Anais TRILHA DA INDÚSTRIA Congresso Brasileiro de Software: Teoria e Prática 28 de setembro a 03 de outubro de 2014 Maceió/AL

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1 Congresso Brasileiro de Software: Teoria e Prática 28 de setembro a 03 de outubro de 2014 Maceió/AL TRILHA DA INDÚSTRIA TRILHA DA INDÚSTRIA 2014 Anais

2 Anais Volume 02 ISSN TRILHA DA INDÚSTRIA 2014 Trilha da Indústria COORDENADOR DO COMITÊ DE PROGRAMA Juliano Iyoda - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) COORDENAÇÃO DO CBSOFT 2014 Baldoino Fonseca - Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Leandro Dias da Silva - Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Márcio Ribeiro - Universidade Federal de Alagoas (UFAL) REALIZAÇÃO Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Instituto de Computação (IC/UFAL) PROMOÇÃO Sociedade Brasileira de Computação (SBC) PATROCÍNIO CAPES, CNPq, INES, Google APOIO Instituto Federal de Alagoas, Aloo Telecom, Springer, Secretaria de Estado do Turismo AL, Maceió Convention & Visitors Bureau, Centro Universitário CESMAC e Mix Cópia 2

3 PROCEEDINGS Volume 02 ISSN INDUSTRY 2014 Industry PROGRAM CHAIR Juliano Iyoda - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) CBSOFT 2014 GENERAL CHAIRS Baldoino Fonseca - Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Leandro Dias da Silva - Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Márcio Ribeiro - Universidade Federal de Alagoas (UFAL) ORGANIZATION Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Instituto de Computação (IC/UFAL) PROMOTION Sociedade Brasileira de Computação (SBC) SPONSORS CAPES, CNPq, INES, Google SUPPORT Instituto Federal de Alagoas, Aloo Telecom, Springer, Secretaria de Estado do Turismo - AL, Maceió Convention & Visitors Bureau, Centro Universitário CESMAC and Mix Cópia 3

4 Autorizo a reprodução parcial ou total desta obra, para fins acadêmicos, desde que citada a fonte 4

5 Apresentação Estes anais contêm os trabalhos apresentados na Trilha da Indústria do Congresso Brasileiro de Software Teoria e Prática, evento ocorrido em Maceió, AL, do dia 29 de Setembro de 2014 a 03 de Outubro de A Trilha da Indústria é um fórum para compartilhar os conhecimentos e as experiências práticas com a comunidade brasileira de software. É a oportunidade ideal para os participantes da academia e a indústria estabelecerem cooperações bem como estimular a troca de ideias e futuras inovações. O objetivo do evento é integrar as diversas comunidades de pesquisadores e profissionais e estender o estado da prática tanto no que se refere ao desenvolvimento quanto aos processos e ferramentas da Engenharia de Software. Para esta edição, o evento recebeu uma variedade de contribuições. Foram 25 submissões, dentre as quais 21 foram selecionadas para apresentação. Gostaria de agradecer aos palestrantes por suas submissões e aos membros do Comitê de Técnico pela dedicação e empenho durante as revisões. Por fim, agradeço os professores Baldoino Fonseca, Leandro Dias da Silva e Márcio Ribeiro pela ajuda oferecida durante a organização da Trilha da Indústria e parabenizoos pela excelente condução na organização do CBSoft. Maceió, Setembro de Juliano Iyoda Coordenador da Trilha da Indústria CBSoft

6 Comitês Técnicos / Program Committee Comitê do programa / Program Committee Alberto Avritzer - Siemens Corporate Research Alex Sandro Gomes - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Alexandre Alvaro - Universidade Federal de São Carlos (UFScar) Alexandre Gomes - Universidade de Brasília (UnB) Anderson Silva - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Cleidson de Souza - Universidade Federal do Pará (UFPA) Daniel Lucrédio - Universidade Federal de São Carlos (UFScar) Eduardo Cruz - Reuse in Software Engineering (RiSE) Eduardo Guerra - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) Fernando Trinta - Universidade Federal do Ceará (UFC) Frederico Durão - Universidade Federal da Bahia (UFBA) Gibeon Soares de A. Junior - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Gleison Santos - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ) Higor Souza - Instituto Militar de Engenharia (IME)/Universidade de São Paulo (USP) Keith de Souza - Universidade de São Paulo (USP) Kiev Gama - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Leandro M. Nascimento - Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Leila Bergamasco - Universidade de São Paulo (USP) Marcelo Fantinato - Universidade de São Paulo (USP) Neilson Ramalho - Universidade de São Paulo (USP) Paulo Merson - SEI, TCU, Alcenit Rafael Prikladnicki - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) Roberto Rocha - Universidade de São Paulo (USP) Simone Santos - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Thiago Burgos - Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) Vanilson Burégio - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Vinicius Garcia - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) 6

7 Comitê organizador / Organizing Committee COORDENAÇÃO GERAL Baldoino Fonseca - Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Leandro Dias da Silva - Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Márcio Ribeiro - Universidade Federal de Alagoas (UFAL) COMITÊ LOCAL Adilson Santos - Centro Universitário Cesmac (CESMAC) Elvys Soares - Instituto Federal de Alagoas (IFAL) Francisco Dalton Barbosa Dias - Universidade Federal de Alagoas (UFAL) COORDENADOR DO COMITÊ DE PROGRAMA DA TRILHA DA INDÚSTRIA Juliano Iyoda - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) 7

8 Índice / Table of Contents Enriquecendo a Elicitação e a Análise de Requisitos para equipes multifuncionais no Scrum com Test Driven Development Rafael Soares, Fernanda Alencar O Que 10 anos de Experiência nos Ensinaram sobre Desenvolvimento Distribuído de Software Sabrina Marczak, Marcelo Perin, Rafael Prikladnicki, Christiano Ayub, Geraldo Gomes Scrum pode causar falhas em projeto? Como lidar com isso? Andreia Santos, Igor Correia Técnicas de Usabilidade em sistema web na fase de requisitos: um relato de experiência Igor Correia, Andreia Santos Lições Aprendidas na Definição do Processo de Entrega de Soluções do Ministério do Planejamento Vinicius Silva, Rodrigo Santos, Sergio Assis Rodrigues, Eduardo Gomes, Fernando Siqueira, Miriam Chaves, Claudia Werner, Jano Souza MAnGve: a step towards deploying Agile Governance Alexandre Luna, Ivaldir Honório de Farias Júnior, Philippe Kruchten, Hermano Moura Uma Arquitetura de Suporte à Decisão para Micro e Pequenas Empresas Fabio Pereira Implementação do Modelo MPS para Software, Nível G de Maturidade, usando Metodologias Ágeis: Um Caso de Sucesso em uma Empresa de Micro Porte Marcelo Sá, Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira Experiência do SIDI com ferramentas para controle de projetos Thomas Dedding, Fernanda Pellegrini, Tatiane Greco Uma Ferramenta para Gestão Integrada de Projetos Simone Vasconcelos, Leonardo Barroso, Matheus Sales, Filipe Arantes Fernandes

9 Auditorias e verificações: importantes ferramentas de suporte a gestão de projetos Tatiane Greco, Fernanda Pellegrini, Thomas Dedding O Uso da Ferramenta Trello na Implementação do Modelo MPS para Software, Nível G de Maturidade, em uma Empresa de Micro Porte Aruanda Simoes, Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira Uma Ferramenta para Gerenciamento de Infraestruturas de Computação em Nuvem. Leandro M. Nascimento, Vinicius Garcia, Rodrigo Assad, Silvio Meira, Julio Damasceno Text Generation from Business Process Models Raphael Rodrigues, Leonardo Azevedo, Kate Revoredo, Henrik Leopold Terceirização na implementação de testes: os dois lados da moeda Raquel Dias, Gerson Albuquerque, Abel Gripp, Danielo Gomes, Italo Araújo, Ismayle Sousa Santos, Leodercio Filho, Rossana Andrade Uma Proposta de Solução para Distribuição de Conteúdos Educacionais Jean Louis Brasil Fernandes da Costa, Vinicius Garcia, Rodrigo Assad, Mauricio Carvalho Um processo de desenvolvimento de software na gestão municipal, utilizando métricas de qualidade Euristenho Queiroz de Oliveira Júnior USTORE: Uma plataforma de computação em nuvem privada para apoio a e-science Jose Fernando S. Carvalho, Vinícius C. Garcia, Rodrigo E. Assad, Vinod Rebelo Uma Abordagem para Indexação e Buscas Full-Text Baseadas em Conteúdo para Sistemas de Armazenamento em Nuvem Marco André Machado, Frederico Durao, Rodrigo Assad, Vinicius Garcia Um Caso Real de Desenvolvimento e Implantação de Workflow em Ambiente de Telecom Fabiola Pereira, Emilio Dias, Geovana Cardoso, Cádimo Raposo On the Importance of Separating Business and Technology in Information Management Applications Rafael Chaves

10 Enriquecendo a Elicitação e a Análise de Requisitos para Equipes Multifuncionais no Scrum com Test Driven Development Rafael Soares 1, Fernanda Alencar 1,2 1 Programa de Pós Graduação em Engenharia da Computação Universidade de Pernambuco (UPE) Rua Benfica, 455 Madalena Recife/PE, Brasil {rhas, 2 DES-CTG Universidade Federal de Pernambuco, Av. de Arquitetura, s/n., CDU - Recife/PE, Brasil. Abstract. In order to improve the success rate of software projects various methodologies have been proposed as an alternative to traditional software development agile methodologies are one example but there are many challenges with respect to engineering requisites within these methodologies. Among these problems we highlight the challenges during elicitation and analysis of requirements. The Test Driven Development is a technique driven development and testing when used in conjunction with Scrum provides some benefits. In this context, this work presents, through an experiment in the industry, the impact of TDD in the elicitation process and requirements analysis for multi-functional Scrum team. Resumo. No intuito de melhorar a taxa de sucesso dos projetos de software várias metodologias foram propostas como uma alternativa aos modelos tradicionais de desenvolvimento de software as metodologias ágeis são um exemplo disso porém existem diversos desafios com relação a engenharia de requisites dentro dessas metodologias. Entre esses problemas podemos evidenciar os desafios na fase de elicitação e análise de requisitos. O Test Driven Development é uma técnica de desenvolvimento guiado por testes e quando utilizado em conjunto com o Scrum apresenta alguns benefícios. Nesse contexto este trabalho apresenta, através de um experimento na industria, os impactos do TDD no processo de elicitação e análise de requisitos para equipe multifuncionais do Scrum. 10

11 1. Resumo No intuito de melhorar a taxa de sucesso dos projetos de software várias metodologias foram propostas como uma alternativa aos modelos tradicionais de desenvolvimento de software as metodologias ágeis são um exemplo disso. Várias são as metodologias de desenvolvimento que implementam o manifesto ágil, dentre elas destaca-se o Scrum. O Scrum foi concebido como um estilo de gerenciamento de projetos em empresas de fabricação de automóveis e produtos de consumo, por Takeuchi e Nonaka no artigo "The New Product Development Game" (Harvard Business Review, Janeiro-Fevereiro 1986) e mais tarde adaptado para o desenvolvimento de software por Kent Beck. [COHN, M, 2011] mostra alguns benefícios da utilização do Scrum em projetos de desenvolvimento de software em comparação com outras metodologias de desenvolvimento tradicional, como o RUP por exemplo, porém a forma simplista e eficiente utilizada pelo Scrum para ditar o desenvolvimento de um software carrega consigo alguns problemas sobretudo na engenharia de requisitos. O processo de elicitação e análise de requisitos é um processo importante da engenharia de software, pois define quais os requisitos de um sistema de software e como eles devem se comportar. Devido ao nível de importância que o Scrum adota para tratar os requisitos, que muitas vezes são armazenados e descritos através de estórias de usuários, o processo de elicitação e análise de requisitos dentro do Scrum carrega alguns problemas, como por exemplo, falta de disponibilidade dos clientes para análise e elicitação de requisitos tornando os requisitos falhos, pouco analisados, incompletos e as vezes sem validação, impactando diretamente na quantidade de alterações ou qualidade do produto final. O Test Driven Development ou TDD é uma técnica de desenvolvimento de software que se baseia em escrever casos de testes para uma determinada funcionalidade ou requisito antes mesmo de implementar tais funcionalidades ou requisitos de fato. O TDD é uma técnica muito usada juntamente com metodologias ágeis, alguns trabalhos mostram que a utilização do TDD juntamente com o Scrum pode trazer benefícios para a metodologia em questão, como por exemplo, [D. JANZEN et al, 2011] argumentam que a utilização de TDD traz melhora no design do código e na legibilidade do mesmo [ M. SINIAALTO et al] mostram que a utilização de TDD proporciona aos desenvolvedores mais segurança na hora de realizar alguma mudança ou manutenção, pois ao alterar um determinado método por exemplo e executar os testes os desenvolvedores visualizarão exatamente onde suas mudanças irão impactar. Dito isto este trabalho utilizou dois tipos de pesquisas para verificar os impactos que a utilização da técnica TDD poderia proporcionar a equipes multifuncionais que utilizam a metodologia Scrum, os tipos de pesquisa utilizados foram: (1) Uma pesquisa básica quantitativa exploratória a respeito da bibliografia, através de uma revisão sistemática da literatura, para verificar trabalhos que indicassem os impactos que a utilização do TDD poderia causar no processo de elicitação e análise de requisitos dentro do Scrum, foram encontrados indícios de que a criação de casos de testes antes de escrever os requisitos, através da utilização de algumas técnicas semelhantes ao TDD, de fato melhoraram o processo de elicitação e análise de requisitos dentro do Scrum; (2) Uma pesquisa aplicada qualitativa explicativa, através de um estudo de caso 11

12 real na indústria, para verificar se o TDD de fato poderia proporcionar os mesmos benefícios ao processo de elicitação e análise de requisitos para equipes multifuncionais do Scrum, assim como outras técnicas semelhantes ao TDD conseguiram proporcionar. Os resultados obtidos foram que o processo de criar casos de testes antes de escrever de fato o código fez com que os desenvolvedores do experimento realizassem questionamentos sobre os requisitos, melhorando não somente a análise de tais requisitos, mas também melhorando o processo de elicitação de novos requisitos. Os tópicos abordados na apresentação serão: Engenharia de Requisitos (elicitação e análise de requisitos); Metodologias ágeis (Scrum), Problemas da engenharia de Requisitos dentro do Scrum; Test Driven Development; Test Driven Development para enriquecer o processo de elicitação e análise de requisitos dentro do Scrum, uma revisão sistemática; Os impactos do Test Driven Development no processo de elicitação e análise de requisitos para equipes multifuncionais no Scrum, um experimento realizado na indústria. 2. Audiência Essa palestra destina-se a desenvolvedores, analistas, gerentes de projetos, engenheiros de software e todos os profissionais da área de Tecnologia da Informação que tem curiosidade, admira, utilizam ou gostariam de utilizar métodos ágeis com sucesso, sobretudo a metodologia de desenvolvimento Scrum. 3. Palestrantes A palestra será ministrada pelo Engenheiro de Software Rafael Soares da Stefanini IT Solutions, também mestrando do Programa de Pós-graduação em Engenharia da Computação da Universidade de Pernambuco (PPGEC), sob a orientação da Profa Doutora Fernanda Alencar da Universidade Federal de Pernambuco no PPGEC. O palestrante possui as certificações de CSM (Certified Scrum Master) e CSPO (Certified Scrum Product Owner), ambas pela Scrum Alliance. Está envolvido com metodologias ágeis e a utilização de técnicas da engenharia de software desde Todos os estudos publicados pelo palestrante tem o foco em metodologias ágeis. 7. Referências COHN, M.: Desenvolvimento de software com:aplicando métodos ágeis com sucesso, Bookman D. JANZEN, H. SAIEDIAN.: On the Influence of Test-Driven Development on Software Design. Kansas,USA. (2011) M. SINIAALTO, P. ABRAMHAMSSON.: A Comparative Case Study on the Impact of Test-Driven Development on Program Design and Test Coverage. Oulu, Finland

13 O Que 10 anos de Experiência Ensinaram a Empresa ORG sobre Desenvolvimento Distribuído de Software Sabrina Marczak 1, Marcelo Perin 1, Rafael Prikladnicki 1, Christiano Ayub 2, Geraldo Gomes 2 1 Faculdade de Informática Pontifícia Universidade Católica do RS (PUCRS) Av. Ipiranga, 6681 Partenon Porto Alegre RS Brazil 2 Centro de Desenvolvimento de Software, Empresa ORG Porto Alegre RS Brazil {christiano.ayub, Abstract. Outsourcing software processes has become a common pratice in the IT industry but professionals at ORG, a large multinational company, knew close to nothing about it when they first started 10 years ago. This decade of experience has thought them about how to collaborate with remote teams. For instance, they learned about which tools to use to support distant collaboration, how to defined shared processes to guide the work to be done, and how to reach a common ground to better understand the domain knowledge of the software applications to be developed. In this talk we would like to share key lessons learned over these 10 years developing software in a distributed fashion. Our contribution is valuable to those who would like to establish distributed software teams or to those aiming to improve their current ones. Resumo. Desenvolver software distribuidamente tornou-se comum entre empresas de TI, mas os profissionais da empresa ORG, uma multinacional da área, pouco sabiam sobre o assunto quando começaram há 10 anos. Esta década de experiência ensinou aos mesmos como colaborar com equipes remotas. Por exemplo, aprendeu-se sobre quais ferramentas usar para apoiar colaboração com as equipes remotas, como definir processos para apoiar o trabalho a ser feito e como estabelecer conhecimento mútuo entre as equipes para facilitar a compreensão das áreas de domínio das aplicações. Nesta palestra vai-se compartilhar as principais lições aprendidas neste período sobre como trabalhar com equipes distribuídas de software. A contribuição é válida para quem deseja formar equipes para trabalhar neste contexto ou quem deseja melhorar suas equipes atuais. 1. Resumo da Proposta de Apresentação Com o movimento da globalização no final da década de 90, negócios se tornam globais, fomentando o surgimento do desenvolvimento distribuído de software (Herbsleb and Moitra, 2001), aonde integrantes de equipes são deslocados para mercados próximos do cliente facilitando o entendimento de necessidades de negócio localizadas. Neste novo cenário, equipes de software precisam responder rapidamente às 13

14 mudanças econômicas e de mercado, visando manter suas empresas competitivas. Assim, respostas rápidas à mudanças do escopo do projeto e dos requisitos do software, alinhadas à uma entrega rápida e de qualidade tornam-se essenciais para o atendimento das demandas do cliente. Problemas tradicionais de desenvolvimento de software, tais como a dificuldade de compreensão dos requisitos elicitados com o cliente (Damian and Zowghi, 2003), falhas de comunicação entre membros da equipe (Herbsleb and Mockus, 2003), retrabalho e atrasos causados pela falta de coordenação entre membros da equipe (Herbsleb et al., 2000), entre outros, ficam ainda mais exacerbados neste novo cenário. Profissionais de software precisaram entender como trabalhar neste novo contexto, aonde diferenças culturais e distância física impõem também desafios desconhecidos até aquele momento (Carmel, 1999). Desde então, a literatura na área cresceu vastamente, indicando processos, boas práticas, ferramental, etc bem como desafios e riscos associados ao desenvolvimento distribuído de software. Grande parte desta literatura é baseada em estudos empíricos como relatado no estudo de Darja et al. (2010). Dentre as empresas de desenvolvimento software em escala global localizadas no Brasil, a ORG 1 é uma das pioneiras. Instalouse no Brasil com o apoio da Lei de Informática (Lei no /91), e desde então vem contribuindo para o desenvolvimento do país em vários aspectos. O Centro de Desenvolvimento da ORG começou com apenas 20 funcionários contratados para desenvolver uma única aplicação em conjunto com a matriz da empresa e hoje, mais de 10 anos depois, conta com mais de mil funcionários colaborando em projetos desenvolvidos em parceria com mais de 10 países localizados em 4 continentes. Nestes 10 anos de trabalho com equipes de software distribuídas, a ORG passou por diversas reorganizações estruturais (e.g., alterando definições de funções organizacionais); realinhamento de processos de trabalho, tendo definido os mesmos usando modelos como o CMMI; mudando de parceiros para apoio de ferramental tecnológico, impactando como projetos utilizam recursos para apoio à comunicação e coordenação de tarefas bem como para armazenamento de artefatos gerados; entre outros aspectos. Também se desenvolveu uma cultura de aproximação com os membros de equipes que estão localizados em outros países, seja pelo aprendizado sobre a cultura local destes ou pela aquisição de maturidade em como se colaborar em projetos desta natureza. Ainda, neste período, a ORG vem sendo acompanhada pelo grupo de pesquisa co-autor desta proposta, tendo um olhar externo e metódico baseado em princípios científicos para apoiar suas iniciativas de melhoria e retroalimentar a forma de trabalho com as lições aprendidas e apontadas por esta equipe. O pioneirismo da ORG gerou um ecosistema que hoje traz benefícios não apenas à região que a mesma esta localizada, mas também ao Brasil como um todo. Neste contexto, a proposta desta palestra é, de forma sucinta e consolidada, compartilhar as principais lições aprendidas pela ORG nestes 10 anos de trabalho com equipes distribuídas e globais de software no intuito de auxiliar àqueles que desejam embarcar neste tipo de trabalho ou desejam melhorar como suas equipes distribuídas atuam hoje. Vai-se destacar os principais pontos identificados em um estudo conduzido recentemente pela equipe de pesquisa para identificar os aspectos que promoveram o 1 O nome da empresa foi omitido por políticas de privacidade da mesma. 14

15 sucesso dos projetos realizados na organização desde sua criação. Estes aspectos dizem respeito principalmente a formação e configurações de equipes distribuídas e à gestão do escopo e dos requisitos do projeto. Os mesmos serão apresentados em forma de lições aprendidas para maximizar a contribuição para a audiência esperada da palestra. A apresentação vai ser organizada da seguinte forma: Introdução ao Desenvolvimento Distribuído de Software: breve definição do termo apenas para contextualizar a audiência e permitir que os participantes entendam o assunto da palestra. Introdução à ORG: breve descrição da empresa e seu processo de negócio, apresentando o desenvolvimento distribuído realizado na mesma e destacando suas grandes mudanças estruturais para caracterizar o contexto da contribuição. Lições aprendidas: Os principais fatores que influenciaram o sucesso dos projetos distribuídos na ORG nestes 10 anos serão apresentados em formato de lições aprendidas com exemplos associados às mesmas para melhor ilustrar o que esta sendo sugerido para àqueles que têm interesse no assunto. Considerações finais: Breve mensagem final para motivar os presentes. 2. Audiência A palestra tem como audiência qualquer profissional da área de desenvolvimento de software, em especial àqueles que desejam melhorar os projetos de desenvolvimento distribuídos de software ou estabelecer equipes para trabalhar neste tipo de projeto, sejam eles gerentes de projeto, desenvolvedores, analistas de requisitos, testadores, arquitetos de software, analistas de qualidade, entre outros. Sugere-se que os participantes da palestra tenham conhecimento básico sobre desenvolvimento de software e trabalho colaborativo em equipes. É desejável que o participante tenha conhecimento sobre a definição de desenvolvimento distribuído de software e que saiba as implicações de se trabalhar neste contexto. Entretanto, este conhecimento não é pré-requisito obrigatório. 3. Breve Biografia dos Co-Autores da Palestra Sabrina Marczak é Doutora em Ciência da Computação pela University of Victoria, Canadá. É Professora Adjunta da Faculdade de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Pesquisadora do grupo de pesquisa Munddos, o qual investiga desenvolvimento distribuído de software. Também investiga Engenharia de Requisitos. Foi membro da equipe de negociação da Agência de Gestão Tecnológica da PUCRS, a qual visa estabelecer projetos de P&D com a Universidade. Foi também Gerente do Projeto CMMI-3 pela PUCRS em parceria com a ISD e a Microsoft Brasil, e Analista de Qualidade da Dell Brasil. Palestrante em diversos congressos científicos e cursos técnicos para empresas de TI. Marcelo Perin é Doutor em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Pós-doutor em Marketing pela Universidad de Murcia, Espanha. É professor titular da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia da PUCRS. Foi coordenador do Comitê de Assessoramento de área da FAPERGS e é membro Ad Hoc dos comitês de Assessoramento de área do CNPq e da CAPES. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Marketing, atuando principalmente nos seguintes 15

16 temas: orientação para mercado, orientação para aprendizagem, marketing estratégico, inovação e performance organizacional. Palestrante em diversos congressos científicos. Rafael Prikladnicki é Doutor em Ciência da Computação pela PUCRS. É professor adjunto da Faculdade de Informática da PUCRS e Diretor do Parque Tecnológico da PUCRS, o TECNOPUC. Foi Diretor da Agência de Gestão Tecnológica da PUCRS e Aluno Visitante da University of Victoria, Canadá. É Bolsista de Produtividade do CNPq (PQ nível 2) e Coordenador do MuNDDoS, sendo um dos pioneiros em investigar desenvolvimento distribuído de software no país. Seus interesses de pesquisa também envolvem metodologias ágeis e engenharia de software experimental. Palestrante em diversos congressos científicos e cursos técnicos para empresas de TI. Christiano Ayub é Bacharel em Ciência da Computação pela PUCRS. É Gerente de TI na empresa ORG. Sua principal responsabilidade é resguardar que os objetivos de negócio definidos pela empresa sejam atendidos. Ele gerencia equipes distribuídas em três continentes: América do Sul, Europa e Ásia. Atua na ORG por quatro anos. Foi Gerente de Projetos em outras empresas. Possui experiência apresentando resultados de projetos para clientes e executivos da empresa. Geraldo Gomes é Mestre em Administração e Negócios pela PUCRS. É Gerente Sênior de TI na empresa ORG. Sua principal responsabilidade é alocar membros à equipes e gerenciar o desenvolvimento de suas carreiras. Foi Gerente Sênior de Projetos de Software, sendo que gerenciava equipes no Brasil, nos Estados Unidos e na Índia. Foi também o primeiro contratado do departamento de TI da ORG, dando início aos primeiros projetos distribuídos na história da empresa. Possui experiência apresentando resultados de projetos para clientes, executivos e membros do comitê diretivo da ORG. Agradecimentos Agradecemos o programa PDTI, financiado pela Dell Computers do Brazil Ltd. (Lei 8.248/91) e o CNPq (309000/2012-2). Referências Herbsleb, J. and Moitra, D. (2001) Global Software Development. In IEEE Software, vol. 18, no. 2, pp Damian, D. and Zowghi, D. (2003) RE Challenges in Multi-Site Software Development Organisations. In Requirements Engineering, vol. 8, no. 3, August, pp Herbsleb, J. and Mockus, A. (2003) An Empirical Study of Speed and Communication in Globally Distributed Software Development. In IEEE Transactions on Software Engineering, vol. 29, no. 6, June, pp Herbsleb, J., Mockus, A., Finholt, T., and Grinter, R. (2000) Distance, Dependencies, and Delay in a Global Collaboration. In: Proc. of the Conference on Computer Supported Collaborative Work, Philadelphia, USA, ACM, pp Carmel, E. (1999), Global Software Teams: Collaborating Across Borders and Time Zones, Prentice Hall, New York, USA. Smite, D., Wohlin, C., Gorschek, T. and Feldt, R. (2010) Empirical Evidence in Global Software Engineering: A Systematic Review. In Empirical Software Engineering, vol. 15, no. 1, pp

17 Scrum pode causar falhas em projeto? Como lidar com isso? Andreia Matos dos Santos 1, Igor de Borborema Correia 2 1 Instituto Nokia de Tecnologia - INdT Manaus AM Brazil 2 Department of Product Validation Product Creation Abstract. According to Schwaber, Scrum is not a predictable process; and does not define what to do in all circumstances. Despite being a methodology of the exact sciences, it has much of the human area and this needs to be considered. Scrum is not a miracle, that let alone will offer a recipe ready to solve all your problems. As in traditional processes of development and other agile methodologies, Scrum has advantages and disadvantages, and at some point one or a set of them, could cause the failure in the project. In this presentation we ll present some best practices used to solve common problems, or minimize the use of Scrum, using real examples found in projects at Nokia Institute of Technology, in other words, when problems occurred which strategies we use to solve and what difficulties we face. It will be the opportunity to promote a mindset that problems are possible to circumvent; through the use of some good practices, it is possible to achieve a level of maturity of the agile team, using the best of Scrum. Resumo. De acordo com Schwaber, scrum não é um processo previsível; não define o que fazer em todas as circunstâncias. Apesar de ser uma metodologia das ciências exatas, tem grande parte da área humana e isso precisa ser considerado. Scrum não é um milagreiro, e muito menos vai oferecer uma receita pronta para resolver todos os seus problemas. Como nos processos de desenvolvimento tradicionais e outras metodologias ágeis, Scrum tem vantagens e desvantagens e, em algum momento uma ou um conjunto delas, poderia causar o fracasso do projeto. Nesta apresentação vamos apresentar as melhores práticas utilizadas para resolver ou minimizar problemas comuns no uso do Scrum, utilizando exemplos reais encontradas em projetos no Instituto Nokia de Tecnologia, em outras palavras, quando os problemas ocorreram quais as estratégias que usamos para resolver e quais as dificuldades que enfrentamos. Será a oportunidade de promover uma mentalidade que os problemas são possíveis de contornar; através do uso de algumas boas práticas, é possível atingir um nível de maturidade da equipe ágil, usando o melhor do Scrum. 1. Descrição No desenvolvimento de software, os gestores estão cada vez mais sob pressão para obterem resultados que impulsionem uma melhoria do produto final, o que tem levado a 17

18 um crescimento no uso de metodologias ágeis na gestão de projetos de desenvolvimento de software, cujo objetivo é maximizar a produtividade de um grupo de trabalho com a promessa de entrega rápida, flexibilidade e qualidade. O termo Scrum foi associado ao desenvolvimento pela primeira vez por Hirotaka Takeuchi e Ikujiro Nonaka no livro The New Product Development Game. Os autores enaltecem a importância de se adotar uma forma de desenvolvimento onde toda a equipe trabalhe como uma unidade para atingir um objetivo comum. Ou seja, nesses projetos existem times trabalhando como uma unidade altamente integrada com cada membro desempenhando um papel bem definido e o time inteiro focando num único objetivo entrega do produto. Em 1995, Ken Schwaber formalizou o Scrum para projetos de desenvolvimento de software baseado no sistema lean da Toyota, onde o objetivo era eliminar práticas de controle desnecessárias, inadequadas e burocráticas, se concentrando na essência do processo de confecção de sistemas de informação. O Scrum é bastante objetivo, possuindo metas claras, equipe bem definida, flexibilidade, comprometimento, cooperação; e sua curva de aprendizado é relativamente baixa. Segundo seu autor Schwaber (2004), o Scrum não é um processo previsível, ele não define o que fazer em todas as circunstâncias. Ele é utilizado em trabalhos complexos onde não é possível prever os acontecimentos e oferece um framework e um conjunto de práticas que torna tudo visível. Isso permite a equipe ter uma visão exata dos fatos ao longo do projeto e se necessário, realizar os devidos ajustes visando alcançar seus objetivos. Este é um dos pontos fortes do Scrum: Adaptabilidade e Flexibilidade. Apesar de o Scrum ser uma metodologia da área de exatas, ela tem muito da área de humanas e isso precisa ser levado em consideração o tempo todo. Ou seja, o Scrum não é milagreiro e muito menos irá oferecer uma receita pronta para resolver todos os seus problemas. O Scrum foca as pessoas que desenvolvem o software e não o processo em si, que geralmente seguem requisitos rígidos definidos no início do projeto. Assim como outros processos e metodologias ágeis, o Scrum possui vantagens e desvantagens e em algum momento do projeto uma desvantagem ou um conjunto delas, pode vir a causar sérias falhas em projetos. Pensamentos ou problemas, como os listados abaixo, podem atrapalhar o uso do framework e comprometer o bom andamento da execução do projeto. - Scrum nunca falha! É uma estrutura simples, mas não tão fácil de implementar, - É uma forma completamente nova de pensar e difíci de mudar a mentalidade da equipe, não é apenas uma lista de práticas, - Você fazer reuniões diárias de pé com duração de 15 minutos não significa que faz Scrum, - Vai acabar voltando às velhas normas dos modelos tradicionais, - Muitas cerimônias Scrum que demoram e causam atrasos, - ScrumMasters ruins, atuando como chefes, - Falha ao fazer uma lista de priorização e/ou de impedimentos, - Não dá-se suficiente atenção para a arquitetura, experiência do usuário e soluções alternativas, - Incapacidade de manter toda a equipe comprometida nas reuniões de planejamento, 18

19 - Falta do entendimento de toda a equipa em relação aos Critérios de Aceitação, - PO é surpreendido durante o Sprint Review, - Dificuldade em rastrear de forma efetiva o rastreamento da velocidade do time, - Utilização ineficaz da Retrospectiva, - Na maioria das vezes os testadores não fazem parte da Equipe, - Acúmulo de Dívida Técnica (defeitos aparecem no fim, custo do refactoring e re-design), entre outros. O desafio futuro do Scrum e também das metodologias ágeis é encontrar meios de minimizar as suas desvantagens sem transformá-las em metodologias pesadas, como também aumentar o número de pessoas que integram a equipe sem perder a confiabilidade e eficiência no gerenciamento de mudanças. Neste sentido, a palestra tem o objetivo de apresentar uma relação de boas práticas que possam ser utilizadas por equipes de projetos simples a complexos, que façam uso do Scrum. Essas práticas foram vividas em projetos reais no Instituto Nokia de Tecnologia, onde o Scrum é adotado a cerca de 8 anos e, portanto, onde foi possível experimentar diferentes abordagens como alternativas para lidar com problemas relacionados a metodologia durante seus projetos. A conclusão que se chega é a de que, apesar de algumas desvantagens, no Scrum e assim como outras metodologias ágeis, vale a pena se analisar as dificuldades com cuidado, pois suas vantagens ainda são superiores às metodologias conhecidas como tradicionais. Na experiência que tivemos em projetos na empresa, chegamos a utilizar, como saída, a adoção de um modelo híbrido com Scrum e Kanban em uma certa etapa de projeto, o que foi muito positivo. Com isto, espera-se que o público, possa ter contato com outro lado do Scrum que não apenas as vantagens em utilizar e que saiam da palestra com a mentalidade de que os problemas são possíveis de se contornar e que com o uso de boas práticas se consegue chegar à um amadurecimento de equipe ágil, extraindo o melhor da metodologia. 2. Tópicos Abordados Os principais tópicos abordados durante a apresentação, estão listados abaixo. Os mesmos serão enfatizados sob o ponto de vista dos problemas citados na descrição desta proposta de apresentação, e associados as boas práticas de experiências vividas em projetos do Instituto Nokia, onde os mesmos foram tratados de forma a minimizar o seu impacto. - Metodologias Ágeis - Scrum, - Priorização, Impedimentos, - Manutenção de débito técnico, - Colaboração entre membros do time, - Boas Práticas, - Vantagens e Desvantagens. 3. Audiência Gerentes de projeto, Analistas de Teste, QAs, Desenvolvedores de software, Scrum Masters e estudantes. 19

20 4. Biografia dos autores Andreia Matos dos Santos - Analista de testes no Instituto Nokia de Tecnologia IndT, tem título de Mestre com pesquisa focada em Testes em ambientes Ágeis de Desenvolvimento, uma abordagem na produção de software. Atua com testes a mais de 8 anos, sendo os últimos 4 focados em testes ágeis. Possui certificações como CSTE Software Tester e ISTQB - CTFL Certified Tester. Realizou publicações científicas em eventos como o LATW da IEEE, WBMA do Agile Brazil, CBSoft 2012 e outros. Participou do Agile Testing Days 2011 em Berlim. Tem como prática a disseminação da cultura ágil e valorização do trabalho do teste ágil em projetos com Scrum. Interessada em livros sobre metodologia ágil, bem artigos científicos e/ou white papers em blogs e fóruns da área. Igor de Borborema Correia - Graduado em Engenharia de Telecom pelo Instituto de Ensino Superior Fucapi em Manaus, especialista em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas - Campinas/ SP. Já atuou em diversos projetos Mobile em grandes empresas como Nokia, Siemens e Nortel. Atualmente trabalha no Instituto Nokia de Tecnologia como responsável pela qualidade de diversos aplicativos móveis para plataformas Nokia e Microsoft, como por exemplo o produto MobileDeck. Realiza publicações de artigos e participa de eventos como palestrante, onde compartilha experiências em assuntos como testes ágeis, qualidade de software e desenvolvimento de software para dispositivos móveis. 20

21 Resumo: Técnicas de Usabilidade em sistema web na fase de requisitos: um relato de experiência Na busca em entender os fatores críticos para sucesso dos projetos de software, pesquisas são realizadas com empresas desenvolvedoras e as análises apontam vários fatores relacionados às atividades de requisitos, dos quais se destacam: (1) Requisitos Incompletos; (2) Falta de Envolvimento do Usuário; (6) Mudança de Requisitos e Especificações. Requisitos Incompletos e mudanças de requisitos são fatores externos à equipe de desenvolvimento, ou seja, dependem do cliente e do analista de requisitos. Como a equipe de desenvolvimento pode agir de maneira preventiva ao impacto desses fatores críticos e contribuir de maneira proativa com as especificações do sistema? Neste relato de experiência a equipe de desenvolvimento, incluindo o analista de testes, buscaram contribuir com o fator falta de envolvimento do usuário através de técnicas de usabilidade baseado na especificação de navegação do sistema. O objetivo da estratégia utilizada, foi inserir uma etapa de refinamento dos requisitos, após criação da documentação pelos designers. Foi utilizado o teste de usabilidade como abordagem, visando enriquecer os requisitos no ponto de vista do usuário. Esta experiência foi positiva para o time ao ponto de que observamos o reflexo nos três principais fatores críticos de sucesso de projeto, citados no início deste documento. A usabilidade de sistemas, resumidamente, visa verificar o quanto o usuário pode utilizar a funcionalidade definida e está relacionada com: facilidade de aprendizado; eficiência para uso; facilidade de lembrança (memória); diminuição de erros; satisfação subjetiva. Inspeção de usabilidade não envolve usuários podendo ser usado em qualquer fase do desenvolvimento de um sistema (implementado ou não). Já os testes de usabilidade são centrados nos usuários que incluem métodos experimentais ou empíricos observacionais e técnicas de questionamento. Para se usar esses métodos, é necessária a existência de uma implantação real do sistema, em algum formato, que pode ser desde uma simulação da capacidade interativa do sistema, sem nenhuma funcionalidade. As regras de avaliação heurística conduzem à descoberta, à invenção, à resolução de problemas e ajudam a traçar diretrizes para a concepção de sistemas. Na nossa experiência vivenciada, partimos da percepção do analista de teste do projeto, a respeito da qualidade sob o ponto de vista do usuário, foi sugerida uma etapa do análise de usabilidade antes da fase de desenvolvimento. Apesar da equipe de projeto não possuir um especialista em usabilidade, o time planejou dinâmicas de Nielsen com designers fora do projeto e realizou testes de usabilidade com desenvolvedores com experiência em UX (User Experience), e que também não pertenciam a equipe do projeto em questão. Com os designers foi realizada uma dinâmica de avaliação de heurística das especificações de navegação do sistema, cujo objetivo era examinar e julgar as características de interface e navegação. O grupo foi composto por três designers de outras equipes além do analista de testes do projeto mencionado. 21

22 Já com os desenvolvedores selecionados, foi realizado teste de usabilidade sem a implantação real do sistema, onde o mesmo foi representado pelo documento de desenho das telas, simulando as funcionalidades do sistema. Esses desenvolvedores foram escolhidos por possuírem experiência com UX e por acessarem sites de música (conforme característica do projeto). Com esse grupo, foram utilizadas técnicas de questionamento, onde os desenvolvedores verbalizaram seus pensamentos enquanto interagiam com o sistema. Ciente do risco em levantar pontos de usabilidade distantes da realidade do usuário final, pelo fato de as técnicas de questionamento terem sido realizadas com desenvolvedores, foiram cruzadas as informações da dinâmica de Nielsen com as informações resultantes das técnicas aplicadas com designers e desenvolvedores. Como resultado desse cruzamento, foram identificados pontos comuns de melhorias os quais foram expostos à toda equipe do projeto, inclusive o Gerente, de forma a traçar um plano de ação. A utilização dessa estratégia mostrou-se muito positiva ao projeto, sendo o maior ganho identificado na diminuição significativa dos riscos atrelados aos fatores críticos de requsitos em um sistema. Nesta palestra o público poderá ter acesso aos detalhes do relato de experiência vividos em um projeto de recomendações de músicas no Instituto Nokia de Tecnologia, onde foram utilizadas técnicas de usabilidade a somar valor na qualidade final do produto sem custos ao projeto. Tópicos abordados: Requisitos de software Heurísticas de Nielsen Teste de usabilidade Inspeção de usabilidade Colaboração entre membros do time Vantagens e Desvantagens Audiência: Gerentes de projeto, Analistas de Teste, QAs, Desenvolvedores de software, Designers e estudantes. Biografia dos autores: Igor de Borborema Correia Mestrando em Informática pela UFAM, Graduado em Engenharia de Telecom pelo Instituto de Ensino Superior Fucapi em Manaus, especialista em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas - Campinas/ SP. Já atuou em diversos projetos Mobile em grandes empresas como Nokia, Siemens e Nortel. Atualmente trabalha no Instituto Nokia de Tecnologia como responsável pela qualidade de diversos aplicativos móveis para plataformas Nokia e Microsoft. Realiza publicações de artigos e participa de eventos como palestrante, onde compartilha experiências em assuntos como testes ágeis, qualidade de software e desenvolvimento de software para dispositivos móveis. 22

23 Andreia Matos dos Santos - Analista de testes no Instituto Nokia de Tecnologia IndT, tem título de Mestre com pesquisa focada em Testes em ambientes Ágeis de Desenvolvimento, uma abordagem na produção de software. Atua com testes a mais de 8 anos, sendo os últimos 4 focados em testes ágeis. Possui certificações como CSTE Software Tester e ISTQB - CTFL Certified Tester. Realizou publicações científicas em eventos como o LATW da IEEE, WBMA do Agile Brazil, CBSoft 2012 e outros. Participou do Agile Testing Days 2011 em Berlim. Tem como prática a disseminação da cultura ágil e valorização do trabalho do teste ágil em projetos com Scrum. Interessada em livros sobre metodologia ágil, bem artigos científicos e/ou white papers em blogs e fóruns da área. 23

24 Lições Aprendidas na Definição do Processo de Entrega de Soluções do Ministério do Planejamento Vinícius de Faria Silva 1, Rodrigo Santos 2, Sérgio Rodrigues 2, Eduardo Gomes 1, Fernando de Siqueira Junior 1, Miriam Chaves 1, Cláudia Werner 2, Jano Souza 2 1 Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Brasil Esplanada dos Ministérios, Brasília, DF 2 PESC/COPPE/UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil Caixa Postal CEP Rio de Janeiro, RJ Resumo. Com a necessidade de melhoria da qualidade de produtos de software e serviços relacionados, instituições de governo vêm se preocupando com a flexibilidade e o desempenho de seus processos de desenvolvimento (Rodrigues et al., 2013). Em alguns casos, essas instituições utilizam processos híbridos, pois se veem frente ao desafio de balancear agilidade e disciplina (Boehm & Turner, 2003), além de considerar questões relativas a legislação e auditoria. Esses processos envolvem profissionais de diferentes áreas de conhecimento, tanto dos setores de TI internos, como de clientes e colaboradores ou fornecedores (Magdaleno, 2013). Nesse contexto, uma necessidade real é gerir um processo de desenvolvimento que seja orientado à entrega de soluções, de maneira eficiente e eficaz (Santos Junior & Santos, 2009). No Ministério do Planejamento (MP), a Coordenação Geral de Sistemas (CGSIS) despendeu esforços para mapear o processo de desenvolvimento de software existente, denominado Processo de Entrega de Soluções (PES). O PES permite que a CGSIS planeje, execute e gerencie projetos orientados à entrega de soluções de software para as áreas de negócio do MP (clientes), coordenando as atividades desenvolvidas junto aos colaboradores (terceiros). O PES foi modelado com base no framework de processo Disciplined Agile Delivery DAD (Ambler & Lines, 2012), cuja abordagem é ágil (baseada na metodologia Scrum), híbrida, orientada a meta e a riscos, people-first e dirigida para grandes organizações, visando entregar soluções de TI. O seu mapeamento possibilitou um maior entendimento do processo existente, de forma a criar e manter uma base de elementos de processo de software, isto é, tarefas, produtos de trabalho, papéis e diretrizes. Para isso, os elementos do PES foram previamente modelados e armazenados, utilizando a notação do Software & Systems Process Engineering Metamodel SPEM (OMG, 2008) e a ferramenta Eclipse Process Framework (EPF) Composer (Eclipse, 2014), para geração de um portal web que permite visualizar o processo. A justificativa foi primar pelo ideal da reutilização de elementos para derivar processos para cenários específicos, favorecer a 24

25 disseminação das informações acerca do processo realizado internamente, estimular a otimização do processo existente e evoluir o processo ao longo do tempo, mantendo um histórico institucional (Werner & Teixeira, 2011). Nesta apresentação, discutimos as lições aprendidas na definição do PES, fruto da colaboração entre governo e universidade, nominalmente, o MP e o Centro de Apoio a Políticas de Governo da COPPE/UFRJ (CAPGov). As principais contribuições são: as reflexões acerca da definição do processo de desenvolvimento; os resultados dos workshops e entrevistas realizadas; a descrição das especificidades do cenário governamental; a utilização de metodologias ágeis em grandes organizações; e a abordagem proposta (i.e., integração DAD/SPEM/EPF). A apresentação está organizada nos seguintes tópicos: (1) visão geral e bases do PES; (2) estratégia de mapeamento e modelagem do processo existente; (3) apresentação do portal web do PES; (4) projetos nos quais o PES tem sido aplicado; (5) pontos fortes e fracos, oportunidades e melhorias, sob as perspectivas dos diferentes stakeholders, incluindo depoimentos e experiências nos projetos executados pela CGSIS/MP; e (6) desafios e projetos futuros, discutindo oportunidades para a reutilização de processos de software no PES. Audiência. Professores e alunos de graduação e de pós-graduação em Computação interessados em definição de processo de desenvolvimento de software com metodologias ágeis no governo, bem como profissionais de TI de instituições públicas e privadas, especialmente gerentes de projeto e gerentes de processo. Não há pré-requisito específico para esta apresentação. Referências Bibliográficas AMBLER, S., LINES, M. (2012) Disciplined Agile Delivery A Practitioner s Guide to Agile Software Delivery in the Enterprise. IBM Press. BOEHM, B., TURNER, R. (2003) Balancing Agility and Discipline: A Guide for the Perplexed. Addison-Wesley. ECLIPSE (2014) Eclipse Process Framework Project. Disponível em: <http://www.eclipse.org/epf/>. Acessado em 15/07/2014. MAGDALENO, A. (2013) COMPOOTIM: Em Direção ao Planejamento, Acompanhamento e Otimização da Colaboração na Definição de Processos de Software. Tese (Doutorado), COPPE/UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil. OMG (2008) Software & Systems Process Engineering Metamodel specification (SPEM), v Disponível em: <http://www.omg.org/spec/spem/2.0/>. Acessado em 15/07/2014. RODRIGUES, S., CHAVES, M., SANTOS, R., FARIA SILVA, V., SIQUEIRA JUNIOR, F., SOUZA, J. (2013) Experiências no Desenvolvimento e Manutenção de Software no Contexto da Interação Governo-Universidade. In: Anais do IV 25

26 Congresso Brasileiro de Software: Teoria e Prática (CBSoft), Trilha da Indústria, Brasília, Brasil. SANTOS JUNIOR, A., SANTOS, R. (2009) Aspectos Sociotécnicos do Desenvolvimento de Software Utilizando Scrum em um Caso Prático. In: Anais do VIII Simpósio Brasileiro de Qualidade de Software (SBQS), V Workshop Um Olhar Sociotécnico sobre a Engenharia de Software (WOSES), Ouro Preto, Brasil, WERNER, C., TEIXEIRA, E. (2011) Linha de Processos de Software: Explorando Variabilidades na Reutilização de Processos de Software. In: Anais do II Congresso Brasileiro de Software: Teoria e Prática (CBSoft), Tutoriais, São Paulo, Brasil. Biografia dos Apresentadores Vinícius de Faria Silva é Coordenador-Geral de Sistemas do Departamento de Tecnologia da Informação da Secretaria Executiva do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Rodrigo Santos é doutorando agraciado com a bolsa Doutorado Nota 10 da FAPERJ (com período na University College London) e mestre (2010) do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação (COPPE/UFRJ). Possui 10 anos de experiência na área de Computação, com resultados apresentados em publicações e tutoriais (CBSoft 2013/2012, SBSI 2013/2011/2010, CIbSE 2012, ERIN3 2012, ICTAC 2010, ERIN 2010/2009, SBIE 2010, SBQS 2009), além de consultorias em Engenharia de Software pela Fundação Coppetec no Centro de Pesquisa em Energia Elétrica (CEPEL), Centro Avançado de Pesquisa em Governo da COPPE (CAPGov) e Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do Governo Federal (MP). É avaliador de cursos superiores na área de Computação e Informática pelo Ministério da Educação do Governo Federal (MEC). Realiza pesquisas nos temas Ecossistemas de Software, Reutilização de Software e Governo Eletrônico. CV Lattes: Sérgio Rodrigues é pesquisador do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da COPPE/UFRJ. Possui Doutorado (2012) e Mestrado (2006) em Engenharia de Sistemas e Computação pela COPPE/UFRJ e MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV (2008). Sócio da Plataforma Soluções em Gestão Empresarial LTDA e sua experiência em gerenciamento de projetos de TI abrange trabalhos desenvolvidos para o setor de óleo e gás, telecomunicações, software houses e governo. Além disso, atua como Professor de Graduação e Pós-Graduação em diversas instituições e áreas de atuação, como negociação e resolução de conflitos, inteligência de negócios, gerenciamento de projetos e possui diversos artigos publicados em importantes conferências nacionais e internacionais. Tradutor e revisor do Livro "Barriers to Conflict Resolution", cujo autor, Kenneth Arrow foi prêmio Nobel em Economia em Coordenador do CAPGov Centro de Apoio à Políticas de Governo da COPPE/UFRJ, com atuação em projetos de tecnologia da informação para esferas de Governo, como: Ministério do Planejamento, Casa Civil, Eletrobrás, Petrobras, Procuradorias, Governo Estadual e Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, entre outros. CV Lattes: Eduardo Gomes é Diretor da Diretoria de Tecnologia da Informação da Secretaria Executiva do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Possui graduação em Sistemas de Informação pela Faculdade Alvorada (2004), MBA em Gestão de Projetos de Software (2008) e MBA em Testes de Software (2009) pelo Centro Universitário Euro Americano de Brasília. É certificado CBTS (Certificação Brasileira de Teste de Software) ALATS (2007), CSTE (Certified Software Tester) QAI (2009), CTAL-Test Analyst e CTAL-Test Manager (Certified Tester, Advanced Level) BSTQB (2011), além de Implementador MPS.BR SOFTEX (2007). Funcionário do Banco do Brasil desde 1993, a partir de 2000 atuou como desenvolvedor e gestor de equipes de projetos, testes de software e governança de TI, na Diretoria de Tecnologia. Foi também Educador Corporativo no Banco do Brasil, atuando em cursos de Desenvolvimento de Software, Requisitos e Testes de Software. CV Lattes: Fernando de Siqueira Junior é Secretário Adjunto da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Possui graduações em Ciências Contábeis pelo Centro de Ensino da Alta Paulista (1987) e em Tecnologia em Processamento de Dados 26

27 pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1991). Tem especializações em Auditoria pela Universidade de São Paulo (1999) e em Auditoria de Sistemas pela Universidade de Brasília (1999) e é Mestre em Administração pela Universidade de Brasília (2007). Desde 1981, é funcionário do Banco do Brasil (em TI desde 1993), onde atuou como Gerente de Equipe de TI da Diretoria de Tecnologia até setembro de Tem certificado de participação em cursos nas áreas de TI, Gestão e Mercado Financeiro. Na UnB, foi professor de Sistemas de Computação Aplicados à Administração na Faculdade de Administração e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Administração. CV Lattes: Miriam Chaves é Diretora de Programa no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Graduada em Engenharia Elétrica, com ênfase em Eletrônica, pela Universidade Santa Úrsula (1982), possui especialização (1981) em Análise de Sistemas, mestrado (1986) e doutorado (1994) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com período sanduíche na University of Cambridge (1989). CV Lattes: Cláudia Werner é doutora (1992) e professora associada IV do Programa Engenharia de Sistemas e Computação da COPPE/UFRJ na área de Engenharia de Software desde 1994, onde lidera o Grupo de Reutilização de Software. É pesquisadora 1D do CNPq, Cientista do Nosso Estado (FAPERJ) e tem desenvolvido atividades de coordenação de projeto há 20 anos, nos temas Reutilização de Software, Desenvolvimento Baseado em Componentes, Linha de Produtos de Software e Ecossistemas de Software. Ministrou vários cursos, palestras e tutoriais na área de Engenharia de Software, em eventos nacionais e internacionais. CV Lattes: Jano Souza possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1974), mestrado em Engenharia de Sistemas e Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1978) e doutorado em Sistemas de Informação - University of East Anglia (1986). Atualmente, é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador 1D do CNPq. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Banco de Dados, atuando principalmente nos seguintes temas: Banco de Dados, Gestão do Conhecimento, Sistemas de Suporte à Negociação, Computação Autonômica e Trabalho Cooperativo. CV Lattes: 27

28 MAnGve: a step towards deploying Agile Governance Alexandre J. H. de O. Luna 1,2, Ivaldir H. de Farias Junior 1, Philippe Kruchten 2, Hermano Moura 1 1 Informatics Center (CIn). Federal University of Pernambuco (UFPE). Av. Jornalista Anibal Fernandes, s/n, Cidade Universitária, , Recife, PE, Brazil. 2 Department of Electrical and Computer Engineering (ECE). The University of British Columbia (UBC) Main Mall. Vancouver, BC, V6T 1Z4, Canada. Abstract. Context: Agility at the business and organizational levels presents a challenge for many enterprises. Business agility demands the ability to sense and respond to changes in competitive environments, whereas organizational agility demands the dexterity to sense broader market opportunities and respond with changes that are organization-wide. These challenges require an information and communication technologies (IT) environment flexible and customizable simultaneously with the coordination across multiple organization units, also demands effective and responsive governance in order to deliver value faster, better, and cheaper to the business. Objective: This presentation introduces an agile framework called MAnGve, as an alternative to implement and improve governance processes and service management on an agile lifecycle. In addition, we describe the MAnGve s application in the context of the Brazilian government. Method: Adopting an in-depth case study approach, we privileged the participant observation in which the research is conducted within the company itself, and where the status of the researcher is not highlighted. The case study was based on observation, interviews with the different actors of the company, as well as by the metrics generated by the results achieved upon the application of the framework. Results: After only two tides (complete lifecycle of the framework), along eight months, the involved team had been capable to implemented three governance processes and one service management function (service desk). At the same time, the team evolved from an operation based on "firefighting" to a maturity stage, where they are able to express their initiatives in terms of service management. Conclusion: Indeed, the framework's application generated a set of positive and concrete evidences, such as: i) guiding the team: where to begin?, how to adapt?, and what to prioritize? ; ii) reducing the costs, timing and external dependencies. Those evidences lead the authors to believe that the MAnGve s application can be replicated upon other organizations, achieving similar positive results. Moreover, those results encourages future works in which through a relational integration mechanism as well as a better understanding of the agile governance arrangements can help the organizations to attain greater enterprise agility and support their overall strategy. Keywords Information Systems, Agile Governance, IT management, IT Governance, Service Management, Software Engineering. 1. Overview Governments and corporations are increasingly realizing the emerging importance of Information and Communication Technologies (ICT) as catalyst factor of the driving aspects of change, renewal and implementation cycle of their business. These organizations are deepening the perception about how the Information Technologies (IT 1 ) capabilities are becoming key factors of success in the evolving of their market competitiveness and the achievement of their institutional mission [Gallagher and Worrell 2007; Tallon 2008]. 1 IT and ICT in this study will be used as synonyms, and understood as the means by which are covered the infrastructure, services and software as well as the organizational capabilities established to support the business. 28 1

29 1.1. Introduction In recent years, IT has seen an increase in investment and research focus in both the academic and the professional environments. These initiatives have entailed efforts to improve management models and to implement practices that make enterprises more competitive. Competitiveness is related with the idea to make more, better and faster, with less resources [Janssen and Estevez 2013]. At the same time, governance is closely related with the ability to steer (to guide, to govern) an organization, which may be a company, a government or a society [Bloom 1991]. In other words, governance is a key driver to make things happen on organizational environment. On the other hand, to achieve good governance demands capabilities such as flexibility, responsiveness and adaptability, as well as an effective and responsive sense of coordination across multiple business units. Actually, these capabilities belong to the agility paradigm in consonance with several authors, such as [Matt 2007], [Chen et al. 2008], [Li 2010]. Moreover, [Kruchten 2011] define agility as: the ability of an organization to react to changes in its environment faster than the rate of these changes. In fact, this definition uses the ultimate purpose or function of being agile for a business, unifying and standardizing agile and lean approaches as simply "agile", rather than defining agility by a labeled set of practices or by a set of properties defined in opposition to the agile manifesto approach [Beck et al. 2001]. Going beyond, a good governance requests particularly organizational agility, which is stated by [Thomsett 2013] as: the ability of an organization to respond quickly and effectively to unanticipated events in its environment. As a result, agility became an important business aspect, and according to [Luftman et al. 1993], business agility is: "the ability to change the direction of the environment and respond efficiently and effectively to that change". In consonance with this definition, we distilled a new definition to business agility for use in this study as: the ability to deliver value 2 faster, better, and cheaper to the business. In line with these concepts, agile governance becomes the application of agile capabilities 3 on governance issues 4 in order to improve business agility, what we believe that can result in significant economic outcomes for companies and governments. In the subsequent sections this paper gives an overview of the related theoretical background, the related work, benefits to be achieved by the audience, the agenda summary, the suggested audience's profile and a short Bio of the speaker Background and Related Work In this scenario, IT governance, through which corporate governance 5 is applied, has emerged as an option to the effective management and control of IT services in organizations, ensuring the payback of investments and the improvement and innovation of business processes [IT Governance Institute 2001]. Through the influence of factors related to market regulation, such as the Sarbanes-Oxley Act [Congress of the United States of America 2002] and the Basel Accords [Bank for International Settlements 2010], the use of governance is also motivated by other objectives, such as: i) reducing the costs of business unavailability; ii) assurance of continuity of business processes; iii) guarantee of IT investments payback; and, iv) increasing organizational competitiveness [Weill and Ross 2004]. Ribeiro and Barata [2011] pointed out that to face competition; enterprises have adopted more efficient organizational dynamics that enable them to respond to socio-economic pressures while tackling profitable but volatile business opportunities. This led to the emergence of several types of networked interactions: supply chains, extended enterprises, virtual enterprises, collaborative networks, among others. Overall, agility is fundamental as the establishment of such networked organizations is not trivial. Partners will share profits, risks and responsibilities and ultimately the performance and success of the entire structure will always be dragged down by the less agile participant [Brown et al. 2013; Royce and Cantor 2013]. In practice, the design and maintenance of the IT systems for enterprise agility can be a challenge when the competitiveness of organization s products and services is depending of the application of models and frameworks that have no guidance details of how to implement and deploy the necessary management instruments and governance mechanism [Luna et al. 2013]. Consequently, the challenges become even greater when dealing with these matters on a global software development and distributed environment, where cultural differences, awareness and communication style, if not treated properly can lead to conflicts. Arguably, in Global Development Environments governance issues are even more relevant and necessary, as well as its implementation even greater challenging [Dubinsky et al. 2011]. 2 An informal term that includes all forms of value that determine the health and well-being of the firm in the long run. [BD 2013] 3 The power or ability to do something. [OED 2013] 4 An important topic or problem for debate or discussion. [OED 2013] 5 is the set of processes, policies, rules, laws and institutions that affecting the way as a corporation is directed, administered or controlled [Cadbury 1992] 29 2

30 Several authors [Luna et al. 2010; Qumer and Henderson-Sellers 2008; Roosmalen and Hoppenbrouwers 2008; Sun et al. 2005] have pointed out the lack of methods, techniques and tools to help people and enterprises to achieve the business goals, means by the governance issues, in an agile way independent from the business area. At same time, many authors [Banihashemi and Liu 2012; Bartenschlager and Goeken 2010; Heston and Phifer 2011; Radnor and Johnston 2013] claim that the governance practices, models, guides and frameworks are most of them bureaucratic, time consuming and having no guidance details of how to implement and deploy the necessary management instruments and governance mechanism, such as ITIL [Mendel 2004], COBIT [Gerke and Ridley 2009], among others. These processes, models, guides and practices will be denominated conventional or traditional governance, by this study, according the shortcomings identified in their context. Over the last few years, Agile methodologies [Dybå and Dingsøyr 2008] have been gaining traction in industry and adding competitiveness and dynamism to the process of software development, through initiatives where the principles of communication and collaboration are essential [Dubinsky and Kruchten 2009]. Moreover, Dubinsky and Kruchten [2009] and Dubinsky et al. [2010] highlight that Software Development Governance (SDG) has emerged in the last few years to deal with establishing the structures, policies, controls, and measurements for communication and for decision rights, to ensure the success of software development organizations. Recently, agile governance has been proposed [Cheng et al. 2009; Luna et al. 2010; Qumer 2007], which provides the wide application of principles and values of Agile Software Development [Beck et al. 2001] to the conventional governance processes. Luna [2009] has developed a framework for agile governance, in order to implement and improve governance in organizations, called MAnGve. This framework is focused to the deployment process, as a catalyzer to accelerate the deployment of governance. The MAnGve framework is designed to alleviate the lack of practical focus found in conventional governance models [MAnGve 2009]. The MAnGve is a framework based on an agile life cycle, seeking to translate the principles, values and practices from Agile Software Development to IT governance paradigm [Luna 2011]. However, altogether the agile governance phenomena still remain unexplored in depth, and are currently the focus of the first author's doctoral research Benefits The audience will have the opportunity to experience and discuss the following topics upon the context of framework and its case study: 1.4. Agenda What is MAnGve framework and how it can be useful? Where to begin the implementation of governance in the enterprise? How to adapt/customize the existing bodies of knowledge to the reality of their business? What should be prioritized to achieve results as quickly as possible? How to implement effective and responsive governance in order to deliver value faster, better, and cheaper to the business? During the presentation we will address the following topics: 2. Audience Agile Governance: this session will introduce the Agile Governance paradigm, its origins and metaprinciples. MAnGve overview: at this topic we will present the framework overview, lifecycle, architecture, components, practices and roles. A practical case study: in this section we will characterize the target organization, discuss the motivation to adopt the framework, present the results and discuss the benefits achieved. Conclusion: finally, we will address the relevance of this initiative to the industry and government, and discuss important aspects such as: effectiveness, facility for replication, strength of evidence, implications for research and practices, limitations and future works. This topic is essential to CEOs, CIOs, CFOs, executives, managers, government agents; team leaders, IT professionals who wish to make their organizations more competitive and profitable, as well as scholars and researchers who have special interest on related topics. They are busy, restless, and impatient, and usually read books about business, governance and management, looking for tools to improve the results of their corporations. No previous knowledge about technologies is required. However, knowledge about processes, services and management may help the attendant to take better advantage of the content of the session. 3. Speaker s Bio Alexandre Luna is Ph.D. candidate of computer science at the Federal University of Pernambuco (UFPE), Center of Informatics (CIn), Brazil; as well as a Visiting Scholar of Department of Electrical and Computer Engineering (ECE) at The University of British Columbia (UBC), in Vancouver, Canada. He has been working on agile governance topic for 30 3

31 six years, in industry, government and academy, producing a master degree dissertation and publishing a book about it. He holds a M.Sc. in computer science, a MBA in IT management and a B.Eng. in Chemical Engineering. He holds certification in ITIL, COBIT, CSM and he is PMI member. He is a Consultant Analyst of Governmental Agency of Information Technology of the Pernambuco (ATI-PE). He is a researcher of the Project Management Research Group (GP2) from CIn-UFPE, of the Software Engineering Architecture Laboratory (SEAL) Research Group from ECE-UBC, and of the Research Group in Technology on Health (TIS) at the Clinics Hospital (HC-UFPE). His main research interests include: Agile Governance, IT Governance, Information Systems, Agile Methodologies, Software Engineering, Project Management, Telemedicine, e-business, Service Management and MAnGve. References Banihashemi, S. and Liu, L. (2012). 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32 Uma Arquitetura de Suporte à Decisão para Micro e Pequenas Empresas Fábio M. Pereira Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas (DCET) Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) Vit. da Conquista BA Abstract.Micro and Small Enterprises (MSEs) are an essential part of the Brazilian economy. The process of decision making in this kind of organization has undergone several changes over the past decades, particularly with regard to the use of technology. However, as most of these companies have a limited capacity to invest in new technologies, they tend to the non-use of advanced business intelligence tools in supporting decision making. This paper aims to present an architecture for decision support in MSEs that can provide data for analysis in a simple and inexpensive way, using business intelligence s free tools, partial results of ongoing research. Resumo. Micro e Pequenas Empresas (MPEs) constituem uma parte fundamental da economia brasileira. O processo de tomada de decisão neste tipo de organização tem passado por várias mudanças no decorrer das últimas décadas, principalmente no que diz respeito à utilização de tecnologia. No entanto, como a maioria dessas empresas possuem uma capacidade limitada de investimento em novas tecnologias, tende-se à não utilização de ferramentas avançadas de inteligência empresarial no apoio à tomada de decisão. Este trabalho procura apresentar uma arquitetura de suporte à decisão para MPEs que possa disponibilizar dados para análise de uma maneira simples e de baixo custo, com o uso de ferramentas gratuitas de inteligência empresarial, resultado parcial de pesquisa em desenvolvimento. 1. A Palestra As micro e pequenas empresas (MPEs) são fundamentais no cenário econômico brasileiro. Segundo Santos et. al. (2012), as MPEs são responsáveis por aproximadamente 54% dos empregos formais do país, além de representarem 51% da força urbana empregada no setor privado, 38% da massa salarial e 20% em média do produto interno bruto. A atual competitividade e dinamicidade do mercado estão exigindo que as empresas tomem decisões de maneira cada vez mais rápida o enfoque principal está em alcançar e manter de maneira efetiva os seus clientes e diminuir os custos para se obter um maior lucro agregado à competitividade. Muitas variáveis estão envolvidas no processo decisório de uma empresa, algumas explícitas, porém, muitas ocultas. Logo, torna-se necessário a criação de um sistema que dê suporte ao processo de tomada de decisão, a fim de que se obtenha sucesso nos negócios. O empresário deve tomar suas 32

33 decisões baseadas na análise de todas as variáveis e encontrar a alternativa mais viável a ser seguida. Devido a sua representatividade, as MPEs não podem ficar de fora dos avanços tecnológicos e administrativos. Elas têm que se adequar à tendência administrativa no que diz respeito ao uso de novas tecnologias, como é o caso dos sistemas que dão apoio ao processo de tomada de decisão (SAD). SADs são mecanismos computacionais que se destinam a levantar informações relevantes com o objetivo de prestar auxílio no processo de tomada de decisão. Entretanto, vale ressaltar que os SADs não são pacotes genéricos de software, os quais podem ser adequados a vários tipos de empresas. Tampouco um sistema que irá tomar as decisões e resolver os problemas das empresas. Essa ferramenta, apenas fornece o instrumento e as informações necessárias para que os administradores das empresas possam tomar as suas decisões. Um SAD tem como principal benefício vantagem competitiva ou estratégica sobre os concorrentes, uma vez que, encoraja os tomadores de decisão na exploração e descoberta dos possíveis benefícios. Logo, surge a possibilidade de criar oportunidades de conduzir as pequenas empresas rumo a uma eficiência administrativa e financeira através de estudos das variáveis que lhes são peculiares, produzindo um sistema de apoio à decisão para que os tomadores de decisão tenham maior e melhor suporte nas mesmas, um sistema que deve ser de baixo custo, haja vista que um dos principais empecilhos para que uma MPE não se beneficie de tais sistemas é o seu custo elevado de desenvolvimento, implantação e manutenção (Fagundes, 2014). A arquitetura de um SAD inclui: sistema de banco de dados, gerenciador OLAP (processamento analítico online) para análise dos dados, sistema de software gerenciador de modelos, ferramentas ETL (extração, transformação e carga), de relatórios e de mineração de dados, além de uma interface amigável com o usuário. A palestra é resultado parcial de projeto de pesquisa realizado na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e abordará a importância, dificuldades, vantagens, desvantagens e estratégias de implantação de SADs em MPEs Benefícios A palestra irá abordar tópicos importantes da relação entre SADs e MPEs, trazendo como principais benefícios a análise da situação atual do uso de SADs em MPEs, as dificuldades de implantação, quais as vantagens e desvantagens de sua utilização e quais as alternativas para que as MPEs possam se beneficiar do uso de SADs em um futuro próximo Agenda Os seguintes tópicos serão abordados durante a palestra: As Micro e Pequenas Empresas O que são? Resumo: apresentação do conceito de micro e pequenas empresas. Qual a importância? 33

34 Resumo: relato da importância das MPEs para a economia brasileira/mundial. O processo de tomada de decisão nas MPEs Resumo: procurar mostrar com geralmente ocorre o processo de tomada de decisão nas micro e pequenas empresas, quais informações são mais utilizadas e quem participa do processo. Sistemas de Apoio à Decisão Conceito e classificação Resumo: apresenta o conceito de sistemas de apoio à decisão e de como estes podem ser classificados. Arquitetura Resumo: apresentação da arquitetura geralmente aceita para a construção de sistemas de apoio à decisão, quais os seus componentes e o relacionamento entre eles. Aplicações e ferramentas Resumo: apresentação das etapas na construção de SADs e das ferramentas/aplicações utilizadas em cada uma das etapas, exemplificando principalmente com ferramentas de software gratuitas. Arquitetura de um SAD para MPEs Dificuldades encontradas Resumo: descrição das dificuldades encontradas por parte de MPEs na adoção de SADs. Requisitos vs. tipos de empresas Resumo: apresentação dos requisitos de informação para tomada de decisão para diferentes tipos de empresa (indústria, comércio, serviços). Arquiteturas propostas Resumo: apresentação de arquiteturas e modelos de SADs para os diferentes tipos de empresa. Vantagens e desvantagens Resumo: descrição das vantagens e desvantagens na adoção de SADs por MPEs. Estratégias de implantação Resumo: descrição das possíveis estratégias que podem ser adotadas pelas MPEs para a implantação de SADs, como utilização de software gratuito e computação em nuvem. Conclusão Resumo: apresentação de considerações finais, o andamento da pesquisa e possíveis trabalhos futuros. 34

35 2. Audiência Esta apresentação se destina a micro e pequenos empresários de qualquer ramo de atividade, arquitetos e engenheiros de software, além de professores com projetos de pesquisa na área de inteligência empresarial e quaisquer pessoas interessadas na utilização de sistemas de apoio à decisão por micro e pequenas empresas. Não há prérequisitos de conhecimento técnicos necessários para participação na palestra. 3. Biografia Administrador e Professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), possui mestrado e doutorado nas áreas de banco de dados, engenharia de software e inteligência artificial pela Universidade Federal de Pernambuco. Sócio da empresa RF Informática Ltda, onde presta consultoria nas áreas de engenharia de software e de sistemas de apoio à decisão à empresas da região, há mais de dez anos. Referências Fagundes, E. (2014) Quais são as estratégias de implementação de um data warehouse?, Abril. Santos, A. L., Krein, J. D., Calixtre, A. B. (2012) Micro e pequenas empresas: mercado de trabalho e implicação para o desenvolvimento, Ipea, Rio de Janeiro. 35

36 Implementação do Modelo MPS para Software, Nível G de Maturidade, usando Metodologias Ágeis: Um Caso de Sucesso em uma Empresa de Micro Porte Marcelo Rocha de Sá 1, Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira 2 1 Jambu Tecnologia Travessa Alenquer, 131 Cidade Velha Belém PA Brasil 2 Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação Universidade Federal do Pará (UFPA), Rua Augusto Corrêa, 1 Guamá Belém PA Brasil 1. Tópicos de Interesse Técnicas e Metodologias Ágeis; Melhoria do Processo de Software; Qualidade do Processo de Software; Gerência de Projetos e de Requisitos de Software. 2. Resumo Cada vez mais empresas e organizações necessitam de produtos com qualidade, livres de erros e com soluções imediatas. Para atender a esta demanda, empresas de software visam, em seus projetos, a diminuição de conflitos, o aumento da confiabilidade e a redução dos custos, resultando em maior satisfação do cliente. Assim, pode-se perceber que o software tem estado cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, porém a maioria dos projetos de software não atende aos objetivos traçados. Isso decorre da falta de processos adequados nas organizações em que eles são desenvolvidos. Para entregar sistemas de software com alta qualidade, as empresas têm adotado modelos de maturidade que visam a melhoria da qualidade dos processos de desenvolvimento. Neste contexto, modelos de qualidade são propostos a fim de medir e garantir a excelência do software produzido. Isto se dá por meio de processos baseados em normas da ISO 9000, implementando o contexto da Engenharia de Qualidade nas empresas. Juntamente com a melhoria de processos, a partir do ano 2000 surgiu uma tendência para o desenvolvimento ágil de sistemas de software devido a um ritmo acelerado de mudanças e inovações na tecnologia da informação, em organizações e no ambiente de negócios. Assim, as metodologias ágeis preconizam menor burocratização e demandam maior esforço das pessoas envolvidas. Elas também permitem acolher mudanças mais naturalmente e adaptações em qualquer momento. Essa discussão baseia-se no fato de que governos e mercado, de maneira geral, esperam como diferencial, que as empresas comprovem a qualidade de seu processo de desenvolvimento e a maneira formal de se comprovar isso, atualmente, costuma ser opositora ao que preconizam as metodologias ágeis. As formas de desenvolvimento existentes dentro da área da Engenharia de Software são a origem dessa discussão. Isto ocorre devido às impedâncias existentes entre processos tradicionais, desenvolvidos no início do século baseados no modelo de 36

37 produção Fordista para a indústria e os processos ágeis baseados no Toyotismo (produção enxuta). O desenvolvimento ágil busca tratar o processo de produção de software de maneira diferenciada, uma vez que entende que se trata de um processo criativo e que produz um bem intangível. Porém, as normas e modelos tradicionais baseiam-se no pensar fordista, segundo o qual foram criadas, tratando a produção de software de maneira parecida com os produtos manufaturados. O que se procura mostrar é que a implementação de um modelo de maturidade deve ser o máximo adaptativa possível à realidade da empresa/projeto. Assim, percebese a necessidade de ferramentais (procedimentos, práticas, produtos de trabalhos mais enxutos, softwares, etc.) que auxiliam as empresas a obter um melhor gerenciamento dos seus processos de software, com o objetivo de unir conceitos de metodologias ágeis e processos constantes em modelos como o MPS.BR Melhoria do Processo de Software Brasileiro ou o CMMI Capability Maturity Model Integration. Deste modo, esta apresentação tem por objetivo mostrar que a junção de uma metodologia ágil com um modelo de qualidade tradicional pode ser muito produtiva, embora adaptações sejam necessárias. O modelo de qualidade escolhido faz parte do programa MPS.BR, o MR-MPS-SW Modelo de Referência do MPS para Software, por ser capaz de atender as exigências internacionais para avaliação, definição e melhoria dos processos de software. Este modelo tem o intuito de atender principalmente as empresas brasileiras. Quanto às metodologias ágeis, foram usadas as que se destacam pelas atividades práticas de gerenciamento de projetos, uma vez que o nível de maturidade do MR-MPS-SW a ser tratado nesta apresentação é o G, contendo os processos de Gerência de Projetos (Planejamento, Monitoramento e Controle do Projeto) e Gerência de Requisitos. Como solução para minimizar o cenário apresentado, a empresa Jambu Tecnologia Consultoria e Engenharia Ltda (empresa privada genuinamente paraense centrada na produção de soluções tecnológicas, inovadoras e regionalizadas, para gestão de conteúdo digital corporativo e gestão de processos de negócio BPM, utilizando sistemas de software e hardware livres, sendo incentivadora do uso destes sistemas como alternativa tecnológica qualificada para diminuição de desigualdades socioeconômicas) foi uma das empresas vencedoras do Edital de Seleção Pública para Melhoria do Processo de Empresas Paraenses de Software, usando o MPS.BR. Assim, durante o trabalho de implementação das práticas constantes neste modelo, a empresa manteve sua cultura ágil alinhada às práticas de maturidade. Ao final deste projeto de implementação, definiu-se um Guia de Implementação dos Processos do Nível G do MPS.BR usando Metodologias Ágeis (Scrum, XP, Kanban, Planning Poker, Risk Agile, etc.), cujo foco está em orientar a adequação dos processos de software organizacionais aos dois contextos. O guia atende principalmente as empresas de desenvolvimento de software na implementação do programa de definição e melhoria dos processos organizacionais na área de software, além da investigação e da disseminação do conhecimento nas práticas propostas pelos modelos de qualidade de software e metodologias ágeis. Vale ressaltar que em decorrência do sucedido processo de implementação do MR-MPS-SW usando metodologias ágeis na Jambu Tecnologia, a empresa recebeu apoio da FAPESPA Fundação Amazônia Paraense de Amparo à Pesquisa no Edital 37

38 Programa de Incentivo à Inovação em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte INOVAPARÁ/TECNOVA, para o desenvolvimento de uma solução computacional das práticas constantes no guia citado anteriormente. Desta forma, entende-se que a apresentação permitirá a pesquisadores e empreendedores acesso a serviços em Qualidade de Software e Metodologias Ágeis. Para isso, o foco da apresentação é direcionado a alguns segmentos principais: a) adequação das recomendações dos processos constantes no nível de maturidade G do MPS.BR para atendimento das práticas existentes em Metodologias Ágeis, apresentando lições aprendidas e melhores práticas obtidas; b) discussão do Guia para a Implementação da Melhoria do Processo usando características da Qualidade de Software e das Metodologias Ágeis; c) apresentação do Estudo de Caso realizado na Jambu Tecnologia com foco na análise de casos de uso da implementação da Qualidade de Software e Agilidade; d) adequação dos ferramentais de apoio com foco no atendimento dos resultados esperados das práticas constantes nos modelos de qualidade e metodologias ágeis; e e) disseminação do conhecimento em Fundamentos Ágeis e Fundamentos em Programas de Melhoria do Processo de Software para atender ao mercado nacional e global. Assim, como sumário prévio da apresentação pode-se listar os tópicos: Overview sobre Metodologias Ágeis e Modelos de Maturidade do Processo de Software; A Cultura de Desenvolvimento de Software da Jambu Tecnologia; O Estudo de Caso da Implementação do MR-MPS-SW usando Metodologias Ágeis no Contexto de Software da Jambu Tecnologia; Os Ferramentais (Modelos, Procedimentos, Softwares, etc.) de Apoio à Implementação de Melhoria do Processo de Software na Jambu Tecnologia; A Avaliação Oficial da Jambu Tecnologia no Modelo MR-MPS-SW; Pontos Fortes e Fracos, e Oportunidades de Melhorias na Implementação do Processo da Jambu Tecnologia; Principais Pontos de Atenção na Implementação do MR-MPS-SW usando Metodologias Ágeis; A Ferramenta Computacional de Apoio à Implementação de Níveis de Maturidades de Modelos de Qualidade a partir do Uso de Metodologias Ágeis e Jogos Corporativos. 3. Audiência Para esta apresentação o perfil dos profissionais que se beneficiarão com as informações a serem tratadas/discutidas pelos palestrantes é bem abrangente, a saber: desde empresários do ramo desenvolvimento de software que tenham interesse na implementação dos processos organizacionais usando práticas contantes em modelos de qualidade e metodologias ágeis; passando por diferentes perfis (gerentes/líderes de projetos, equipes de desenvolvimento, testadores, etc.) envolvidos no processo de desenvolvimento de software; até alunos e professores de Universidades que trabalham com pesquisa/extensão no contexto da melhoria do processo de software organizacional. Como pré-requisito de conhecimento técnico para o público interessado na apresentação, este deve ter o entendimento básico das filosofias constantes nas metodologias ágeis, bem como o entendimento da cultura presente nos programas de melhoria do processo de software organizacional (modelos MPS.BR e CMMI). 38

39 4. Breve Biografia dos Palestrantes Como biografia dos autores/palestrantes desta apresentação, tem-se: Marcelo Rocha de Sá, atua profissionalmente com sistemas e tecnologia da informação desde Possui graduação em Bacharelado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Pará. É sócio fundador da Jambu Tecnologia Consultoria e Engenharia Ltda desde 1996, tendo participado em projetos de software, hardware, tecnologias abertas, captura e processamento de meios de pagamento e redes de telecomunicação. Os principais interesses são adoção das tecnologias abertas como software e hardware livres no contexto amazônida e em países em desenvolvimento; gestão do conhecimento; processo ágil de desenvolvimento de software; ensino e EAD. Currículo Lattes disponível em Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira, é professor adjunto da Universidade Federal do Pará desde 2008, nos cursos presentes na Faculdade de Computação e no Programa Pós-Graduação em Ciência da Computação, tendo sob sua responsabilidade a orientação de alunos com trabalhos de pesquisa em nível de doutorado, mestrado, conclusão de curso e iniciação científica. Mantém cooperação de pesquisa com a Universidade de Coimbra e o Centro de Informática da UFPE. Os seus interesses de pesquisa concernem a especificação de abordagens (técnicas, métodos, ferramentas de software livre, etc.) para a implementação de modelos e normas para a qualidade do processo de software organizacional. Em particular, ele possui experiência no uso dos modelos MR- MPS-SW e CMMI e normas ISO/IEC 12207, ISO/IEC 15504, ISO 9126, MEDE-PROS e CERTICS para a implementação e avaliação de processos e produtos de software organizacionais. Durante seu doutoramento, o candidato fez seu programa ( ) no Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn/UFPE), sob a supervisão do Prof. PhD. Alexandre Marcos Lins de Vasconcelos que é especialista em tecnologia de processos de software a partir do uso da Qualidade de Software. Sandro vem ativamente participando de inúmeros projetos de pesquisa na área de Qualidade de Software, sendo coordenador de projetos financiados peloo CNPq, CAPES, FAPESPA, SECTI, dentre os quais destaca-se o SPIDER Software Process Improvement: DEvelopment and Research, que recebeu em 2012 o Prêmio Dorgival Brandão Júnior referente ao Ciclo 2011 do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade em Software, concedido pela Secretaria de Política de Informática - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (SEPIN-MCTI). Sandro é editor associado do periódico sobre Engenharia de Software para o Journal of Software Engineering Research and Development (JSERD), SpringerOpen Journal. Em termos de conferências, o mesmo já foi revisor e apresentador em diversas conferências nacionais e internacionais como CLEI (2013), SBQS (várias edições), WAMPS (várias edições), etc. Currículo Lattes disponível em: 5. Agradecimentos Este trabalho recebeu apoio financeiro da SECTI Secretaria do Estado do Pará em Ciência, Tecnologia e Inovação, a partir do Edital 02/2012 de Seleção Pública para Melhoria do Processo de Software de Empresas Paraenses em Software. Além disso, está inserido no escopo do Projeto SPIDER, instituído na Universidade Federal do Pará. 39

40 Experiência do SIDI com ferramentas para controle de projetos! Resumo Trilha da Indústria Este trabalho apresenta a experiência do SIDI Samsung Ins<tuto de Desenvolvimento para Informá<ca mais especificamente da área de Soluções Locais - com o uso das ferramentas Sharepoint/Access/Excel e JIRA /Confluence para controle de projetos. O obje<vo do departamento de Soluções Locais é prover soluções de somware que agreguem valor aos produtos Samsung, principalmente, mas não somente, a smartphones e tablets, aumentando suas vendas. O grupo atua no gerenciamento de projetos executados por empresas terceirizadas, na definição ou refinamento de requisitos dos clientes, além de coordenar a<vidades de experiência e interface com o usuário. O trabalho desta equipe se caracteriza pela grande quan<dade de soluções desenvolvidas simultaneamente, como uma gama bastante diversificada de clientes e fornecedores de somware. As tecnologias u<lizadas também variam bastante de solução para solução, em complexidade, tamanho e tempo de desenvolvimento. Tudo isso torna o ambiente de gerenciamento dos projetos da área bastante complexo. Para que exista um controle efe<vo e consolidado dos projetos de somware que o departamento gerencia, desde 2012 a ferramenta MicrosoM Sharepoint é u<lizada juntamente com as ferramentas Access e Excel (ambas do pacote MicrosoM Office) para geração de relatórios e painéis de indicadores (dashboards) de forma quase automá<ca, Isto facilita o acompanhamento dos projetos, algumas vezes de forma consolidada, pelos principais stakeholders do departamento e pelos níveis gerenciais mais altos da empresa. Devido a relação custo X uso do Sharepoint, a atualização da ferramenta para versões mais recentes e amigáveis não se tornou viável, causando problemas de manutenção, u<lização e aceitação da ferramenta atual. Em paralelo, o ins<tuto adotou de forma coorpora<va duas ferramentas colabora<vas da Atlassian, o JIRA e o Confluence, fazendo com o que o departamento de Soluções Locais repensasse a forma como o acompanhamento de seus projetos era feito. Assim, iniciou- se o processo de adoção de ambas as ferramentas e conseqüentemente mudança dos processos relacionados. Essa adoção revelou alguns aspectos interessantes, por exemplo: O JIRA é uma ferramenta muito conhecida para bug tracking (acompanhamento de defeitos), suporte aos grupos de desenvolvimento e gerenciamento de projetos ágeis, porém pouco u<lizada para o gerenciamento de projetos 40

41 convencional, para o qual o departamento de soluções locais a adotou. Para atender às mudanças de processo o JIRA foi adaptado e customizado de acordo com as necessidades do grupo. Além disso, essas duas ferramentas, trazendo o conceito de colabora<vidade, possibilitam a descentralização de algumas a<vidades, viabilizando a todos os envolvidos em determinados projetos a interagirem e adicionarem conteúdo nelas ao mesmo tempo, diferentemente de como acontece hoje com a ferramenta Sharepoint, tornando o processo mais dinâmico e fluido. Esta apresentação será iniciada apresentando o SIDI e o departamento de Soluções Locais, focando nas necessidades que o departamento possui especificamente em gerência dos projetos. Em seguida, abordará como o Sharepoint estava sendo usado nos projetos (base de dados de projetos, repositório de informações e ambiente colabora<vo) e como as ferramentas Access e Excel suportavam a manipulação dos dados, geração de relatórios e painéis de indicadores. Prós e contras da solução adotada serão apresentados e discu<dos. Posteriormente, o processo de adoção do JIRA e Confluence será apresentado abordando as a<vidades realizadas, principais dificuldades, prós e contras das ferramentas, soluções adotadas e lições aprendidas. Por fim, recomendações a outras organizações serão discu<das no final da apresentação. Audiência Trilha da Indústria Esta apresentação não requer pré- requisitos de conhecimentos técnicos e o público alvo são, principalmente, gerentes de projeto e especialistas em ferramentas e processos. Porém qualquer envolvido em projetos de desenvolvimento de somware pode se beneficiar dos itens discu<dos nesta apresentação. Breve biografia Fernanda Kussama Pellegrini é Bacharel em Ciência da Computação (1998) pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Especialista em Engenharia de SoMware (2001) e Engenharia da Qualidade (2006) pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Iniciou sua carreira profissional como estagiária na IBM, em Depois disso, trabalhou com desenvolvimento de somware no CPqD, ADC e Motorola. Nessas empresas teve oportunidade de vivenciar diferentes fases do desenvolvimento de somware, como análise de requisitos, programação, testes e implantação de sistemas no cliente. Na Motorola, em 2003, começou a trabalhar com Processos e Qualidade de SoMware, área em que atua desde então. Na Robert Bosch trabalhou também com 41

42 qualidade e processos de desenvolvimento de hardware e sistemas de 2009 a Nessa empresa, implantou um processo de auditorias internas. Desde setembro de 2012, trabalha no SIDI (Ins<tuto Samsung para Desenvolvimento da Informá<ca) como Coordenadora do PMO (Process and Project Management Office), implantando processos de gerenciamento de projetos e suportando os projetos na tomada de decisões. Tem experiência na área de garan<a e controle da qualidade, definição e melhoria de processos, auditorias, lições aprendidas, ISO 9000, TL 9000, ISO/TS 16496, OHSAS 18000, ISO 14001, ISO 19011, CMMI e em metodologias e ferramentas Seis Sigma para desenvolvimento de processos e produto. De 2004 a 2014 fez parte do grupo de coordenação do SPIN- Campinas. Currículo Laqes: hqp://laqes.cnpq.br/ Ta<ane Valim Greco é estudante do 3o ano do curso de Sistema de Informação na Pon<ucia Universidade Católica de Campinas (PUC- Campinas) e técnica em Telecomunicações pelo Colégio Técnico da Unicamp - Campinas (COTUCA). Desde o início de 2013 trabalha no SIDI (Ins<tuto Samsung para Desenvolvimento da Informá<ca) como Analista do PMO (Project Management Office - Escritório de Gerenciamento de Projetos). Antes disso, ainda no SIDI, atuou por cinco anos na área de Testes de SoMware e foi estagiária no CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento) por X anos. Possui cer<ficação CSPO (Cer<fied Scrum Product Owner) da Scrum Alliance e fez o treinamento de Auditoria Interna pela Buerau Veritás. Currículo Laqes: hqp://laqes.cnpq.br/ Thomas Jan Dedding está cursando o úl<mo ano do curso de Engenharia da Computação da Pon<ucia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas) e desde 2012, faz estágio no SIDI (Ins<tuto Samsung para Desenvolvimento da Informá<ca) na área de PMO (Project Management Office - Escritório de Gerenciamento de Projetos). Dentre suas a<vidades está a construção de painéis de indicadores (dashboards) u<lizando as ferramentas do pacote MicrosoM Office (Sharepoint, Access e Excel), customização do JIRA, suporte as auditorias internas e suporte ao uso do Sharepoint, todas associadas a implantação de processos de desenvolvimento de somware e gerenciamento de projetos. Possui cer<ficação CSPO (Cer<fied Scrum Product Owner) da Scrum Alliance e fez o treinamento Desenvolvimento Móvel com ios oferecido pela Caelum - Ensino e Inovação. Currículo Laqes: hqp://laqes.cnpq.br/

43 Uma Ferramenta para Gestão Integrada de Projetos Simone Vasconcelos Silva, Leonardo Barroso da Silva, Matheus Soares Sales, Filipe Arantes Núcleo de Engenharia de Software (NES) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFFluminense) Campos dos Goytacazes RJ Brasil 1. Resumo 1.1. Descrição da Palestra Esta palestra tem como objetivo apresentar uma ferramenta de gerência de projetos chamada Gestão Integrada, desenvolvida pelo Núcleo de Engenharia de Software do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense. A ferramenta baseia-se em um framework eletrônico capaz de agregar em único local todas as informações dos projetos de uma organização, favorecendo os projetos desenvolvidos de forma colaborativa, ajudando a eliminar a redundância de documentos e ferramentas diversas, reduzindo o desperdício causado pela alocação ineficiente de recursos e a duplicação de esforços em projetos. A palestra apresentará a metodologia e as tecnologias utilizadas para o desenvolvimento da ferramenta, assim como as suas fases (inicial, intermediária e atual). Para cada fase serão apresentados os métodos e guias utilizados, as funcionalidades desenvolvidas e os exemplos práticos de utilização em instituições do Governo Federal. Na apresentação da fase inicial da ferramenta será possível verificar que a mesma atende as dez áreas do conhecimento do PMBOK (Project Management Body of Knowledge) através de funcionalidades integradas e templates, além de fornecer todos os resultados esperados para o processo Gerência de Projetos (GPR) do MPS.Br (Melhoria do Processo de Software Brasileiro) no nível G. Na apresentação da fase intermediária da ferramenta será possível verificar que a mesma agregou novas funcionalidades, tais como: ambiente para o Project Model Canvas (integrado com as funcionalidades que atendem as áreas do conhecimento do PMBOK); opção de gerenciar requisitos e tarefas através do método kanban; modelagem de processos através do BPMN (Business Process Modeling Notation) de forma integrada aos projetos; apresentação automática dos projetos; e gerenciador de reuniões. Na apresentação da fase atual da ferramenta será possível verificar que a mesma contém a funcionalidade Project Model Canvas no modo Quadro Inteligente, ou seja, os componentes (canvas, post-its e stakeholders) são manipulados através de movimentos e toques na superfície do quadro inteligente. Este modo facilita a elaboração do plano 43

44 do projeto de forma interativa e colaborativa através da participação das partes interessadas. Esta ferramenta é um projeto que encontra-se em constante melhoria, logo estão sendo desenvolvidas novas funcionalidades que agregam o framework Scrum; ambiente com simuladores para facilitar o aprendizado da gerência de projetos e de processos; e mapeamento do planejamento estratégico integrado aos processos e aos projetos. A ferramenta Gestão Integrada é utilizada para apoiar a gerência de projetos mantidos pelas seguintes instituições do Governo Federal: Ministério da Educação (MEC) através da SETEC (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica); Ministério das Comunicações (MC) através do projeto Formação GESAC; e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFFluminense) através de diversos campus e diretorias. A referida ferramenta recebeu o prêmio de Melhor Projeto do Ano de 2013 na categoria Inovação pela revista Mundo Project Management Benefícios e Conhecimentos para os Participantes Pode-se citar os seguintes benefícios e conhecimentos que serão proporcionados aos participantes: Conhecimento sobre Gerência de Projetos de acordo com PMBOK e MPS.Br; Conhecimento sobre Gerência de Processos; Conhecimento sobre o método Project Model Canvas; Benefício da apresentação de uma metodologia e ferramenta para integração e automatização dos conhecimentos citados acima; Benefício da apresentação de exemplos de utilização da ferramenta em instituições do Governo Federal Sumário da Palestra Introdução; Objetivo; Benefícios; Metodologia; Métodos e Guias; Tecnologia; Fases da Ferramenta: Inicial, Intermediária e Atual; Resultados Obtidos; Comparação com outras Ferramentas; Considerações Finais; Principais Referências. 44

45 2. Audiência 2.1. Tipo de Profissional Gerentes e equipes de projetos; gerentes e equipes de processos; analistas de negócios e requisitos; desenvolvedores mais experientes e professores Pré-requisitos de Conhecimento Técnico Conhecimento básico de MPS.Br e PMBOK. 3. Breve Biografia Palestrante: Simone Vasconcelos Silva 3.1. Formação Doutora em Computação pelo Universidade Federal Fluminense (UFF); Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF); Especialista em Melhoria de Processos de Software (UFLA) e em Análise de Sistemas (UCAM); Profissional certificada em Processos de Negócios CBPP pela ABPMP Internacional; Profissional certificada ScrumMaster (CSM) Experiência Profissional e Afiliação Atual Professora da área de Informática do IFFluminense desde 1997 (Afiliação atual); Diretora de Avaliação Institucional do IFFluminense; Coordenadora da Pós-Graduação em Análise e Gestão de Sistemas de Informação do IFFluminense; Coordenadora dos Núcleos de Pesquisa em Engenharia de Software (NES) e em Gerência de Processos e Qualidade em Serviços (GproQS) do IFFluminense; Possui mais de 10 anos de experiência na área de Gestão de Projetos (incluindo gerência de projetos no Ministério da Educação e no Ministério das Comunicações) e mais de 20 anos de experiência em desenvolvimento de sistemas Experiências Prévias como Palestrante Apresentou palestras e artigos em diversos eventos, tais como: SBQS (Simpósio Brasileiro de Qualidade de Software); WGPS (Workshop de Gerência de Projetos de Software); WAMPS (Workshop Anual do MPS.Br); Ciclo de projetos do PBQPS (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade de Software) do Ministério da Ciência e Tecnologia; 45

46 IWSSIP (International Conference on Systems, Signals and Image Processing); SEKE (International Conference on Software Engineering and Knowledge Engineering); ENEGEP (Encontro Nacional de Engenharia de Software); SIMPEP (Simpósio de Engenharia de Produção); Fenasoft, BPM Day; PMI Day; REDITEC (Reunião dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica); CONIF (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica); FDI (Fórum de Desenvolvimento Institucional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica); SETEC (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica); Óptima (Congreso Chileno de Investigación Operativa); CLAIO (Congresso Latino-Iberoamericano de Pesquisa Operacional); Evento de Premiação dos Melhores Projetos do Ano de 2013 da revista Mundo Project Management; Evento na área de Qualidade na Capital Humano da FGV; Congresso do Instituto Superior de Ensino do CENSA Página com informações profissionais e/ou Currículo Lattes Endereço para acessar o Currículo Lattes: Endereço para acessar o Linkedin: 46

47 Auditorias e verificações: importantes ferramentas de suporte a gestão de projetos Resumo Este trabalho apresenta a experiência do PMO (Project Management Office - Escritório de Gerenciamento de Projetos) do SIDI (Samsung Instituto de Desenvolvimento para Informática) na implantação e realização de auditorias internas e verificações, serviços de governança prestados ao departamento onde atua (Soluções Locais). O departamento de Soluções Locais tem o objetivo de produzir soluções de software que contribuam para o aumento de vendas dos produtos Samsung, principalmente smartphones e tablets, tornando-os mais atrativos. O desenvolvimento dos projetos é feito por parceiros externos e o papel do grupo é gerenciar todas as etapas do desenvolvimento das soluções, incluindo aspectos técnicos. Como características importantes deste departamento e seus respectivos projetos, podemos citar: Variedade de parceiros externos distribuídos entre as regiões Norte e Nordeste do Brasil Grande volume de projetos desenvolvidos paralelamente Grande quantidade de recursos humanos externos ao SIDI alocados nos projetos Diversidade de soluções desenvolvidas (desde aplicações para smartphones, até soluções cliente-servidor; soluções B2B, B2C e plataforma; diversos sistemas operacionais e plataformas. Tudo isso gera uma grande quantidade de dados e informações tornando o ambiente complexo de ser gerenciado pela organização. Por isso, o PMO que auxilia este departamento, implanta serviços de governança, que incluem definição de processos, implantação e disseminação das regras de controle de projetos e de qualidade, alinhamento de processos e regras com as áreas afetadas pelos resultados do departamento (stakeholders), monitoramento de dados e informações de projetos, auditorias internas e verificações, entre outros. Esta apresentação mostrará como as auditorias e verificações realizadas pelo PMO são feitas (responsabilidades, ferramentas, procedimento) e como suportam não só o gerenciamento dos projetos, mas também a governança do departamento. São elas: 47

48 Auditorias de fechamento de projeto: garante que os artefatos exigidos pelos processos de desenvolvimento de software e gerenciamento de projetos existem e seguem os padrões pré-estabelecidos de qualidade. Garante, também, que requisitos de qualidade de software sejam cumpridos, assegurando a correta implantação de outros serviços de governança. Verificações automáticas da base de dados de projetos: garante que as informações dos projetos, principalmente marcos, estão consistentes entre si, aumentando a confiabilidade e integridade dos dados históricos da organização, base para relatórios organizacionais enviados aos stakeholders do departamento. São realizadas de forma automática, pois a grande quantidade de dados demandaria um esforço humano grande além de aumentar a chance de erros nas verificações. Geração e análise dos painéis de indicadores: o objetivo desta atividade não é a verificação de dados em si, mas ao analisar os indicadores ou ao gerá-los, podem-se encontrar inconsistências na base de dados de projetos que iniciam ações corretivas. Muitas vezes, encontram-se situações não previstas nos processos iniciando um processo de melhoria contínua. Todas estas verificações dão visibilidade aos gerentes de projetos e alta administração sobre o andamento dos projetos ao fornecerem evidências objetivas e dados quantitativos, confiáveis a respeito deles. Além do mais colaboraram com a melhoria continua dos processos, prevenindo e corrigindo suas falhas e também identificando oportunidades de melhoria. Um dos próximos passos na melhoria dos processos de governança está voltado para que falhas nas inserções de dados na base de dados de projetos sejam evitadas, minimizando a necessidade de verificações e auditorias. Para isso, a ferramenta JIRA esta sendo implantada em substituição ao Sharepoint, para armazenamento de dados de projetos e também para suporte as auditorias internas. Esta alteração minimizará a necessidade de uso de outras ferramentas como Excel e Access para manipulação e visualização de dados. Além disso, o PMO tem como desafio que as regras e processos seguidos pelos projetos e times de desenvolvimento se tornem cada vez mais transparentes aos usuários, ou seja, que sejam seguidas sem que estes percebam que estão conformes com um processo pré-determinado, diminuindo a resistência a processos e conseqüentemente a mudanças. Assim, a agenda desta apresentação abordará os seguintes tópicos: SIDI e departamento de Soluções Locais 48

49 Macro-processo de desenvolvimento de software e gerenciamento de projetos Conceitos de governança, auditorias e verificações PMO e os serviços de governança oferecidos Auditorias e verificações realizadas pelo PMO Próximos passos o Auditoria Interna o Verificações Automáticas o Geração de Painéis de Indicadores e Análise de Métricas Desafios Audiência Esta apresentação não requer pré-requisitos de conhecimentos técnicos e o público alvo são, principalmente, gerentes de projeto, auditores e especialistas/engenheiros de qualidade de software.porém qualquer envolvido em projetos de desenvolvimento de software pode se beneficiar dos itens discutidos nesta apresentação, por tratar de ferramentas genéricas e abrangentes. Conceitos necessários para entendimento da apresentação serão abordados rapidamente, para alinhamento dos participantes. Breve biografia Fernanda Kussama Pellegrini é Bacharel em Ciência da Computação (1998) pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Especialista em Engenharia de Software (2001) e Engenharia da Qualidade (2006) pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Iniciou sua carreira profissional como estagiária na IBM, em Depois disso, trabalhou com desenvolvimento de software no CPqD, ADC e Motorola. Nessas empresas teve oportunidade de vivenciar diferentes fases do desenvolvimento de software, como análise de requisitos, programação, testes e implantação de sistemas no cliente. Na Motorola, em 2003, começou a trabalhar com Processos e Qualidade de Software, área em que atua desde então. Na Robert Bosch trabalhou também com qualidade e processos de desenvolvimento de hardware e sistemas de 2009 a Nessa empresa, implantou um processo de auditorias internas. Desde setembro de 2012, trabalha no SIDI (Instituto Samsung para Desenvolvimento da Informática) como Coordenadora do PMO (Process and Project Management Office), implantando processos de gerenciamento de projetos e suportando os projetos na tomada de decisões. Tem experiência na área de garantia e controle da 49

50 qualidade, definição e melhoria de processos, auditorias, lições aprendidas, ISO 9000, TL 9000, ISO/TS 16496, OHSAS 18000, ISO 14001, ISO 19011, CMMI e em metodologias e ferramentas Seis Sigma para desenvolvimento de processos e produto. De 2004 a 2014 fez parte do grupo de coordenação do SPIN-Campinas. Currículo Lattes: Tatiane Valim Greco é estudante do 3º ano do curso de Sistema de Informação na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) e técnica em Telecomunicações pelo Colégio Técnico da Unicamp - Campinas (COTUCA). Desde o início de 2013 trabalha no SIDI (Instituto Samsung para Desenvolvimento da Informática) como Analista do PMO (Project Management Office - Escritório de Gerenciamento de Projetos). Antes disso, ainda no SIDI, atuou por 5 anos na área de Testes de Software e foi estagiária no CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento) por X anos. Possui certificação CSPO (Certified Scrum Product Owner) da Scrum Alliance e fez o treinamento de Auditoria Interna pela Buerau Veritás. Currículo Lattes: Thomas Jan Dedding está cursando o último ano do curso de Engenharia da Computação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas) e desde 2012, faz estágio no SIDI (Instituto Samsung para Desenvolvimento da Informática) na área de PMO (Project Management Office - Escritório de Gerenciamento de Projetos). Dentre suas atividades está a construção de paineis de indicadores (dashboards) utilizando as ferramentas do pacote Microsoft Office (Sharepoint, Access e Excel), customização do JIRA, suporte as auditorias internas e suporte ao uso do Sharepoint, todas associadas a implantação de processos de desenvolvimento de software e gerenciamento de projetos. Possui certificação CSPO (Certified Scrum Product Owner) da Scrum Alliance e fez o treinamento Desenvolvimento Móvel com ios oferecido pela Caelum - Ensino e Inovação. Currículo Lattes: 50

51 O Uso da Ferramenta Trello na Implementação do Modelo MPS para Software, Nível G de Maturidade, em uma Empresa de Micro Porte Aruanda Simões Gonçalves Meiguins 1, Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira 2 1 Gol Software Av. Nazaré, 272, Sala 201 Nazaré Belém - PA - Brasil 2 Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação Universidade Federal do Pará (UFPA), Rua Augusto Corrêa, 1 Guamá Belém - PA - Brasil 1. Tópicos de Interesse Técnicas e Metodologias Ágeis; Melhoria do Processo de Software; Qualidade do Processo de Software; Gerência de Projetos e de Requisitos de Software; Tecnologias para Desenvolvimento de Sistemas. 2. Resumo A qualidade tornou-se um diferencial no mercado, e não é diferente no desenvolvimento de software, pois ela está diretamente ligada à satisfação do cliente, ao atendimento dos requisitos desse software. Assim, faz-se necessário ambientar-se de tal maneira que se possa criar produtos de qualidade. Esses ambientes são formados de acordo com os modelos de qualidade, e é nesse contexto que será tratado o MPS.BR nesta apresentação. O modelo MPS.BR foi definido utilizando para sua base técnica as normas ISO/IEC 12207:2008 e ISO/IEC , e o modelo CMMI-DEV (Capability Maturity Model Integration for Development), refletindo assim a necessidade de melhoria dos processos de desenvolvimento de software. O modelo de qualidade escolhido faz parte do programa MPS.BR, o MR-MPS-SW Modelo de Referência do MPS para Software, por ser capaz de atender as exigências internacionais para avaliação, definição e melhoria dos processos de software. Este modelo tem o intuito de atender principalmente as empresas brasileiras. Dentre esses processos destaca-se os processos constantes no primeiro nível de maturidade, a Gerência de Projetos e a Gerência de Requisitos, processos foco desta apresentação, pertencentes ao nível G na evolução dos níveis de maturidade do MPS.BR. O processo de Gerência de Requisitos (GRE) tem como objetivo acompanhar a evolução dos requisitos e sua consistência com os outros produtos de trabalho da produção do software. O processo de GRE é um conjunto de atividades que ajudam a equipe de projeto a identificar, controlar e rastrear requisitos e modificações de requisitos em qualquer época, à medida que o projeto prossegue. Este processo não pretende coletar, desenvolver, detalhar requisitos, e sim acompanhar e administrar as inconsistências e mudanças que um requisito pode gerar, verificando até onde vai o impacto da mudança: planos do projeto, estimativas de tempo e custo, recursos humanos. Já o objetivo do processo de Gerência de Projetos (GPR) é estabelecer e manter planos que definem as atividades, recursos e responsabilidades do projeto, bem como 51

52 prover informações sobre o andamento do projeto que permitam a realização de correções quando houver desvios significativos no desempenho do projeto. Gerir projetos inclui um conjunto de práticas gerenciais e técnicas que permite à equipe de software definir um roteiro, enquanto ela se move em direção à sua meta estratégica e seus objetivos táticos. Ainda, Gerência de Projetos é a disciplina de planejar, organizar e gerenciar recursos com o intuito de atingir os objetivos e metas do projeto. Essas características inerentes aos processo de GPR e GRE são melhor gerenciadas quando se automatiza/sistematiza o processo através da utilização de ferramentas, pois implicam na redução de esforço e tempo, devido a diminuição da necessidade de documentação agilizando o processo como um todo. A prática do uso de ferramentas para sistematizar/automatizar atividades de processo é um dos fatores que impacta diretamente a melhoria de processo de software. Deste modo, esta apresentação tem por objetivo mostrar o caso de sucesso de uma empresa de desenvolvimento de software na implementação dos processos de Gerência de Projetos e Gerência de Requisitos, utilizando a ferramenta de software livre Trello (https://trello.com/), de forma a alcançar uma metodologia sistematizada de implementação de um programa de melhoria da qualidade organizacional para atender aos resultados esperados constantes nos processos do nível de maturidade G do MPS.BR. Esta metodologia possui a junção de uma metodologia ágil com um modelo de qualidade tradicional, tendo adaptações quando necessárias. As metodologias ágeis usadas foram as que se destacam pelas atividades práticas de gerenciamento de projetos, bem como algumas técnicas aplicadas a estas metodologias. O Trello é uma ferramenta colaborativa para gerenciamento de projetos, com muitos recursos e usa o paradigma kanban desenvolvida pela empresa Fog Creek. Com o Trello é possível emular os quadros que são comuns em técnicas de gerenciamento ágil como Scrum e Kanban. Outras vantagens são a existência de uma API, facilidade de trabalho em equipe, facilidade de mover tarefas entre quadros e reorganizá-las, compatibilidade com dispositivos móveis, a politica de dados onde a ferramenta informa que o usuário é o dono de seus dados e ele pode usar esses dados em outros sistemas por exemplo para gerar relatórios dos projetos com outras ferramentas. Como solução para minimizar o cenário apresentado, a empresa Gol Software (empresa privada paraense cujo principal foco é o desenvolvimento de soluções corporativas em plataforma Web, além de atuar na área de Business Intelligence) foi uma das empresas vencedoras do Edital de Seleção Pública para Melhoria do Processo de Empresas Paraenses de Software, usando o MPS.BR. Assim, durante o trabalho de implementação das práticas constantes neste modelo, a empresa manteve sua cultura ágil alinhada às práticas de maturidade. Ao final deste projeto de implementação, definiu-se um Guia de Implementação dos Processos do Nível G do MPS.BR usando a ferramenta Trello, adotando metodologias ágeis, cujo foco está em orientar a adequação dos processos de software organizacionais aos dois contextos. O guia atende principalmente as empresas de desenvolvimento de software na implementação do programa de definição e melhoria dos processos organizacionais na área de software, além da investigação e da disseminação do conhecimento nas práticas propostas pelos modelos de qualidade de software, na adoção de ferramentas de software livre e no uso das metodologias ágeis. 52

53 Desta forma, entende-se que a apresentação permitirá a pesquisadores e empreendedores acesso a serviços em Qualidade de Software, Ferramenta de Software Livre e Metodologias Ágeis. Para isso, o foco da apresentação é direcionado a alguns segmentos principais: a) adequação das recomendações dos processos constantes no nível de maturidade G do MPS.BR para atendimento das funcionaliades da Ferramenta Trello e das práticas existentes em Metodologias Ágeis; b) discussão do Guia para a Implementação da Melhoria do Processo usando características da Qualidade de Software, da Sistematização de Processo e das Metodologias Ágeis; c) apresentação do Estudo de Caso realizado na Gol Software com foco na análise de casos de uso da implementação da Qualidade de Software, Sistematização do Processo e Agilidade; d) adequação dos ferramentais de apoio com foco no atendimento dos resultados esperados das práticas constantes nos modelos de qualidade e metodologias ágeis, e das funcionalidades existentes na Ferramenta Trello; e e) disseminação do conhecimento em Fundamentos Ágeis, Sistematização do Processo e Fundamentos em Programas de Melhoria do Processo de Software para atender ao mercado nacional e global. Assim, como sumário prévio da apresentação pode-se listar os tópicos: Overview sobre Metodologias Ágeis, Sistematização do Processo e Modelos de Maturidade do Processo de Software; A Cultura de Desenvolvimento de Software da Gol Software; O Estudo de Caso da Implementação do MR-MPS-SW usando Metodologias Ágeis e a Ferramenta Trello no Contexto de Software da Gol Software; Os Ferramentais (Modelos, Procedimentos, Softwares, etc.) de Apoio à Implementação de Melhoria do Processo de Software na Gol Software; A Avaliação Oficial da Gol Software no Modelo MR-MPS-SW a partir das evidências geradas pela Ferramenta Trello; Pontos Fortes e Fracos, e Oportunidades de Melhorias na Implementação do Processo da Gol Software a partir do uso da Ferramenta Trello; Principais Pontos de Atenção na Implementação do MR-MPS-SW usando Metodologias Ágeis e a Ferramenta Trello (Lições Aprendidas e Melhores Práticas). 3. Audiência Para esta apresentação o perfil dos profissionais que se beneficiarão com as informações a serem tratadas/discutidas pelos palestrantes é bem abrangente, a saber: desde empresários do ramo desenvolvimento de software que tenham interesse na implementação dos processos organizacionais usando práticas contantes em modelos de qualidade a partir do uso de ferramentas de software; passando por diferentes perfis (gerentes/líderes de projetos, equipes de desenvolvimento, testadores, etc.) envolvidos no processo de desenvolvimento de software; até alunos e professores de Universidades que trabalham com pesquisa/extensão no contexto da melhoria do processo de software organizacional. Como pré-requisito de conhecimento técnico para o público interessado na apresentação, este deve ter o entendimento básico das filosofias constantes em ferramentas de software de gestão de demandas, bem como o entendimento da cultura presente nos programas de melhoria dos modelos MPS.BR e CMMI. 4. Breve Biografia dos Palestrantes Como biografia dos autores/palestrantes desta apresentação, tem-se: 53

54 Aruanda Simões Gonçalves Meiguins, cursa doutorado no Programa de Pós- Graduação em Engenharia Elétrica da UFPA, é mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina (2001) e bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Pará (1998). É Gerente de Desenvolvimento da Gol Software e atuou como professora do Centro Universitário do Pará (CESUPA). Apresentou inúmeras palestras e participou de várias conferências na área da Ciência da Computação. Atua como pesquisadora principalmente nas áreas de mineração de dados, visualização de informação e algoritmos evolucionários. Atuou como coordenadora de projetos de pesquisa e inovação apoiados pela FINEP, FAPESPA e CNPq. Currículo Lattes disponível em Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira, é professor adjunto da Universidade Federal do Pará desde 2008, nos cursos presentes na Faculdade de Computação e no Programa Pós-Graduação em Ciência da Computação, tendo sob sua responsabilidade a orientação de alunos com trabalhos de pesquisa em nível de doutorado, mestrado, conclusão de curso e iniciação científica. Mantém cooperação de pesquisa com a Universidade de Coimbra e o Centro de Informática da UFPE. Os seus interesses de pesquisa concernem a especificação de abordagens (técnicas, métodos, ferramentas de software livre, etc.) para a implementação de modelos e normas para a qualidade do processo de software organizacional. Em particular, ele possui experiência no uso dos modelos MR- MPS-SW e CMMI e normas ISO/IEC 12207, ISO/IEC 15504, ISO 9126, MEDE-PROS e CERTICS para a implementação e avaliação de processos e produtos de software organizacionais. Durante seu doutoramento, o candidato fez seu programa ( ) no Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn/UFPE), sob a supervisão do Prof. PhD. Alexandre Marcos Lins de Vasconcelos que é especialista em tecnologia de processos de software a partir do uso da Qualidade de Software. Sandro vem ativamente participando de inúmeros projetos de pesquisa na área de Qualidade de Software, sendo coordenador de projetos financiados peloo CNPq, CAPES, FAPESPA, SECTI, dentre os quais destaca-se o SPIDER Software Process Improvement: DEvelopment and Research, que recebeu em 2012 o Prêmio Dorgival Brandão Júnior referente ao Ciclo 2011 do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade em Software, concedido pela Secretaria de Política de Informática - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (SEPIN-MCTI). Sandro é editor associado do periódico sobre Engenharia de Software para o Journal of Software Engineering Research and Development (JSERD), SpringerOpen Journal. Em termos de conferências, o mesmo já foi revisor e apresentador em diversas conferências nacionais e internacionais como CLEI (2013), SBQS (várias edições), WAMPS (várias edições), etc. Currículo Lattes disponível em: 5. Agradecimentos Este trabalho recebeu apoio financeiro da SECTI Secretaria do Estado do Pará em Ciência, Tecnologia e Inovação, a partir do Edital 02/2012 de Seleção Pública para Melhoria do Processo de Software de Empresas Paraenses em Software. Além disso, está inserido no escopo do Projeto SPIDER, instituído na Universidade Federal do Pará. 54

55 Uma Ferramenta para Gerenciamento de Infraestruturas de Computação em Nuvem Leandro M. Nascimento 1,2, Julio C. Damasceno 1,2,3, Rodrigo E. Assad 1, Vinícius C. Garcia 1,3, Pedro H. F. Neves 1,3, Silvio R. L. Meira 1,3 1 USTO.RE Software e Serviços LTDA Porto Digital Recife PE Brasil 2 Depto. de Informática (DEINFO) Univ. Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Recife PE Brasil 3 Centro de Informática (CIn) Univ. Federal de Pernambuco (UFPE) Recife PE Brasil Abstract. The continuous search for computing resources at low costs has leveraged cloud computing popularization in corporations of different size. Besides this reality, there is a need for cloud computing administration tools that make easier and automate the creation and maintenance of cloud infrastructures. This work presents a tool named ucloud Console, developed by USTO.RE, for this purpose which brings, as a differential feature, the presentation and management of the cloud infrastructure as a visual model, allowing simple properties edition and automatic deployment in virtualization server. Resumo. A busca contínua por recursos computacionais a um baixo custo impulsionou a popularização da computação em nuvem que vem dominando o cenário em corporações de diferentes tamanhos. Atrelada a essa realidade, surge a necessidade de utilização de ferramentas de administração de infraestruturas de computação em nuvem que facilite a criação e manutenção de tais estruturas de forma automatizada. Este trabalho apresenta uma ferramenta chamada ucloud Console, desenvolvida pela USTO.RE, para esse fim e que tem como diferencial a apresentação de um modelo visual da infraestrutura, permitindo a edição de propriedades de forma simples e implantação automática em servidor de virtualização. 1. Introdução Uma definição bem aceita de computação em nuvem estabelecida pelo NIST (Instituto Americano de Padrões e Tecnologia) assume que Computação em nuvem é um modelo que permite o acesso ubíquo, conveniente e sob demanda de recursos computacionais compartilhados e configuráveis, tais como, redes, servidores, armazenamento, aplicações e serviços, que podem ser rapidamente provisionados e entregues ao usuário com um esforço mínimo de gerenciamento ou de interação com o provedor de serviços [Mell and Grance 2011]. Seguindo essa perspectiva, é notável a popularização de plataformas elásticas de computação em nuvem, também chamadas de plataformas de virtualização, como os 55

56 serviços oferecidos pela Amazon e Google, entre outros, culminando no barateamento do uso de tais serviços. Este cenário acaba facilitando a transferência da responsabilidade de processamento e armazenamento de informações, originalmente feitos dentro de pequenas corporações a um custo alto, para grandes corporações que adotam computação em nuvem a um baixo custo. Em outras palavras, não faz mais sentido para qualquer empresa que está surgindo e que tem orçamento limitado montar toda uma infraestrutura de TI para rodar seus sistemas de controle, mas sim subcontratar uma infraestrutura de computação em nuvem que pode atender a demanda corrente e futura de tal empresa. Em termos práticos, computação em nuvem atende a demandas de elasticidade de infraestrutura. Uma vez que são necessários mais recursos computacionais para atender a uma determinada necessidade, tais recursos podem ser rapidamente instanciados. Existem algumas ferramentas para administração de plataformas de virtualização, como o AWS Management Console 1 e o VMware vcenter Operations Management Suite 2, por exemplo. Entretanto, algumas necessidades específicas não suportadas como: migração de máquinas virtuais (VM) baseadas em heurísticas parametrizadas; definição da configuração das máquinas virtuais; execução de scripts e perfis automáticos de instalação de pacotes; definição de políticas de segurança customizadas; monitoramento proativo; possibilidade de manipulação visual das estruturas de uma nuvem; entre outros requisitos. Com o objetivo de atender a essas necessidades de gerenciamento de infraestruturas de computação em nuvem e com a premissa de usar uma linguagem visual para tal, este trabalho apresenta a ucloud Console, uma ferramenta desenvolvida pela USTO.RE 3 e de propriedade da mesma. 2. ucloud Console uma Ferramenta para Gerenciamento de Infraestruturas de Computação em Nuvem A ucloud Console é uma solução baseada na criação de modelos visuais para representar uma infraestrutura em nuvem. O usuário da ferramenta literalmente desenha os elementos que quer que sejam criados em um servidor de virtualização e, através da ferramenta, executa o deploy automático do modelo visual. A partir do modelo, é possível editar propriedades de cada um dos elementos, como a quantidade de memória ou número de CPUs de uma determinada máquina virtual a ser criada, assim como apresentado na Figura Arquitetura e Tecnologias Adotadas Para desenvolver a ucloud Console, nós utilizamos o Eclipse Modeling Framework (EMF) em conjunto com o Eclipse Graphical Modeling Framework (GMF), que provê um conjunto de componentes para geração de código e desenvolvimento de editores gráficos baseados no EMF. A Figura 2 resume a arquitetura da ucloud Console. O editor gráfico apresenta um conjunto de possíveis estruturas a serem manipuladas visualmente no diagrama como: máquina virtual (VM), pool de máquinas virtuais, balanceador de 1 AWS Management Console - 2 VMware vcenter Operations Management Suite - 3 Usto.re - 56

57 carga, interfaces de rede e endereços IP para cada máquina virtual. Uma vez criado o modelo visual, a ferramenta faz validação automática do mesmo, com base em diversas condições. Por exemplo, não é possível haver um pool de VMs sem nenhuma VM adicionada, ou não é possível ter um diagrama que não tenha nenhum pool de VMs. Ou ainda, não é possível adicionar um endereço IP numa interface de rede que não seja compatível com a máscara de rede, entre outros possíveis erros de validação. Figura 1. Exemplo de modelo visual manipulado pela ucloud Console. Em destaque, vê-se o conjunto de propriedades de um elemento do modelo. Arquitetura ucloud API REST Núcleo ucloud API XenServer Base de dados MySQL Editor gráfico (console) Figura 2 Arquitetura da ucloud Console. Depois de realizada a validação do modelo e nenhum erro é encontrado, o usuário pode então clicar no botão que realiza a implantação do modelo no servidor de virtualização. O editor gráfico então se comunica com o módulo de núcleo da ucloud através de uma API REST. O núcleo persiste o modelo do usuário numa base de dados MySQL possibilitando posterior recuperação do último estado do modelo implantado. Após persistência do modelo, o núcleo acessa o servidor de virtualização Citrix XenServer 4 através de uma API própria disponibilizada. O acesso à API do XenServer é todo controlado e mantido pelo núcleo ucloud. A ferramenta encontra-se atualmente em fase alpha de desenvolvimento e várias funcionalidades a serem implementadas envolvem a disponibilização de uma interface Web de interação com o usuário final e a apresentação do modelo visual com 4 Citrix XenServer - 57

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