UMA PROSTA DE ADEQUAÇÃO DO MS VISUAL STUDIO TEAM SYSTEM (VSTS) PARA O MPS.BR NÍVEIS F e G

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1 1082 X Salão de Iniciação Científica PUCRS UMA PROSTA DE ADEQUAÇÃO DO MS VISUAL STUDIO TEAM SYSTEM (VSTS) PARA O MPS.BR NÍVEIS F e G Agner Macedo Paiva, Bernardo Copstein (orientador) FACIN, PUCRS, Centro de Inovação Microsoft/PUCRS Resumo O desenvolvimento com qualidade continua sendo muito importante para organizações desenvolvedoras de software e seus clientes. Modelos de qualidade foram desenvolvidos para poder medir a maturidade das empresas em relação a certos parâmetros de qualidade, sendo que um deles é o MPS.BR. O MPS.BR é um modelo de qualidade desenvolvido pela SOFTEX (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro) especificamente para a indústria de software nacional, especialmente pequenas e médias empresas. Além de modelos de qualidade, as organizações utilizam ferramentas e metodologias para dar suporte ao desenvolvimento de software. Uma destas ferramentas é o Visual Studio Team System, um ambientes de desenvolvimento de software da Microsoft cuja principal característica é a integração da equipe envolvida de desenvolvimento. Existem vários templates (modelos) de processo de software disponíveis para o Visual Studio Team System. Alguns são gratuitos e outros são pagos, mas não se tem conhecimento de template projetado para suportar o MPS.BR. Considerando a importância do MPS.BR para o desenvolvimento da indústria nacional de software e a disseminação do VSTS como um SDE (Software Development Environments) o objetivo geral deste projeto é desenvolver templates de processo de software para o VSTS visando facilitar a adoção do MPS.BR nos níveis iniciais por parte das empresas que utilizam este ambiente. É de extrema importância para as empresas que pretendam adotar tal modelo terem a disposição um template de um processo compatível com o MPS.BR para facilitar o trabalho da equipe de qualidade em termos de controles e agilidade. O projeto será realizado no Centro de Inovação MS/PUCRS e permitirá agregar o conhecimento de um modelo de qualidade brasileiro a uma tecnologia Microsoft, o que vai de encontro aos objetivos do Centro. Além disso, este projeto é mais uma oportunidade para os estudantes

2 1083 poderem colocar em prática o conhecimento desenvolvido em sala de aula, com a atuação forte na pesquisa e no estudo de caso piloto. A metodologia utilizada será pesquisa qualitativa exploratória tendo como técnicas de coleta de dados: pesquisa bibliográfica em livros e artigos científicos; pesquisa em sites e blogs sobre o assunto; comparação com outros ambientes disponíveis no mercado com destaque especial para o ambiente Taba (MONTONI, M. et AL, 2006 ) e entrevistas com desenvolvedores com experiência no VSTS e no MPS.BR. Espera-se com os resultados desta pesquisa ter a definição dos templates a serem criados e dos plug-ins a serem desenvolvidos. Palavras-chave: Qualidade de software. Modelo de qualidade de software. Ferramentas para desenvolvimento de software. Introdução O interesse no processo de software está baseado em duas premissas: a) a qualidade de um produto de software é fortemente dependente da qualidade do processo pelo qual ele é construído e mantido e b) o processo de software pode ser definido, gerenciado, medido e melhorado. A definição de processo de software com base em modelos de referência nacionais ou internacionais é importante, mas não suficiente para garantir a qualidade dos processos e produtos de software. A garantia da execução adequada desses processos é fundamental para aumentar a eficiência e eficácia dos processos e, conseqüentemente, aumentar a qualidade dos produtos de software. (CHRISSIS, KONRAD, e SHRUM, 2003) Neste sentido, a importância da área de Garantia da Qualidade de Processos e Produtos Software tem crescido nas empresas. Assim, muitas empresas têm definido seus processos de Garantia da Qualidade de Processos e Produtos de Software com base em modelos nacionais e/ou internacionais de referência de processos de software, por exemplo, CMMI (Capability Maturity Model Integration) (CHRISSIS, KONRAD, e SHRUM, 2003) e MPS.BR (Melhoria de Processo do Software Brasileiro) (SOFTEX, 2008). As empresas têm estabelecido também grupos responsáveis por avaliar os processos e produtos de software de forma independente da equipe de desenvolvimento dos projetos de software. Esses grupos são geralmente denominados de Grupo de Garantia da Qualidade dos Processos e Produtos (GQPP) e tem, entre suas responsabilidades básicas: (CHRISSIS, KONRAD, e SHRUM, 2003; SOFTEX, 2008):

3 1084 Avaliar a aderência dos produtos e processos aos padrões, procedimentos e requisitos aplicáveis; Avaliar os produtos de trabalho antes de serem entregues ao cliente e em marcos prédefinidos ao longo do ciclo de vida de desenvolvimento; Identificar e registrar os problemas e as não-conformidades, além de comunicar os membros das equipes dos projetos e a alta gerência sobre os resultados das avaliações; Estabelecer as ações corretivas para as não-conformidades e acompanhá-las até as suas efetivas conclusões. O MPS.BR é um modelo de qualidade desenvolvido para suprir as necessidades da indústria de software nacional, especialmente pequenas e médias empresas (SOFTEX, 2008). Ao longo dos últimos anos diversas empresas se capacitaram e se certificaram em diferentes níveis do modelo. Neste período encontram-se na literatura relatos de implantação deste modelo usando como apoio ferramentas de software livre ou ambientes acadêmicos (MACEDO, et al., 2006). Além disso, entre as dificuldades encontradas para a implantação de modelos de qualidade é citados o uso do ferramental e, principalmente, a dificuldade em mudar a cultura organizacional (ROCHA, et al, 2005). Em especial, o uso de um ferramental adequado é citado como uma das maneiras de minimizar o impacto na cultura organizacional. Para apoiar também as atividades de desenvolvimento software existem os chamados Ambientes de Desenvolvimento de Software (SDE Software Development Environments). Os SDEs têm tido um papel importante no suporte a execução do processo de software integrando ferramentas e técnicas de acordo com um determinado paradigma de software (SANTOS et al, 2005). A adoção de SDEs por parte das empresas de desenvolvimento de software traz inúmeras vantagens entre as quais se pode destacar a facilidade na troca de informações entre as ferramentas, garantia da qualidade, atualização encadeada dos artefatos gerados, aumento do controle do projeto, além das vantagens já citadas no caso de adoção de modelos de qualidade. O Microsoft Visual Studio Team System 2008 (VSTS) é um SDE que inclui ferramentas, processos e um guia para auxiliar cada um dos papéis da equipe de desenvolvimento a desenvolver suas tarefas de maneira integrada (MICROSOFT, 2008a). Entre outras características interessantes do VSTS está o fato de que o mesmo é configurável permitindo

4 1085 adaptação para diferentes processos e modelos de qualidade. Além disso, embora tenha sido concebido para ser utilizado com a plataforma de desenvolvimento.net da Microsoft, o ambiente pode ser configurado para trabalhar com outras tecnologias tais como Java, C++ entre outras (MICROSOFT, 2008b). Constata-se também que infelizmente, muitas das empresas que adotam hoje em dia o VSTS usam menos de 50% de sua capacidade de apoiar os processos de engenharia de software, limitando-se a utilizar os recursos de desenvolvimento, gerência de configuração e, em menor quantidade, teste. Atualmente é possível encontrar vários templates de processo de software disponíveis para o VSTS. Alguns são gratuitos e outros são pagos, dependendo do interesse da empresa que os desenvolveu (MSDN, 2008). Não se tem conhecimento, até o momento, entretanto, que algum tenha sido projetado para suportar o MPS.BR. Em função disso, considerando a importância do MPS.BR para o desenvolvimento da indústria de software nacional e a disseminação do VSTS como um SDE robusto e configurável, o objetivo geral deste projeto é desenvolver templates livres de processo de software para o VSTS de maneira a facilitar a adoção do MPS.BR (níveis G e F) por parte das empresas que utilizam este ambiente. Como objetivos específicos deste projeto destacam-se: Identificar os recursos de apoio as atividades de engenharia de software do ambiente VSTS; Mapear as necessidades do modelo de qualidade MPS.BR e o tipo de ferramental adequado para a suportar as atividades da equipe de qualidade; Criar templates, para o VSTS, de um processo de software compatível com o MPS.BR níveis G e F; Desenvolver plug-ins para o VSTS que possam auxiliar no desenvolvimento das tarefas da equipe de qualidade; Disponibilizar os artefatos gerados para a comunidade de usuários do VSTS através da publicação dos mesmos no CODEPLEX (MICROSOFT, 2008c). Metodologia A pesquisa de que trata este projeto será desenvolvida no ambiente do Centro de Inovação Microsoft/PUCRS (CI). Este Centro é uma parceria entre a PUCRS e a Microsoft que tem como objetivo o ensino e a pesquisa sobre tecnologias Microsoft. Para o

5 1086 desenvolvimento deste projeto conta-se ainda com o apoio da empresa DBServer. A DBServer possui um processo de desenvolvimento de software compatível com o CMMi nível 2 (CHRISSIS, KONRAD, e SHRUM, 2003) implantado em alguma de suas equipes. Foi acordado recentemente com o CI o desenvolvimento de um projeto visando adequar este processo aos requisitos do MPS.BR visando sua adoção por uma das equipes ainda sem cultura de processo. Desta forma, desde janeiro de 2009, a equipe do CI juntamente com alguns profissionais da DBServer estarão trabalhando na adequação do processo. Desta forma, um dos requisitos deste projeto, a existência de um processo definido compatível com o MPS.BR será atendido. Além disso, em momento oportuno, a equipe mencionada da DBServer será internada em um dos espaços adequados do CI de maneira que se possa fazer a experimentação do processo e do ferramental desenvolvidos pois como coloca Silva Filho et al (2006), o uso de projetos piloto é um fator de sucesso na adoção de modelos de qualidade. Ou seja, será possível realizar um estudo de caso piloto. Para atender aos objetivos se realizará uma pesquisa qualitativa, de estratégia exploratória visto que se pretende criar template para o VSTM de forma a dar suporte ao MPS.BR. Em relação à coleta dos dados, serão utilizadas as seguintes técnicas: Pesquisa bibliográfica em livros e artigos científicos; Pesquisa em sites e blogs sobre o assunto; Comparação com outros ambientes disponíveis no mercado com destaque especial para o ambiente Taba (MONTONI, M. et AL, 2006) devido a seu uso em situações semelhantes; Entrevistas com desenvolvedores com experiência no VSTS e no MPS.BR. Estas entrevistas serão conduzidas por meio de questões abertas com o objetivo de identificar elementos de convergências e utilização do VSTS como uma ferramenta que apóie o processo de desenvolvimento de software segundo o que pressupõem o MPS.BR. A idéia é que estas melhores práticas possam ser consideradas e verificar como forma de validação das mesmas. O Centro de Inovação localiza-se no Tecnopuc, que é um ambiente propício para tais entrevistas e que o relacionamento do CI com várias das empresas do Parque facilitam a aproximação das mesmas.

6 1087 A partir dos resultados das entrevistas, pesquisa bibliográfica, processo adotado no estudo de caso piloto e levantamento dos recursos disponíveis no VSTS e nas demais ferramentas estudadas é que será feita a definição dos templates a serem criados e dos plug-ins a serem desenvolvidos. Resultados Esperados O Desenvolvimento de templates de processo de software para o VSTS para facilitar a adoção do MPS.BR (níveis G e F) por parte das empresas que utilizam este ambiente. O VSTS na sua última versão (2010) possui funcionalidades que apoiam a gerencia e desenvolvimento de projetos. Uma das ferramentas cria uma imagem que mostra toda a arquitetura do código existente através de grafo, facilitando a visualização de como as partes do projeto interagem e funcionam. Além disso o VSTS 2010 ainda permite a criação de diversos diagramas como casos de uso, classes e etc. Também possui um novo recurso chamado Architecture Explorer que permite aos arquitetos e desenvolvedores navegarem pelo código fonte de uma forma muito simples, como se fosse uma navegação entre as áreas de um site. Referências CHRISSIS, M. B., KONRAD, M, E SHRUM, S. CMMI: Guidelines for Process Integration and Product Improvement. Addison-Wesley, MACEDO, C. C. et al. Implantação de Melhoria de Processo de Software no Tribunal Superior Eleitoral. In: V Simpósio Brasileiro de Qualidade de Software (SBQS'06). Vila Velha, Brasil, MICROSOFT. Visual Studio Team System. Disponível em: Acesso em 12 dez MICROSOFTa. MSDN. Disponível em: Acesso em 16/12/2008. MICROSOFTb. Blog de André Dias. Disponível em: Acesso em 15/12/2008. MICROSOFTc. CODEPLEX. Disponível em: Acesso em 15/12/2008.

7 1088 MONTONI, M. et al. Uma Abordagem de Garantia de Qualidade de Processos e Produtos de Software com Apoio de Gerência de Conhecimento na Estação TABA. In: V Simpósio Brasileiro de Qualidade de Software (SBQS'06). Vila Velha, Brasil, MSDN: Team Suite Development Center. Disponível em: Acesso em 15/12/2008. ROCHA, A. R. et al. Dificuldades e Fatores de Sucesso na Implemenção de Processos de Software Utilizando o MR-MPS e o CMMI. In: Workshop para Implementadores (W2-MPS.BR'05). Brasília, Brasil, SANTOS, G. et al. Knowledge Management in a Software Development Environment to Support Software Process Deployment. In: 7th International Workshop on Learning Software Organizations (LSO'05). Kaiserslautern, Alemanha, SILVA FILHO, R. C.; ROCHA, A. R.; TRAVASSOS, G. H. O Uso de Projetos-Piloto para Avaliação da Efetividade da Melhoria de Processos. In: V Simpósio Brasileiro de Qualidade de Software (SBQS'06). Vila Velha, Brasil, SOFTEX. MPS.BR - Melhoria de Processo do Software Brasileiro Guia Geral (Versão 1.2) Disponível em: <http://www.softex.br/mpsbr/_guias/mps.br_guia_geral_v1.2.pdf>. Acesso em 12 dez 2008.

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