça): 1) Itervalo de Cofiaça para a Média Populacioal: Muitas vezes, para obter-se a verdadeira média populacioal ão compesa fazer um levatameto a 100% da população

Leia mais

Um estudo das permutações caóticas

Um estudo das permutações caóticas Um estudo das permutações caóticas Trabalho apresetado como atividade do PIPE a disciplia Matemática Fiita do Curso de Matemática o 1º semestre de 2009 Fabrício Alves de Oliveira Gabriel Gomes Cuha Grégory

Leia mais

Amostras Aleatórias e Distribuições Amostrais. Probabilidade e Estatística: afinal, qual é a diferença?

Amostras Aleatórias e Distribuições Amostrais. Probabilidade e Estatística: afinal, qual é a diferença? Amostras Aleatórias e Distribuições Amostrais Probabilidade e Estatística: afial, qual é a difereça? Até agora o que fizemos foi desevolver modelos probabilísticos que se adequavam a situações reais. Por

Leia mais

ESTUDO DA SECAGEM DE BANANAS ATRAVÉS DO MODELO DE DIFUSÃO USANDO SOLUÇÕES ANALÍTICAS

ESTUDO DA SECAGEM DE BANANAS ATRAVÉS DO MODELO DE DIFUSÃO USANDO SOLUÇÕES ANALÍTICAS WWWCONVIBRAORG ESTUDO DA SECAGEM DE BANANAS ATRAVÉS DO MODELO DE DIFUSÃO USANDO SOLUÇÕES ANALÍTICAS ANDRÉA F RODRIGUES 1, WILTON P SILVA 2, JOSIVANDA P GOMES 3, CLEIDE M D P S SILVA 4, ÍCARO CARVALHO RAMOS

Leia mais

SEEC UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE UERN FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS FANAT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DECB

SEEC UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE UERN FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS FANAT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DECB Govero do Estado do Rio Grade do Norte Secretaria de Estado da Educação e da Cultura - SEEC UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE UERN FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS FANAT DEPARTAMENTO

Leia mais

Eletroquímica. Capítulo 10. 1. Dadas as reações de meia célula: Cu 2+ + e Cu + I 2 E 0 = 0,336 V. + 2e 2I E 0 = 0,536 V

Eletroquímica. Capítulo 10. 1. Dadas as reações de meia célula: Cu 2+ + e Cu + I 2 E 0 = 0,336 V. + 2e 2I E 0 = 0,536 V Capítulo 0 Eletroquímica. Dadas as reações de meia célula: Cu + + e Cu + E 0 = 0,53 V I + e I E 0 = 0,536 V pede-se: a) escrever a equação que represeta a reação global da célula; b) calcular o potecial

Leia mais

Comparação de testes paramétricos e não paramétricos aplicados em delineamentos experimentais

Comparação de testes paramétricos e não paramétricos aplicados em delineamentos experimentais Comparação de testes paramétricos e ão paramétricos aplicados em delieametos experimetais Gustavo Mello Reis (UFV) [email protected] José Ivo Ribeiro Júior (UFV) [email protected] RESUMO: Para comparar

Leia mais

Resposta de Sistemas de 2 a Ordem à Excitação Periódica Não Harmônica

Resposta de Sistemas de 2 a Ordem à Excitação Periódica Não Harmônica Resposta de Sistemas de a Ordem à Excitação Periódica Não Harmôica 1 18 Resposta de Sistemas de a Ordem à Excitação Periódica Não Harmôica 1 INTRODUÇÃO Muitas vezes, a excitação é uma fução periódica,

Leia mais

n IN*. Determine o valor de a

n IN*. Determine o valor de a Progressões Aritméticas Itrodução Chama-se seqüêcia ou sucessão umérica, a qualquer cojuto ordeado de úmeros reais ou complexos. Exemplo: A=(3, 5, 7, 9,,..., 35). Uma seqüêcia pode ser fiita ou ifiita.

Leia mais

Em linguagem algébrica, podemos escrever que, se a sequência (a 1, a 2, a 3,..., a n,...) é uma Progres-

Em linguagem algébrica, podemos escrever que, se a sequência (a 1, a 2, a 3,..., a n,...) é uma Progres- MATEMÁTICA ENSINO MÉDIO MÓDULO DE REFORÇO - EAD PROGRESSÕES Progressão Geométrica I) PROGRESSÃO GEOMÉTRICA (P.G.) Progressão Geométrica é uma sequêcia de elemetos (a, a 2, a 3,..., a,...) tais que, a partir

Leia mais

O erro da pesquisa é de 3% - o que significa isto? A Matemática das pesquisas eleitorais

O erro da pesquisa é de 3% - o que significa isto? A Matemática das pesquisas eleitorais José Paulo Careiro & Moacyr Alvim O erro da pesquisa é de 3% - o que sigifica isto? A Matemática das pesquisas eleitorais José Paulo Careiro & Moacyr Alvim Itrodução Sempre que se aproxima uma eleição,

Leia mais

UNIDADES, ERROS E GRÁFICOS

UNIDADES, ERROS E GRÁFICOS UNIDADES ERROS E GRÁFICOS. Gradeas Físicas e Uidades SI: Sstème Iteratioal d Uités Sèvres Fraça http://www.bipm.r http://phsics.ist.gov/cuu As gradeas e uidades de base do SI Gradea Uidade Nome Símbolo

Leia mais

Experiência de Óptica Geométrica

Experiência de Óptica Geométrica 1º Semestre 2003/2004 Istituto Superior Técico Experiêcia de Óptica Geométrica Liceciatura em Egeharia Física Tecológica Ricardo Figueira º53755 dré uha º53757 Tiago Marques º53775 LFX4 Professor Berardo

Leia mais

APONTAMENTOS DE ÁLGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALÍTICA

APONTAMENTOS DE ÁLGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALÍTICA UNIVERSIDADE DO ALGARVE ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA APONTAMENTOS DE ÁLGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALÍTICA (III ) ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL Ídice Itrodução Aplicação do cálculo matricial aos

Leia mais

SOLUÇÕES e GASES- EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

SOLUÇÕES e GASES- EXERCÍCIOS RESOLVIDOS rof. Vieira Filho SOLUÇÕES e GSES- EXERCÍCIOS RESOLVIDOS SOLUÇÕES. em-se 500g de uma solução aquosa de sacarose (C O ), saturada a 50 C. Qual a massa de cristais que se separam da solução, quado ela é

Leia mais

A seguir, uma demonstração do livro. Para adquirir a versão completa em papel, acesse: www.pagina10.com.br

A seguir, uma demonstração do livro. Para adquirir a versão completa em papel, acesse: www.pagina10.com.br A seguir, uma demostração do livro. Para adquirir a versão completa em papel, acesse: www.pagia10.com.br Matemática comercial & fiaceira - 2 4 Juros Compostos Iiciamos o capítulo discorredo sobre como

Leia mais

Exercícios de Aprofundamento Matemática Progressão Aritmética e Geométrica

Exercícios de Aprofundamento Matemática Progressão Aritmética e Geométrica Exercícios de Aprofudameto Matemática Progressão Aritmética e b. (Fuvest 05) Dadas as sequêcias a 4 4, b, c a a e d, b defiidas para valores iteiros positivos de, cosidere as seguites afirmações: I. a

Leia mais

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 3 - INTRODUÇÃO À RESOLUÇÃO DE SISTEMAS NÃO LINEARES. Introdução.

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 3 - INTRODUÇÃO À RESOLUÇÃO DE SISTEMAS NÃO LINEARES. Introdução. 55 3 - INTRODUÇÃO À RESOLUÇÃO DE SISTEMAS NÃO LINEARES. Itrodução. No processo de resolução de um problema prático é reqüete a ecessidade de se obter a solução de um sistema de equações ão lieares. Dada

Leia mais

CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA MATEMÁTICA FINANCEIRA

CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA MATEMÁTICA FINANCEIRA CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA MATEMÁTICA FINANCEIRA Coceito de taxa de juros Taxa de juro é a relação etre o valor dos juros pagos (ou recebidos) o fial de um determiado período de tempo e o valor do capital

Leia mais

) x N(núcleos) = λ N desint./seg.

) x N(núcleos) = λ N desint./seg. FÍSICA NUCLEAR E PARTÍCULAS PERÍODOS DE SEMI - DESINTEGRAÇÃO (ACTIVAÇÃO COM NEUTRÕES) Um úcleo radioactivo, após a sua formação, pode decair em qualquer istate. Verifica-se que este processo de decaimeto

Leia mais

Variáveis Aleatórias e Distribuições de Probabilidade

Variáveis Aleatórias e Distribuições de Probabilidade PROBABILIDADES Variáveis Aleatórias e Distribuições de Probabilidade BERTOLO Fução de Probabilidades Vamos cosiderar um experimeto E que cosiste o laçameto de um dado hoesto. Seja a variável aleatória

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ENGENHARIA QUÍMICA LOQ 4016 OPERAÇÕES UNITÁRIAS EXPERIMENTAL I

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ENGENHARIA QUÍMICA LOQ 4016 OPERAÇÕES UNITÁRIAS EXPERIMENTAL I UNIVERSIAE E SÃO PAULO ENGENHARIA QUÍMICA LOQ 4016 OPERAÇÕES UNITÁRIAS EXPERIMENTAL I Profa. Lívia Chaguri E-mail: [email protected] 1- Redução de Tamaho - Fudametos/Caracterização graulométrica - Equipametos:

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA ENG 008 Fenômenos de Transporte I A Profª Fátima Lopes

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA ENG 008 Fenômenos de Transporte I A Profª Fátima Lopes Tipos de fluidos: Os vários tipos de problemas ecotrados em Mecâica dos Fluidos podem ser classificados com base a observação de características físicas do campo de fluxo. Uma possível classificação é

Leia mais

FENÔMENOS DE TRANSPORTE TERMODINÂMICA

FENÔMENOS DE TRANSPORTE TERMODINÂMICA UNIERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS FENÔMENOS DE TRANSPORTE TERMODINÂMICA CICLO DE POTÊNCIA E DE REFRIGERAÇÃO CALOR E TRABALHO Prof. Roberto ieira Pordeus Mossoró-RN

Leia mais

A Inferência Estatística é um conjunto de técnicas que objetiva estudar a população através de evidências fornecidas por uma amostra.

A Inferência Estatística é um conjunto de técnicas que objetiva estudar a população através de evidências fornecidas por uma amostra. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA Distribuição Amostral Luiz Medeiros de Araujo Lima Filho Departameto de Estatística INTRODUÇÃO A Iferêcia Estatística é um cojuto de técicas que objetiva estudar a população

Leia mais

Jorge Figueiredo, DSC/UFCG. Análise e Técnicas de Algoritmos Jorge Figueiredo, DSC/UFCG. Análise e Técnicas de Algoritmos 2005.

Jorge Figueiredo, DSC/UFCG. Análise e Técnicas de Algoritmos Jorge Figueiredo, DSC/UFCG. Análise e Técnicas de Algoritmos 2005. Ageda Aálise e Técicas de Algoritmos Jorge Figueiredo Relação de de Recorrêcia Derivado recorrêcia Resolvedo recorrêcia Aálise de de algoritmos recursivos Aálise de de Algoritmos Recursivos Itrodução A

Leia mais

Exercícios de exames e provas oficiais

Exercícios de exames e provas oficiais Eercícios de eames e provas oficiais. Cosidere as fuções f e g, de domíio,0, defiidas por l e g f f Recorredo a processos eclusivamete aalíticos, mostre que a codição pelo meos, uma solução em e, f e tem,

Leia mais

Faculdade de Engenharia Investigação Operacional. Prof. Doutor Engº Jorge Nhambiu

Faculdade de Engenharia Investigação Operacional. Prof. Doutor Engº Jorge Nhambiu Programação Diâmica Aula 3: Programação Diâmica Programação Diâmica Determiística; e Programação Diâmica Probabilística. Programação Diâmica O que é a Programação Diâmica? A Programação Diâmica é uma técica

Leia mais

PROVA DE MATEMÁTICA DA UNIFESP VESTIBULAR 2011 RESOLUÇÃO: Profa. Maria Antônia Gouveia.

PROVA DE MATEMÁTICA DA UNIFESP VESTIBULAR 2011 RESOLUÇÃO: Profa. Maria Antônia Gouveia. PROVA DE MATEMÁTICA DA UNIFESP VESTIBULAR 0 Profa Maria Atôia Gouveia 6 A figura represeta um cabo de aço preso as etremidades de duas hastes de mesma altura h em relação a uma plataforma horizotal A represetação

Leia mais

3ª Lista de Exercícios de Programação I

3ª Lista de Exercícios de Programação I 3ª Lista de Exercícios de Programação I Istrução As questões devem ser implemetadas em C. 1. Desevolva um programa que leia dois valores a e b ( a b ) e mostre os seguites resultados: (1) a. Todos os úmeros

Leia mais

26/11/2000 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO VESTIBULAR PROVA 2 MATEMÁTICA. Prova resolvida pela Profª Maria Antônia Conceição Gouveia.

26/11/2000 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO VESTIBULAR PROVA 2 MATEMÁTICA. Prova resolvida pela Profª Maria Antônia Conceição Gouveia. 6//000 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO VESTIBULAR 00- PROVA MATEMÁTICA Prova resolvida pela Profª Maria Atôia Coceição Gouveia RESPONDA ÀS QUESTÕES A SEGUIR, JUSTIFICANDO SUAS SOLUÇÕES QUESTÃO A

Leia mais

EQUAÇÕES DIFERENCIAIS LINEARES DE ORDEM N

EQUAÇÕES DIFERENCIAIS LINEARES DE ORDEM N EQUAÇÕES DIFERENCIAIS LINEARES DE ORDEM N Estudaremos este capítulo as equações diereciais lieares de ordem, que são de suma importâcia como suporte matemático para vários ramos da egeharia e das ciêcias.

Leia mais

Química 5 aula 1. aula 2 COMENTÁRIOS ATIVIDADES PARA SALA COMENTÁRIOS ATIVIDADES PROPOSTAS. 7. ( F ) Raios x são prejudiciais aos pacientes.

Química 5 aula 1. aula 2 COMENTÁRIOS ATIVIDADES PARA SALA COMENTÁRIOS ATIVIDADES PROPOSTAS. 7. ( F ) Raios x são prejudiciais aos pacientes. Química 5 aula 1 1. A alterativa icorreta ecotra-se em a, pois para a ideia de átomo idivisível, o que é por todo errado.. Atualmete, sabe-se que átomos do mesmo elemeto químico podem apresetar diferetes

Leia mais

RESPOSTA À DECLARAÇÃO EM DEFESA DE UMA MATEMÁTICA FINANCEIRA:- SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO PRICE:- BREVE NOTA SOBRE CERTOS ENIGMAS.

RESPOSTA À DECLARAÇÃO EM DEFESA DE UMA MATEMÁTICA FINANCEIRA:- SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO PRICE:- BREVE NOTA SOBRE CERTOS ENIGMAS. RESPOSTA À DECLARAÇÃO EM DEFESA DE UMA MATEMÁTICA FINANCEIRA:- SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO PRICE:- BREVE NOTA SOBRE CERTOS ENIGMAS. No sistema de amortização Price, com as seguites hipóteses, ocorrerá cobraça

Leia mais

Matemática Prof.: Joaquim Rodrigues 1 ESTUDO DOS POLINÔMIOS. nulo.

Matemática Prof.: Joaquim Rodrigues 1 ESTUDO DOS POLINÔMIOS. nulo. Matemática Prof.: Joaquim Rodrigues ESTUDO DOS POLINÔMIOS Questão 0 Dê o grau de P em cada caso: a) P() = 7 + b) P () = + + 7 c) P () = + d) P () = + e) P () = 0 f) P () = 0 Questão 0 Dado o poliômio P()

Leia mais

População x Amostra. statística descritiva X inferência estatística. Revisão de Estatística e Probabilidade

População x Amostra. statística descritiva X inferência estatística. Revisão de Estatística e Probabilidade Revisão de Estatística e Probabilidade Magos Martiello Uiversidade Federal do Espírito Sato - UFES Departameto de Iformática DI Laboratório de Pesquisas em Redes Multimidia LPRM statística descritiva X

Leia mais

O poço de potencial infinito

O poço de potencial infinito O poço de potecial ifiito A U L A 14 Meta da aula Aplicar o formalismo quâtico ao caso de um potecial V(x) que tem a forma de um poço ifiito: o potecial é ifiito para x < a/ e para x > a/, e tem o valor

Leia mais

Induzindo a um bom entendimento do Princípio da Indução Finita

Induzindo a um bom entendimento do Princípio da Indução Finita Iduzido a um bom etedimeto do Pricípio da Idução Fiita Jamil Ferreira (Apresetado a VI Ecotro Capixaba de Educação Matemática e utilizado como otas de aula para disciplias itrodutórias do curso de matemática)

Leia mais

Fundamentos de Análise Matemática Profª Ana Paula. Sequência Infinitas

Fundamentos de Análise Matemática Profª Ana Paula. Sequência Infinitas Fudametos de Aálise Matemática Profª Aa Paula Sequêcia Ifiitas Defiição 1: Uma sequêcia umérica a 1, a 2, a 3,,a,é uma fução, defiida o cojuto dos úmeros aturais : f : f a Notação: O úmero é chamado de

Leia mais

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE TRANSPORTES E GESTÃO TERRITORIAL PPGTG DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL ECV

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE TRANSPORTES E GESTÃO TERRITORIAL PPGTG DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL ECV PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE TRANSPORTES E GESTÃO TERRITORIAL PPGTG DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL ECV DISCIPLINA: TGT410026 FUNDAMENTOS DE ESTATÍSTICA 8ª AULA: ESTIMAÇÃO POR INTERVALO

Leia mais

+1 2 Nox +1 2 Carga Nox +7 8 Carga

+1 2 Nox +1 2 Carga Nox +7 8 Carga 01 Cl 2 Cl Nox = 0 Nox = 1 Cl O +1 2 Nox +1 2 Carga Cl O 4 +7 2 Nox +7 8 Carga Resposta: Respectivamente zero, 1, +1, +7. 1 02 a) NH 4 NO 3 NH 4 + cátion + NO 3 ânion N H 4 + 3 +1 Nox 3 +4 Carga N O 3

Leia mais

Duração: 90 minutos 5º Teste, Junho Nome Nº T:

Duração: 90 minutos 5º Teste, Junho Nome Nº T: Escola Secudária Dr. Âgelo Augusto da Silva Teste de MATEMÁTICA A 11º Ao Duração: 90 miutos 5º Teste, Juho 006 Nome Nº T: Classificação O Prof. (Luís Abreu) 1ª PARTE Para cada uma das seguites questões

Leia mais

Átomos Coordenantes mais vulgares. Ligandos mais frequentes

Átomos Coordenantes mais vulgares. Ligandos mais frequentes Átomos Coordenantes mais vulgares Elementos que se podem coordenar directamente aos átomos ou iões metálicos. H C O F Si P S Cl As Se Br Sb Te I mono-negativos (Hidreto e Halogénios) di-negativos (O 2-,

Leia mais

Em certas situações particulares é possível operar com raízes quadradas, raízes cúbicas,...

Em certas situações particulares é possível operar com raízes quadradas, raízes cúbicas,... Escola Secudária/, da Sé-Lamego Ficha de Trabalho de Matemática A Ao Lectivo 000/0 Cojuto IR - Operações com radicais, racioalização de deomiadores e equadrametos 0º Ao Nome: Nº: Turma: NÚMEROS IRRACIONAIS

Leia mais

INTRODUÇÃO A TEORIA DE ERROS

INTRODUÇÃO A TEORIA DE ERROS Profa. Msc. Tereziha Saes de Lima Istituto Tecológico de Aeroáutica ITA Cetro Técico Aeroespacial CTA Praça Marechal Eduardo Gomes, 50. Vila das Acácias, São José dos campos SP. [email protected] INTRODUÇÃO

Leia mais

2- Resolução de Sistemas Não-lineares.

2- Resolução de Sistemas Não-lineares. MÉTODOS NUMÉRICOS PARA EQUAÇÕES DIFERENCIAIS PARCIAIS - Resolução de Sisteas Não-lieares..- Método de Newto..- Método da Iteração. 3.3- Método do Gradiete. - Sisteas Não Lieares de Equações Cosidere u

Leia mais

CAPÍTULO 5 - INTRODUÇÃO À INFERÊNCIA ESTATÍSTICA

CAPÍTULO 5 - INTRODUÇÃO À INFERÊNCIA ESTATÍSTICA CAPÍTULO 5 - INTRODUÇÃO À INFERÊNCIA ESTATÍSTICA 5. INTRODUÇÃO É freqüete ecotrarmos problemas estatísticos do seguite tipo : temos um grade úmero de objetos (população) tais que se fossem tomadas as medidas

Leia mais

Capítulo 5 Cálculo Diferencial em IR n 5.1 Definição de função de várias variáveis: campos vetoriais e campos escalares.

Capítulo 5 Cálculo Diferencial em IR n 5.1 Definição de função de várias variáveis: campos vetoriais e campos escalares. 5. Defiição de fução de várias variáveis: campos vetoriais e. Uma fução f : D f IR IR m é uma fução de variáveis reais. Se m = f é desigada campo escalar, ode f(,, ) IR. Temos assim f : D f IR IR (,, )

Leia mais

UNIDADE I A ESTATÍSTICA E SEUS MÉTODOS

UNIDADE I A ESTATÍSTICA E SEUS MÉTODOS UNIDADE I A ESTATÍSTICA E SEUS MÉTODOS. - Itrodução Histórica Os homes desde a atiguidade faziam registros de dados que cosideravam iformações importates, como o úmero de habitates, de ascimetos e de óbitos,

Leia mais

Resoluçaõ de exercícios de Programação Linear Inteira

Resoluçaõ de exercícios de Programação Linear Inteira Resoluçaõ de exercícios de Programação Liear Iteira Carlos Eduardo Ramisch - N.º Cartão: 134657 PESQUISA OPERACIONAL I (ADM01120) Turma B Professor Deis Borestei 19 de juho de 2006 Problema 1: Exercício

Leia mais

Preliminares 1. 1 lim sup, lim inf. Medida e Integração. Departamento de Física e Matemática. USP-RP. Prof. Rafael A. Rosales. 8 de março de 2009.

Preliminares 1. 1 lim sup, lim inf. Medida e Integração. Departamento de Física e Matemática. USP-RP. Prof. Rafael A. Rosales. 8 de março de 2009. Medida e Itegração. Departameto de Física e Matemática. USP-RP. Prof. Rafael A. Rosales 8 de março de 2009. 1 lim sup, lim if Prelimiares 1 Seja (x ), N, uma seqüêcia de úmeros reais, e l o limite desta

Leia mais

Testes de Ajustamento (testes da bondade do ajustamento)

Testes de Ajustamento (testes da bondade do ajustamento) Testes de Ajustameto (testes da bodade do ajustameto) Os testes de ajustameto servem para testar a hipótese de que uma determiada amostra aleatória teha sido extraída de uma população com distribuição

Leia mais

PROF: Alex LISTA 8 DATA: 21/08/2011 UFF (Segunda Fase)

PROF: Alex LISTA 8 DATA: 21/08/2011 UFF (Segunda Fase) NME: PRF: Alex LISTA 8 DATA: /08/0 UFF (Seguda Fase) 0 - (UFF RJ/005) As substâcias a seguir idicadas provocam aumeto da massa muscular e dimiuição da gordura dos atletas. uso idiscrimiado dessas substâcias,

Leia mais

Sequências Reais. Departamento de Matemática - UEL Ulysses Sodré. 1 Sequências de números reais 1

Sequências Reais. Departamento de Matemática - UEL Ulysses Sodré.  1 Sequências de números reais 1 Matemática Essecial Sequêcias Reais Departameto de Matemática - UEL - 200 Ulysses Sodré http://www.mat.uel.br/matessecial/ Coteúdo Sequêcias de úmeros reais 2 Médias usuais 6 3 Médias versus progressões

Leia mais

CONSTANTES. 9,65x10 Cmol = 9,65x10 Asmol = 9,65x10 J V mol

CONSTANTES. 9,65x10 Cmol = 9,65x10 Asmol = 9,65x10 J V mol CONSTANTES Costate de Avogadro = Costate de Faraday (F) = 6,0 x0 mol Volume molar de gás ideal =,4 L (CNTP) Carga elemetar = Costate dos gases (R) = Costate gravitacioal (g) = 9,65x0 Cmol = 9,65x0 Asmol

Leia mais

Rua 13 de junho,

Rua 13 de junho, NOME: 1. (Cefet MG 013) Durate o mesmo período, dois irmãos depositaram, uma vez por semaa, em seus respectivos cofrihos, uma determiada quatia, da seguite forma: o mais ovo depositou, a primeira semaa,

Leia mais

Elevando ao quadrado (o que pode criar raízes estranhas),

Elevando ao quadrado (o que pode criar raízes estranhas), A MATEMÁTICA DO ENSINO MÉDIO, Vol. Soluções. Progressões Aritméticas ) O aumeto de um triâgulo causa o aumeto de dois palitos.logo, o úmero de palitos costitui uma progressão aritmética de razão. a a +(

Leia mais

Metais de Transição. Complexos de Coordenação. Campo Cristalino e Campo Ligante

Metais de Transição. Complexos de Coordenação. Campo Cristalino e Campo Ligante Metais de Transição Complexos de Coordenação Campo Cristalino e Campo Ligante 1 Revisão: Luz e Cor Equação fundamental Espectro eletromagnético Absorção de fóton; cor refletida Relaxação vibracional (não

Leia mais

FORMA TRIGONOMÉTRICA. Para ilustrar, calcularemos o argumento de z 1 i 3 e w 2 2i AULA 34 - NÚMEROS COMPLEXOS

FORMA TRIGONOMÉTRICA. Para ilustrar, calcularemos o argumento de z 1 i 3 e w 2 2i AULA 34 - NÚMEROS COMPLEXOS 145 AULA 34 - NÚMEROS COMPLEXOS FORMA TRIGONOMÉTRICA Argumeto de um Número Complexo Seja = a + bi um úmero complexo, sedo P seu afixo o plao complexo. Medido-se o âgulo formado pelo segmeto OP (módulo

Leia mais

P2 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 16/05/09

P2 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 16/05/09 P2 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 16/05/09 Nome: GABARITO Nº de Matrícula: Turma: Assiatura: Questão Valor Grau Revisão 1 a 2,5 2 a 2,5 3 a 2,5 4 a 2,5 Total 10,0 Costates: R 8,314 J mol -1 K -1 0,0821 atm

Leia mais

ESTATÍSTICA. para Psicologia Parte 2. 01/06/2011 Bertolo 1

ESTATÍSTICA. para Psicologia Parte 2. 01/06/2011 Bertolo 1 ESTATÍSTICA para Psicologia Parte 2 01/06/2011 Bertolo 1 01/06/2011 Bertolo 2 Cap 02 - Medidas Estatísticas A distribuição de frequêcias permite-os descrever, de modo geral, os grupos de valores (classes)

Leia mais

Novas Operações com Matrizes: Algumas de Suas Propriedades e Aplicações.

Novas Operações com Matrizes: Algumas de Suas Propriedades e Aplicações. Novas perações com atrizes: lgumas de Suas ropriedades e plicações toiel Nogueira da Silva e Valdair Bofim Itrodução: presete trabalho origiou-se durate o desevolvimeto de um projeto do rograma Istitucioal

Leia mais

SUCESSÕES E SÉRIES. Definição: Chama-se sucessão de números reais a qualquer f. r. v. r., cujo domínio é o conjunto dos números naturais IN, isto é,

SUCESSÕES E SÉRIES. Definição: Chama-se sucessão de números reais a qualquer f. r. v. r., cujo domínio é o conjunto dos números naturais IN, isto é, SUCESSÕES E SÉRIES Defiição: Chama-se sucessão de úmeros reais a qualquer f. r. v. r., cujo domíio é o cojuto dos úmeros aturais IN, isto é, u : IN IR u( ) = u Defiição: i) ( u ) IN é crescete IN, u u

Leia mais

Intervalo de Confiança para uma Média Populacional

Intervalo de Confiança para uma Média Populacional Estatística II Atoio Roque Aula 5 Itervalo de Cofiaça para uma Média Populacioal Um dos objetivos mais importates da estatística é obter iformação sobre a média de uma dada população. A média de uma amostra

Leia mais

Estatística stica para Metrologia

Estatística stica para Metrologia Estatística stica para Metrologia Aula Môica Barros, D.Sc. Juho de 28 Muitos problemas práticos exigem que a gete decida aceitar ou rejeitar alguma afirmação a respeito de um parâmetro de iteresse. Esta

Leia mais

1. CENTROS DE MASSA 1.2. CENTRO DE MASSA DE UM CORPO BI-DIMENSIONAL

1. CENTROS DE MASSA 1.2. CENTRO DE MASSA DE UM CORPO BI-DIMENSIONAL . CENTROS DE ASSA.. FORÇAS E CORPOS RÍGIDOS Corpo rígido é aquele que ão se deforma. As forças que actuam em corpos rígidos podem ser classificadas em dois grupos: Forças Exteriores que represetam a acção

Leia mais

A = Amplitude (altura máxima da onda) c = velocidade da luz = 2,998 x 10 8 m.s -1 3,00 x 10 8 m.s -1. 10 14 Hz. Verde: λ = = Amarela: λ =

A = Amplitude (altura máxima da onda) c = velocidade da luz = 2,998 x 10 8 m.s -1 3,00 x 10 8 m.s -1. 10 14 Hz. Verde: λ = = Amarela: λ = RADIAÇÃO ELETROMAGNÉ QUÍMICA BÁSICAB ESTRUTURA ATÔMICA II PR UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ DAQBI Prof. Luiz Alberto RADIAÇÃO ELETROMAGNÉ RADIAÇÃO ELETROMAGNÉ λ comprimeto de oda Uidade: metro

Leia mais

Estatística: Aplicação ao Sensoriamento Remoto SER ANO Técnicas de Reamostragem

Estatística: Aplicação ao Sensoriamento Remoto SER ANO Técnicas de Reamostragem Estatística: Aplicação ao Sesoriameto Remoto SER 202 - ANO 2016 Técicas de Reamostragem Camilo Daleles Reó [email protected] http://www.dpi.ipe.br/~camilo/estatistica/ Distribuição Amostral Testes paramétricos

Leia mais

Seqüências e Séries. Notas de Aula 4º Bimestre/2010 1º ano - Matemática Cálculo Diferencial e Integral I Profª Drª Gilcilene Sanchez de Paulo

Seqüências e Séries. Notas de Aula 4º Bimestre/2010 1º ano - Matemática Cálculo Diferencial e Integral I Profª Drª Gilcilene Sanchez de Paulo Seqüêcias e Séries Notas de Aula 4º Bimestre/200 º ao - Matemática Cálculo Diferecial e Itegral I Profª Drª Gilcilee Sachez de Paulo Seqüêcias e Séries Para x R, podemos em geral, obter sex, e x, lx, arctgx

Leia mais

RELATÓRIO DAS ACTIVIDADES LABORATORIAIS

RELATÓRIO DAS ACTIVIDADES LABORATORIAIS RELATÓRIO DAS ACTIVIDADES LABORATORIAIS NOME DA ACTIVIDADE LABORATORIAL 1.4. - Determinação de Ca²+ e Mg²+ em alimentos por formação de complexos OBJECTIVOS Pretende- se com esta actividade determinar

Leia mais

4 HIDROLOGIA ESTATÍSTICA: conceitos e aplicações

4 HIDROLOGIA ESTATÍSTICA: conceitos e aplicações 4 HIDROLOGIA ESTATÍSTICA: coceitos e aplicações 4. Coceitos básicos de Probabilidades Um cojuto de dados hidrológicos ecessita ser previamete aalisado com base em algus idicadores estatísticos básicos

Leia mais

Equilíbrio Ácido-base

Equilíbrio Ácido-base Universidade Federal de Juiz de Fora Instituto de Ciências Exatas Departamento de Química Disciplina Química das Soluções QUI084 II semestre 2016 AULA 03 Equilíbrio Ácido-base Hidrólise de Sais Profa.

Leia mais

DILMAR RICARDO MATEMÁTICA. 1ª Edição DEZ 2012

DILMAR RICARDO MATEMÁTICA. 1ª Edição DEZ 2012 DILMAR RICARDO MATEMÁTICA TEORIA 6 QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS GABARITADAS Teoria e Seleção das Questões: Prof. Dilmar Ricardo Orgaização e Diagramação: Mariae dos Reis ª Edição DEZ 0 TODOS OS DIREITOS

Leia mais

Números Complexos. David zavaleta Villanueva 1

Números Complexos. David zavaleta Villanueva 1 Material do miicurso a ser lecioado o III EREM-Mossoró-UERN UFRN - Uiversidade Federal do Rio Grade do Norte Edição N 0 outubro 011 Números Complexos David zavaleta Villaueva 1 1 CCET-UFRN, Natal, RN,

Leia mais

ERROS ERRO DE ARREDONDAMENTO

ERROS ERRO DE ARREDONDAMENTO ERROS Seja o valor aproimado do valor eacto. O erro de deie-se por ε ε erro absoluto de Aálise N um érica 4 ERRO DE ARREDONDAENTO Seja o valor aproimado do valor eacto tedo eactamete k dígitos após o poto

Leia mais

6. Testes de Hipóteses Conceitos Gerais

6. Testes de Hipóteses Conceitos Gerais 6. Testes de Hipóteses Coceitos Gerais Este capitulo itrodutório, pretede apresetar todas as defiições e todo o vocabulário utilizado em testes de hipóteses. Em um primeiro mometo, talvez você fique um

Leia mais

CORDAS E TUBOS SONOROS TEORIA

CORDAS E TUBOS SONOROS TEORIA CORDAS E TUBOS SONOROS TEORIA Já vimos a formação de odas estacioárias de maeira geral. Agora, vamos estudar este assuto de forma mais específica. Primeiramete, vamos os cocetrar em uma corda, que pode

Leia mais

Química Analítica IV TITULOMETRIA DE COMPLEXAÇÃO

Química Analítica IV TITULOMETRIA DE COMPLEXAÇÃO Química Analítica IV 1 semestre 2012 Profa. Maria Auxiliadora Costa Matos TITULOMETRIA DE COMPLEXAÇÃO 1 TITULAÇÕES POR COMPLEXAÇÃO Titulometria de complexação ou titulações por complexação são titulações

Leia mais

VII Equações Diferenciais Ordinárias de Primeira Ordem

VII Equações Diferenciais Ordinárias de Primeira Ordem VII Equações Difereciais Ordiárias de Primeira Ordem Itrodução As equações difereciais ordiárias são istrumetos esseciais para a modelação de muitos feómeos proveietes de várias áreas como a física, química,

Leia mais

INTRODUÇÃO. Exemplos. Comparar três lojas quanto ao volume médio de vendas. ...

INTRODUÇÃO. Exemplos. Comparar três lojas quanto ao volume médio de vendas. ... INTRODUÇÃO Exemplos Para curar uma certa doeça existem quatro tratametos possíveis: A, B, C e D. Pretede-se saber se existem difereças sigificativas os tratametos o que diz respeito ao tempo ecessário

Leia mais

Concentração analítica de soluções

Concentração analítica de soluções LCE-108 Química Inorgânica e Analítica Concentração analítica de soluções Wanessa Melchert Mattos Concentração de soluções: Molaridade Definida como a quantia de soluto por litro de solução Concentração

Leia mais

somente um valor da variável y para cada valor de variável x.

somente um valor da variável y para cada valor de variável x. Notas de Aula: Revisão de fuções e geometria aalítica REVISÃO DE FUNÇÕES Fução como regra ou correspodêcia Defiição : Uma fução f é uma regra ou uma correspodêcia que faz associar um e somete um valor

Leia mais

PG apostila (Pucrs 2015) O resultado da adição indicada 0,001 0, , é. a) 1 9. b) c) 99. d) 100. e) 999

PG apostila (Pucrs 2015) O resultado da adição indicada 0,001 0, , é. a) 1 9. b) c) 99. d) 100. e) 999 PG apostila. (Fuvest 05) Um alfabeto miimalista é costituído por apeas dois símbolos, represetados por * e #. Uma palavra de comprimeto,, é formada por escolhas sucessivas de um desses dois símbolos. Por

Leia mais

Rejane Corrrea da Rocha. Matemática Financeira

Rejane Corrrea da Rocha. Matemática Financeira Rejae Corrrea da Rocha Matemática Fiaceira Uiversidade Federal de São João del-rei 0 Capítulo 5 Matemática Fiaceira Neste capítulo, os coceitos básicos de Matemática Fiaceira e algumas aplicações, dos

Leia mais

REPRODUÇÃO HUMANA CAPÍTULO 1 BIO 2 PROFA ROSE LOPES 1º ANO

REPRODUÇÃO HUMANA CAPÍTULO 1 BIO 2 PROFA ROSE LOPES 1º ANO REPRODUÇÃO HUMANA CAPÍTULO 1 BIO 2 PROFA ROSE LOPES 1º ANO A reprodução sexuada é realizada pela uião de células especializadas, chamadas gametas. Os idivíduos que surgem por reprodução sexuada se parecem

Leia mais