PARA TODXS: POR UMA NOVA MARCAÇÃO DE GÊNERO NA LÍNGUA PORTUGUESA.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "TOD@S PARA TODXS: POR UMA NOVA MARCAÇÃO DE GÊNERO NA LÍNGUA PORTUGUESA."

Transcrição

1 PARA TODXS: POR UMA NOVA MARCAÇÃO DE GÊNERO NA LÍNGUA PORTUGUESA. Leonardo Teixeira de Freitas Ribeiro Vilhagra 1 ANIMA X ANIMUS A mulher é o reflexo invertido da mulher interior do homem O homem é o reflexo invertido do homem interior da mulher A mulher é a miragem do caminho do homem em busca de si mesmo O homem é a miragem do caminho da mulher em busca de si mesma A mulher que se busca está dentro de cada homem O homem que se busca está dentro de cada mulher Transpaixão, Waldo Motta. Resumo: Com os estudos de gênero de Butler (2008), podemos observar que a expressão da sexualidade vai além do biformismo homem/mulher, demonstrando-se como plural, histórica e construída performaticamente, combatendo os vários discursos heteronormativos vigentes. Aliás, segundo Foucault (1993,) a sexualidade contemporânea pode ser examinada por meio dos mecanismos de poder e do saber que lhes são próprios e pelos quais os indivíduos se reconhecem como sujeitos sexuados. Dentre tais mecanismos heteronormativos, podemos identificar na área da linguística, mais especificamente na marcação de gênero no Português Brasileiro - os morfemas a e o -, como um exemplo disso. Contudo, devido às outras formas de manifestações de sexualidades (transgêneros, transexuais, homossexuais etc.), houve também novas modalidades de marcação de gêneros que acompanharam tal processo identitário. Logo, este trabalho objetiva analisar o emprego do x e em substantivos da língua portuguesa na linguagem verbal escrita, como novas variantes linguísticas de representações da sexualidade. Palavras-chave: Gênero; Lexicologia; Heteronirmativismo. Ao problematizar o movimento feminismo, Butler (2008) foca a maneira pela qual esse grupo concebe a relação gênero e sexo. Para algumas feministas da época, inspiradas, principalmente, em Simone de Beauvoir e Betty Friendan, a opressão das mulheres se alicerçava em uma distinção entre sexo (característica biológica/natural) e gênero 1 Graduando de Letras Português da Universidade Federal do Espírito Santo.

2 (característica social/cultural) associados a um determinismo fisiológico (vagina x pênis), os quais são categóricos para a construção das identidades sexuadas na nossa sociedade. Porém, a autora não se limita nesses quesitos e vai além. Consoante a Butler (2008), o gênero não deve ser encarado como a fonte do determinismo sexual, mas sim como construções sociais e culturais as quais dão origem a naturalização das categorias masculino e feminino. Esse bimorfismo (homem/mulher) nada mais é do que um discurso forjado, edificado e, principalmente, repetido ao longo do tempo, a fim de legitimar a sua condição de norteador identitário sexual. Aliás, Butler aponta a heterossexualidade e o falocentrismo como as categorias pelas quais o poder e o discurso moldam o gênero, no momento em que a categoria das mulheres só alcança estabilidade e coerência no contexto da matriz heterossexual (BUTLER, 2008, p. 23). A partir disso, os comportamentos se desenvolvem: Crianças meninos brincam de carrinhos e crianças meninas brincam de boneca; Jovens meninos usam calça e jovens meninas usam saia; Adultos homens se relacionam com mulheres, adultos mulheres se relacionam com homens etc. O conceito de gênero, neste contexto, legitima essa ordem, aprisionando o sexo em uma categoria invulnerável, distante de qualquer crítica. O gênero não deve ser meramente concebido como a inscrição cultural de significado num sexo previamente dado, [...] tem de designar também o aparato mesmo de produção mediante o qual os próprios sexos são estabelecidos (BUTLER, 2008, p. 25). O emprego do gênero, por conseguinte, realizaria uma falsa sensação de segurança, de fixação cuja matriz heterossexual firmaria os dois grandes polos, homem e mulher. Promoveria, assim, um discurso de verdade, que fornece inteligibilidade e lógica, proporcionando a conservação de tal ordem de maneira compulsória. Nesse contexto, inclusive, podemos nos perguntar: Como tal lógica se perpetua e se estabelece? Pois bem, existem inúmeras maneiras de se reafirmar e reforçar essa modalidade de pensamento. Para Butler (2008), encontramos em nossas roupas, em nossas cores, em nosso comportamento diário, gesticulando, nos processos simbólicos. Ou seja, trata-se de uma performatividade. Paralelamente a isso, devemos, também, recorrer ainda aos estudos de Foucault, rememorando os conceitos de discurso, poder e a heteronormatividade, os quais, junto com a visão de Butler (2008), são essenciais. Para o filósofo francês, o discurso é uma atividade que

3 não só legitima e produz verdades, mas também é um mecanismo significativo das relações de poder, ele ainda reafirma que o poder não é um instituição e nem uma estrutura, não é uma certa potência de que alguns sejam dotados: é o nome dado a uma situação estratégica e complexa numa sociedade determinada (FOUCAULT, 1993, p. 103) Logo, a partir disso, é válido afirmar que a atividade discursiva molda a realidade circundante, articulando as hierarquias sociais e a diferenciações entre os sujeitos. Neste viés, o discurso deixa de ser um conjunto de signos e ganha uma qualidade de práticas que formam sistematicamente os objetos de que falam (1987, p. 56). Abrange-se, assim, a prática discursiva, indo desde uma conversa fiada despretensiosa até uma palestra acadêmica. Contudo, devemos considerar que essa atividade é efetuada não de maneira aleatória, e sim de forma controlada, selecionada, organizada e redistribuída por certo número de procedimentos que têm por função conjurar seus poderes e perigos (FOUCAULT 1999, p. 8). Levando em consideração a contribuição de Foucault, podemos inferir tais características ao discurso heteronormativo vigente. Segundo Weeks (2010), a legitimação da heteronormatividade ocorrida entre os séculos XIX e XX se sustentou em discursos de identidades sexuais normais e anormais. Ou seja, as outras manifestações de sexualidade são marginalizadas. Louro (2010) também corrobora com isso. Para ela, a sociedade busca, intencionalmente através de múltiplas estratégias e táticas, fixar uma identidade masculina ou feminina normal e duradoura. Esse intento articula, então, as identidades de gênero normais a um único modelo de identidade sexual: a identidade heterossexual (LOURO, 2010, p. 26) Logo, notamos que o discurso heteronormativo, na sua condição de produtor de verdade e um regulador das estratégias de poder, além de reforçar a matriz heterossexual, exclui as outras manifestações da sexualidade humana. E, como vimos anteriormente em Butler (2008), o gênero não se atém ao determinismo do bimorfismo fisiológico humano. Ele, pois, é uma construção sociocultural reafirmada historicamente e que vai muito além do binômio homem/mulher. Contudo, dentre as várias formas, modalidades e nos mais diversos âmbitos sociais desse fato apresentado aqui, este trabalho ater-se-á na investigação do nível linguístico, isto é, no patamar da linguagem, de um novo fenômeno da língua portuguesa que não apenas acompanha a teoria da concepção de Gênero de Butler (2008), como também rompe com o

4 discurso heteronormativo. Ele seria a eclosão de uma nova marcação de gênero nos substantivos da língua portuguesa. Ora, se tal lógica heteronormativa se manifesta em diferentes níveis, por que não no linguístico? Ademais, talvez seja uma das manifestações mais sutis e também uma das mais impetuosas, afinal, segundo Foucault (2012), a anatomia política está no detalhe, no pormenor, tal qual em uma simples letra. Estamos falando aqui do surgimento de palavras, como: políticxs, garotx etc. A princípio, quando nos deparamos com elas, pensamos se tratar de um desvio de grafia. Elas, no entanto, representam uma revolução no tratamento linguístico do gênero, além de um ativismo político transgressor em relação à matriz heterossexual. Há nelas uma desconstrução do gênero na língua portuguesa, acrescentado, agora, um terceiro gênero, aos já existentes masculino e feminino. Inclusive, não é um caso exclusivo da língua portuguesa, podendo ser constatado também no Latim e no Espanhol, por exemplo. Antes de aprofundarmos no assunto, todavia, é mister considerar que esse comportamento flexível, mutável e plástico da palavra não é por acaso. Ela é produto das transformações da realidade e do ser humano as quais também são flexíveis, mutáveis e plásticas. A matéria prima de nossa comunicação verbal é o mundo que nos cerca. Nele, encontramos pessoas, coisas, lugares, ideias etc. Para que nós nos direcionemos a isso tudo, contudo, dependemos de algo que faça esse papel de mediador entre o que queremos enunciar e aquilo que enunciamos. Neste contexto, encontramos o léxico. Segundo Basilio o léxico é uma espécie de banco de dados previamente classificados, um depósito de elementos de designação, o qual fornece unidades básicas para a construção dos enunciados. O léxico, portanto, categoriza as coisas sobre as quais queremos nos comunicar, fornecendo unidades de designação, a palavra, que utilizamos na construção dos enunciados (BASILIO, 2011, p. 9). Dentro de qualquer língua natural, é inegável a presença da sintaxe, da semântica, fonética e fonologia e outros campos do saber que a compõe. No entanto, necessita-se de uma unidade constitutiva que proverá o enunciado de cada falante. Daí a importância do léxico. Contudo, com o passar do tempo, o mundo, e tudo que nele está contido, passa por transformações e mudanças. Novas fronteiras são demarcadas, o conhecimento é atualizado,

5 mentalidades são questionadas. À medida que o mundo é modificado, o léxico também o é. Logo, percebemos um caráter dinâmico dele, não estático. Essa visão transformadora é confirmada por Basilio. Para ela, o léxico não é apenas um conjunto de palavras. Como sistema dinâmico, apresenta estruturas a serem utilizadas em sua expansão. Essas estruturas, [...], permitem a formação de novas unidades no léxico como um todo e também a aquisição de palavras novas por parte de cada falante. (BASILIO, 2011, p. 9). As mudanças das palavras, enfim, acompanham as transformações do mundo. E, nesse viés, temos as mudanças das marcações de gênero na língua portuguesa. Com as novas manifestações da sexualidade fora da matriz heterossexual (homossexuais, transgêneros etc.) houve a necessidade de uma nova marcação de gênero diferentemente da existente. Assim, neste trabalho, pretendemos analisar como as novas formas x se estabelecem nos substantivos da língua portuguesa. Para isso, revela-se a importância de compreender como se sucede a marcação do gênero na língua portuguesa, investigando como isso ocorre, para, depois, analisarmos as implicações dessa nova marcação e como ela se comporta em relação às outras. Para Bechara (2009), a língua portuguesa concebe dois gêneros: Masculino e Feminino. Uma das maneiras de evidenciar isso é a anteposição do artigo o e a. Ou seja, cada substantivo está em um desses grupos, como, o sol é masculino, devido ao artigo o estar antes do substantivo sol. Já a casa é feminina, pois o artigo a se posiciona primeiro do que o substantivo casa. Outra maneira é pela flexão por meio da Desinência de Gênero a qual representa o morfema sufixal, conforme Zanotto (1986) afirma. Ela elenca seis casos nos quais esse processo acontece. 2 R DG R VT + DG R VT + alternância /ê/ para /é/ + ditongação /é/ para /éy/ + DG Cantor / Cantor-a Pat-o / Pat-a Europeu (Europêu) / Europeia (Européi-a) Ateu (atêu) / ateia (atéi-a) 2 R: Radical; VT: Vogal Temática e DG: Desinência de Gênero.

6 R - VT + alternância /ê/ para /i/ + DG Judeu (judêu) / Judi-a (judía) R VT + alternância /é/ ou /a/ para /ô/ + DG Sandeu (Sandêu) / Sandi-a (Sandía) Ilhéu / Ilho-a (Ilhôa) R VT + Consoante Nasal + Desnasalização + DG Tabaréu / tabaroa (tabarôa) Solteirã-o / solteiron-a Leã-o / Leo-a Outra maneira que isso ocorre é através da Derivação, baseado nos sufixos derivacionais nos radicais dos substantivos. Ela enumera três casos: R VT + Sufixo Derivacional Gal-o / Gal-inha R Sufixo Derivacional Cond-e / Cond-essa Czar / Czar-ina R VT Cônsul / Consulesa Réu / Ré Irmão / Irmã Aliás, segundo Luft (2008), ainda temos os substantivos de gênero único, os quais são divididos em sobrecomuns e epicenos. Estes apresentam um só gênero gramatical para designar animais: o albatroz, a águia, o jaguar, a borboleta. Já aqueles são substantivos que apresentam um gênero gramatical para representar pessoas: o cônjugue, a criança, o indivíduo. Contudo, embora haja toda essa distinção na marcação do gênero nos substantivos, e na língua portuguesa em geral, existe o que Bechara (2008) denomina como Inconsistência do gênero gramatical. Para ele, a tradição do gênero nos substantivos não tem fundamentos racionais, exceto a tradição fixada pelo uso e pela forma (BECHARA, 2008, p. 133 grifos nossos). De maneira similar, encontramos isso em Costa (2010). Para o autor, ao se referir a um objeto cheio de páginas com letras e imagens grafadas nele, haveria uma escolha lógica para nomeá-lo como livro? Comentando sobre o legado de Saussure, ele ainda arremata:

7 Afirmar que o signo linguístico é arbitrário, como fez Saussure, significa reconhecer que não existe uma relação necessária, natural, entre a sua imagem acústica (seu significante) e o sentido a que ela nos remete (seu significado). Isso significa dizer que o signo linguístico não é motivado, e sim cultural, convencional, já que é resultado do acordo implícito realizado entre os membros de uma determinada comunidade. Trata-se, portanto, de uma convenção (COSTA, 2010, p ). Percebemos, dessa maneira, que a marcação de gênero dentro de uma língua é sim um produto social e convencionada pelos seus falantes e, por sua vez, na língua portuguesa também. Inclusive, resgatando as contribuições iniciais de Butler (2008), Foucault (1987, 1993, 2005 e 2007), Louro (2010) e Weeks (2010), observamos que esses processos de marcação do gênero da língua portuguesa apresentados anteriormente não só se caracterizam como fenômenos históricos, socioculturais, alicerçados em um discurso e tradição heteronormativo, como também não representam as outras formas de expressão de gênero além do masculino/feminino. É nesse contexto que a meta deste trabalho se insere. Com a recente afirmação dos grupos LGBT, através de uma forte militância e ativismo político, além de outros eventos a favor desse grupo minoritário, como a retirada, em 17 de maio de 1990, do homossexualismo da lista internacional de doenças, passando a se denominar homossexualidade 3 e, em um contexto brasileiro, a formulação da PL 5002/ 2013, ou Projeto de Lei João W Nery, a qual permite mude de nome de acordo com o gênero, conforme ela se identifica e também concede aos maiores de idade a cirurgia de mudança de sexo sem a obrigação de análise psicológica, ou autorização judicial, a afirmação desse grupo se consolidou significativamente. Concomitantemente, surgiram no âmbito da linguagem, mais especificamente na língua portuguesa não se sabe dizer quando as novas marcações de e x, principalmente, no meio virtual. Podemos ilustrar esse fenômeno nos exemplos abaixo: 1º exemplo: * Estamos considerando culturais, ou seja, profissionais que atuam em áreas de relacionamento com a população Policiais, etc.) Vale lembrar que o sufixo ismo representa, dentre outros sentidos, patologias, como, Alcoolismo. Porém, com o tempo, alguns grupos feministas, LGBT e teóricos da área utilizam homossexualidade, com sufixo idade, por se tratar de um sufixo que, dentre outros significados, representa expressões do ser humano. 4 Acesso em 29 de junho de 2014.

8 2º exemplo: Posso não ter mais sua mão, mas não quero parar / Me nego, renego a este ciclo de merda!! / Continuarei unx meninx utopistx marchando, / Olhos baixos, sem receio de um último tombo!!!. 5 Tendo em vista isso, portanto, passaremos a analisar as características dessa nova marcação de gênero e como ela se manifesta no português brasileiro. A primeira característica que observamos é que ambos os fenômenos se sucedem, essencialmente, na linguagem verbal escrita. Ou seja, no plano da fala, não existiria por hora, até o presente momento da configuração deste trabalho. Isso se deve a não associação de um fonema característico dessas duas desinências a uma letra. Segundo Malberg (1954), A linguagem constrói-se com pequenas unidades que se agrupam para formar outras unidades cada vez maiores. O que nós ouvimos quando escutamos e o que nós produzimos ao falar são cadeias de som mais ou menos longas, mas sempre complexas e capazes de serem analisadas em unidades muito pequenas. As consoantes juntam-se com as vogais para formar sílabas. As sílabas, juntas; formam grupos, frases e períodos (MALMBERG, 1954, p. 101). Reparamos que a linguagem é constituída de unidades menores que vão formando outras unidades maiores até atingirem níveis mais complexos. Tal comportamento das línguas é denominado, segundo Martelotta (2010), como Dupla Articulação. Dupla articulação, pois existem dois tipos diferentes de unidades: os morfemas e os fonemas (MARTELOTTA, p. 39, 2010). Os morfemas compreendem a menor unidade significativa da estrutura gramatical de uma língua, podendo interferir no sentido da combinação para formar uma palavra qualquer. Eles são os radicais, vogais temáticas, afixos e desinências. Ilustrando melhor isso, podemos ver, como exemplo, a palavra garotos. Dividindo-a conforme seus morfemas, teremos o seguinte: garot o s Garot = Radical / o= desinência de gênero / s= desinência de número. 5 Acesso em 29 de junho de 2014.

9 Já os fonemas são as estruturas fonológicas das línguas. Elas que dão corpo sonoro ao vocábulo e contém valor distintivo. Fracionando a mesma palavra a partir deles, temos o seguinte caso: garotos: /g/ /a/ /r/ /o/ /s/ /t/ /o/ /s/ Isso também é confirmado por Higounet (2003). Ao falar sobre a história da escrita na humanidade, Higounet (2003) define que, até alcançar o sistema alfabético que se tem hoje, as línguas grafas necessitaram ascender três etapas: A escrita sintética, a escrita analítica e a escrita fonética. A primeira seria que um sinal, ou desenho, exprimisse uma frase inteira, ou ideias de uma frase. A escrita analítica foi quando cada sinal notaria uma palavra isoladamente. A última, por fim, é a fonética, a qual seria a escrita que representasse o som de letras contidas em uma determinada língua. Aliás, a língua portuguesa se encontra nessa última etapa. É conveniente, retomando Martelotta (2010), que, embora a troca de um fonema acarrete na mudança de sentido, o fonema não é um morfema, pois aquele não indica informação alguma acerca do sentido ou da estrutura gramatical (MARTELOTTA, p. 39, 2010). Falando a respeito do fonema, aliás, isso nos leva a outra singularidade dessas novas marcações de gênero. A segunda característica é a respeito da tonacidade. quanto x são áfonos. A condição de afonia desses morfemas se deve ao fato que não há até o presente momento um som associado a eles na língua falada, diferentemente dos processos de marcação de gênero nos substantivos vistos anteriormente em Bechara (2009) e em Zanotto (1986). Como essas novas marcações preenchem os espaços das desinências de gênero tradicionais ou garotx) acabam, ainda que não possuam fonemas, assumindo o papel de marcador de gênero dos substantivos utilizados para designação as manifestações da sexualidade além da matriz heterossexual humana. A afonia dessas desinências de gênero abre espaço para a última característica: a representação inter-semiótica do signo. Em Jakobson (1995), o autor principia seu texto sinalizando sobre os aspectos linguísticos da tradução. Nele, informa-se que o significado das palavras não depende de um fato nãolinguístico, pois necessita do auxílio do código da

10 linguagem em questão. Ademais, para ele, o significado linguístico nada mais é do que a sua tradução por outro signo que lhe pode ser substituído. Nesse viés, Jakobson (1995) determina três espécies de tradução de um signo. A tradução referente à meta desse trabalho é a tradução inter-semiótica. Ela consiste na interpretação dos signos verbais por meio de sistemas de signos não-verbais (JAKOBSON, 1995, p. 65). As desinências de e x são produtos dessa tradução. Isso é constatado a partir da forma gráfica pela qual cada uma é constituída. A desinência de é oriunda do símbolo arroba, o qual, a partir de uma evolução tipográfica desde a idade média, passou a ser utilizada nos teclados das máquinas de escrever inglesas do século XIX. Já no século XX, Roy Tomlinson, ao criar o programa de correio eletrônico (o ), usou o (simbolizando at da língua inglesa, que significa a preposição em ) no meio do nome do usuário e do nome do provedor. Daí que surgiu isto é, usuário no provedor X. Porém, com a tradução inter-semiótica efetuada pelos usuários da língua, esse signo passou a ser uma desinência de gênero devido a sua duplicidade gráfica. A imagem (linguagem nãoverbal) do seria o englobamento da letra a pela letra o, aquela estaria inserida nesta. Tradicionalmente, na língua portuguesa, a se refere ao feminino e o ao simboliza não só a união de ambos, mas também a representação das outras manifestações dos gêneros sexuais. Essa imagem se tornou, assim, um morfema, mais especificamente, uma desinência de gênero (linguagem verbal), configurando a tradução inter-semiótica. De maneira similar ocorre com a desinência de gênero x. No momento da tradução intersemiótica, esse signo passou a ser uma desinência de gênero por causa de sua neutralidade gráfica. A imagem (linguagem não-verbal) do x invoca, entre outros sentidos, um sentido de exclusão. Cruzar duas linhas da mesma maneira que à letra x produz o significado de eliminar. Logo, colocando x no lugar das tradicionais desinências de gênero (linguagem verbal), ocorre o apagamento da distinção do gênero do substantivo. Sem ela, o substantivo acaba sendo neutro, abrangendo, assim, as outras manifestações da sexualidade humana. Vale resaltar, inclusive, que ambas possuem o mesmo papel: fazer a marcação de gênero fora do padrão masculino/feminino. O emprego de cada uma fica a critério dos usuários da língua.

11 Logo, sabendo-se dessas características, agora, vamos observar o funcionamento desses morfemas. Relembrando Bechara (2009) e em Zanotto (1986), existem vários tipos de marcação do gênero nos substantivos. Todavia, devido às qualidades específicas e de x vistas anteriormente, notamos que apenas em dois casos aparecem tais fenômenos. O primeiro caso é na antecipação do substantivo. Coloca-se, no ou x onde antes colocar-se-iam os artigos a e o : O estudante As estudante Xs estudantes Nota-se que estudante é um substantivo epiceno que, resgatando Luft (2008), são substantivos que apresentam um gênero específico determinado pelo artigo anteposto. Em outros substantivos não epicenos, contudo, essa nova marcação também é possível. Como no seguinte caso: Cantor Cantora Cantorx Examina-se que, nesse caso, preserva-se o radical da palavra e as novas desinências de gênero são acrescentadas, proporcionando outra forma além da dita masculina/feminina. As novas marcações de gênero do substantivo na língua portuguesa são, por conseguinte, frutos da nova realidade da língua portuguesa, tratando-se de uma variável linguística, ou seja, uma forma alternativa de expressão de uma forma pré-existente. Ela, segundo Mollica (2010) é concebida como dependente no sentido que o emprego das variantes. Não é aleatório, mas influenciado por grupos de fatores de natureza social ou estrutural (MOLLICA, 2010, p.11). Logo, conforme visto anteriormente, com a reafirmação do grupo minoritário LGBT no cenário brasileiro e mundial, houve o surgimento dessas variáveis dentro da língua, indicando uma inovação no tratamento linguístico do gênero sexual fora da matriz heterossexual. As novas variáveis vieram não para excluir as tradicionais, mas sim coexistir com elas, no sentido de ser outro modo de representar pessoas que, historicamente, ficaram taxas como detentoras de um comportamento desviante moral e socialmente. Aliás, tal fator excludente das línguas é atestado por Bagno.

12 existe um mito ingênuo de que a linguagem humana tem a finalidade de comunicar, de transmitir ideais [...] a linguagem é muitas vezes um poderoso instrumento de ocultação da verdade, de manipulação do outro, de controle, de intimidação, de opressão, de emudecimento. Ao lado dele, também existe o mito de que a escrita tem o objetivo de difundir ideias. No entanto, uma simples investigação histórica mostra que, em muitos casos, a escrita funcionou, e ainda funciona, com a finalidade oposta: ocultar o saber, reservá-lo a uns poucos para garantir o poder àqueles que a ele têm acesso (BAGNO, 2009, 158, grifos do autor). Logo, esperamos que, com as análises deste trabalho, não apenas se contribua para uma nova marcação de gênero do substantivo da língua portuguesa, mas também que se possa abrir espaço para um estudo mais aprofundado sobre o tema nos outros âmbitos dela, uma vez que, devido ao tamanho dos desdobramentos que esse fenômeno tem, aqui, esse espaço é limitado. Pretendemos que este seja um passo inicial e não um momento irrefutável ou peremptório. Contudo, o fato - talvez o principal é que, independente das possíveis aceitações e negações, ora integrais, ora parciais, oriundas após a leitura deste artigo, esse novo fenômeno da marcação de gênero nos substantivos da língua portuguesa aconteceu, acontece e, pelo que tudo indica, acontecerá. Embora tenhamos nos empenhado na análise, ele ainda manifestar-seá entre os usuários da língua, o qual, de maneira análoga à diversidade sexual humana, é livre, sem amarras e, essencialmente, não dependente de consentimentx. REFERÊNCIAS BAGNO, Marco. Preconceito linguístico o que é, como se faz. 52ª edição. São Paulo: Edições Loyola, 2009 BASILIO, Margarida. Formação e classes de palavras no português do Brasil. 3ª Ed. São Paulo: Contexto, BUTLER, Judith. Problemas de Gênero: feminismo e subversão da identidade. 2. ed. Rio de janeiro: Civilização Brasileira, COSTA, Marco Antônio. Estruturalismo. In: MARTELOTTA, Mário Eduardo (org.). Manual de linguística. 1ª ed. 3ª reimpressão. São Paulo: Contexto, FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. Tradução: Laura Fraga de Almeida Sampaio. São Paulo, Edições Loyola, História da sexualidade I: A vontade de saber. 18 ª Ed. São Paulo: Graal, 1993.

13 . Microfísica do poder. Tradução: Roberto Machado. Rio de Janeiro, Edições Graal, Vigiar e Punir: nascomento da prisão. tradução Raquel Ramalhete. 40ª Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, HIGOUNET, Charles. História concisa da escrita. Tradução da 10ª Ed. corrigida Marcos Marcionilo. São Paulo: Parábola Editorial, JAKOBSON, Roman. Os aspectos linguísticos da tradução. 20ª ed. In: Linguística e comunicação. São Paulo: Cultrix, LOURO, Guacira Lopes. Pedagogia da Sexualidade. In: LOURO, Guacira Lopes. (Org.) O corpo educado: pedagogias da sexualidade. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2010, p. 26 LUFT, Celso Pedro. Moderna gramática brasileira. 3ª Ed. rev. e atual. São Paulo: Globo, MALMBERG, Bertil. La phonétique. Presses Universitaires de France, 1954, MARTELOTTA, Mário Eduardo. Dupla articulação. In: MARTELOTTA, Mário Eduardo (org.). Manual de linguística. 1ª ed. 3ª reimpressão. São Paulo: Contexto, MOLLICA, Marica Cecilia. Fundamentação teórica: conceituação e delimitação. In: MOLLICA, Maria Cecilia; BRAGA, Maria Luiza, (orgs.). Introdução à sociolinguística. 4ª ed. São Paulo: Contexto, WEEKS, Jeffrey. O corpo e a sexualidade. In: LOURO, Guacira Lopes. (Org.). O corpo educado: pedagogias da sexualidade. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, ZANOTTO, Normelio. Estrutura mórfica da língua portuguesa. Caxias do Sul: EDUCS, 1986.

Unidade: Os Níveis de Análise Linguística I. Unidade I:

Unidade: Os Níveis de Análise Linguística I. Unidade I: Unidade: Os Níveis de Análise Linguística I Unidade I: 0 OS NÍVEIS DE ANÁLISE LINGUÍSTICA I Níveis de análise da língua Análise significa partição em segmentos menores para melhor compreensão do tema.

Leia mais

1 A Internet e sua relação com a linguagem na atualidade: algumas informações introdutórias

1 A Internet e sua relação com a linguagem na atualidade: algumas informações introdutórias 1 A Internet e sua relação com a linguagem na atualidade: algumas informações introdutórias Objetivamos, com esse trabalho, apresentar um estudo dos processos de importação lexical do português que ocorrem

Leia mais

RELAÇÃO ENTRE FONÉTICA E FONOLOGIA. Miguél Eugenio Almeida UEMS Unidade Universitária de Jardim. 0. Considerações iniciais

RELAÇÃO ENTRE FONÉTICA E FONOLOGIA. Miguél Eugenio Almeida UEMS Unidade Universitária de Jardim. 0. Considerações iniciais RELAÇÃO ENTRE FONÉTICA E FONOLOGIA Miguél Eugenio Almeida UEMS Unidade Universitária de Jardim 0. Considerações iniciais A Relação entre fonética e fonologia compreende uma relação de interdependência,

Leia mais

SITUAÇÃO DE PRODUÇÃO DA RESENHA NO ENSINO SUPERIOR

SITUAÇÃO DE PRODUÇÃO DA RESENHA NO ENSINO SUPERIOR RESENHA Neste capítulo, vamos falar acerca do gênero textual denominado resenha. Talvez você já tenha lido ou elaborado resenhas de diferentes tipos de textos, nas mais diversas situações de produção.

Leia mais

A MORFOLOGIA EM LIBRAS Flancieni Aline R. Ferreira (UERJ) flan.uerj@hotmail.com

A MORFOLOGIA EM LIBRAS Flancieni Aline R. Ferreira (UERJ) flan.uerj@hotmail.com XVIII CONGRESSO NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA A MORFOLOGIA EM LIBRAS Flancieni Aline R. Ferreira (UERJ) flan.uerj@hotmail.com RESUMO Neste trabalho, discutiremos sobre o estudo morfossintático da

Leia mais

Gênero: Temas Transversais e o Ensino de História

Gênero: Temas Transversais e o Ensino de História Gênero: Temas Transversais e o Ensino de História Thayane Lopes Oliveira 1 Resumo: O tema Relações de gênero compõe o bloco de Orientação Sexual dos temas transversais apresentados nos parâmetros curriculares

Leia mais

SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO

SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO Autor (unidade 1 e 2): Prof. Dr. Emerson Izidoro dos Santos Colaboração: Paula Teixeira Araujo, Bernardo Gonzalez Cepeda Alvarez, Lívia Sousa Anjos Objetivos:

Leia mais

TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES

TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES Inês Barbosa de Oliveira O desafio de discutir os estudos e as práticas curriculares, sejam elas ligadas à educação de jovens e adultos ou ao

Leia mais

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA O que é o Projeto de Intervenção Pedagógica? O significado de projeto encontrado comumente nos dicionários da Língua Portuguesa está associado a plano de realizar,

Leia mais

ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR?

ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? O que dizem as crianças sobre o brincar e a brincadeira no 1 ano do Ensino Fundamental? Resumo JAIRO GEBIEN - UNIVALI 1 Esta pesquisa visa investigar os momentos

Leia mais

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA Maria Lúcia C. Neder Como já afirmamos anteriormente, no Texto-base, a produção, a seleção e a organização de textos para a EAD devem

Leia mais

Ajuda ao SciEn-Produção 1. 1. O Artigo Científico da Pesquisa Experimental

Ajuda ao SciEn-Produção 1. 1. O Artigo Científico da Pesquisa Experimental Ajuda ao SciEn-Produção 1 Este texto de ajuda contém três partes: a parte 1 indica em linhas gerais o que deve ser esclarecido em cada uma das seções da estrutura de um artigo cientifico relatando uma

Leia mais

Linguística P R O F A. L I L L I A N A L V A R E S F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A D A I N F O R M A Ç Ã O

Linguística P R O F A. L I L L I A N A L V A R E S F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A D A I N F O R M A Ç Ã O Linguística P R O F A. L I L L I A N A L V A R E S F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A D A I N F O R M A Ç Ã O U N I V E R S I D A D E D E B R A S Í L I A Conceito Ciência que visa descrever ou explicar

Leia mais

PENSAMENTO E LINGUAGEM: ESTUDO DA INOVAÇÃO E REFLEXÃO DOS ANAIS E DO ENSINO/APRENDIZAGEM DO INGLÊS EM SALA DE AULA

PENSAMENTO E LINGUAGEM: ESTUDO DA INOVAÇÃO E REFLEXÃO DOS ANAIS E DO ENSINO/APRENDIZAGEM DO INGLÊS EM SALA DE AULA PENSAMENTO E LINGUAGEM: ESTUDO DA INOVAÇÃO E REFLEXÃO DOS ANAIS E DO ENSINO/APRENDIZAGEM DO INGLÊS EM SALA DE AULA Adriana Zanela Nunes (UFRJ) zannelli@bol.com.br, zannelli@ig.com.br zannelli@ibest.com.br

Leia mais

AS INTERFACES ENTRE A PSICOLOGIA E A DIVERSIDADE SEXUAL: UM DESAFIO ATUAL 1

AS INTERFACES ENTRE A PSICOLOGIA E A DIVERSIDADE SEXUAL: UM DESAFIO ATUAL 1 AS INTERFACES ENTRE A PSICOLOGIA E A DIVERSIDADE SEXUAL: UM DESAFIO ATUAL 1 CHRISTO, Aline Estivalet de 2 ; MOTTA, Roberta Fin 3 1 Trabalho de Pesquisa referente ao Projeto de Trabalho Final de Graduação

Leia mais

Dra. Margareth Diniz Coordenadora PPGE/UFOP

Dra. Margareth Diniz Coordenadora PPGE/UFOP Dra. Margareth Diniz Coordenadora PPGE/UFOP Pela sua importância destacam-se aqui alguns dos seus princípios: Todos/as os/ssujeitos, de ambos os sexos, têm direito fundamental à educação, bem como a oportunidade

Leia mais

PLANIFICAÇÃO ANUAL 2015/2016 PORTUGUÊS - 3ºANO

PLANIFICAÇÃO ANUAL 2015/2016 PORTUGUÊS - 3ºANO DIREÇÃO DE SERVIÇOS DA REGIÃO ALGARVE Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas (Sede: Escola Secundária José Belchior Viegas) PLANIFICAÇÃO ANUAL 2015/2016 PORTUGUÊS - 3ºANO METAS Domínios/ Conteúdos

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos*

Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos* Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos* Magda Soares Doutora e livre-docente em Educação e professora titular emérita da Universidade Federal de Minas Gerais. Um olhar histórico sobre a alfabetização

Leia mais

A CAPES : quais ambições para a pesquisa em Letras e Linguística?

A CAPES : quais ambições para a pesquisa em Letras e Linguística? A CAPES : quais ambições para a pesquisa em Letras e Linguística? Universidade de São Paulo benjamin@usp.br Synergies-Brésil O Sr. foi o representante da Letras junto à CAPES. O Sr. poderia explicar qual

Leia mais

Aluno(a) Nº. Série: Turma: Ensino Médio Trimestre [ ] Data: / / Disciplina: Professor: Linguagem e língua

Aluno(a) Nº. Série: Turma: Ensino Médio Trimestre [ ] Data: / / Disciplina: Professor: Linguagem e língua Aluno(a) Nº. Série: Turma: Ensino Médio Trimestre [ ] Data: / / Disciplina: Professor: Linguagem e língua É a palavra que identifica o ser humano, é ela seu substrato que possibilitou a convivência humana

Leia mais

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS Daniel Silveira 1 Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar alguns aspectos considerados fundamentais para a formação docente, ou

Leia mais

Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho Psicologia Integral Disciplina: Antropologia II. Sexualidade, Desvio e Norma Permissões e Limites

Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho Psicologia Integral Disciplina: Antropologia II. Sexualidade, Desvio e Norma Permissões e Limites Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho Psicologia Integral Disciplina: Antropologia II Sexualidade, Desvio e Norma Permissões e Limites Mariana Cervi Marques Fernandes RA 922901 Resumo Dos

Leia mais

FUNDAÇÃO MINERVA CULTURA ENSINO E INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA NOTA EXPLICATIVA

FUNDAÇÃO MINERVA CULTURA ENSINO E INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA NOTA EXPLICATIVA NOTA EXPLICATIVA DA AQUISIÇÃO DE COMPETÊNCIAS NO ÂMBITO DO 1º CICLO DE ESTUDOS DO CURSO DE LICENCIATURA/MESTRADO INTEGRADO EM ARQUITECTURA, CONDUCENTE AO GRAU DE LICENCIADO EM CIÊNCIAS DA ARQUITECTURA.

Leia mais

Objetivos. Introdução. Letras Português/Espanhol Prof.: Daniel A. Costa O. da Cruz. Libras: A primeira língua dos surdos brasileiros

Objetivos. Introdução. Letras Português/Espanhol Prof.: Daniel A. Costa O. da Cruz. Libras: A primeira língua dos surdos brasileiros Letras Português/Espanhol Prof.: Daniel A. Costa O. da Cruz Libras: A primeira língua dos surdos brasileiros Objetivos Apresentar a discussão atual sobre a primeira língua dos surdos: a língua de sinais;

Leia mais

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 É comum hoje entre os educadores o desejo de, através da ação docente, contribuir para a construção

Leia mais

A ICONICIDADE E ARBITRARIEDADE NA LIBRAS Vanessa Gomes Teixeira (UERJ) vanessa_gomesteixeira@hotmail.com

A ICONICIDADE E ARBITRARIEDADE NA LIBRAS Vanessa Gomes Teixeira (UERJ) vanessa_gomesteixeira@hotmail.com A ICONICIDADE E ARBITRARIEDADE NA LIBRAS Vanessa Gomes Teixeira (UERJ) vanessa_gomesteixeira@hotmail.com RESUMO Língua é um sistema de signos constituído arbitrariamente por convenções sociais, que possibilita

Leia mais

PRECONCEITO E INVISIBILIDADE: UMA ANÁLISE SOBRE QUESTÕES ACERCA DAS HOMOSSEXUALIDADES

PRECONCEITO E INVISIBILIDADE: UMA ANÁLISE SOBRE QUESTÕES ACERCA DAS HOMOSSEXUALIDADES PRECONCEITO E INVISIBILIDADE: UMA ANÁLISE SOBRE QUESTÕES ACERCA DAS HOMOSSEXUALIDADES PRADO, Marco Aurélio Máximo & MACHADO, Frederico Viana. Preconceito contra homossexualidades: a hierarquia da invisibilidade.

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

Curso: Letras Português ( 1 ª Licenciatura) II Bloco

Curso: Letras Português ( 1 ª Licenciatura) II Bloco Curso: Letras Português ( 1 ª Licenciatura) I Bloco Filosofia da Educação 60 horas Metodologia Científica 60 horas Iniciação à Leitura e Produção de Textos Acadêmicos 60 horas Introdução à filosofia e

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DESIGN GRÁFICO 514502 INTRODUÇÃO AO DESIGN Conceituação e história do desenvolvimento do Design e sua influência nas sociedades contemporâneas no

Leia mais

Biblioteca Escolar. O Dicionário

Biblioteca Escolar. O Dicionário O Dicionário O que é um dicionário? Livro de referência onde se encontram palavras e expressões de uma língua, por ordem alfabética, com a respetiva significação ou tradução para outra língua e ainda,

Leia mais

UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE LETRAS DIEGO LOPES MACEDO ELIANA ANTUNES DOS SANTOS GILMARA PEREIRA DE ALMEIDA RIBEIRO

UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE LETRAS DIEGO LOPES MACEDO ELIANA ANTUNES DOS SANTOS GILMARA PEREIRA DE ALMEIDA RIBEIRO UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE LETRAS DIEGO LOPES MACEDO ELIANA ANTUNES DOS SANTOS GILMARA PEREIRA DE ALMEIDA RIBEIRO ANÁLISE DO DISCURSO DA PROPAGANDA MARLBORO SOROCABA 2014 1 Introdução O presente trabalho

Leia mais

O SUJEITO EM FOUCAULT

O SUJEITO EM FOUCAULT O SUJEITO EM FOUCAULT Maria Fernanda Guita Murad Foucault é bastante contundente ao afirmar que é contrário à ideia de se fazer previamente uma teoria do sujeito, uma teoria a priori do sujeito, como se

Leia mais

Sistema Verbal da Língua Portuguesa

Sistema Verbal da Língua Portuguesa Sistema Verbal da Língua Portuguesa Segundo Celso Cunha em seu livro Nova Gramática do Português Contemporâneo, verbo é uma palavra de forma variável que exprime o que se passa, ou seja, um acontecimento

Leia mais

1 O CONTEXTO DO CURSO

1 O CONTEXTO DO CURSO REFLEXÕES ACERCA DAS QUESTÕES DE GÊNERO NO CURSO PEDAGOGIA: LICENCIATURA PARA EDUCAÇÃO INFANTIL MODALIDADE A DISTÂNCIA Lívia Monique de Castro Faria Bolsista de Apoio Técnico a Pesquisa /FAPEMIG. Universidade

Leia mais

Vestibular UFRGS 2013 Resolução da Prova de Língua Portuguesa

Vestibular UFRGS 2013 Resolução da Prova de Língua Portuguesa 01. Alternativa (E) Vestibular UFRGS 2013 Resolução da Prova de Língua Portuguesa Alternativa que contém palavras grafadas de acordo com o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa - VOLP 02. Alternativa

Leia mais

Profª Drª Maria Aparecida Baccega

Profª Drª Maria Aparecida Baccega Profª Drª Maria Aparecida Baccega http://lattes.cnpq.br/8872152033316612 Elizabeth Moraes Gonçalves - UMESP Alguns dados de currículo Livre Docente em Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da

Leia mais

AS CONTRIBUIÇÕES DO SUJEITO PESQUISADOR NAS AULAS DE LEITURA: CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS ATRAVÉS DAS IMAGENS

AS CONTRIBUIÇÕES DO SUJEITO PESQUISADOR NAS AULAS DE LEITURA: CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS ATRAVÉS DAS IMAGENS AS CONTRIBUIÇÕES DO SUJEITO PESQUISADOR NAS AULAS DE LEITURA: CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS ATRAVÉS DAS IMAGENS INTRODUÇÃO Ângela Mª Leite Aires (UEPB) (angelamaryleite@gmail.com) Luciana Fernandes Nery (UEPB)

Leia mais

LINGUAGEM, LÍNGUA, LINGÜÍSTICA MARGARIDA PETTER

LINGUAGEM, LÍNGUA, LINGÜÍSTICA MARGARIDA PETTER LINGUAGEM, LÍNGUA, LINGÜÍSTICA MARGARIDA PETTER Duas explicações da Origem do mundo palavra (a linguagem verbal) associada ao poder mágico de criar. Atributo reservado a Deus. Através dela ele criou as

Leia mais

Introdução. instituição. 1 Dados publicados no livro Lugar de Palavra (2003) e registro posterior no banco de dados da

Introdução. instituição. 1 Dados publicados no livro Lugar de Palavra (2003) e registro posterior no banco de dados da Introdução O interesse em abordar a complexidade da questão do pai para o sujeito surgiu em minha experiência no Núcleo de Atenção à Violência (NAV), instituição que oferece atendimento psicanalítico a

Leia mais

ATUAÇÃO DO TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS/ LÍNGUA PORTUGUESA NO IES 1

ATUAÇÃO DO TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS/ LÍNGUA PORTUGUESA NO IES 1 ATUAÇÃO DO TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS/ LÍNGUA PORTUGUESA NO IES 1 FILIETAZ, Marta R. Proença, martafilietaz@hotmail.com Face à emergência da obrigatoriedade legal da presença do intérprete

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA INGLÊS LE I (2 anos) 2015

INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA INGLÊS LE I (2 anos) 2015 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA INGLÊS LE I (2 anos) 2015 Prova 06 / 2015 --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Leia mais

Planejamento Organização Direção Controle. Termos chaves Planejamento processo de determinar os objetivos e metas organizacionais e como realiza-los.

Planejamento Organização Direção Controle. Termos chaves Planejamento processo de determinar os objetivos e metas organizacionais e como realiza-los. Decorrência da Teoria Neoclássica Processo Administrativo. A Teoria Neoclássica é também denominada Escola Operacional ou Escola do Processo Administrativo, pela sua concepção da Administração como um

Leia mais

ALTERNATIVAS APRESENTADAS PELOS PROFESSORES PARA O TRABALHO COM A LEITURA EM SALA DE AULA

ALTERNATIVAS APRESENTADAS PELOS PROFESSORES PARA O TRABALHO COM A LEITURA EM SALA DE AULA ALTERNATIVAS APRESENTADAS PELOS PROFESSORES PARA O TRABALHO COM A LEITURA EM SALA DE AULA RAQUEL MONTEIRO DA SILVA FREITAS (UFPB). Resumo Essa comunicação objetiva apresentar dados relacionados ao plano

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES SURDOS: UMA ANÁLISE DE ATIVIDADES DO ENSINO REGULAR

ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES SURDOS: UMA ANÁLISE DE ATIVIDADES DO ENSINO REGULAR ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES SURDOS: UMA ANÁLISE DE ATIVIDADES DO ENSINO REGULAR INTRODUÇÃO Raquel de Oliveira Nascimento Susana Gakyia Caliatto Universidade do Vale do Sapucaí (UNIVÁS). E-mail: raquel.libras@hotmail.com

Leia mais

JOGO DE PALAVRAS OU RELAÇÕES DE SENTIDOS? DISCURSOS DE LICENCIANDOS SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DE TEXTOS EM UMA AVALIAÇÃO

JOGO DE PALAVRAS OU RELAÇÕES DE SENTIDOS? DISCURSOS DE LICENCIANDOS SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DE TEXTOS EM UMA AVALIAÇÃO JOGO DE PALAVRAS OU RELAÇÕES DE SENTIDOS? DISCURSOS DE LICENCIANDOS SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DE TEXTOS EM UMA AVALIAÇÃO Tatiana Galieta (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) Introdução

Leia mais

Nem tudo o que parece, é! Estereótipos de género, os meios de comunicação social, as e os jovens

Nem tudo o que parece, é! Estereótipos de género, os meios de comunicação social, as e os jovens Nem tudo o que parece, é! Estereótipos de género, os meios de comunicação social, as e os jovens Senhora Presidente da CIG, Caras parceiras e parceiro de mesa, Caras senhoras e caros senhores, É com grande

Leia mais

O PAPEL SOCIAL DA LÍNGUA: O PODER DAS VARIEDADES LINGÜÍSTICAS Carmen Elena das Chagas (UFF/UNESA) carmenelena@bol.com.br

O PAPEL SOCIAL DA LÍNGUA: O PODER DAS VARIEDADES LINGÜÍSTICAS Carmen Elena das Chagas (UFF/UNESA) carmenelena@bol.com.br O PAPEL SOCIAL DA LÍNGUA: O PODER DAS VARIEDADES LINGÜÍSTICAS Carmen Elena das Chagas (UFF/UNESA) carmenelena@bol.com.br CONSIDERAÇÕES INICIAIS A língua, na concepção da sociolingüística, é intrinsecamente

Leia mais

ALUNOS SURDOS E INTÉRPRETES OUVINTES NA PERSPECTIVA DA INCLUSÃO COMO PRÁTICA DISCURSIVA

ALUNOS SURDOS E INTÉRPRETES OUVINTES NA PERSPECTIVA DA INCLUSÃO COMO PRÁTICA DISCURSIVA 00929 ALUNOS SURDOS E INTÉRPRETES OUVINTES NA PERSPECTIVA DA INCLUSÃO COMO PRÁTICA DISCURSIVA SANTOS, Joaquim Cesar Cunha dos 1 Universidade Federal do Espírito Santo UFES NOGUEIRA, Fernanda dos Santos

Leia mais

A ICONICIDADE LEXICAL E A NOÇÃO DE "VER COMO

A ICONICIDADE LEXICAL E A NOÇÃO DE VER COMO A ICONICIDADE LEXICAL E A NOÇÃO DE "VER COMO Ana Lúcia Monteiro Ramalho Poltronieri Martins (UERJ) anapoltronieri@hotmail.com Darcilia Marindir Pinto Simões (UERJ) darciliasimoes@gmail.com 1- Da noção

Leia mais

PROFISSIONAIS DO SEXO UMA PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA DO ESTIGMA DA PROSTITUIÇÃO. Vanessa Petró* 1. Introdução. Comportamento Desviante e Estigma

PROFISSIONAIS DO SEXO UMA PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA DO ESTIGMA DA PROSTITUIÇÃO. Vanessa Petró* 1. Introdução. Comportamento Desviante e Estigma PROFISSIONAIS DO SEXO UMA PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA DO ESTIGMA DA PROSTITUIÇÃO Vanessa Petró* 1 Introdução O presente artigo tem o intuito de desenvolver algumas idéias acerca de comportamentos desviantes

Leia mais

Sobre a diferença entre música e musicalidade: considerações para educação musical

Sobre a diferença entre música e musicalidade: considerações para educação musical Sobre a diferença entre música e musicalidade: considerações para educação musical Rafael Beling Unasp rafaelbeling@gamil.com Resumo: os termos música e musicalidade, por sua evidente proximidade, podem

Leia mais

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Alfabetização de Crianças O Professor Alfabetizador é o profissional responsável por planejar e implementar ações pedagógicas que propiciem,

Leia mais

Alfabetização e letramento. Professora : Jackeline Miranda de Barros

Alfabetização e letramento. Professora : Jackeline Miranda de Barros Alfabetização e letramento Professora : Jackeline Miranda de Barros O que é alfabetização? O que é letramento? Qual o melhor método? Como alfabetizar? Para início de conversa, vamos exercitar nossa memória...

Leia mais

Construção, desconstrução e reconstrução do ídolo: discurso, imaginário e mídia

Construção, desconstrução e reconstrução do ídolo: discurso, imaginário e mídia Construção, desconstrução e reconstrução do ídolo: discurso, imaginário e mídia Hulda Gomides OLIVEIRA. Elza Kioko Nakayama Nenoki do COUTO. Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Letras. huldinha_net@hotmail.com

Leia mais

PLANO DE ENSINO. Unidade curricular INICIAÇÃO AOS ESTUDOS LINGUISTICOS. Carga Horária Prática -

PLANO DE ENSINO. Unidade curricular INICIAÇÃO AOS ESTUDOS LINGUISTICOS. Carga Horária Prática - PLANO DE ENSINO LETRAS (PORTUGUÊS-INGLÊS) Turno: Noturno Currículo: 2003 INFORMAÇÕES BÁSICAS Período 2013/1 Natureza: Unidade curricular INICIAÇÃO AOS ESTUDOS LINGUISTICOS Teórica 60 Carga Horária Prática

Leia mais

Diversidade Cultural X Estereótipos: Discursos Ideológicos em Livros Didáticos para o ensino de Língua Inglesa

Diversidade Cultural X Estereótipos: Discursos Ideológicos em Livros Didáticos para o ensino de Língua Inglesa Diversidade Cultural X Estereótipos: Discursos Ideológicos em Livros Didáticos para o ensino de Língua Inglesa Mary Clevely Mendes Programa de Iniciação Científica UEG / CNPq Orientador (Pesquisador-líder):

Leia mais

Semiótica Funcionalista

Semiótica Funcionalista Semiótica Funcionalista Função objetivo, finalidade Funcionalismo oposto a formalismo entretanto, não há estruturas sem função e nem funções sem estrutura 2 Abordagens Básicas Signo função estrutural função

Leia mais

O COORDENADOR PEDAGÓGICO COMO FORMADOR: TRÊS ASPECTOS PARA CONSIDERAR

O COORDENADOR PEDAGÓGICO COMO FORMADOR: TRÊS ASPECTOS PARA CONSIDERAR Título do artigo: O COORDENADOR PEDAGÓGICO COMO FORMADOR: TRÊS ASPECTOS PARA CONSIDERAR Área: Gestão Coordenador Pedagógico Selecionadora: Maria Paula Zurawski 16ª Edição do Prêmio Victor Civita Educador

Leia mais

III Semana de Ciência e Tecnologia IFMG - campus Bambuí III Jornada Científica 19 a 23 de Outubro de 2010

III Semana de Ciência e Tecnologia IFMG - campus Bambuí III Jornada Científica 19 a 23 de Outubro de 2010 Empregabilidade: uma análise das competências e habilidades pessoais e acadêmicas desenvolvidas pelos graduandos do IFMG - Campus Bambuí, necessárias ao ingresso no mercado de trabalho FRANCIELE CLÁUDIA

Leia mais

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE Terezinha Losada Resumo: A obra Fonte de Marcel Duchamp é normalmente apontada pela crítica de arte como a síntese e a expressão mais radical da ruptura com a tradição

Leia mais

WEEDWOOD, B. História Concisa da Lingüística.

WEEDWOOD, B. História Concisa da Lingüística. RESENHAS WEEDWOOD, B. História Concisa da Lingüística. Tradução: Marcos Bagno. São Paulo: Parábola, 2002. Ronaldo de Oliveira BATISTA Centro Universitário Nove de Julho Um número crescente de livros a

Leia mais

Atividades Acadêmico-Científico- -Culturais: Diversidade Cultural. Contextualização. Gênero. Teleaula 2. Letras. Diversidade de Gênero

Atividades Acadêmico-Científico- -Culturais: Diversidade Cultural. Contextualização. Gênero. Teleaula 2. Letras. Diversidade de Gênero Atividades Acadêmico-Científico- -Culturais: Diversidade Cultural Teleaula 2 Diversidade de Gênero Profa. Dra. Marcilene Garcia de Souza tutorialetras@grupouninter.com.br Letras Contextualização Por que

Leia mais

O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental

O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental Rosangela Balmant; Universidade do Sagrado Coração de Jesus- Bauru-SP. rosangelabalmant@hotmail.com Gislaine Rossler

Leia mais

Abaixo você conhecerá algumas técnicas de SEO utilizadas para obter grande sucesso com as postagens no WordPress.

Abaixo você conhecerá algumas técnicas de SEO utilizadas para obter grande sucesso com as postagens no WordPress. 1 TUTORIAL PARA DEIXAR POSTAGENS E PÁGINAS BEM POSICIONADAS Abaixo você conhecerá algumas técnicas de SEO utilizadas para obter grande sucesso com as postagens no WordPress. Conhecimento básico de Html

Leia mais

Anais do VII Seminário Fazendo Gênero 28, 29 e 30 de 2006

Anais do VII Seminário Fazendo Gênero 28, 29 e 30 de 2006 Gênero e Sexualidade nas Práticas Escolares ST 07 Priscila Gomes Dornelles i PPGEdu/UFRGS Educação Física escolar - aulas separadas entre meninos e meninas - relações de gênero Distintos destinos : problematizando

Leia mais

GÊNERO E EDUCAÇÃO: DISCUTINDO A DOCILIZAÇÃO DOS CORPOS INFANTIS

GÊNERO E EDUCAÇÃO: DISCUTINDO A DOCILIZAÇÃO DOS CORPOS INFANTIS GÊNERO E EDUCAÇÃO: DISCUTINDO A DOCILIZAÇÃO DOS CORPOS INFANTIS TAINARA GUIMARÃES ARAÚJO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ (UESC) Resumo A construção das identidades de gênero constitui todo um processo

Leia mais

A voz dos professores do Agrupamento de Escolas da Apelação

A voz dos professores do Agrupamento de Escolas da Apelação A voz dos professores do Agrupamento de Escolas da Apelação Rita Monteiro Universidade Católica Portuguesa Abril 2014 Fontes / Referências Roldão (2013, 2008, 2007, 2004) Alarcão (1998) Shulman (2005,

Leia mais

A MEMÓRIA DISCURSIVA DE IMIGRANTE NO ESPAÇO ESCOLAR DE FRONTEIRA

A MEMÓRIA DISCURSIVA DE IMIGRANTE NO ESPAÇO ESCOLAR DE FRONTEIRA A MEMÓRIA DISCURSIVA DE IMIGRANTE NO ESPAÇO ESCOLAR DE FRONTEIRA Lourdes Serafim da Silva 1 Joelma Aparecida Bressanin 2 Pautados nos estudos da História das Ideias Linguísticas articulada com Análise

Leia mais

Desdobramentos: A mulher para além da mãe

Desdobramentos: A mulher para além da mãe Desdobramentos: A mulher para além da mãe Uma mulher que ama como mulher só pode se tornar mais profundamente mulher. Nietzsche Daniela Goulart Pestana Afirmar verdadeiramente eu sou homem ou eu sou mulher,

Leia mais

ENTRE O PASSADO E O PRESENTE: A CONSTRUÇÃO E AFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE ÉTNICA DOS CIGANOS DA CIDADE ALTA, LIMOEIRO DO NORTE CE 1

ENTRE O PASSADO E O PRESENTE: A CONSTRUÇÃO E AFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE ÉTNICA DOS CIGANOS DA CIDADE ALTA, LIMOEIRO DO NORTE CE 1 ENTRE O PASSADO E O PRESENTE: A CONSTRUÇÃO E AFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE ÉTNICA DOS CIGANOS DA CIDADE ALTA, LIMOEIRO DO NORTE CE 1 BETWEEN THE PAST AND THE PRESENT: THE CONSTRUCTION AND AFFIRMATION OF ETHNIC

Leia mais

Gênero no processo. construindo cidadania

Gênero no processo. construindo cidadania Gênero no processo de educação: construindo cidadania Kátia Souto Jornalista e Executiva Nacional da União Brasileira de Mulheres A educação tem caráter permanente. Não há seres educados e não educados.

Leia mais

UNIVERSIDADE PAULISTA

UNIVERSIDADE PAULISTA UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA Projeto Integrado Multidisciplinar III e IV Recursos Humanos Manual de orientações - PIM Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos 1.

Leia mais

CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE AVALIAÇÃO 3º ANO (1º CICLO) PORTUGUÊS

CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE AVALIAÇÃO 3º ANO (1º CICLO) PORTUGUÊS CRTÉRO EPECÍCO DE AVALAÇÃO 3º ANO (1º CCLO) PORTUGUÊ DOMÍNO OJETVO DECRTORE DE DEEMPENHO MENÇÕE Oralidade 1. Escutar para aprender e construir conhecimentos 2. Produzir um discurso oral com correção 3.

Leia mais

UMA PROPOSTA DIDÁTICA PARA A DESCRIÇÃO DO GÊNERO DOS SUBSTANTIVOS EM PORTUGUÊS INTRODUÇÃO

UMA PROPOSTA DIDÁTICA PARA A DESCRIÇÃO DO GÊNERO DOS SUBSTANTIVOS EM PORTUGUÊS INTRODUÇÃO UMA PROPOSTA DIDÁTICA PARA A DESCRIÇÃO DO GÊNERO DOS SUBSTANTIVOS EM PORTUGUÊS José Mario Botelho (UERJ e ABRAFIL) INTRODUÇÃO Não há dúvida de que há uma inconsistência nos ensinamentos tradicionais acerca

Leia mais

jovens, capacitação de educadoras/es Convivendo com a Diversidade Sexual na Escola, projetos Na Ferveção, Diversidade Sexual na Escola, etc.

jovens, capacitação de educadoras/es Convivendo com a Diversidade Sexual na Escola, projetos Na Ferveção, Diversidade Sexual na Escola, etc. ECOS Comunicação em Sexualidade - ONG que contribui para a promoção e transformação de valores e comportamentos relacionados aos direitos sexuais e direitos reprodutivos, em uma perspectiva de erradicação

Leia mais

CONSTITUINDO REFERENCIAIS TEÓRICO-METODOLÓGICOS: CONTRIBUIÇÕES DO PIBID PARA O TRABALHO COM ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

CONSTITUINDO REFERENCIAIS TEÓRICO-METODOLÓGICOS: CONTRIBUIÇÕES DO PIBID PARA O TRABALHO COM ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO CONSTITUINDO REFERENCIAIS TEÓRICO-METODOLÓGICOS: CONTRIBUIÇÕES DO PIBID PARA O TRABALHO COM ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO Bruna Mendes Muniz 1 Gislaine Aparecida Puton Zortêa 2 Jéssica Taís de Oliveira Silva

Leia mais

SUGESTÕES PARA ARTICULAÇÃO ENTRE O MESTRADO EM DIREITO E A GRADUAÇÃO

SUGESTÕES PARA ARTICULAÇÃO ENTRE O MESTRADO EM DIREITO E A GRADUAÇÃO MESTRADO SUGESTÕES PARA ARTICULAÇÃO ENTRE O MESTRADO EM DIREITO E A GRADUAÇÃO Justificativa A equipe do mestrado em Direito do UniCEUB articula-se com a graduação, notadamente, no âmbito dos cursos de

Leia mais

MÓDULO 6 INTRODUÇÃO À PROBABILIDADE

MÓDULO 6 INTRODUÇÃO À PROBABILIDADE MÓDULO 6 INTRODUÇÃO À PROBBILIDDE Quando estudamos algum fenômeno através do método estatístico, na maior parte das vezes é preciso estabelecer uma distinção entre o modelo matemático que construímos para

Leia mais

ENSINO DE FILOSOFIA E INTERDISCIPLINARIDADE: caminhos para pensar o problema da formação de professores em nosso tempo

ENSINO DE FILOSOFIA E INTERDISCIPLINARIDADE: caminhos para pensar o problema da formação de professores em nosso tempo ENSINO DE FILOSOFIA E INTERDISCIPLINARIDADE: caminhos para pensar o problema da formação de professores em nosso tempo Andréia Ferreira dos SANTOS; Camilla Machado de SOUZA; Carmelita Brito de Freitas

Leia mais

A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE Universidade Estadual De Maringá gasparin01@brturbo.com.br INTRODUÇÃO Ao pensarmos em nosso trabalho profissional, muitas vezes,

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS S DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE SECRETARIADO EXECUTIVO TRILÍNGUE DISCIPLINA: COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO Leitura e compreensão de textos. Gêneros textuais. Linguagem verbal e não verbal. Linguagem

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DESIGN GRÁFICO

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DESIGN GRÁFICO 1 CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DESIGN GRÁFICO EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS BRUSQUE (SC) Consuni nº. 63/14, 2011 de 10 de dezembro de 2014. 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 3 01 INTRODUÇÃO AO CONHECIMENTO TECNOLÓGICO...

Leia mais

ESTÉTICA: IDEAL DE JUVENTUDE DA TERCEIRA IDADE

ESTÉTICA: IDEAL DE JUVENTUDE DA TERCEIRA IDADE ESTÉTICA: IDEAL DE JUVENTUDE DA TERCEIRA IDADE 2008 Paulo Roberto Cardoso Pereira Júnior juniorcamamu@hotmail.com Tatiana Pereira Boureau tatiboureau@hotmail.com Raimundo Francisco Frank Ribeiro frank.ribeiro@terra.com.br

Leia mais

FORMAÇÃO MATEMÁTICA EM CURSOS DE PEDAGOGIA EM DOIS TEMPOS: UM ESTUDO

FORMAÇÃO MATEMÁTICA EM CURSOS DE PEDAGOGIA EM DOIS TEMPOS: UM ESTUDO FORMAÇÃO MATEMÁTICA EM CURSOS DE PEDAGOGIA EM DOIS TEMPOS: UM ESTUDO Thiago Tavares Borchardt Universidade Federal de Pelotas thiago tb@hotmail.com Márcia Souza da Fonseca Universidade Federal de Pelotas

Leia mais

LUDENS 2011: jogos e brincadeiras na matemática i. Palavras-chaves: lúdico na matemática, jogo, ensino da matemática.

LUDENS 2011: jogos e brincadeiras na matemática i. Palavras-chaves: lúdico na matemática, jogo, ensino da matemática. LUDENS 2011: jogos e brincadeiras na matemática i Palavras-chaves: lúdico na matemática, jogo, ensino da matemática. Justificativa A Matemática faz parte do cotidiano das pessoas. Nas diversas atividades

Leia mais

Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA

Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA Resumo: O presente trabalho apresenta uma análise, que se originou a

Leia mais

EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento

EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento Jéssica Albino 1 ; Sônia Regina de Souza Fernandes 2 RESUMO O trabalho

Leia mais

Mudanças didáticas e pedagógicas no ensino de Língua Portuguesa

Mudanças didáticas e pedagógicas no ensino de Língua Portuguesa Mudanças didáticas e pedagógicas no ensino de Língua Portuguesa Silvio Profirio da Silva¹ Durante décadas, o ensino de Língua Portuguesa desenvolvido em nossas escolas limitou - se à análise e à classificação

Leia mais

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar

Leia mais

CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO OSWALDO CRUZ

CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO OSWALDO CRUZ Introdução Quando se pretende elaborar um trabalho acadêmico e sua respectiva comunicação científica, é necessário que se faça inicialmente um planejamento, no qual devem constar os itens que permitirão

Leia mais

Corpos em cena na formação crítica docente. Rosane Rocha Pessoa Universidade Federal de Goiás

Corpos em cena na formação crítica docente. Rosane Rocha Pessoa Universidade Federal de Goiás Corpos em cena na formação crítica docente Rosane Rocha Pessoa Universidade Federal de Goiás 1 Nosso trabalho na perspectiva crítica Objetivo: problematizar questões sociais e relações desiguais de poder

Leia mais

Palavras chaves: Processo de Alfabetização. Aprendizagem. Leitura e escrita.

Palavras chaves: Processo de Alfabetização. Aprendizagem. Leitura e escrita. O PROCESSO DE APRENDIZAGEM DA ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS: ANÁLISE DOS NÍVEIS DE ESCRITA Alexsandra Vieira Cardoso Graduanda do curso de Letras IFPB Email: Morgana.vc1@hotmail.com Francisca Edneide Cesário

Leia mais

PLANO DE CURSO REFERENCIAL LÍNGUA PORTUGUESA/GESTAR 6ª SÉRIE (7º ANO)

PLANO DE CURSO REFERENCIAL LÍNGUA PORTUGUESA/GESTAR 6ª SÉRIE (7º ANO) PLANO DE CURSO REFERENCIAL LÍNGUA PORTUGUESA/GESTAR 6ª SÉRIE (7º ANO) Processo Avaliativo Unidade Didática PRIMEIRA UNIDADE Competências e Habilidades Aperfeiçoar a escuta de textos orais - Reconhecer

Leia mais

DO DESENHO A ESCRITA E LEITURA

DO DESENHO A ESCRITA E LEITURA DO DESENHO A ESCRITA E LEITURA Cleide Nunes Miranda 1 Taís Batista 2 Thamires Sampaio 3 RESUMO: O presente estudo discute a relevância do ensino de leitura e principalmente, da escrita, trazendo em especial

Leia mais

Diversidade. Linguística. na Escola Portuguesa. Projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa (ILTEC)

Diversidade. Linguística. na Escola Portuguesa. Projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa (ILTEC) Diversidade Linguística na Escola Portuguesa Projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa (ILTEC) www.iltec.pt www.dgidc.min-edu.pt www.gulbenkian.pt Actos de Fala Quadro Geral Significado e contexto

Leia mais