Dra. Margareth Diniz Coordenadora PPGE/UFOP

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1 Dra. Margareth Diniz Coordenadora PPGE/UFOP

2 Pela sua importância destacam-se aqui alguns dos seus princípios: Todos/as os/ssujeitos, de ambos os sexos, têm direito fundamental à educação, bem como a oportunidade de obter e manter nível aceitável de conhecimento. Cada sujeito tem características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem que lhe são próprios; os sistemas educativos devem ser projetados e os programas aplicados de modo que tenham em vista toda gama dessas diferentes características e necessidades.

3 As pessoas com necessidades educacionais específicas devem ter acesso às escolas comuns na educação básica e às universidades no ensino superior que deverão incluí-las numa pedagogia centralizada no/a sujeito, capaz de atender a essas necessidades. Se, por um lado, adotamos por força de lei e como política, o princípio da educação inclusiva que permite o acesso de todos/as, no sistema de ensino, por outro, ainda temos inúmeros problemas no que tange à permanência.

4 Diante da proposta de escola inclusiva, que pressupõe ensino de qualidade para todos/as, torna-se necessária a produção de conhecimentos que possam nortear as práticas pedagógicas, visto que não há mais espaço para uma educação fechada, que exclui as diferenças e nega as necessidades individuais.

5 Visa garantir o acesso e a participação de todos/as: crianças, adolescentes, jovens e adultos, em todas as possibilidades ofertadas pelo sistema educacional e impedir a segregação e o isolamento.

6 Essa política foi planejada para beneficiar todos/as os/as alunos/as, incluindo aqueles/as pertencentes a minorias lingüísticas, raciais e étnicas, aqueles/as que fazem escolha sexual diferente das escolhas padrão, aqueles/as com deficiência ou dificuldades de aprendizagem, aqueles/as que se ausentam constantemente das aulas por razões de saúde e outras. No que tange às deficiências, o conceito de inclusão envolve a mudança da idéia de defeito para um modelo social.

7 Centrado exclusivamente no sujeito e suas dificuldades. O papel da escola e da universidade é ajudar o/a sujeito a se encaixar no sistema educacional. O/a aluno/a deve adaptar-se à escola e à universidade não há necessariamente uma perspectiva de que estes equipamentos irão mudar para acolher cada vez mais uma diversidade maior de alunos/as.

8 Baseia-se na proposição de que a sociedade e suas instituições é que são opressivas, discriminatórias e incapacitantes e que a tensão, portanto, precisa estar direcionada para a remoção dos obstáculos existentes à participação das pessoas com deficiências na vida em sociedade e para a mudança institucional, para a mudança de regulamentos e atitudes que criam e mantêm a exclusão.

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10 Deve haver uma maior flexibilidade para a construção de propostas pedagógicas e de organização escolar. A educação inclusiva é oferecida na sala de aula comum, mas não é incompatível com a noção de apoio. A inclusão implica que os/as professores/as recebam informações apropriadas na formação inicial e desenvolvimento profissional contínuo durante sua vida profissional.

11 O sistema educacional deverá ser alterado e modificado nos seguintes aspectos: Em sua estrutura física: adaptação de salas, banheiros, refeitórios, portas, rampas, elevadores, sinais luminosos, sonoros. Em relação à concepção de aluno como objeto para aluno como sujeito que porta diferenças: de gênero, de raça e etnia, de condição física e mental, de condição econômica, lingüística e tantas outras.

12 Não poderá se restringir a ensinar a ler e a escrever, nem tampouco transmitir conteúdos pré-existentes. Teremos que ampliar essas intenções na educação básica e no ensino superior que abre a discussão da profissionalização. Deverá haver mudança de posição subjetiva e nos valores dos sujeitos, da escola e da sociedade como um todo.

13 Reorganização do trabalho coletivo Currículo Formas de agrupamento em sala Avaliação Construção do trabalho em rede Salas de apoio e pessoal especializado

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15 A necessidade de refletir sobre modelos que possam responder às exigências relativas à organização política e social e à elaboração do conhecimento, traz à tona a discussão em torno do Projeto Político Pedagógico da escola. Lei 9394/96: artigos 12 e 13: incumbe a escola de elaborar e executar sua proposta pedagógica com a participação de seu quadro docente. Nos artigos 14 e 1 5: Define normas de gestão democrática para o ensino público e a orientação no sentido da progressiva autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira.

16 Ação intencional, com sentido explícito e com um compromisso definido coletivamente; Processo construído e vivenciado em todos os momentos e por todos os envolvidos com o processo educativo da escola e, como tal: Político: está intimamente articulado e compromissado com os interesses reais e coletivos da população Pedagógico: define as ações educativas e as características necessárias às escolas para cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade.

17 Os profissionais da escola precisam eleger pontos de partida (princípios) e pontos de chegada (objetivos) comuns. Ao definir estes princípios e objetivos, deve-se discutir qual será o melhor caminho (metodologia) para se cumprir tais objetivos. Dessa forma, é preciso levar em conta o trabalho coletivo como um elemento fundamental sem o qual não se organiza um projeto político-pedagógico que acolha a diferença.

18 O PPP constitui-se para os docentes em uma possibilidade de domínio da organização do trabalho pedagógico a partir da reflexão, da formação e da ação direta sobre os elementos constitutivos da sua prática: a participação na gestão escolar, a discussão e definição sobre o plano curricular, e a avaliação que permite o ajuste constante e melhoria do PPP e conseqüentemente da qualidade de ensino.

19 O trabalho coletivo não é resultado do consenso entre os professores, ao contrário, significa compreender e enfrentar as contradições internas e externas do processo educativo no sentido do aprofundamento e superação dos conflitos. A análise, o questionamento e a discussão conjunta de problemas como o ritmo de aprendizagem, a defasagem idade ciclo, ciclo/série, enturmação (na educação básica), e currículo, aprendizagem e avaliação (ed. Superior).

20 De acordo com André Favacho (1998:42) o PPP deve ser organizado a partir de três eixos: Gestão, currículo e avaliação.

21 É na definição do desenho da gestão escolar que se configuram as formas mais amplas de organização de trabalho no interior da escola e da universidade: as finalidades, a estrutura e os procedimentos para efetivar a proposta. Uma gestão democrática significa a estruturação de uma prática administrativa reflexiva que possibilite uma ação transformadora, a partir do trabalho coletivo.

22 O currículo pode ser entendido como elemento simbólico que corporifica as intenções e representações da escola e da universidade (por curso) na produção de sua identidade cultural. Nesse sentido, ele se constrói no interior das instituições escolares, nos acordos e conflitos diários no interior dessas escolas e universidades. Mas as escolas e as universidades não existem à revelia de uma sociedade: portanto, falar em currículo é necessariamente falar em como a sociedade compreende cultura e conhecimento, e quais processos a sociedade utiliza para legitimar determinados saberes em detrimento de outros.

23 É na elaboração do currículo que são definidos os aspectos voltados diretamente para a prática pedagógica, marcando o espaço e o papel exercido por cada um dos diferentes elementos ligados no processo educativo: o tempo escolar, a articulação entre as diversas áreas de conhecimento os conteúdos e programas, as escolhas metodológicas e as definições de valores projetados pela escola e pela universidade. Por sua característica essencial que é a dinamicidade, ele precisa ser pensado e discutido constantemente, a fim de buscar a coerência entre o currículo escrito e o currículo ativo.

24 Adaptações e ajustes serão necessários para se pensar a inclusão. Se não há definição do ponto de partida dificilmente conseguiremos detectar avanços.

25 Não há formação e informação que dê conta de tornar um sujeito inclusivo, se este a priore não se coloca nesta posição. A inclusão exige uma mudança de valores e concepções que passam pela subjetividade e pela concepção de mundo que forjamos. A interrogação e o reposicionamento pessoal acerca da inclusão e da diferença serão fundamentais.

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